sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Minha agenda para dezembro/2007

1-Sábado
Assembléia de Deus em Pendotiba-RJ
Aniversário da mocidade
2-Domingo
Assembléia de Deus em Cordovil-RJ
Ceia do Senhor
4-Terça-feira
Assembléia de Deus em Teixeira de Freitas-RJ
Simpósio de Missões
08-15
Assembléia de Deus em Natal-RN
Dia da Bíblia, aniversário do pr. Raimundo João de Santana, pré-lançamento do livro Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar e outros compromissos
16-Domingo
Assembléia de Deus em Cordovil-RJ
Escola Bíblica Dominical
24-31
Compromissos diversos em São Paulo-SP

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Podem os sopros "ungidos" apagar as chamas do Inferno?


Amados irmãos, apresento-lhes alguns vídeos do site GodTube sobre o grande show-man cujas iniciais do nome são B.H. As suas falas estão em inglês, mas não se preocupem, caso não tenham familiaridade com o idioma. Os vídeos falam por si mesmos...

A vida “modesta” de B.H.
http://www.godtube.com/view_video.php?viewkey=b78a8dc09d6e524c1322

Sua “seriedade” no “auxílio” a um enfermo
http://www.godtube.com/view_video.php?viewkey=b05f646267d3d84e6155

B.H. “abençoando” os inimigos
http://www.godtube.com/view_video.php?viewkey=2406e6a8f449af946d61

Serão necessários muitos sopros no Inferno!
http://www.godtube.com/view_video.php?viewkey=54e295c167a2f6be528e

Na defesa do evangelho de Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Como interpretar a Bíblia corretamente? (4)


Na quarta parte desta série de artigos sobre a interpretação bíblica, ainda discorrerei sobre outras figuras de linguagem que ocorrem no texto sagrado:

6) Paradoxo - proposição, idéia ou opinião aparentemente contraditórias. Vejamos alguns exemplos:

a) “Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos”, Mt 8.22.
b) “Quem achar a sua vida perdê-la-á”, Mt 10.39.
c) “... coais um mosquito e engulis um camelo”, Mt 23.24.
d) “... é mais fácil entrar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”, Lc 18.25.
e) “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem”, 2 Co 4.18.

Nota-se que em todos os paradoxos mencionam-se coisas impossíveis, como: morto sepultar morto; mosquito ser coado; e camelo passar pelo pequeno orifício de uma agulha (agulha, mesmo!). Entretanto, todas essas proposições aparentemente estranhas são entendidas quando lemos os seus contextos imediatos.

a) No primeiro exemplo, Jesus fala de mortos espiritualmente sepultando pessoas mortas fisicamente.
b) No segundo, ele ensina que ninguém pode salvar a si mesmo.
c) Em Mateus 23.24 , o Mestre condena os fariseus por se importarem com pequenas coisas (coar mosquito), enquanto cometiam erros maiores (engolir camelo).
d) O exemplo do item “d” fala do perigo de ter o coração nas riquezas.
e) E o último ensina que devemos atentar para as coisas celestiais.

7) Pleonasmo - ocorre quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado. É empregado para reforçar uma idéia, enriquecendo uma expressão. Em João 11.43, Jesus bradou: “Lázaro, sai para fora”. Ele podia ter dito simplesmente: “Lázaro, sai”. Mas, apesar de correta, essa construção seria pobre, sem ênfase e vazia. Outros exemplos: 1 Rs 19.11; At 14.10.

8) Símile - do latim similis, “semelhante”, “parecido”. É a figura caracterizada, em geral, pela palavrinha “como”. Difere da metáfora, que é uma comparação não expressa. Quando João foi arrebatado em espírito e viu Jesus em glória (Ap 1.10-20), ele não teve palavras para descrevê-lo, lançando mão de alguns símiles: “voz como trombeta”, “cabelos como lã”, “olhos como chama de fogo”, “pés semelhantes a latão reluzente”, “voz como muitas águas”, etc.

9) Ironia - expressão que exprime, aparentemente, o contrário. Essa figura é melhor entendida na linguagem falada, pois a entonação da voz não deixa dúvidas quanto à intenção do emissor. Quando se diz “Aquele irmão é uma bênção...”, querendo que o ouvinte entenda o contrário, regula-se a tonalidade de voz, prolongando o tempo em algumas sílabas. Mas, na linguagem escrita, a ironia só pode ser percebida mediante a leitura do contexto.

Quem são os “excelentes apóstolos” de 2 Coríntios 11.5? O contexto revela que Paulo empregou uma ironia para falar de falsos apóstolos (vv. 13-15). Vale lembrar também das palavras irônicas de Elias aos profetas de Baal: “Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; (...) porventura dorme, e despertará”, 1 Rs 18.27. Outro exemplo de ironia é a de Jó, ao contestar as argumentações de seus “amigos”: “... convosco morrerá a sabedoria”, Jó 12.2.

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Crente que tem promessa não morre?




Escrevi recentemente um artigo denominado
“Coisas que a Bíblia não diz”, por meio do qual refuto clichês como “Crente que tem promessa não morre”. Alguns internautas não gostaram, e outros dizem que esse controverso chavão tem apoio bíblico. Exponho abaixo a argumentação do irmão Flávio Silva (sem revisão gramatical e estilística), acompanhada de minha resposta.

"Graça e Paz, irmão Ciro. Meu nome é Flavio Silva.
Caro irmão Ciro, referente ao texto acima onde o Sr, diz que essa afirmação ("Crente que tem promessa não morre") não é verdade usando os versiculos 13 e 39 de Hebreus, discordo parcialmente da sua afirmação. Segue abaixo o que penso acerca disso:
Pois no caso do versiculo 39 o autor fala da promessa dada a Israel sobre a vinda do messias que é Jesus, não é uma promessa pessoal, no caso do versiculo 13 são promessas para as gerações futuras de Israel.
Podemos ver varias. Assim como a promessa do arrebatamento da Igreja.
Creio e tenho certeza que crente que possui promessas de Deus para sua vida não morrerá sem que veja o cumprimento, assim como foi Prometido a Simeão que veria o Cristo antes de Morrer Lc 2:26.
Concluindo:
Quando temos promessas para vida pessoal, nao morreremos sem ve-las se cumprir.
Quando a promessa é referente a igreja ou a minha posteridade essa poderei ou não morrer sem que veja cumprir".

Caro irmão Flávio Silva, a paz do Senhor.
Meu nome é Ciro Sanches Zibordi (risos). Quanto à sua afirmação de que "Crente que tem promessa não morre", gostaria de dizer-lhe, antes de tudo, que é temerário valorizarmos chavões ditos por animadores de auditórios, geralmente acostumados a falar o que querem, irresponsavelmente, a platéias que os aplaudem, não refletindo sobre o que ouvem (cf. At 17.11).
O irmão aparenta ser sincero, disposto a conhecer a verdade, e não alguém interessado em me testar, como alguns que freqüentam este blog. Por isso, vou dedicar alguns minutos ao seu comentário...
Primeiro, reafirmo que empreguei o texto de Hebreus 11 conscientemente, e não de forma impensada. Citei-o por convicção, haja vista considerá-lo claro quanto à refutação do clichê em apreço.
É óbvio que o tal chavão não resiste a uma exegese. Isto é, se o analisarmos à luz da analogia geral das Escrituras, considerando todos os aspectos que envolvem as promessas de Deus, como a condicionalidade de boa parte delas, não há como sustentar a falaciosa tese nele contida.
O Senhor Jesus não é obrigado a cumprir todas as promessas que as pessoas julgam ter recebido dEle. E usar o tal bordão como uma segurança de que não morreremos enquanto as tais "promessas" não se cumprirem é uma atitude que vai de encontro (e não ao encontro) de textos como 1 Pedro 2.11 e Tiago 4.13-17. Estes não deixam dúvidas quanto a podermos partir para a eternidade a qualquer momento.
Qual é o crente que não julga ter promessas, hoje? Eu tenho promessas, mas não me valho delas para me considerar imortal. Estou preparado para encontrar com o Senhor Jesus, seja na sua Vinda, seja por meio da morte, a qualquer momento. Os dois pastores que morreram no acidente com o vôo da TAM, há alguns meses, tinham inúmeras promessas...
Basta um pouco de bom senso, para se perceber que o tal clichê, apesar de parecer bíblico, torce a Palavra de Deus, levando o crente a pensar que é invencível. Quando acontece uma tragédia de grandes dimensões envolvendo servos de Deus, e centenas deles morrem, isso significa que nenhum deles tinha promessas pessoais?! Um avião não cairá se houver nele um crente que julga ter uma promessa pessoal?
Caro irmão, pense biblicamente; raciocine, mas não se esqueça de que a Bíblia é a nossa fonte máxima de autoridade, a nossa regra de fé, de prática e de vida. O seu simplismo me deixou preocupado, pois, quando resolvemos refutar um pensamento, temos de ter a Bíblia ao nosso lado, e não o nosso raciocínio, baseado em algumas passagens isoladas. É preciso ter em mente toda a verdade contida nas Escrituras.
É claro que as verdadeiras promessas de Deus se cumprem, como no caso de Simeão, mas não se esqueça da condicionalidade de muitas delas, pois nem todas são de caráter imperativo. A promessa de Lucas 24.49 (coletiva) só foi recebida por quase 120, mas foi dada a mais de 500, pelo menos. Promessas pessoais também não se cumprem devido a fatores outros, como o mencionado em Eclesiastes 7.17.
Muito melhor do que apegar-se ao tal bordão é firmar-se na promessa de Apocalipse 22.20, que inclui a última oração da Bíblia: "Ora, vem, Senhor Jesus". E esta só pode ser feita por quem verdadeiramente está preparado, confiando nas promessas contidas em 1 Tessalonicenses 4.16-18 e 2 Timóteo 4.8.
Melhor do que firmar-se em um bordão simplista e irresponsável é estar preparado para partir para a eternidade a qualquer momento, como Paulo, que, ao receber uma profecia de Ágabo, disse que estava pronto até para morrer!
O clichê em apreço, por conseguinte, leva o crente a esquecer-se das coisas de cima (Cl 3.1,2), fazendo-o pensar que é um super-herói. Pedro, quando estava na prisão (At 12), sabia que morreria velho, pois Jesus lhe revelara isso (Jo 21). Contudo, a sua vida demonstra que ele não se firmava nisso; antes, estava pronto a morrer a qualquer momento pela causa do evangelho.
Bem, vou parar por aqui, mas o aconselho a firmar-se na Palavra, e não em frases de efeito, usadas por animadores de auditório que não têm compromisso com as Sagradas Escrituras.
Para saber mais sobre essa pergunta, leia o livro Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar, a ser lançado pela CPAD.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"Creciendo en gracia", mas indo a passos largos para o INFERNO!





Meus amados irmãos, a
ssistam ao vídeo abaixo. Vejam como estamos nos últimos dias e devemos a cada dia nos firmarmos no verdadeiro evangelho.

Acessem ao link abaixo e depois leiam os versículos:
http://www.youtube.com/watch?v=UZOE25ZYTq4

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mateus 7.15).
"Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (Atos 20.29,30).
"... haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade" (2 Pedro 2.1,2).
"Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão" (1 Coríntios 15.1,2).

Na defesa do evangelho de Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Resposta a um ameaçador de plantão


Caros irmãos, como eu disse na postagem anterior, recebo diariamente algumas ameaças dos fãs de super-pregadores e cantores-ídolos. Publicarei abaixo — acompanhado de minha resposta — o comentário do internauta Alan, fã confesso da “bênção de Toronto”. Ah, fiz algumas revisões no texto, sem mudar a sua essência, haja vista o original estar impublicável. Caro Alan, não me tenha mal, mas o irmão precisa caprichar mais ao escrever...

Disse o ameaçador de plantão:

"Tome cuidado ao falar dos ungidos de Deus.
Não julgue.
Eu consegui ser impactado porque estive vivendo em obediência à Palavra de Deus; pode me mostrar qualquer video; nada vai fazer mudar a presença de Deus que estou vivendo graças a esses santos homems de Deus do ministério de Toronto.
Jesus disse que esses fariam obras maiores, e eles estão conseguindo derramar um novo coração graças ao Senhor Jesus Cristo.
Aqueles dois homens a caminho de emaús sentiram seus coroções queimarem; é exatamente isso que estou sentindo depois da ministração; afinal, a sombra de Pedro curava.
Mas, querido pastor crítico, para que isso seja derramado na sua vida, você precisa pagar o preço de ser um verdadeiro adorador de coração puro; faz o seu ministério e deixa os servos de Deus, para que nada aconteça com a sua familia; e não se esqueça de que Judas ao andar com jesus o entregou...
Espero que reflita...
Abração".

Vamos à resposta:

O internauta maldizente e ameaçador diz que eu devo tomar cuidado ao falar dos ungidos de Deus... Bem, esse cuidado eu tenho. Nunca falei mal do apóstolo Paulo, de Billy Graham, de Gunnar Vingren, etc. Estes verdadeiramente são ungidos de Deus! Ademais, não estou falando mal de pessoas, meu caro. Um dos objetivos deste blog é combater a heresias e modismos.
Mas o fã da “bênção de Toronto” também diz: “Não julgue”. Leia, por gentileza, caro internauta, se não lhe for penoso, o artigo anterior. Se você estiver disposto a aceitar o que dizem as Escrituras, aprenderá que uma coisa é julgar no sentido de caluniar, e outra, bem diferente, é examinar, provar, discernir. Leia, por gentileza: Atos 17.11; 1 João 4.1; Mateus 7.15-23; 1 Tessalonicenses 5.21; 1 Pedro 4.17; 1 Coríntios 14.29.
Você conseguiu ser impactado porque esteve vivendo em obediência à Palavra de Deus? Não me diga! Você sabia que a Bíblia é a nossa regra de fé, de prática e de viver? Então leia 1 Coríntios 14 com calma, meditação... Respire fuuuundo... Ore. Medite. E depois, se você realmente ama a Deus e respeita a sua Palavra, veja se a “bênção de Toronto” é um culto baseado na Palavra de Deus.
O crente verdadeiro não vive de emoção ou experiências exóticas. O apóstolo Paulo foi ao terceiro céu, ao Paraíso de Deus (2 Co 12.1-4), mas não baseava a sua fé em suas experiências. Ele tinha como fonte de autoridade as Santas Escrituras (1 Co 4.6; 15.1-4).
De fato, em João 14.12, Jesus disse que os seus servos fariam “obras maiores”, mas você sabe o que isso significa? Estude a passagem à luz da Palavra de Deus. Não se precipite. O texto sagrado fala de “quantidade” de obras, e não da “qualidade” delas. Estude. Faça uma exegese, isto é, uma interpretação do texto à luz de seus contextos imediato e remoto, além de consultar obras de fontes fidedignas. Quem somos nós para fazer obras que nem Jesus fez? Acorde! As obras que a igreja faz hoje são as mesmas mencionadas em Marcos 16.15-20, em quantidade maior, é claro, até porque o Senhor Jesus ficou pouco tempo na Terra.
Você cita os dois discípulos do Senhor a caminho de Emaús. Mas, meu caro: Por que o coração deles ardeu? Porque ouviram a exposição da Palavra de Deus! É isso que faz o coração de fato ferver, e não essas experiências que geram confusão. Ah, e quanto à sua afirmação de que a sombra de Pedro curava, ela só demonstra a sua falta de cuidado com o que dizem as Escrituras. Leia o texto sagrado com meditação. A sombra de Pedro apenas “cobria” os enfermos. Quem os curava era o Senhor! Acorde! Ainda há tempo!
Agradeço-lhe pelos “elogios”, como o adjetivo “pastor crítico”. Mas, por favor, não me ofereça a aberrante “bênção de Toronto”...
Temos, sim, de pagar um preço para receber o verdadeiro avivamento, haja vista o que está escrito em Joel 2 (todo o capítulo), mas o resultado desse avivamento não é cair ao chão, engatinhar, rosnar, latir, piar, cantar cantigas de ninar, uivar, rir como um débil mental, levantar uma das pernas como cães, bater os braços... Não! O resultado é: “Os vossos filhos e as vossas filhas PROFETIZARÃO; os vossos velhos terão SONHOS [sonhos, mesmo!]; os vossos jovens terão VISÕES” (v.28).
Você realmente aprendeu direitinho com o show-man palestino naturalizado norte-americano, que aparece na foto acima, cujas iniciais do nome são B.H. Mais alguma dica? Ele também gosta de ameaçar os seus críticos e dizer: “As suas famílias estão em perigo”. Isso é uma maldição, uma ameaça?! Eu pensei que você estava vivendo o avivamento! Onde está o seu amor, a sua humildade, o seu temor?! Que avivamento falso é esse?! Acorde! Ainda há tempo! Ame a Jesus! Siga a Palavra de Deus!
Depois de dizer para eu ter cuidado quanto à minha família, o “irmão” termina dizendo “Abração”. Que abraço é esse? De tamanduá?
Espero, sinceramente, que você reflita e abandone o que, em psicologia, é chamado de excentricismo, isto é, afastar-se do centro. Seja equilibrado, mas saiba que, para isso, é preciso crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Carta aos maldizentes de plantão


Alguns internautas mal-orientados, que se comportam como fãs, e não como servos do Senhor, maldizentes de plantão, vêm tentando me intimidar com ameaças, xingamentos, comentários anônimos e perguntinhas elementares do tipo “Quem é você para julgar?”
De fato, como eu já disse, nada sou, mas a Palavra de Deus é a verdade que permanece para sempre (1 Pe 1.24,25). Outros, que não gostam de ler a Bíblia, retrucam: “Você cita muitos versículos”. Um certo “mestre”chegou a dizer, “humildemente”: “Se eu fosse o seu professor, lhe ensinaria como citar os versículos bíblicos corretamente, e não de modo desconexo”. No entanto, para haver conexão, é preciso ler cada referência com meditação, o que o estimado “mestre” certamente não fez, preferindo verberar contra este pobre escritor...
Bem, como tem aumentado o número desses descontentes (devem ser mais ou menos uns cinco ou dez internautas, no máximo), preguiçosos (com todo o respeito, hein?!), os quais se dão ao luxo de “dar de ombros” para a Bíblia Sagrada e ainda dizer que ninguém pode julgar as aberrações de seus pregadores ou cantores-ídolos, resolvi escrever-lhes esta carta, gostem vocês ou não. (Afinal, quem mandou vocês entrarem neste blog? Não sou eu quem estou “invadindo” a tela de vocês, não é mesmo?)
Já que estão aqui, não posso nem devo despedi-los vazios. Tenho um rápido estudo bíblico para vocês. Apesar de aparentarem não gostar da Bíblia (pois sequer conferem as citações bíblicas antes de tirarem as suas conclusões precipitadas), vou insistir mais um pouquinho com vocês. Pode ser penoso, no começo, porém, na medida em que começarem a ler e estudar as Escrituras, poderão ficar entusiasmados pelas verdades eternas.
Vou responder-lhes, à luz da Bíblia, a pergunta “Quem é você para julgar?” , tá bom? (A propósito, Erwin Lutzer escreveu um livro excelente com o título Quem É Você para Julgar?, editado pela CPAD, pelo qual ele aborda o assunto em questão de maneira pormenorizada.)
Mas não se onfendam, hein?! Não estou citando o nome de ninguém... Mesmo assim, os que se sentirem ofendidos, podem, se desejarem, "vestir a carapuça"... Ops! Ou melhor, podem se manifestar à vontade... Se alguém não se considera maldizente, não precisa ficar bravo, tá bom? Lembre-se de que maldizente de plantão é aquele que, como já disse, vale-se de ameaças, maldições, xingamentos, etc.
Vamos, pois, sem perder tempo, ao estudo sobre o julgamento; quer dizer, o exercício do discernimento dos servos do Senhor:
1) Nunca devemos desprezar pregações, ensinamentos, profecias, hinos de louvor a Deus, bem como sinais e prodígios (At 17.11a; 2.13; 1 Ts 5.19,20). Mas cabe a nós JULGAR, provar, examinar se tudo é aprovado pelo Senhor (At 17.11b; 1 Ts 5.21; 1 Co 14.29; 1 Jo 4.1; Hb 13.9). Como fazer isso? Quais são os critérios bíblicos para esse julgamento?
2) Devemos julgar segundo a reta justiça (Jo 7.24). Não devemos julgar pela aparência, por preconceito, mágoa de alguém, mas “segundo a reta justiça”. Jesus condenou o julgamento no sentido de caluniar: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mt 7.1). Apesar disso, neste mesmo capítulo, Ele demonstrou que devemos nos acautelar dos falsos profetas e apresentou critérios pelos quais podemos julgar, isto é, discernir, provar, examinar (Mt 7.15-23). E isso não é pecado!
3) Sempre devemos julgar pela Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14), pois ela está acima de mim, de você, de nós, do cantor fulano, do pregador beltrano, da vocalista cicrana, do anjo (Gl 1.8), da igreja tal, etc. Leia 1 Coríntios 4.6; Salmos 138.2.
4) Devemos julgar de acordo com a sintonia do Corpo com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). Sei que é difícil para vocês, caros maldizentes, que não gostam de ler a Bíblia, mas para entender este estudo é imprescindível ler as referências! Depois não me venham com aquela desgastada desculpa de que não cabe ao crente julgar...
5) O julgamento deve ser segundo o dom de discernir os espíritos dado a Igreja de Cristo (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18). Se falta este dom em sua igreja local, caro maldizente, não venha verberar contra este pobre articulista que apenas está apresentando a Bíblia para você!
6) Devemos julgar tudo com bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11). Você pode me julgar, sabia? Mas com bom senso, e não dessa maneira agressiva, sem misericórdia, com um comportamento de fã defendendo o seu grupo ou seu cantor preferido. Vá se converter, maldizente! Calma... só estou sendo um pouquinho bem-humorado... E isso é bíblico também (cf. 1 Rs 18; Jó 12; 2 Co 11; etc.). Além disso, se você se ofender, caro leitor, vai ficar evidente que se considera um maldizente, não é mesmo?!
7) Ah, devemos também julgar de acordo com cumprimento da predição, no caso da profecia (Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9), se bem que apenas isso não é suficiente para autenticá-la (Dt 13.1,2; Jo 14.23a). A “apóstola” tal afirmou que Jesus voltará num sábado de 2007? Espere o cumprimento... Aliás, no caso desta, não é necessário esperar. Já está reprovada pelo teste da Palavra! É totalmente antibíblica, como já disse em outro estudo, do dia 30 de junho.
8) Devemos julgar, finalmente, de acordo com a vida do pregador, da cantora, do profeta ou do milagreiro (2 Tm 2.20,21; Gl 5.22):

● Ele(a) tem uma vida de oração e devoção a Deus?
● Ele(a) honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens?
● Ele(a) demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor?
● Ele(a) ama os pecadores e deseja vê-los salvos?
● Ele(a) detesta o mal e ama justiça?
● Ele(a) prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a igreja à santificação?
● Ele(a) repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?

Ficou bravo, maldizente de plantão? Então, estude a Bíblia Sagrada em oração, em vez de ficar esbravejando contra este pobre articulista... (Ah, se não gostou da linguagem irônica, aprendi com o irmão Paulo, em 2 Coríntios 11. Só que para ele você não pode mandar mensagens anônimas e cheias de ódio, não é mesmo?)


Ciro Sanches Zibordi

domingo, 18 de novembro de 2007

Como interpretar a Bíblia corretamente? (3)


A análise do contexto de uma passagem bíblica possibilita a distinção entre os sentidos literal e alegórico. Mas isso não é o suficiente para levar ao entendimento do sentido exato de um texto, haja vista as passagens alegóricas serem apresentadas sob diversas figuras de retórica. A dificuldade em defini-las pode levar o estudioso a conclusões precipitadas.

Vejamos alguns exemplos de figuras de linguagem que aparecem nas páginas inspiradas:

1) Metáfora — emprego de um termo que se associa a outro, mostrando a característica de uma pessoa ou coisa. Ao afirmar que era o “pão”, a “luz”, a “porta” e o “caminho”, Jesus quis revelar algumas de suas características (Jo 6.35; 8.12; 10.9; 14.6). De igual modo, o salmista falou da firmeza que tinha em Deus, dizendo: “Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente; (...) pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza”, Sl 71.3.
Em Mateus 5.13-16, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram o “sal da terra” e a “luz do mundo”, mencionando na própria passagem a importância do sal e da luz. Falando sobre o cuidado que devemos ter com a nossa visão, o Senhor também empregou a linguagem metafórica: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”, Mt 6.22. Outros exemplos: Lc 13.31,32; 1 Tm 3.15.
2) Sinédoque — figura pela qual se emprega o todo pela parte ou vice-versa. Quando dizemos “Todo mundo está presente”, estamos querendo mostrar que todas as pessoas estão em um determinado local. Da mesma forma, dizemos: “Não veio ninguém”, quando poucas pessoas estão presentes.
A sinédoque ocorre na Bíblia em Atos 24.5 e Colossenses 1.23, entre outros textos. Na primeira passagem, é empregada a expressão “todo o mundo” em lugar de “todo o império romano”. Já o texto de Colossenses usa “toda criatura que há debaixo do céu” em vez de “todas as pessoas do mundo conhecido”.
3) Hipérbole - figura que realça um pensamento por meio do emprego de expressão exagerada. Os vendedores costumam usar o jargão “Esse produto tem mil e uma utilidades” para enfatizar que um produto possui, na verdade, muitas utilidades. Por que eles não dizem o número exato de utilidades? Porque, nesse caso, a hipérbole transmite a mensagem de forma mais eficaz. Por isso, alguns escritores da Bíblia empregaram expressões hiperbólicas.
Ao concluir o seu livro, João afirmou que “o mundo todo” não conteria os livros, caso ele relatasse todas as realizações de Jesus (Jo 21.25). Recorrendo, também, à linguagem hiperbólica, o salmista disse: “... toda a noite faço nadar a minha cama, molho o meu leito com as minhas lágrimas”, Sl 6.6. Imaginemos a cena... Davi chorando tão intensamente, a ponto de nadar em suas próprias lágrimas! É claro que isso é uma figura de linguagem.
4) Prosopopéia - consiste na personificação de coisas inanimadas. Usamos essa figura, por exemplo, para nos referirmos a um carro que gasta muito combustível: “Esse carro bebe demais”. Na Bíblia, vemos o emprego da prosopopéia em Isaías 55.12: “... os montes e os outeiros exclamarão de prazer perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão palmas”.
A conhecida (mas sempre bela) narrativa do Salmo 19 diz que os “céus manifestam a glória de Deus” (v. 1) e “um dia faz declaração a outro dia” (v. 2), entre outras expressões. No Salmo 35.10, Davi afirma que seus ossos são capazes de falar, enquanto o Salmo 85.10 registra um beijo curioso: “... a justiça e a paz se beijaram”. Mas o livro mais rico em personificações é Provérbios. Leia: 1.20-33; 6.13; 9.1-3.
5) Metonímia - emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade. A frase “Sou alérgico a cigarro” apresenta uma utilização de causa pelo efeito, visto que a pessoa é alérgica à fumaça do cigarro e não ao cigarro. Quanto ao emprego do símbolo pela realidade, vale lembrar o fato de comprarmos diversos produtos pela marca, como: “Bom-Bril” em vez de palha de aço; “Danone” em vez de iogurte; “Gillete” em vez de lâmina de barbear.
Em Lucas 16.29, “Moisés e os profetas” são empregados em lugar de “o Pentateuco” (livros de Moisés) e “os escritos dos profetas”. Com respeito à Ceia, Paulo disse: “Porque todas as vezes que (...) beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”, 1 Co 11.26. Nesta passagem e em outras, a palavra “cálice” denota, na verdade, o conteúdo de um cálice.

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 17 de novembro de 2007

Como interpretar a Bíblia corretamente? (2)

Se cada texto do Sagrado Livro possui apenas um único sentido, como descobrir se este é literal ou alegórico? E, o que fazer para não confundir interpretação com aplicação? Primeiramente, devemos saber que todo texto bíblico é literal, a menos que o contexto prove o contrário.

O que é contexto?

O contexto é formado pelos textos (versículos, capítulos ou livros) anteriores e posteriores à passagem em estudo, podendo ser imediato ou abrangente. Enquanto não ultrapassa o limite de um livro, o contexto é chamado de imediato.
No caso do texto áureo da Bíblia, João 3.16, o contexto imediato é formado por todos os versículos do capítulo ou, em uma análise mais ampla, por todos os capítulos do livro. Já o contexto abrangente pode ser remoto, englobando uma porção maior de passagens paralelas. Em resumo, o contexto da passagem em questão abarcaria: ou parte do capítulo, ou o capítulo todo, ou parte do livro, ou o livro todo, ou os quatro Evangelhos, ou todo o Novo Testamento, ou, em última análise, toda a Bíblia!

Os Dez Mandamentos

Um dos versículos mais citados pelos advogados da doutrina da maldição hereditária é Êxodo 20.5: “... sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”. Recorrendo ao contexto imediato, descobrimos que essas palavras foram dirigidas exclusivamente aos israelitas (vv.1,2). Conquanto os próprios versículos do capítulo sejam suficientes para refutar a tal falsa doutrina, poderíamos lançar mão, ainda, do contexto abrangente (Ez 18.4,17,20; 2 Co 5.17).
Baseando-se no mesmo capítulo 20 de Êxodo, alguns teólogos ensinam que devemos guardar o sábado (v.8). Como já vimos, o contexto imediato mostra que o texto aplica-se ao povo de Israel. Ademais, se fizermos uma análise contextual abrangente, encontraremos duas fortes razões para não guardar o sábado:
1) O Antigo Testamento confirma que a guarda do sábado devia ser observada somente pelos israelitas (Êx 31.16; Dt 5.15; Ez 20.12-20). E isso, para eles, implicava realizar todos os rituais reservados para o dia de sábado, inclusive os holocaustos (Nm 28.9,10). Eles sabiam também que a guarda do sábado era apenas um dos muitos mandamentos contidos na lei (Gl 3.10).
2) No Novo Testamento, vemos que Cristo pôs fim à dispensação da lei e inaugurou o Tempo da Graça (Lc 16.16; Rm 10.4; Jo 1.17). Hoje, temos domínio sobre o sábado (Mc 2.27) e não precisamos guardar dias, meses e anos (Gl 4.9,10; Cl 2.16). Na atual dispensação, somos justificados pela fé em Cristo (At 13.39; Rm 3.20; Gl 2.16).
Exige-se, por conseguinte, de um bom intérprete das sagradas letras que ele seja, antes de tudo, um assíduo leitor da Palavra de Deus. Afinal, como poderá recorrer ao contexto remoto, se não conhecer a Bíblia de forma global? A leitura constante e seqüencial (livro por livro) faz com que o estudioso grave em sua mente um panorama geral dos acontecimentos bíblicos, facilitando a análise contextual.

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Como interpretar a Bíblia corretamente? (1)

A Bíblia tem sido muito mal utilizada em nossos dias...
Basta surgir uma manifestação ou inovações, que logo aparecem “teólogos” e “hermeneutas” apresentando textos supostamente comprobatórios de tais modismos. Há pregadores usando Gênesis 18.12 para defender a chamada “unção do riso”; Isaías 5.29 para afirmar que o crente pode “rugir como leão”; Amós 4.6 para tornar bíblico o fenômeno dos “dentes de ouro”, etc.
Para compreender e interpretar corretamente a Palavra de Deus é necessário, antes de tudo, ser um verdadeiro servo de Jesus, espiritual (1 Co 2.14-16). Entretanto, a despeito de este fator ser primordial para o entendimento das revelações do Senhor (Mt 13.11), a falta de conhecimento das regras básicas da exegese bíblica tem levado muitos ensinadores da atualidade a interpretações equivocadas, desprovidas de bases contextual, teológica e histórica. Evidencia-se, a cada dia, que obreiros sinceros, mas despreparados ou mal-informados, usam a Escritura como uma mera comprovadora de ensinamentos.
A Palavra de Deus alerta: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” (2 Pe 1.20). Nesta passagem, o apóstolo Pedro deixa claro que cada texto sagrado possui um único significado dentro do contexto.

Interpretação e aplicação

Antes de prosseguir, é importante diferençar interpretação de aplicação. A primeira visa a descobrir o único e verdadeiro significado de uma passagem bíblica, revelando o que o autor desejou transmitir. Já a aplicação é uma ênfase dada pelo pregador ou ensinador no momento da exposição bíblica. Segue-se que a aplicação não deve ser utilizada para a criação de doutrinas, pois não incorpora o verdadeiro significado de uma passagem.
O trecho de Lucas 10.25-37 nos oferece um bom exemplo. Na parábola em questão, Jesus enfatiza o amor para com o próximo, deixando claro o significado do texto: assim como o samaritano ajudou o homem atacado por salteadores, o cristão deve ter compaixão do próximo. Alguns pregadores, porém, dão a essa passagem outra denotação. Apresentam a parábola como uma representação da obra redentora de Jesus (o “Bom Samaritano”), fazendo, assim, uma aplicação diferente.
Ninguém está proibido de fazer aplicações bíblicas. Todavia, ao se valer dessa prática, o pregador precisa ter alguns cuidados. Em primeiro lugar, deve estar ciente de que está aplicando e não interpretando, pois muitos não sabem diferençar uma coisa da outra. Além disso, a aplicação deve ser feita de um modo que o público não a assimile como sendo a interpretação real da passagem.
Expoentes renomados costumam confundir aplicação com interpretação. Uma prática comum é a “espiritualização” de parábolas e de promessas ou mandamentos de ordem física dados exclusivamente ao povo de Israel, aplicando-os às situações de nossos dias. Tal recurso, conquanto seja válido na pregação, se torna perigoso por violar a intenção do autor, abrindo precedentes negativos no âmbito exegético.
Certo pregador, ao discorrer sobre o texto de João 15.1, usou uma aplicação no mínimo desastrosa. Segundo ele, uma vez que Cristo é a videira, e as videiras são parte da criação de Deus, segue-se que Cristo foi criado! Outro expositor, ao relatar a parábola dos dois filhos (Lc 15.11-32), concluiu que, como o filho mais novo se arrependeu e retornou à casa do pai sem o auxílio de um mediador, o homem não precisa de Jesus para se chegar a Deus!
Esses exemplos de aplicações infelizes nos levam a entender o quanto é importante saber que qualquer texto bíblico possui apenas uma significação. Se admitirmos que um trecho da Escritura Sagrada pode ter mais de um significado, franquearemos o caminho para todo o tipo de interpretação errônea. O objetivo do estudioso da Bíblia é entender a mensagem que o autor do livro, na época, quis transmitir àqueles a quem escreveu.

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Jovens: "Perguntai pelas veredas antigas"




ualquer super-pregador ou cantor-ídolo da atualidade diria a um auditório repleto de jovens: “Avance! Acredite nos seus sonhos! Prossiga! Você nasceu para vencer! Não volte atrás”. Entretanto, como eu sou assumidamente “do contra”, a minha mensagem neste artigo destinado à juventude cristã é: “Volte, retroceda enquanto há tempo”. E vou me basear em Jeremias 6.16:

“Ponde-vos no caminho, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele, e achareis descanso para as vossas almas”.

Você já percebeu como muitos jovens cristãos preenchem os seus vazios com elementos do mundo? Estimulados por líderes sem compromisso com a Palavra de Deus — os quais negociam o inegociável —, identificam-se mais e mais com os padrões mundanos (Rm 12.1,2; 1 Jo 2.14-17).
O que o torna diferente da juventude descrente, caro jovem? Piercing? Tatuagem? Dança? Visual descolado? Shows? Baladas gospel? Estilos musicais como rap? Aliás, a “cançaum” gospel do momento é um rap que diz:

“Não seja tolo, otário; por que estás assim? Você é responsável por tua vida estar ruim; não dê mais mole pro inimigo pra te acusar; abre a tua boca e comece a cantar... Eu não vou dar bandeira, seguirei até o fim... Ele te chamou pra ser mais que vencedor”.

Bem, era uma vez um rei chamado Ezequias... No seu reinado, ele perguntou pelas “veredas antigas”. Sabe o que aconteceu? Ninguém pensou em empregar inovações no louvor a Deus, pois os levitas foram orientados a ficarem em pé com os instrumentos de Davi (2 Cr 29.26). Ninguém usou novos instrumentos, mas “os instrumentos de Davi”!
“Então, o rei Ezequias e os maiorais disseram aos levitas que louvassem ao SENHOR com as palavras de Davi e de Asafe... E louvaram com alegria, e se inclinaram, e adoraram” (2 Cr 29.30). Além dos instrumentos, os levitas empregaram “as palavras de Davi e de Asafe”! Mas, sabe de uma coisa? Os “levitas” de hoje preferem o mundo! Eles não querem perguntar pelas “veredas antigas”.
Quais são os CDs do momento, os que mais atraem a “moçada”? São os que apresentam “akela cançaum” de auto-ajuda... Não estou dizendo que todos os “hinos” da atualidade são antibíblicos. Mas tente encontrar algum que fale do sacrifício de Jesus na cruz, da sua ressurreição, da sua vinda ou pelo menos um que glorifique a Deus.
Os jovens têm ojeriza da Harpa Cristã, de outros hinários tradicionais e de composições um pouco mais antigas. Hoje, em nome da “contextualização”, hinos que enaltecem as verdades da Bíblia são rejeitados! A preferência é pelos “hinos” que, numa linguagem contemporânea, desafiam e xingam o Diabo ou deixam a “galera” de “alto astral”.
Um dos hinos “ultrapassados” que alegram o meu coração tem a seguinte letra:

“Meus pecados levou na cruz onde morreu o sublime e meigo Jesus; os desprezos sofreu, a minh‘alma salvou e mudou minhas trevas em luz”.

Você pode estar pensando: “Que canção down, que coisa mais careta, brother. Ih, nunca mais vou entrar neste blog... Esse cara pirou geral”. Não, não vá embora, por favor... “Ouça-me” mais um pouco... Sabe o que diz a Bíblia, em Provérbios 24.21?

"Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te entremetas com os que buscam mudanças".

Eu sei que a sua geração prefere ouvir o “som dos adoradores”, que, na verdade, são canções humanistas, que falam de “sonhos” ou desafiam o Inimigo, e num ritmo pra lá de dançante... Sei também que não apenas as letras triunfalistas o prendem; você se “amarra” num estilo musical tipo dance, aprecia um soul, um hip-hop, não é mesmo?
No fundo, no fundo, não é bem a adoração que atrai você, e sim o som, a batida, o agito, a galera vibrando e gritando... É isso que preenche a “moçada” de hoje. Quase ninguém está disposto a renunciar-se a si mesmo para seguir a Cristo (Lc 9.23), nem a deixar as suas preferências pessoais... E, como as gravadoras sabem disso, continuarão investindo nesse tipo de “cançaum” parecida com as mundanas... Não se iluda pensando que letras supostamente cristãs purificam estilos impróprios para o louvor.
Você pode não dar crédito a este quase solitário defensor das “veredas antigas”, mas precisa reconquistar o que perdeu. Sabia que há alguns anos os jovens, em vez de passarem a noite dançando e jogando conversa fora em uma balada gospel, preferiam participar de uma vigília, orando e estudando a Bíblia? Volte, volte, volte, jovem! Pergunte pelas "veredas antigas"!
Há alguns anos, não havia espaço para shows! Infelizmente, os grupos e cantores se contaminaram pelos interesses comerciais e pela fama, deixando de lado a verdadeira adoração! Mas tente acompanhar os passos de Jesus... Se o Mestre vivesse hoje, aprovaria o que chamam de “adoração profética”, “adoração extravagante” ou “louvor sem limites”? Você acha mesmo que Ele participaria de uma balada gospel?
Esse distanciamento das “veredas antigas” começou de maneira moderada, timidamente, e hoje ocorre a passos largos. Nas baladas gospel, com o incentivo de líderes inescrupulosos, as meninas já dançam até ao chão! São moças que se dizem salvas, porém dançam como as freqüentadoras de bailes funk, sob olhares petrificados dos "santos" meninos...
Você pode pensar que sou um pastor desatualizado, extremista, que não aceita inovações. Pense o que quiser! Mas eu só tenho 37 aninhos... e também gosto de diversão, de um bom papo e de outras coisas que empolgam a “moçada”. Contudo, o que deve prevalecer não é o que eu e você gostamos de fazer, e sim a vontade do Pai que está nos Céus (Mt 7.21,22).
Como disse Paulo, caro jovem, “é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Rm 13.11). E ainda: “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14).
Pergunte, pois, pelas “veredas antigas” e ande pelo bom caminho! Volte! Só assim você encontrará o verdadeiro descanso para a sua alma. Acredite!

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Beyoncé e Eminem na igreja?


Meus amados irmãos internautas, quando navegamos pela Internet, especialmente pelo YouTube, percebemos como a igreja "evangélica" evoluiu!
O "ministério" da dança, hoje, com certeza, é uma das grandes ferramentas de "louvor" e "evangelização" da igreja pós-moderna, como podemos ver neste vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=MMDqIwX4WBE

O que vemos no vídeo acima?
1) Uma apresentação igualzinha às chamadas danças de rua, mas dentro de um templo "evangélico".
2) Uma coreografia, em grande parte, similar às apresentadas por astros do hip-hop, rap, funk, como Beyoncé, Eminem e cia.
3) Um "hino" quase ininteligível, mas com uma "mensagem" muito atual.
4) Uma batida em muitos momentos parecidíssima com as tocadas em bailes funk. Ah, escolhi um vídeo mais moderado, para não escandalizar os conservadores... Mas há outros bem mais "avançados"!
Isso não é o máximo?
Os nossos jovens agora podem cantar e dançar à vontade dentro dos templos! Que avanço!
Estou realmente "maravilhado" com todo esse progresso.
Afinal, cantar louvores com um coração preparado (Sl 57.7) ou adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23,24), apenas, é algo muito retrógrado, vocês não acham?
É bom mesmo que a nossa "moçada" seja, a cada dia, estimulada a ser parecida com o mundo. Quem sabe, com isso, não vejamos surgir em nosso meio novos Eminens e Beyoncés!
Isso seria muito bom! Ademais, de que valem as recomendações bíblicas: "Não ameis o mundo nem o que no mundo há" (1 Jo 2.15), "Não vos conformeis com este mundo" (Rm 12.2) e "qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tg 4.4)? O importante é conquistarmos o maior número de pessoas e oferecer a elas uma liturgia "amigável" e divertida, não é mesmo?
A igreja "evangélica" brasileira está de parabéns! Uma salva de palmas para todas essas inovações, que tiram a monotonia do culto e diminuem (ou subtraem) o tempo destinado à pregação da Palavra de Deus! Que maravilha!

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Uma curta resposta a um pentecostal em dúvidas ou mal informado


Caros irmãos, recebi uma mensagem de um pentecostal anônimo que está em dúvidas ou mal informado. Vou responder às suas perguntas com destaque, haja vista suas dúvidas serem, creio, de interesse geral. Manterei o que ele disse em letras garrafais, como chegaram a mim as suas palavras. As minhas respostas estarão abaixo de seus questionamentos.
"A PAZ DO SENHOR, PASTOR CIRO. O QUE É PENTECOSTE PARA O SENHOR?"
Resposta: O que é Pentecostes? Etimologicamente, é apenas “qüinquagésimo”, uma alusão à festa judaica realizada no qüinquagésimo dia após a Páscoa. Sete semanas (49 dias) eram contadas, e no dia seguinte dava-se a tal festa. Pentecostes é também o nome dado à multiforme operação do Espírito Santo, que inclui batismo com o Espírito, dons espirituais, operações, manifestações, etc. Ou seja, alude àquele glorioso derramamento de poder do alto ocorrido no dia de Pentecostes, narrado em Atos 2. Tudo o que ali ocorreu foi uma amostra do que o Senhor tem feito na Igreja e por meio dela, pois a sua promessa é para todos (At 2.39). Mas não confunda Pentecostes com aberrações como "cair de poder", "unção do riso", "unção do leão", "unção dos quatro seres", avivamento extravagante e outros "retetés". O culto a Deus é racional, equilibrado, com ordem e decência, de acordo com 1 Coríntios 14.
"EM 2006 SE COMEMOROU 100 ANOS DE MOVIMENTO PENTECOSTAL. FOI ABERRAÇAO O QUE ACONTECEU NA RUA AZUZA EM 1906 EM LOS ANGELES? TODO AQUELE MOVIMENTO LÁ DE CURA, CÂNTICOS ESPIRITUAIS EM LINGUAS,PROFECIAS, ETC., NA PEQUENA IGREJA DO PR. WILLIAN JOSEPH SEYMON FOI EMOÇAO? E COMO É QUE COM TODO ESSE MOVIMENTO CADA UM SENTIA-SE MOTIVADO A SER MISSIONARIO ERA ABERRAÇAO?"
Resposta: Não, meu prezado. O que ocorreu em Azusa Street foi um genuíno avivamento. Observe que tudo o que o irmão mencionou tem respaldo bíblico. Jesus cura (Mc 16.17,18); há cânticos espirituais no meio do povo de Deus (Ef 5.19; Cl 3.16); bem como profecias (1 Co 14.1ss). E o poder de Deus é exatamente para que façamos a obra missionária e evangelizemos pessoas à nossa volta (At 1.8; 13.1-3; Mc 16.15-20). Por que eu seria contra elementos que têm total apoio das Escrituras? Por outro lado, sou contrário a aberrações que não glorificam a Deus, deixam o povo confuso, e ainda direcionam a glória, que pertence exclusivamente a Deus, a um determinado super-pregador, que não respeita a Palavra de Deus, além de ser amante do dinheiro, um verdadeiro show-man.
"UM EXEMPLO DISSO É O GMUH, CUJO PROPÓSITO É MISSIONÁRIO, QUE JÁ FALARAM MAL AQUI. O QUE O SENHOR ACHA DISSO?"
Resposta: Costumo não fazer juízo de valor sobre pessoas, igrejas e movimentos. Se o irmão ler com atenção os artigos publicados neste blog, perceberá que o meu objetivo não é expor pessoas ou igrejas, e sim propagar a verdade da Palavra de Deus, combatendo a heresias e modismos à luz das Escrituras.
"OS FUNDADORES DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL, DANIEL BERG E GUNNAR VINGREN, TAMBÉM FORAM ATINGIDOS POR ESSE MOVIMENTO EM CHICAGO E FOI ISSO QUE OS MOTIVARAM A VIREM PARA O BRASIL. O QUE O SENHOR ACHA DO PENTECOSTE TRAZIDO POR GUNNAR E DANIEL? ERA ABERRAÇÃO O QUE TEM NOS RELATOS?"
Resposta: A despeito de nenhum ser humano ser perfeito, Vingren e Berg foram apóstolos do Senhor no Brasil. Fizeram um trabalho que glorificou ao Senhor Jesus Cristo, e por isso até hoje são considerados pioneiros do Movimento Pentecostal e referenciais do pentecostalismo clássico. Eles nada têm que ver com os desvios da atualidade, mencionados no artigo “Desvios do pentecostalismo clássimo”, contido neste blog. Não confunda pentecostalismo bíblica e clássico com neopentecostalismo ou pentecostalimo apóstata.
"A ASSEMBLÉIA DE DEUS FOI FEITA SOBRE ABERRAÇOES, ENTÃO? E POR QUE ELA PROGRIDE E JÁ ESTÁ COM QUASE 100 ANOS, SE COMEÇOU NO ERRO DAS ABERRAÇÕES? SE ISSO NÃO FOSSE O CONSENSO DIVINO, ELE PERMITIRIA TAL COISA? ABRAÇOS!"
Resposta: A Assembléia de Deus está longe de ser uma igreja perfeita. Aliás, ao longo de seus quase cem anos, ele dividiu-se e subdividiu-se. Muitas igrejas que mantém o nome já não são fiéis aos princípios doutrinários do pentecostalismo clássico. Entretanto, há sim Assembléias de Deus que preservam um perfil baseado inteiramente na Palavra de Deus, sendo fiéis à sua origem, ao que Daniel Berg, Gunnar Vingren e outros pioneiros aqui plantaram. Essas usufruem dos dons espirituais, sem se deixarem contaminar por heresias e modismos injustificáveis. Estes desvios produzem um "outro evangelho", dissociado da Palavra de Deus, experiencialista, fanatizado, seguido por pessoas desequiibradas e, em alguns casos, endemoninhadas ou pelo menos influenciadas por demônios. Atentemos para as recomendações contidas em 1 Timóteo 4.1; 2 Timóteo 4.1-5; 1 João 4.1; 1 Tessalonicenses 5.19-21; Mateus 7.15-23.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 11 de novembro de 2007

Você gosta de barulho?


Os pentecostais são conhecidos como o povo do barulho e criticados pelos anti-pentecostais por isso. Eu não sou contra orar em voz alta, coletivamente, pois isso tem apoio bíblico, nos Salmos e Novo Testamento. No entanto, gritos exagerados, na oração, devem ser evitados, para que se mantenha a boa ordem do culto (1 Co 14.40) e não se incomode os vizinhos, como vemos na foto ao lado...
Mas não é sobre oração em voz alta que quero falar, e sim sobre certos estilos musicais, como o rock, que exigem um elevado volume de som, os quais vêm sendo adotados por líderes de "louvor" que desconhem os perigos da "música pesada".
O nosso ouvido não suporta altos níveis de ruído. Como a intensidade de som — medida em decibéis — aumenta de forma logarítmica, e não aritmética, um simples aumento de três decibéis implica dobrar a intensidade do som. Como comparativo, um aspirador de pó chega a produzir oitenta decibéis; já uma turbina de avião, 120.
Já se constatou, por meio de estudos científicos, que o ouvido humano pode suportar, sem prejuízo auditivo, as seguintes taxas: a 111 decibéis, quase quatro minutos; a 120, cerca de 28 segundos; a 129, quase quatro segundos; e a 138 decibéis, o ouvido suportaria menos da metade de um segundo!
Não é por acaso que há várias pessoas com deficiência auditiva.
Em algumas cidades brasileiras, as reclamações a respeito do barulho nas igrejas são tantas, que levaram as prefeituras a obrigar as instituições e espaços destinados a cultos religiosos a ter dispositivos de proteção acústica (bloqueadores de ruídos), prometendo multar, cassar licença, retirar equipamentos sonoros ou até fechar os estabelecimentos em que o barulho ultrapassasse os limites para cada zona e horário. Devemos encarar isso como uma perseguição aos evangélicos?
Em Colossenses 3.16, está escrito: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração”.
Salmos — eram os mesmos contidos no Antigo Testamento, transformados em hinos de adoração.
Hinos — eram as composições de louvor a Deus e ao Senhor Jesus Cristo cujas letras não tinham sido extraídas do livro de Salmos.
Cânticos espirituais — englobavam uma gama maior de composições líricas, inclusive os outros dois tipos mencionados.
Considerando que cântico é o encontro entre a voz, a música e a letra, quando esses três elementos são consagrados a Deus e aceitos por Ele, temos um cântico espiritual. Para termos a certeza de que o Senhor se agrada de um cântico (voz, música e letra), devemos submetê-lo ao crivo de Filipenses 4.8. É verdadeiro? É honesto? É justo? É puro? É amável? É de boa fama? Há nele alguma virtude e algum louvor? Tudo o que fazemos deve ser para a glória de Deus (1 Co 10.31).
É boa a fama do rock? Desde a sua origem, esse estilo está relacionado com imoralidade, drogas, ocultismo e violência. Basta lembrarmo-nos do slogan “Sexo, drogas e rock and roll”. E o que dizer de estilos como funk, reggae, axé, hip-hop, samba e forró? Procure conhecer um pouco da história desses estilos antes de pensar que sou extremista.




Existem três maneiras de se ouvir música:
Com o corpo — quem ouve com o corpo se deixa dominar pelo “embalo” da música.
Com a emoção — quem ouve emotivamente permite que a música comande os seus sentimentos e emoções.
Com o intelecto — essa é a forma correta de se ouvir, sabendo discernir a música. E isso só é possível quando não se prioriza o ritmo. O culto a Deus deve ser espiritual e, ao mesmo tempo, racional (Jo 4.24; Rm 12.1; 1 Co 14.15).
Muitos crentes cantam e tocam sem louvar ao Senhor, como acontecia nos dias do profeta Isaías (29.13). As palavras de louvor devem nascer em um coração preparado (Sl 57.7), mas somente as letras cristãs ou bíblicas não são suficientes para tornar um cântico apropriado para o louvor. Lembre-se de que o cântico só é espiritual quando todos os seus elementos (voz, letra e música) o são.
A música é formada por três elementos:
Melodia — sucessão ascendente e descendente de sons a intervalos e alturas variáveis, formando um fraseado; é adornada pela harmonia e acentuada pelo ritmo, embora possa ser compreendida isoladamente.
Harmonia — combinação de sons simultâneos, emitidos no mesmo instante, tendo como base a tonalidade; e como princípio gerador a estrutura do acorde.
Ritmo — sucessão regular de tempos fortes e fracos cuja função é estruturar uma obra musical.
Esses três elementos, intrínsecos na música, se relacionam com o homem, que também é tripartido: espírito, alma e corpo. Nesse caso, o elemento mais importante da música, a melodia, relaciona-se com a parte mais profunda do ser humano, o seu espírito. E assim por diante.
Assim, o estilo musical apropriado para o cântico de adoração é o que tem como essência a melodia, pois é ela que se relaciona com o espírito (Jo 4.23,24). Há estilos carregados de agressividade e barulho, que apenas balançam o corpo, e não o coração, porque são rítmicos ao extremo; isto é, priorizam o ritmo, e não a melodia.

Melodia — relaciona-se com o espírito
Harmonia — relaciona-se com a alma
Ritmo — relaciona-se com o corpo

Infelizmente, é uma tendência do ser humano inverter as prioridades. De acordo com 1 Tessalonicenses 5.23, Deus nos santifica a partir do espírito. Mas muitos ignoram isso e, como se o versículo dissesse: “corpo, alma e espírito”, priorizam o corpo. Meditemos no que Paulo, inspirado pelo Espírito, disse aos gálatas: “Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gl 3.3).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Maior "evangelista" do século é favorável ao aborto!

Edir Macedo, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, tem sido chamado ultimamente de “o maior evangelista deste século”. Apesar disso, sabemos que ele é, na verdade, um dos maiores propagadores da teologia da prosperidade. Não bastasse isso, ele, seus liderados e sua emissora vêm defendendo abertamente o aborto, contrariando a Palavra de Deus. Tal postura tem levado até a crítica secular a se manifestar.
Reinaldo Azevedo, colunista da Veja on-line, em artigo initulado O “deus” de Edir Macedo perdoa corruptos, mas não perdoa os fetos, escreveu:

Há uma entrevista na Folha com Edir Macedo, o auto-instituído “bispo” da Igreja Universal do Reino de Deus, de que é dono. Quem assina o texto é Daniel Castro, e quem responde pode ser a “legião", já que foi feita por e-mail e intermediada pela cúpula, digamos assim, religiosa... Há alguns dias, postei aqui um texto dizendo que o petismo é a Universal da política, e a Universal, o petismo da religião. Quem me dá razão é Macedo. Leiam uma pergunta e uma resposta:
FOLHA - Alguns políticos então da base da Igreja Universal, como o bispo Rodrigues, foram atingidos em cheio pelos escândalos do primeiro mandato de Lula. A corrupção não é um pecado imperdoável?
MACEDO - Jesus ensina que o único pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Para os demais, há perdão se houver arrependimento.
É a “igreja” de que o PT precisa. Se Deus censura a safadeza, os petistas podem ficar tranqüilos: o “deus” de Macedo perdoa. A sua “teologia” é bastante elástica pra isso. Tão elástica, que ele encontra uma justificativa teológica para o aborto. Se havia desconfianças sobre a filiação da tal Universal ao cristianismo, não há mais. Leiam:
“Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões. Porém, aí vão algumas das mais importantes:
1) Muitas mulheres têm perdido a vida em clínicas de fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam risco de morte;
2) O que é menos doloroso: aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas?
3) A quem interessa uma multidão de crianças sem pais, sem amor e sem ninguém?
4) O que os que são contra o aborto têm feito pelas crianças abandonadas?
5) Por que a resistência ao planejamento familiar? Acredito, sim, que o aborto diminuiria em muito a violência no Brasil, haja vista não haver uma política séria voltada para a criançada”.

Fonte:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/10/o-deus-de-edir-macedo-perdoa-corruptos.html

A argumentação de Macedo aparenta consistência. No entanto, se nem Deus nos condena por antecipação, quem somos nós para achar que um inocente deva ser morto antes de vir ao mundo, sob a suspeição de que o tal viverá sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor, podendo ser comissionado por traficantes de drogas?
É preciso observar o que as Escrituras dizem acerca do aborto, a fim de que não prevaleça a lógica humana.

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O ABORTO?


A palavra “aborto” possui algumas acepções. A Bíblia a menciona de forma literal e figurada (Êx 21.22,23; 23.26; Jó 3.16; Sl 58.8; Ec 6.3; 1 Co 15.8). Neste artigo, eu me refiro à destruição da vida intra-uterina em qualquer estágio do período de gestação. E é exatamente isso que o tal “evangelista” defende, por mais que esteja, segunda aparenta, cheio de boas intenções.
Há dois tipos de aborto: o voluntário (homicídio, em regra geral) e o involuntário. O aborto voluntário, salvo exceção (mencionada mais adiante), é contrário aos princípios bíblicos, pois Deus é contra todas as formas de homicídio (Êx 20.13; Mt 15.19,20; Ap 21.8).
Por que o aborto fere os princípios da Palavra de Deus? Porque só o Senhor tem o direito de tirar a vida, pois é Ele quem a forma ainda no ventre materno (Jó 10.9; 31.13-15; Sl 94.9; Is 44.2,24; 49.5). Deus conhece o ser humano quando ainda é apenas um plasma, uma substância informe (Jr 1.5; Sl 139.13-16). Um ovo informe de quatro semanas (Jesus) foi chamado de “Senhor”, e um feto de 24 semanas (João Batista) ficou cheio do Espírito Santo (Lc 1.39-44).
Por que as mulheres não têm o direito de abortar? Primeiro, porque vida é um dom de Deus, e o fruto do ventre, galardão dEle (Gn 2.7; Jó 33.4; Sl 127.3). Desta premissa decorre outra: a mãe é apenas o meio pelo qual uma criança vem ao mundo, e não a dona dela.
O aborto não deve ocorrer em hipótese alguma? O chamado aborto honroso — provocado nos casos de gravidez resultante de estupro — e o aplicado em caso de crianças que poderão nascer defeituosas ou até sem cérebro não são exceções, pois não cabe ao ser humano tirar a vida do próximo (Dt 32.39; Êx 23.7). Há apenas uma exceção: numa intervenção médica, para salvar a vida da mãe. Nesse caso, se a criança não for tirada, ambas morrerão. Não há outra alternativa.
O aborto não evita problemas futuros para mulheres jovens? Responder “sim” a esta pergunta significa assumir, de modo egoísta e sem misericórdia, que, se fosse preciso, mataríamos até um adulto para termos paz e felicidade (Tg 2.13; Pv 14.12), não é mesmo? Afinal, se uma serva de Deus não deve matar um ser humano adulto para ter paz e tranqüilidade, por que tiraria a vida de um outro ser humano inocente e indefeso?
Portanto, meus amados irmãos, ou a Palavra de Deus está desatualizada (e é claro que não está!), ou esse “maior evangelista do século” não tem nenhum compromisso com o Deus da Palavra.

Na defesa do evangelho,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O internauta opina (6)






Graça e Paz, Ciro.

Só passei para recomendar-lhe dois vídeos do famoso Benny Hinn, os quais encontrei no YouTube.

Eis os link's:

http://www.youtube.com/watch?v=N5YSO0TqlSk

http://www.youtube.com/watch?v=9EPnnmuwtAg

Que Deus restaure a Verdade sobre a sua igreja!

Graça e paz!

Luis Carlos
Joinville/SC

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Células-tronco. O que são elas? Quando começa a vida humana, afinal?


Amados irmãos, a paz do Senhor!
Li ontem, em minha viagem de retorno ao Rio de Janeiro (estive na Assembléia de Deus em Jundiaí-SP), uma matéria no jornal O Estado de São Paulo relativa à aprovação de um projeto de lei sobre a utilização de células-tronco. A matéria gira em torno da pergunta: “Quando começa a vida?”, a qual me levou a escrever este sucinto artigo.
Eis um trecho da matéria, de 5/11/2007:
"No cerne do debate, os ministros terão uma questão complicada pela frente: definir em quem momento começa a vida. Se entenderem que os embriões, mesmo nos primeiros dias, têm status de 'pessoa', a pesquisa pode ser considerada inconstitucional. Caso contrário, a lei será válida e a pesquisa continuará liberada".
O que são células tronco? As células, de maneira geral, são as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos. Uma célula representa a menor porção de matéria viva dotada da capacidade de auto-duplicação independente. Depois da fecundação, o ovo se divide em duas partes, de duas em quatro, de quatro em oito e assim sucessivamente até atingir a fase de algumas centenas de células com o poder de se diferenciarem em qualquer tecido.
No entanto, em determinado momento, “elas recebem uma ordem”, e umas se diferenciam em fígado, outras em ossos, sangue ou músculo, etc. Daí em diante, todas as suas descendentes, de acordo com essa mesma ordem, continuarão diferenciadas: a célula do fígado só vai dar origem a células do fígado; a do sangue, só a células do sangue...
As células-tronco são células mestras, capazes de se multiplicarem e se diferenciarem nos mais variados tecidos do corpo humano (sangue, ossos, nervos, músculos, etc.). No momento da fecundação, como já vimos, começam as primeiras divisões celulares e surgem as células-tronco, que dão origem a todos os tecidos do corpo. Estas células existem até quando o embrião atinge 32 a 64 células.
Células-tronco adultas são encontradas em vários tecidos humanos, em pequenas quantidades, no cordão umbilical, na placenta e na medula óssea. As células-tronco embrionárias — cobiçadas por terem múltipla capacidade de diferenciação — são obtidas a partir de um óvulo fecundado (geralmente, descartado em uma clínica de fertilidade), e precisam ser colhidas até a divisão em 64 células, o que leva no máximo cinco dias.
O que a ciência diz sobre as células-tronco embrionárias? Os cientistas, em sua maioria, dizem que, se for constatada a morte cerebral de alguém, pode-se — se a família estiver de acordo — retirar dele o coração e outros órgãos para transplantá-los numa pessoa que precise. A sociedade não só aceita esse ato da medicina como o considera louvável. Qual é o princípio que orienta tal procedimento? A ausência de funcionamento do sistema nervoso. Esse princípio, segundo a ciência, deveria se aplicar à manipulação de embriões, uma vez que não existe neles o menor esboço de sistema nervoso central.
Os pesquisadores também afirmam que não tem lógica considerar que um óvulo fecundado por um espermatozóide num tubo de ensaio, depois de três ou quatro divisões, é uma vida com o mesmo direito de uma criança na cadeira de rodas, sentindo-se cada vez mais incapacitada.
Na matéria publicada ontem (5/11/2007), em O Estado de São Paulo, há a seguinte declaração da diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz:
"Há uma diferença muito grande entre uma célula viva e um ser humano. Cada célula do corpo está viva. Um coração a ser transplantado está vivo, mas isso não quer dizer que seja um ser humano. A possibilidade de um embrião gerar células não quer dizer que vá gerar um ser humano".
O que a Palavra de Deus diz sobre isso? De acordo com a Bíblia, que está acima de qualquer ciência, o ser humano não se restringe à matéria. O "homem interior" (espírito+alma) é mais importante do que o homem exterior, isto é o seu corpo (Zc 12.1; 1 Ts 5.23), como lemos em Jeremias 1.5:
"Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta".
O ser humano é criado, formado e feito, nesta ordem; ou seja, antes da sua formação já é conhecido pelo Criador (Is 43.7; Gn 1.27; 2.7,22). Para Deus, o corpo informe, mesmo sem o funcionamento do sistema nervoso, já é considerado um ser humano (Sl 139.13-16).
Por conseguinte, os embriões são pessoas inocentes e indefesas (Êx 23.7). Isso é o que a Bíblia diz. Acatelemo-nos, pois, da falsa ciência (1 Tm 6.20).

Ciro Sanches Zibordi

Isso não é uma aberração?


Alguns intenautas se assustam com o adjetivo "aberração", que eu emprego ao me referir a heresias e modismos que nada têm que ver com o pentecostalismo clássico e bíblico.
O que é aberração? Desvio; extravio; extravagância; desarranjo; desordem; desvario; deformidade; anormalidade; irregularidade. Viu como o adjetivo "aberração" é rico em significado? Não o emprego por acaso, e sim por convicção.
No vídeo abaixo vemos a visita de um repórter a uma igreja "pentecostal". Se as minhas palavras parecem fortes, dando a impressão de que tenho sido preconceituoso, assistam ao vídeo e constatem que as afirmações que faço, apesar de contundentes, são francas, honestas e baseadas no que dizem as Escrituras em 1 Coríntios 12 a 14. O meu desejo é que o povo de Deus se volte para a Palavra de Deus, pois só assim as verdadeiras manifestações do Espírito Santo terão lugar em nosso meio (1 Co 14.26).

Confira o vídeo abaixo:
http://br.youtube.com/watch?v=jm4L0dbABLM

Ficou assustado com o que viu? Está no YouTube também um “culto pentecostal” em que homens considerados "mestres da fé" ministram à platéia a “unção do riso”. Todos que vêem o vídeo abaixo também confirmam: “Isso é uma aberração”. Alguns se convencem de que não se trata apenas de uma histeria coletiva — há influência demoníaca mesmo.
No tal vídeo, uma mulher uiva, como se fosse um lobo. Pessoas caem e lançam-se umas sobre as outras, dando gargalhadas similares àquelas que só podem ser ouvidas em filmes de terror. Um casal sentado, ao ser fitado por um dos super-pregadores, cai ao chão “em câmera lenta”, como se estivesse derretendo — o semblante deles é assustador.

Confira:
http://www.youtube.com/watch?v=kESE8wjEXCQ

Os vídeos de outro super-pregador palestino naturalizado norte-americano também impressionam. Vestido como um astro e parecendo um super-herói, ele derruba a todos os que estão à sua frente. Pessoas se enfileiram para receber o golpe de seu “paletó mágico”. Mas, se realmente a unção de Deus está sobre ele, por que não forma uma fila de paralíticos, a fim de levantá-los? O vídeo abaixo, em português, foi produzido por descrentes, mas não deixa por isso de ser chocante. O tal pregador (pregador de quê?) brinca com pessoas supostamente curadas, derruba-as ao chão e comporta-se como um show-man. Todas as atenções se voltam para ele.

Confira agora:
http://www.youtube.com/watch?v=rXyVCpOvMdc

Diante do exposto, pergunto: O que vimos em todos esses vídeos contribuem para a glorificação do nome do Senhor Jesus, ou apenas para o enaltecimento de famosos super-pregadores que não pregam a Cristo? Preguemos o evangelho de Cristo. Busquemos a verdade, pois o juízo começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17).

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uma curta (e franca) resposta a um suposto presbítero


Amados irmãos:
Vejam que tipo de "crente" encontramos na Internet...
Um “amável” camarada que se diz presbítero, mas não observa o que diz Tito 2.8, indignado com o artigo “Beyoncé e Eminem na igreja?”, escreveu-me:

“Um limão azedo e podre é mais doce e saudável do que vc, servo de satanás! melhor os jovens na igreja do que se prostituindo no muundo, servo de satanás! naquele conjunto de dança existem ex drogados e prostitutas, servo de satanás! converta-se e pare de usar o nome de DEUS em vão, servo de satanás!
Presbítero Miranda (com digitação de filha)"

Seria esse “presbítero” pelo menos um servo de Deus? Título de presbítero não salva ninguém, pois muitos “grandes”, naquele Dia, ouvirão do Justo Juiz: “Apartai-vos de mim” (Mt 7.21-23).
Aliás, não é por acaso que pastores dizem, em tom de brincadeira, que existe apóstolo e apóstata; pastor e impostor; diácono e “diacho”; presbítero e “presbicho”. Seria esse o caso desse “amável” irmão?!
Meu caro “presbítero”, agradeço-lhe pelos repetidos "elogios", mas peço-lhe que eduque a sua filha no caminho da verdade (Dt 6.6,7; Ef 6.4). Eu teria vergonha de pedir para minha filha escrever impropérios contra alguém. Isso é postura de “presbicho”, e não de obreiro obediente ao Sumo Pastor.
O "irmão" quer atenuar os seus erros com supostos acertos?! Se é fácil assim, seguidor do “caminho largo” (Mt 7.13,14), abra um clube e ponha nele todos os infratores da lei. Não é preciso mais obedecer ao evangelho, “amável” obreiro?! Quer dizer, então, que alguém pode passar a noite com uma “mulher da vida” e depois entregar-lhe um folhetinho evangelístico? Acorde! Ganhe almas pela pregação da verdade, e não pelo entretenimento. Aprenda com o Senhor Jesus. Já leu em João 4 acerca de Jesus e a mulher samaritana?
Pede-me o senhor "amorosamente" que eu pare de usar o nome do Senhor em vão? Mas por que o senhor usa o nome de Satanás, invocando-o com tanta freqüência?! Acorde! Ainda há tempo!
Ande segundo a Palavra, para que o Senhor tenha misericórdia da sua vida, a fim de que não seja enquadrado em Judas v.12, que menciona as características dos “presbichos”, que não querem obedecer à Palavra de Deus: “Estes são manchas... nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas”.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 3 de novembro de 2007

Uma (não tão) longa resposta a um semi-cessacionista


importante termos em mente que a nossa fonte primacial de autoridade é a Palavra de Deus, e não o que julgamos estar certo. O internatura Marcos Paulo me pergunta (e também faz afirmações) sobre a suposta cessação de alguns dons espirituais. Resolvi publicar as suas perguntas e as minhas respostas com destaque, a fim de que mais irmãos estejam inteirados quanto a esse importante assunto.

Eis o que disse o irmão Marcos:
"Pastor Ciro, ainda com relação à questão da cessação de alguns dons espirituais, ainda acredito que isso é uma realidade bíblica. Não é porque a igreja primitiva desfrutava desses que a igreja moderna também deva desfrutar, como o senhor deixa a entender. O fato de que os homens santos do passado experimentaram algo não nos credencia a experimentar hoje. Um exemplo é a função de apóstolo.
A Bíblia não diz que esta função iria desaparecer, mas sabemos que esta desapareceu com igreja alicerçada no Firme Fundamento. O senhor acha que existem apóstolos ainda hoje? O Senhor acha que ainda hoje existem curas milagrosas com um simples toque da mão do homem de Deus? O senhor acha que existe algum homem de Deus cuja sombra cure pessoas? Coxos ainda hoje são restaurados com apenas uma palavra? Eu pessoalmente acho que não, e o que existe por aí são todas falsificações, imitações baratas, no entanto sabemos que essas curas existiram.
Todas estas manifestações são bíblicas, mas porque não encontramos hoje manifestações iguais ou maiores, como até mesmo foi prometido aos apóstolos em Jo. 14:12? (Aí está a segredo – a promessa foi para os apóstolos). Tudo o que os apóstolos fizeram através do poder de Deus tiveram um propósito. Eu entendo isso quando leio II Co. 12:12 onde Paulo diz que os sinais, prodígios e poderes miraculosos são as credenciais do seu apostolado. Também em Heb.2:3-4 quando o autor diz que a salvação que foi anunciada primeiramente por Jesus foi sendo testificada pelos apóstolos com sinais,milagres e várias maravilhas e dons do Espírito Santo.
Hoje acredito que não exista mais a operação dos dons extraordinários e os únicos milagres que vamos ver agora serão os profetizados por Jesus em Mat.24:24 “ porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos e II Tess. 2:9-12. Já estão surgindo falsos apóstolos e daqui a pouco estarão aparecendo falsos profetas e falsos Cristos e enganarão a muitos. Considero o senhor é um homem muito sábio e confesso que aprendi lendo seus artigos, mas, com relação a esse assunto, o que aprendi (dentro da Palavra) já é suficiente. Continuarei a buscar os dons do Espírito Santo, mas somente os que forem úteis para edificação da igreja ( I Co. 12:31). Aliás, foi isso que a igreja tentou fazer por toda a sua história, até o início do séc XX.
Obrigado por publicar meus comentários e espero não mais voltar para comentar sobre esse assunto".

Eis as minhas respostas:
Caro irmão Marcos Paulo, nenhum dom cessou porque os dons são do Espírito. Os dons espirituais não são nem foram atributos de pessoas, em particular. Não! São dotações do Espírito Santo; e é Ele quem distribui particularmente a cada um, como Ele quer (1 Co 12.11).
Essa sua argumentação é racional. Lembre-se de que a fé e a espiritualidade precedem a razão (1 Co 2.14,15). Não temos de nos acomodar ao que aparentemente é prático ou aplicável hoje. O Espírito conhece a igreja e sabe do que ela necessita. Precisamos buscar o ideal, e não o que nos parece coerente. A obra de Deus não é feita segundo a cabeça do homem, mas "pelo Espírito" (Zc 4.6).
Não sou eu quem dou entender isso. É a Palavra de Deus que não deixa dúvidas da atualidade dos dons espirituais (At 2.39) e da sua necessidade (1 Co 12 a 14; 1 Ts 5.19,20). O irmão diz que o fato de que os homens santos do passado experimentaram algo não nos credencia a experimentá-lo também nos dias de hoje. Onde o irmão aprendeu isso, com todo o respeito? Leia Marcos 16.15-20 e João 14.12. O que dizem essas passagens?
O dom de apóstolo que o Espírito dá é uma realidade para hoje, ainda não reconheçamos que haja pessoas com esse dom (Ef 4.11). O irmão está analisando essa questão do ponto de vista prático, repito, e não ideal.
É preciso ver o que Deus pode e quer fazer, hoje, à luz da Bíblia, e não o que está acontecendo nas igrejas. Não se esqueça de que o Senhor é o mesmo (Hb 13.8). A Bíblia não diz que o dom de apóstolo iria desaparecer. Então, por que o irmão prefere fazer valer a praticidade, o raciocínio humano? Eu não acho mesmo que haja o dom de apóstolo hoje. Eu tenho certeza disso! São as Escrituras que apresentam esse dom, e de maneira clara, em 1 Coríntios e Efésios, pelo menos.
"O Senhor acha que ainda hoje existem curas milagrosas com um simples toque da mão do homem de Deus?", o irmão me pergunta. E a resposta é um sonoro sim. "O senhor acha que existe algum homem de Deus cuja sombra cure pessoas?", o irmão me questiona. E a minha resposta é não. Primeiro, porque a passagem de Atos não diz que era a sombra de Pedro que curava. Sem dúvidas, no entanto, o poder de Deus para curar, e os dons de curar, continuam em plena atividade.
"Coxos ainda hoje são restaurados com apenas uma palavra? Eu pessoalmente acho que não, e o que existe por aí são todas falsificações, imitações baratas, no entanto sabemos que essas curas existiram", o irmão afirma, equivocadamente, pois põe no mesmo bojo fenômenos, ilusionismo (práticas antibíblicas) e sinais de fato operados por Deus, que seguem aos seus servos, em decorrência da pregação do evangelho (Mc 16.15-20).
"Todas estas manifestações são bíblicas, mas porque não encontramos hoje manifestações iguais ou maiores, como até mesmo foi prometido aos apóstolos em João 14.12?", o irmão pergunta. Entretanto, eu tenho visto Deus fazer maravilhas em nossos dias, se bem que há também muitos enganadores, para que se cumpra a Palavra de Deus (2 Tm 4.1-5; 2 Pe 2.1,2).
"Hoje acredito que não exista mais a operação dos dons extraordinários e os únicos milagres que vamos ver agora serão os profetizados por Jesus em Mateus 24.24... e 2 Tessalonicenses 2.9-12", o irmão argumenta. Veja como o próprio irmão admite que tem como fonte de autoridade a sua própria razão, ao dizer "eu acredito que". Uma coisa é o que pensamos, e outra bem diferente é o que as Escrituras dizem (1 Co 4.6; 15.1-4).
"Continuarei a buscar os dons do Espírito Santo, mas somente os que forem úteis para edificação da igreja (1 co 12.31)", o irmão argumenta, de maneira paradoxal e precipitada, pois quem somos nós para selecionar os dons do Espírito Santo ou restringi-los? Siga a Palavra, meu amado. Busque os melhores dons, principalmente o de profetizar (1 Co 14.1).
Todos os dons do Espírito estão à nossa disposição! Agradeço-lhe pelas perguntas, pois elas com certeza levarão os irmãos internautas a refletirem sobre essas importantes verdades bíblicas.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Uma longa resposta a um novo (e não neo) pentecostal

O novo (e não neo) pentecostal Anderson Rodrigues, de Teresópolis-RJ, me fez algumas perguntas cujas respostas podem ser de interesse de todos os irmãos internautas.
Primeira pergunta: "Em 1 João 5.1,8, em particular no versículo 8, a água a qual serve como testemunho na terra é o arrependimento? Trata-se do batismo? Ou é a água que veio de seu sacrifício por nós? Estou lhe perguntando isso, pois, estudando sobre o batismo, esse texto me veio a cabeça... Mas eu não o compreendo bem. A água desse texto teria ligação com a remissão?”
Resposta: O texto de 1 João 5.8 refere-se à obra redentora do Senhor Jesus Cristo, à luz do contexto. Veja o que diz o versículo 6: “Este é aquele que veio por água e sangue, isto é Jesus Cristo”. Nesse caso, além do testemunho do Espírito Santo, na Terra, água e sangue testificam acerca do sacrifício vicário realizado pelo Senhor. Ou seja, água diz respeito ao seu batismo em águas, e sangue refere-se à sua crucificação. Lembremo-nos, ainda, de que no batismo de Jesus, houve testemunho do Pai (Mt 3.13-17). Daí o apóstolo João ter acrescentado: “Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou” (1 Jo 5.9).
Segunda pergunta: "Tratando-se do livre-arbítrio ou da livre agência... Enfim, Quando Deus exatamente olha para uma pessoa com o objetivo de realizar nela os seus planos? Por exemplo, as pessoas costumam dizer ‘Se não vem pelo amor, vem pela dor’. Mas essa frase (além de não ter apoio bíblico) me ensina que Deus estaria interferindo na opção da pessoa de o seguir ou não! Tendo isso em vista, eu tracei o seguinte raciocínio: Quando Deus olha para alguém? (No caso vou usar o Roberto como exemplo.)” Quando a Maria intercede por Roberto com o objetivo de que ele conheça a Palavra de Deus? Quando Roberto mesmo sem conhecer o evangelho, clama a Deus por alguma razão? Quando Roberto se intromete no caminho de um cristão (nesse caso, o olhar de Deus é diferente)? Ou seja, se Roberto não procurar a Deus por vontade própria; se ninguém interceder por ele; e se ele não tentar prejudicar um servo de Deus, tem como Deus interferir em sua vida para a sua salvação? Gostaria que se possível o senhor usasse base bíblica para me ajudar".
Resposta: O Senhor tem os seus meios de se revelar à humanidade, como vemos nas Escrituras. Mas algumas verdades contidas na Palavra de Deus podem ajudá-lo a obter as suas respostas. Primeiro, Deus é presciente (Is 46.10), mas não se vale desse atributo para salvar ou condenar alguém, posto que respeita o livre-arbítrio (Dt 30.19; Jo 3.16; Ap 22.17). Segundo, Ele deseja que todos os homens se salvem (1 Tm 2.4). Terceiro, o Senhor Jesus morreu por toda a humanidade (Hb 2.9), a despeito de muitos não serem salvos, em razão de optarem pelo caminho da perdição (Mt 7.13,14; Ap 20.12). Quarto, o meio pelo qual os seres humanos tomam conhecimento da salvação é a pregação do evangelho (Rm 10.9-17). Quinto, Deus provê meios para os homens ouvirem o evangelho (At 9.1-18; 11.13,14). Sexto, a intercessão é útil, pois Deus nos responde, dando-nos a direção certa (At 16.6-9).
Terceira pergunta: "Eu ouço muito na igreja ‘Deus quer abençoar o seu povo’, mas ao mesmo tempo eu me pergunto: Quem é o povo de Deus? Dentro da igreja, quem é o povo de Deus? Eu poderia usar dois versículos para tentar enquadrar o povo de Deus: João 6.40 e Hebreus 5.9. Afinal, temos que crer e ser obedientes, mas Deus abençoa o povo que já está na igreja, com o conhecimento da Palavra e não lhe é obediente? Ou pior, o povo que está na igreja e NÃO QUER TER CONHECIMENTO DE SUA PALAVRA? Ou seja, que povo é esse que Deus quer abençoar?”
Resposta: É claro que o povo de Deus não é formado por aqueles que se dizem irmãos (1 Co 5.11). Quem profere o nome de Cristo deve se apartar da iniqüidade (2 Tm 2.19). Por isso, a bênção de Deus, de fato, é para aqueles que obedecem a Deus, como lemos em 2 Crônicas 7.14: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. Esse é, pois, o povo que Deus quer abençoar, o povo seu, zeloso de boas obras (Tt 2.14).
Quarta pergunta: "Fé x Vontade de Deus. É interessante como tantos dizem, inclusive Jesus, que basta ter fé! Quem não tem fé, não move, não faz, não realiza. Mas, e onde fica nisso tudo a vontade de Deus? Ora, a fé que eu conheço é acreditar em Jesus, lhe ser FIEL! Eu vejo exemplos como o de Naamã que mesmo sem fé ficou curado; vejo exemplos como de Marcos 9.24 e para piorar eu tenho orado muito a Deus para que ele abra os meus olhos espirituais sobre os sinais e maravilhas que serão ou já são operados no meio de nós... Vamos ao exemplo de fé que eu sempre uso para tentar entender: eu gostaria de ter um fusca ‘para fazer melhor a obra de Deus’; peço um fusca ano 66, cor vermelha, e eu uso de toda a fé e confiança que Deus vai me ajudar... e aí Deus me entrega um fusca ano 66 cor azul! E eu questiono sobre a cor e me dizem que foi a vontade de Deus. Ora, se foi a vontade de Deus, eu não precisava de ter fé! E se não for da vontade dEle, não adianta eu ter fé!”
Resposta: Caro irmão, a fé não é a principal virtude cristão, mas uma delas (1 Co 13.13; Gl 5.22). Ter fé, de verdade, não significa apenas orar e ter um pedido atendido exatamente do jeito que foi feito. Em Hebreus 11 se mencionam homens que pela fé receberam bênçãos e alcançaram vitórias, mas outros foram cerrados pelo meio, devorados por feras, perseguidos... e também venceram pela fé!
Infelizmente, hoje, prevalece a fé na fé, e não uma fé inabalável de que o Senhor está no controle de todas as coisas, e que a sua vontade é o melhor para as nossas vidas. Um crente que vive de fato por fé, jamais faria uma oração desse tipo: “Quero um fusca ano tal, da cor tal”. Não! Ele simplesmente diria: “Senhor, preciso de um carro e sei que o Senhor pode me dar um. Espero em ti”. Leia Jó 42.2 e Filipenses 4.13.
É claro que é impossível agradar a Deus sem fé (Hb 11.6). Contudo, isolada, essa virtude é morta. Ela precisa estar acompanhada de obras (Tg 2.17,24,26). Conquanto sejamos salvos pela graça de Deus, por meio da fé, e não pelas obras (Ef 2.8,9), o contexto dessa mesma passagem enfatiza que fomos “... criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (v.10).
A fé é apenas um dos elementos que compõem o fruto do Espírito — e não a sua essência —, o qual é formado de amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gl 5.22). É certo dizer que a fé, ao lado do arrependimento, são as primeiras virtudes da vida cristã, haja vista ambas serem imprescindíveis para o recebimento da salvação. Entretanto, uma vez salvos, devemos agregar outras virtudes à nossa fé (2 Pe 1.5-9).
Na conclusão de sua carta aos coríntios, Paulo afirma que deveriam permanecer a fé, a esperança e o amor. E enfatizou: “... o maior destes é o amor” (1 Co 13.13, ARA). Ele deixou claro que fé sem amor não tem valor algum para Deus: “... ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade [amor], nada seria” (v.2).
O crente que só pensa em receber bênçãos torna-se egocêntrico. Tudo o que faz visa exclusivamente ao recebimento de bênçãos. E a fé não é uma virtude direcionada apenas à consecução de dádivas. Em Hebreus 11, lemos sobre os heróis que, pela fé, fecharam as bocas dos leões e escaparam da espada (vv. 33,34). Glória a Deus! Mas também lemos, no mesmo capítulo, sobre os que, pela fé, foram maltratados, torturados, apedrejados, serrados e desamparados (vv. 25,35-38).
Embora a fé seja uma virtude pela qual recebamos bênçãos do Senhor, é por ela também que alcançamos vitórias em meio a provações, tentações, angústias e ameaças (1 Jo 5.4; At 4.29-31). Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, deixou claro, em Filipenses 4.10-13, que o crente de verdade mantém a sua fé em qualquer circunstância. Podemos, em Cristo, nos contentar com o que temos (1 Tm 6.8). Paulo não disse: “aprendi a conformar-me com o que tenho”, e sim “aprendi a contentar-me com o que tenho”. O nosso contentamento baseia-se na comunhão com Jesus, e não nos bens que possuímos. Nada é mais precioso que a salvação! Nossa alegria deve subsistir mesmo em meio às adversidades (Hc 3.17,18).
Podemos suportar, no Senhor, os momentos de abatimento ou humilhação. O crente que aprende isso nunca deixa de ser fiel nos períodos de angústia, mas permanece firme (Pv 24.10), alcançando vitórias em meio às tribulações e aflições (Jo 16.33; Rm 8.18). Podemos nos manter também submissos ao Senhor e em paz com os irmãos, mesmo tendo abundância e fartura. Não pense que isso é fácil. Podemos, ainda, enfrentar qualquer circunstância, inclusive a fome (Rm 8.35-39).

Ciro Sanches Zibordi