quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Para um pentecostal, o que é o arminianismo


Há algum tempo, por causa da amizade que tenho com irmãos calvinistas, alguém me perguntou: “Afinal, você é calvinista ou arminiano?” E eu, vendo que o irmão tinha senso de humor, lhe respondi: “Nenhum dos dois. Sou pentecostal”. Risos. Na verdade, brincadeiras à parte, considero que ser pentecostal — pentecostal, mesmo! — é mais que ser arminiano, uma vez que a soteriologia arminiana remonstrante e wesleyana está contida no genuíno pentecostalismo. Neste artigo pretendo fazer uma abordagem histórica do arminianismo, procurando distingui-lo do pelagianismo e do semipelagianismo, que em parte prevalecem em alguns círculos pentecostais.

O QUE NÃO É O ARMINIANISMO?

Especialmente por causa da conduta de Charles Finney, grande evangelista do século XIX, e dos remonstrantes liberais que surgiram no século XVIII, como Philip Limborch, John Taylor e Charles Chauncy, os pentecostais arminianos têm sido acusados — com certa justiça — de pelagianos ou semipelagianos. De fato, Finney pendeu um pouco para o pelagianismo e um pouco mais para o semipelagianismo, mas estes nada têm a ver com o arminianismo clássico, o qual definirei depois de discorrer brevemente sobre o pelagianismo e o semipelagianismo.

O pelagianismo tem origem em Pelágio de Bretanha (350-423), um monge que escreveu sobre pecado, livre-arbítrio e graça. Ele negou o pecado original e elevou as habilidades humanas. E, por isso, foi duramente contestado por Agostinho de Hipona (354-430) e seu contemporâneo Jerônimo (347-420). As heresias de Pelágio, em resumo, foram as seguintes: ele disse que o homem nasce sem a mancha do pecado original, herdado de Adão; negou que a graça seja essencial para a salvação; e defendeu que o homem, por meio do livre-arbítrio, é totalmente responsável por sua salvação — este tipo de sinergismo é herético porque minimiza o papel da graça divina. Segundo o arminianismo clássico — de Armínio, dos primeiros remonstrantes (como Episcópio e Grótius) e de Wesley, o homem nasce pecador (cf. Sl 51.5; Rm 3.23), e a salvação ocorre exclusivamente pela graça (cf. Ef 2.8-10).

Já o semipelagianismo — que não é o mesmo que arminianismo antes do tempo, como alguns críticos têm dito — surgiu a partir da controvérsia de Pelágio e Agostinho. Um teólogo chamado João Cassiano (360-435) tentou construir uma ponte entre Pelágio e Agostinho, que defendia a eleição incondicional tendo por base o fato de que os descendentes de Adão nascem espiritualmente mortos e culpados da culpa de Adão, e a partir daí surgiram duas outras escolas soteriológicas, por assim dizer: o semipelagianismo e o semiagostinianismo. Para a primeira, a salvação começa a partir da vontade humana, que é assistida por Deus. E, para o segundo, Deus coopera com a vontade na obra salvífica, mas é Ele quem dá o start. Alguns teólogos têm preferido ver as duas escolas como se fossem uma só. Eles afirmam que os termos citados são empregados de modo intercambiável, como sinônimos. O certo é que ambos não estão de acordo com o arminianismo clássico.

Quais são as heresias semipelagianas (ou semiagostinianas)? Essa escola prega que o homem, apesar de pecador, tem uma força remanescente, mesmo em seu estado caído, depravado, para iniciar a salvação através de sua boa vontade. Diz também que a depravação do ser humano caído é parcial, uma vez que o homem é capaz de exercer uma boa vontade para com Deus, independentemente de qualquer infusão de graça sobrenatural. Isso não é pregado pelos pentecostais que se prezam, os quais são, em geral, arminianos clássicos. Estes afirmam, com a Bíblia na mão, que a salvação ocorre exclusivamente pela graça, conquanto a santificação seja progressiva (cf. Ef 2.8-10; Hb 12.14). Eles têm a certeza de que a salvação é obra exclusiva de Deus e creem que o sinergismo, à luz das Escrituras, não denota que a salvação depende da cooperação entre Deus e o homem. Os pentecostais estão convictos de que a depravação do homem é total e de que a iniciativa para a salvação é sempre de Deus, que capacita o ser humano para crer e se arrepender (cf. Tt 2.11; Jo 6.44).

O QUE É O ARMINIANISMO?

Em primeiro lugar, o arminianismo não tem nada com o país da Armênia! Jacobus Arminius (1560-1609) foi um teólogo holandês do período da Reforma Protestante, um reformador que tentou fazer uma reforma dentro da Reforma. E ele não possuía ascendência armênia! Risos. Grosso modo, o arminianismo é a teologia dos seguidores de Armínio. E é bom dizer que Armínio não foi um estudioso que quis “reinventar a roda”. Pelo contrário, em sua argumentação, ele evocou os pais da Igreja, empregou métodos e conclusões teológicas da Idade Média, bem como baseou-se em teólogos protestantes que o antecederam. Ele acabou morrendo no auge da controvérsia sobre a soteriologia, aos 49 anos, e seu pensamento quanto a salvação e sua segurança foi expresso num documento póstumo chamado Remonstrantie (Protesto, Objeção, um ato de oposição), publicado em 1610 e apresentado por seus seguidores a uma conferência em Gouda, Países Baixos (Holanda).

Por causa do nome do documento, os cerca de 45 seguidores de Armínio ficaram conhecidos como remonstrantes. Simão Episcópio (1583-1643), provavelmente, foi quem compilou os escritos de Armínio e tornou-se, posteriormente, o primeiro professor do Seminário Remonstrante, na Holanda, fundado depois de seu exílio (1619-1625). Outro remonstrante famoso foi o estadista e cientista político Hugo Grótius (1583-1645). O documento citado foi examinado pelo Sínodo de Dort (1618-1619). Para dar credibilidade ao seu posicionamento, os remonstrantes argumentaram que Melanchton, um líder luterano conservador, e outros luteranos mantinham posicionamentos similares ou idênticos aos de Armínio. Mas o sínodo (uma assembleia) condenou formalmente o pensamento de Armínio, e muitos de seus seguidores foram banidos e passaram a ser perseguidos.

Após rechaçar a remonstrância, os teólogos contrários às ideias de Armínio, divulgaram seu posicionamento, que hoje é conhecido como “os cinco pontos do calvinismo”, apresentado mediante o acróstico TULIP, em inglês: total depravity (depravação total); unconditional election (eleição incondicional); limited atonement (expiação limitada); irresistible grace (graça irresistível); e perseverance of saints (perseverança dos santos). Depois do Sínodo de Dort, o arminianismo foi suprimido nos Países Baixos (Holanda), acolhido na Inglaterra e nos Estados Unidos; e disseminado através do ministério do pregador John Wesley.

QUANTOS TIPOS DE ARMINIANISMO EXISTEM?

A partir do século XVIII, o arminianismo dividiu-se em dois grupos: o clássico e o liberal. O arminianismo clássico é o que se mantém fiel ao pensamento de Armínio, dos primeiros remonstrantes, de John Wesley e seus herdeiros. Aliás, uma clara prova de que nem todos os arminianos se tornaram liberais — como alguns têm dito, de modo injusto — é que Wesley defendeu Armínio e o arminianismo das acusações de que essa escola levava à heterodoxia ou à heresia. Wesley defendeu o sinergismo através da graça preveniente de Deus e pregou a justificação exclusivamente pela graça através da fé. Ele é, sem dúvidas, a maior fonte do arminianismo clássico.

Quando se critica o arminianismo, hoje, é por causa dos remonstrantes liberais, visto que a ênfase deles ao livre-arbítrio está alicerçada no Iluminismo, por influência do arminiano liberal Philip Limborch (1633-1712). O arminianismo liberal tem recebido várias críticas justas, pois, em razão de sua falta de compromisso com as Escrituras, ora se mostra pelagiano ou, no mínimo, semipelagiano, ora universalista ou até ariano, negando a plena deidade de Cristo. Não foi por acaso que o famoso calvinista Jonathan Edwards (1703-1758) se opôs de maneira veemente ao arminianismo liberal, de Limborch.

QUAIS SÃO AS DOUTRINAS BÍBLICAS DEFENDIDAS PELOS PENTECOSTAIS ARMINIANOS?

A teologia arminiana também tem os seus cinco pontos, expressos por meio do acróstico FACTS, que é, por assim dizer, uma tréplica do arminianismo wesleyano aos cinco pontos do calvinismo: freed by grace to believe (liberto [por assim dizer] pela graça para crer); atonement for all (expiação para todos); conditional election (eleição condicional); total depravity (depravação total); e security in Christ (segurança em Cristo). Examinemo-los de modo breve.

Freed by grace to believe (liberto [por assim dizer] pela graça para crer). Este ponto responde à quarta letra de TULIP: irrestible grace (graça irresistível) e alude à graça preveniente, que é persuasiva, e não coercitiva. A doutrina da graça preveniente é interpretada pelos pentecostais arminianos como uma graça convincente, convidativa, iluminadora e capacitadora, que atencede a conversão e torna o arrependimento e a fé possíveis. É a graça preparatória do Espírito Santo exercida no homem abandonado em pecado. A salvação não vem antes da fé e do arrependimento; o que vem antes é a capacitação do Espírito Santo, pela graça preveniente, que precede e capacita os primeiros indícios de uma boa vontade para com Deus, a fim de que o pecador tenha a fé salvadora e o arrependimento.

Segundo os pentecostais arminianos, o novo nascimento é totalmente pela graça, pois o pecador está morto (Ef 2.5,6). Assim como não pudemos ajudar em nada quando do nosso primeiro nascimento, muito menos em nosso segundo (novo) nascimento (cf. GILBERTO, 2008, p. 333-378). Graça preveniente é persuasiva, e não coercitiva; a ação por parte do Espírito para convencer o pecador não é uma coerção, e sim como uma persuasão (Jo 16.8-12). Ou seja, Deus não impõe, mas oferece a salvação (Mt 13.37). Todas as pessoas nascem moral e espiritualmente depravadas e incapazes de fazer qualquer coisa boa ou digna aos olhos de Deus, sem uma infusão especial da graça divina para superar as inclinações do pecado original.

Atonement for all (expiação para todos). Este ponto responde à terceira letra da TULIP: limited atonement (expiação limitada). Expiação geral não significa salvação geral; denota expiação geral do pecado adâmico. Por isso, arminianos acreditam na salvação das crianças que morrem antes de alcançar a idade do despertamento da consciência. A obra expiatória é ilimitada porque se refere ao pecado (Jo 1.29; cf. Lv 4; 16; 23); a expiação é o ato de tirar o pecado, em potencial; é diferente da redenção. Mas a obra redentora é limitada porque se refere ao pecador; a redenção diz respeito à salvação concretizada, de modo eficaz, na vida do pecador.

Segue-se que, para os pentecostais, a expiação precede a redenção, visto que sem expiação pelo sangue não há perdão do pecado (Lv 4.35). Jesus expiou o pecado do mundo, para que todos os que crerem sejam redimidos, uma vez que "todos pecaram" (Rm 3.23), e Deus amou a todos os pecadores (Jo 3.16; Rm 11.32), desejando que todos sejam salvos (1 Tm 2.4). Mas a salvação só se realiza eficaz e efetivamente na vida do pecador quando este crê no Redentor (Jo 5.24; Rm 5.19; Hb 5.8,9). Se a redenção (e não a expiação) fosse ilimitada em sua extensão, o universalismo seria bíblico, visto que o Senhor Jesus provou a morte por todos os homens (Jo 1.9; Tt 2.11; 1 Jo 2.1,2; 1 Tm 2.4-6; Hb 2.9; Rm 11.32).

Conditional election (eleição condicional). Este ponto responde à segunda letra de TULIP: unconditional election (eleição incondicional). Mas há duas grandes escolas arminianas quanto a isso: a que interpreta a eleição segundo a presciência de Deus e a que não nega a presciência de Deus, mas defende prioritariamente a eleição corporativa, condicionada a seu plano. Para um grupo de teólogos de linha arminiana, Deus elegeu de antemão os que receberiam a salvação pela fé, isto é, responderiam livremente, de maneira positiva, à graciosa oferta de salvação. A predestinação, nesse caso, é a determinação (decreto) de Deus para salvar por intermédio de Cristo todos os que livremente respondem à oferta divina da graça livre ao se arrependerem do pecado e crerem em Cristo. Mas um outro grupo — do qual faz parte este articulista — não despreza as doutrinas bíblicas da presciência de Deus e da predestinação, porém afirma que Deus nos elegeu nEle; ou seja, não foram eleitos indivíduos para a salvação, e sim a sua Igreja, a Universal Assembleia dos Santos (Ef 1.1-4; 1 Pe 2.9,10).

Total depravity (depravação total). Este ponto equivale, aparentemente, à primeira letra da TULIP. Mas, para eruditos arminianos, como Stanley Horton, Antonio Gilberto, Roger Olson e Dave Hunt, por exemplo, a depravação total é extensiva e corruptora, e não intensiva e destruidora. Em outras palavras, ela é uma corrupção do bem, e não uma destruição do bem. O ser humano nasce com a propensão de pecar, e não com a necessidade de pecar. A vontade do homem foi diminuída, e não destruída. Alguns teólogos, arminianos ou calvinistas moderados, entendem que, se a depravação tivesse destruído a capacidade do ser humano de distinguir o bem do mal e escolher o bem antes que o mal, então teria destruído a capacidade do ser humano de pecar (cf. GEISLER, 2001). Para o arminianismo, a despeito dos efeitos deletérios do pecado, o ser humano ainda tem livre-arbítrio (cf. Dt 30.19; Lc 9.23; Ap 22.17).

Security in Christ (segurança em Cristo). Este ponto responde à quinta letra da TULIP: perseverance of saints (perseverança dos Santos). A bem da verdade, Armínio e os remonstrantes não se posicionaram em relação a essa questão. Como bem observou um dos maiores especialistas em arminianismo, na atualidade, a Remonstrância não é uma declaração completa da teologia arminiana (OLSON, 2013). Por isso, aqui também há duas escolas: a dos arminianos “calvinistas moderados” (como Norman Geisler), que dizem “uma vez salvo, sempre salvo, haja o que houver”; e a dos wesleyanos — da qual este articulista faz parte —, que acreditam na possibilidade de perda de salvação. Estes creem que a salvação pode ser perdida, mas não por qualquer motivo. Eles não ignoram as contundentes passagens em defesa da possibilidade de cair da graça, como Apocalipse 3.8, 2 Pedro 2, Hebreus 3; 6; 10 etc.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ARMINIANOS DA HISTÓRIA?

Sempre me perguntam, quando participo de eventos envolvendo calvinistas e arminianos: “Quais são os principais arminianos, ao longo História?” É difícil responder essa pergunta de modo objetivo, sem uma explicação sobre cada nome, pois muitos abraçaram o arminianismo em parte; outros tornaram-se arminianos no fim da vida; outros deixaram de sê-lo; outros não fazem questão de declarar-se arminianos etc. Mas vou tentar apresentar aqui uma lista de arminianos, a partir de Armínio, embora reconheça que a soteriologia armininana preceda o próprio Armínio, como afirmou Norman Geisler: “Se afirmar que Deus não viola a livre-escolha de qualquer ser humano a fim de salvá-lo é considerado pensamento 'arminiano', então todos os grandes da patrística, desde o começo, incluindo Justino, Ireneu, Atenágoras, Clemente, Tertuliano, Orígenes, Metódio, Cirilo, Gregório, Jerônimo, Crisóstomo, Agostinho o jovem, até Anselmo e Tomás de Aquino foram arminianos!” (GEISLER, 2001).

Séculos XVII e XVIII. Começo minha lista pelo século XVII, citando os primeiros remonstrantes, além do próprio Armínio (1560-1609): Simão Episcópio (1583-1643) e Hugo Grótius (1583-1645). Do século XVIII, cito John Wesley (1703-1791), lembrando que todo o movimento metodista e suas ramificações, como o multifacetado movimento da santidade, adotaram a versão de Wesley da teologia arminiana, que pouco se difenciava do próprio Armínio. E também menciono John Fletcher (1729-1785), primeiro teólogo sistemático do metodismo, que teve grande influência sobre Wesley, e Richard Watson (1781-1833), metodista britânico e um dos teólogos arminianos mais influentes dos séculos XVIII e XIX. Mas é bom lembrar que ainda no século XVIII surgiram os remonstrantes liberais, como Philip Limborch (1633-1712), John Taylor (1694-1761) e Charles Chauncy (1705-1787).

Século XIX. Neste, temos os metodistas Thomas Summers (1812-1882), William Burton Pope (1822-903) e John Miley (1813-1895). Este, porém, foi um dos arminianos mais controversos do período, a despeito de ser fortemente apegado à supremacia das Escrituras. Mas os dois nomes mais importantes desse século foram, sem dúvida, Finney e Moody. Charles Finney (1792-1875), a despeito de seus desvios semipelagianos, tão criticados pelos calvinistas e reconhecidos pelos arminianos, teve uma carreira brilhante como pregador avivalista. Dwight Lyman Moody (1837-1899), por sua vez, foi tão usado por Deus com pregador e editor, a ponto de ser chamado de “Célebre ganhador de almas” no livro Heróis da Fé, publicado no Brasil pela CPAD.

Século XX. São muitos os arminianos desse período: H. Orton Wiley (1877-1961), líder da Igreja do Nazareno, produziu a excelente obra Christian Theology, de três volumes, mesclando o arminianismo de Armínio e dos remonstrantes com o perfeccionismo de Wesley. Henry Clarence Thiessen (1883-1947), que, grosso modo, ensinou a posição arminiana clássica em seu livro Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática (Imprensa Batista Regular, 1987). Aiden Wilson Tozer (1897-1963), famoso pastor norte-americano, pregador, autor, editor etc., conhecido com "O profeta do século XX". Clive Staples Lewis (1898-1963), arminano em grande parte, professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico. Leonard Ravenhill (1907-1994), escritor e avivado evangelista britânico. William Franklin (Billy) Graham Jr. (nascido em 1918 e ainda vivo), pregador batista norte-americano, conselheiro espiritual de vários presidentes e o mais proeminente membro da Convenção Batista Sulista dos Estados Unidos.

Outros nomes impontantes do século XX: Carl O. Bangs (1922), erudito norte-americano, autor de Arminius: A Study in the Dutch Reformation (1971). Dave Hunt (1926-2013), um dos mais renomados pesquisadores de Escatologia. Thomas Oden (nascido em 1931 e ainda vivo), que não se declara arminiano, mas endossa de modo fervoroso a teologia de Armínio. David Wilkerson (1931-2011), reconhecido evangelista norte-americano, pastor da Times Square Church, em New York, Estados Unidos. Ouso mencionar, ainda, Norman L. Geisler (1932), apologista cristão, erudito, filósofo, o qual é um exemplo de que calvinistas e arminianos podem se entender, pois se declara calvinista moderado e, ao mesmo tempo, agrada, em grande parte, os arminianos. E também Roger E. Olson (1952), professor, erudito, autor de obras meritórias, como Arminian Theology: Myths and Realities.

Há vários nomes ainda no século XX (batistas, metodistas etc.), como Ray Dunning, Dale Moody, Stanley Grenz, Clark Pinnock, Leroy Forlines, Jack Cotrell, Howard Mashall, Jerry Walls etc. Mas quero finalizar a minha longa lista de arminianos ilustres citando o nome de pelo menos dois eruditos pentecostais brasileiros e da Assembleia de Deus: Antonio Gilberto, o principal erudito pentecostal do Brasil, na atualidade, o qual aqui representa todos os eruditos assembleianos que já partiram para a glória (como Stanley M. Horton, brilhante teólogo, que partiu para eternidade há poucos anos, e Donald Stamps, editor da Bíblia de Estudo Pentecostal, etc.). E, como a lista é muito longa, cito por último o erudito, pastor e escritor Esequias Soares como representante dos inúmeros expoentes pentecostais e arminianos da Assembleia de Deus, na atualidade. Ciro Sanches Zibordi

REFERÊNCIAS

ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
GEISLER, Norman. Eleitos, mas Livres. São Paulo: Editora Vida, 2001.
GEISLER, Norman; BOCCHINO, Peter. Fundamentos Inabaláveis. São Paulo: Editora Vida, 2003.
GILBERTO, Antonio. Soteriologia — a doutrina da salvação. IN: GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. São Paulo: Vida Nova, 1997.
OLSON, Roger E. Arminian Theology: Myths and Realities. Downers Glove, IL: InterVarsity Press, 2006.
PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.
PIPER, John; TAYLOR, Justin. A Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-moderno. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
RADMACHER, Earl et al. Compact Bible Commentary. Nashville, TN: Thomas Nelson, 2004.
THIESSEN, Henry Clarence. Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1987.
ZACHARIAS, Ravi; GEISLER, Norman. Sua Igreja Está Preparada? Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
ZIBORDI, Ciro Sanches Zibordi. Procuram-se Pregadores como Paulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
______. Escatologia — a doutrina das últimas coisas. IN: GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
______. Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
______. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

2 comentários:

Flávio da Cunha Guimarães disse...

Olá querido articulista Ciro,
Li todo o conteúdo exposto, de altíssimo nível, em que concordo com Arminianismo, com pequena discrepância quanto a perca da salvação, o que não desmerece o trabalho do irmão, parabéns pela excelente abordagem. Que o senhor o abençoe e ilumine mais e mais para trazer esclarecimentos de grande valia.
Um abraço em Cristo, fique na paz do Senhor,

Pr Flávio da Cunha Guimarães.

Helmut Renders disse...

Acompanho com interesse este diálogo aberto da IAD com tradição arminiana (que não deixa ser uma vertente do calvinismo). Duvido, por exemplo, se Calvino teria fechado com a fórmula TULIP).
Que chamou a minha atenção foi que não mencionou a teologia de Collins, recentemente publicado pela CPAD (com alguns erros (?) de tradução como a transformação de "sacraments" em "ordenanças".
Talvez fosse uma vez interessante iniciar um diálogo com os integrantes do Centro de Estudos Wesleyanos da FaTeo / Umesp.
Atenciosamente,
Helmut Renders