sábado, 15 de outubro de 2011

É antibíblico o bordão: “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”?


Um dos assuntos do momento nas redes sociais e blogs evangélicos dos Estados Unidos gira em torno da possibilidade de Deus odiar os pecadores. De um lado, alguns citam o clichê: “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”. De outro, há os que defendem a ideia de que o Senhor odeia, sim, pessoas pecadoras, e não apenas os seus pecados.

Faço algumas perguntas aos queridos leitores: O ódio pode ser considerado um dos atributos do amoroso Salvador? O fato de Deus ser justo e santo implica que condenará pessoas ao Inferno por ódio, como um justiceiro que quer ver o pecador impenitente sofrer por toda a eternidade? Sinceramente, vejo — tanto no Antigo como no Novo Testamentos — que o Senhor castiga e condena pessoas, mas não faz isso por ódio.


Alguém argumentará: “Deus se vinga dos pecadores. Ele mesmo afirmou: ‘Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o SENHOR’ (Rm 12.20)”. Mas isso não significa que essa recompensa ao pecador seja uma vingança cheia de ódio. Afinal, o Senhor afirma, em sua Palavra: “não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva” (Ez 33.11).


Não nego a verdade bíblica de que o Justo Juiz, além de aborrecer as obras dos ímpios (Sl 1; 11; Pv 6), os condenará ao Inferno (Ap 20.11-15). Mas Ele os condenará porque é justo e santo, e não por ódio ou sentimento de vingança. Deus é amor, e não ódio. Ele ama de modo incondicional. Seu amor é imensurável. Ele é justo, e não um justiceiro.

Deus não condenará o pecador contumaz ao Inferno por ódio. Mesmo conhecendo de antemão os nomes de todos os condenados, Ele não os odeia, mas os ama. Muita gente acredita que Judas era um vaso da ira, uma “figurinha carimbada”, “escolhido de antemão” para trair o Salvador. Mesmo que eu acreditasse nisso, não há como provar que o Senhor Jesus odiava o Iscariotes, ao qual dirigiu as seguintes palavras de misericórdia: “Amigo, a que vieste?” (Mt 26.50).

Observe o tratamento que o Senhor Jesus — o Deus encarnado — dispensou aos seus inimigos. Segundo a Palavra do Senhor, “quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (1 Pe 2.23).


Sem perder de vista, também, o que está escrito em Romanos 5.8: “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”, olhemos para a vida do Deus-Homem, o nosso paradigma (1 Co 11.1; 1 Jo 2.6). A qual pecador o Senhor Jesus odiou, ao andar na terra? Pergunto isso, pois, se Deus odeia o pecador, o seu Filho, como a expressa imagem de sua Pessoa (Hb 1.3), devia ter odiado os pecadores impenitentes.


Quando Jesus entrou no Templo e expulsou os que o profanavam, fez isso com ódio em seu coração? Ele bateu em alguém? Não! Apenas mostrou que aborrecia as obras daqueles pecadores. Fez o que fez por amor, e não por ódio. Na cruz, pediu ao Pai: “perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Em que momento Ele demonstrou ter ódio dos seus algozes?


Lembra-se da lamentação do Senhor Jesus contida em Lucas 13.34? “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?” Estava o Salvador com o coração repleto de ódio, naquela ocasião? Não! Seu coração estava cheio de misericórdia por um povo que não merecia seu amor!


“Ah, mas Jesus demonstrou que odiava os fariseus! Ele os chamou de hipócritas, condutores cegos, etc., em Mateus 23. Isso não é uma demonstração de que Ele os odiava?” — alguém poderá perguntar. Não, não é. Se verberar contra pessoas usando adjetivos pesados denota ódio, então o Senhor odiava o pastor de Laodicéia, haja vista tê-lo chamado de desgraçado, miserável, pobre, cego e nu (Ap 3.17,18). Aliás, Ele disse àquele obreiro, depois de tal verberação: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo” (v.19).


Evoco, finalmente, Mateus 9.36: “E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor”. Se a tese do ódio de Deus aos pecadores fosse verdadeira, o Senhor teria sentido compaixão apenas dos pecadores pretensamente eleitos para a vida eterna. Mas Ele teve compaixão da multidão pecadora, desgarrada e errante.

Na verdade, Deus é amor e ama até os pecadores condenados, que, um dia, Ele mesmo terá de lançar no Inferno por causa de suas santidade e justiça.


Ciro Sanches Zibordi

26 comentários:

Lucas Porto disse...

Ciro,
Mas uma fez fantástico, se
Rob Bell é universalista, pelo menos na sua afirmação Mark foi 'infernista' a grande problema se fez em confudir IRA/RAIVA e ÓDIO são coisas um pouco distintas.

Eu sinta raiva/ira de mim mesmo quando cometo uma ação impetuosa por exemplo nem por isso me ODEIO.
Rob Bell não teve base biblíca para afirmar que Deus seria incapaz de condenar uma pessoa ao castigo eterno. Da mesmo forma como Driscoll não tem base biblica para afirmar o seguinte:

"A Bíblia não diz que Deus odeia apenas o pecado, ele odeia os pecadores."

Mas uma vez parábens Ciro pela excelente esplanação, e pelo seu compromisso com Deus da palavra e a palavra de Deus.

Pr. Cledionilson Rodrigues disse...

esse assunto já foi materia de discussão em minha página, frequentemente discuto com meus alunos em seminários e palestras, até focalizei o assuto em uma de suas perguntas no face " deve o Cristão odiar seus inimigos?" lembra? na postagem atual, penso que ficaria mais interessante se vc questionasse se Deus odeia Lucifer, a quem no minimo já amou um dia, isso quando este era anjo de luz, mas e agora depois deste ter virado, literalmente o satanas, o amor de Deus virou ódio?

defendo que não, o amor de Deus é, assim como Ele, imutável.

parabns pela post.

Bruno disse...

APDSJ
ótimo artigo, concordo com tudo, porem conheço este cliche como : "Deus ama o pecador , mais abomina o pecado"

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro pastor e amigo Cledionilson,

Agradeço-lhe pela sugestão. Parabéns pela sua abordagem em sua página. Mas o que posso adiantar é que o sentimento de ódio a pessoas é incompatível com a natureza divina.

Um abraço.

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Bruno,

O sentido de odiar, no bordão em apreço, equivale a aborrecer, abominar, etc. O ódio a pessoas não se compatibiliza com a deidade.

Em Cristo,

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Lucas,

De fato, o universalismo é uma heresia, pois advoga que todos serão salvos, contrariando o que Jesus ensinou (Mt 7.13,14). Por outro lado, creio que o Senhor Jesus morreu por toda a humanidade (1 Tm 2.4; Hb 2.9; Jo 3.16; 1 Jo 2.2; 2 Pe 3.9, etc.). Ou seja, existe possibilidade de salvação para todos, mas isso não significa que todos serão salvos...

Um abraço.

CSZ

Anônimo disse...

Vc acha que Deus iria criar o ser humano já sabendo em sua onisciencia que essa pessoa poderá não servir a Ele para no futuro deixa-la queimando no inferno por desobediencia?
Imagine, por exemplo, que uma pessoa morra com dezesseis anos de idade, mas descrente, não creu em Deus nestes dezesseis anos e era incrédulo. Pois bem, ele vai para o julgamento com Deus, e este (que é um Deus sobretudo JUSTO e AMOR) lhe dá a pena de.... infinitos anos queimando no inferno!!! Ora, se nem o nosso pai ou mãe seria capaz de dar uma pena tão dura assim, imagine então o nosso Deus que é infinitamente mais misericordioso do que o nosso pai ou mãe! Nem o pior e mais injusto dos juízes deste mundo corruptível julgaria o caso deste jovem desta maneira, o fazendo pagar durante blocos intermináveis de bilhões e bilhões de milênios em um lago de fogo sofrendo horrores a cada momento, pelos dezesseis anos passados aqui na Terra.
Quando se estuda o sono da alma e o aniquilacionismo podemos entender tudo isso melhor. Essas pessoas simplesmente deixarão de existir sem passar por dor alguma. Elas não escolheram servir a Deus, e tb não desfrutarão da Gloria Dele. Elas serão aniquiladas.

Luis Henrique disse...

Pr. Ciro, o fato é que você utiliza a máxima "Deus é amor" para rejeitar outras partes das escrituras.

Pv 6:16-19 lista de fato tipos de pessoas.

No Salmo 11.5 ainda há a afirmação: "O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia".

No Salmo 5.5 e em Jeremias 12.8 Deus aparece sentindo ódio contra pessoas.

E pra pior o sr. ainda completa: "Mas o que posso adiantar é que o sentimento de ódio a pessoas é incompatível com a natureza divina."

À partir de qual bíblia nos estamos raciocinando? Se toda a escritura é inspirada e proveitosa, como o senhor costuma ensinar por aqui, por que o "ódio" contra estes versos? Não seria o caso de buscar uma teologia saudável e coerente com toda bíblia ao invés de opor um versículo ao restante?

Tomaram Mark Driscoll como judas a ser malhado por aqui mas o fato é que ele só esta proclamando o que a biblia ensina. Rejeitar estes versos é ir no caminho oposto.

Outra problema é assumir uma definição de amor que é de total benevolência apenas, quando uma das manifestações do amor de Deus é de abominação (repulsa intensa) contra o mal. A cruz também nos dá a medida do peso desse ódio santo insuportável para pecadores: o filho de Deus é moído, esmagado e castigado por nossas transgressões como afirma Isaías. O juízo final nada mais é que uma manifestação do perfeito amor de Deus, os praticantes do mal estarão sob seu ódio santo eternamente.

Por último, há o problema de tomar o pecado como uma entidade abstrata, separada de quem o prática. Legalmente falando, isso torna qualquer crime inimputável. O fato é que o pecado é gerado por/nas criaturas (anjos e homens). Tiago 1:12-15 mostra isso claramente.

Algumas outras breves e interessantes considerações sobre o assunto estão no artigo do Pb. Solano Portela: http://tempora-mores.blogspot.com/2009/10/deus-odeia-o-pecado-mas-ama-o-pecador-e.html

Pelo simples fato da Bíblia ser nossa regra unica, espero que o sr. Pr. Ciro, e os outros irmãos considerem os versos e a argumentação que coloquei.

Abraços, a Paz.

Música, Ciência e Teologia disse...

ah... pastor Ciro... agora meus neurônios estão queimando!!!!

Obrigado pela luz lançada sobre o tema. Ainda não seu como pensar, se como argumentam Paul Washer e Mark Driscoll, ou de acordo com o que o irmão escreveu.

Só tenho uma certeza que creio que compartilho com o irmão: quero ser eminentemente bíblico.

Abraço, Marcos.

Marco Antonio disse...

Pastor Ciro, no vídeo do link abaixo, David Wilkerson fala do imenso amor de Deus, mesmo por aqueles que estão caindo. Uma linda e poderosa mensagem:

http://www.youtube.com/watch?v=BipXX4aFGRU

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Luís Henrique,

Não devemos usar textos bíblicos na tentativa de anular outros, pois as Escrituras são análogas. Não quero retomar debates intermináveis com meus irmãos calvinistas. Aliás, tenho grandes amigos pertencentes a essa corrente. Mas morrerei crendo que João 3.16 alude à totalidade da humanidade, e não apenas aos eleitos.

Jesus morreu por TODA a humanidade (Hb 2.9; 2 Co 5). Deus amou TODOS os pecadores, e não apenas os eleitos (1 Tm 2.4; 1 Jo 2.1,2). É evidente que a minoria será salva (Mt 7.13,14). Mas possibilidade de salvação para todos, em Cristo, sempre existiu. Não creio em expiação limitada. Jesus levou sobre si os pecados da humanidade, e não de indivíduos.

Não creio em Bíblia calvinista e Bíblia arminiana. Creio na Palavra de Deus como um todo. E não gosto de usar textos para anular outros. Por isso, o Salmo 11 não anula o amor de Deus por toda a humanidade. A ira de Deus não denota que Ele condenará pecadores ao Inferno por ódio. Deus ama os seus inimigos. Ele não tem prazer na morte do ímpio.

Grato pela participação.

CSZ

Lucas Porto disse...

Ciro, essa seguinte afirmação sua resume toda história:

"Por outro lado, creio que o Senhor Jesus morreu por toda a humanidade (1 Tm 2.4; Hb 2.9; Jo 3.16; 1 Jo 2.2; 2 Pe 3.9, etc.). Ou seja, existe possibilidade de salvação para todos, mas isso não significa que todos serão salvos..."

É assim que Creio como disse Spurgeon:
"Pecado e inferno estão casados até o arrependimento anunciar o divórcio"

Eu concordei com quase tudo que foi dito pelo tal pregador norte americano na sua pregação inclusive o admiro muito mas acho que ele foi infeliz na seguinte afirmação:

"A Bíblia não diz que Deus odeia apenas o pecado, ele odeia os pecadores"

Até mesmo quando se trata de inferno, castigo eterno não acha que seria necessário usar tais palavras até porque o enfoque bíblico e na Ira de Deus, e não no ódio.Como já tinha dito Ira e Ódio são coisas diferentes!

em defesa da fé cristã disse...

A paz de Cristo Pr.Ciro,
As vezes as pessoas são tão boas que se tornam ruins, e tão sabias que se tornam boçais. Se Deus odiasse o pecador e não só o pecado Pra Que Jesus Desceu do céu, encarnou,e morreu na Cruz, JO.3:16. A paz de Cristo.

Gilmar Valverde disse...

Caro Pr. Ciro,

Se igrejas como a Assembléia de Deus (igreja que eu e você somos membros) considera a igreja de certo conjunto musical como uma seita por negar a doutrina bíblica da Santíssima Trindade (o que eu concordo), por que o mesmo não se aplica a igrejas que defendem heresias absurdas como a expiação limitada, por exemplo?

Uma distorce a doutrina de Deus completamente e a outra a da salvação.

Acho um absurdo total se pregar um evangelho exclusivista que diz que Deus já predestinou quem vai ser salvo e quem não vai. Então, se isso fosse verdade, por que Jesus nos mandou pregar o evangelho? Não seria uma perda de tempo?

Os calvinistas defendem a idéia de que Deus é um ser injusto e que odeia os pecadores, e isso não é uma grande heresia?

Por que, repito, todos que defendem essa corrente de pensamento não são vistos como participantes de uma seita?

Em Cristo,

Gilmar
P.S. Pergunto isso, pois considero os calvinistas meus irmãos na fé assim como o Sr. e quero saber se isso é certo.

Zilton Alencar disse...

Parabéns, pr. Ciro. Como sempre, e para a glória de Deus, uma visão equilibrada sobre o assunto.

João Dórea disse...

Parabens Pr. Ciro,

Sem exagero sou um adimirador do seu trabalho e dos post aqui expostos.

Outro dia argumentei com um irmão que o texto do rico e lázaro que encontra-se em Lucas 16: 19-31 "NÃO" era um "Parábola" e ele me retrucou, só passou a cncordar quando mostrei a ele o texto do seu blog "O adventismo do sétimo dia e o falso ensinamento do sono da alama" que comentava a referida passagem.

Sobre o post, devo dizer que os bordões são traiçoeiros, como tem esse que comentaste é verídica (embora não tenha na Bíblia porém, se estudada encontraremos a afirmação contida espalhada pela Bíblia)tem outros que passam longe de serem verdades como as mais famosas. "quem tem promessa não morre", "Revindique a Deus os seu direitos" e outros tantos.

paz em Cristo.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caros irmãos,

Gostaria de esclarecer que não citei nomes de teólogos justamente para não expor pessoas que pensam de modo diferente. Respeito a opinião de Driscoll e não concordo com quem o chama de herege. Aliás, é muito deselegante fazer isso. Deveria ser exceção, e não regra. Se chamarmos todos que pensam diferente de hereges, não sobra um ortodoxo.

CSZ

João Honorato disse...

OS ÍMPIOS SERÃO LANÇADOS NO INFERNO, E TODAS AS GENTES QUE SE ESQUECEM DE DEUS...SALMOS 9.17...
"NO MEU ENTENDER, NINGUÉM SERÁ LANÇADO NO INFERNO POR AMOR... SE LANÇAR ALGUÉM NAS PROFUNDEZAS DO INFERNO É AMOR, O QUE É ÓDIO ENTÃO...
CREIO TAMBÉM QUE O HOMEM É RESPONSÁVEL POR SEUS ATOS, E QUE ATOS DE REBELDIA E PECADO QUALIFICA O HOMEM A SER UM MERECEDOR DO INFERNO ETERNO...MAS, O ÚNICO QUE PODE LANÇAR O HOMEM NO INFERNO É DEUS... ISSO ÉPOR AMOR???

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro João Honorato,

O irmão não entendeu nada. Deus é amor. Deus não é ódio. Deus é justo. Deus não é justiceiro.

Um justiceiro mata por ódio. Ele tem prazer em ver o seu inimigo morto. Deus, ao contrário, não condena ninguém por ódio. Ele não tem prazer na condenação dos ímpios. Ele condena o pecador contumaz, mas pela suas justiça e santidade.

O Todo-poderoso, como Deus santo e justo, não suporta o pecado. E o pecador que permanece no pecado será lançado no Inferno. O choro de Jesus ante Jerusalém é um bom exemplo do amor de Deus para com os ímpios. Ele ama a todos, indistintamente. Seu amor é incondicional. Ele pode amar mais aqueles que dEle se aproxima, mas Ele ama também quem o odeia. Prova disso é que o próprio Senhor Jesus, que é Deus, nos manda amar nossos inimigos (Mt 5).

Não precisamos amar a Deus para que Ele nos ame. Mas, mesmo amados por Deus, os ímpios não serão condenados, caso permaneçam em seus pecados. Por quê? Porque o Senhor estabeleceu um plano salvífico, para que todo aquele que crer em Jesus Cristo seja salvo (Jo 3.16; Rm 10.9,10). Até os juízes da terra não devem condenar pessoas por ódio, e sim justamente, de acordo com a lei. É isso que Deus fará como Justo Juiz.

Portanto, amado irmão, seja mais atento ao que está escrito. E também pare de gritar, por gentileza. Escreva normalmente, e não com esses caracteres ENORMES.

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Anônimo,

Em primeiro lugar, identifique-se.

Em segundo lugar, Deus não criou seres autômatos, robôs.

Em terceiro lugar, a teoria do aniquilamento (aniquilacionismo) é antibíblica. O plano de Deus está claro em Romanos 11.32. Ele nivelou a todos, a partir da Queda, dando oportunidade a todos de salvação, em Cristo (Jo 3.16).

Em quarto lugar, obedeça às Escrituras, em vez de priorizar o seu raciocínio (1 Co 2.14,15).

Em quinto lugar, já refutei o herético sono da alma em uma série de artigos, neste blog. Se desejar, escreva "sono da alma" no campo "Pesquisar neste blog".

Grato pela participação.

CSZ

André de Araújo Neves disse...

Uma coisa é a dificuldade que o ser humano tem em amar um perverso que mata, ou amar um pedófilo que massacra uma criança, um bebê, etc. Outra coisa é dizer que Deus sofreria desta mesma dificuldade! E é exatamente isto: os nossos problemas começam quando tentamos "medir" Deus com a nossa régua! A Bíblia diz que existem coisas que são impossíveis para os homens, para Deus todas as coisas sao possíveis! AMAR o pecador incondicionalmente, este é inclusive uma característica do amor verdadeiro, que é o amor de Deus (e que deve pautar o nosso), que está descrito em I Coríntinios 13: "Tudo sofre, tudo crê, tu espera e suporta (...)"! Uso sem medo de errar: "Deus odeia o pecado, mas ama o pecador".

Thiago e Teresa disse...

A paz pastor Ciro!!


Li em alguns blogs sobre a afirmação do pastor americano..As vezes me questiono nos dias atuais, com tantos falsos profetas e um evangelho tão distorcido, se poderíamos ouvir um profeta que de fato Deus possa usar pra dizer o que está sentindo com essa humanidade perversa, nesses dias. Pois eu acredito que existam pessoas que profetizam nos dias atuais, como acontecia na antiguidade quando Deus falava com os profetas. Não estou aqui concordando com o que o pastor falou e nem descondando, mas fiquei muito pensativa ao imaginar o que Deus tem sentido pela humanidade e quando leio na bíblia passagens em que Deus falava severamente e muitos não ouviam, quando ele mandava o povo de Israel ir pra peleja e matar tantas pessoas, incluindo jovens, crianças e animais..Fico pedindo a Deus discernimento tanto pra mim quanto pra todos quanto amo para suas palavras não passarem despercebidas aos nossos ouvidos, pois sua justiça não é nada leve!!


Pois quem conheceu a mente do Senhor que o possa instruir...

Abraços!!

Keila e Tiago disse...

A paz do Senhor Pr. Ciro

Primeiramente, é um prazer poder participar pela primeira vez em seu blog. Deus te abençoe sempre!

Antes de dar a minha opinião sobre o assunto, gostaria de fazer algumas considerações.

Primeiro. A bíblia não dá direito nem a arminianos e nem a calvinistas de "matar" o sentido original de algum versículo usando outro. A bíblia deve ser interpretada integralmente. Creio que todos concordam.

Segundo. Não interessa se estamos da dispensação da graça e não mais da lei (onde vemos Deus abrindo a terra e matando gentes - Nm 16:32), os atributos de Deus continuam o mesmo. Há quem pense que Deus faz vistas grossas na dispensação da graça em relação ao pecado, essa é uma interpretação "morna", pois Ananias e Safira morreram por mentir ao Espírito Santo (Atos 5:4-10), e por aí vai...

Terceiro. Em João 3:16 "Deus amou..." o verbo "amou" está no passado, mas não indicando que o amor de Deus ficou no passado e não existe mais, mas o versículo está lembrando o que Deus fez no passado por amor ao homem, a saber, a crucificação do seu Filho unigênito.

Sendo, assim, fico nesta posição:

Deus nos amou ainda quando éramos pecadores (Rm 5:8), ou seja, quando éramos seus inimigos, pois a amizade do mundo é inimizade com Deus (Tg 4:4). E estávamos afastados dele pelo pecado (Is 59:2), e por amor a nós (pecadores) enviou seu Filho Jesus, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, Jesus (João 3:17).

Sendo assim, se Deus odiasse os pecadores, não conseguiria amá-los (pois ódio é antônimo de amor), e se não conseguisse amá-los, eles não poderiam ser salvos, pois Cristo não morreria na cruz (porque morreu por amor). E, se Cristo não moresse na cruz, o plano de salvação não teria êxito!

Deus não nos ama porque cremos na cruz de Cristo. Mas, a cruz de Cristo é a maior prova do amor de Deus para com os pecadores (João 3:16).

Porém... sempre tem um porém. Eu creio que Deus odeia o pecado. Pois, no meio de tantas razões, uma delas é que o pecado não glorifica seu eterno Nome!

Em Cristo,

Tiago Baldo

Keila e Tiago disse...

A paz do Senhor Pr. Ciro

Primeiramente, é um prazer poder participar pela primeira vez em seu blog. Deus te abençoe sempre!

Antes de dar a minha opinião sobre o assunto, gostaria de fazer algumas considerações.

Primeiro. A bíblia não dá direito nem a arminianos e nem a calvinistas de "matar" o sentido original de algum versículo usando outro. A bíblia deve ser interpretada integralmente. Creio que todos concordam.

Segundo. Não interessa se estamos da dispensação da graça e não mais da lei (onde vemos Deus abrindo a terra e matando gentes - Nm 16:32), os atributos de Deus continuam o mesmo. Há quem pense que Deus faz vistas grossas na dispensação da graça em relação ao pecado, essa é uma interpretação "morna", pois Ananias e Safira morreram por mentir ao Espírito Santo (Atos 5:4-10), e por aí vai...

Terceiro. Em João 3:16 "Deus amou..." o verbo "amou" está no passado, mas não indicando que o amor de Deus ficou no passado e não existe mais, mas o versículo está lembrando o que Deus fez no passado por amor ao homem, a saber, a crucificação do seu Filho unigênito.

Sendo, assim, fico nesta posição:

Deus nos amou ainda quando éramos pecadores (Rm 5:8), ou seja, quando éramos seus inimigos, pois a amizade do mundo é inimizade com Deus (Tg 4:4). E estávamos afastados dele pelo pecado (Is 59:2), e por amor a nós (pecadores) enviou seu Filho Jesus, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, Jesus (João 3:17).

Sendo assim, se Deus odiasse os pecadores, não conseguiria amá-los (pois ódio é antônimo de amor), e se não conseguisse amá-los, eles não poderiam ser salvos, pois Cristo não morreria na cruz (porque morreu por amor). E, se Cristo não moresse na cruz, o plano de salvação não teria êxito!

Deus não nos ama porque cremos na cruz de Cristo. Mas, a cruz de Cristo é a maior prova do amor de Deus para com os pecadores (João 3:16).

Porém... sempre tem um porém. Eu creio que Deus odeia o pecado. Pois, no meio de tantas razões, uma delas é que o pecado não glorifica seu eterno Nome!

Talles Marins disse...

Olá Pastor Ciro, gostaria de deixar para o irmão dar uma olhada sobre um video que fala deste assunto e que é muito escarecedor, pois assim como o nosso amor não é como o Amor de Deus, a Ira de Deus não é como a nossa Ira, mas é apenas para o irmão poder ver o que é pregado por este pregador sopobre isto, achei bastante esclarecedor.

Deus abençoe , é a primeira vez que posto um comentario no log do senhor, mas sou um leitor assiduo (sempre que possivel hehe)

Espero ser edificante oa mensagem.

http://www.youtube.com/watch?v=diPhMQgDgZM

Silvania Lemos disse...

Condenar os homens ao inferno é um ato de justiça, e a justiça decorre do amor. O amor verdadeiro (personificado por Deus) faz separação entre o justo e o injusto. E mesmo na condenação, ou disciplina não há falta de amor. Quando Deus esmagou seu Filho Jesus na cruz, foi um ato de amor, um ato e justiça "em favor dos homens". Jesus foi condenado injustamente pelos homens, mas esmagado "justamente" por Deus, em nosso lugar.

Abração pra todos.
Louvo a Deus pela sua vida Pr Ciro, ganhei um livro seu de um irmão e vou comprar os demais.

Silvania Lemos - Ig Petencostal em Vitória/ ES.