quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EUA, Cuba e a igreja perseguida

O presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro acabaram de anunciar que as relações diplomáticas entre EUA e Cuba foram normalizadas. Às vésperas do Natal, esses líderes agradeceram ao papa Francisco pela mediação e puseram fim a uma desavença histórica, que já durava quase sessenta anos. Em 1959, o marxista-leninista Fidel Castro, com o apoio de Che Guevara, arvorou-se contra os “imperialistas americanos” e estabeleceram a República de Cuba, um dos únicos regimes comunistas que sobrevivem após a queda da URSS, em 1989.

Penso que, se as relações diplomáticas entre EUA e Cuba de fato prosperarem, havendo apoio por parte do Congresso estadunidense à iniciativa de Obama, os dois países avançarão também nas relações comerciais, e haverá vários tipos de intercâmbio. E isso beneficiará, sobretudo, a população de Cuba.

Em seu blog, a jornalista cubana Yoani Sánchez — embora reconheça que há grande euforia em seu país, as igrejas estão em festa e muitos acreditando que, finalmente, haverá liberdade de expressão — afirma que o governo castrista não é confiável e continuará agindo de modo totalitário. Mas Yoani tem a esperança de que, a partir desse primeiro passo, a população será beneficiada, saindo das garras do comunismo.


Yoani afirmou, ainda, em sua conta no Twitter: “Una era termina y espero que esta nueva que comienza sea la del protagonismo de la sociedad civil cubana”. Assim como a blogueira, o jornalista brasileiro Caio Blinder, colunista da revista Veja e apresentador do programa Manhattan Connection, não está muito otimista com a notícia em apreço. Ele acredita que o objetivo dos irmãos Castro, ao se aproximarem dos EUA, é transformar Cuba em uma mini-China. Em outras palavras, a despeito da abertura comercial entre os países, mas o povo continuará debaixo de um regime despótico.

Embora a Constituição de Cuba reconheça o direito dos cidadãos de professar a sua fé, o governo castrista ainda impõe restrições à liberdade de religião. Bíblias e literaturas cristãs, de modo geral, são importadas e distribuídas com muita dificuldade e sob monitoramento. E há severas restrições aos cultos evangélicos, à evangelização nas ruas e à construção de igrejas. Segundo a Missão Portas Abertas, informantes do governo se infiltram nas igrejas, a discriminação é constante, e pastores têm sido detidos e presos.

Creio que Deus tem ouvido as orações da sua igreja. Afinal, em 1 Timóteo 2.1-4, está escrito que devemos orar por todos os que estão em eminência para que tenhamos uma vida quieta e sossegada. E, em Cuba, a situação já esteve muito pior do que hoje. Antes de 1992, o governo era completamente ateísta. Naquele ano, uma emenda constitucional mudou a natureza do Estado para laico, permitindo que cristãos pudessem participar da política cubana. Conversando com pastores que já estiveram em Cuba, fui informado de que membros da igreja atuam no governo, o que faz com que a perseguição não seja tão ferrenha. Continuemos orando pela igreja perseguida, pois “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Não confunda a pregação com o ensino


Na Bíblia, a pregação e o ensino são intercambiáveis. 
Ou seja, vemos no Novo Testamento, especialmente, que a pregação pode ser um ensino ou conter ensinamentos, bem como o ensino pode ter a dinâmica de uma pregação, etc. A despeito disso, as Escrituras fazem uma clara distinção entre a pregação e o ensino, entre o ensinador e o pregador.

É importante observar, em princípio, que uma mesma pessoa pode receber de Deus o ministério de pregador e o de ensinador. Comecemos a nossa abordagem por Jesus Cristo, Pregador por excelência e Mestre de quinta-essência. Em Mateus 4.23 está escrito que Ele percorria a Galileia “ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo”.

O Deus-Homem tinha, na terra, um ministério tripartido: ensinava, pregava e curava. Um estudo cuidadoso dos Evangelhos apontará que dois terços do ministério terreno de Jesus foi voltado para o ensino e a pregação do Evangelho. E, em Mateus, curiosamente, o verbo “ensinar” sempre vem primeiro em lugar, quando mencionado ao lado do verbo “pregar” (cf. 9.35; 11.1, etc.). Isso sugere que o Senhor priorizava o ensino.

Em Atos dos Apóstolos vemos que os primeiros ministros escolhidos pelo Senhor, “todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (5.42). Aqui, o verbo “ensinar” denota “doutrinar”, o que engloba, evidentemente, conteúdo e técnica. Isso significa que ensinar é mais difícil que pregar? Não, necessariamente. Pregar também tem as suas características peculiares, mencionadas, especialmente, em 1 Coríntios 2.1-5 e 1 Tessalonicenses 1.5: o conteúdo, isto é, a sã doutrina (gr. logos); a certeza gerada pela unção do Espírito Santo sobre o pregador (gr. pathos); e o caráter percebido do pregador (gr. ethos).

Vejamos agora a diferença entre a pregação e o ensino na vida de Paulo. Este, aliás, à semelhança do Senhor Jesus, também recebeu do Senhor um ministério tríplice: “Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade” (1 Tm 2.7). Esse apóstolo tanto pregava o Evangelho quanto ensinava as Escrituras, haja vista ter sido um pregador e um doutor chamado pelo Senhor (cf. 2 Tm 1.11).

Na sua Primeira Epístola a Timóteo, o apóstolo Paulo, ao fazer menção do trabalho dos presbíteros, afirmou: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (5.17). Um leitor desatento poderá pensar que Paulo foi redundante ao empregar os termos “palavra” e “doutrina”. Mas esses termos, em grego, aludem à pregação e ao ensino, ao predicar e ao enseñar, como consta da versão castelhana Reina-Valera. No inglês, na English Standard Version (ESV), foram empregados os substantivos preaching (pregação) e teaching (ensino).

Há, portanto, diferença entre a pregação e o ensino. A primeira é mais incisiva e persuasiva; apela para uma reflexão profunda e urgente, seguida de uma tomada de posição imediata. Isso nos faz lembrar da mensagem de Pedro, no dia de Pentecostes, da exposição de Estêvão, diante dos seus acusadores (At 2; 7). E assim por diante. Já o ensino tem uma dinâmica diferente. Ele é muito mais voltado para a razão. E o ensinador precisa de tempo para explicar; pressa não combina com ensino. Isso nos faz lembrar da explanação de Paulo em Trôade, em que ele “alargou a prática até à meia-noite” (20.7). Em seguida, depois de um intervalo para “partir o pão”, o apóstolo “ainda lhes falou largamente até à alvorada” (v. 11).

Gosto muito da abordagem a partir da Bíblia, mas não poderia concluir este pequeno artigo sem mencionar, pelo menos, duas importantes obras literárias sobre a pregação e o ensino. Quanto à pregação, recomendo o melhor livro sobre o assunto já lido pelo eminente R.C. Sproul: Pregação Cristocêntrica, de Bryan Chapell (Editora Cultura Cristã, 2002). E sobre o ensino recomendo o Manual de Ensino para o Educador Cristão, editado por Kenneth O. Gangel e Howard G. Hendricks (Editora CPAD, 1999). Duas obras simplesmente extraordinárias. Que Deus abençoe a todos os pregadores do Evangelho e ensinadores das Escrituras!

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O cristão deve participar do Natal secular?

Não sabemos, ao certo, quando o Senhor Jesus nasceu. O que sabemos é que Ele não nasceu em 25 de dezembro, pois, nessa época do ano, o forte frio na Judeia inviabilizaria a iniciativa imperial de realizar um alistamento (Lc 2.1-3). E isso é reforçado pelo fato de os pastores de Belém estarem no campo na noite de Natal (v. 8).

Até o século III, o nascimento de Jesus era comemorado no fim de maio, no Egito e na Palestina (que nada tinha que ver com a Palestina de hoje). Em outros lugares, a celebração ocorria no começo de janeiro ou no fim de março. O imperador Aureliano estabeleceu, em 275, a comemoração obrigatória do Natalis Invicti Solis (Nascimento do Sol Vitorioso) em 25 de dezembro. E, a partir de 336, o romanismo, fazendo uma unificação de várias festas religiosas, adotou essa data oficialmente para a comemoração do nascimento de Jesus.

Independentemente de Jesus não ter nascido em 25 de dezembro e de ninguém saber, ao certo, quando Ele nasceu, nos dois últimos meses do ano só se fala em Natal. E, mesmo que muitos não saibam a diferença entre o Natal de Cristo, pelo qual se celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, e o Natal secular, no qual o Aniversariante torna-se um mero coadjuvante, a celebração existe, sendo inútil ignorá-la. Diante dessa constatação, como devemos nos comportar nessa época de festas?

Em primeiro lugar, podemos aproveitar esse período do ano para apresentar ao mundo o Protagonista do Natal: Jesus Cristo. E isso pode ser feito por meio de cantatas ao ar livre e nos centros comerciais, cultos e mensagens especiais, evangelísticas, nos templos, publicação de textos alusivos ao nascimento de Cristo, etc. Além disso, não precisamos demonizar o Natal secular por causa do que afirmei sobre 25 de dezembro. Afinal, nas datas festivas de fim de ano, com muito ou pouco dinheiro no bolso, é bom que as famílias cristãs — que conhecem o verdadeiro sentido do Natal — se confraternizem, troquem presentes, enfeitem suas casas, se desejarem, etc. Que mal haveria nisso?

Pensemos em um cristão que more ou que esteja de passagem em uma grande cidade, como: Paris, Nova York, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, etc. Nos últimos meses do ano, essas cidades são decoradas especialmente para o Natal. Deve o cristão ficar dentro de casa ou em um quarto de hotel, isolado, em sinal de protesto ao Natal? Por que não podemos, como cristãos equilibrados e maduros, aproveitar esse período do ano para passear com a família e tirar fotos nos lugares enfeitados?

Outra questão: Há algum problema em colocar presentes debaixo de uma árvore colorida e enfeitada, a fim de abri-los à meia-noite do dia 25 de dezembro? A despeito de haver legalistas de plantão dizendo que fazer isso é idolatria, penso que não convém ao servo do Senhor Jesus ser extremista e perder uma grande oportunidade de se alegrar com sua família e seus amigos, especialmente na véspera do tradicional dia de Natal.

É evidente que não ignoramos o paganismo, impregnado na sociedade brasileira. Entretanto, as questões relacionadas com os festejos do Natal secular passam, obrigatoriamente, por uma reflexão à luz de alguns princípios bíblicos. Primeiro: de acordo com Eclesiastes 7.16,17, não nos é vedado o entretenimento. Segundo: a participação eventual, com prudência e vigilância, em festas seculares — muitas vezes tidas como pagãs — é mencionada em 1 Coríntios 10.23-32. Terceiro: segundo os Evangelhos, o Senhor Jesus participou de festas em que havia pessoas pecadoras e comeu na casa delas.

Pensemos. Que males a celebração do Natal secular traz, efetivamente, para as nossas vida e família? Alguém poderá dizer: “O Papai Noel usurpa o lugar de Cristo. E a árvore de Natal é idolátrica”. Certo. Mas, qual é o cristão que põe uma árvore em sua sala para efetivamente adorar ídolos? Se quisermos ser cristãos legalistas — que rejeitam toda e qualquer coisa que tenha origem pagã —, teremos de proibir o uso de vestido de noiva, o bolo de aniversário, os ovos de chocolate... E assim por diante? Ora, lembremo-nos do que a Palavra do Senhor assevera em 1 Coríntios 6.12: “todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.

E, quanto às crianças, que vivem no mundo da fantasia? Muitas delas, inclusive, por influência dos colegas de escola, da mídia, etc., acreditam em Papai Noel. Imaginemos como se sente a criança que ouve de seu pai: “Não vou lhe dar presente de Natal porque esta festa é pagã e consumista”. Isso denota zelo e santidade, ou falta de equilíbrio e hipocrisia? Sinceramente, um pai que, tendo condições, não presenteia o seu filho no Natal, está agindo de modo extremado, podendo até provocar-lhe a ira (Ef 6.4).

Como os pais devem agir? Cabe a eles ensinar aos seus filhos, com muita sabedoria, o verdadeiro sentido do Natal. Não é preciso se opor ferrenhamente à celebração secular. A transição do mundo da fantasia para a realidade ocorre de modo natural. Com o tempo, a criança percebe que o Papai Noel é uma figura ficcional, mítica, e que o Senhor Jesus é real. Pais excessivamente preocupados com questiúnculas privam seus filhos da alegria desse período de festas; proíbem-nos de posar para uma foto ao lado do chamado “bom velhinho” ou de uma árvore enfeitada, em um shopping. Mas, têm eles ensinado seus filhos em casa (Dt 6.7) e os conduzido à Escola Bíblica Dominical para aprenderem a Palavra do Senhor?

Ora, as únicas pessoas que, de fato, acreditam em Papai Noel são as inocentes e ingênuas crianças. Privá-las desses encantamento e alegria passageiros é uma maldade sem tamanho, cujo combustível é o legalismo hipócrita e farisaico. Lembremo-nos do que Senhor Jesus ensinou em Mateus 23.24: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo”.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Como o cristão deve celebrar o Natal

O cristão que tem bom senso participa, de modo prudente, das confraternizações de fim de ano, com a família e os amigos, na igreja ou até mesmo com os colegas de trabalho. Quanto ao Natal de Cristo, especificamente, toda a cristandade deveria participar dessa celebração com muita alegria e gratidão a Deus, mostrando ao mundo que o Senhor Jesus é o verdadeiro protagonista do Natal.

Em Mateus 2.1-12, aprendemos com os magos do Oriente a celebrar o verdadeiro Natal de Cristo, que nada tem a ver com Papai Noel, árvore enfeitada e colorida, bacalhau, peru, pernil, panetone, rabanada, amigo oculto (ou secreto), etc. Embora tudo isso faça parte das confraternizações de fim de ano, é importante não ignorarmos o verdadeiro significado do Natal.


Os magos do Oriente eram sábios (estudiosos dos astros), originários, possivelmente, da Pérsia.
O romanismo diz que eles eram três reis e os chama de Melquior, Baltasar e Gaspar. A Palavra de Deus se limita a identificá-los como “uns magos” (Mt 2.1). Deduz-se que eram três por causa do número de presentes oferecidos ao Menino: ouro, incenso e mirra. Mas quem pode garantir o que e em qual quantidade cada um dos magos ofertou?


Os magos não visitaram o Menino quando Ele estava em uma manjedoura, como vemos nos presépios romanistas.
Quando aqueles sábios estiveram com o Senhor Jesus, viram-no em uma casa (Mt 2.11). E Ele já tinha pelo menos dois anos de idade, visto que Herodes Magno, depois de chamar os magos e inquirir “exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera” (v.7), “mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos” (v.16).


Aos magos interessava encontrar o Menino.
Eles “perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?” (Mt 2.2a). Nessa época do ano, poucos se lembram do Aniversariante! Mas o Senhor Jesus não pode ser ignorado. Em nenhum outro há salvação (At 4.12; Jo 10.9). Ele é único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5; Hb 7.25). 
Somente Ele nasceu sem pecado. Somente Ele viveu sem pecado. Somente Ele morreu por nossos pecados. E somente Ele ressuscitou para a nossa justificação!

Os magos desejavam adorar o Menino.
“Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo”, disseram (Mt 2.2b). Eles não queriam adorar a estrela. Eles não queriam adorar a mãe do Menino. Eles queriam adorar o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Os magos se alegraram ao achar o local onde estava o Menino. Eles seguiram a estrela que viram no Oriente. E, quando ela se deteve, souberam onde estava o Senhor Jesus e “alegraram-se muito com grande júbilo” (Mt 2.10).

Os magos se alegraram antes de ver o Menino! Muitos precisam ver para crer, mas o verdadeiro adorador adora a Jesus mesmo sem vê-lo. Lembre-se do que o Senhor disse ao incrédulo Tomé: “Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!” (Jo 20.29).

Os magos abriram os tesouros. Eles tinham algo para oferecer ao Menino (Mt 2.11). Muita gente, nessa época de festas, só quer receber. Elas pensam que Deus é como o Papai Noel... Mas nós devemos oferecer algo ao nosso Senhor e Salvador: “Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR” (Sl 116.12,13).

Os magos ofereceram dádivas ao Menino. Eles levaram consigo ouro, incenso e mirra (Mt 2.11). O número três fala de uma oferta completa (Sl 103.1,2; 1 Ts 5.23). O ouro, metal nobilíssimo, representa a nossa adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23,24). O incenso — que, no Tabernáculo e no Templo, era formado por quatro especiarias (estoraque, onicha, gálbano e incenso puro) — alude aos nossos louvor, ações de graça, intercessões e súplicas pessoais, que sobem perante a face do Senhor como cheiro suave (Sl 141.2; Ap 5.8). E a mirra, um perfume extraído de plantas especiais, fala do nosso “bom cheiro” (2 Co 2.15).

Os magos foram guiados por Deus. Eles foram “por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes” (Mt 2.12). O crente que conhece o verdadeiro sentido do Natal não é guiado por horóscopo nem por conselhos de ímpios. Ele é guiado pela Palavra de Deus (Sl 119.105) e pelo Espírito Santo (At 8.29).

Os magos partiram por outro caminho. Quem adora a Jesus de verdade encontra uma saída. Assim como o povo de Israel, nos dias do profeta Ezequiel, entrava por uma porta e saía por outra (Ez 46.9), os verdadeiros adoradores entram pela “porta do problema” e saem pela “porta da solução”; entram pela “porta da enfermidade” e saem pela “porta da cura”. E assim por diante. 
Lembre-se das palavras do protagonista do Natal: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9).

Happy Christmas with Jesus Christ!


Ciro Sanches Zibordi

domingo, 23 de novembro de 2014

Eu prefiro pensar "dentro da Caixa"

Tempos difíceis os nossos, em que pregadores que "pensam fora da caixa" apresentam falsas boas-novas, isto é, um tipo de evangelho que os pecadores querem ouvir, e não o Evangelho, o qual os pecadores precisam ouvir, mesmo que não o apreciem. Não é por acaso que a Palavra de Deus alerta: "virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (2 Tm 4.3).

Há algum tempo, um pregador "radical" que gosta de fazer "loucuras gospel" cheirou uma Bíblia como se estivesse usando cocaína. E agora tem outro pregador "radical" — aquele que cita passagens bíblicas de modo "free style", empregando palavrões e expressões chulas — dizendo que a Igreja, a Noiva do Cordeiro, é uma vagabunda.

O leitor quer um verdadeiro exemplo de pregador que fala a verdade com contundência e agrada a Deus? Olhe para a pregação e a conduta de Estêvão (At 6-7). Ele foi apedrejado não por ter tido uma conduta "radical" ou ter usado palavras humanas "impactantes" (cf. 1 Co 2.1-5), e sim por ter dito a verdade das Escrituras com autoridade.

Há pregadores e escritores evangélicos que se orgulham de pregar e escrever "fora da caixa". Eles apresentam um outro evangelho — muito diferente do que Jesus e os seus apóstolos pregaram — e ainda acham que são perseguidos por causa disso... Ora, Deus se agrada mesmo é dos pregadores e escritores que, assim como Paulo, pregam e escrevem sem sair da maravilhosa "Caixa", a "Santa Caixa" chamada Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus (1 Co 11.23).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

666 motivos para não comemorar o Natal

Nessa época do ano surgem muitos “entendidos” apresentando várias razões para não celebrarmos o Natal...

Dizem que Jesus não nasceu em 25 de dezembro. É evidente que Ele não nasceu nessa data! Mas ela é histórica; foi escolhida pela Igreja Católica Romana, a fim de induzir os pagãos a celebrarem o nascimento de Cristo.

Dizem que o Natal é uma festa pagã. Mas o Natal de Cristo precede e transcende o paganismo da Igreja Romana. O nascimento do Senhor Jesus foi celebrado até pelos anjos, que exclamaram: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14).

Dizem que o Natal é todos os dias. Algum de nós faz aniversário todos os dias? É óbvio que glorificamos a Jesus diariamente, pois Ele é o nosso Senhor e habita em nós! Mas aniversário é uma data especial. É uma oportunidade para mostrarmos ao mundo que Cristo é o Salvador.

Dizem que celebrar o Natal é idolatria. Ora, quem diz isso ainda não aprendeu o que é idolatria, à luz do Novo Testamento. Idolatria é uma ação objetiva, e não subjetiva. É uma condição do coração e é praticada de modo consciente. Deixemos, pois, as doutrinas de homens, do tipo “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22).

Se o leitor é um pregador do Evangelho, por favor, não entre pelo caminho do fanatismo religioso. Fuja do legalismo farisaico! O cristianismo verdadeiro não é fanatizante, como as religiões e seitas pseudocristãs e extremistas, que proíbem doação de sangue, ingestão de determinados tipos de alimento, etc. Somos livres em Cristo (1 Co 10.23-32).

Em vez de apresentar inúmeras razões para não celebrar o Natal de Jesus Cristo, prezado pregador, fale da sua gloriosa encarnação (1 Tm 3.16), da sua morte vicária (2 Co 5.17-21) e da sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20)! Afinal, esses três eventos estão relacionados com a obra expiatória do Senhor.

Ah, sim, quanto ao título desse artigo, 666 motivos para não comemorar o Natal, empreguei-o a fim de prender a sua atenção e também para enfatizar que é o espírito do Anticristo, prevalecente no mundo sem Deus, que tem influenciado as pessoas a ignorarem o Natal de Cristo.

Feliz Natal! Happy Christmas!

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Prepare-se! Vem aí o PLD 666


Antes de começar a leitura deste texto, pressione a tecla [FICÇÃO], por favor.


Você está preocupado com a degradação moral no mundo e no Brasil, em especial? Saiba que as coisas poderão ficar ainda piores para igreja evangélica, nesses últimos dias. O PANIC (Partido Anticonstitucional dos Numerosos Inimigos do Cristianismo) pretende apresentar, em breve, o PLD 666: Projeto de Lei do Diabo, número 666.

O autor do PLD 666 é o conhecido deputado federal Joseph Hitler Nero, que já manifestou o desejo de queimar todos os exemplares da Bíblia em praça pública. Ele alega que esse livro é altamente hamartiofóbico, visto que incentiva o preconceito e a discriminação contra todos os tipos de pecadores.

Conhecido por sua luta pelos direitos do movimento LABAS (Liga dos Adoradores da Besta Apocalíptica e Simpatizantes), Nero tem como meta eliminar toda e qualquer influência do cristianismo no Brasil. Ele pretende, com o PLD 666, proibir os cristãos de difundirem passagens da Bíblia que condenem o pecado.

Segundo ele, a comunidade dos pecadores sente-se discriminada por causa dos discursos de ódio dos pastores contra os pecados descritos na Bíblia. A nova lei, se aprovada, contemplará punições para diversos crimes, como a sodomofobia, a pedofilofobia, a efebofilofobia, etc. O objetivo é diminuir a quantidade de mortes e agressões contra todos os tipos de pecadores.

De acordo com o DataSodoma e o Ibopedof, o Brasil é campeão em assassinatos e agressões contra sodomitas, pedófilos e efebófilos. Pregadores, escritores, articulistas, editores de blog e usuários das redes sociais que vierem a cercear, de alguma forma, o direito dos pecadores de pecar em paz, sem serem incomodados, em qualquer lugar, serão punidos exemplarmente. Não se permitirá que, num Estado Democrático de Direito e Laico, alguém emita qualquer opinião a respeito dos pecados que as pessoas quiserem cometer. Pronto.

Pressione agora a tecla [REALIDADE].

Vivemos nos tempos trabalhosos e difíceis mencionados na Bíblia, em 2 Timóteo caps. 3 e 4. Mas, haja o que houver, os cristãos que se prezam não se calarão. Ainda que sejam condenados à morte, continuarão pregando o santo Evangelho, que apresenta o amor de Deus e também a sua justiça. Maranata!

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 2 de novembro de 2014

O que a Bíblia diz a respeito dos finados?


2 de novembro é o dia de finados, um termo mais suave para mortos. O que a Bíblia, a Palavra de Deus, diz a respeito dos finados? Um texto claro e objetivo sobre eles é Hebreus 9.27,28: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. De acordo com essa passagem do Novo Testamento, está ordenado que os seres humanos morram uma vez e compareçam ante o Justo Juiz. Mas isso não quer dizer que, imediatamente após a morte, as pessoas são levadas a um julgamento.

O que acontece com os finados entre a morte e o Juízo Final? Embora a vida após a morte ainda seja um mistério, a Palavra de Deus nos apresenta detalhes importantes a respeito desse estado intermediário. Todas as pessoas, ao morrerem — sejam as salvas em Cristo, sejam as perdidas por rejeitarem ao Salvador (cf. Jo 3.16) —, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7; Mt 10.28; Lc 23.46). Os salvos em Cristo são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; 1 Pe 3.22). E os perdidos, ímpios, vão para o Hades (hb. sheol), que não é a sepultura, e sim um lugar de tormentos (Sl 139.8; Pv 15.24; Lc 16.23).

Nos tempos do Antigo Testamento, Paraíso e Hades ficavam numa mesma região. E eram separados por um abismo intransponível (Lc 16.19-31). Ao morrer, o Senhor Jesus desceu em espírito a essa região e transportou de lá os salvos para o terceiro Céu (cf. Mt 16.18, Lc 23.43, Ef 4.8,9; 2 Co 12.1-4). Quanto aos ímpios, permanecem no Hades (uma espécie de antessala do Inferno), o qual não deixa de ser “um inferno”, um lugar de tormentos para a alma (Lc 16.23). Conquanto, em algumas passagens da Bíblia, o vocábulo grego hades tenha sido traduzido para “inferno”, o Hades e o Inferno final não são o mesmo lugar.

O Inferno final é chamado de Lago de Fogo (Ap 20.14,15 [gr. limnem ton puros]); de “fogo eterno” (Mt 25.41 [gr. pur to aiõnion]); de “tormento eterno” (Mt 25.46 [gr. kolasin aiõnion]); e de Geena (Mt 5.22; 10.28; Lc12.5). Diferentemente do Hades, o Inferno final está vazio. Ele começará a ser povoado quando Cristo voltar em poder e grande glória e lançar o Anticristo e o Falso Profeta no Geena, inaugurando-o (Zc 14.4; Ap 19.20). Em seguida, os condenados do Julgamento das Nações irão para “o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, “o tormento eterno” (Mt 25.41,46). Mais tarde, será a vez do Diabo e seus anjos conhecerem o lugar para eles preparado (Ap 20.10). E, finalmente, após o Juízo Final, todos os ímpios estarão reunidos no Inferno final (Ap 20.15; 21.8).

Em Apocalipse 20.13 está escrito que o mar dará os mortos que nele há. E Jesus também afirmou que “vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. Segundo a Palavra de Deus, a morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo. O vocábulo “morte”, em Apocalipse 20.13,14, tem sentido figurado. Trata-se de uma metonímia — figura de linguagem expressa pelo emprego da causa pelo efeito ou do símbolo pela realidade —, numa alusão a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles.

Há pessoas cujos corpos foram cremados; outras morreram em decorrência de grandes explosões, etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que, em seu estado tríplice, pleno 
— espírito + alma + corpo (cf. 1 Ts 5.23) — compareçam perante o Juiz. Entretanto, para que os ímpios compareçam ao Juízo Final em seu estado pleno, acontecerá a reunião de espírito, alma e corpo, os quais se separam na morte. Daí a menção de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos (Ap 20.13). Aqui, “inferno” é hades, também empregado de forma metonímica.

A “morte” dará o corpo, e o “Hades”, a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma + espírito). Com base no que foi dito acima, podemos entender melhor a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14). Isso denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

Segue-se que a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena. E quanto aos que têm morrido salvos, em Cristo? Graças a Deus, nenhuma condenação há para eles (Rm 8.1). Serão julgados também, é evidente, logo após o Arrebatamento da Igreja, mas apenas para efeito de galardão (Rm 14.10; Ap 22.12). Depois da ressurreição dos que morreram em Cristo, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

Apesar de já se encontrarem na presença de Deus, os salvos mortos em Cristo ainda não estão desfrutando do gozo pleno preparado para eles. Isso só acontecerá depois da ressurreição (1 Co 15.51). Seu estado agora é similar ao daqueles mártires que morrerão na Grande Tribulação (Ap 6.9-11). Esta passagem e a de Lucas 16.25 indicam que, no Paraíso, os salvos são consolados, repousam, estão conscientes e se lembram do que aconteceu na Terra (Ap 14.13). Contudo, após o Arrebatamento, estarão — no sentido pleno — “sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. Isso significa que os santos, de todas as épocas, que estão com o Senhor, no Paraíso, virão com Ele, no Arrebatamento da Igreja. Como assim? O espírito e a alma (ou espírito + alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.50-52). Consolemo-nos com essas palavras (1 Ts 4.18). Aleluia! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Deus abomina a soberba

Comentário sobre a lição 5 da revista Lições Bíblicas da CPAD (4o. trimestre de 2014): Integridade Moral e Espiritual
por: Carla Ribas

Introdução: O que é a soberba?

O primeiro passo para a compreensão dessa lição é pesquisar sobre o significado de 
soberba. Segundo o Dicionário Aurélio, esse termo designa: orgulho, altivez, elevação, arrogância, sobrançaria. Assistindo ao Portal EBD, aprendemos a raiz da palavra citada: supérbiaqualidade de algo que se acha superior. A definição de soberba também aplica-se quando a pessoa acha que é a fonte dos seus próprios bens materiais e espirituais. Quanto à abominação, vale ressaltar o seu significado: repulsa”, asco.

O professor Dr. Caramuru Francisco faz um link com Thiago 1.17, onde lemos que tudo vem do Senhor, e também com Isaías 14, onde Satanás, antes um querubim ungido, se ensoberbeceu a ponto de almejar e tentar ser 
semelhante ao Altíssimo”. Mas o exemplo da sua queda e condenação ao fogo eterno demonstram que o juízo de Deus é severo. 

Um comentário que chama a atenção é que o período de 12 meses entre o sonho de Nabucodonosor e seu cumprimento foi a chance dada por Deus para que o rei se arrependesse dos seus pecados. Esse tempo que Deus deu a Nabucodonosor é uma figura da Dispensarão da Graça, o período de tempo em que a humanidade está vivendo. É o que Jesus, citando o profeta Isaías, chama de 
ano aceitável do Senhor.

Em Lucas 4. 18, lemos que Jesus entra na sinagoga, recebe o livro do profeta Isaías e lê a passagem correspondente ao capítulo 
61O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (ARA). O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (NVI).

Então, Jesus fechou o livro (rolo), pois estamos no 
ano aceitável do Senhor, no tempo que Deus nos deu para confessarmos e deixarmos os nossos pecados e usar de misericórdia para com os povos. Assim como ocorreu com Nabucodonosor, o juízo de Deus virá sobre a humanidade; a chance de arrependimento está sendo oferecida.

O livro de Daniel

O quarto capítulo de Daniel tem sito descrito como o documento governamental mais marcante dos tempos antigos. Iniciando com a inscrição Nabucodonosor, rei, esse documento falava com autoridade imperial a todos os povos, nações e línguas. Sem expressar vergonha ou apresentar desculpas, essa proclamação exaltava a Deus, o Altíssimo.

Poucos líderes mundiais em qualquer época têm sobrepujado Nabucodonosor em dar glória a Deus ou em expressar de forma correta seu sublime caráter. Esse capítulo bem poderia ser chamado de Teodicéia do Imperador, uma vindicação sublime dos julgamentos de Deus e sua justiça. Como são grandes os seus sinais, como são poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino eterno; o seu domínio dura de geração em geração (3, NVI)

O período em que se deu o sonho

Não há indicação clara acerca do período no reinado de Nabucodonosor em que essa experiência humilde e esclarecedora veio a ele. Keil sugere que ela ocorreu “no período final do seu reinado, depois de ter participado de muitas guerras para a fundação e estabelecimento do seu império mundial, mas também, após concluir a maior parte das suas construções esplêndidas
”. Segundo a Septuaginta, os acontecimentos descritos datam do décimo oitavo ano do reinado de Nabucodonosor.

O sonho e seu cumprimento

O rei reconheceu que o espírito dos santos deuses estava em Daniel. A nota de rodapé da Bíblia HCSB (em inglês) reflete o fato de que Nabucodonosor persistiu em acreditar na pluralidade dos deuses. Porém, tendo sido repreendido (3.24-30) e sabendo que somente Deus poderia revelar o que estava escondido (2.47), é possível corrigir a frase alternativamente para: 
o espírito do Santo Deus está nele”.

Durante todo o capítulo, Daniel é mais frequentemente chamado por seu nome Beltesazar, pois essa é uma escrita sob a perspectiva do rei babilônico, não do exílio hebreu. O sonho do rei foi sobre uma árvore cujo topo encostava no céu. Encontramos uma expressão semelhante em Gênesis 11.4 para a torre da Babilônia, cujo topo deveria chegar aos céus. O tronco e as raízes poupados indicava a continuação da vida, o ferro e o bronze apontam para a proteção do tronco. A árvore representa o homem (o rei) pois o anjo declarou que a sua mente humana seria trocada pela de um animal durante sete tempos ou sete anos.

Mas, no meio desse presságio chocante de julgamento, que para o rei deve ter soado mais terrível do que a morte, veio a garantia da infinita fidelidade e misericórdia de Deus. Embora a árvore fosse cortada, o tronco foi deixado para reviver e crescer novamente. Além disso foi cercado de cadeias de ferro e bronze, um símbolo da firmeza e constância da promessa de Deus de sobrevivência e restauração.

Como servo fiel do rei, Daniel ficou alarmado com a severa disciplina que sobreviria ao rei. A arvore representava o rei Nabucodonosor, que seria acometido de uma doença mental que o faria viver na natureza, com os animais selvagens (ou do campo) durante sete anos até que se arrependesse do seu orgulho e reconhecesse que 
o Altíssimo domina sobre todos os reinos dos homens e os dá a quem ele quer”.

Esse é o único versículo em todo o AT em que 
Céus” é usado como um eufemismo para Deus. Daniel advertiu para que o rei se arrependesse (fazer o que era certo) na esperança de que isso evitaria a disciplina de Deus. Nabucodonosor não possuía menos do que três palácios na cidade da Babilônia. Ele estava andando no terraço de um deles quando ficou maravilhado com a glória da cidade e consumido pelo orgulho.

Ao exclamar “Acaso não é esta a grande Babilônia que eu (“eu eu mesmo”) construí […] com meu enorme poder e para a glória da minha majestade?
”, Nabucodonosor enfatizou a si próprio como a fonte da majestade. Ele pecou ao não dar o crédito e a glória a Deus como soberano Doador de todas as boas dádivas. Muitos anos mais tarde, o apóstolo Paulo repreendeu os coríntios fazendo a seguinte pergunta: “O que você tem que não tenha recebido?” (1 Co 4.7). Ao retardar a sentença de Nabucodonosor em um ano (v. 28), Deus o disciplinou no mesmo instante em que ele se deixou consumir pelo orgulho, enquanto as palavras ainda estavam nos seus lábios”.

Nabucodonosor pode ter sofrido de licantropia, uma psicopatologia: forma de loucura através da qual um indivíduo pensa ter se transformado em lobo ou em outro animal selvagem, e não tira completamente de suas vítimas a habilidade de raciocínio ou compreensão do que está acontecendo com elas. Dessa forma, é possível que o rei tenha percebido que seu próprio orgulho fora a causa da sua insanidade.

O rei se arrependeu do seu orgulho e reconheceu o Deus Altíssimo. Sua sanidade voltou instantaneamente, um sinal de que Deus havia suspendido a sentença. Como um epílogo à narrativa, Nabucodonosor glorificou a Deus, usando palavras que descrevem sua conscientização de que o domínio de Deus é eterno e também resume apropriadamente o tema do livro de Daniel: 


Agora eu, Nabucodonosor, louvo e exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância.
Daniel 4.37

Carla Ribas

Referências

- Comentário Bíblico Beacon, Vol. 4, CPAD
- HCSB Bible
- FRANCISCO, 
Caramuru Afonso. Portal de Escola Dominical.
- O AT Comentado Versículo por Versículo. Editora Hagnos e CPAD
- Portal www.vivabonsmomentos.com

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brasil cada vez mais perto de se tornar uma "ditadura socialista"


Atenção, atenção, cristão petista que está zombando dos pastores que denunciam a tentativa do petismo marxista-leninista de implantar uma "ditadura socialista" no Brasil e na América Latina nos moldes da Venezuela: você vai se surpreender! Leia o documento oficial, em espanhol, que o presidente Maduro enviou à "presidenta" Dilma Rousseff, logo após a sua reeleição.

Parabéns! Você contribuiu para o Foro de São Paulo dar mais um passo rumo à cubanização do Brasil! O petismo, agora, dará continuidade ao seu projeto de poder, rumo ao estabelecimento do bolivarianismo 
("Revolución Bolivariana") antiamericanista, antissemita e anticristão! Veja especialmente a parte em negrito.

"REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA MINISTERIO DEL PODER POPULAR PARA RELACIONES EXTERIORES COMUNICADO

El Presidente de la República Bolivariana de Venezuela Nicolás Maduro Moros, a nombre del Pueblo y del Gobierno venezolano, hace llegar su más efusivas felicitaciones a la compañera Dilma Rousseff y al pueblo brasileño por el histórico triunfo electoral obtenido el día de hoy.

La victoria de la presidenta Dilma Rousseff, es el resultado de una extraordinaria movilización de las fuerzas populares del Brasil, que una vez más demuestran el elevado nivel de conciencia política y de compromiso con la unión de la región Suramericana, Latinoamericana y Caribeña, y que sin duda alguna, garantizará la continuidad del proceso de construcción de la Patria Grande, como la soñaron el Libertadores Simón Bolívar y el prócer José Ignacio Abreu de Lima.

El Presidente Nicolás Maduro Moros desea manifestarle a la Presidenta Dilma Rouseff y al pueblo brasileño el mayor de los éxitos en esta nueva etapa de transformación sociopolitica y ofrece todo el apoyo y el compromiso de la Revolución Bolivariana para avanzar en la consolidación de la alianza estratégica entre Brasil y Venezuela, mediante el fortalecimiento de los planes y proyectos de desarrollo conjuntos pensados por el Comandante Supremo Hugo Rafael Chávez Frías y el ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

El Gobierno Bolivariano de Venezuela reitera sus felicitaciones a la Presidenta reelecta Dilma Rouseff, quien junto a su pueblo sigue escribiendo la nueva historia del Brasil, país junto al cual, Latinoamérica y el Caribe se dirigen hacia la realización inexorable de un destino de soberanía, de independencia, de protección recíproca, de unidad y de paz.

¡Que Viva el Pueblo de Brasil!

!Que Viva la Presidenta Dilma Rousseff!

Nicolás Maduro Moros Caracas, 26 de octubre de 2014"

Fonte: http://exwebserv.telesurtv.net/secciones/archivos/ARCH583_76.pdf