quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Igreja de Cristo deve guardar o sábado ou o domingo? Ou nenhum dos dois?



Tenho lido e ouvido, aqui e ali, que os dez mandamentos são atemporais e devem ser guardados por todas as igrejas cristãs. Quanto à observância do sábado, especificamente, alguns expoentes têm afirmado que ela foi substituída pela observância do domingo, após a ressurreição do Senhor Jesus.

Antes de discorrer sobre esse “domingo sabático”, é importante pontificar que o mandamento alusivo à guarda do sábado é exclusivo para os israelitas. Eles passaram a observá-lo depois da saída do Egito, em alusão ao descanso de Deus, logo após o acabamento da obra da Criação. Ao contrário do que muitos afirmam, o Senhor trabalhou no dia sétimo e, em seguida, descansou (Gn 2.1-3).


De acordo com a Bíblia, há três grupos de povos no mundo: judeus, gentios e Igreja de Deus (1 Co 10.32). Nem todas as ordenanças que o Senhor estabeleceu para os israelitas são extensivas à Igreja. Alguns mandamentos foram dados exclusivamente a Israel. É o caso da guarda do sábado, contida no Decálogo (Êx 20.8). O povo liberto pelo Senhor da escravidão egípcia deveria repousar nos sábados de seus trabalhos, adorar a Deus, além de se lembrar de que foi tirado do Egito com mão forte (Dt 5.15).


Os adventistas do sétimo dia guardam até hoje o sábado, como se fossem israelitas, e priorizam esse mandamento em relação aos outros — tanto que o nome da sua igreja é Adventista do Sétimo Dia, e não Adventista dos Dez Mandamentos. Eles acreditam que a guarda do sábado aplica-se a todas as pessoas, em todas as épocas, sob a alegação de que tal ordenança já era observada mesmo antes da sua confirmação, no Sinai (Êx 16.23). Asseveram, ainda, que foi Deus quem escreveu o Decálogo, com o seu próprio dedo, e não Moisés (Êx 31.18).


Na verdade, todos os dez mandamentos, e não apenas um deles, vinham sendo observados pelos israelitas, antes de sua confirmação no monte Sinai, pois o Senhor já falava com o povo através de Moisés (Êx 3-19). Isso, entretanto, não torna os tais mandamentos atemporais e aplicáveis a todos os grupos de povos.

O Tabernáculo e a forma de culto também foram dados por Deus a Moisés, no mesmo monte Sinai (Êx 21-31). E o Senhor asseverou: “Atenta, pois, que o faças conforme o modelo, que te foi mostrado no monte” (Êx 25.40). 
Por que os templos adventistas não possuem átrio, lugar santo e lugar santíssimo, conforme o modelo que o Senhor deu a Moisés, no monte Sinai? E as leis dos sacrifícios, por que não são observadas? E as vestes sacerdotais? E as festas?

Alguém argumentará: “Somente o sábado é atemporal porque era observado antes da existência de Israel”. Ora, Abraão também oferecia sacrifícios antes de Israel existir (cf. Gn 15). Por que os cristãos não oferecem animais a Deus, nos dias de hoje?


Cristo Jesus, o nosso modelo (1 Jo 2.16; 1 Co 11.1), procurava não violar o sábado (Lc 4.16). Mas Ele não estava preso à lei mosaica (Mc 3.1-4). Afinal, “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1.17). E Ele, que é o Senhor do sábado, afirmou que este foi feito por causa do homem (Mc 2.26-28), estimulando-nos a termos domínio sobre o sábado.

Nesse período da graça, não precisamos guardar o sábado de descanso, como os israelitas. A Igreja não está debaixo da lei mosaica (Rm 6.14; Lc 16.16; Gl 4.1ss). 
A Palavra de Deus afirma: “ninguém vos julgue [...] por causa dos [...] sábados, que são sombras das coisas futuras” (Cl 2.16,17). Isso não significa, evidentemente, que devemos desobedecer aos outros mandamentos.

Dos dez mandamentos mencionados em Êxodo 20, nove foram repetidos no Novo Testamento, sendo extensivos à Igreja de Deus. Entretanto, não há nenhuma menção à necessidade de observar a guarda do sábado. 
A Igreja adotou, desde o primeiro século, um dia no qual se dedica a Deus e à sua obra: o domingo, dia da ressurreição do Senhor. Mas não vemos em nenhum lugar do Novo Testamento um mandamento similar ao que foi dirigido aos israelitas. Nós não precisamos guardar o domingo!

À semelhança da igreja do primeiro século, nós temos a tradição de nos reunirmos no domingo (At 20.7; Mc 16.2,9; 1 Co 16.2; Ap 1.10). 
Quem guarda o sábado ou o domingo em lugar do sábado, como se isso fosse um mandamento de Deus, está abraçando o legalismo.

Para os israelitas, não guardar o sábado significava quebrar a aliança mosaica (Is 56.4-6; Êx 31.15). Para nós, não cultuar a Deus no domingo — considerado “o dia do Senhor” — ou em outro dia aprazível não denota quebra de pacto com o Senhor. No máximo, revela negligência, no caso do crente que deixa de ir ao culto por qualquer motivo (Ef 5.14-16).


Há expoentes dizendo: “A guarda do sábado é um mandamento eterno, válido para todos os povos em todas as épocas. Por isso, as igrejas cristãs devem guardar o domingo, pois, desde o primeiro século, esse dia passou a substituir o sábado israelita”.


É evidente que precisamos de pelo menos um dia semanal para descanso, a fim de cuidar do “templo do Espírito Santo” (1 Co 3.16,17; 6.19,20). E esse dia, para a maioria dos cristãos, é o domingo, no qual também adoramos a Deus, estudamos a sua Palavra, evangelizamos, etc. Mas o domingo nunca teve para as igrejas cristãs o mesmo peso que o sábado tinha para os israelitas. O cristianismo não é cerimonialista, ritualista ou legalista.


Mas há também o crente domingueiro, que se ausenta — não por necessidade, e sim por negligência — de reuniões semanais importantíssimas, como o tradicional culto de ensino da Palavra de Deus. É o crente legalista, que só vai ao templo aos domingos, como se fosse uma obrigação. Ele acaba perdendo a melhor parte. Conheço igrejas, especialmente no Nordeste, em que o culto de doutrina, realizado no meio da semana, é o mais frequentado, pois o povo gosta do ensino.


Em Romanos 15.4 está escrito: “tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito”. Isso significa que, embora o mandamento da guarda do sábado tenha sido transmitido exclusivamente aos israelitas tirados do Egito, nós podemos também, à semelhança deles, dedicarmos pelo menos um dia para servir ao Senhor. E temos como tradição, e não por força de mandamento, nos reunirmos aos domingos.


Finalmente, o sábado para Israel implicava cessação completa de atividades. Nenhum trabalho podia ser realizado (Êx 16.23; 35.2,3; Jr 17.22; Mc 16.1). Até o comércio estava proibido (Am 8.5). Se tivéssemos de guardar o domingo como substitutivo do sábado israelita, visto que se trata de um mandamento eterno, não teríamos de fazer o mesmo? Que fechem as livrarias e as cantinas dos templos, aos domingos!

Ciro Sanches Zibordi

35 comentários:

Filósofo Calvinista disse...

A Lei de Deus pode ser dividida em três partes:

1º) Lei Civil
2ª) Lei Cerimonial
3ª) Lei Moral

As duas primeiras são extensivas apenas aos Israelitas.

A terceira, porém, é extensiva não somente aos Israelitas e não somente aos servos de Deus do Novo Testamento até nossos dias. Essa parte da Lei é extensiva a todos os homens, independentemente se servos de Deus ou não. É a parte da Lei que está "gravada no coração", como argumento Paulo em Romanos. Por isso mesmo, em todas as culturas, povos e raças "matar é crime e pecado". Esse status de universalidade serve também para todos os outros mandamentos registrados em Êxodo 20, chamados geralmente de "Os 10 mandamentos". Até mesmo as culturas que permitem a poligamia são julgadas a partir do crive da Lei Moral de Deus. Isso tem validade também, obviamente, para o 4º mandamento, que sugere a guarda de 1 dia a cada 6 trabalhados. Como já foi dito, esse dia no VT era o Sábado e depois da ressurreição de Cristo, no NT tanto a Igreja quanto os Apóstolos passaram a guardar o 1º dia da Semana, o Domingo ou também chamado de "Dia do Senhor".

Essa é aposição dos teólogos de Westminster, demostrada na confissão de fé de Westmister e no Catecismo Maior de Westminster. Trata-se de uma interpretação muito interessante acerca desse assunto e de muitos outros.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Filósofo,

Discordo do irmão. E com todos os argumentos bíblicos acima. Cultuar a Deus no domingo é meramente uma tradição da Igreja, e não um mandamento do Senhor.

Na Assembleia de Deus, principalmente no Nordeste, há irmãos que trabalham aos domingos e, por isso, valorizam ainda mais o culto de ensino, realizado no meio da semana.

Como se lê no Decálogo, "falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" (Êx 20.1,2). Segue-se que os dez mandamentos foram transmitidos a esse povo tirado da terra do Egito, e não à Igreja.

CSZ

Anônimo disse...

Amado irmão, Pr. Ciro, esteja na Paz do Senhor Jesus Cristo.
Mais um excelente ensino no combate ao legalismo. Parabéns.
Os homens são fascinados por atribuir valores místicos a objetos (há meia hora ouvi um pregador convidar pessoas para irem a sua igreja, a fim de receberem uma "pedra que vence o gigante!), ao próprio volume da Bíblia, aos trajes, aos cabelos, aos sábados ou aos domingos, enfim.
Deus continue usando seu trabalho para esclarecimento de um povo salvo, mas carente de bons conhecimentos daquilo que a Palavra de Deus (nunca o homem) exige de nós. Fraternal abraço.

Adeilton Dutra disse...

Amado Pr.Ciro com todo respeito ao senhor que tenho,pois gosto de acompanhar o seu blog,é deificante.Mas pastor não podemos jogar fora toda a história do cristianismo bíblico.

O senhor diz:"Eles passaram a odservá-lo depois da saída do Egito",Pr.Ciro será que isso que a palavra de Deus diz?três capítulos antes de Exodo 20 diz.Em(Ex 16.22-30)
O capítulo 16 vem antes de Moises subir ao monte e receber os dez mandamentos,isso quer dizer que o povo já observava o sábado.

O texto é claro.

O senhor diz também:"Nós não precisamos guardar o domingo"
Não é questão de precisar,é qustão de dever.

Charles Hodje, o "grande" teólogo de Princenton diz:
"O propósito do quarto mandamento era:(1.)Comemorar a obra da criação.(2.)Preservar vivo o conhecimento do único Deus vivo e verdadeiro.(3.)Este mandamento tinha o propósito de conter a corrente da vida exterior do povo de e de fazer voltar seus pensamentos para o invisível e espiritual.(4.)Ele tinha a intenção de dar tempo para a instrução do povo de Deus,e para o culto especial e público da Deus(5).A proibição de todo trabalho servil.(6.)Como dia de descanço e separado para a relação com Deus.

É obrigação de todo ser humano,tirar um dia da semana para cultuar o Deus vivo,se nós não fazemos isso,é rebelião nossa.

Em Cristo.

Anônimo disse...

Saudações em Cristo!, Pr. Ciro parabéns pelo excelente texto, por gentileza gostaria que o senhor me esclarecesse uma dúvida.
Adão e Eva sempre tiveram livre arbítrio, sendo assim, antes da queda eles podiam ser tentados a partir de sua própria concupiscência?, ou seja, de dentro pra fora?.

Abraços no amor de Cristo - Pb. João Eduardo Silva - AD Min. Belém - SP.

Alex da Silva disse...

A Paz do Senhor, Pr. Ciro.

Observamos que os Sabatistas supostamente guardam o sábado.
Aliás, guardam da maneira que seus líderes orientam, e não como a Bíblia ensina.

A lei de Deus contida na Bíblia contém 613 mandamentos no Pentateuco. Quem, realmente, pretende ser justificado pela Lei, não pode supervalorizar alguns mandamentos em detrimento de outros. Paulo foi assertivo ao escrever Gl 3:10 “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”.Além de concluir que é Impossível ser justificado pela Lei
(Gl 3:11).

Acerca do Sábado os Israelitas:

a) deviam trabalhar seis dias (Ex 35: 2);

b) não deviam acender qualquer tipo de fogo em casa (Ex 35: 3);

c) não deviam fazer qualquer tipo de trabalho (Ex 20.10);

d) não deviam fazer qualquer transação comercial (Am 8:4-5);

e) não deviam fazer viagens e o trato de negócios ( Ne 10:31 e 13:15-16);

f) não deviam carregar peso (Jr 17.21);

g) deviam evitar o transporte de qualquer objeto de casa, ou introduzi-los em Jerusalém (Jr 17.22,27);

h) não deviam fazer semeadura e a colheita de frutos e cereais (Ex 34.21);

i) não deviam recolher lenha (Nm 15:32-36);

j) não deviam cozer alimentos (Ex 16.23);

k) não podiam sair de casa (Ex 16.29);

l) tinham que guardar o sábado do por do sol de sexta feira até o por do sol de sábado (Lv 23.32).

Graças a Deus, somos justificados pela nossa fé em Jesus (Gl 2.16), do contrário
estaríamos mortos (Ex 31.14).

Um grande abraço.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Adeilton Dutra,

Agradeço-lhe pelos elogios. Tenho me esforçado para este blog ser edificante, e não "deificante". Bem, creio que foi isso que o irmão quis dizer...

É claro que não devemos jogar fora toda a história do cristianismo (sem o adjetivo "bíblico"). Mas ela não é a nossa fonte primária de autoridade. A nossa fonte primacial de autoridade é a Bíblia, a Palavra de Deus.

Aconselho o irmão a ler o artigo com mais atenção. O capítulo 16 de Êxodo é POSTERIOR à saída do povo de Israel do Egito. Portanto, o povo de Israel já observava a guarda do sábado antes do Decálogo, mas DEPOIS da saída do Egito. Aliás, observe que uma coisa está relacionada com a outra. Leia com atenção Deuteronômio 5.

O meu texto, modéstia à parte, é claro. É o irmão que precisa lê-lo com mais atenção. Eu disse e repito, com ênfase: NÃO PRECISAMOS GUARDAR O DOMINGO, POIS FAZER ISSO É LEGALISMO!

Em que momento Charles Hodge assevera que a Igreja recebeu de Cristo o mandamento de guardar o domingo? Isso é tradição, amado, e não mandamento. Observe que Hodge alude apenas ao sábado dos israelitas.

Marcar presença no templo aos domingos nada tem a ver com doutrina. Aliás, se isso fosse doutrina, o irmão não deveria se basear na opinião de um proeminente teólogo, e sim no que diz a Escritura. E esta, como demonstrei no artigo, nada assevera acerca da guarda do domingo.

É um grande equívoco afirmar que é obrigação de todo ser humano "tirar" um dia da semana para cultuar o Deus vivo. Somos livres. É o amor de Cristo que nos constrange. Aliás, o crente que se preza cultua a Jesus todos os dias e comparece às reuniões no templo o máximo de dias que puder. Cuidado com o legalismo.

Que Deus o abençoe.

CSZ

Adeilton disse...

Pr. Ciro,eu queria dizer mesmo edificante,não "deificante".Errei.

João Paulo disse...

A paz do Senhor, meu amado pastor!

Ótima explanação! Muito equilibrada!

Deus continue derramando o puro conhecimento sobre o irmão!

Um forte abraço!

www.joaopaulomsouza.blogspot.com

Jefferson disse...

9a.) Porque TODAS as Igrejas-mãe da cristandade protestante (notem, T-O-D-A-S) ensinam oficialmente HÁ SÉCULOS (em seus documentos confessionais clássicos, históricos) que os 10 Mandamentos seguem normativos aos cristãos em TODOS os seus preceitos (notem, T-O-D-O-S), e que o sábado é originário da CRIAÇÃO DO MUNDO, daí tendo caráter MORAL e UNIVERSAL (ainda que canhestramente tentem aplicá-lo ao domingo). Os batistas e presbiterianos até dizem ser da LEI NATURAL. Antes da Reforma Protestante católicos e ortodoxos ensinavam basicamente o mesmo. Os assembleianos o confirmam em obras da sua editora, CPAD.
Obs.: Essas Igrejas todas ensinam também a “distinção” entre as leis--Moral (o Decálogo), Cerimonial e Civil, as duas últimas não mais aplicáveis à Igreja.

10a.) Porque não só os cristãos ensinam há séculos que os 10 Mandamentos são a LEI MORAL de Deus, como têm exposto que os primeiros 4 preceitos tratam de nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos, idem quanto ao próximo. É como consta dos documentos confessionais de luteranos, batistas, presbiterianos e anglicanos.
Obs.: Isso inspira a pergunta: “Por que sob o novo concerto nossa expressão de amor a Deus sobre todas as coisas se reduzirá de 4 para 3 preceitos?”

11a.) Porque além de nada haver de fim de sábado nas Escrituras, MUITO MENOS é dito que o domingo foi adotado pelos Apóstolos em sua substituição. As “provas bíblicas” disso que amiúde se apresentavam nem são levadas mais a sério pela esmagadora maioria dos evangélicos/protestantes que na prática preferem crer que o princípio de dedicar um dia ao Senhor, que ao longo de séculos e milênios beneficiou homens e até animais de carga, foi abolido.
Obs.: As razões lógicas, práticas e espirituais para o fim de tal princípio simplesmente não são indicadas. . .

12a.) Porque a ciência comprova os benefícios físicos, mentais do sábado e os crentes sabem de seus benefícios espirituais. Todos precisam de um dia regular de descanso e refrigério espiritual por semana, sobretudo nesta época tão prenhe de fatores estressantes. E Isa. 66:22, 23 profetiza que até na Nova Terra, na qual “habita a justiça” (2a. Ped. 3:13), o sábado prosseguirá servindo como “memorial da criação” eternamente aos remidos.
Obs.: Por que discriminaria Deus aos judeus tal bênção sendo que Ele “não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34)?"

Um grande Abraço

Jefferson disse...

4a.) Porque em Mateus 24:16-20 Cristo profetizou que duas coisas continuariam após Sua partida: a) o inverno e suas dificuldades para se fugir para os montes nessa estação; b) a guarda do sábado por Seus seguidores. Ele queria prevenir que fossem apanhados de surpresa em suas congregações num sábado, quando sua terra fosse invadida pelos inimigos, bem como de perder tudo por não poderem, numa fuga no sábado, levar nada de seus pertences.
Obs.: Ele não limita isso ao ambiente urbano, pois fala dos que estavam na Judeia e no campo. Aos sábados havia portas menores para quem quisesse sair, como o próprio Cristo, Seus discípulos e até os fariseus se achavam no campo num sábado (Mat. 12:1, 2).

5a.) Porque as santas mulheres que serviam a Cristo, após Sua morte foram preparar unguentos para embalsamar o Seu corpo, mas “no sábado repousaram conforme o mandamento” (Luc. 23:56). Isso mostra que NÃO APRENDERAM pelos atos e palavras de Cristo: a) que o sábado cessava com Sua morte por apontar a Ele simbolicamente; b) que era mero símbolo da salvação em Cristo, daí que quem O tinha como Salvador estaria dispensado de tal regra.
Obs.: É incrível que quem vive quase 2.000 anos depois de Cristo pretenda saber interpretar Suas palavras e atos sobre o sábado melhor do quem viveu junto a Ele. E recordemos que elas eram etnicamente judias, mas ideologicamente CRISTÃS.

6a.) Porque no Concílio de Jerusalém, ante dúvidas sobre o que alegavam os judaizantes de regras legais de Israel, decidiu-se que entre as coisas de que os crentes gentios deviam abster-se (isto é, NÃO praticar), o sábado NÃO entraria (Atos 15:20, 29).
Obs.: A ausência de regra CONTRA o sábado denota que não pairavam dúvidas a respeito e não foi objeto das discussões em dito concílio.

7a.) Porque Paulo dedicava os sábados para pregar a judeus e gentios (Atos 17:2), o que se confirma até ONDE NÃO HAVIA SINAGOGAS, como no caso de Filipos. Ali, “no dia de sábado” ele e seu grupo buscaram um local tranquilo de oração junto ao rio para momentos de comunhão com Deus (Atos 16:13). O argumento de que todos os dias oravam não explica o fato de Lucas fazer questão de informar que todo o grupo fez aquilo num sábado. Também Paulo ficou um ano e meio em Corinto pregando todos os sábados na sinagoga a judeus e gentios e jamais lhes disse que o sábado havia sido abolido, e agora tinham, seja o domingo ou o diaqualquerismo/dianenhumismo como regra (ver Atos 18:1-4, 11). Em Atos 25:8, o Apóstolo diz que nada tinha feito contra a lei judaica defendendo-se dos acusadores judeus. Se fosse violador do sábado, isso seria logo levantado contra ele, e não foi.

8a.) Porque em Heb. 8:6-10, a passagem mais importante da Bíblia a tratar de mudança do Velho para o Novo Pacto, NADA é dito de que com tal mudança de pactos o sábado fica de fora e, seja o domingo ou o dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, toma o seu lugar.
Obs.: Nem diz que a lei que Deus escreve nos corações e mentes é a “lei de Cristo”, nem a “lei da fé”, nem a “lei do amor”, nem a “lei do Espírito”, mas as “Minhas leis” [de Deus], as mesmas do tempo de Jeremias, já que Heb. 8:6-10 é mera reprodução de Jer. 31:31-33. Claro que as “Minhas leis” incorporam tudo isso, e os aspectos prefigurativos, cerimoniais, não seriam escritos nas mentes e corações pois quando Hebreus foi escrito, tanto o seu autor quanto seus leitores primários já sabiam que o véu do Templo se havia rasgado de alto a baixo e o sentido disso (Mat. 27:51).

Jefferson disse...

Ola Pr. Ciro, muito interessante o tema abordado nesse tópico.
Gostaria de acrescentar um comentário com 12 razões pelas quais acredito que a guarda do sábado não se limita ao povo de Israel.

Com relação ao legalismo,é preciso esclarecer que entre os adventistas do 7º dia, a guarda do sábado não é feita a fim de obter a salvação. Isso seria sim legalismo. Paulo é bem claro ao falar que somos salvos pela graça, e não pelos nossos méritos ou obras que fazemos. O papel da lei é mostrar o erro e não salvar. QMas uma vez que fomos salvos pela graça, não podemos viver como viviamos antes da salvação. Então a apartir desse momento fazemos a vontade de Deus, não para sermos salvos, mas porque fomos salvos.

Pastor, meu objetivo não é trazer polemica. É que creio que um dia todos nós saberemos qual é a verdade sobre esse assunto, e nesse dia ninguém poderá dizer que não foi avisado, ou não sabia.


Bom, seguem então 12 razões, por Azenilto Brito:

"Por que o sabado não se limita ao povo de israel?


1a.) Porque o sábado foi estabelecido na criação do mundo quando não existia UM SÓ JUDEU (Gên. 2:2, 3).
Obs.: O “argumento do silêncio” de não ser dito que Adão guardava o sábado se neutraliza pois também não é dito que NÃO o observava. O desempate está em que Deus fez três coisas quanto ao sábado—nele descansou, o abençoou e santificou, termo que significa SEPAROU (como “memorial da criação”). Argumentos do silêncio não servem de prova nem contraprova de nada.

2a.) Porque Isa. 56:2-7, liquida com a falsa teoria de o sábado limitar-se a Israel. Deus convida os ESTRANGEIROS a se unirem ao concerto estabelecido com Israel, no contexto da expressão do divino ideal de que "a Minha casa será chamada casa de oração PARA TODOS OS POVOS" (não só para Israel).
Obs.: Entre muitos cristãos prevalece grande confusão e ignorância sobre os reais motivos da escolha divina de Israel como “nação eleita”. Não foram eleitos só para obtenção de PRIVILÉGIOS, mas tendo uma MISSÃO—ser “testemunhas de IHWH” até os confins da Terra (Isa. 43:10; 49:6).

3a.) Porque Jesus, nosso Supremo exemplo, observava o sábado e disse não ter vindo abolir a lei, e sim cumpri-la (Luc. 4:16; cf. Mat. 5:17-19). Ele JAMAIS disse que era para deixar de observar qualquer dos mandamentos da lei divina. Pelo fim do Seu ministério confirmou aos discípulos e “às multidões” que deviam seguir TUDO quanto os líderes religiosos judaicos ensinavam (o que incluía a fiel guarda do sábado—Luc. 13:14), só não sendo hipócritas como eles (ver Mat. 23:1-3). Ele confirmou que “o sábado foi estabelecido POR CAUSA DO HOMEM-anthropós, o homem universal, não o homem judaico (Mar. 2:27).
Obs.: Cristo debatia com a liderança judaica sobre o sábado, não quanto a SE deviam observá-lo, nem quanto a QUANDO observá-lo, e sim sobre COMO observá-lo no seu devido espírito. E onde é dito que foi desestabelecido?

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Jefferson,

Penso que o irmão, em vez de citar um artigo enooorme repleto de argumentação subjetiva, deveria tentar responder objetivamente, à luz da Bíblia, o que expus no artigo acima. Não há como contestar a Bíblia com argumentos baseados na lógica humana ou em tradições.

Os destinatários dos dez mandamentos estão no próprio contexto imediato de Êxodo 20. Leia os versículos 1 e 2: Deus fala com o povo tirado do Egito. O irmão foi literalmente tirado no Egito, nos dias de Moisés? Quanto aos estrangeiros residentes entre os israelitas, é óbvio que eles deveriam seguir a lei do povo a quem estavam subordinados.

A guarda do sábado foi dada aos judeus. Eles são os destinatários originais de Êxodo 20. E esse mandamento não é nem atemporal, nem aplicável à Igreja de Deus. Cristo derrubou a parede de separação e pôs fim à obrigatoriedade de obedecer à lei mosaica. Aliás, não se faz distinção entre os tipos de lei. A lei mosaica é uma só. Ou a obedecemos em sua totalidade, ou estamos rejeitados pela própria lei. Medite em Gálatas 3.

A guarda do sábado está, como asseverei, ligada à saída do povo do Egito. Leia com atenção Deuteronômio 5. Ela foi dada EXCLUSIVAMENTE a Israel. A Igreja não precisa, não deve, de modo nenhum, guardar o sábado como os israelitas o guardavam. Isso é escravidão, legalismo.

Deus não quer que sejamos escravos da lei mosaica. Medite em Colossenses 2.14-16. Ah, leia toda a Carta aos Gálatas. Ela é muitíssimo elucidativa sobre o assunto.

Vejo no Novo Testamento, ao contrários dos 12 argumentos subjetivos, o Senhor Jesus liberando-nos da guarda do sábado. Isso está claríssimo. "O SÁBADO FOI FEITO POR CAUSA DO HOMEM, E NÃO O HOMEM POR CAUSA DO SÁBADO". Ao mesmo tempo, não há nenhum incentivo à guarda do sábado nas páginas neotestamentárias. Ora, não é um mandamento atemporal e importantíssimo? Aliás, tão importante, que produziu uma denominação: Adventista do Sétimo Dia. Eu preferiria Adventista da Salvação pela Graça!

Por que Paulo não disse claramente: "Lembra-te do dia do sábado"? Aliás, pelo Novo Testamento, o mandamento ligado à obediência aos pais é muito mais importante que a guarda do sábado (Ef 6.1-4). Alguém poderia fundar a igreja Adventista que Honra Pai e Mãe. Essa teria o nome baseado no Novo Testamento...

Grato pela participação.

CSZ

Rosemberg Camilo disse...

Grande tema abordado,

Graça e Paz Pr. Ciro.

Como sempre as suas abordagens Bíblicas são bastantes esclarecedoras.

Mais crentes deveriam saber esse canal de notícias de estudo da palavra, para que não se embaraçasse com coisas que muitas vezes são simples e por falta de conhecimento fica a mercê dos ventos de doutrinas.

Att,,

Rosemberg C.

Jefferson Rodrigues disse...

Pr. Ciro e amados irmãos, sinceramente não consigo ver em nenhuma parte do Novo Testamento determinação para que se guarde um dia da semana especificamente. Mas vou expor alguns pontos que acredito serem relevantes para o debate. Vejamos:
1- No Primeiro Concilio realizado pela Igreja (Atos15), nada foi tratado sobre a guarda do sábado, lembrando que a discussão era se devia ou não impor práticas judaicas aos cristãos novos convertidos (Gentios). Nem tampouco, foi ordenada a guarda do domingo em substituição a este (acredito que seria a melhor oportunidade para fazer isto)

2- Alguém argumenta que Jesus não mudou a Lei. Isto é verdade! Ele não mudou a Lei, mas sim, cumpriu a mesma (Mateus 5.17) e não só isto, ele afirma que ela foi valida até os dias de João (Lucas 16.16). Nos versículos seguintes de Mateus 5.19 Ele continua e diz claramente que se alguém não cumprir o menor mandamento da Lei será culpado. Paulo reafirma isto em sua carta ao Gálatas escrevendo: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”(Gálatas 3.10), portanto nosso amigos adventistas não cumprem toda a Lei, antes enfatizam o Sábado, em detrimento das demais leis, que são mais de 600!


3- Por diversas vezes Paulo, apostolo dos gentios, advertiu que ritos judaicos não deveriam ser impostos aos novos cristãos (gentios), isto fica evidente na discussão apresentada em Romanos 14.5, onde ele afirma: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.” E de forma mais enfática Paulo nos adverte: “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.”(Gálatas 3.9-11)
Assim, amados irmãos, entendo que não há imposição de guardar um dia específico para o Senhor, mas como afirma Paulo e eu acredito: “Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz [...]”(Romanos 14.6) lembrando que Paulo era judeu e realizou a circuncisão de Timóteo (Atos 16.1-3), para que não houvesse escândalos entre os judeus, (pois Timóteo sendo judeu deveria ser circuncidado) . Portanto, a meu ver, se você decidiu guardar a terça feira, que seja! O que não devemos fazer é julgar o irmão por este motivo (Romanos 14.10, Colossenses 2.16,17) e assim menosprezar o sacrifício de Cristo baseando-nos em tradições humanas ou ritos mosaicos.
Quanto as Confissões históricas, devemos observá-las como um “Norte” e não como palavra definitiva, pois Calvino e Lutero acreditavam na virgindade perpétua de Maria, e Lutero em seus escritos finais tornou-se fortemente anti-semita. Não obstante a isto, seus escritos baseados na Palavra de Deus ainda são pertinentes em nossos dias, mas o que não condiz com a Palavra e se adéqua a tradições devemos descartá-los ou pelo menos fazer prudentes ponderações.

Não irei mais me prolongar, tendo em vista que é apenas um comentário e não um texto, mas se quiserem conhecer nosso trabalho visitem: http://historiacomcristo.blogspot.com/
Fiquem todos na Graça e na Paz de Cristo de Jesus!

*PS: NÃO SOU O JEFFERSON ACIMA, SOU JEFFERSON RODRIGUES, DIACONO DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM TERESINA/PI

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Jefferson Rodrigues,

Ótima a sua contribuição. Parabéns!

CSZ

ANDRÉ CARLOS disse...

como o sábado era só por israel já que o propio mandamento em exodo 20 cita " ao estrangeiro " e o capitulo 56 de isaias como é que que fica fala dos beneficios dos estrangeiros que guardarem o sábado e a instituição do sábado em Genesis 2 não existia judeu? com o guardar o sábado é legalismo se o proprio cristo o guardou aqui na terra e Deus também descansou neste dia de acrodo com genesis ?pastou divergimos em nossas opiniões mas leio o seu blkog diariamente,DEUS O ABENÇÕE.

ANDRÉ disse...

TEM MAIS O SENHOR É DISPENCIONALISTA ?

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro André Carlos,

Sua pergunta merece uma nova postagem. Aguarde.

CSZ

Jefferson Rodrigues disse...

Eu realmente não entendo a alegação de que Jesus guardou o sabado. Meu amigo ele também foi circuncidado ao oitavo dia (Lucas 2), nem por isso nossos irmãos sabatistas o fazem também! Jesus guardou o sabado e toda a Lei, porque isto caberia a Ele: cumprir toda a Lei (Mateus 5.17), lembrando sempre que o Mestre Jesus era judeu, portanto deveria cumprir todos os ritos mosaicos, coisa que só Ele conseguiu.

O BLOG DA VERDADE disse...

Algo interessante eh que se olhamos no novo testamento,vemos que Jesus pregou mesmo a torah.Em Mateus 5 ele diz que nao veio abrogar a lei,mas cumprir.Quando o jovem rico o perguntou o que fazer pra ser salvo,ele falou da torah,quando ele foi perguntado qual era o maior mandamento ele falou da torah e ele chegou a dizer para o povo seguir tudo o que ensinavam os mestres judaicos,parece mesmo que ele "apregoou" a torah....
O estudo do pr.Ciro eh interessante...nao digo que discordo,eu sou um observador,que gosta de analizar as coisas.
Mas quem era mesmo o "Anjo do SENHOR" que aparecia no antigo testamento?

André Gonçalves disse...

Graça e paz!

Pr. Ciro,

Parabéns pelo texto!

O que as pessoas parecem não conseguir separar é tradição de mandamento. A reunião dos cristãos no domingo, como o sr. já escreveu, é uma tradição da igreja porque a maioria dos irmãos folga neste dia.

Veja que na maioria das congregações pentecostais o culto de doutrina bíblica e ensino da Palavra durante a semana é o menos frequentado. Falo com experiência, pois é triste ver a igreja neste dia praticamente vazia, a oração dos irmãos que vão a estes cultos chega a fazer "eco" no templo.

Grande parte do povo cristão gosta mesmo é de culto público, o exemplo disto é que no próprio domingo a frequência ao culto público, onde há mais louvores, tem presença esmagadora em relação a EBD.

Imagine nesta época do ano em que muitos irmãos trabalham além da sua carga horária, inclusive aos domingos, estariam eles descumprindo algum mandamento e pecando contra Deus? Acredito que não.

O culto é particular, não devemos ir a igreja apenas porque é dia de culto, ou se eu não for o pastor irá me cobrar (I Pedro 5.2). Ir a igreja "prestar culto ao Senhor" é particular de cada um (Romanos 12.1). Um exemplo disto é que as vezes vemos irmãos renovados na presença de Deus, enquanto outros estão no mundo lua, ou seja, estão lá só para ver o que acontece.

Em Cristo,
André Gonçalves

Robert Neves disse...

A paz do Senhor!
Confesso que ainda tô meio confuso sobre o sábado. Não que defenda eu a guarda do sábado ou domingo. Mas preciso reorganizar minhas idéias para defender a verdade. Vou estudar com afinco este assunto. Obrigado Pr. Ciro por mais esta excelênte postagem do seu blog.
Que Deus continue iluminando seu entendimento para que continue nos instruindo na Palavra do Senhor.
No entanto, pergunto:
O Sr. vai postar algum texto sobre o dia da Bíblia?
Abraços!

Diácono Valtair disse...

Muito bom esta postagem ! Tenho amigos da igreja Adventista , e eles defende com unhas e dentes a guarda do sábado , uma vez li um pequeno livretinho com o tema "30 RAZÕES PORQUE NÃO GUARDO O SÁBADO" de autoria de Amilto Justus são 44 páginas com uma boa explicação sobre o tema.
Fico com a mesma opinião do senhor, Pr. Ciro
Abraço

Filósofo Calvinista disse...

Caro Pastor Ciro:

Na verdade essa não é minha opinião. Na verdade é a opinião dos maiores teólogos da história do cristianismo, a exemplo de Calvino e dos Puritanos, mas isso não vem ao caso.

Diga-me, por favor:

Entendi mal o senhor disse que cumprir o 4ª hoje é por mera tradição?

Devo concluir então que ao cumprir os outros 9 mandamentos estarei incorrendo, igualmente, na prática de simples tradições humanas?

Posso matar? Posso adulterar?

Algumas questões para pensarmos.

Tudo de bom!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Filósofo,

Respeito a sua opinião, bem como a dos maiores teólogos da história do cristianismo, como Calvino, os puritanos, etc. Respeito. Mas reafirmo que não há nas Escrituras Neotestamentárias nenhum mandamento para a Igreja guardar o domingo. Não confunda tradição com mandamento, repito.

O irmão realmente entendeu mal o que disse ou talvez não tenha lido artigo acima com atenção. Eu asseverei que, dos 10 mandamentos dados aos judeus, 9 foram repetidos para a Igreja, de modo ampliado ou modificado. Isso significa que 9 dos 10 são mandamentos para nós, também.

O "Não adulterarás", por exemplo, não contemplava o aspecto psicológico. O "Não matarás" também foi ampliado, em sua aplicação. Confira Mateus 5. E outros, como o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.1-4), foram apenas repetidos para a Igreja. Ou seja, são mandamentos que dizem respeito a judeus e a Igreja de Deus.

Entretanto, está claríssimo, nas páginas neotestamentárias, que a guarda do sábado ou do "domingo sabático" (como querem alguns) não dizem respeito à Igreja. Cultuamos a Deus no domingo por tradição, e não por força de mandamento. Medite em Colossenses 2 e Gálatas 4. A Bíblia deve ser a nossa fonte primacial de autoridade, sempre.

Grato pela participação.

CSZ

Filósofo Calvinista disse...

Caro Pr.Ciro:

Desculpando a demora, ainda tenho algumas colocações. Considero muito proveitoso o debate. Que seja importante a verdade, muito mais que nossas opiniões. O debate é um importante instrumento de depuração das ideias.

1º) O senhor insiste na argumentação de que "os dez mandamentos foram transmitidos a esse povo tirado da terra do Egito, e não à Igreja", baseado em Ex 20:1,2. Se considerado em todas as nuances, esse argumento nos levará, necessariamente, a acreditar que estamos desobrigados a cumprir "não adulterarás", por exemplo.

2º) Para resolver esse dilema, o senhor propõe que 9 dos 10 mandamentos "foram repetidos para a Igreja, de modo ampliado ou modificado". Logo, por sua conclusão, 9 mandamentos a igreja está obrigada a cumprir. Diante disso:

a) O senhor poderia nos trazer as referências de todos os 9 mandamentos que foram "ampliados ou modificados", no NT?

b) Como ficaria o princípio de não "acrescentar nem diminuir" à Escritura já revelada?

c) A necessidade de "ampliar ou modificar" um mandamento outorgado pelo próprio Deus, que é Perfeito, não nos levaria a pensar, necessariamente, que Deus errou ou, no mínimo, quando entregou o decálogo fez isso de forma incompleta e inconsistente, a ponto de necessitar de uma reformulação assim como ocorre na legislação brasileira (por pura limitação dos legisladores em prever a mudança da sociedade)?

2º) Permita-me discordar quando afirma que os mandamentos foram "modificados ou ampliados". Jesus, tão somente, trouxe a correta interpretação dos mesmos e antigos mandamentos, que havia sido desvirtuada pelos Escribas e Fariseus, que se identificavam apenas com a natureza formal da Lei e não com seus Espírito.

3º) No NT, em que dia a igreja do Senhor, se reunia? Será que não temos um preceito bíblico para esse assunto? Cada um pode guardar o dia que quiser?

4º) O fato de muitos irmãos da AD, como o senhor falou, trabalharem no domingo, por exemplo, não significa dizer, necessariamente, que estejam isentos da guarda do 4º mandamento (caso cheguemos a conclusão que todos eles devem, igualmente, ser observados pela igreja de Cristo). O desconhecimento de uma placa indicativa ou mesmo a acintosa desobediência não torna o faltoso livre das cobranças inseridas na proibição que indica. Não achas temeroso ensinar que sua igreja deve desconsiderar um mandamento quando tantos teólogos importantes (não querendo desprestigiar sua opinião e de tantos outros) afirma sua obrigatoriedade para a igreja?

Tudo de bom!

Tudo de bom!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Filósofo,

Boa tarde.

1º) Insisto porque está escrito na Bíblia, a Palavra de Deus. Os destinatários do Decálogo são os israelitas, e não os cristãos (Êx 20.1,2).

2º) Não vou repetir o que já disse. Mas em breve publicarei um artigo sobre os dez mandamentos.

3º) Identificar os destinatários dos mandamentos de Deus, que se dirigem a três povos distintos (Israel, gentios e Igreja), não é acrescentar mandamentos à Palavra. Há mandamentos exclusivos para Israel (lei mosaica). E há mandamentos para a Igreja (alguns têm origem na lei mosaica, dentro os quais há aqueles que foram ampliados ou modificados).

Grato pela participação.

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Sr. Adventista zombeteiro e caluniador:

Pensava que você era um cristão confuso. Agora, depois de seus comentários, descobri que você é lobo em pele de ovelha. Procure outro espaço para difundir suas heresias. Aqui, não. Só concedo oportunidade a pessoas que sabem dialogar, mesmo que discordem. Um bom exemplo é a irmã Thalita.

CSZ

Gênes Soares disse...

Bem,queridos blogueiros e também ao irmão Ciro, espero que o blog não esteja com problemas de postagem e nem sujeito há virús.
pois ne alguns blogs especificamente como MCA,e o Ex-adventistas.com, estão constando virús,e esse é um dos motivos que ainda não pude postar minhas refutações lá.

sou membro da igreja Adventista do 7º Dia.
e logo mais irei mostrar algumas outras informações bíblicas que ainda não foram apresentadas.

que a pessoa do Espírito Santo possa nos conduzir a toda a verdade.

Em Cristo.

Gênes Soares

Paulo Sergio disse...

Amo a biblia e aceito os dez mandamentos em vigor.
sou pentecostal.

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
Mateus 5:17-19

Alexsandro disse...

Deus abençoe a tua vida pastor Ciro,
Misericórdia quero, não sacrifício.
Assim sendo de nada valeu o sacrifício de Cristo não é irmão?

Luzimeire Santos disse...

Caro Ciro,
Com todo respeito, só gostaria que me esclarecesse uma coisa: Onde o senhor encontrou na Bíblia que a guarda do sábado foi substituído pela guarda do domingo?

Ciro Sanches Zibordi disse...

Irmã Luzimeire,

Com todo respeito, ou a irmã não leu o artigo ou não entendeu o que eu escrevi. Não digo, em momento algum, que o domingo substitui o sábado. Digo que, por tradição, a maioria dos evangélicos se reúne especialmente no domingo. Mas, hoje, não precisamos guardar nem sábado nem domingo. Leia de novo, por favor.

CSZ

Anônimo disse...

A lei,já existia desde da fundação do mundo. Gênesis 2:1-2-3, a nação israelitas ainda não existia. Apartir do pecado do primeiro casal é que veio existir nações, e Deus escolheria um povo para levar as boas novas as outras nações. ..e Ele escolheu o povo israelitas. ..mais pela suas desobediencia eles deixaram de ser exclusivos para levar a menssagem...hoje os israelitas tem todos os direitos da salvação como qualquer povo, lingua e nação. .eles só não são hoje o povo escolhido para levar a mensagem. .cada um israelitas individualmente será salvo e poderá falar de Jesus. .eles serão salvos individualmente,não como nação. ah! Se não existe lei não existe Deus, se não existe Deus não existe Jesus, se não existe Jesus não existe morte..e se não existe morte não existe pecado, se não existe pecado, Jesus não teria vindo porque ele não existia, e se jesus não existia não havia o edem, se não havia o edem não existia Adão e Eva e se não tinha eva não estsriamos aqui.se não tem lei porque Jesus veio morrer por mim? Porque a morte é a transgressão da lei, então jesus não poderia ter morrido, ele morreu em vão? Então pra onde vamos , se Jesus morreu pra nos salvar... Então meus irmãos e amigos, estamos ao drus dará não temospra onde ir . Não existe dois caminho! Agora só existe um caminho pra perdição total.eu acredito que Jesus veio me salvar, porque,é pela fé que eu guardo os mandamentos e creio que eles são verdadeiros. ..o quarto mandamento que é a observância do sábado é ingnorado por muitos enquanto os restantes dizem que guardam. Deus fala se guarda os meus mandamentes e quebra um, ficam sendo culpados de todos...porque pra Deus não tem essa de 10-1=9 não, pra Deus é dez ou nada.