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sábado, 28 de abril de 2018

Vinte anos sem o pregador Valdir Bícego


Há vinte anos, exatamente no dia 28 de abril de 1998, morria o pregador do Evangelho e mestre Valdir Nunes Bícego, aos 58 anos. Seu falecimento repentino pôs fim a uma “safra” de pregadores renomados que expunham a Palavra de Deus confiando no poder do Espírito Santo. Alguns dos que compunham aquele seleto grupo de expoentes ainda vivem, mas nem todos mantêm o mesmo prestígio de outrora.


Não era comum, em meados da década de 1990, os expoentes “fazerem movimento” enquanto pregavam. Eles apenas expunham as Escrituras, e o Espírito Santo aplicava a Palavra viva e eficaz aos corações. Por isso, a minha oração, já que o tempo não volta, é para que o Senhor renove “os nossos dias como dantes” (Lm 5.21), a fim de que, a cada dia, surjam mais expoentes ungidos das Escrituras e menos animadores de plateia.

Valdir Bícego e outros pregadores que conheci, no século passado, não precisavam dar espetáculo para entregar mensagens proféticas durante a pregação. Hoje, as mensagens “proféticas” muitas vezes vêm acompanhadas de shows de sapateado, rodopios, marchas, saltos ornamentais e outras bizarrices.

Em julho de 1993, na Assembleia de Deus da Lapa, em São Paulo, quando esse saudoso ensinador discorria sobre dons e ministérios, apontou em minha direção, em meio à multidão, e profetizou: “Você, irmão, que recebeu o dom de Deus para escrever, mande o artigo para o Mensageiro da Paz”. Atendi ao mandado de Deus e não parei mais de escrever.

No último mês de Valdir Bícego neste mundo, ele viajou para vários lugares, inclusive ao exterior, para ministrar a Palavra de Deus, encerrando a sua brilhante carreira na capital de São Paulo. No domingo, dia 26 de abril de 1998, participou do até então maior batismo das Assembleias de Deus. E, no dia seguinte, pregou pela última vez, na igreja que pastoreava, a Assembleia de Deus da Lapa. Foi difícil para mim pregar no mesmo púlpito três dias depois, para um público que não conseguia conter as lágrimas...

Bícego pastoreou essa igreja por quinze anos (1983-1998). No domingo e na segunda-feira que antecederam seu falecimento, ele pregou com muito entusiasmo. Tanto na primeira como na segunda pregações, o Senhor o usou para nos avisar acerca de sua morte. Mas só percebemos isso depois. No domingo, por exemplo, antes de o coral cantar o hino “Ao Passar o Jordão”, ele — que nunca falava antes dos hinos — profetizou: “Um de nós poderá passar o Jordão nessa semana, mas em breve estaremos todos juntos”.

Valdir Bícego deixou um grande legado. Além das inúmeras pregações ungidas e inesquecíveis, que ficaram gravadas nas tábuas de muitos corações, em todo o mundo, ele escreveu dois livros, publicados pela CPAD: Evangelismo (da Coleção Ensino Teológico) e Manual de Evangelismo. Os títulos mostram que o seu interesse era, definitivamente, proclamar o Evangelho.

A Palavra de Deus afirma, em Hebreus 13.7 e 2 Timóteo 3.14, respectivamente: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”; “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste”.

É, por isso, que não me esqueço dos homens de Deus que contribuíram para meu crescimento espiritual, como Valdir Bícego. Dedico a ele meu próximo livro, já entregue à CPAD. Para mim, Bícego foi o maior pregador pentecostal, no Brasil, na última década do século XX.


Ciro Sanches Zibordi

5 comentários:

kapitololo disse...

Que Deus levante mais pastores Bicego e mas David Wilkerson... Ficaram muitas saudades dos guerreiros

Pastor Luiz Cezar Mariano disse...

Um excelente pregador, tive o privilégio de conhecer este Homem de Deus.

Ana Emilia Barbosa disse...

Que o Senhor o abençoe por fazer menção a este grande Homem de Deus. tive o privilegio de participar de algumas reuniões de obreiros na Lapa, realmente suas mensagens eram verdadeiras revelações do céu.

Lisnei disse...

Mais uma vez este líder é lembrado, eu lembro da noticia da morte dele como se fosse hoje, mas lembro muito mais do projeto década da colheita da qual ele era coordenador. O projeto não era dele, nem mesmo da CGADB, mas de Deus, pois todas as "Assembleias de Deus" foram abençoadas com este projeto, e Deus não permitiu que a colheita fosse concluída, até hoje se colhe, a ceifa não terminou, o trabalhador se foi mas a obra continua.

Ribamar Nogueira disse...

Até hoje lembro de sua exposição sobre o livro de Atos dos Apóstolos, no Congresso de Mocidade em São Luis, Maranhão. Ele não gritava, não pulava não fazia nada além de entregar a mensagem e o poder de Deus era visível naqueles Congresso.