22/07/2008

O que é o livro da vida?


Segundo a Bíblia, no Juízo Final, os mortos serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, isto é, segundo as suas obras (Ap 20.12). E aquele cujo nome não constar do livro da vida será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.15). Isso significa que o Senhor tem o registro de tudo o que fazemos (Sl 139.16; Ml 3.16; Sl 56.8; Mc 4.22).
Quanto aos livros abertos no último grande julgamento, o pastor Antonio Gilberto afirmou, em sua primorosa obra O Calendário da Profecia, editada pela CPAD:
Alguns desses livros devem ser:
O livro da consciência (Rm 2.15; 9.1).
O livro da natureza (Jó 12.7-9; Sl 19.1-4; Rm 1.20).
O livro da Lei (Rm 2.12). Ora, a Lei revela o pecado (Rm 3.20).
O livro do Evangelho (Jo 12.48; Rm 2.16).
O livro da nossa memória (Lc 16.25: “Filho, lembra-te...”; Mc 9.44 — aí deve ser uma alusão ao remorso constante no Inferno). (Ver o contexto: vv.44-48 e Jeremias 17.1.)
O livro dos atos dos homens (Ml 3.16; Mc 12.36; Lc 12.7; Ap 20.12).
O livro da vida (Sl 69.28; Dn 12.1; Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 20.12).
A presença do livro da vida nessa ocasião é certamente para provar aos céticos que estão sendo julgados que seus nomes não se encontram nele. (Ler o incidente de Mateus 7.22,23.)


Quando um nome é inserido no livro da vida?

O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos têm afirmado que Deus inseriu nesse livro apenas os nomes de supostos eleitos antes da fundação do mundo e contestam a oração que alguns pregadores fazem pelos pecadores arrependidos: “Pai, em nome de Jesus, escreva os seus nomes no livro da vida”. É importante observar que, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes estão relacionados no livro da vida desde a, e não antes da fundação do mundo.
Há uma enorme diferença entre antes da e desde a. No grego, o termo apo significa “a partir de”. Segue-se que a expressão “desde a fundação do mundo” denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra fundada, criada por Deus (Gn 1), e não que haja uma lista previamente pronta antes que o mundo viesse a existir. A expressão em apreço foi empregada também em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29).
Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento; ninguém é registrado antes disso. Da mesma forma, o nome de uma pessoa salva só passa a constar do livro da vida após o seu novo nascimento. Afinal, “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). Não existe listagem prévia dos eleitos, como pensam certos teólogos. Na medida em que os indivíduos crêem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), eles são inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembléia (At 2.47, ARA; Hb 12.23).

É possível ter o nome riscado do livro da vida?

De acordo com a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5). Em Êxodo 32.32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moisés pelo povo: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro”.
Serão riscados os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27). Em Lucas 10.20, Jesus disse aos discípulos da missão dos setenta, provavelmente distintos dos doze (“outros setenta”, v.1): “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus”. Judas, porém, um dos discípulos do Senhor, desviou-se do Caminho. Por isso, o apóstolo Pedro afirmou: “[Judas] foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério... se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At 1.17,25).
Alguns, ainda, afirmam que Deus relacionou toda a humanidade no livro da vida e só risca quem não recebe a Cristo como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, e não aos pecadores que se converterem. Estes, conquanto tenham os seus nomes arrolados no Céu ao receberem a Cristo, precisam perseverar até ao fim (Mt 24.13).
Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes ele asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v.1). Não foi por acaso que os pastores das sete igrejas da Ásia ouviram do Senhor a mensagem: “Quem vencer” (Ap 2 e 3). A manutenção do nome de alguém no livro da vida está condicionada à sua vitória até ao fim (Ap 3.5). Somos filhos de Deus hoje (Jo 1.11,12), mas devemos atentar para o que diz Apocalipse 21.7: “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Minha Agenda 2008/2009



Pr. Ciro Sanches Zibordi
(Niterói, RJ, Brasil)
Contatos:
(21) 2717-6427 / 9795-4981
ciro.sanches@uol.com.br


JULHO


22-Terça-feira
Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Ceia do Senhor


23-24
Assembléia de Deus em Piraquara-PR
(Pr. Moisés Lacur)
Congresso de missões


25-27
Assembléia de Deus de Carapina, em Serra-ES
(Pr. Altamir Firmino de Matos)
Escola bíblica para obreiros


29-Terça-feira

Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Culto de doutrina

AGOSTO


2-3
Assembléia de Deus de Cabuçu, em Itaboraí-RJ
(Pr. Américo dos Santos)
Jubileu de diamante



4-Segunda-feira
Assembléia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. José Santos)
Reunião de obreiros


5-Terça-feira
Assembléia de Deus em Niterói-RJ
(Pr. Celso Brasil)
Escola bíblica para obreiros


9-10
Assembléia de Deus em Campo Grande-MS
(Pr. David Tavares Duarte)
Seminário da Escola Dominical


12-Terça-Feira
Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Culto de doutrina


15-17
Assembléia de Deus em Criciúma-SC
(Pr. João Ceno)
Conferência de Escola Dominical



21-Quinta-feira
Assembléia de Deus de Parada Angélica, em Caxias-RJ
(Pr. Edinaldo Marques Costa)
Escola bíblica para obreiros


23-24
Assembléia de Deus em
Jataí-GO
(Pr. Adjair Macedo)
Congresso de adolescentes


29-Sexta-feira
Assembléia de Deus de Brigadeiro Tobias, em Sorocaba-SP
(Pr. Osmar José da Silva)
Culto festivo do Círculo de Oração


30-31
Assembléia de Deus da Lapa, em São Paulo-SP
(Pr. José Prado Veiga)
Palestras para adolescentes


SETEMBRO


4-5
Assembléia de Deus em Jundiaí-SP
(Pr. Esequias Soares)
Escola bíblica para obreiros


6-Sábado
(manhã)
Assembléia de Deus em Sorocaba-SP
(Pr. Osmar José da Silva)
Reunião geral de obreiros


6-Sábado
(noite)
Assembléia de Deus em Nova Iguaçu-RJ
(Pr. Jésus Pires)
Palestra sobre meus livros


7-Domingo
Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)

Ceia do Senhor


10-13
Assembléia de Deus em São Luís-MA
(Pr. Pedro Aldi Damasceno)
Convenção estadual e escola bíblica para obreiros


14-Domingo
(noite)
Assembléia de Deus em Cachoeiras de Macacu-RJ
(Pr. João Silva)
Congresso de adolescentes


19-Sexta-feira
Assembléia de Deus em Nova Iguaçu-RJ
(Pr. Laranja)
Congresso de jovens


20-Sábado
Assembléia de Deus de Parque São Vicente, em
Belford Roxo-RJ
Encontro dos adolescentes


21-Domingo
Assembléia de Deus de Cordovil, no
Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Culto evangelístico



27-28
Assembléia de Deus de Vila Míriam (CONAMAD), em São Paulo-SP
Seminário sobre a música na igreja

OUTUBRO

4-Sábado
Assembléia de Deus de Santa Eugênia, em
Nova Iguaçu-RJ
(Pr. José Mariano)
Aniversário do templo

5-Domingo
Assembléia de Deus de Cordovil, no
Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Ceia do Senhor

6-10
Igreja Adonai em Lisboa-Portugal
Conferência do Livro (a confirmar)

11-12
Assembléia de Deus da Vila Americana, em Curitiba-PR
Congresso de jovens (MADVA)

17-19
Assembléia de Deus em Teresina-PI
(Pr. Nestor Mesquita)
Congresso de adolescentes (a confirmar)


25-Sábado
Igreja de Nova Vida de Cascadura, no Rio de Janeiro-RJ
Culto de jovens


26-Domingo
Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Escola Dominical

31-Sexta-feira
Assembléia de Deus em Cariacica-ES
(Pr. Vandelino Freitas)
Seminário de Homilética

NOVEMBRO

1-2
Assembléia de Deus em Cariacica-ES
(Pr. Vandelino Freitas)
Seminário de Homilética

3-7
Assembléia de Deus em Lisboa-Portugal
(Pr. Antonio Dionízio da Silva)
Seminário de doutrinas bíblicas (a confirmar)

8-9
Assembléia de Deus da Itaoca, em
Cachoeiro do Itapemirim-ES
Congresso de missões

11-Terça-feira
Assembléia de Deus de Campos Elíseos, em Duque de Caxias-RJ
(Pr. Melquisedeque Mariano Lima)
Seminário de missões

14-16
Assembléia de Deus em
Vila Velha-ES
(Pr. Jonas Luppi)
Escola bíblica para obreiros

22-23
Assembléia de Deus em Campo Mourão-PR
(Pr. José dos Santos)
Congresso de mulheres

24-26
Assembléia de Deus em Paranaguá-PR
(Pr. José Alves)
Escola bíblica para obreiros

29-30
Assembléia de Deus em São José dos Campos-SP
(Pr. Francisco Sales Ferreira)
Congresso de adolescentes

DEZEMBRO

1-7
Assembléia de Deus em São José-SC
Seminário de obreiros e liderança

13-14
Assembléia de Deus em Laguna-SC
Festividades do Dia da Bíblia

20-21
Assembléia de Deus em Santa Leopoldina-ES
(Pr. Nataniron Cunha)
III Escola Bíblica da Região Serrana do Espírito Santo


24-31
São Paulo-SP
Compromissos diversos


FEVEREIRO/2009

5-8
Assembléia de Deus em Araquari-SC
Escola bíblica para obreiros

14-Sábado
Assembléia de Deus de Caetés, no Rio de Janeiro-RJ
Escola bíblica para obreiros

28-Sábado

Assembléia de Deus em Erechim-RS
(Pr. Geraldino Silva)
Escola bíblica para obreiros

MARÇO/2009

1-Domingo
Assembléia de Deus em
Erechim-RS
(Pr. Geraldino Silva)
Escola bíblica para obreiros

19-22
Assembléia de Deus em Ijuí-RS
(Pr. Argemiro Silva)
Escola bíblica para obreiros (a confirmar)

ABRIL/2009

9-12
Assembléia de Deus em Campo Grande-MS
(Pr. Antonio Dionízio da Silva)
Escola bíblica para obreiros

JULHO/2009

4-5
Assembléia de Deus de Coqueiros, em
Curitiba-PR
Congresso de jovens


Compromissos cumpridos em 2008

JANEIRO

06-Domingo
Assembléia de Deus em Cordovil-RJ
Ceia do Senhor

12-Sábado
Assembléia de Deus em
Nova Iguaçu-RJ
Congresso de jovens

13-Domingo
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto evangelístico

17-Quinta-feira
Assembléia de Deus em
Belford Roxo-RJ
Congresso de mulheres

19-Sábado
Assembléia de Deus em Teresópolis-RJ
Congresso de jovens

20-Domingo
Assembléia de Deus Barreto em
Niterói-RJ
Culto solene

22-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto de doutrina

27-Domingo
Assembléia de Deus em Cordovil-RJ
Culto solene


FEVEREIRO

1-2
Assembléia de Deus em
Sorocaba-SP
Evento para obreiros

3-9
Assembléia de Deus em
Curitiba-PR
Escola bíblica para obreiros


5-Terça Feira
Assembléia de Deus em
Paranaguá-PR
Ceia do Senhor

10-Domingo
Assembléia de Deus em
Curitiba-PR
Culto de missões

11-Segunda-feira
Instituto Bíblico Estrela de Davi em Cordovil-RJ
Aula magna

16-Sábado
Assembléia de Deus Caetés em
Bonsucesso-RJ
Escola bíblica para obreiros

17-Domingo
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto solene


19-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Ceia do Senhor

21-Quinta-feira

Assembléia de Deus Jardim Nogueira em
São Gonçalo-RJ
Escola bíblica para obreiros

23-24
Assembléia de Deus em
Foz do Iguaçu-PR
Congresso de jovens

26-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto de doutrina


MARÇO

1-Sábado (manhã)
Assembléia de Deus Aldeia Velha em
Silva Jardim-RJ
CEADER Região dos Lagos

2-Domingo (manhã e tarde)
Assembléia de Deus em
Todos os Santos-RJ
Escola bíblica para obreiros

8-9
Assembléia de Deus em
Igarapava-SP
Escola bíblica para obreiros

11-Terça-feira (noite)
Assembléia de Deus em Cordovil-RJ
Culto de doutrina

13-14
Assembléia de Deus em
Itaocara-RJ
AGO da CEADER

15-16
Assembléia de Deus em
Cabo Frio-RJ
Aniversário do templo

17-19
Assembléia de Deus em
Pendotiba-RJ
Seminário de doutrinas bíblicas

20-Quinta-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Simpósio de missões e evangelismo

23-Domingo
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto do retorno

24-Segunda-feira
Assembléia de Deus Ouro Fino em
Nova Iguaçu-RJ
Aniversário do pastor Isaías Coimbra

27-29
Ministério Manancial em
Tucuruí-PA
Aniversário do programa "Mais que Vencedor" (Rádio Filadélfia)

30-Domingo
Aniversário da minha esposa

31-Segunda-feira
Compromissos diversos em São Paulo-SP

ABRIL

1-3
Compromissos diversos em
São Paulo-SP

4-Sexta-feira
Assembléia de Deus da Lapa em
São Paulo-SP
(Pr. José Prado Veiga)
Culto de doutrina

5-6
Assembléia de Deus de São Mateus, em
São Paulo-SP
(Pr. Severino Pedro da Silva)
Conferência missionária "Ceifeiros em Chamas"
Para maiores informações:
www.ceifeiros.org.br/agenda.html


6-Domingo (noite)
Assembléia de Deus da Lapa, em
São Paulo-SP
Culto evangelístico

7-9
Compromissos diversos em São Paulo-SP

12-Sábado (noite)
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Encontro de amigos

13-Domingo (manhã)
Assembléia de Deus em
Pendotiba-RJ
Ceia do Senhor

15-Terça-feira

Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Ceia do Senhor

16-20
Assembléia de Deus em
Ijuí-RS
Escola bíblica para obreiros
Para maiores informações:
http://www.radiocamarim.com e http://www.assembleiadedeusijui.com.br


25-Sexta-feira
Assembléia de Deus em
São Gonçalo-RJ
(Pr. Sebastião Marcos)
Congresso de irmãs

26-Sábado
Assembléia de Deus em Queimados-RJ
Aniversário da igreja

27-Domingo
(tarde)
Assembléia de Deus Ouro Fino em Nova Iguaçu-RJ
(Pr. Isaías Coimbra)
Reunião de obreiros

29-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto de doutrina


MAIO

1-Quinta-feira
Feriado dedicado à família

2-4
Assembléia de Deus em
Vila Velha-ES
(Pr. Jayjairo Castelo)
Seminário sobre os dons espirituais

9-11
Missão "Semear" em
Foz do Iguaçu-PR
Estudos bíblicos

11-Domingo (noite)
Assembléia de Deus em
Foz do Iguaçu-PR
(Pr. Adalberto Silva)
Culto evangelístico

16-18

Assembléia de Deus (CONAMAD) em
Gurupi-TO
(Pr. João Feitosa)

Congresso de adolescentes


20-23
Assembléia de Deus em
Campo Grande-MS
(Pr. Antonio Dionízio da Silva)

Palestras sobre o Antigo Testamento (IBADECAMP)

24-Sábado
(noite)
Assembléia de Deus (CONAMAD) em
Nilópolis-RJ
(Pr. Josué Silva)
Congresso de jovens

25-31
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Aniversário do templo

JUNHO

1-Domingo (manhã)
Assembléia de Deus de
Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Aniversário do templo e manhã missionária

1-Domingo
(noite)
Assembléia de Deus do Fonseca, em
Niterói-RJ
(Pr. Celso Brasil)
Conferência de missões

7-Sábado (tarde)
Assembléia de Deus em
Nova Iguaçu-RJ
(Pr. Joedson Costa Dias)
Palestra para jovens

8-Domingo

Dia dedicado à família

10-Terça-feira (noite)
Assembléia de Deus em Silva Jardim-RJ
(Pr. Moisés Cecílio da Silva)

Seminário da família

13-15
Assembléia de Deus em
Santa Leopoldina-ES
(Pr. Nataniron Cunha)
Encontro de professores de Escola Dominical
Para maiores informações:
http://nataniron.blogspot.com

17-Terça
Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Culto de doutrina

21-22
Assembléia de Deus em
Campo Grande-MS
(Pr. Antonio Dionízio da Silva)
Congresso de adolescentes
Para maiores informações:
http://www.iadcg.org/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=638&Itemid=91

27-28
Assembléia de Deus em
Cambuci-RJ
(Pr. José Mauro)

Congresso de jovens

29-Domingo
Assembléia de Deus do Gradim, em
São Gonçalo-RJ
Congresso de mulheres


JULHO

1-Terça-feira
Assembléia de Deus de Cordovil, no
Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Culto de doutrina

5-Sábado
Dia dedicado à família

6-Domingo
Assembléia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Ceia do Senhor

6-Domingo (noite)
Igreja Metodista da Engenhoca, em
Niterói-RJ
(Rev. Almir Siqueira)
Culto evangelístico

7-10
Assembléia de Deus em
Paracuru-CE
(Pr. Valter Januário)
Simpósio de doutrinas bíblicas

13-Domingo (noite)

Assembléia de Deus de Cordovil, no
Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Congresso de adolescentes (UAADEC)

14-18
Compromissos diversos em São Paulo-SP

19-20
Assembléia de Deus em
Vila Velha-ES
(Pr. Jonas Luppi)
Congresso de mulheres

21/07/2008

Não toqueis nos meus ungidos


A frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido empregada para os mais variados fins. Maus obreiros e falsos profetas se valem dela para ameaçar seus críticos; crentes mal-orientados usam-na para defender certos “ungidos”; e outros ainda a empregam para reforçar a idéia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas.

Quando examinamos o contexto da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Uma leitura atenta do Salmo 105 não nos deixa em dúvida: os ungidos mencionados são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e José (vv.9-17). Ademais, o título “ungido do Senhor” refere-se tipicamente, no Antigo Testamento, aos reis de Israel (1 Rs 12.3-5; 24.6-10; 26.9-23; Sl 20.6; Lm 4.20) e aos patriarcas, em geral (1 Cr 16.15-22).

Conquanto a frase não encerre um princípio geral, podemos, por analogia, afirmar que Deus, na atualidade, protege os seus ungidos assim como cuidou dos seus servos mencionados no Salmo 105. Mesmo assim, não devemos presumir que todas as pessoas que se dizem ungidas de fato o sejam. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse acerca dos “ungidos”: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).

É claro que a Bíblia apóia e esposa o pensamento de que o Senhor cuida dos seus servos e os protege (1 Pe 5.7; Sl 34.7). Mas isso se aplica aos que verdadeiramente são ungidos, e não aos que parecem, pensam ou dizem sê-lo (Mt 23.25-28; Ap 3.1; 2.20-22). Afinal, “O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Tm 2.19).

Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). O imitador de Cristo nunca se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).

Aparência, popularidade, eloqüência, títulos, status, anos de ministério... Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e imune à contestação à luz da Palavra de Deus. Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no desviado rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.

Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente, condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11). O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29).

O texto de Salmos 105.15 em nenhum sentido proíbe o juízo de valor, o questionamento, o exame, a crítica, a análise bíblica de ensinamentos e práticas de líderes, pregadores, milagreiros, cantores, etc. Até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico.

É curioso como certos “ungidos”, ao mesmo tempo que citam o aludido bordão em sua defesa — quando as suas práticas e pregações são questionadas —, partem para o ataque, fazendo todo tipo de ameaças. O show-man Benny Hinn, por exemplo, verberou: “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...” (citado em Cristianismo em Crise, CPAD, p.376).

Quem são os verdadeiros ungidos, os quais, mesmo não se valendo da frase citada, têm de fato a proteção divina, até que cumpram a sua vontade? São os representantes de Deus que, tendo recebido a unção do Santo (1 Jo 2.20-27), preservam a pureza de caráter e a sã doutrina (Tt 1.7-9; 2.7,8; 2 Co 4.2; 1 Tm 6.3,4). Quem não passa no teste bíblico do caráter e da doutrina está, sim, sujeito a críticas e questionamentos (1 Tm 4.12,16).

Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise e cometem todo tipo de pecado, além de torcerem a Palavra de Deus. Caso não se arrependam, serão réus naquele grande Dia! Os seus fabulosos currículos — “profetizamos”, “expulsamos”, “fizemos” — não os livrarão do juízo (Mt 7.21-23).

Portanto, que jamais aceitemos passivamente as heresias de perdição propagadas por pseudo-ungidos, que insistem em permanecer no erro (At 20.29; 2 Pe 2.1; 1 Tm 1.3,4; 4.16; 2 Tm 1.13,14; Tt 1.9; 2.1). Mas respeitemos os verdadeiros ungidos (Hb 13.17), que amam o Senhor e sua Santa Palavra, os quais são dádivas à sua Igreja (Ef 4.11-16).

Quanto aos que, diante do exposto, preferirem continuar dizendo — presunçosamente e sem nenhuma reflexão — “Não toqueis nos meus ungidos”, dedico-lhes outro enunciado bíblico: “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6, ARA). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda!

Ciro Sanches Zibordi

20/07/2008

Dizer “não” à homofobia e à homossexualidade, ao mesmo tempo, não é uma contradição!

Há alguns dias, o colunista André Petry, da revista Veja, fez uma exposição sobre o fato de os evangélicos estarem muito preocupados com a aprovação da lei que pune a homofobia com prisão. Se de fato o tal projeto de lei dissesse respeito apenas à homofobia (como definida acima), seria anormal haver essa preocupação por parte dos evangélicos. Mas o problema é que o termo “homofobia” vem sendo aplicado de maneira forçada por aqueles que desconhecem ou rejeitam os princípios e mandamentos da Bíblia.
Creio que o senhor Petry, apesar de inteligente, equivoca-se ao acreditar que o projeto de lei em apreço não é prejudicial aos evangélicos. Ele também não acerta ao ignorar que, a despeito de sermos contrários à prática homossexual — posto que a Palavra de Deus a define como pecaminosa —, também não somos favoráveis à discriminação e à perseguição aos homossexuais. E isso não é uma contradição, como veremos.
A discriminação ocorre quando um indivíduo, uma família ou uma instituição se voltam contra pessoas ou grupos, a ponto de quererem matá-los, feri-los ou, no mínimo, humilhá-los e ridicularizá-los, tudo por conta de estes pensarem ou agirem de modo diferente daqueles. E nenhum evangélico fiel à Palavra de Deus agiria dessa forma, haja vista saber que a Bíblia condena expressamente a discriminação, a acepção de pessoas (Tg 2.9).
Ser evangélico e homófobo é um jugo desigual, pois nenhum cristão que se preza é capaz de adotar práticas homofóbicas. Por quê? Porque a homofobia, como definida pela psiquiatria, é uma aversão mórbida aos homossexuais. Se há algum evangélico que diz odiar alguma pessoa que pense diferente dele, a ponto de querer humilhá-la, matá-la ou fazer-lhe mal, esse ainda não entendeu o que é ser um servo do Senhor. E sequer pode ser chamado de cristão.
O senhor André Petry afirmou: “Os evangélicos e aliados dizem que proibir a discriminação contra gays fere a liberdade de expressão e religião. Dizem que padres e pastores, na prática de sua crença, não poderão mais criticar a homossexualidade como pecado infecto e, se o fizerem, vão parar no xadrez. É uma interpretação tão grosseira da lei que é difícil crer que seja de boa-fé” (Veja, 2 de julho de 2008, p.98).
Se a lei em processo de aprovação só proibisse a discriminação aos homossexuais, não haveria problemas. Mas, se a lei considerar a crítica à prática homossexual e a não realização de casamentos de pessoas do mesmo sexo como discriminação, de fato haverá perseguição aos cristãos, ainda que eles não sejam homófobos. Hoje, a maioria das igrejas evangélicas só faz casamentos de pessoas que pertençam ao seu rol de membros. E só fazem parte desse rol quem segue a doutrina esposada pela Bíblia.
Mas o senhor Petry também asseverou: “Uma coisa é ser contra o casamento gay, por razões de qualquer natureza. Outra coisa é humilhar os gays, apontá-los como filhos do demônio, doentes ou tarados” (idem). Veja como o assunto é complexo. A Bíblia, que é a nossa regra de fé, de prática e de viver, classifica todas as pessoas que não servem a Deus de “filhos do Diabo” (1 Jo 3.10). Para Deus não há meio-termo. Só existem os que estão do lado de dentro e os que estão do lado de fora (Mt 13.11; Jo 1.11,12). E afirmar isso, em uma pregação, não é para um evangélico, de modo nenhum, discriminatório, posto que tal assertiva é corroborada pela Bíblia.
Para os evangélicos, odiar um homossexual é pecado. Mas fazer um casamento de pessoas do mesmo sexo também é pecado! Por quê? Porque a Bíblia condena a prática homossexual: “Não erreis (...) nem os efeminados, nem os sodomitas (...) herdarão o Reino de Deus” (1 Co 6.10). E ainda: “... deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Rm 1.27). Segue-se que, se os evangélicos têm como principal fonte de autoridade os princípios e mandamentos da Bíblia, fazer um casamento de pessoas que estão em pecado, biblicamente, é também incorrer em erro.
Não temos dúvidas quanto à anormalidade da prática homossexual, haja vista o Senhor Jesus ter enfatizado que no princípio Deus criou apenas homem e mulher (Mt 19.4-6). Biblicamente, ninguém é homossexual de nascimento, pois, se houvesse a possibilidade de pessoas nascerem em tal estado, Deus jamais condenaria a prática homossexual. E, desde os tempos do Antigo Testamento, esse comportamento tem sido contundentemente reprovado pelo Senhor (Lv 18.22; 20.13).
Não creio que o senhor André Petry esteja contra os evangélicos. Mas, ao que me parece, a sua opinião evidencia o seu desconhecimento dos princípios e mandamentos da Palavra de Deus. Afinal, quem somos nós para proibir os homossexuais de fazerem o que bem entendem? O próprio Deus respeita a livre-vontade humana! E nós, como pessoas respeitosas, não devemos dizer que os homossexuais são doentes, monstros, vândalos, etc. Não obstante, quanto ao fato de a prática homossexual ser pecaminosa, tratando-se de uma doença espiritual, disso não temos dúvidas.
Se o senhor Petry ler a Bíblia sem preconceito, descobrirá que ela condena vários pecados, levando os evangélicos a se posicionarem contra eles, ainda que o governo, a mídia ou a sociedade os incentive de alguma forma. Por exemplo, a embriaguez, o julgamento calunioso, o adultério e a mentira são pecados contra Deus (Gl 5.21; Ef 5.18; Mt 7.1,2; Ap 21.8). A reação dos evangélicos ao tal projeto de lei ocorre porque eles querem continuar tendo a liberdade de pregar, respeitosamente, contra o que a Bíblia classifica como pecado. E a prática homossexual, como vimos, é pecaminosa, à luz das Escrituras.
Não sou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas também não sou contra à livre expressão do pensamento. Nesse caso, os casais de homens e de mulheres que desejam se casar, que casem em instituições favoráveis a esse tipo de união antibíblica. Afinal, querer, usando a força de uma lei, obrigar igrejas contrárias à prática homossexual a fazerem tais casamentos trata-se de um abuso, um desrespeito a quem pensa diferente.
Diante do exposto, o que eu sugiro? A lei em apreço — se é que ela é necessária — pode até ser aprovada, mas precisa de uma revisão. É necessário que ela descreva com clareza que a discriminação aos homossexuais implica zombar deles, ridicularizá-los, maltratá-los, humilhá-los, etc. Ademais, não deve considerar homofóbicas a pregação contra o pecado da homossexualidade e a negação de casamento, por parte das igrejas evangélicas, a pessoas do mesmo sexo, como demonstramos.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

16/07/2008

Crer na predestinação e no livre-arbítrio não é um contra-senso (2)

Um cristão salvo pode vir a se perder; pode, sim, desviar-se, cair em pecado e perecer, caso não se arrependa ante a insistência do Espírito Santo (Ez 18.24,26; 33.18; Hb 3.12-14; 5.9; 1 Tm 4.1; 5.15; 12.25; 2 Pe 3.17; 2.20-22; Rm 11.21,22; 1 Ts 5.15; Dt 30.19; 1 Cr 28.9; 2 Cr 15.2; 1 Co 10.12; Jo 15.6). Essa verdade fica ainda mais evidente quando consideramos o “se” condicional quanto à salvação (Hb 2.3; 3.6,14; Cl 1.22,23), bem como a condição “ao que vencer”, que aparece sete vezes em Apocalipse 2 e 3.

A predestinação realmente bíblica

As palavras de Jesus em João 6.37 — “Todo o que o Pai me dá, esse virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” — significam que Deus destinou à salvação, não somente este ou aquele indivíduo, mas sim todo aquele que nEle crê (Jo 3.16). Ou seja, tal passagem refere-se ao fato de Deus aceitar o pecador quando este vem a Ele.
Outro texto empregado pelos predestinalistas é João 10.27,28. Note que o versículo 27 mostra as condições da ovelha, para que ela nunca venha a perecer, nem sair das mãos de Jesus e do Pai (cf. Jo 6.67). Se não há perigo de queda definitiva para o crente, por que a Bíblia adverte com tanta ênfase para que ninguém caia (1 Co 10.12; Hb 3.12; Jo 15.6; 1 Tm 4.1 [“apostatarão”]; 2 Ts 2.3 [“apostasia”]; Pv 16.18; 28.14; Ap 2.4,5; Rm 8.13; 2 Pe 1.10; 1 Co 9.27; Nm 14.43)?
Em 1 Timóteo 2.4, está escrito: “[Deus] quer que todos os homens se salvem”. Nisto está incluído o mundo inteiro que queira. De fato, todos os que verdadeiramente crêem se salvam; somos testemunhas disso. O Senhor predestinou à salvação todo aquele que aceitar a Jesus. A própria aceitação já é um dom de Deus, para que ninguém se glorie julgando que assim contribuiu para a sua salvação.
A predestinação fatalista da alma, como ensinada pelos calvinistas, bem como a dependente de obras humanas, propalada pelos arminianos, não têm apoio na Palavra de Deus. O termo original de onde provém a nossa palavra “predestinação” (gr. pro-oridzo) significa “destinar de antemão”, “predeterminar”, “preestabelecer”, “prefixar”, “preeleger”, etc. (At 4.28; Rm 8.29,30; 1 Co 2.7; Ef 1.5,11).
Biblicamente, a predestinação não é a de uns para a vida eterna e a de outros para a perdição eterna. A predestinação é para os que quiserem ser salvos, conforme lemos em 2 Tessalonicenses 2.13 e 2 Timóteo 2.10: “Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação”; “Escolhidos para que também alcancem a salvação”.
Predestinação é o ato divino pelo qual Deus decide ou destina de antemão, segundo a sua soberana e perfeita vontade. Ela depende da eleição e seus propósitos. Eleição é o ato divino pelo qual Deus escolhe ou elege um povo para si, para salvá-lo (2 Ts 2.13). Predestinação é o ato de Deus determinar o futuro desse povo. No Novo Testamento, esse povo é a Igreja, o Corpo de Cristo, do qual — se somos salvos mesmo! — somos parte (Ef 1.22,23).
Na predestinação de Deus para a Igreja está a sua conformação à imagem do Filho de Deus (Rm 8.29), a sua chamada para a salvação (Rm 8.30), a sua justificação (Rm 8.30) e a sua glorificação (Rm 8.30). Essa conformação depende de chamada, justificação e glorificação. E depende, ainda, da santidade de Deus (Ef 1.4) e da adoção de filhos (Ef 1.5).
Outrossim, a eleição divina não consiste somente na soberania de Deus, mas também na sua graça (Rm 11.5). Em relação a indivíduos, isoladamente, a predestinação e a eleição somente têm lugar se a pessoa estiver inclusa “em Cristo” (Ef 1.4), bem como permanecendo “santa e irrepreensível” (Ef 1.4b; Cl 1.22,23; 1 Co 1.2; Cl 1.2; 1 Jo 2.6).

Segurança da salvação? Só para quem permanece em Cristo

O crente está seguro quanto à sua salvação enquanto permanecer em Cristo (Jo 15.1-6). Não há segurança fora de Jesus e do seu aprisco. Não há segurança espiritual para ninguém, estando em pecado (cf. Rm 8.13; Hb 3.6; 5.9). Jesus guarda o crente do pecado; e não no pecado.
Somos mantidos em Cristo pelo seu poder, mediante a nossa fé nEle (1 Pe 1.5; Jd v.20; 2 Co 1.24b). A salvação é eterna para os que obedecem ao Senhor (Hb 5.9; 1 Co 15.1,2). Estamos em pé pela fé em Cristo, e não pela predestinação: “tu estás em pé pela fé” (Rm 11.20); “se é que permaneceis firmes e fundados na fé” (Cl 1.22,23); “Deus é salvador de todos, mas principalmente dos fiéis [lit. “dos que crêem”]” (1 Tm 4.10).
Há vários outros textos que também mostram a segurança do crente somente enquanto este está em Cristo (Sl 91.14; 16.8; Hb 3.14; 2 Tm 1.12; 1 Co 1.8). O crente deve obedecer a Deus; não para que a sua obediência o salve ou o mantenha salvo, mas como uma expressão da sua salvação, do seu amor e da sua gratidão para com aquEle que o salvou. Não nos tornamos salvos por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, mas pela fé em Jesus Cristo (At 16.31). A conservação da salvação também vem pela fé em Cristo, pois está escrito: “O justo viverá da fé” (Rm 1.17).
A doutrina da predestinação como ensinada pelo calvinismo só leva em conta a soberania de Deus, e não a sua graça (Rm 11.5; Tt 2.11) e a sua justiça (Sl 145.17; Rm 3.21; 1.17; 10.3). Em Ezequiel 18.23 e 33.11 vemos que Deus quer que o ímpio se converta, e não apenas os eleitos e predestinados. Deus jamais predestinaria alguém ao inferno sem lhe dar oportunidade de salvação. Isso aviltaria a natureza dEle.
Se todos já estão predestinados quanto ao seu destino eterno, então não há lugar para escolha, decisão ou livre-arbítrio por parte do homem. Entretanto, temos essa escolha em vários textos bíblicos, como vimos.
Que Deus nos conceda cada dia uma visão espiritual mais ampla e profunda, a fim de compreendermos a sublimidade da gloriosa salvação que Jesus Cristo consumou; da qual, pela graça de Deus, já somos participantes.
Portanto, a doutrina da predestinação situando o crente na presciência de Deus não está na Bíblia para motivar choques de idéias, especulações ou coisas semelhantes; mas para Deus encorajar o crente. Através dela, o Senhor está mostrando que antes que o mundo existisse, e o homem nascesse, Ele antecedeu-se e antecipou-se a tudo, prevendo problemas e dificuldades em nosso caminho e nos mostrando que é poderoso para nos levar a salvo para o seu Reino celestial (2 Tm 4.18, ARA; Fp 1.6; Jd vv.24,25).

Em Cristo, o nosso Senhor e Salvador,

Ciro Sanches Zibordi

12/07/2008

Crer na predestinação e no livre-arbítrio não é um contra-senso (1)

Na Palavra de Deus temos tanto a predestinação divina como a livre-escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros, à perdição eterna. A Palavra de Deus também não apresenta uma livre-escolha humana, como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos.
Os extremos nesse assunto são maléficos, propalando ensinos que a Bíblia não contém. A ênfase inconseqüente à soberania de Deus no tocante à salvação leva a pessoa a crer que a sua conduta e procedimento nada têm com a sua salvação. Por outro lado, a ênfase inconseqüente à livre-vontade (livre-arbítrio) do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.

O perigo da prevalência do raciocínio humano

Somos salvos não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer para Deus, mas pelo que Jesus já fez por nós, uma vez para sempre. Há muitos tendo a salvação dependente de suas obras, obediência, conduta, santidade, etc. Não é de admirar que os tais caiam e não se levantem, e que quando pequem duvidem da sua salvação.
Conquanto pareça incoerente e irreconciliável que algo predestinado por Deus admita livre-escolha ou livre-vontade, não é porque não entendemos algo, ou entendemo-lo apenas em parte, que deixa ele de existir.
No caso da predestinação e da livre-escolha, no tocante à salvação, a tendência humana é rejeitar uma ou outra. Entretanto, um exame atento e livre de preconceito da Palavra de Deus mostra que, através da obra redentora de Jesus, Deus destinou de antemão (predestinou) todos os homens à salvação: “quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22.17; Is 45.22; 55.1; Mt 11.28,29; 2 Co 6.2; 1 Tm 2.4). De acordo com João 12.32, todos podem ser atraídos a Cristo. Mas não são todos que seguem a Cristo.
Os predestinalistas — seguidores de João Calvino — dizem que o homem, decaído como está, no seu estado de depravação total, é incapaz de fazer livre-escolha concernente a sua salvação, pois está incapacitado espiritualmente para isso. Segundo essa teoria, Deus elegeu uns para a salvação, comunicando-lhes também a fé. Os demais, não-escolhidos, estão perdidos. Isso equivale a dizer que Cristo morreu apenas pelos “escolhidos”.
Do raciocínio acima decorre outro: que a graça de Deus é irresistível, isto é, não pode ser recusada por aqueles a quem Deus escolhe salvar. Segundo o predestinalismo, a salvação é um decreto divino, e a conversão é simplesmente o início da execução desse decreto. O termo “decreto” é extraído de textos como Romanos 8.28.
Afirmam também os predestinalistas que a vida eterna em Cristo é um dom de Deus, e que uma vez recebida não pode ser jamais perdida em conseqüência de qualquer ato ou determinação da vontade humana. E que se, de fato, o crente nasceu de novo, está eternamente salvo. Caso venha a desviar-se, comprometerá, sim, o seu galardão, mas jamais perderá a sua salvação, nem cairá em apostasia. É como alguém que, estando a bordo de um avião, navio ou trem, escorrega e cai, porém continua a bordo.
Dizem que o crente salvo “está escondido com Cristo em Deus” (Cl 3.3), e que o Inimigo jamais o achará, nem jamais o arrebatará dessa posição. Em abono dessa predestinação fatalista, os predestinalistas citam textos como João 6.37; 10.28,29; Romanos 8.28-30; Efésios 1.4,5; 2 Tessalonicenses 2.13; Eclesiastes 3.14; Filipenses 1.6; 1 Pedro 1.2; e Apocalipse 17.8 — mas sem interpretá-los à luz de seus respectivos contextos imediato e remoto.
Proceder como acima exposto é adaptar a Bíblia ao raciocínio humano; ou seja, ao modo humano de pensar, como se a Palavra de Deus dependesse de argumentos humanos. Mas ela não afirma que Cristo morreu apenas pelos eleitos. Ele morreu por todos (1 Tm 2.4,6; 1 Jo 2.2; 2 Pe 3.9; At 2.21; 10.43; Tt 2.11; Hb 2.9; Jo 3.15,16; 2 Co 5.14; Ap 22.17). O falso ensino de que o Senhor teria morrido apenas pelos eleitos pode conduzir a um desinteresse pela evangelização, haja vista Deus já ter escolhido os perdidos que vão para o inferno.

A irrefutabilidade do livre-arbítrio

Qualquer pessoa que crê em Jesus torna-se um dos escolhidos de Deus, pois somos eleitos em Cristo (Ef 1.4). Em Mateus 22.1-14, vemos que todos os convidados foram “chamados”; porém “escolhidos” foram os que aceitaram o convite do rei. No versículo 14, a expressão “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” revela, portanto, que das multidões que ouvem o evangelho apenas uma pequena parte crê em Cristo e o segue.
Deus elegeu a si um povo chamado Igreja, e não indivíduos, isoladamente. Somos predestinados porque somos parte da Igreja de Deus; não somos parte da Igreja porque fomos antes, individualmente, predestinados. Se, na Igreja, como Corpo de Cristo, alguém individualmente se desvia, e não volta, a eleição da Igreja não se altera.
De igual modo foi a eleição de Israel. O Senhor elegeu aquele povo para si; não indivíduos de per si. É tanto que milhares de israelitas se desviaram, porém a eleição de Israel, como povo, prosseguiu.
A livre-escolha do homem é uma realidade inconteste. A Bíblia acentua a cada passo a responsabilidade do homem no tocante à sua salvação. Deus oferece a salvação e, mediante o seu Espírito, convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo. O homem aceita a salvação ou rejeita-a (Is 1.19,20; Js 24.15; Dt 30.19; Jo 1.11,12; 3.15,16,19; Ap 22.17; Lc 13.34; At 7.51; 1 Rs 18.21; 1 Tm 4.1; 2 Cr 15.2; Mc 16.16; Hb 2.3; 3.12; 12.25).
Não existe graça irresistível. O homem através dos tempos tem resistido a Deus, por suas incredulidade e rebeldia (At 7.51; 1 Ts 5.19; Pv 1.23-30; Mt 23.37; 2 Pe 2.21; Hb 6.6,7; Tg 5.19). A ação do Espírito Santo no pecador, para que se salve, é persuasiva, e não compulsória (2 Co 5.11).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

09/07/2008

Seja obediente às doutrinas da Palavra de Deus, mesmo que você as não entenda

Desde os tempos dos apóstolos existem indoutos e inconstantes que torcem as Escrituras para a sua própria perdição (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3). E o que nos chama a atenção é que muitos falsificam a sã doutrina em razão de não entenderem certos pontos difíceis (2 Pe 3.16).
Qual tem sido a sua postura ante os pontos da Bíblia que você julga difíceis? Lembre-se de que a Bíblia é a Palavra de Deus sempre, entendamos ou não a sua mensagem.


Você não entende a Trindade? Mas ela é bíblica!

Você pode até não entender a doutrina da Trindade, mas isso não lhe dá o direito de abraçar o falacioso unicismo e sair por aí cantando, pregando e escrevendo contra uma doutrina cristalina e incontestável da Palavra de Deus. Afinal, a fé deve preceder a razão, principalmente em assuntos que transcendam o nosso entendimento (1 Co 2.14,15).
“Ah, isso é questão de interpretação” — alguém dirá. Mas eu lhe pergunto: Onde e com quem você aprendeu que Deus não é trino e que, sendo uma única Pessoa, ora manifesta-se como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo? Por que não crê no que a Bíblia diz claramente? O Senhor Jesus não disse, em Mateus 28.19, que o batismo em águas deve ser ministrado em nome da Trindade? As Escrituras não lhe são suficientemente claras quando mencionam a bênção apostólica, em 2 Coríntios 13.13, pela qual o Filho, o Pai e o Espírito Santo (nessa ordem) são apresentados como três Pessoas distintas?
Não me diga que você usará a lógica humana e simplista para dizer que o termo “trindade” não está na Bíblia! É óbvio que não está, assim como as palavras “onisciente” e “onipresente”. Contudo, Deus é onisciente, onipresente e trino, segundo a inerrante Palavra de Deus. Por que negar a Trindade? O próprio Senhor Jesus, o Deus Filho — a quem você diz honrar — se referiu ao Pai celestial diversas vezes (Mt 7.21; 11.25; Jo 14.16). Ele mesmo pediu ao Pai que enviasse outro (gr. allos) Consolador! Outro porque todas as três Pessoas da Trindade são consoladoras.
Por que Estevão viu o Senhor Jesus à direita de Deus, se não existe Trindade? Em Atos 5, vemos que Ananias não mentiu aos homens, e sim a Deus (v.4). E as suas palavras de engano foram proferidas ao Espírito Santo (v.3). Nesse caso, o texto, além de mostrar, de modo direto, que o Espírito Santo é Deus, enfatiza indiretamente que Ele é uma Pessoa. Por quê? Porque ninguém mente a uma coisa ou força impessoal, não é mesmo?
Diante do exposto, o cristão que nega a doutrina da Trindade, por mais fervoroso e piedoso que aparente ser (Mt 7.15), rejeita a Palavra de Deus (Gn 1.1,26; Dt 6.4; At 7.55; Rm 5.1-5; 1 Co 12.4-6), o Senhor Jesus e o Espírito Santo (Mt 3.13-17). Que tipo de cristão é esse?

Você não entende o batismo com o Espírito Santo? Mas ele é bíblico!

Sei que vários irmãos cessacionistas zombarão do que escrevi, mas talvez alguns abram mão de suas posições pessoais, a fim de aceitarem a multiformidade da obra do Espírito Santo (1 Co 12.4-11). A Palavra de Deus apresenta claramente tanto o batismo do Espírito, que diz respeito à inserção do novo crente no Corpo de Cristo (1 Co 12.13), como o batismo com o Espírito, um revestimento de poder para quem já é salvo (Lc 24.49; At 2.1ss).
Qual é a finalidade desse revestimento de poder? Em Atos 1.8, o Senhor Jesus responde — eu disse: “o Senhor Jesus responde” — a essa pergunta: “... recebereis a virtude do Espírito Santo... e ser-me-eis testemunhas...” Por que rececemos o dunamis, o poder dinâmico do Espírito? Para sermos melhores testemunhas de Cristo! Portanto, caros cessacionistas, o batismo com o (ou no) Espírito Santo não é para ser salvo. Não o confunda com o selo ou batismo do Espírito (Ef 1.13,14). Não é porque você não entende a multifacetada obra do Espírito, que ela não seja real. Ademais, a Palavra de Deus não nos autoriza a desprezar as profecias, tampouco a apagar o fogo do Espírito (1 Ts 5.18-20).

Você não entende o livre-arbítrio? Mas ele é bíblico!

Certos irmãos predestinalistas têm zombado de quem crê na doutrina bíblica do livre-arbítrio. E o que eles mais gostam de fazer é ridicularizar os seus irmãos que crêem de maneira diferente, taxando-os, desdenhosamente, de arminianos. Alguns chegam ao ponto de crer mais em Calvino do que no Senhor Jesus! Ora, o certo é examinarmos tudo e retermos somente o bem (1 Ts 5.21).
Entenda você ou não, o livre-arbítrio é uma verdade bíblicocêntrica e cristalina. E foi Deus quem dotou o ser humano da livre-vontade (Gn 3). Mesmo depois da Queda, e os efeitos deletérios advindos dela, o ser humano continuou com esse atributo (Dt 30.19; Is 1.18,19). E a condição hoje para a salvação em Cristo é — mediante o livre-arbítrio — arrepender-se e crer no evangelho (Jo 3.16,36; Mc 16.16; At 3.19; Rm 10.9,10; Ap 22.17). Não é o fato de você não entender certos pontos difíceis da Bíblia que os invalidam ou lhe dá a liberdade para seguir à sua lógica.
É óbvio que não desprezo os teólogos e suas ponderações. Até porque sou um grande apreciador do labor teológico. Mas precisamos de menos teólogos e filósofos, e de mais amantes da Palavra de Deus, os quais sabem que interpretar a Bíblia nada mais é do que, mediante à iluminação do Espírito Santo (1 Co 2.9,10), extrair dela as verdades reveladas (Dt 29.19; Rm 8.18; Ap 22.18,19). Esse é, inclusive, o sentido do termo “exegese”.
Portanto, caro irmão, seja humilde para reconhecer o seu equívoco interpretativo. Esqueça-se desses “rótulos” que muitos hoje apreciam, pelos quais promovem debates inúteis, como: “Trinitário ou unicista?”, “Cessacionista ou continuacionista?”, “Arminiano ou calvinista?” Siga a Bíblia! Ame a Palavra de Deus! Prefira ser um cristão (1 Pe 4.16) que ama as Escrituras, mesmo que não consiga entender claramente certos pontos difíceis contidos nela (At 17.10,11; 1 Co 4.6).
Amém? Nem todos podem dizer “amém”...

Ciro Sanches Zibordi

06/07/2008

200.000 acessos, para a glória de Deus!


O Blog do Ciro está completando 200.000 acessos, para a glória de Deus!

Leia a
entrevista que o editor deste blog concedeu ao Blog Teologia Pentecostal:

http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/07/e