sexta-feira, 7 de junho de 2013

O bem é mais forte do que o mal

Respeito todas as maneiras de pensar e procuro extrair de cada ideologia pelo menos uma coisa que seja positiva para a minha vida. Entretanto, a despeito de me considerar uma pessoa tolerante e respeitadora, não posso aceitar que grupos terroristas, que matam pessoas inocentes, inclusive crianças, sejam tratados como heróis na grande mídia. Infelizmente, há “intelectuais” que suavizam atos contra a vida humana, ao dizerem que tais grupos — considerados revolucionários — defendem causas nobres, haja vista representarem pessoas que têm sido exploradas por classes abastadas ou potências mundiais.

Tenho ouvido alhures (não me pergunte: Onde?) que o massacre de 11 de setembro de 2001 — em que três mil pessoas, aproximadamente, foram mortas — precisa ser revisto, analisado dentro de um contexto, “para não pensarmos que aquilo foi simplesmente um ato terrorista”. Ou seja, “é preciso lançar um olhar sociológico sobre os mandantes e praticantes de tal barbárie”, dizem tais “intelectuais”, defensores de terroristas, sugerindo que aquelas “poucas” perdas de vidas humanas, em relação aos milhões de mortos e explorados pelos Estados Unidos (o grande satã), ocorreram para chamar a atenção do mundo.

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domingo, 2 de junho de 2013

Parada da vergonha

A onda de violência em São Paulo, Rio de Janeiro e importantes cidades brasileiras assusta. Dentistas são incendiados vivos. Mulheres e crianças são assassinadas por quem deveria protegê-las. Arrastões acontecem em restaurantes. Estupros ocorrem em transportes públicos. Balas perdidas encontram inocentes. Viciados em crack se drogam em praça pública. Sequestros relâmpago, latrocínios, assaltos... E muito mais!

Enquanto isso, a grande mídia só fala da maior Parada do Orgulho Gay do mundo, em São Paulo. Orgulho de quê? Orgulho de quem? Com todo o respeito aos milhões de participantes dessa megamarcha, ela muda em quê a vida dos cidadãos brasileiros? Em nada! Ela só serve para fins comerciais e não beneficiam a população como um todo. Gostaria muito que a multidão que participa de marchas capitalistas — e também do Carnaval e de outras megapasseatas, inclusive algumas ditas evangélicas — se reunisse para a Marcha da Vergonha! Isso mesmo. Vergonha de ser brasileiro.

Continue lendo o artigo no site CPAD News (clique na foto).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Quem disse que somos Terceiro Mundo?

O historiador Geoffrey Blainey afirma que o termo "Terceiro Mundo" foi inventado na França, a fim de descrever as novas nações pobres e não estruturadas, que ficavam em terceiro lugar nas listas, em tudo: renda média, taxa de alfabetização, educação, saúde, etc., exceto crescimento populacional. Estava eu pensando sobre o assunto... E perguntei para mim mesmo: A que mundo o Brasil ora pertence?

Bem, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulga um relatório de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) anualmente, pelo qual apresenta a posição de 187 nações. Noruega, há algum tempo, aparece em primeiro lugar, seguida de perto por Austrália e Estados Unidos. Depois, vem uma série de países que também estão bem na foto, a maioria da Europa, e o resto do mundo.

Com base em quê a ONU prepara tal relatório? Ela considera, "grosso modo", três indicadores: de renda, de saúde e de educação. De acordo com a posição no ranking, o índice do país pode ser considerado "muito elevado", "elevado", "médio" e "baixo". Ou, se quisermos dar outros nomes para tais designações: Primeiro Mundo, Segundo Mundo, Terceiro Mundo e Quarto Mundo.

Sabe em que lugar o Brasil está? Segure-se na cadeira. Estamos em 85o. lugar, atrás de Chile (40o.), Argentina (45o.), Uruguai (51o.) e Peru (77o.). Mas alguém poderá dizer, de boca cheia: "O importante é que somos melhores no futebol". Sinceramente, acho que nem nisso temos sido melhores que "los hermanos"...

Agora vem uma informação para nos fazer bater no peito e dizer: "Aqui é Brasil!" A despeito de estarmos em 85o. lugar no IDH da ONU, analistas, com boa dose de otimismo, consideram essa posição muito boa e a inserem — pasmem! — na categoria "elevado". Ou seja, de acordo com a classificação dos quatro mundos que mencionei acima, nós poderíamos nos considerar, hoje, integrantes do Segundo Mundo! E mais: entre os países emergentes, conhecidos como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), só perdemos para a Rússia!

Comemore, brasileiro! Você agora é segundomundista! Creio que não demorará muito — talvez apenas uns quinhentos anos —, e nós estaremos entre os dez primeiros, fazendo parte da elite mundial! Mas, bem antes disso, podemos ser primeiros em alguma coisa, caso ganhemos a Copa do Mundo de 2014, não é mesmo? Aliás, falando em futebol, em que lugar no ranking da FIFA estão Noruega, Austrália e Estados Unidos?

Viva o Brasil, o país da bola Cafusa (carnaval, futebol e samba) e do que mais, mesmo!?

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Israel e o mês de maio

O mês de maio é muito significativo para O Estado de Israel. Grandes acontecimentos se deram nesse mês, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a começar pela derrota da Alemanha nazista, em 8 de maio de 1945. Depois da vitória dos Aliados, Israel finalmente poderia se estruturar para ter o seu Estado proclamado. E isso aconteceria três anos mais tarde.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Israel, 1948

A abordagem a respeito de Israel no canal Globo News, feita por jornalistas e internacionalistas convidados, quase sempre é reducionista. Em geral — e hoje pela manhã (dia exato em que o Estado de Israel completa 65 anos) não foi diferente —, eles se referem ao aludido país como o vilão dos conflitos israelo-palestino e árabe-israelense.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

É possível não ser cristão e ser salvo?

Como interpretar João 10.16: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco”?

Todos os salvos têm a certeza da salvação porque creram no Senhor Jesus e se arrependeram de seus pecados (Jo 3.16 e Rm 10.9,10). Mas, o que o Mestre quis dizer em João 10.16, ao mencionar “outras ovelhas”, de outro aprisco? Estaria Ele aludindo à salvação fora do cristianismo? Haveria, a partir dessa passagem, uma abertura para acreditarmos que muçulmanos, budistas, espíritas, etc. poderão ser salvos, mesmo permanecendo nessas religiões?


Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5 e At 4.12). Qualquer religioso, ao se converter de verdade, passa a trilhar o único caminho para a salvação (Jo 14.6), visto que é impossível receber a Cristo como Salvador e continuar abraçando a reencarnação ou outras doutrinas anticristãs. A quem, pois, o Mestre se referiu em João 10.16? Alguns estudiosos argumentam que as “outras ovelhas” seriam os judeus helenistas, dispersos pelo mundo. Mas o próprio Evangelho de João mostra que o Mestre se referiu aos salvos do mundo todo. Considerando que, em João, o Senhor afirma que a mensagem de salvação é para o mundo inteiro (1.10 e 12.32), as “outras ovelhas” seriam judeus e gentios, indistintamente (7.35-39). Aliás, nesse mesmo Evangelho, o Senhor Jesus é chamado textualmente de “o Salvador mundo” (4.42).


Não existe salvação fora de Cristo e, consequentemente, do verdadeiro cristianismo, posto que este é formado por indivíduos que obedecem àquEle. Ao dizer “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco”, o Senhor se referiu, à luz do Novo Testamento, ao resultado da Grande Comissão (Mt 28.19 e Mc 16.15), que teria início após sua morte e sua ressurreição (Jo 11.46-52; 17.20-23). Aliás, no próprio capítulo 10 de João, o Senhor Jesus asseveou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo” (v9 – ARA).


Diante do exposto, a resposta bíblica à pergunta em apreço é a seguinte: as condições para se obter a salvação em Cristo Jesus — que se dá exclusivamente pela sua graça (Tt 2.11) — são duas: arrependimento e fé, as quais estão casadas (Mc 1.15 e At 2.38ss). O infrator crucificado ao lado de Jesus, por exemplo, não era evangélico, mas, ao arrepender-se de seus pecados e crer no Salvador, ouviu deste a seguinte promessa: “hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).


Ser evangélico não é uma condição para ser salvo. Mas pertencer a uma igreja evangélica — compromissada com a Palavra de Deus, que ama o próximo, prega o Evangelho e obedece à sã doutrina — em geral indica que houve conversão (At 3.19). Por outro lado, diferentemente do que assevera o papa Bento XVI, a salvação não é exclusividade de uma religião pretensamente cristã, como o catolicismo. Religião alguma pode salvar alguém (Ef 2.8-10). Pertencemos a uma igreja porque temos a necessidade de cultuar a Deus de modo coletivo, desfrutar de comunhão e aprender uns com os outros etc.


Ciro Sanches Zibordi

Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz de março de 2013