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terça-feira, 10 de julho de 2018

Palestra sobre liderança em São Paulo-SP


No próximo sábado, se Deus quiser, estarei na Assembleia de Deus em São Paulo-SP — pastor José Wellington Bezerra da Costa — para falar no grande encontro da #UMADEB sobre “liderança neste mundo corrompido” (Rm 12.2). Você, que mora ou estiver em SP, é nosso convidado. Inscreva-se e participe!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Bestsellers da CPAD em maio e junho de 2018



Livros mais vendidos da #CPAD em maio e junho de 2018. Fonte: Mensageiro da Paz, Editora CPAD. João Batista: o Pregador Politicamente Incorreto, que abre a série Pregadores da Bíblia, está em segundo lugar em duas categorias. Louvado seja Deus!

Sobre o músico cristão tocar em eventos mundanos


Deve o músico cristão tocar em eventos não cristãos? Com Jesus aprendemos que nem todas as perguntas merecem respostas objetivas. Às vezes, é importante fazer com que o interlocutor reflita e tome a decisão correta. Certa vez, seus oponentes perguntaram ao Mestre se era lícito pagar tributo a César (Mt 22.17). Ele podia ter dito simplesmente “sim”, mas preferiu, antes, apresentar-lhes duas perguntas para reflexão. E, ao ouvir deles a resposta de que a moeda do tributo fazia referência a César, lhes disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus” (vv. 18-21). Neste artigo, seguirei esse exemplo do Mestre, haja vista a complexidade da pergunta proposta.

Se partirmos do pressuposto de que os hinos de louvor a Deus são “música cristã”, e as composições seculares fazem parte do que chamamos de “música mundana”, a resposta à questão em apreço parecerá simples. Mas, o que define a música cristã e a música mundana? Se dissermos que toda música produzida por não crentes é mundana, teremos de admitir que não podemos aceitar nada que venha do mundo! Nesse caso, por uma questão de coerência, não poderíamos usufruir de nada produzido por pessoas não salvas.

Estamos no mundo e o que devemos fazer é não se contaminar com ele. Assim, a música que chamamos de mundana é aquela que nos põe efetivamente em contato direto com o pecado. E isso não se dá somente por meio do seu conteúdo; o estilo musical também, independentemente da letra, pode conduzir o salvo ao pecado, como eu explico em meu livro Erros que os Adoradores Devem Evitar (CPAD, 2010).

Por outro lado, nem sempre a música produzida por cristãos é, verdadeiramente, cristã. Pense nas composições antropocêntricas, as que glorificam o ser humano. Considere também as canções que até são bíblicas, mas em ritmo de funk, um estilo que está claramente, desde a sua origem, atrelado ao que se opõe à vontade de Deus. O funk dos morros cariocas e das comunidades paulistas, por exemplo, está relacionado com a promiscuidade. As danças, explicitamente, são simulações sexuais. Como pensar que isso pode ser purificado por letras cristãs e oferecido ao Senhor?

Ainda antes de responder à questão principal, faz-se necessário propor outras perguntas. Na igreja há inúmeros profissionais, de vários segmentos, como advogados, médicos, professores de História etc., e todos eles devem pautar suas condutas pela ética cristã. Um advogado cristão pode defender um pedófilo ou traficante de drogas? Um médico cristão pode fazer abortos? Um professor cristão pode doutrinar seus alunos, opondo-se às Escrituras, ao discorrer sobre a biografia de Karl Marx?

A resposta a todas as perguntas acima pode ser “sim”. No entanto, e se nós substituirmos o verbo “poder” por “dever”? Deve um cristão defender pedófilos ou traficantes? Deve ele fazer abortos? Deve doutrinar seus alunos, em vez de apenas apresentar-lhes lições de História à luz das melhores fontes? A resposta a essas questões deve ser “não”, já que ao servo do Senhor todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm, edificam ou enaltecem a Deus (1Co 10.22-33).

Bem, concentremo-nos na pergunta inicial: “Deve um músico cristão tocar em eventos não cristãos?” Há que se distinguir dois tipos de músico cristão. O primeiro é aquele que toca seu instrumento na igreja apenas e tão-somente para o louvor do Senhor, não dependendo da música para manter-se. O segundo é o músico profissional convertido a Cristo ou o que aprendeu a tocar na igreja e agora exerce essa profissão.

Pense em um cristão músico que trabalhe para uma agência de publicidade. Como empregado, ele deve atender às ordens de seu empregador. Estaria ele livre para compor todo e qualquer tipo de música? Digamos que seu patrão lhe incumba de fazer um jingle que incentive os foliões, por ocasião do carnaval, a participar de todo tipo de orgia, desde que usem preservativos!

Qualquer profissional que paute a sua vida pelas Escrituras e pela ética cristã entenderá que limites lhe são impostos. Ele chegará à conclusão, inclusive, de que perderá oportunidades, caso queira agradar ao Senhor. Lembremos do profeta Daniel. Embora ele trabalhasse no palácio babilônio, “assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar” (Dn 1.8).

Vale a pena, para manter-se financeiramente, um músico cristão contaminar-se, tocando em casas de shows ou bares? Deve ele tocar para cantores mundanos ou fazer parte de suas bandas? A alegação de que se trata de um trabalho profissional, nesse caso, não é suficiente, pois algumas pessoas, por exemplo, veem a prostituição como uma profissão. Isso dá o direito a alguém de alegar que não peca contra o corpo, quando se relaciona sexualmente com alguém de modo “profissional”?

Bem, diante de toda a problematização que apresentei, quero responder, finalmente, à questão proposta inicialmente por meio de três assertivas:

1) Nada justifica a prática do pecado. O fato de precisarmos de dinheiro para nosso sustento e de nossa família não nos dá o direito de ignorar os princípios e mandamentos da Palavra de Deus. Não é vedado ao cristão ser um músico profissional, mas isso não significa que ele deva valer-se disso para ganhar dinheiro a qualquer custo. Um músico cristão pode, perfeitamente, compor para cantores cristãos ou ser ele próprio um intérprete da música, cantando e tocando louvores a Deus nas igrejas e tendo seu trabalho reconhecido pelo povo de Deus.

2) A comunhão com Deus está acima de tudo. Um crente que toca na casa do Senhor e, depois, em bailes ou no carnaval, está se prendendo a um jugo desigual com os infiéis; e, portanto, peca contra Deus (2Co 6.14-18). Jesus ensinou, de modo figurado, que, se qualquer parte do nosso corpo prejudicasse a nossa comunhão com Deus, trazendo escândalo, deveria ser arrancada e jogada longe (Mt 5.29-30).

3) O crente não deve ser extremista. O princípio da razoabilidade leva-nos a considerar que o trabalho do músico cristão profissional não precisa ficar circunscrito à esfera eclesiástica. Se usarmos o bom senso, chegaremos à conclusão de que existem algumas atividades que não são incompatíveis com a vida cristã. Tocar em shows, em bares ou durante carnaval é, como vimos, uma conduta imprópria. Ainda que alguém alegue não estar pecando, objetivamente, é preciso considerar o fato de que devemos fugir do pecado e da aparência do pecado, examinando-se tudo, a fim de que somente o bem seja praticado (1Ts 5.21-22 e Hb 12.1,2).

Por outro lado, que tipo de pecado comete um músico cristão que faz parte de uma orquestra sinfônica ou toca em uma cerimônia de casamento? Pelo princípio da razoabilidade, nem toda música composta no meio secular é prejudicial à nossa comunhão com Deus, assim como nem toda música composta por cristãos é, de fato, cristocêntrica ou condizente com a Palavra de Deus. Nem todo ambiente é prejudicial à nossa comunhão com Deus. Há que se considerar o abismo enorme existente entre um concerto de música erudita e um baile carnavalesco!

Portanto, deve um músico cristão tocar em festas mundanas? A resposta, ante o exposto, é negativa. E, no caso dos músicos profissionais que se convertem a Cristo, devem eles deixar a sua profissão? A rigor, não. No entanto, devem se conduzir de acordo com a ética cristã e observar o que a Palavra de Deus diz em Filipenses 4.8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Ciro Sanches Zibordi
Texto publicado no Mensageiro da Paz de maio de 2018

O modismo de pregar com fundo musical


Por graça de Deus, tenho pregado o Evangelho e ensinado a Palavra de Deus desde 1988. Por favor, não me pergunte qual é a minha idade! Mas tive o privilégio de aprender aos pés de Valdir Nunes Bícego (in memoriam), na Assembleia de Deus da Lapa, em São Paulo.

Tenho conhecido, graças ao ministério que o Senhor me outorgou, famosos expoentes das Escrituras. E observo que, ao longo dos anos, muitos deles passaram a valorizar mais a forma do que o conteúdo. Optaram por priorizar, infelizmente, o malabarismo, a animação de auditório e outras práticas mecanicistas, inclusive a adoção de fundos musicais melodramáticos, visando a uma suposta “colheita imediata”, muitas vezes, financeira, e não ao “plantio da boa semente”: a Palavra de Deus.

Conquanto este seja um “duro discurso”, não posso deixar de dizê-lo. Além das falações intermináveis dos levitas (levitas?), que muitos chamam de ministrações, durante o momento de louvor (louvor?), os aludidos fundos musicais durante a explanação da Palavra — a qual se torna cada vez mais sucinta, para não cansar os ouvintes — e outras inovações têm sido um prenúncio de que, em breve, caso os líderes não se despertem, a exposição simples das Escrituras não será mais bem-vinda no culto a Deus. A bem da verdade, o erro maior não é dos “levitas”, pois muitos pregadores fazem questão do fundo musical.

Alguns pregadores, inclusive, prevendo a possibilidade de não haver músicos hábeis para produzir fundos musicais que “toquem a alma”, eles mesmos já têm à mão um CD com melodias que “preparam o coração dos ouvintes”. Não teriam eles aprendido isso com o showman Benny Hinn, que usa o fundo musical para sugestionar pessoas, a fim de derrubá-las?

Será mesmo que a exposição da poderosa Palavra de Deus precisa desse tipo de “muleta”? Digo isso, não porque seja inimigo da música. Pelo contrário, a música é uma bênção, mas ao ser executada no momento certo! Segundo a Palavra de Deus, no culto feito com ordem e decência, há o momento apropriado para todas as coisas (1 Co 14.26-40).

Graças a Deus, ainda há ensinadores e pregadores que não aderiram ao modismo do fundo musical e continuam priorizando a exposição das Escrituras com autoridade e simplicidade. Mas, sabe o que mais os irrita, além dos famigerados fundos musicais não solicitados? Músicos ou “levitas” tocando guitarra — mesmo desligada — durante a explanação das Escrituras!

Tocar guitarra ou contrabaixo durante a pregação, aliás, além de falta de reverência, é uma deselegância sem tamanho e evidencia a falta de interesse pela exposição das Escrituras. Nesses tempos pós-modernos, alguns “levitas” não conseguem deixar de tocar seus instrumentos nem no momento da pregação!

Eles abrem o culto tocando, tocam enquanto cantores e grupos louvam e, na hora da pregação, em vez de prestarem atenção à exposição da Palavra, preferem “ajudar” o pregador fazendo um fundo musical ou desligam suas guitarras ou contrabaixos, mas continuam batendo nas cordas, alheios à pregação. Pensam eles que aquele barulhinho irritante não atrapalha o pregador? “Aviva, ó Senhor, a tua obra” (Hc 3.2).

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 4 de julho de 2018

RESENHA: João Batista: o Pregador Politicamente Incorreto


Autor da resenha: Valdemir Pires Moreira (1)
Obra: João Batista: o pregador politicamente incorreto (ZIBORDI, Ciro Sanches. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, 112 p.)

O ministério eclesiástico enfrenta atualmente uma crise de identidade, pois não são poucos aqueles que almejam tal posição em busca de promoção pessoal. Quando observamos alguns personagens bíblicos, somos confrontados com o comportamento ético com que viviam diante de Deus, contrariando assim, muitos dos que em nossos dias, usam o santo ministério para promoção pessoal em prol de benefícios outros. João, também chamado de João Batista, é um desses personagens, que ao ser convocado por Deus, cumpre cabalmente seu ministério, não procurando o engrandecimento de sua própria pessoa.

Na introdução, Zibordi faz uma rápida análise sobre o número sete nas Escrituras, observando que: “Nas Escrituras, o número sete raramente aparece sem um propósito definido e pode denotar perfeição, plenitude ou totalidade”. Em seguida o autor discorre sobre sete pregadores (João Batista, Jesus Cristo, Pedro, Estevão, Felipe, Barnabé e Paulo) para dar ênfase as qualidades e marcas que os faz serem pregadores aprovados por Deus.

No primeiro capítulo, o autor narra uma história em parte ficcional (Jo 1.19-36; Lc 3.15-20 e Jo 3.23-30), porém carregada de verdades bíblicas, que é bem próprio de seu estilo de escrita. A história narra uma entrevista feita pelos sacerdotes a João Batista. Em seguida, lança-se luz sobre o João Batista histórico e as fontes bíblicas e históricas que confirmam sua existência.

O segundo capítulo traz o título The Voice, onde o autor faz comentários acerca de João Batista, como embaixador de Deus, seu chamado confirmado no deserto, sua vida de oração e jejum, e sobre a discussão envolvendo João Batista, se ele era ou não um essênio? O autor traça ainda o ambiente desértico vivido por João Batista, sua origem e seu ministério profético em meio ao deserto.

No terceiro capítulo, o assunto é a pregação politicamente incorreta, em que será tratado sobre a ditadura do politicamente correto (como uma das marcas da sociedade pós-cristã), seguida de uma análise de um mundo politicamente correto, de um papa politicamente correto e, ainda, sobre um evangelho politicamente correto. Finaliza-se o referente capítulo contrapondo ambos os pontos analisados a partir de João Batista, o pregador politicamente incorreto.

O quarto capítulo gira em torno da mensagem cristocêntrica de João Batista, um simples pregador que obteve grande resultado como precursor do Salvador. O autor ainda fala sobre a vestimenta de João Batista, bem como sua alimentação de mel e gafanhotos que são motivos de curiosidade de muitos. Um dos destaques deste capítulo é uma atual discussão no cenário teológico brasileiro: o autor descreve os cinco pontos (FACTS) do arminianismo e seu relacionamento com um evangelho cristocêntrico. Como observa o autor, para os pentecostais os teólogos Jacó Armínio e John Wesley foram os que melhor interpretaram a soteriologia bíblica.

No quinto capítulo, Zibordi fala-nos acerca de dois batistas mencionados no NT. Um que batizava em água (João Batista) e outro que batiza com o Espírito Santo e com Fogo (Jesus Cristo). Em seguida o autor discorre sobre pontos fundamentais da teologia pentecostal e fala-nos sobre o que é ser cheio do Espírito. Jesus batiza com Fogo? Afinal, o que é batismo com o Espírito Santo e com Fogo? O que são as Línguas como que de Fogo? Após essa última interrogação, o autor explica o que são línguas como evidência do batismo no Espírito, línguas como dom e línguas como edificação do crente.

No penúltimo capítulo, observa-se a postura de João Batista como pregador, contrastando-a com a dos pregadores stand-up e coach de nossos dias.

No último capítulo, que traz o título Acabou a Carreira, Perdeu a Cabeça, Guardou a Fé, o autor descreve sete passos necessários que nos levam a “perder a cabeça” diante da sociedade politicamente correta em que vivemos. São eles: obedeça fielmente ao chamado de Deus; pregue o arrependimento e seja politicamente incorreto; preocupe-se menos com a aparência e consagre-se a Deus; não abra mão da mensagem cristocêntrica; seja cheio do Espírito Santo e creia no pentecostes; não queira aparecer, mas dê toda a glória a Jesus; e priorize a Palavra de Deus, e não os sinais.

A obra é necessária e urgente no contexto atual que estamos vivendo, em que falsos pregadores exaltam-se a si mesmos e pregam um evangelho antropocêntrico, desprovido dos princípios do verdadeiro Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Tomemos aqui esses conselhos deixados pelo pastor Ciro Sanches Zibordi e cumpramos fielmente o chamado de Deus em nossas vidas.

(1) Valdemir Pires Moreira é diácono da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Caucaia (CE), casado com Elizangela Pires Oliveira Moreira, bacharel eclesiástico pelo ICI BRASIL – Instituto Cristão Internacional e administrador do Canal Teologia Pentecostal Assembleiana (Youtube)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mais um livro da série: Pregadores da Bíblia


Chegamos à reta final.

Em breve, se Deus quiser, entregarei o terceiro livro da série Pregadores da Bíblia à CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus).

O primeiro — João Batista: o Pregador Politicamente Incorreto — já está nas livrarias.

Qual será o próximo (segundo da série), que logo, logo também estará disponível?

Aguarde!

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 28 de abril de 2018

Vinte anos sem o pregador Valdir Bícego


Há vinte anos, exatamente no dia 28 de abril de 1998, morria o pregador do Evangelho e mestre Valdir Nunes Bícego, aos 58 anos. Seu falecimento repentino pôs fim a uma “safra” de pregadores renomados que expunham a Palavra de Deus confiando no poder do Espírito Santo. Alguns dos que compunham aquele seleto grupo de expoentes ainda vivem, mas nem todos mantêm o mesmo prestígio de outrora.


Não era comum, em meados da década de 1990, os expoentes “fazerem movimento” enquanto pregavam. Eles apenas expunham as Escrituras, e o Espírito Santo aplicava a Palavra viva e eficaz aos corações. Por isso, a minha oração, já que o tempo não volta, é para que o Senhor renove “os nossos dias como dantes” (Lm 5.21), a fim de que, a cada dia, surjam mais expoentes ungidos das Escrituras e menos animadores de plateia.

Valdir Bícego e outros pregadores que conheci, no século passado, não precisavam dar espetáculo para entregar mensagens proféticas durante a pregação. Hoje, as mensagens “proféticas” muitas vezes vêm acompanhadas de shows de sapateado, rodopios, marchas, saltos ornamentais e outras bizarrices.

Em julho de 1993, na Assembleia de Deus da Lapa, em São Paulo, quando esse saudoso ensinador discorria sobre dons e ministérios, apontou em minha direção, em meio à multidão, e profetizou: “Você, irmão, que recebeu o dom de Deus para escrever, mande o artigo para o Mensageiro da Paz”. Atendi ao mandado de Deus e não parei mais de escrever.

No último mês de Valdir Bícego neste mundo, ele viajou para vários lugares, inclusive ao exterior, para ministrar a Palavra de Deus, encerrando a sua brilhante carreira na capital de São Paulo. No domingo, dia 26 de abril de 1998, participou do até então maior batismo das Assembleias de Deus. E, no dia seguinte, pregou pela última vez, na igreja que pastoreava, a Assembleia de Deus da Lapa. Foi difícil para mim pregar no mesmo púlpito três dias depois, para um público que não conseguia conter as lágrimas...

Bícego pastoreou essa igreja por quinze anos (1983-1998). No domingo e na segunda-feira que antecederam seu falecimento, ele pregou com muito entusiasmo. Tanto na primeira como na segunda pregações, o Senhor o usou para nos avisar acerca de sua morte. Mas só percebemos isso depois. No domingo, por exemplo, antes de o coral cantar o hino “Ao Passar o Jordão”, ele — que nunca falava antes dos hinos — profetizou: “Um de nós poderá passar o Jordão nessa semana, mas em breve estaremos todos juntos”.

Valdir Bícego deixou um grande legado. Além das inúmeras pregações ungidas e inesquecíveis, que ficaram gravadas nas tábuas de muitos corações, em todo o mundo, ele escreveu dois livros, publicados pela CPAD: Evangelismo (da Coleção Ensino Teológico) e Manual de Evangelismo. Os títulos mostram que o seu interesse era, definitivamente, proclamar o Evangelho.

A Palavra de Deus afirma, em Hebreus 13.7 e 2 Timóteo 3.14, respectivamente: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”; “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste”.

É, por isso, que não me esqueço dos homens de Deus que contribuíram para meu crescimento espiritual, como Valdir Bícego. Dedico a ele meu próximo livro, já entregue à CPAD. Para mim, Bícego foi o maior pregador pentecostal, no Brasil, na última década do século XX.


Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Paulo: apóstolo de Cristo


Não existem pessoas iguais, idênticas, que tenham as mesmas características. Cada um de nós é um ser humano único. Por isso, Deus não está procurando pregadores que sejam iguais ao apóstolo Paulo, e sim pregadores que sejam como ele, isto é, que agradem a Deus, a ponto de poderem dizer: "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo" (1 Co 11.1).

Está para estrear no Brasil o filme Paulo: o apóstolo de Cristo. Assista a esse filme, se desejar, mas leia também o livro Procuram-se Pregadores como Paulo (CPAD, 2015), que pode ser pedido com desconto pelo site da editora: CLIQUE AQUI.


Ciro Sanches Zibordi