Anúncio

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Onde estão os finados?


Dia de finados é um termo mais suave para dia dos mortos. O que a Bíblia, a Palavra de Deus, diz a respeito dos mortos, que também chamarei de finados, neste artigo? Um texto claro e objetivo sobre eles é Hebreus 9.27,28: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. Segundo essa passagem do Novo Testamento, está ordenado que os seres humanos morram uma vez e compareçam ante o Justo Juiz. Mas isso não quer dizer que, imediatamente após a morte, as pessoas são levadas a um julgamento.

O que acontece com os finados entre a morte e o Juízo Final? Embora a vida após a morte ainda seja um mistério, a Palavra de Deus nos apresenta detalhes importantes a respeito desse estado intermediário. Todas as pessoas, ao morrerem — sejam as salvas em Cristo, sejam as perdidas por rejeitarem ao Salvador (cf. Jo 3.16) —, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 23.46). Os salvos em Cristo são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; 1 Pe 3.22). E os perdidos, ímpios, vão para o Hades (hb. sheol), que não é a sepultura, e sim um lugar de tormentos (Sl 139.8; Pv 15.24; Lc 16.23).

Nos tempos do Antigo Testamento, Paraíso — por assim dizer — e Hades ficavam numa mesma região. E eram separados por um abismo separador, intransponível (Lc 16.19-31). Ao morrer na cruz, Jesus desceu em espírito a essa região e transportou de lá os salvos para o terceiro Céu (cf. Mt 16.18, Lc 23.43, Ef 4.8,9; 2 Co 12.1-4). Quanto aos ímpios, permanecem no Hades (uma espécie de antessala do Inferno), o qual não deixa de ser “um inferno”, um lugar de tormentos para a alma (Lc 16.23).

Conquanto, em algumas passagens da Bíblia, o vocábulo grego hades tenha sido traduzido por “inferno”, o Hades e o Inferno final não são o mesmo lugar. O Inferno final é chamado de Lago de Fogo (Ap 20.14,15 [gr. limnem ton puros]); de “fogo eterno” (Mt 25.41 [gr. pur to aiõnion]); de “tormento eterno” (v. 46 [gr. kolasin aiõnion]); e de Geena (5.22; 10.28; Lc 12.5).

Diferentemente do Hades, o Inferno final está vazio. Ele começará a ser povoado quando Cristo voltar em poder e grande glória e lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Geena, inaugurando-o (Zc 14.4; Ap 19.20). Em seguida, os condenados do Julgamento das Nações irão para “o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, “o tormento eterno” (Mt 25.41,46). Mais tarde, será a vez do Diabo e seus anjos conhecerem o lugar para eles preparado (Ap 20.10). E, finalmente, após o Juízo Final, todos os ímpios estarão reunidos no Inferno final (Ap 20.15; 21.8).

Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que nele há. E Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo.

O vocábulo “morte”, em Apocalipse 20.13,14, tem sentido figurado. Trata-se de uma metonímia — figura de linguagem expressa pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade —, numa alusão a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos foram cremados; outras morreram em decorrência de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que, em seu estado tríplice (pleno), espírito + alma + corpo (cf. 1 Ts 5.23), compareçam perante o Juiz.

Entretanto, para que os ímpios compareçam ao Juízo Final em seu estado pleno, acontecerá a reunião de espírito, alma e corpo, os quais se separam na morte. Daí a menção de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos (Ap 20.13). Aqui, “inferno” é hades, também empregado de forma metonímica. A “morte” dará o corpo. E o “Hades”, a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma + espírito).

Com base no que foi dito acima, podemos entender melhor a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14). Isso denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Segue-se que a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena.

E quanto aos que têm morrido salvos, em Cristo? Graças a Deus, nenhuma condenação há para eles (Rm 8.1). Serão julgados também, é evidente, logo após o Arrebatamento da Igreja, mas apenas para efeito de galardão (Rm 14.10; Ap 22.12). Depois da ressurreição dos que morreram em Cristo, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

Apesar de já se encontrarem na presença de Deus, os salvos mortos em Cristo ainda não estão desfrutando do gozo pleno preparado para eles. Isso só acontecerá depois da ressurreição (1 Co 15.51). Seu estado agora é similar ao daqueles mártires que morrerão na Grande Tribulação (Ap 6.9-11). Esta passagem e a de Lucas 16.25 indicam que, no Paraíso, os salvos são consolados, repousam, estão conscientes e se lembram do que aconteceu na Terra (Ap 14.13). Contudo, após o Arrebatamento, estarão — no sentido pleno — “sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. Isso significa que os santos, de todas as épocas, que estão com o Senhor, no Paraíso, virão com Ele, no Arrebatamento da Igreja. Em outras palavras, o espírito e a alma (ou espírito + alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.50-52).

Consolemo-nos com essas palavras (1 Ts 4.18). Aleluia! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Brincar de Halloween no Dia da Reforma?


Para muitos, Halloween é apenas uma grande brincadeira inofensiva, da qual os cristãos, especialmente os jovens, podem participar sem peso na consciência. Há, inclusive, denominações evangélicas que, para não terem problema com a consciência, substituem festas pagãs por festas gospel, mantendo as características originais das celebrações. Por exemplo, a festa "jesuína" substitui a junina, e o "Jesusween" ou o "Elohin" são colocados no lugar do Halloween. Mas, e a relação dessa festa com o ocultismo e o satanismo?

É lamentável que, no fim do mês de outubro, pastores se lembrem do Dia das Bruxas e se esquecem da Reforma Protestante! Ignoram eles o que fez Martinho Lutero, na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos? Aquele sacerdote, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido, questionou a autoridade papal, as indulgências e outros desvios da Igreja Católica Romana. Não sabem eles que, depois do Pentecostes, a Reforma Protestante foi o maior movimento da Igreja?

Naquela manhã, Lutero afixou na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se "vitemberk") um pergaminho que continha 95 declarações. Estas, conhecidas como teses, eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências, pacotes caros pagos pelo perdão, inclusive das pessoas que já haviam partido para a eternidade.

Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial —, mas em dezembro, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e o povo. Em 1521, Lutero foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: "Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados".

E, naquele ano, no dia 17 de abril, ele se apresentou à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: "Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém". Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburg, na Turíngia, onde ficaria "guardado".

Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Quando voltou a Wittenberg, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Zuínglio, Calvino, João Knox etc. E, ao longo dos séculos, continuaram sendo difundidos por todo o mundo através de Armínio, Wesley, Spurgeon, Moody e tantos outros.

Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas.

Portanto, a Reforma Protestante, ao combater as heresias romanistas, devolveu a Bíblia ao povo, que estava sem rumo. Nos dias de hoje, nesses tempos tão difíceis e trabalhosos, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificadas entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero? Não é tempo de brincadeira. É tempo de pregar os cinco lemas da Reforma: Somente as Escrituras; somente a fé; somente a graça; somente Cristo; e a Deus toda a glória.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que uma cantora evangélica foi fazer na #GloboLixo?


Por que uma famosa cantora evangélica aceitou participar de um #Encontro nitidamente contrário ao Evangelho, em uma emissora inimiga da família, além de propagadora da hedionda Ideologia de Gênero e outras aberrações? Aliás, a indignação contra essa emissora, por boa parte da população, é tão grande por causa de sua programação ultraprogressista (para usar um adjetivo mais suave), que ora ela vem sendo chamada de #GloboLixo.

Diante do exposto, que suportem agora, a cantora e os seus fãs, os comentários evangelicofóbicos nas redes sociais, que não são poucos. Penso que, depois de tantos ataques à nossa fé e aos valores bíblicos que tanto prezamos, o mínimo que deveríamos fazer é rejeitar totalmente a programação dessa emissora. Entretanto, vai saber o que passa na cabeça de certos astros do mundo gospel...

Aceitemos de uma vez por todas: a programação — e não as pessoas — dessa emissora, quase em sua totalidade, agride a fé evangélica e merece nosso total desprezo. Nenhum programa ali é digno da nossa visita, nem mesmo os seus badalados festivais de música gospel. Basta!

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Para sempre sem Globo


Excelente essa campanha do dia sem Globo, no próximo dia da criança: #Dia12SemGlobo! Depois, na semana que vem, podemos fazer ‘a semana sem Globo’. Em novembro, ‘o mês sem Globo’. E, em 2018, ‘o ano sem Globo’. Finalmente, em 2019, celebraremos o ‘para sempre sem Globo’.

Essa emissora — não só ela, mas é a principal — sempre foi inimiga da família. Ultimamente, porém, passou de todos os limites. Não por acaso, a hashtag #GloboLixo ficou o dia inteiro de segunda-feira nos trending topics do Twitter, figurando entre os primeiros lugares do tt mundial.

Antes, a tag #SomosTodosDonaRegina, em alusão a uma senhora que ousou enfrentar artistas ‘globais’ no programa da jornalista Fátima Bernardes, também esteve nos primeiros lugares. Muita gente, não somente os 'fundamentalistas' evangélicos, está revoltada e protestando contra a programação dessa, ainda, maior emissora brasileira.

Entretanto, pelo que tenho lido, a Globo vai ampliar o seu ataque à família e à inocência das crianças, com mais novelas, programas, reportagens especiais e participação de 'formadores de opinião' em prol da perniciosa Ideologia de Gênero.

Oremos e orientemos nossos parentes e amigos, mas também boicotemos essa emissora e outras que apoiam a chamada Pedofil’Arte. Não precisamos assistir à Globo para refutá-la, pois na Internet ficamos informados de tudo.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sobre a mostra 'Queermuseu' do Banco Santander


Se você quiser saber o que está por trás da polêmica — para dizer o mínimo — exposição "Queermuseu", cancelada pelo Banco Santander, depois de grande reação da população, leia a excelente obra Famílias em Perigo: o que todos devem saber sobre a Ideologia de Gênero, de Marisa Lobo.

Lobo é uma psicóloga cristã especialista em Ideologia de Gênero. Ela tem defendido a família tradicional nesses tempos tão difíceis, em programas de TV e rádio, na Internet, dando palestras nas igrejas etc. Não conheço, aliás, mesmo considerando obras em outros idiomas, um livro tão completo sobre esse assunto como a dessa serva do Senhor.

Como parte da perniciosa Ideologia de Gênero, a teoria Queer, baseada na filosofia de Michel Foucault, visa à desconstrução da família conforme o modelo estabelecido por Deus. Estejamos atentos. #FicaADica


Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Tudo começou em 1993


Comecei a escrever — por graça de Deus — em 1993, quando era um jovem presbítero, em São Paulo, e dirigia um ponto de pregação da Assembleia de Deus da Vila Míriam. Eu também era professor de evangelismo e missiologia na Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima, hoje Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP). Numa fria noite do inverno daquele ano, perdi o sono e me senti impulsionado a escrever um texto sobre a evangelização, com base nos tópicos de uma apostila que eu preparara para o seminário teológico.

Até então não passava pela minha mente que aquele modesto texto poderia vir a ser publicado no Mensageiro da Paz (CPAD), pois isso, para mim, estava muito distante. Minha intenção era publicá-lo, talvez, no jornalzinho da igreja, mas tudo mudou em um culto, na Assembleia de Deus da Lapa (ligada ao Ministério de São Paulo, Belenzinho), pastoreada, então, pelo saudoso pregador e ensinador Valdir Nunes Bícego.

Numa segunda-feira, ao chegar à reunião setorial de obreiros (eu pertencia a uma das quase setenta congregações da Assembleia de Deus da Lapa, à época), o pastor Valdir Bícego já estava pregando. Havia ali cerca de oitocentas pessoas. E, ao discorrer sobre os dons que o Espírito Santo dá aos servos do Senhor, esse profeta de Deus apontou em direção da galeria, onde eu estava, e disse, com autoridade: “Você, irmão, que recebeu esse dom de Deus para escrever, mande logo o artigo para o Mensageiro da Paz”.

Inicialmente, mesmo sentindo a presença de Deus, pensei que o pastor Valdir falava de maneira geral, e não a mim, especificamente, apesar de o texto que escrevera estar dentro de minha pasta, naquele exato momento. No dia seguinte, comecei a me convencer de que se tratava de uma palavra profética, pela qual Deus me incentivara a enviar meu texto sobre evangelismo à CPAD. E, naquele mesmo dia, encaminhei-o à redação do Mensageiro da Paz.

O tempo passou, e acabei me esquecendo de tudo. E, depois de três meses, num sábado em que estava muito cansado, após seis aulas seguidas, no seminário, visitei a loja da CPAD, no Belenzinho, em São Paulo, para ver as novidades. Uma das primeiras coisas que faço, até hoje, quando entro em uma loja da CPAD, é folhear o Mensageiro da Paz. E, naquele dia — inesquecível —, tive uma agradável surpresa. Havia uma chamada, na capa, relacionada com um texto sobre a evangelização pessoal, a qual prendeu minha atenção. Não passava pela minha mente que poderia ser meu artigo, mas, quando fui conferir, na última página, meu coração disparou. Lá estava o meu nome!

Por graça de Deus, desde então tenho escrito artigos, livros, comentários de Escola Bíblica Dominical para juvenis e adolescentes. Mas a alegria que senti ao ver o meu nome pela primeira vez no Mensageiro da Paz, órgão oficial das Assembleias de Deus no Brasil, não pode ser comparada a nenhuma outra, em minha trajetória como escritor e articulista. Ali Deus confirmou a minha chamada para propagar a sua Palavra também por meio da escrita.

Ouço muitos dizendo: “Eu tenho um sonho de escrever um livro”... Não é pecado “sonhar”, ter projetos, aspirações, tampouco preparar-se, a cada dia, para oportunidades que mais cedo ou mais tarde hão de surgir. Mas, sabe de uma coisa? Eu nunca “sonhei” que um dia escreveria sequer um artigo pela CPAD! Eu jamais imaginei que seria tão honrado por Deus! Foi Ele quem me despertou para isso (Is 50.4). Todos os fatos acima confirmam, de modo inquestionável, a chamada e o dom que recebi do Senhor para escrever, apesar de minha pequenez. Como disse o salmista, “Foi o SENHOR que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos” (Sl 118.23).

Glória seja dada ao maravilhoso nome de Jesus!

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Evangelicalismo brasileiro e jugo desigual


Ainda que seja comum chamar de “jugo desigual” casamentos mistos ou namoros de cristãos com pessoas não salvas, o sentido desse termo neotestamentário é muito mais amplo e abarca todos e quaisquer tipos de comunhão com os incrédulos (2Co 6.14-18). Prender-se a um jugo desigual com infiéis é um ato que decorre de amar o mundo e conformar-se com ele (cf. 1Jo 2.15-17; Tg 4.4; Rm 12.1,2 e Jo 15.19), já que o contrário disso é ser santo, isto é, separar-se de prazeres carnais (Hb 11.24-26 e Jo 15.19), de companheiros mundanos (Hb 7.26 e Is 6.1-8) e também de alianças prejudiciais à comunhão com Deus (2Co 6.16-18 e Ez 22.26).

Neste início de milênio, pelo menos quatro acontecimentos nos têm feito refletir sobre alianças com quem propaga heresias. Primeiro, a realização de cultos em igrejas evangélicas com a presença de conhecidos hereges, como o “reverendo” Moon, que dizia ter nascido para concluir a obra que Jesus não conseguiu consumar! Segundo, a participação de famosos cantores evangélicos em megaeventos da Igreja Católica Apostólica Romana. Terceiro, os constantes convites de programas televisivos mundanos a astros do mundo gospel, os quais, por sua vez, exercem influência sobre cristãos incautos. Quarto, o apoio de líderes, pregadores e cantores pretensamente ortodoxos a grupos unicistas — que negam abertamente a doutrina da Trindade —, bem como a milagreiros, propagadores de heresias e modismos pseudopentecostais.

Podemos chamar de jugo desigual com os infiéis toda e qualquer reunião entre evangélicos e não evangélicos, entre ortodoxos e propagadores de heresias? Qual é a resposta bíblica ao culto ecumênico, que se torna cada vez mais comum, nesses tempos pós-modernos, a ponto de celebridades gospel e padres galãs serem convidados para “louvarem” juntos em programas de televisão? Quem defende o “casamento” entre ortodoxos (até que se prove o contrário) e adeptos de heresias se vale da seguinte desculpa, associada a um motivo aparentemente nobre: “A convivência ecumênica é importante para promover a paz e não deve ser confundida com o sincretismo religioso”.

Um texto bíblico que lança luz sobre essas questões é Atos 17.15-34. Se o apóstolo Paulo pregou o Evangelho no Areópago, em Atenas, diante de religiosos e filósofos, por que um líder, pregador ou cantor deveriam desprezar a oportunidade de anunciar — na “presença dos deuses” — que Jesus Cristo é o Mediador, o Senhor e o Redentor, o único que pode dar à humanidade a verdadeira paz? Abordando o assunto sob essa ótica, não se vê, aparentemente, problema algum no fato de um salvo participar de eventos com quem propaga heresias. Entretanto, faz-se necessário problematizar um pouco mais o assunto em questão, perguntando: Quando participam de eventos ecumênicos ou em programas televisivos, devem os cristãos omitir o objeto de sua fé para não parecer desamorosos?

Jesus não veio ao mundo para pregar a convivência ecumênica entre as religiões, por mais intolerante e “politicamente incorreto” que isso possa parecer. Ele apresentou-se como a única porta para a salvação da humanidade (Jo 10.9 e 1Tm 2.5). Aliás, houve um tempo em que o ecumenismo religioso era considerado um grande perigo para as igrejas. E qualquer comunhão ecumênica entre evangélicos, católicos e espíritas era inimaginável, em razão de os líderes eclesiásticos, à época, estarem atentos às estratégias do Inimigo que visam a enfraquecer a contundente mensagem de arrependimento. Mas há incautos felizes pelo fato de cantores e youtubers gospel aparecerem na TV, ignorando que existe um plano manipulador da grande mídia que visa a enfraquecer a “preconceituosa e fundamentalista” pregação de que Jesus é o único Senhor e Salvador.

Quando participam de tais eventos, os evangélicos não têm a coragem de confrontar o pecado. E apresentam um evangelho light, agradável, apaziguador, simpático, suave, aberto ao ecumenismo, além de criticarem o padrão ortodoxo, pelo qual se defende o Evangelho, os valores morais deixados por Jesus e a cosmovisão judaico-cristã. Dizem os incautos: “O que nos une é muito maior do que o que nos divide”. Para eles, o sincretismo religioso é aceitável, pois o importante é “o evangélico ocupar espaços que outrora eram exclusivamente dos ímpios”. Que engano! Paulo, no Areópago, em Atenas, fez o quê, em meio a tantos propagadores de heresias? Adotou ele uma conduta “politicamente correta”? Apresentou aos atenienses a mensagem que queriam ouvir? Ele disse o que todos precisavam ouvir, visto que “o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (At 17.16).

Embora o Senhor tenha afirmado: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14.6), está crescendo no evangelicalismo mundial a simpatia pelo movimento ecumênico. Pastores renomados deixaram de falar de Jesus com clareza, a fim de pregar sobre Deus de maneira geral, sem ofender católicos, muçulmanos etc. O ecumenismo, com sua pregação “politicamente correta”, vem sendo apontado como um importante recurso para promover a paz. Apesar disso, o terrorismo islâmico se fortalece cada vez mais, já que muçulmanos jamais abrirão mão de sua “verdade”. Ademais, como se sabe, o catolicismo romano se vale do ecumenismo principalmente para frear o progresso da comunidade evangélica, sobretudo a pentecostal. Por que, então, os cristãos, que verdadeiramente pregam a paz, teriam de renunciar à Verdade?

Por outro lado, defensores do Evangelho que se prezam não devem apoiar “apóstolos” que pregam heresias e modismos pseudopentecostais, mesmo com a desculpa de que o Evangelho precisa ser pregado inclusive “com fingimento” (Fp 1.18). Ora, nesta passagem, o apóstolo Paulo, preso na cidade de Filipos, se referiu a opositores judeus que o acusavam perante tribunais de Roma. Ao verberarem contra ele, tais inimigos do Evangelho eram obrigados a dizer que Paulo estava pregando sobre a morte e a ressurreição do Senhor Jesus. Eles tinham de afirmar que, para esse apóstolo, Jesus estava acima de César, visto que o título de Senhor, à época, não implicava apenas senhorio. O imperador romano, como senhor de Roma, recebia adoração. E, nesse caso, Jesus, como Senhor, era adorado pelos cristãos, tomando, por assim dizer, o lugar de César.

Com isso, os judeus que acusavam Paulo estavam — indiretamente — pregando o Evangelho! E o apóstolo se regozijava com esse resultado, a despeito de sofrer por amor a Cristo. A frase “Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira” (Fp 1.18) não deve ser empregada de modo generalizante, a fim de afirmar que os crentes, hoje, podem usar todos e quaisquer meios para propagar o Evangelho. A Palavra de Deus diz que devemos fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22). Lembremo-nos, finalmente, de que o Senhor Jesus asseverou que não existe unidade motivada pelo amor divorciada da verdade da Palavra: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. [...] Se alguém me ama, guardará a minha palavra” (Jo 14.15-24).

Ciro Sanches Zibordi
Artigo publicado no Mensageiro da Paz de julho de 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Eu tenho um sonho


Há exatos 54 anos, em 28 de agosto de 1963, o pastor estadunidense Martin Luther King Jr. (1929-68) organizou uma marcha pacífica nas proximidades do Memorial Lincoln, em Washington D.C., o qual contou com a presença de cerca de duzentas mil pessoas. Ali, ele pronunciou seu mais famoso discurso: I have a dream ("Eu tenho um sonho"). E, no ano seguinte, ganhou — merecidamente — o Prêmio Nobel da Paz.

Sinceramente, mesmo sabendo que ele não foi perfeito, pois cometeu vários deslizes, não vejo com bons olhos a tentativa por parte de alguns formadores de opinião evangélicos de querer manchar a biografia de Luther King Jr. Afinal, seu legado é importante, pois mobilizou uma multidão contra a segregação racial nos Estados Unidos e morreu por essa legítima causa.

Ativista do movimento pelos direitos civis, King Jr. foi um pastor batista no Alabama e na Geórgia que ganhou renome internacional ao liderar, na década de 1950, um boicote da população negra às linhas de ônibus segregacionistas, em Montgomery, Alabama. Líder eloquente, organizou a Conferência da Liderança dos Cristãos do Sul e comandou, também, uma grande campanha pelos direitos civis.

A despeito de ter sido um pacificador e sempre pontificar que a reforma deveria acontecer sem violência, King Jr. foi preso diversas vezes. E, quando estava prestes a organizar a Marcha dos Pobres para Washington, foi assassinato na sacada de um hotel em Memphis, Tennessee, em 4 de abril de 1968.

Na conclusão de sua última pregação, um dia antes de morrer, Martin Luther King Jr. afirmou: "Dias difíceis virão, mas isso não me importa, pois eu tenho estado no alto, na montanha. Não me importa; [...] eu gostaria de viver uma longa vida, porém isso não me preocupa, agora. Eu só quero fazer a vontade de Deus! Ele tem me permitido subir a montanha [...] e tenho visto a terra prometida [...]. Quero que saibam, nesta noite, que nós chegaremos à terra prometida! Estou feliz nesta noite e nada mais me preocupa. Não temo homem nenhum! Meus olhos têm visto a glória da Vinda do Senhor!" (Fonte: YouTube).

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Antonio Gilberto: cientista da NASA?


Cientista da NASA? Muito mais que isso! Um servo do Deus Altíssimo! Um enviado de Deus cujo nome é Antonio Gilberto da Silva. Um mestre que o Senhor Jesus levantou no Brasil e no mundo para ser um referencial, um paradigma, para os mestres e pregadores pentecostais. Um ícone das Assembleias de Deus. Alguém que, a despeito de seu vasto cabedal, é um homem humilde que há décadas tem tido compromisso com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra.

Ciro Sanches Zibordi