sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Em defesa do Evangelho

Em Filipenses 1.17, o apóstolo Paulo afirmou que foi “posto para defesa do evangelho”. Mas hoje, no meio evangélico, vemos defesa de tudo; menos do Evangelho! Muitos pregadores, escritores e articulistas, por exemplo, fazem uma enérgica apologia do calvinismo, como se este fosse sinônimo de Evangelho. E outros, de modo deselegante e, às vezes, fanático, defendem o arminianismo.

Pasme! Já há um grupo de teólogos da Assembleia de Deus dizendo que esta igreja errou ao não assumir, em sua confissão de fé, que é arminiana! E, por isso, está crescendo o número de adeptos de Calvino no meio assembleiano! Quer saber o que eu penso sobre isso? Repetirei o que escrevi em 2006: "se você está se firmando na teologia desses homens falíveis, receio que esteja em um terreno movediço. Se você tem travado longos debates para defender o pensamento deles, esqueceu-se de que 'toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada' (1 Pe 1.24,25)" (Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, CPAD).

Receio que muitos expoentes perderam o foco e estão colocando teólogos e suas escolas no centro, esquecendo-se de que o Evangelho genuíno é cristocêntrico! Sinceramente, estou cansado de ouvir falar de Calvino e Armínio. Fale-me, por favor, de Jesus Cristo e de sua gloriosa obra redentora! Defenda o Evangelho! Sei que Calvino foi um grande teólogo. Sei também que Armínio teve muitas qualidades. Mas, pelo amor de Deus, quem são esses homens falíveis e outros ante o Senhor Jesus Cristo e sua inerrante Palavra? #ProntoFalei.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Questões loucas? Estou fora!

Por duas vezes, nas cartas paulinas pastorais, a Palavra de Deus ordena que fujamos de questões loucas. Em 2 Timóteo 2.23 está escrito: “rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas”. E, em Tito 3.9, lemos: “não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs”.

Gosto muito de dizer o que penso de modo sincero e contundente, e isso, às vezes, irrita alguns pensadores cristãos. Mas tenho evitado debater com eles. Por quê? Porque a minha intenção, com os meus modestos escritos e pregações, é ajudar pessoas que desejam crescer na graça e no conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

Reconheço, humildemente, que tenho segurança quanto ao que tenho exposto e não vou mudar minha opinião para agradar teólogos, escritores e articulistas. E já deixei claro, por exemplo, o meu posicionamento pessoal a respeito de calvinismo e arminianismo. Mas há alguns expoentes, aqui e ali, que fazem questão de me criticar abertamente ou alfinetar. Eles supervalorizam questiúnculas, como o fato de eu ter dito que não sou 100% arminiano nem 0% calvinista...

Há alguns anos, por graça de Deus, decidi que não aceitaria mais desafios para debates na Internet nem responderia a provocações gratuitas. Na verdade, se dependesse da minha natureza — tenho sangue italiano correndo em minhas veias (risos) —, eu pagaria para participar de um debate! Mas fui convencido pelo Espírito Santo a não mais medir forças de modo inglório com ninguém. Portanto, quem quiser discordar, que discorde.

Louvo a Deus por ter aprendido a não me envolver mais em questões loucas. E, se alguém pensa que vou aceitar provocações e desperdiçar o meu precioso tempo em debates inúteis e inglórios, desista. Sou capaz de fazer hora-extra para responder a perguntas de pessoas sinceras que desejam aprender a sã doutrina. Quanto aos desafiadores e promotores de discussões inúteis, que gostam de “cutucar onça com vara curta”, podem “tirar o cavalo da chuva”.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Agenda e agendamento


Pr. Ciro Sanches Zibordi
Niterói, RJ, Brasil


Para convites, envie um e-mail para: ciro.zibordi@me.com.

E, p
ara obter maiores informações sobre agendamento, clique AQUI.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NoBBBre deputado ataca outra vez

Há poucos dias, o noBBBre deputado federal que tem nome francês e sobrenome que nos faz lembrar de um carro antigo — não me pergunte o nome dele — atacou de novo a liberdade religiosa, ao denunciar uma igreja evangélica de Brasília-DF que supostamente promovia a discriminação aos homossexuais e a “cura gay”. Na verdade, tratava-se de um curso interno que visava a discutir o homossexualismo (como comportamento) e a homossexualidade (como relacionamento, em si) à luz da Bíblia.

Indignado, o BBBondoso parlamentar publicou no Facebook o cartaz do evento evangélico e fez questão de assumir a autoria dos “atentados” contra a liberdade religiosa. “Apresentarei uma representação criminal perante o Ministério Público do Distrito Federal, mas o próprio Ministério, além do Ministério da Saúde e a Secretaria de Secretaria De Direitos Humanos Da Presidência Da República precisam se posicionar (e logo!) sobre essas práticas que não só representam um perigo para a saúde pública, como também uma grave violação dos direitos humanos e da laicidade garantida pela Constituição Brasileira”, disse ele.

Entretanto, de acordo com uma reportagem do Correio Brasiliense de hoje, o promotor Thiago Pierobon, ao examinar a denúncia contra a igreja, não a aceitou, decepcionando os intolerantes ativistas do movimento LGBT. Segundo o promotor, “não é possível proibir as pessoas de, no âmbito de sua liberdade de religião, discutirem temas ligados a sua concepção de correção dos comportamentos sexuais e nem proibi-las de conversarem com pessoas sobre tais temas. Se a abordagem a uma pessoa ocorrer com constrangimento ou exposição ao ridículo, certamente haverá a discriminação, ato ilícito não tolerado pelo Estado”.

O curioso é que o mesmo deputado BBBrasileiro já promoveu encontros nas dependências do Congresso Nacional em que se declarou ódio à fé evangélica. Um dos seus convidados, inclusive, chegou a afirmar que estava disposto a “pegar em armas” para enfrentar “esses desgraçados”, referindo-se a pastores, chamados, ali, de fundamentalistas e charlatões. Bem, como se vê, falta ao BBBrilhante parlamentar, pelo menos, duas coisas: tolerância e conhecimento do que realmente significa Estado laico e liberdade religiosa. ‪#‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 24 de janeiro de 2015

Defensores da fé... E do plágio

Navegando pela Internet, vejo que alguns pretensos sites e blogs de defesa da fé confundem fonte com autoria. E creio que alguns têm feito isso de modo intencional. “Copiam e colam” textos do autor na íntegra — valendo-se do famoso “Control C + Control V” — e, no fim, inserem a fonte, sem nenhum destaque à autoria. Fica a impressão errônea de que o texto é de outro autor, que apenas consultou uma fonte, mencionada no rodapé do artigo. Nesse caso, o autor passa a ser fonte; e a fonte torna-se autor. Isso não é um tipo de desonestidade?

É inadmissível que pessoas que se dizem servas do Senhor e defensoras da verdade não tenham a dignidade de respeitar os direitos do autor. Sinceramente, estou cansado de ver “homens de Deus” se apropriando de meus singelos textos e de outros expoentes, na grande rede! Plagiam o texto, na íntegra, na maior “cara de pau”! E, na melhor das hipóteses, apenas citam a fonte, deixando o leitor em dúvida quanto à autoria.

Que tipo de defensores da fé cristã são esses, que se apropriam da obra de outrem, desprezando ou relativizando a autoria? Tenho prazer em ver minhas obras compartilhadas e publicadas em outros blogs e sites! Não me oponho a isso. Eu escrevo para isso, mesmo. Mas, se combatemos a desonestidade, precisamos ser honestos (1 Pe 2.12). E, se combatemos o erro, temos de ser verdadeiros (Fp 4.8). ‪#‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Por que a grande mídia ignora a cristofobia?

Digitei, por curiosidade, a palavra “islamofobia” no campo de busca do portal de notícias da Rede Globo — o famoso Globo.com — e descobri que há trezentos links para matérias, reportagens e artigos, todos condenando a suposta onda de discriminação aos muçulmanos no Ocidente. Resolvi, então, digitar no mesmo campo de pesquisa do site o vocábulo “cristofobia”. Resultado: apenas dez links.

Dos dez links sobre cristofobia, no Globo.com, apenas um artigo, do jornal O Globo (de 2014), aborda a cristofobia; e somente uma matéria, da revista Época (de 2012), denuncia a cristofobia no mundo islâmico. Além disso, quatro links aludem a declarações dos presidenciáveis evangélicos Marina Silva e Pastor Everaldo sobre a cristofobia; dois se referem a um artigo em que um colunista ironiza a perseguição aos cristãos; e outros dois contêm links para a reportagem da revista Época (citada acima).

No único artigo a respeito da cristofobia, João Ricardo Moderno, em O Globo de 21 de julho de 2014, critica o cineasta José Padilha em razão de este ter menosprezado a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em seu filme Inútil Paisagem. Moderno afirma: “As ofensas à Igreja Católica são parte da sacrofobia, e da cristofobia em particular, e muito comuns em artistas que se valem do escândalo como marketing pessoal”.

Somente uma matéria da revista Época, de 2 de junho de 2012, assinada por Ayaan Hirsi Ali — uma pesquisadora do American Enterprise Institute —, denuncia a cristofobia. Segundo Ali, “A cristofobia gera muita violência, mas é menos discutida do que a islamofobia”. Por que a grande mídia menciona tanto a islamofobia, se, na verdade, são os cristãos que estão sendo assassinados aos milhares, na maioria das vezes pelos próprios muçulmanos?

Veja como a explicação da autora da reportagem é reveladora: “A reticência da mídia em relação ao assunto tem várias origens. Uma pode ser o medo de provocar mais violência. Outra é, provavelmente, a influência de grupos de lobby, como a Organização da Cooperação Islâmica — uma espécie de Nações Unidas do islamismo, com sede na Arábia Saudita — e o Conselho para Relações Americano-Islâmicas. Na última década, essas e outras entidades similares foram consideravelmente bem-sucedidas em persuadir importantes figuras públicas e jornalistas do Ocidente a achar que todo e qualquer exemplo entendido como discriminação anti-islâmica é expressão de um transtorno chamado ‘islamofobia’ — um termo cujo objetivo é extrair a mesma reprovação moral da xenofobia ou da homofobia”.

Ali acrescenta: “Uma avaliação imparcial de eventos recentes leva à conclusão de que a dimensão e a gravidade da islamofobia não são nada em comparação com a cristofobia sangrenta que atravessa atualmente países de maioria muçulmana de uma ponta do globo à outra. A conspiração silenciosa que cerca essa violenta expressão de intolerância religiosa precisa parar. Nada menos que o destino do cristianismo no mundo islâmico — e, em última instância, de todas as minorias religiosas nessa região — está em jogo”.

No Brasil, a grande mídia, de modo geral, ao mesmo tempo que ignora a cristofobia islamofascista no mundo muçulmano — a qual mata cem mil cristãos por ano, como pontificou recentemente o jornalista Reinaldo Azevedo —, tem dado grande destaque à pretensa onda de islamofobia no Ocidente. O jornalismo brasileiro, se, de fato, fosse imparcial, deveria seguir a orientação de Ayaan Hirsi Ali, que, na conclusão de sua matéria, asseverou: “Em vez de acreditar em histórias exageradas de islamofobia ocidental, é hora de tomar uma posição real contra a cristofobia que contamina o mundo muçulmano. A tolerância é para todos — exceto para os intolerantes”.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Hoje, o Blog do Ciro completa 8 anos!


O Blog do Ciro iniciou as suas atividades no dia 13 de janeiro de 2007. Seu editor não tinha grandes ambições; queria apenas partilhar com os amigos algumas mensagens e notícias. Seu primeiro post noticiou o falecimento da querida irmã Iolanda, esposa do pastor Maurilo Gonçalves, da Assembleia de Deus da Lapa, em São Paulo-SP. Ela era como uma mãe para o editor do blog.

Depois de quatro meses, o blog chegou à marca de 1.000 acessos! O editor ficou muito feliz, mas, depois de um mês, esse número quadruplicou. Não demoraria muito para o Blog do Ciro chegar à marca de 1.000.000 de acessos, no ano de 2008.

À época da criação do Blog do Ciro, havia pouquíssimos blogs evangélicos na grande rede. Com o passar do tempo, foram surgindo muitos outros blogs, o que deu origem ao que chamamos de blogosfera cristã.

Hoje, os blogs já não são tão visitados como antes, pois eles têm a concorrência das redes sociais. O editor do Blog do Ciro, inclusive, não escreve textos apenas para este weblog. Além de publicar artigos para a sua coluna no site CPAD News, também escreve diretamente no Facebook.

A equipe do Blog do Ciro — formada por três pessoas: um escritor (Ciro), um revisor (Sanches) e um editor (Zibordi) — agradece a Deus por esses oito anos de muitas vitórias! Louvamos ao Senhor Jesus pelos 1.378 posts, 4 milhões de acessos e 5.652 seguidores!

Feliz 2015!

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Alcorão e o terrorismo islâmico


Sempre que terroristas muçulmanos realizam atentados, a grande mídia sai em defesa do islamismo. Isso ocorreu logo após o ataque às torres gêmeas, em Nova York (EUA), em 2001, e tem ocorrido na atualidade. Há alguns dias, depois dos ataques ao jornal Charlie Hebdo 
a um mercado judeu, em Paris (França), a grande mídia tratou logo de dizer que o islã é uma religião de paz e amor e que é preciso combater a islamofobia.

Muitos afirmam que os muçulmanos violentos são uma pequeníssima minoria. E argumentam que os grupos terroristas, como Estado Islâmico (ISIS), Boko Haram, etc., seriam para o mundo islâmico o que a Ku Klux Klan é para a sociedade cristã. Entretanto, os terroristas muçulmanos citam versículos do Alcorão e as tradições de Mohamed para justificar os seus atos. Já a Ku Klux Klan, quando comete um ato de violência racial, está, na verdade, afrontando os ensinamentos de Jesus Cristo.


Na Bíblia, no Antigo Testamento, há casos episódicos em que Deus ordenou que israelitas destruíssem certas cidades, mas em nenhuma parte da Bíblia Sagrada vemos ordens gerais para o povo de Deus lutar contra os pagãos e impor a eles a sua fé. No Novo Testamento, não há nenhum incentivo à violência contra os não-cristãos. Pelo contrário, o Senhor Jesus ordena que os cristãos amem seus inimigos (Mt 5.38-48).


O Alcorão claramente incentiva os muçulmanos a lutarem e a matarem os que se opõem ao islã: “matai-os onde quer que os encontrardes [...] e lutai contra eles até que não haja mais tumulto e opressão; que prevaleça a justiça e a fé em Allah” (Sura 2.190-3). “E se tu fores assassinado ou morrer, no caminho de Allah, o perdão e a misericórdia de Allah serão muito melhores do que todas as recompensas que poderias ajuntar. E se morreres, ou fores assassinado, ó, é para junto de Allah que serás levado” (Sura 3.157-8).

Veja de onde vem o incentivo para os terroristas islâmicos mutilarem e decapitarem pessoas: “Feri-os do pescoço para cima, e arrancai as pontas dos seus dedos. Isto por terem resistido a Allah e seu Mensageiro. Se houver qualquer relutância contra Allah e seu Mensageiro, Allah será severo em sua punição” (Sura 8.12-3). E ainda: “quando encontrardes os incrédulos, feri os seus pescoços; e então, quando os tiverdes subjugado por completo, amarrai-os com firmeza” (Sura 47.4).

Segundo o Alcorão, os judeus e os cristãos — chamados de os Povos do Livro — devem ser mortos: “Lutai contra aqueles que não acreditam em Allah nem no Último Dia [...] e que não conhecem a Religião da Verdade, dentre os quais os Povos do Livro” (Sura 9.29). E quem deixa o islamismo também é digno de morte: “mas àqueles que se tornarem renegados, persigam-nos e matem-nos onde quer que os encontrardes” (Sura 4.89).

Qualquer pessoa ou grupo de pessoas que se oponham ao islã, no campo das ideias, e critiquem Mohamed (Maomé) são dignos de morte, de acordo com o Alcorão. Em Sura 4.101 e 5.33 lemos: “Os incrédulos são para vós inimigos declarados”; “A punição para aqueles que lutam contra Allah e seu Mensageiro, e que lutam com poder e força para causar danos à terra é: a execução, ou a crucificação, ou a mutilação das mãos e dos pés de lados opostos, ou o exílio da terra: que a sua desgraça neste mundo e a punição severa se aplique a eles daqui por diante”. Não é isso que têm feito a Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Boko Haram e outros grupos islâmicos?

Muitas outras passagens incentivam a violência e o terrorismo em nome de Allah: “lutai e matai os pagãos onde quer que os encontrardes, apanhai-os, cercai-os, e esperai por eles fazendo uso de todos os estratagemas” (
Sura 9.5); “Não penseis naqueles que são mortos no caminho de Allah como se estivessem de fato mortos. Não, eles vivem, encontrando seu amparo na presença de seu Senhor” (Sura 3.169); “Aqueles que [...] lutaram ou foram mortos — verdadeiramente, Eu eliminarei deles as suas iniquidades e os admitirei em Jardins dotados de rios que jorram — terão a presença de Allah como recompensa” (Sura 3.195).

Como se vê, o Alcorão está recheado de ordens gerais contra os que rejeitam as imposições do islamismo, 
as quais incentivam e abonam a violência. Seria honesto, nesse caso, afirmar que o islamismo é uma religião de paz e amor? Seria coerente dizer que o islã é vítima de preconceito em um mundo em que a religião mais perseguida e massacrada é o cristianismo, cujos principais algozes são os muçulmanos? Afinal, por que se fala tanto de islamofobia, se o que mais existe, na atualidade, é a cristofobia?

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Início das atividades ministeriais em 2015


Nesta semana, mais precisamente na quinta-feira, iniciarei — se Deus quiser — as minhas atividades ministeriais de 2015.

Participarei, como um dos preletores convidados, da convenção da Assembleia de Deus Canaã, em Fortaleza-CE, presidida pelo meu amigo e pastor Jecer Goes, cuja igreja está completando 15 anos.

Conto com as orações de todos, para que o Senhor esteja comigo mais uma vez neste novo ano. Feliz 2015 a todos!

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Quem disse que a Bíblia não manda celebrar o Natal?


Disse alguém, alhures: “A Bíblia não nos autoriza a comemorarmos o Natal. De acordo com 1 Coríntios 11.26, o verdadeiro cristão deve anunciar a morte do Senhor, e não o seu nascimento. Não existe nenhum mandamento para celebrarmos o Natal”. Vejamos como esse “argumento” se autodestruirá em alguns segundos.

O texto citado, relativo à Ceia do Senhor, não proíbe o cristão de anunciar o nascimento do Senhor. Diz apenas que devemos anunciar a morte do Senhor até que Ele venha. E a obra redentora de Jesus reside em um tripé, isto é, em três fundamentos: a encarnação, a crucificação e a ressurreição. Logo, se Cristo não tivesse nascido, não teria morrido. E, se Ele não tivesse morrido, não teria ressuscitado para a nossa justificação.

De fato, não há nenhum mandamento específico a respeito do Natal nas páginas da Bíblia. Mas eu 
pergunto ao leitor:
— Há alguma ordem bíblica para celebrarmos o nosso aniversário, fazendo um culto de ações de graça por mais um ano de vida e oferecendo bolo aos convidados?
— Existe mandamento específico para as mulheres casarem com vestido de noiva, branco, com véu e grinalda? Há ordem nas Escrituras para o homem casar de terno e gravata? Há ordem bíblica para o casamento ser realizado primeiro no cartório e depois no templo? Aliás, há mandamento específico que indique o local onde o matrimônio deva ser oficializado? Existe ordem nas páginas sagradas para os noivos fazerem uma recepção aos convidados e, depois, viajarem em lua de mel?
 — Haja vista ser a Ceia do Senhor uma ordenança de Jesus Cristo, onde está o mandamento para a celebrarmos de mês em mês ou a cada semana?
— Existe ordem bíblica para fazermos a Escola Bíblica Dominical?
— Há mandamento na Palavra de Deus para começarmos o culto às 19 horas, aos sábados, e às 18, aos domingos, por exemplo?
— Existe mandamento bíblico para termos uma conta no Facebook, no Twitter ou no Instagram?
— Há ordem de Deus na sua Palavra para eu escrever este texto ou ter um blog?

Bem, não existe mandamento específico para celebrarmos o Natal nem para o que citei acima. Mesmo assim, o cristão que se preza tem prazer em anunciar e celebrar o nascimento do Salvador, visto que essa grande festa precede e transcende qualquer tradição pagã. Embora Jesus não tenha vindo ao mundo em 25 de dezembro, Ele nasceu!

E, se há uma data convencionada para essa celebração, por que o cristão não pode usá-la para glorificar ao Senhor por sua gloriosa obra expiatória e apresentar o Evangelho ao mundo? Celebrar o Natal de Cristo é lícito e conveniente ao cristão, visto que a obra redentora abarca a encarnação do Verbo, a sua morte vicária e a sua ressurreição para a nossa justificação.

O Natal é uma festa legitimamente cristã, a qual foi celebrada pela primeira vez por anjos e pastores, naquela sublime noite de Belém (Lc 2.8-20). Essa festa também foi celebrada pela família do Senhor, em uma casa, juntamente com sábios do Oriente, cerca de dois anos após seu nascimento (Mt 2.1-16).

So my family and I wish you a Merry Christmas and a Happy New Year!

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EUA, Cuba e a igreja perseguida

O presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro acabaram de anunciar que as relações diplomáticas entre EUA e Cuba foram normalizadas. Às vésperas do Natal, esses líderes agradeceram ao papa Francisco pela mediação e puseram fim a uma desavença histórica, que já durava quase sessenta anos. Em 1959, o marxista-leninista Fidel Castro, com o apoio de Che Guevara, arvorou-se contra os “imperialistas americanos” e estabeleceram a República de Cuba, um dos únicos regimes comunistas que sobrevivem após a queda da URSS, em 1989.

Penso que, se as relações diplomáticas entre EUA e Cuba de fato prosperarem, havendo apoio por parte do Congresso estadunidense à iniciativa de Obama, os dois países avançarão também nas relações comerciais, e haverá vários tipos de intercâmbio. E isso beneficiará, sobretudo, a população de Cuba.

Em seu blog, a jornalista cubana Yoani Sánchez — embora reconheça que há grande euforia em seu país, as igrejas estão em festa e muitos acreditando que, finalmente, haverá liberdade de expressão — afirma que o governo castrista não é confiável e continuará agindo de modo totalitário. Mas Yoani tem a esperança de que, a partir desse primeiro passo, a população será beneficiada, saindo das garras do comunismo.


Yoani afirmou, ainda, em sua conta no Twitter: “Una era termina y espero que esta nueva que comienza sea la del protagonismo de la sociedad civil cubana”. Assim como a blogueira, o jornalista brasileiro Caio Blinder, colunista da revista Veja e apresentador do programa Manhattan Connection, não está muito otimista com a notícia em apreço. Ele acredita que o objetivo dos irmãos Castro, ao se aproximarem dos EUA, é transformar Cuba em uma mini-China. Em outras palavras, a despeito da abertura comercial entre os países, mas o povo continuará debaixo de um regime despótico.

Embora a Constituição de Cuba reconheça o direito dos cidadãos de professar a sua fé, o governo castrista ainda impõe restrições à liberdade de religião. Bíblias e literaturas cristãs, de modo geral, são importadas e distribuídas com muita dificuldade e sob monitoramento. E há severas restrições aos cultos evangélicos, à evangelização nas ruas e à construção de igrejas. Segundo a Missão Portas Abertas, informantes do governo se infiltram nas igrejas, a discriminação é constante, e pastores têm sido detidos e presos.

Creio que Deus tem ouvido as orações da sua igreja. Afinal, em 1 Timóteo 2.1-4, está escrito que devemos orar por todos os que estão em eminência para que tenhamos uma vida quieta e sossegada. E, em Cuba, a situação já esteve muito pior do que hoje. Antes de 1992, o governo era completamente ateísta. Naquele ano, uma emenda constitucional mudou a natureza do Estado para laico, permitindo que cristãos pudessem participar da política cubana. Conversando com pastores que já estiveram em Cuba, fui informado de que membros da igreja atuam no governo, o que faz com que a perseguição não seja tão ferrenha. Continuemos orando pela igreja perseguida, pois “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Não confunda a pregação com o ensino


Na Bíblia, a pregação e o ensino são intercambiáveis. 
Ou seja, vemos no Novo Testamento, especialmente, que a pregação pode ser um ensino ou conter ensinamentos, bem como o ensino pode ter a dinâmica de uma pregação, etc. A despeito disso, as Escrituras fazem uma clara distinção entre a pregação e o ensino, entre o ensinador e o pregador.

É importante observar, em princípio, que uma mesma pessoa pode receber de Deus o ministério de pregador e o de ensinador. Comecemos a nossa abordagem por Jesus Cristo, Pregador por excelência e Mestre de quinta-essência. Em Mateus 4.23 está escrito que Ele percorria a Galileia “ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo”.

O Deus-Homem tinha, na terra, um ministério tripartido: ensinava, pregava e curava. Um estudo cuidadoso dos Evangelhos apontará que dois terços do ministério terreno de Jesus foi voltado para o ensino e a pregação do Evangelho. E, em Mateus, curiosamente, o verbo “ensinar” sempre vem primeiro em lugar, quando mencionado ao lado do verbo “pregar” (cf. 9.35; 11.1, etc.). Isso sugere que o Senhor priorizava o ensino.

Em Atos dos Apóstolos vemos que os primeiros ministros escolhidos pelo Senhor, “todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (5.42). Aqui, o verbo “ensinar” denota “doutrinar”, o que engloba, evidentemente, conteúdo e técnica. Isso significa que ensinar é mais difícil que pregar? Não, necessariamente. Pregar também tem as suas características peculiares, mencionadas, especialmente, em 1 Coríntios 2.1-5 e 1 Tessalonicenses 1.5: o conteúdo, isto é, a sã doutrina (gr. logos); a certeza gerada pela unção do Espírito Santo sobre o pregador (gr. pathos); e o caráter percebido do pregador (gr. ethos).

Vejamos agora a diferença entre a pregação e o ensino na vida de Paulo. Este, aliás, à semelhança do Senhor Jesus, também recebeu do Senhor um ministério tríplice: “Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade” (1 Tm 2.7). Esse apóstolo tanto pregava o Evangelho quanto ensinava as Escrituras, haja vista ter sido um pregador e um doutor chamado pelo Senhor (cf. 2 Tm 1.11).

Na sua Primeira Epístola a Timóteo, o apóstolo Paulo, ao fazer menção do trabalho dos presbíteros, afirmou: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (5.17). Um leitor desatento poderá pensar que Paulo foi redundante ao empregar os termos “palavra” e “doutrina”. Mas esses termos, em grego, aludem à pregação e ao ensino, ao predicar e ao enseñar, como consta da versão castelhana Reina-Valera. No inglês, na English Standard Version (ESV), foram empregados os substantivos preaching (pregação) e teaching (ensino).

Há, portanto, diferença entre a pregação e o ensino. A primeira é mais incisiva e persuasiva; apela para uma reflexão profunda e urgente, seguida de uma tomada de posição imediata. Isso nos faz lembrar da mensagem de Pedro, no dia de Pentecostes, da exposição de Estêvão, diante dos seus acusadores (At 2; 7). E assim por diante. Já o ensino tem uma dinâmica diferente. Ele é muito mais voltado para a razão. E o ensinador precisa de tempo para explicar; pressa não combina com ensino. Isso nos faz lembrar da explanação de Paulo em Trôade, em que ele “alargou a prática até à meia-noite” (20.7). Em seguida, depois de um intervalo para “partir o pão”, o apóstolo “ainda lhes falou largamente até à alvorada” (v. 11).

Gosto muito da abordagem a partir da Bíblia, mas não poderia concluir este pequeno artigo sem mencionar, pelo menos, duas importantes obras literárias sobre a pregação e o ensino. Quanto à pregação, recomendo o melhor livro sobre o assunto já lido pelo eminente R.C. Sproul: Pregação Cristocêntrica, de Bryan Chapell (Editora Cultura Cristã, 2002). E sobre o ensino recomendo o Manual de Ensino para o Educador Cristão, editado por Kenneth O. Gangel e Howard G. Hendricks (Editora CPAD, 1999). Duas obras simplesmente extraordinárias. Que Deus abençoe a todos os pregadores do Evangelho e ensinadores das Escrituras!

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O cristão deve participar do Natal secular?

Não sabemos, ao certo, quando o Senhor Jesus nasceu. O que sabemos é que Ele não nasceu em 25 de dezembro, pois, nessa época do ano, o forte frio na Judeia inviabilizaria a iniciativa imperial de realizar um alistamento (Lc 2.1-3). E isso é reforçado pelo fato de os pastores de Belém estarem no campo na noite de Natal (v. 8).

Até o século III, o nascimento de Jesus era comemorado no fim de maio, no Egito e na Palestina (que nada tinha que ver com a Palestina de hoje). Em outros lugares, a celebração ocorria no começo de janeiro ou no fim de março. O imperador Aureliano estabeleceu, em 275, a comemoração obrigatória do Natalis Invicti Solis (Nascimento do Sol Vitorioso) em 25 de dezembro. E, a partir de 336, o romanismo, fazendo uma unificação de várias festas religiosas, adotou essa data oficialmente para a comemoração do nascimento de Jesus.

Independentemente de Jesus não ter nascido em 25 de dezembro e de ninguém saber, ao certo, quando Ele nasceu, nos dois últimos meses do ano só se fala em Natal. E, mesmo que muitos não saibam a diferença entre o Natal de Cristo, pelo qual se celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, e o Natal secular, no qual o Aniversariante torna-se um mero coadjuvante, a celebração existe, sendo inútil ignorá-la. Diante dessa constatação, como devemos nos comportar nessa época de festas?

Em primeiro lugar, podemos aproveitar esse período do ano para apresentar ao mundo o Protagonista do Natal: Jesus Cristo. E isso pode ser feito por meio de cantatas ao ar livre e nos centros comerciais, cultos e mensagens especiais, evangelísticas, nos templos, publicação de textos alusivos ao nascimento de Cristo, etc. Além disso, não precisamos demonizar o Natal secular por causa do que afirmei sobre 25 de dezembro. Afinal, nas datas festivas de fim de ano, com muito ou pouco dinheiro no bolso, é bom que as famílias cristãs — que conhecem o verdadeiro sentido do Natal — se confraternizem, troquem presentes, enfeitem suas casas, se desejarem, etc. Que mal haveria nisso?

Pensemos em um cristão que more ou que esteja de passagem em uma grande cidade, como: Paris, Nova York, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, etc. Nos últimos meses do ano, essas cidades são decoradas especialmente para o Natal. Deve o cristão ficar dentro de casa ou em um quarto de hotel, isolado, em sinal de protesto ao Natal? Por que não podemos, como cristãos equilibrados e maduros, aproveitar esse período do ano para passear com a família e tirar fotos nos lugares enfeitados?

Outra questão: Há algum problema em colocar presentes debaixo de uma árvore colorida e enfeitada, a fim de abri-los à meia-noite do dia 25 de dezembro? A despeito de haver legalistas de plantão dizendo que fazer isso é idolatria, penso que não convém ao servo do Senhor Jesus ser extremista e perder uma grande oportunidade de se alegrar com sua família e seus amigos, especialmente na véspera do tradicional dia de Natal.

É evidente que não ignoramos o paganismo, impregnado na sociedade brasileira. Entretanto, as questões relacionadas com os festejos do Natal secular passam, obrigatoriamente, por uma reflexão à luz de alguns princípios bíblicos. Primeiro: de acordo com Eclesiastes 7.16,17, não nos é vedado o entretenimento. Segundo: a participação eventual, com prudência e vigilância, em festas seculares — muitas vezes tidas como pagãs — é mencionada em 1 Coríntios 10.23-32. Terceiro: segundo os Evangelhos, o Senhor Jesus participou de festas em que havia pessoas pecadoras e comeu na casa delas.

Pensemos. Que males a celebração do Natal secular traz, efetivamente, para as nossas vida e família? Alguém poderá dizer: “O Papai Noel usurpa o lugar de Cristo. E a árvore de Natal é idolátrica”. Certo. Mas, qual é o cristão que põe uma árvore em sua sala para efetivamente adorar ídolos? Se quisermos ser cristãos legalistas — que rejeitam toda e qualquer coisa que tenha origem pagã —, teremos de proibir o uso de vestido de noiva, o bolo de aniversário, os ovos de chocolate... E assim por diante? Ora, lembremo-nos do que a Palavra do Senhor assevera em 1 Coríntios 6.12: “todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.

E, quanto às crianças, que vivem no mundo da fantasia? Muitas delas, inclusive, por influência dos colegas de escola, da mídia, etc., acreditam em Papai Noel. Imaginemos como se sente a criança que ouve de seu pai: “Não vou lhe dar presente de Natal porque esta festa é pagã e consumista”. Isso denota zelo e santidade, ou falta de equilíbrio e hipocrisia? Sinceramente, um pai que, tendo condições, não presenteia o seu filho no Natal, está agindo de modo extremado, podendo até provocar-lhe a ira (Ef 6.4).

Como os pais devem agir? Cabe a eles ensinar aos seus filhos, com muita sabedoria, o verdadeiro sentido do Natal. Não é preciso se opor ferrenhamente à celebração secular. A transição do mundo da fantasia para a realidade ocorre de modo natural. Com o tempo, a criança percebe que o Papai Noel é uma figura ficcional, mítica, e que o Senhor Jesus é real. Pais excessivamente preocupados com questiúnculas privam seus filhos da alegria desse período de festas; proíbem-nos de posar para uma foto ao lado do chamado “bom velhinho” ou de uma árvore enfeitada, em um shopping. Mas, têm eles ensinado seus filhos em casa (Dt 6.7) e os conduzido à Escola Bíblica Dominical para aprenderem a Palavra do Senhor?

Ora, as únicas pessoas que, de fato, acreditam em Papai Noel são as inocentes e ingênuas crianças. Privá-las desses encantamento e alegria passageiros é uma maldade sem tamanho, cujo combustível é o legalismo hipócrita e farisaico. Lembremo-nos do que Senhor Jesus ensinou em Mateus 23.24: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo”.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Como o cristão deve celebrar o Natal

O cristão que tem bom senso participa, de modo prudente, das confraternizações de fim de ano, com a família e os amigos, na igreja ou até mesmo com os colegas de trabalho. Quanto ao Natal de Cristo, especificamente, toda a cristandade deveria participar dessa celebração com muita alegria e gratidão a Deus, mostrando ao mundo que o Senhor Jesus é o verdadeiro protagonista do Natal.

Em Mateus 2.1-12, aprendemos com os magos do Oriente a celebrar o verdadeiro Natal de Cristo, que nada tem a ver com Papai Noel, árvore enfeitada e colorida, bacalhau, peru, pernil, panetone, rabanada, amigo oculto (ou secreto), etc. Embora tudo isso faça parte das confraternizações de fim de ano, é importante não ignorarmos o verdadeiro significado do Natal.


Os magos do Oriente eram sábios (estudiosos dos astros), originários, possivelmente, da Pérsia.
O romanismo diz que eles eram três reis e os chama de Melquior, Baltasar e Gaspar. A Palavra de Deus se limita a identificá-los como “uns magos” (Mt 2.1). Deduz-se que eram três por causa do número de presentes oferecidos ao Menino: ouro, incenso e mirra. Mas quem pode garantir o que e em qual quantidade cada um dos magos ofertou?


Os magos não visitaram o Menino quando Ele estava em uma manjedoura, como vemos nos presépios romanistas.
Quando aqueles sábios estiveram com o Senhor Jesus, viram-no em uma casa (Mt 2.11). E Ele já tinha pelo menos dois anos de idade, visto que Herodes Magno, depois de chamar os magos e inquirir “exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera” (v.7), “mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos” (v.16).


Aos magos interessava encontrar o Menino.
Eles “perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?” (Mt 2.2a). Nessa época do ano, poucos se lembram do Aniversariante! Mas o Senhor Jesus não pode ser ignorado. Em nenhum outro há salvação (At 4.12; Jo 10.9). Ele é único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5; Hb 7.25). 
Somente Ele nasceu sem pecado. Somente Ele viveu sem pecado. Somente Ele morreu por nossos pecados. E somente Ele ressuscitou para a nossa justificação!

Os magos desejavam adorar o Menino.
“Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo”, disseram (Mt 2.2b). Eles não queriam adorar a estrela. Eles não queriam adorar a mãe do Menino. Eles queriam adorar o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Os magos se alegraram ao achar o local onde estava o Menino. Eles seguiram a estrela que viram no Oriente. E, quando ela se deteve, souberam onde estava o Senhor Jesus e “alegraram-se muito com grande júbilo” (Mt 2.10).

Os magos se alegraram antes de ver o Menino! Muitos precisam ver para crer, mas o verdadeiro adorador adora a Jesus mesmo sem vê-lo. Lembre-se do que o Senhor disse ao incrédulo Tomé: “Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!” (Jo 20.29).

Os magos abriram os tesouros. Eles tinham algo para oferecer ao Menino (Mt 2.11). Muita gente, nessa época de festas, só quer receber. Elas pensam que Deus é como o Papai Noel... Mas nós devemos oferecer algo ao nosso Senhor e Salvador: “Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR” (Sl 116.12,13).

Os magos ofereceram dádivas ao Menino. Eles levaram consigo ouro, incenso e mirra (Mt 2.11). O número três fala de uma oferta completa (Sl 103.1,2; 1 Ts 5.23). O ouro, metal nobilíssimo, representa a nossa adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23,24). O incenso — que, no Tabernáculo e no Templo, era formado por quatro especiarias (estoraque, onicha, gálbano e incenso puro) — alude aos nossos louvor, ações de graça, intercessões e súplicas pessoais, que sobem perante a face do Senhor como cheiro suave (Sl 141.2; Ap 5.8). E a mirra, um perfume extraído de plantas especiais, fala do nosso “bom cheiro” (2 Co 2.15).

Os magos foram guiados por Deus. Eles foram “por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes” (Mt 2.12). O crente que conhece o verdadeiro sentido do Natal não é guiado por horóscopo nem por conselhos de ímpios. Ele é guiado pela Palavra de Deus (Sl 119.105) e pelo Espírito Santo (At 8.29).

Os magos partiram por outro caminho. Quem adora a Jesus de verdade encontra uma saída. Assim como o povo de Israel, nos dias do profeta Ezequiel, entrava por uma porta e saía por outra (Ez 46.9), os verdadeiros adoradores entram pela “porta do problema” e saem pela “porta da solução”; entram pela “porta da enfermidade” e saem pela “porta da cura”. E assim por diante. 
Lembre-se das palavras do protagonista do Natal: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9).

Happy Christmas with Jesus Christ!


Ciro Sanches Zibordi

domingo, 23 de novembro de 2014

Eu prefiro pensar "dentro da Caixa"

Tempos difíceis os nossos, em que pregadores que "pensam fora da caixa" apresentam falsas boas-novas, isto é, um tipo de evangelho que os pecadores querem ouvir, e não o Evangelho, o qual os pecadores precisam ouvir, mesmo que não o apreciem. Não é por acaso que a Palavra de Deus alerta: "virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (2 Tm 4.3).

Há algum tempo, um pregador "radical" que gosta de fazer "loucuras gospel" cheirou uma Bíblia como se estivesse usando cocaína. E agora tem outro pregador "radical" — aquele que cita passagens bíblicas de modo "free style", empregando palavrões e expressões chulas — dizendo que a Igreja, a Noiva do Cordeiro, é uma vagabunda.

O leitor quer um verdadeiro exemplo de pregador que fala a verdade com contundência e agrada a Deus? Olhe para a pregação e a conduta de Estêvão (At 6-7). Ele foi apedrejado não por ter tido uma conduta "radical" ou ter usado palavras humanas "impactantes" (cf. 1 Co 2.1-5), e sim por ter dito a verdade das Escrituras com autoridade.

Há pregadores e escritores evangélicos que se orgulham de pregar e escrever "fora da caixa". Eles apresentam um outro evangelho — muito diferente do que Jesus e os seus apóstolos pregaram — e ainda acham que são perseguidos por causa disso... Ora, Deus se agrada mesmo é dos pregadores e escritores que, assim como Paulo, pregam e escrevem sem sair da maravilhosa "Caixa", a "Santa Caixa" chamada Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus (1 Co 11.23).

Ciro Sanches Zibordi