sexta-feira, 14 de agosto de 2015

As Obras de Armínio e as obras calvinistas


Alguns leitores estão me pedindo com insistência uma palavra sobre o recente lançamento da CPAD: As Obras de Armínio. O que tenho a dizer sobre essa importante notícia é o seguinte: a Casa Publicadora das Assembleias de Deus está de parabéns! Não apenas pelo lançamento das aludidas obras, mas ela também está de parabéns por já ter lançado outras obras de autores calvinistas, como o excelente Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD, 2006).

Aliás, a CPAD, que neste ano completa 75 anos, está de parabéns, sobretudo, por ser uma editora que, a despeito de respeitar as escolas arminiana e calvinista, jamais abriu mão do primado das Escrituras. Essa editora, para a qual escrevo, por graça de Deus, desde 1993 (ano da publicação de meu primeiro artigo no jornal Mensageiro da Paz), está de parabéns por seu compromisso de defender o santo Evangelho, esposar a sã doutrina e promover a paz entre os que amam a Palavra de Deus e o Deus da Palavra.

Como analista que preza a Palavra de Deus, repito o que disse em minha obra Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (CPAD, 2006): a Bíblia está acima da teologia; isto é, acima de Armínio, de Calvino e de quaisquer outros pensadores. Uma coisa é o que os teólogos dizem da Bíblia; outra, muitíssimo diferente, é o que a própria Palavra do Senhor assevera. Afinal, "toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada" (1 Pe 1.24,25). ‪#‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

III Seminário para Escritores e Articulistas em Curitiba, Paraná

Nos dias 7 e 8 de agosto, a CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) e a Casa de Letras Emílio Conde realizaram na Assembleia de Deus em Curitiba-PR um maravilhoso seminário para escritores e articulistas. Para mim, além do privilégio de participar do evento como preletor e da honra de fazer parte da Casa de Letras Emílio Conde, foi muito bom rever amigos e conversar com leitores com quem tenho interagido diariamente nas redes sociais e neste blog. Louvado seja Deus!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Como foi o lançamento do nosso livro em Fortaleza-CE


Chegamos ontem, dia 2 de agosto de 2015, de Fortaleza-CE, onde participamos, por graça de Deus, na sexta-feira e no sábado, de maravilhosos cultos de louvor a Deus na Assembleia de Deus do Ministério Canaã. Na ocasião, fizemos o lançamento do nosso livro "Procuram-se Pregadores como Paulo" (CPAD, 2015) na sede da mencionada igreja, na congregação AD Canaã, em Icaraí​, que teve o seu templo inaugurado, e também na Livraria Canaã e nas TV e Rádio Canaã.


Somos gratos, sobretudo, ao Senhor, pela porta grande e eficaz que Ele nos abriu ali, bem como ao pastor e amigo Jecer Goes, que, além de prefaciar o nosso livro, fez questão de fazer o seu lançamento. Essa palavra de agradecimento é extensiva a todos os irmãos e amigos do Ministério Canaã da Assembléia de Deus no Brasil​, que sempre nos recebem de maneira hospitaleira e carinhosa.




Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lançamento do livro "Procuram-se Pregadores como Paulo" em Fortaleza, Ceará


No próximo dia 31 de julho, à noite, se Deus quiser, estarei na sede da Assembleia de Deus Canaã, em Fortaleza-CE, para o lançamento do meu livro "Procuram-se Pregadores como Paulo" (CPAD, 2015), prefaciado pelo pastor e amigo Jecer Goes.

Em 1 de agosto, permitindo o Senhor, estarei na livraria da AD Canaã, juntamente com o pastor Jecer Goes, atendendo aos amados irmãos que desejarem uma dedicatória no livro. E, no mesmo dia, à noite, estaremos juntos na congregação da Assembleia de Deus Canaã Icaraí para uma grande celebração. Participe!

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pastor José (Neco) Antonio dos Santos está com o Senhor


Fui surpreendido, na manhã de hoje, com a triste notícia do falecimento do estimadíssimo pastor José (Neco) Antonio dos Santos. A primeira coisa que me veio à mente foi um agradável passeio que fizemos, há alguns anos, nas dunas de Natal-RN. Também não me esqueço das escolas bíblicas em Recife-PE, Natal e em tantas outras cidades do Nordeste em que estivemos juntos, bem como da noite em que dividimos um quarto de hotel na cidade de Mossoró-RN. Em todas essas ocasiões tive o privilégio de ouvir sábios ensinamentos.

O momento é de tristeza, mas duas passagens 
vêm ao meu coração. A primeira é a de 1 Tessalonicenses 4.16-18, em que o apóstolo Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, ao mencionar a ressurreição dos santos e o Arrebatamento da Igreja, nos conforta: "consolai-vos uns aos outros com estas palavras". E a segunda é a do coro do hino 215 da Harpa Cristã: "Ver-nos-emos, ver-nos-emos, ver-nos-emos na terra divinal; Ver-nos-emos, ver-nos-emos, ver-nos-emos junto ao rio sem igual" (choros).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O perigoso universalismo de Ed René Kivitz

Teólogos calvinistas e arminianos vêm debatendo há séculos a respeito do alcance da obra salvífica de Cristo, mas não a ponto de cometerem heresias. De modo geral, os primeiros creem em uma expiação restrita, afirmando que o Senhor Jesus teria provado a morte, de modo eficaz, somente pelos eleitos (cf. Mc 10.45). Já os arminianos defendem que Jesus morreu por toda a humanidade, mas somente “aquele que nele crê” (Jo 3.16) é efetivamente salvo (cf. 1 Tm 2.4-6). O universalismo é uma perigosa heresia, condenada tanto por calvinistas como por arminianos que se prezam.

“Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle). O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção” (PECOTA in HORTON, p. 358). Observe que o universalismo extremado prevê a salvação até do Diabo! Para os teólogos pentecostais, a heresia em apreço — quando levada às últimas consequências — é o ensino “segundo o qual todos os seres humanos, anjos e o próprio Satanás acabarão sendo salvos e desfrutarão eternamente do amor e da presença de Deus para sempre” (HORTON, p. 803).

Poucos teólogos universalistas, na atualidade, têm a coragem de afirmar que Deus é tão amoroso, a ponto de salvar o próprio Diabo. Mas Ed René Kivitz, pastor e filósofo ligado ao movimento Missão Integral, tem afirmado, especialmente com base em João 1.29, que o pecado não está mais presente na relação entre Deus e os homens. Com base nisso, há alguns anos, ele ousou dizer que poderemos encontrar até Hitler no céu (!), não porque esse tirano tenha se arrependido antes de morrer (!!!), e sim porque Deus já tirou o pecado do mundo. Em outras palavras, todos serão salvos, haja o que houver, pois o pecado não mais existe (KIVITZ, 2013).

Kivitz interpreta a frase “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” de modo isolado, fora do seu contexto imediato e remoto, e sem considerar os três aspetos da obra salvífica: posicional, progressivo e perfectivo. À luz das Escrituras, a nossa preciosa salvação pela graça de Deus abrange passado, presente e futuro. No passado, a salvação é posicional: como já fomos justificados, regenerados e santificados, estamos "em Cristo" (2 Co 5.17; Ef 2.1-6). No presente, a salvação é progressiva, uma vez que, a cada dia, somos mais santos (Hb 12.14), operando a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12). E, no futuro, ela será perfeita (Fp 3.19,20); este aspecto perfectivo da nossa salvação está ligado a outra dimensão, na glória, quando estivermos para sempre com o nosso Deus (Rm 8.18; 1 Pe 5.1). Nesse caso, hoje estamos libertos, em Cristo, do poder do pecado. Mas, somente na glória, estaremos livres da presença do pecado.

Qual é, pois, o erro de Kivitz? Ele afirma, em outras palavras, que Deus, hoje, já nos livrou da presença do pecado, contrariando o que está escrito em Gálatas 5.16-26. Ademais, ele não apenas defende a ideia falaciosa da libertação da presença do pecado, no presente, mas comete erro maior, ao afirmar — ou sugerir, pelo menos — que haverá salvação automática de todos, inclusive de Hitler, sem fé e arrependimento, uma vez que Jesus já teria tirado o pecado do mundo. Esse pensamento é, sem dúvida, uma grande heresia, haja vista a Palavra de Deus ser clara quanto à necessidade de o ser humano precisar crer e se arrepender para receber a preciosa salvação pela graça de Deus (Mc 1.15; Jo 3.36; At 3.19; Rm 10.9,10).

Ciro Sanches Zibordi

Referências
HORTON, Stanley M. Teologia Sistamática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
KIVITZ, Ed René. A Heresia da Graça Barata! (vídeo). Igreja Batista Jardim Marambá, 15 nov. 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pIY0_E1jlnE. Acesso em: 25 jun. 2015.
PECOTA, Daniel B. A Obra Salvífica de Cristo. IN: HORTON, Stanley M. Teologia Sistamática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Procuram-se Pregadores como Paulo

Não existem pessoas iguais, idênticas, que tenham as mesmas características. Cada um de nós é um ser humano único. Por isso, Deus não está procurando pregadores que sejam iguais ao apóstolo Paulo, e sim pregadores que sejam como ele, isto é, que agradem a Deus, a ponto de poderem dizer: "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo" (1 Co 11.1). Conheça nosso novo livro, que acabou de ser publicado: "Procuram-se Pregadores como Paulo" (CPAD, 2015). Ele já pode ser pedido com desconto pelo site da editora: CLIQUE AQUI.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ed René Kivitz e o evangelho politicamente correto

Tenho escrito alguns textos pelos quais venho demonstrando que há uma orquestração evangelicofóbica em curso no Brasil. A grande mídia tem se aproveitado de casos isolados, mal esclarecidos, ainda sob investigação, para afirmar — ou, pelo menos, sugerir — que os evangélicos são intolerantes, preconceituosos e homofóbicos. E ela tem recebido apoio de líderes evangélicos famosos, como o pastor progressista e universalista Ed René Kivitz, um dos principais propagadores do movimento Missão Integral.

Kivitz concedeu, há poucos dias, uma entrevista à BBC (British Broadcasting Corporation) Brasil, pela qual procurou mostrar-se equilibrado e, sobretudo, politicamente correto quanto aos assuntos que envolvem o evangelicalismo brasileiro. Ele disse, por exemplo, que é a favor dos “direitos LGBTs” — por entender “que são cidadãos, independentemente da minha concordância com a orientação sexual ou a identidade de gênero que eles têm” —, mas ignorou o outro lado da moeda: os ativistas desse movimento zombam do Evangelho e querem desconstruir a família mediante projetos aberrantes, como a Ideologia de Gênero. Ele também relativizou a questão do aborto: afirmou que é contrário a essa prática, mas “a favor de uma melhor compreensão da legislação em termos de saúde pública e da preservação da mulher”.

O entrevistador da BBC Brasil perguntou: “o senhor acredita que pessoas com maior tendência à intolerância religiosa possam estar encontrando amparo nestas posições, ao verem figuras influentes no cenário nacional mantendo uma ideologia de confronto e não de conciliação com relação a grupos com visões diferentes, sejam estes grupos de outras religiões, LGBTs, defensores do aborto, minorias, etc?” E Kivitz respondeu, em outras palavras, que os evangélicos não devem discordar de comportamentos presentes na sociedade, isto é, não devem pregar contra o pecado, à luz da Bíblia, para não parecerem ofensivos, desamorosos e criarem “um ambiente propício para que gente doente, ignorante, mal esclarecida e mal resolvida dê vazão ao seus impulsos de violência, de rejeição ao próximo, aos seus ímpetos de prepotência, à sua ambição e sede de poder, à sua personalidade opressiva”.

Kivitz critica o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a bancada evangélica de modo geral, afirmando que “essas lideranças evangélicas que estão presentes na mídia e no cenário político brasileiros merecem a hashtag #nãomerepresentam”. Ele defende a ideia de que um parlamentar evangélico, ao chegar à Câmara, “deveria deixar de ser evangélico e se tornar um defensor da cidadania. Claro que ele tem todos os seus valores, convicções religiosas e opções ideológicas, mas ele não está lá para defender a cabeça dele, nem o segmento da sociedade que o colocou lá”.

Considero esse argumento de Ed René Kivitz contraditório e perigoso. Afinal, o deputado evangélico foi eleito pela comunidade evangélica, e esta tem o direito de participar da política ativamente. Kivitz deveria considerar o outro lado da moeda: a bancada evangélica é necessária porque existe, também, a bancada evangelicofóbica, que trabalha dia e noite contra a fé evangélica e a cosmovisão judaico-cristã, propondo leis contrárias à vida, à família, bem como à liberdade de culto e de expressão. Veja, por exemplo, o caso da Ideologia de Gênero, que os progressistas querem impor “na marra” à sociedade. Os deputados evangélicos e católicos estão fazendo, em Brasília, um importante trabalho no combate a essa excrescência que visa à desconstrução da família.

Segue-se que é equivocada a ideia de que o evangélico (ou qualquer outro religioso) não pode participar da política, sendo obrigado a despir-se de suas convicções ao participar do parlamento. Ainda que o Estado seja laico, a sociedade é diversa, formada por vários grupos (católicos, evangélicos, espíritas, ateus, agnósticos, etc.), portadores de várias opiniões. Todos os segmentos da sociedade devem ser ouvidos e participar da política. Ou será que nós, os evangélicos, devemos ficar bem quietinhos, permitindo que a agenda dos abortistas e inimigos da família seja implementada?

Finalmente, na entrevista à BBC, Ed René Kivitz disse que está buscando espaço para mostrar um lado mais “ponderado, inclusivo e progressista” dos evangélicos. Ele está, na verdade — falo com conhecimento de causa, pois já assisti a várias pregações suas, na Internet —, defendendo um evangelho de facilidades, não confrontador, que visa a uma convivência ecumênica e agrada a todos, dizendo às pessoas o que elas desejam ouvir, e não o que elas precisam ouvir. Ou seja, apesar de Kivitz ser um bom comunicador, intelectual, filósofo, é também adepto do universalismo e não prega o autêntico Evangelho do arrependimento e da “porta estreita” (cf. Mt 4.17; 7.13,14; Jo 3.16; Rm 10.9,10).

Ciro Sanches Zibordi

Referências
KIVITZ, Ed René. Tom 'bélico' de alguns líderes evangélicos cria clima propício à intolerância, diz pastor. BBC Brasil, 2015. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150622_entrevista_pastor_pai_jp. Acesso em: 24 jun. 2015.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Grande mídia evangelicofóbica ataca outra vez

Um gay morre ou é agredido. Quem são os culpados? Antes de qualquer apuração, a grande mídia, o deputado BBBrasileiro com nome francês e sobrenome que nos faz lembrar de um carro antigo, bem como os ativistas LGBTUVWXYZ vão para as redes sociais e sentenciam: "Os culpados são os pastores fundamentalistas". Um famoso médium é assassinado com requintes de crueldade, e o túmulo de Chico Xavier é violado. Adivinha quem fez tudo isso? Os "perigosos evangélicos", é claro!

Bem, das duas, uma: Ou os evangélicos são realmente a escória da sociedade, intolerantes, preconceituosos, cruéis; ou existe uma grande orquestração evangelicofóbica e hitlerista pela qual se pretende gerar uma perseguição generalizada contra todas as pessoas que professam a fé evangélica.

Aliás, a grande mídia já afirmou que "traficantes evangélicos" expulsam mães e filhos de santo de favelas; que "bandidos evangélicos" incendiaram sede da ONG AfroReggae (RJ); que "fundamentalistas evangélicos" estão por trás dos crimes homofóbicos, etc. Agora, ela tem afirmado — ou, pelo menos, sugerido — que "intolerantes evangélicos" apedrejaram uma menina candomblecista de 11 anos
. Meu Deus, como os evangélicos são preconceituosos e cruéis!

O que fazer, diante de tantas acusações? Devemos chamar gays, religiosos e ateus, a fim de lavar os seus pés diante das câmeras da Rede Globo, pedindo-lhes perdão por nossa intolerância e reconhecendo que somos a escória da sociedade? Ou devemos — com ousadia, mansidão e temor (At 4.31; Fp 1.16; 1 Pe 3.15) — pregar e defender o Evangelho, respondendo a essa estratégia hitlerista e evangelicofóbica de querer transformar os evangélicos nos grandes vilões da pós-modernidade?

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O lava-pés e o evangelho politicamente correto

Há “pastores” e “bispos” por aí defendendo — aberta ou tacitamente — a ideia falaciosa de que o amor cristão sobrepuja a verdade do Evangelho. Eles têm transformado o cristianismo no vilão da história, dando razão à grande mídia evangelicofóbica, a qual estereotipa os evangélicos e os tacha de ignorantes, preconceituosos e fundamentalistas. Aceitando a imposição de ativistas igualmente evangelicofóbicos, os adeptos do falso evangelho politicamente correto lavam e beijam os pés de representantes de religiões e ateus diante dos holofotes, a fim de demonstrarem que são mais santos que os outros. E o pior: depois disso, posam de vítimas, como coitadinhos, perseguidos pelos pastores fundamentalistas!

Analisemos com calma esse falso evangelho politicamente correto, que lava — “com muito amor” — os pés dos oponentes do “evangelicalismo intolerante e fundamentalista”, mas não apresenta, de modo claro e objetivo, a verdade do Evangelho ao mundo. Por que os propagadores desse falso cristianismo em apreço não pregam abertamente que Jesus é a única porta para a salvação? Porque para eles — ainda que não admitam —, embora o Senhor Jesus tenha dito: “Eu sou a porta” (Jo 10.9), e os apóstolos tenham corroborado essa declaração (1 Tm 2.5; At 4.12), cada pessoa tem o seu ponto de vista, a “sua verdade”, e o mais importante é amá-las, e não apontar seus erros. Ora, qual era a mensagem de Jesus para todos, ao andar na terra? “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4.17).

O falso evangelho politicamente correto, aparentemente, está coberto de coerência, haja vista firmar-se no pressuposto de que cada pessoa possui a sua crença, e que devemos respeitá-la. Ele parte do princípio “democrático” de que cada um tem o direito de acreditar no que quiser sem ser incomodado. Segundo esse “outro evangelho” (cf. 2 Co 11.4; Gl 1.8) — que a cada dia seduz mais e mais cristãos mal-orientados —, não há espaço para os antigos protestantes. Ninguém deve ser intolerante e preconceituoso. Se alguém pensa crer “na verdade”, a cortesia, o bom-senso, a coerência, a ética e, sobretudo, o amor cristão mandam que ele mantenha consigo os seus pensamentos.

No falso cristianismo politicamente correto, o amor — praticamente — substitui a verdade e, no que tange à unidade, é mais importante que o Evangelho. Ou seja, é melhor tolerar a heresia do que parecer desamoroso para o mundo! Em vez de pregar e ensinar a Palavra de Deus como ela é — cumprindo, assim, a Grande Comissão deixada pelo Senhor Jesus (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; At 1.8) —, os cristãos devem fazer as pazes com os pecadores, lavar os seus pés, pedir-lhes perdão por seu “preconceito” e sua “intolerância”. Afinal, “o mais importante é o amor que une as pessoas do que a doutrina que as divide”.

Seria mesmo o amor uma justificativa para se abrir mão da verdade do Evangelho? De jeito nenhum! O amor e a verdade são indissociáveis (Ef 4.14,15). No verdadeiro cristianismo, prevalece a unidade em amor em torno da verdade (Jo 13.35), e não a unidade com aqueles que ensinam heresias ou apoiam comportamentos anticristãos. O verdadeiro amor não abre mão da verdade; ele não é sinônimo de tolerância. Quem ama o Senhor deve se submeter aos seus mandamentos, pois amá-lo implica fidelidade à Palavra (Jo 14.23; Tg 4.4,7).

Caso o amor anulasse a verdade, e devêssemos, em decorrência disso, tolerar o erro, lavar os pés dos pecadores, em prol da unidade, como deveríamos interpretar as seguintes palavras de Jesus? “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6). Mas para os pregadores do falso evangelho politicamente correto é preferível tolerar as heresias e lavar os pés dos oponentes da Palavra de Deus a parecer desamorosos para o mundo. Eles ignoram que a Palavra de Deus nos ordena a não amarmos o mundo (1 Jo 2.15-17) nem nos conformarmos com ele (Rm 12.1,2).

A Igreja é um povo chamado do mundo, para estar separado dele quanto à doutrina e ao comportamento (2 Co 6.14-18). O povo de Deus deve estar unido em Cristo, em torno de uma fé comum, firmada nas Santas Escrituras. Paulo e principalmente Jesus, o nosso Senhor, disseram que a nossa salvação está relacionada com o conhecimento da verdade (1 Tm 2.4; Jo 8.32). Note o que o Mestre disse: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Ele não falou de “uma verdade”, pois — para o cristão — a verdade quanto à salvação não é algo que cada um pode sustentar como se fosse de sua propriedade. Não! Conquanto muitos estejam criando o seu próprio sistema de crenças, é a Palavra de Deus que permanece para sempre (1 Pe 1.24,25).

Deve, pois, o cristão ficar calado para não parecer preconceituoso e intolerante? De acordo com as Escrituras, não estamos na terra para agradar o mundo. Pelo contrário, devemos apresentar à humanidade a verdade sobre Jesus (At 4.20). E sabemos que, ao fazer isso, seremos odiados por muitos (Mt 5.11,12). Pregar o Evangelho é, também, combater à mentira, o que não implica sermos inimigos das pessoas, pois não se deve confundir o mundo que Deus amou — a humanidade (Jo 3.16) — com o mundo que jaz no Maligno (1 Jo 5.19). Nossa luta não é contra a carne e o sangue, e sim contra as forças espirituais, comandadas pelo deus deste século, o Diabo (Ef 6.12; 2 Co 4.4). Jesus foi categórico ao mostrar o quanto é importante pregar sem medo a sua Palavra diante dos homens (Mt 10.32,33). E o apóstolo Paulo nos orientou a protestar contra o pecado (Tt 1.10,11).

É claro que a Palavra de Deus não nos ensina a entrar em uma “guerra santa” com os que não obedecem ao Evangelho. Entretanto, devemos demonstrar o nosso amor pregando a verdade do Evangelho, e não de outro modo. O amor sem a verdade é fraco e sem influência; e a verdade sem o amor é rígida demais, sem misericórdia. Se os cristãos devem se unir aos adeptos de outras religiões em amor, lavar seus pés, beijá-los, pedir-lhes perdão, em vez de pregar o arrependimento de modo contundente — como fizeram João Batista, Jesus e os apóstolos —, por que Paulo foi tão categórico ao dizer que está sob ou é anátema (amaldiçoado, condenado) quem não ama Jesus (1 Co 16.22)?

Nossa missão é pregar a Palavra da Cruz (1 Co 1.18-23), quer gostem, quer deixem de gostar. Lembremo-nos de que o amoroso Deus também é santo e justo, e aqueles que permanecerem no pecado, por mais convincentes que sejam as suas argumentações, serão lançados no Inferno (Ap 21.8). Lavar os pés de gays, representantes de religiões e de ateus é um belo ato, que agrada muito a sociedade pós-moderna (e pós-cristã) e a grande mídia evangelicofóbica. Mas o que agrada a Deus, mesmo, é dizer ao mundo: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). #FicaADica.

Ciro Sanches Zibordi