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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Estêvão: o Primeiro Apologista do Evangelho


RESENHA
Valdemir Pires Moreira
ZIBORDI, Ciro Sanches
Estevão: o primeiro apologista do Evangelho
Rio de Janeiro: CPAD, 2018, 176 pp.

O autor é Ciro Sanches Zibordi, pastor na Igreja Assembleia de Deus da Ilha da Conceição, em Niterói - RJ, formado em Teologia (Faculdade Evangélica de São Paulo - SP) e Relações Internacionais (Universidade La Salle-RJ). Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Casa Emílio Conde; colunista do CPAD News; articulista do Jornal Mensageiro da Paz (CPAD). E autor de diversas obras.

Não são poucos, infelizmente, “os pregadores” que se esforçam ao máximo para deixar suas marcas na história. Uma boa parte deles usa de suas próprias forças, em busca do reconhecimento de seu público, negligenciando na maioria das vezes a mensagem integral do Evangelho, na busca de ser aceitos pelo povo e pela massa de “crentes” que buscam uma mensagem que agradem aos seus ouvidos. Não é isso que vemos, quando analisamos a vida do jovem Estevão, que uma vez escolhido para servir a Igreja, se destacou não por meio de suas próprias forças, mas por meio da dependência e direção do Espírito Santo, tornando-se o primeiro apologista do Evangelho.

Na introdução, Zibordi declara sentir-se desafiado, diante do momento que muitos escritores estão vivendo. Segundo o pesquisador Nicholas G. Carr, a Internet está alterando os padrões de percepção. Essa alteração tem levado à diminuição do interesse pela leitura de livros, acontecimento esse que, segundo o autor, já é percebido nas grandes cidades dos Estados Unidos e da Europa. A era da informação e da interatividade tem gerado uma falta de paciência para a leitura de bons livros. Sendo assim, para Zibordi, tem sido um grande desafio escrever a série Pregadores da Bíblia.

No primeiro capítulo, o título é Atos dos não Apóstolos, e o autor trata de vários nomes que poderiam ser dados ao livro de Atos do Apóstolos, nome esse que é usado desde o segundo século d.C. Para o autor, o livro poderia ser classificado como: 1) Atos do Espírito Santo; 2) Atos do Sumo Apóstolo; 3) Atos dos Anjos do Senhor; 4) Atos dos Doze Apóstolos; 5) Atos dos Dois Apóstolos; e 6) Atos dos não Apóstolos, aqui Zibordi imagina qual seria o tamanho do livro, caso todos os seus personagens e seus feitos fossem mencionados, e em seguida conclui fazendo menção aos primeiros problemas enfrentados pela Igreja Primitiva e a solução advinda diretamente de Deus.

O segundo capítulo tem como título Candidato Aprovado, e Zibordi traz-nos o significado do termo “candidato” na época da Roma Antiga; em seguida faz profundas observações acerca do que é a “boa reputação” e seu significado no âmbito do casamento. Esclarece o termo “irrepreensível” e seu real significado. Prossegue ainda no referido capítulo mencionando assuntos, tais como, o jeitinho brasileiro e xenofobia. Discorre sobre a expressão “apto para ensinar” (1 Tm 3.2 e 2 Tm 2.24), bebidas alcoólicas e seu uso entre os cristãos e finaliza o capítulo tratando acerca da boa reputação que o obreiro deve cultivar no seio da família.

O terceiro capítulo gira em torno do pregador cheio do Espírito; o autor inicia esse capítulo fazendo uma abordagem sobre o segredo de Estevão, e em seguida faz um acurado estudo sobre o “Paracleto”. Segue o capítulo tratando do que é ser cheio do Espírito; e, para fazer-nos entender melhor o que vem a ser a plenitude do Espírito Santo, Ciro declara que é necessário conhecermos o sentido de quatro termos bíblicos relacionados com a presença do Espírito dentro de nós: selo, penhor, testemunho e fruto do Espírito; e conclui o capítulo explicando como podemos ser cheio do Espírito Santo.

No quarto capítulo, Ciro classifica Estevão como um pregador que tem conteúdo e analisa o jovem pregador como o primeiro apologista, que era cheio de sabedoria, cheio de fé, cheio de graça, cheio de poder, e que era um pregador em cuja vida e ministério os dons espirituais manifestavam-se de modo eficaz.

O quinto capítulo traz uma abordagem histórica e trata do termo “apologia” a partir de Platão; Ciro segue fazendo menção de apologistas contemporâneos, tais como: Lee Strobel, Rice Broocks e William Lane Craig. Em seguida, analisa esse termo no Novo Testamento e a ação dos apologistas no primeiro e segundo século; e finaliza o capítulo pontuando alguns dos maiores desafios do pregador cristão na pós-modernidade, além de traçar na história a chegada desse período.

No sexto capítulo, Zibordi acrescenta outros expoentes à lista de apologistas, tais como Razi Zacharias, David Jeremiah, William Lane Craig dentre outros. Em seguida, aponta as dificuldades enfrentadas por Estevão, o primeiro apologista do Evangelho. O autor comenta os vários textos contidos em Atos do Apóstolos em que se registra a ação apologética de Estevão e a defesa de sua fé diante de seus opositores.

No sétimo e último capítulo, que traz como título, Vencido Vence Vencedor, Zibordi finaliza descrevendo os últimos momentos da vida do jovem Estevão, e como venceu morrendo triunfantemente sem negar sua fé, mas vivendo-a intensamente no poder do Espírito até seu último suspiro.

Valdemir Pires Moreira é diácono da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Caucaia-CE. Bacharel em Teologia pelo INTA - Instituto Superior de Teologia Aplicada. Bacharel Eclesiástico pelo ICI BRASIL - Instituto Cristão Internacional, professor de Escola Bíblica. Autor do livro Teoria e Método Teológico no Pensamento de Jacó Armínio (Editora Reflexão). Casado com Elizangela Pires.

2 comentários:

Wilson Santos disse...

Muito boa resenha do livro do nobre Pr. Ciro S. Zibordi... Mais uma ferramenta para os pentecostais lançar mão e se servirem. Que Deus o abençoe...

Lucivaldo de Paula disse...

Excelente resenha. Todo pregador do evangelho, precisa ler está obra como os outros pregadores. Ler os pregadores da bíblia é uma viagem fascinante!