quarta-feira, 30 de junho de 2010

Proteja seu filho da efebofilia

Fala-se muito em pedofilia, em nossos dias. Mas os pais precisam tomar cuidado também com a efebofilia, abuso sexual perpetrado contra adolescentes. O termo, não muito usual — gr. éphébos, “adolescente”, “rapaz que chegou à puberdade”; e gr. phílos, “amigo”, “querido”, “que agrada” —, designa a compulsão por relações sexuais com adolescentes.

Pelo que tenho lido em livros, revistas e jornais, ambas as formas de abuso contra menores ocorrem em grande escala no mundo, a despeito de a pedofilia ser mais noticiada, sobretudo por envolver sacerdotes da Igreja Romana. Contudo, de acordo com o Vaticano, das três mil ocorrências de abuso dos padres contra menores, 90% delas foram praticadas contra adolescentes.

O Vaticano tem atribuído esse gravíssimo desvio dos sacerdotes à prática homossexual, e não ao celibato. Isso porque a efebofilia pode envolver, de certa forma, atração recíproca, sentimentos, diferentemente da pedofilia, em que a criança, completamente inocente, é iludida, enganada ou forçada.

Não descarto que o celibato e o homossexualismo sejam causas do terrível crime e pecado da efebofilia praticada por sacerdotes romanistas. Entretanto, há outros fatores que não podem ser desprezados, como possessão ou influência diabólica e a psicopatia, pelas quais marmanjos são levados a abusarem de adolescentes e também de crianças.

Em outras palavras, um padre homossexual pode vir a ter a tendência de abusar de adolescentes e crianças. Mas há pessoas que não são nem padres, nem homossexuais, nem celibatárias que estão abusando de menores... Nesses últimos dias, lamentavelmente, tem aumentado os casos de pastores — falsos obreiros, é claro — que abusam de filhos adolescentes dos membros das suas igrejas.

Os pais geralmente se preocupam em proteger as crianças. É preciso também ter cuidado com os adolescentes. Recentemente, no Rio de Janeiro, tornou-se público pela imprensa o caso de um “pastor” que abusava das filhas adolescentes dos membros. É claro que devemos ter todo o cuidado com os infantes, vítimas indefesas, em razão de poderem ser facilmente enganados e atraídos por monstros disfarçados de obreiros (1 Co 5.11), mediante doces, brinquedos, etc. Entretanto, deixo aqui este alerta para os pais, a fim de que atentem também para o perigo da efebofilia.

Como pais, temos a tendência de vigiar tudo o que as crianças fazem, porém costumamos deixar os adolescentes à vontade, sobretudo no computador. Não permitam que seus filhos adolescentes se tranquem durante horas no quarto. Eles podem estar conversando pela Internet com perigosos maníacos, que se mostram gentis, fazem elogios, demonstram ser amigos leais, dizem-se pastores, conselheiros, mas possuem intenções efebófilas.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

6 comentários:

Walter Filho disse...

Pr Ciro,
Percebemos em nossos dias uma alarmante ocorrência de abusos sexuais em crianças por parte dos próprios parentes: tios, avós, páis. Um exemplo é aquele caso em que um homem (homem?), mantinha em cativeiro sua filha adolescente e tinha até filhos(ou netos?)com ela.
Como igreja devemos não apenas orar pela proteção de nossos filhos, mas monitorar a "vida virtual" dos mesmos, não outorgando a eles uma autonomia exagerada e precoce, consequentemente destrutiva. Em casos como no exemplo que citei, a denúncia às autoridades é a melhor alternativa.
Alerta necessário esse.
Paz,
Walter Filho

Anônimo disse...

Pastor Ciro, acredito que esse tipo de abuso da parte de " pastores " já existia como no clero catolico, com o avanço dos meios de comunicação as pessoas estão ficando mais atentas e alguns casos vem a publico. Agora estou pasmo com tudo isso. Que coisa horrivel. Pastor, acho tambem que além da pedofilia e da efebofilia, deve que um assunto muito antigo e que raramente é levado em consideração é o bulling escolar. Pastor, quantas pessoas que durante toda vida estudantil sofreu agressões diversas? Atualalmente muitas delas tem dificuldade de se relacionarem, são pessoas deprimidas, acuadas.

Tamar disse...

Temos o ECA e temos o código penal, é só enfiar esses caras na cadeia e deixar eles apodrecerem lá!
Quero é mais que eles se danem...

E não me venham com essa gororoba crentina de transformar esses tarados em pastores do mesmo jeito que fazem com os homicidas.

Ajuda também não votar nos desqualificados e imbecis que aparecem nas igrejas, sendo alguns até recomendados pelas lideranças.

Gastamos milhões para manter deputados e senadores e temos agora o caso da Maria do Rosário do PT(RS) que redigiu uma lei que reduz a pena dos estupradores.
A lei foi fruto da ignorância jurídica dos legisladores e da incompetência dos assessores por eles contratados.

Parábens ao Senador Magno Malta e seus colegas da CPI da Pedofilia.

Devemos denunciar casos de desrespeito ao ECA, como o do SBT que está exibindo programação imprópria para menores as quatro da tarde e da Editora Abril que publicou fotos de uma garota de 16 anos com a permissão de seu energúmeno pai que até emancipou a menina para isso.

Os responsáveis por exibirem pornografia e xingamentos para crianças devem ser fichados e processados, sejam eles quem forem.

Muitas músicas que tocam em alto volume só poderiam tocar em prostíbulos.

Tamar disse...

Comentário 2
A igreja e os crentes devem ter um cuidado redobrado.

Quando comecei a trabalhar com crianças na igreja, percebi que algumas tinham um comportamento bizarro para a idade. Sinal de exposição á pornografia pesada em filmes e músicas e pelo menos um caso de abuso por meio de familiaries foi confirmado.
Foi um fato ocasional mas o responsável já está preso.

Não aprovo o comportamento das irmãs que querem trazer crianças para a igreja sem os pais com a ingênua intenção de evangelizá-las.
Essas crianças que vão a qualquer lugar sem os pais via de regra são crianças em situação de risco e vivendo em semi-abandono, cuidadas por avós que mal conseguem se aguentar de pé. Foi assim com o menino das agulhas e a mãe de santo aloprada.

Tamar disse...

Comentário 3
Esse é um assunto que me toca devido ao meu trabalho com crianças na minha pequena e pobre congregação neopentencostal situada no olho do furacão que é a periferia da maior cidade da américa latina, portanto peço paciência aos irmãos pois não posso deixar de fazer mais comentários.

Nós como igreja não podemos nos escusar dizendo que cometem esses atos são falsos obreiros. A igreja tem o dever bíblico de saber escolher seus obreiros e saber tirar fora aqueles que não prestarem (isso dói).
Se a igreja não faz isso a culpa diante de Deus e dos Homens deve recair sobre os que se acham "excelentes" obreiros e que não estão cumprindo a sua mordomia.

Hoje em dia é muito comum a "afundação" de igrejas por pessoas que tem um "siricanta" na língua nadinha de conhecimento bíblico aliado á prática.
Também é comum ministérios prospereiros mundiais, intergaláticos e interuniversais.

O sujeito funda uma igreja até na boa intenção, mas depois vê o tamanho da encrenca que é. Então cata qualquer um que aparece e põe para ajudar no ministério.

A armadilha é que igreja é um lugar que atrai muitas mulheres desesperadas que criam filhos sozinhas, ex-presidiários, casais problemáticos, mães de viciados e gente doente inclusive em tratamento psiquiátrico.

Essa gente precisa de ajuda especializada, de crentes firmes na fé e servos de Deus do sexo masculino que sejam íntegros, centrados e respeitáveis para poder ministrar mulheres com seis maridos e um amante.
Servas de Deus devidamente provadas e maduras que ensinem as jovens e ministrem prostitutas possessas por sete demônios.

A Igreja de Jesus Cristo não é para amadores, nem para trouxas bem intencionados.

É preciso que os bons obreiros (inclusive os da ICAR) tenham a coragem de encarar o desafio de sanear a igreja e criar mecanismos que não permitam a ordenação pelo menos de tarados.

Existe um livro chamado Novo Testamento que dá algumas dicas para isso...

Joelma disse...

Pr Ciro, boa tarde.
Amado, o senhor me autoriza a publicar em meu blog, alguns de seus links?

Grata, Joelma Monteiro

obs: meu site é: sussuave@blogspot.com