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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Jesus voltará; a Segunda Vinda não é uma utopia


Todo expoente cristão tem liberdade para pensar e expressar seus pensamentos. Nenhum deles tem permissão de Deus para se contrapor à sua Palavra. Erros no campo da interpretação bíblica acontecem. Somente a Palavra de Deus é inerrante, infalível e permanece para sempre (1 Pe 1.24,25). Eu mesmo já errei algumas vezes, mas sempre na tentativa de interpretar a Bíblia corretamente, e não por oposição às Escrituras.

O maior erro que um teólogo pode cometer é o de valorizar mais os “preciosos” pensamentos e os teólogos do que a preciosíssima Palavra de Deus. E é o que têm feito alguns famosos expoentes brasileiros. Supervalorizam as palavras de um teólogo liberal alemão, por exemplo, a ponto de se contraporem às promessas do Senhor Jesus!

Há alguns anos, um famoso expoente brasileiro — não me pergunte o seu nome! —, “descobriu”, lendo um “precioso” teólogo alemão, que a Segunda Vinda de Cristo é uma utopia. Ora, isso é muito pior que má exegese! É falta de temor à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra.

Quem considera utópica a gloriosa promessa da volta do Senhor, feita por Ele mesmo (Jo 14.1-3), opõe-se, não apenas à igreja, ao ministério, à teologia, mas principalmente às Escrituras (1 Ts 4.16,17). A volta de Cristo não faz parte de um “horizonte utópico”, como afirmou tal expoente, deslumbrado com a “preciosa” teologia liberal. A Segunda Vinda é a bem-aventurada esperança dos salvos em Cristo (Tt 2.11-13).

Portanto, se o próprio Senhor Jesus prometeu: “virei outra vez” (Jo 14.3) e “certamente, cedo venho” (Ap 22.20a), como considerar uma utopia essa gloriosa promessa? Maranata! “Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20b).

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Profecias ilógicas, bizarras e incoerentes


Recentemente, dois vídeos ligados a falsas profecias “viralizaram” nas redes sociais. Num deles, um milagreiro — que diz ter visitado mais países do que os reconhecidos pela ONU — resolveu revelar a cinco irmãos, em um culto, os números de uma famosa loteria. Disse ele: “O Senhor falou para mim que tem cinco pessoas que vão se tornar milionárias, pois vão acertar na Mega-Sena. Cinco irmãos que jogam na Mega-Sena levantem a mão. Não tenham medo; não tenham vergonha”. E, por incrível que possa parecer, eles se manifestaram! O “profeta”, então, lhes disse: “Anote aí: 7, 8, 3, 4, 2, 0. Se anotou, recebeu a bênção”. E o povo o aplaudiu.

No segundo vídeo, um famoso “apóstolo” — que costuma desafiar e amaldiçoar pessoas que se lhe opõem — profetizou a um candidato a vereador: “Está selado; eu ligo na terra. Se a boca de Deus fala por mim, amanhã por essas horas você vai estar cantando o hino da vitória. Ou Deus não fala por mim”. Resultado: o candidato não obteve nem cinco por cento dos votos que precisava para ser eleito! Este episódio e o anterior me fizeram lembrar de imediato do que está escrito em Deuteronômio 18.22: “Quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele”.

De acordo com as Escrituras, os dons do Espírito Santo jamais contrariam a Palavra de Deus, a qual nos orienta a ganhar dinheiro trabalhando, e não por meio de jogos de azar (cf. Gn 3.19). Ademais, Deus não incentiva ninguém a querer ser um milionário (1Tm 6.9-10). Ressalte-se, ainda, que o “profeta” do primeiro vídeo sequer sabia do que estava falando, pois demonstrou total ignorância quanto ao tipo de loteria mencionada, fomentando ainda mais a zombaria por parte dos inimigos da fé evangélica. Tanto o primeiro vídeo como o segundo, igualmente grotescos, nos levam a meditar a respeito do que é a profecia e suas finalidades, à luz da Palavra de Deus.

Como pentecostais, cremos nos dons do Espírito, mas também sabemos que a verdadeira profecia, proveniente de Deus, de fato, é apresentada quando um servo seu, fiel à sua Palavra, transmite uma mensagem específica por meio da inspiração direta do Espírito Santo (1Co 14.30 e 2Pe 1.21). Trata-se de uma manifestação sobrenatural, cuja função precípua é a edificação das igrejas (1Co 14.3-4). Sendo proveniente de Deus, uma profecia é coerente e lógica, e não esdrúxula e contraditória.

Nos tempos do Antigo Testamento, os profetas eram intermediários entre o Senhor e os seus servos. Estes consultavam aqueles e recebiam sua mensagem sem questionamento, como se fora da parte de Deus (1Sm 3.20; 8.21-22 e 9.6-20). Esse tipo de ministério durou até João Batista (Lc 16.16). Na Igreja, o profeta não é uma espécie de mediador, pois temos a Bíblia completa e podemos consultar a Deus diretamente por meio do Senhor Jesus (1Tm 2.5; Ef 2.13; Hb 10.19-22; Gl 6.16 e Fp 4.6). Há um ministério profético hoje — que é diferente do ministério veterotestamentário — e também o dom de profecia, mas ambos devem ser julgados segundo os critérios prescritos na Palavra de Deus (At 19.6; 21.9 e 1Co 14.29).

O ministro de Deus que profetiza ao pregar a Palavra do Senhor (1Co 12.28) é diferente de quem entrega uma profecia esporadicamente em um culto (v.10), embora ambos sejam chamados de profetas nas páginas neotestamentárias (At 21.8-10). O dom de profecia pode ser concedido a qualquer pessoa que o busca (1Co 14.1,5,24,31), enquanto o ministério profético depende de chamada divina (Mc 3.13 e Ef 4.11). Quanto ao uso, o dom de profecia decorre de uma inspiração momentânea, sobrenatural; já o ministério profético é residente e está relacionado com a pregação da Palavra de Deus (At 11.27-28; 13.1 e 15.32).

Quais são as finalidades da profecia nas igrejas? Edificação, exortação e consolação (1Co 14.3,4,12,17). Ela edifica: a Igreja é comparada a um edifício; o Senhor Jesus é o seu fundamento (1Co 3.10-14; Ef 2.22; 1Pe 2.5), e a profecia é um dos meios pelos quais os salvos são edificados. Ela também exorta: incentiva e desperta o crente, fortalecendo-o na fé. E ela consola: o Senhor se utiliza dela para confortar o crente com palavras semelhantes às de Deuteronômio 31.8; Isaías 41.10 e 45.1-3.

É, portanto, prática antibíblica consultar profetas em nossos dias, pedindo-lhes direção quanto a casamentos, viagens, negócios etc. (1Co 14.13,26,28). O dom de profecia não tem autoridade canônica; não se manifesta para alterar ou contradizer o que está escrito na Bíblia Sagrada (1Tm 4.9; Sl 119.142,160; Ap 22.18-19 e Pv 30.6). Ele não é prioritário para o governo das igrejas. Suas finalidades, como vimos, são: edificar, exortar e consolar. O Espírito orienta as igrejas por meio dos dons espirituais (At 13.1-3 e 16.6-10), mas os ministros de Deus não devem se subordinar a “profetas” e “profetisas” (Ap 2.20-22; At 11.28-30 e 15.14-30).

Por outro lado, por que vemos poucas manifestações genuínas do dom de profecia em nossos dias? Isso ocorre por causa da ignorância, pois pouco se fala nas igrejas acerca desse dom, como ocorria em Éfeso (At 19.2-3). Coisas supérfluas têm ocupado o lugar que devia ser destinado à manifestação do Espírito no culto (cf. 1Co 14.26). Em muitos lugares não tem havido lugar para o Espírito operar (1Ts 5.19). Líderes há que, alegando preocupação com as “meninices”, desprezam as profecias (v.20), esquecendo-se de que é sua missão ensinar os “meninos” quanto ao uso correto desse dom (1Co 14.22-33; cf. 13.11).

Se os crentes fossem ensinados a julgar as profecias, haveria menos espaço para falsos profetas. Haveria menos “revelações” risíveis e bizarras nos cultos, como “Jeová me disse que está curando uma irmã de câncer na próstata” ou “o homem de branco está dando um útero novo para um irmão, nesta noite”. O povo de Deus, como Corpo de Cristo — que está em perfeita sintonia com a Cabeça (Ef 4.14-15; 1Co 2.16; 1Jo 2.20,27; Nm 9.15-22 e Jo 10.4,5,27) —, deve julgar a profecia por meio da Palavra de Deus (Jo 17.17; At 17.11 e Hb 5.12-14). E esta mostra que a verdadeira profecia se cumpre (Ez 33.33 e Jr 28.9), conquanto apenas isso não seja o suficiente para autenticá-la; o Senhor permite que, em alguns casos, predições de falsos profetas se cumpram, a fim de provar seu povo (Dt 13.1-4).

Diante do exposto, ainda que Deus nos tenha outorgado a sua Palavra (Sl 119.105) e nos presenteado com o dom de discernir os espíritos (1Co 12.10-11; At 13.6-11 e 16.1-18), profecias e revelações ilógicas, incoerentes ou bizarras, como as mencionadas nos primeiros parágrafos deste texto, podem ser detectadas sem nenhuma dificuldade. Como vimos, basta conhecer um pouco da vida de certos “profetas” ou simplesmente usar de bom senso para julgar as suas “revelações” segundo a reta justiça (Jo 7.24).

Ciro Sanches Zibordi
Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz, Ano 86, número 1.579, dezembro/2016

Celebre os 500 anos da Reforma Protestante em Campina Grande-PB

domingo, 8 de janeiro de 2017

Sete dicas para ser feliz em 2017 e sempre


1. Que sejamos mais otimistas.
Na Bíblia Sagrada, em 2 Coríntios 2.14, está escrito que, em Cristo, sempre somos triunfantes. Ainda que morramos, estaremos para sempre com o Senhor (1 Ts 4.16,17; 1 Jo 3.1-3). Nada pode nos separar do amor de Deus. Nem a morte (Rm 8.37-39). Quando temos a certeza absoluta de que Deus está no controle de nossa vida, não nos deixamos levar pelo pessimismo. Por isso, não desanime nunca, mas faça a sua parte, preparando-se para as portas que, certamente, se lhe abrirão em 2017. A vereda do justo é como a luz da aurora, que brilha dia a dia, até ser dia perfeito (Pv 4.18).

2. Que nos aproximemos mais de Deus. Ter comunhão com o Senhor é como subir uma escada que não tem o último degrau. A cada dia devemos estar mais próximos de Jesus Cristo (Tg 4.8). Louve-o, ao acordar. Abra a janela do seu quarto, olhe para o céu, para a natureza, ouça o canto dos pássaros. Dirija seu veículo, pedale ou caminhe cantando louvores. Atravesse a rua dando glórias àquEle que dirige seus passos. Louve-o pelo dom da vida! E lembre-se, ao subir a escada da comunhão com Deus, de que a bênção principal está no topo dela. Seja feliz ao subir cada degrau, certo de que está no caminho certo, no caminho que conduz ao Céu (Mt 7.13,14).

3. Que não queiramos “levar vantagem” em tudo, mas sejamos altruístas. Esforce-se para pensar nas dificuldades e necessidades das pessoas à sua volta. Seja paciente no trânsito, dirija devagar, respeite o pedestre. Esvazie-se da brutalidade que diariamente quer brotar dentro de você. Não se deixe influenciar pelo egoísmo prevalecente no mundo sem Deus. Faça o bem às pessoas à sua volta. Se você não é idoso ou deficiente físico, não use a vaga destinada a essas pessoas. Nunca “fure” fila. Não compre produto “pirata”. Seja honesto, ainda que não receba nada em troca, aparentemente; ainda que você seja o único a fazer o que é correto. Deus o recompensará.

4. Que agradeçamos a Deus pelas lutas e vitórias. Ah, como é difícil conviver com pessoas que reclamam de tudo e de todos! Se chove, não está bom. Se faz frio ou calor, também está ruim. Experimente ver o lado bom de todas as coisas. Nenhum lugar do mundo é perfeito. Por isso, precisamos extrair o que é bom por onde passamos. Se chegamos ao fim de 2016 e ao começo de 2017, mesmo com lutas e sofrimento, foi graças a Ele. Agradeça ao Senhor, ao levantar-se da cama, antes das refeições, ao sair de casa, antes de dormir etc. Lembre-se da graça de Cristo, a cada dia. Ele lhe deu a maior bênção, dentre todas: a certeza da vida eterna (Jo 5.24).

5. Que tenhamos mais senso de humor. Fazem parte da vida o rir e o chorar. Mas, por que viver chorando pelos cantos? Levante a sua cabeça! A vida segue. O cristão que se preza não vive o tempo dando gargalhadas, mas não é pecado sorrir e se divertir com parentes e amigos. Rir no momento certo faz bem.

6. Que passemos menos tempo nas redes sociais; leiamos bons livros. Dedique mais tempo à sua família. Use a Internet para crescer em conhecimento. Não navegue a esmo. Forme a sua coletânea de bons sites e blogs. Mesmo nas redes sociais, seja seletivo. Não perca tempo com efemeridades. Você já leu a Bíblia toda? Se sim, faça isso de novo. Se não, aproveite a chegada do novo ano para iniciar seu plano de leitura. Experiente ler as Escrituras em outros idiomas, versões, ou fazendo comparações. Dedique tempo ao estudo sistemático da Palavra de Deus. Isso, com certeza, tornará a sua vida melhor em 2017 e sempre.

7. Que compartilhemos o amor de Deus. O verdadeiro Evangelho muda o mundo e a vida das pessoas (2 Co 5.17). Evangelize seus parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho etc. Partilhe com eles os preciosos ensinamentos do Senhor Jesus e seja sempre triunfante. Feliz 2017!

Ciro Sanches Zibordi, autor e articulista da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus); e autor de comentários bíblicos em espanhol pelo CETADEB/SETEIN (Seminário Teológico Internacional)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

666 razões para não dizer 'Feliz Natal'


Estamos em meados de dezembro... Chegou o momento de começar uma forte campanha contra a celebração do Natal! E, a fim de colaborar com esse nobre objetivo, desejo lhes apresentar, como sempre faço no fim do ano, inúmeros motivos (pelo menos, 666) por que o cristão que se preza não deve celebrar o Natal. ATENÇÃO: comentários respeitosos são bem-vindos. Mas, antes de comentar, leia o texto! E não tenha pressa. Lendo uma razão por minuto, bem devagar, você concluirá a leitura deste texto em apenas 11 horas!

1/666 — Jesus não nasceu em 25 de dezembro.
Ora, é evidente que Ele não nasceu nessa data! Mas ela é histórica; foi escolhida pela Igreja Católica Romana, a fim de induzir os pagãos a celebrarem o nascimento de Cristo.

2/666 — O Natal é uma festa pagã. É verdade: o Natal que o mundo sem Deus celebra é uma festa muito influenciada pelo paganismo. Mas o Natal de Cristo precede e transcende qualquer paganismo. O nascimento do Senhor Jesus foi celebrado até pelos anjos, que exclamaram: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14).

3/666 — O Natal é todos os dias. É verdade. Temos motivos para glorificar a Jesus diariamente, pois Ele é o nosso Senhor e habita em nós! Entretanto, algum de nós faz aniversário todos os dias? O aniversário é uma data especial. É uma oportunidade para mostrarmos ao mundo que Cristo é o Salvador.

4/666 — Celebrar o Natal é idolatria. Quem diz isso ainda não aprendeu o que é idolatria, à luz do Novo Testamento. Idolatria é uma ação objetiva, e não subjetiva. É uma condição do coração e é praticada de modo consciente. Deixemos, pois, as doutrinas de homens, do tipo “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2.20-22).

5/666 — A Bíblia proíbe a celebração do Natal. Se o leitor é um pregador do Evangelho, por favor, não entre pelo caminho do fanatismo religioso. Fuja do legalismo farisaico! O cristianismo verdadeiro não é fanatizante, como as religiões e seitas pseudocristãs e extremistas, que proíbem doação de sangue, ingestão de determinados tipos de alimento, etc. Somos livres em Cristo (1 Co 10.23-32).

6/666 — O Natal é uma festa contrária ao politicamente correto. Vivemos em um mundo politicamente correto! Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama, um grande democrata, há oito Natais evitar dizer Merry Christmas. Ele simplesmente diz Happy Holidays, a fim de agradar a todos os muçulmanos e ateus que detestam o Natal. Quem é contra o Natal, portanto, “fica bem na foto”. Entretanto, muitos têm ido contra a maioria, como o presidente-eleito Donald Trump, que prefere dizer Merry Christmas!

Ufa! Ainda tenho de discorrer sobre mais 660 motivos para não celebrar o Natal... Mas, pensando bem, em vez de apresentar inúmeras razões para não celebrar o Natal de Jesus Cristo, não seria melhor aproveitar essa época do ano para fazer menção da gloriosa encarnação do Senhor? Afinal, a Bíblia dá importante ênfase não apenas à morte vicária Senhor (2 Co 5.17-21) e à sua maravilhosa ressurreição (1 Co 15.17-20), mas também ao seu glorioso nascimento (1 Tm 3.16)! Encarnação, morte e ressurreição do Senhor Jesus são eventos relacionados com a obra expiatória do Senhor.

Quanto ao título deste texto, 666 razões para não dizer Feliz Natal, empreguei-o apenas para prender a sua atenção, caro leitor, e também para enfatizar que é o espírito do Anticristo, prevalecente no mundo sem Deus, que tem influenciado as pessoas a ignorarem o Natal de Cristo.

Merry Christmas! Feliz Natal!

Ciro Sanches Zibordi