quarta-feira, 9 de junho de 2010

Escatologia aterrorizante (1) — “Ai das grávidas!”


A Escatologia Bíblica é um estudo que visa a produzir no servo de Deus esperança (Tt 2.14), consolando-o (1 Ts 4.18) e aumentando o seu desejo de morar no céu (Ap 22.20). Ela não tem como objetivo aterrorizar os salvos com especulações sem nenhum embasamento bíblico, como temos visto em nossos dias.

Quando eu ministro sobre o assunto nas igrejas, costumo reservar um período para responder às perguntas que os irmãos me enviam por escrito. E uma das mais frequentes é: “O que o Senhor Jesus quis dizer com a frase ‘Ai das grávidas’, em Mateus 24.19?”

Não são poucos os eisegetas (e não exegetas) terroristas que extraem a aludida frase de seu contexto, interpretando-a de modo fantasioso e excessivamente trágico. Alguns chegam a afirmar que as crianças que estiverem nas barrigas das mães serão arrancadas delas no instante em que ocorrer o Arrebatamento da Igreja. E citam a advertência “Ai das grávidas!” como abono à sua opinião aterrorizadora, que em nada edifica, conforta ou exorta os servos de Deus.

Em primeiro lugar, é importante observar que o Senhor Jesus não estava se referindo ao Arrebatamento quando falou das grávidas em Mateus 24. Neste capítulo, Ele responde a uma pergunta tripartida de seus discípulos, os quais desejavam saber (1) quando se dariam “essas coisas” e (2) que sinal haveria “da tua vinda” e (3) do “fim do mundo” (v.3).

A resposta do Mestre também foi tríplice e abrangeu: (1) o que aconteceria naquele século (a destruição do Templo e de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C.), bem como (2) os sinais ligados ao Arrebatamento e (3) os relativos aos eventos que antecedem o fim do mundo. Nesse caso, à luz do seu contexto imediato, o aviso “Ai das grávidas” está relacionado com a fase final da Grande Tribulação.

Quando Israel estiver cercado pelos exércitos do Anticristo (Ap 16.13-16), os civis terão grande dificuldade de escapar dos bombardeios inimigos, principalmente as mulheres grávidas. Mas observe que o “ai” estende-se às que amamentam, excluindo qualquer possibilidade de interpretação fantasiosa das palavras do Senhor: “ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mt 24.19).

Portanto, o Senhor se referiu à dificuldade de toda a população civil israelense, especialmente as mulheres gestantes e as que estiverem amamentando, em empreender fuga ante a chegada iminente dos inimigos. Mas, aproveitando a pergunta em apreço, evoco outra: O que acontecerá com as crianças que estiverem no ventre de suas mães, por ocasião do Arrebatamento?

No caso das mães salvas em Cristo Jesus, não há dúvidas de que as crianças em seus ventres serão arrebatadas. Uma vez que a vida delas depende de suas genitoras, e estas irão ao encontro do Senhor, nos ares (1 Ts 4.17), é evidente que as crianças não-nascidas, ainda em seu estado da inocência, participarão do grande Rapto da Igreja.

E quanto às crianças de ventre cujas mães não pertencem ao povo de Deus? Elas serão arrancadas das mães, deixando-as desesperadas? Não! Como depende da vida da mãe, e esta não será arrebatada, a criança continuará no ventre e nascerá normalmente na Grande Tribulação. Caso sobreviva aos juízos divinos desse terrível período, ingressará no Milênio com os povos naturais e terá a oportunidade de ouvir o Evangelho e ser salva.

Se as crianças filhas de descrentes vierem a morrer na Grande Tribulação, ainda na fase da inocência — período em que as suas faculdades ainda não estão suficientemente amadurecidas para serem convencidas de seus pecados e crerem em Cristo para a salvação (Mc 16.16) —, elas serão salvas. Afinal, o Senhor Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc 18.16). E Ele certamente se referia às crianças que ainda estão no período da inocência.

Nos próximos artigos desta série, pretendo discorrer mais sobre a grande exploração que está havendo ultimamente em torno dos assuntos escatológicos. Há, infelizmente, muitos especuladores, oportunistas, mercadejadores da Palavra (2 Co 2.17; 2 Pe 2.3), se aproveitando da credulidade do povo para apresentar uma escatologia aterrorizadora, amedrontadora, contrária ao que a Palavra de Deus estabelece. Aguarde o meu novo artigo sobre o assunto.

“Ora, vem, Senhor Jesus”.

Ciro Sanches Zibordi

20 comentários:

christoferfreitas disse...

Graça e Paz! Semana passada, fiz um comentário/pergunta em um de seus posts (Blog do Ciro multiplica-se, para a glória de Deus!)questionando sobre onde eu poderia encontrar mais textos sobre escatologia, principalmente rebatendo as posições pós-tribulacionistas, mas não obtive resposta do senhor. Entretanto, louvo a Deus que as respostas vieram nesse comentário de hoje e tenho certeza que ainda virão nos que estão por vir! Obrigado!

Pb. Valter Miranda disse...

Olá meu prezado irmão Ciro, a Paz do Senhor.

Realmente tem aparecido muita gente indo além do que está escrito.

Ao ler este assunto, lembrei-me de 199X quando trocamos muitos Emails sobre Crianças de ventre.

Naquela ocasião, e não somente naquela, pude aprender muitas coisas sobre a Bíblia contigo.

Um grande abraço.

Deus continue abençoando.

A Paz do Senhor.


Pb. Valter Miranda
São Paulo

Tamar disse...

Esses dia minha mãe uma assembleiana ouviu isto de algum "çábio" que deve ter aparecido na igreja. O problema é que essas interpretações tem um mecanismo viral de propagação.

A minha maior surpresa em escatologia foi saber que os Reformadores não ousaram interpretar o Apocalipse.
Então as interpretações mais conhecidas são novinhas, menos de 500 aninhos!!

E o sionismo então? Esse acontecimento importantíssimo no relógio de Deus que ainda está em curso!!!

Sem dúvida dá margem a muita especulação, sem precisar aterrorizar ninguém, como disse o John Piper para o David Wilkerson:"A Bíblia já e aterrorizante por sí só, Dave".
O pior eh que o Dave já acertou muita coisa...


Que medo.

monica disse...

Que bom que escreveu a respeito! Escreva mais, muito mais!
Estamos cansados, sem tempo, os dias abreviados... e ainda nos falta ensino!
Agradeço-lhe muito!

MARIO CESAR DE ABREU disse...

A PAZ DO SENHOR PASTOR CIRO?
TENHO UMA DÚVIDA PASTOR;AS CRIANÇAS QUE ESTIVEREM,NAQUELES DIAS,NA FASE DA IDADE INOCENTE,COM CERTEZA SERÃO ARREBATADAS,ENTÃO O QUE IMPEDE QUE,INDEPENDENTE DA IDADE DO FETO OU CRIANÇA NO VENTRE DAS NÃO SALVAS MÃES,O QUE IMPEDE QUE ESTAS CRIANÇAS SEJAM TRANSFORMADAS E ARREBATADAS SENDO COM CERTEZA O ESPIRITO NÃO SUJEITO AO TEMPO OU IDADE?
PERDOE ME SE FIZ UMA PERGUNTA TOLA,MAS,SINCERAMENTE TENHO QUE PERGUNTAR POIS ME PARECE UM TANTO ESPECULATIVO A QUESTÃO DE QUE A VIDA DA CRIANÇA NESTE MOMENTO AINDA DEPENDA DA MÃE,HAJA VISTA QUE JESUS ESTARÁ VOLTANDO E RESGATANDO TODOS OS SALVOS.
EM CRISTO,
MARIO CESAR

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Mário César de Abreu,

Minha abordagem não é especulativa. É baseada na analogia geral da Bíblia. Longe de mim fazer especulações que a nada levam! Mas, ao contrário, não vejo embasamento algum para Deus salvar crianças do ventre por salvar. Ele não age primacialmente na exceção, e sim na regra.

Não é lógico nem justo que uma mãe salva seja arrebatada e a criança no seu ventre morra e seja condenada. Mas é lógico e justo que uma mãe não-salva fique na terra, e a sua criança nasça para ter a oportunidade de ouvir a mensagem do Evangelho e crer para a salvação (Mc 16.16). É um processo natural que Deu estabeleceu.

Ademais, não é no Arrebatamento que Deus levará todos os salvos, como o irmão afirmou. Haverá muita salvação ainda na Grande Tribulação e no Milênio, não sendo necessário que os filhos dos descrentes sejam arrebatados para serem salvos. Eles terão a oportunidade no momento certo para crer no Unigênito de Deus (Jo 3.16).

Ninguém nasce salvo. Todos nascem perdidos. Em casos de exceções, em que a pessoa não tenha mesmo a possibilidade de ouvir a mensagem do Evangelho, entra em ação a graça preveniente de Deus, como no caso dos recém-nascidos que partem para a eternidade. Mas Deus não age prioritariamente na execeção, repito. Ele age na regra. E a regra é que as crianças cresçam, se desenvolvam, ouçam a mensagem do Evangelho e aceitem ou não a salvação de Deus mediante o livre-arbítrio (Rm 10.9,10).

Em Cristo,

CSZ

Odir disse...

Prezado pr. Ciro. Eu queria mais esclarecimento, sobre o arrebatamento. Quando o texto bíblico fala:que um será levado e outro será deixado, que se encontra em Mat.24: 40e 41. Desde de já, fico grata pela atenção. Que o Senhor te abençoe ricamente, em nome071520

Odir disse...

Olápr. Ciro. Queria mais esclarecimento sobre o arrebatamento. Em mat24:41 e 42. Que Deus o abençoe.

MARIO CESAR DE ABREU disse...

CARO PASTOR CIRO,
OBRIGADO POR EXCLARECER MINHA DÚVIDA;TEM SÓ UMA OUTRA QUESTÃO RELACIONADA SOBRE O POR QUE O SENHOR AFIRMA QUE NÃO É JUSTO QUE UMA MÃE SALVA SEJA ARREBATADA E SEU FILHO SEJA CONDENADO.
O SENHOR MESMO DISSE QUE "DOS TAIS É O REINO DOS CÉUS (CF O PRÓPRIO SENHOR JESUS AFIRMOU);ENTÃO FIQUEI COM DÚVIDA SOBRE ESTE FATO QUE ESTAS CRIANÇAS JÁ SERIAM SALVAS UMA VEZ QUE NÃO TERIAM A OPORTUNIDADE DE NASCER E ASSIM A QUESTÃO NÃO É JUSTIÇA,MAS ELAS SE ENQUADRAM NO QUE O SENHOR DISSE "ENTRA A GRAÇA DE DEUS"
MAS LONGE DE MIM CAUSAR POLEMICA,É OBVIO QUE O PASTOR É MUITO MAIS CAPACITADO QUE EU SOBRE OS MAIS DIVERSOS TEMAS DA BÍBLIA.
E SEMPRE APRENDO COM O PASTOR.
DEUS TE ABENÇÕE.
EM CRISTO,
MÁRIO

Ciro Sanches Zibordi disse...

Querido irmão Mário,

Não vejo problema nenhum em o irmão manifestar a sua dúvida. Respeito a sua opinião, mas exporei novamente o meu entendimento sobre o assunto.

Uma criança morrer no período da inocência e ser salva não é a regra; é a exceção. Caso contrário, para salvar a todos, Deus tiraria a vida de todos os seres humanos ao nascer, a fim de salvá-los.

A regra é que uma pessoa nasça, cresça, se desenvolva, alcance a maturidade e creia para a salvação (Mc 16.16; Rm 10.9,10). Se isso não ocorrer, e a pessoa vier a morrer no período da inocência, a salvação se dará por exceção a regra.

Em Cristo,

CSZ

MARIO CESAR DE ABREU disse...

AMADO PASTOR CIRO,
AGORA COMPREENDI O QUE O PASTOR EXPLICOU ANTES, NA SUA TOTALIDADE;A QUESTÃO É A REGRA E A EXCEÇÃO.
ESTOU SATISFEITO E EXCLARECIDO.
A PAZ DO SENHOR!
EM CRISTO,
MARIO

Alan Capriles disse...

Prezado pastor,
Admiro muito seu trabalho e respeito seu ponto de vista. Sou também estudante da escatologia bíblica, mas discordo de sua conclusão a respeito das mulheres grávidas.
Este evento já ocorreu, no ano 70 d.C. quando Jerusalém foi sitiada. Registros históricos afirmam que fetos e recém nascidos eram comidos, pois o exército romano havia cercado a cidade impedindo o acesso a água e comida por semanas. O próprio Senhor Jesus alertou as mães que choravam por ele que elas deveriam é chorar por si mesmas e por seu próprios filhos (Lc 23:28-29) e explicou: "Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram e nem amamentaram." Ora, estes dias viriam na própria geração daquelas mulheres e de seus filhos (Lc 23:28), o que de fato aconteceu quando Jerusalém foi sitiada e completamente destruída, em 70 d.C.
É importante ainda lembrar que o contexto em Lucas é o mais detalhado e ele começa dizendo: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação." (Lc 21:20) e termina explicando: "...e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." (Lc 21:24) Este é o período que ocorreu entre 70dC. e 1948, quando foi criado o estado de Israel e os judeus puderam retornar a sua terra.
Por favor, leiam todo o contexto (Lc 21:20-24)
Não escrevo isto para discordar, mas a fim de esclarecer. Precisamos comparar Escritura com Escritura. Não obstante, tenho certeza que o amado não me dará razão, pois conheço profundamente a escatologia do EETAD e imagino que discordar da sua denominação seria perigoso.
Minha esperança é que o amado e outros leitores investiguem em suas bíblias e vejam aquilo que está claro.
No mais, como já disse, sou grande admirador e glorifico a Deus por sua vida e ministério.
Que o Senhor continue lhe usando cada dia mais!
Em Cristo,
pr. Alan Capriles
Igreja Bíblica Cristã

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro pastor Alan Capriles, da Igreja Bíblica Cristã:

Agradeço-lhe pela sua admiração ao ministério que Deus me outorgou.

Pelo contexto imediato de Mateus 24.19, fica claro que “Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” não se refere à invasão de Jerusalém, ocorrida no ano 70. Jesus, quando disse: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então...” (v.15), deixou claro que o assunto está ligado à Grande Tribulação, que se dará no futuro, após o Arrebatamento da Igreja.

Mais adiante, no versículo 21, o Senhor afirmou: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais”. O que aconteceu no ano 70, portanto, apesar de terrível, foi apenas uma amostra do que acontecerá no período da Grande Tribulação, que se dará, repito, após o Arrebatamento da Igreja.

O texto de Lucas mostra que haverá, no futuro, um novo espalhamento do povo de Israel, assim como ocorreu no primeiro século. A destruição ocorrida naquele tempo pressagia os último dias e o julgamento final. Deus julgou a nação de Israel, à época, mas a destruição da cidade e do Templo não está no estágio final do seu plano. Há ainda uma fase mais decisiva, que antecederá a Manifestação de Cristo, em poder e grande glória, o que não ocorreu no ano 70.

Por favor, leia todo o contexto: Lucas 21.20-28, especialmente os versículo 25 e 27: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas [...] Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória”. É preciso levar-se em conta que a pergunta dos discípulos foi tríplice, e o Senhor lhes deu também uma resposta tripartida.

Precisamos comparar Escritura com Escritura. Mais do que conhecer profundamente a Escatologia do EETAD, dos seminários batista e presbiteriano ou qualquer outro, precisamos entender os textos à luz de seus contextos imediato, remoto, geral, histórico, cultural, etc. Modéstia à parte, conheço bem as matérias Escatologia Bíblica, Hermenêutica e Exegese, e tenho muito cuidado para não importar as minhas ideias para o texto sagrado.

Finalmente, a sua sugestão de que eu estaria preocupado em discordar da minha denominação é equivocada. E a minha esperança é de que o amado pastor e outros leitores investiguem em suas Bíblias e vejam aquilo que está claro, pois não devemos “ultrapassar o que está escrito” (1 Co 4.8).

Em Cristo,

CSZ

Alan Capriles disse...

Prezado pr. Ciro,

Agradeço pela atenção dispensada em responder com riqueza de detalhes ao meu comentário.
Concordo plenamente com o amado nisto:
"a pergunta dos discípulos foi tríplice, e o Senhor lhes deu também uma resposta tripartida"
Uma das respostas do Senhor Jesus diz respeito à destruição de Jerusalém e é neste contexto que se encontra a advertência para as mulheres grávidas.
Quando eu disse que é necessário se comparar Escritura com Escritura, estava me referindo principalmente a confrontar-se o sermão escatológico de Mateus 24 com Lucas 21; e também Lc 21:20-24 com o alerta de Jesus a caminho do gólgota:
"Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!" (Lc 23:28-29)
A Bíblia responde a própria Bíblia.
É óbvio que estas palavras estão diretamente ligadas a Lc 21:20-24. Basta comparar.
Ora, como Jesus disse "chorai por vós mesmas..." ele estava se referindo a um acontecimento para dentro daquela mesma geração, o que de fato aconteceu no ano 70.
Eu não estou ultrapassando o texto. Muito pelo contrário.
Mas de nada adiantaria entrarmos numa discussão aqui.
Como já disse, sou um grande admirador e respeito muito seu trabalho. Mas nem os melhores amigos concordam em tudo, não é verdade?
Mas, por favor, lembre-se que não sou o único a defender esta tese, pois grandes teólogos também pensam assim.
Pretendo escrever um artigo sobre este assunto em meu blog, que lhe convido a conhecer. Seria uma honra:
http://alancapriles.blogspot.com/
O artigo explicará melhor meu ponto de vista, que não cabe num comentário.
Um forte abraço!
Deus lhe abençoe cada dia mais!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro irmão Alan Capriles,

Agradeço-lhe por expor a sua opinião aqui. A Escritura interpreta a Escritura, de fato.

Zacarias, por exemplo, falou das duas vindas de Jesus sem saber (9.9,10). Veja que versículo 9 alude à primeira vinda e à entrada de Cristo em Jerusalém, montado em um jumentinho. Mas o versículo 10 alude à Segunda Vinda: "E destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de gerra será destruído; e ele anunciará a paz às nações; e o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até às extremidades da terra".

Reafirmo, pois, que todo o conjunto de versículos de Mateus 24.15-28 refere-se à Grande Tribulação, a despeito de haver semelhança com o que ocorreu no ano 70 d.C. Os eventos contidos no aludido conjunto de versículos não ocorreram ainda, pois estão ligados à profecia de Daniel e antecedem a Manifestação do Senhor em poder e grande glóra.

Geralmente, costumamos nos apegar a uma "evidência" para defender a nossa tese. Mas é preciso explicar o porquê de haver outras que apontam para um evento futuro (uma não anula a outra ou várias outras). Veja o início do versículo 15, que abre a seção (Mateus 24.15-28: "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo".

A "abominação da desolação" ainda não ocorreu. Mateus caps. 24-25 é mais difícil do que parece. É preciso estudar esses dois capítulos à luz de Apocalipse 13 e Daniel 9 e também de 2 Tessalonicenses 2, especialmente o versículo 4. Este mostra claramente que o Anticristo se assentará no Templo querendo parecerer Deus. Isso não ocorreu no ano 70. E é esse fato que serve de "caput" para Mateus 24.15-28.

Em resumo, o Templo será reerguido e, na Grande Tribulação, o Anticristo vai enganar o povo de Israel. Na parte final da Grande Tribulação, o homem do pecado assentar-se-á no Templo, voltando-se contra os israelitas (hoje, israelenses). Isso ensejará a batalha do Armagedom. É aqui que ocorrerá a fuga dos israelitas e o grande sofrimento das grávidas, muito pior do que no ano 70. Estude Apocalipse 16-19.

Diante do exposto, reafirmo, com todo o respeito, que "Ai das grávidas" alude ao período da Grande Tribulação.

Em Cristo,

CSZ

Cristo a única Esperança disse...

A Paz do Senhor Pastor Ciro!

Fiz um comentário e uma pergunta sobre o artigo em questão, estou aguardando a resposta; Só pra lembrar, foi no site da cpadnews.

louvor paulo e néia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
louvor paulo e néia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Girlane Gomes disse...

A Paz do Senhor a todos!

Mas Pastor Ciro, isso é aterrorizante se formos parar para analisar!!
Se as mães não forem salvas vão perder seus filhinhos (que estiverem em fase de inocência), e vão sofrer.
Na verdade as mães deveram confessar o nome de Jesus para serem salvas, já se uma criança vier a morrem sera salva automaticamente! Se eu estiver errado por favor me corrija: danillolins1@hotmail.com ou aqui no site mesmo!

A Paz do Senhor!

Girlane Gomes disse...

A Paz do Senhor a todos!

Mas Pastor Ciro, isso é aterrorizante se formos parar para analisar!!
Se as mães não forem salvas vão perder seus filhinhos (que estiverem em fase de inocência), e vão sofrer.
Na verdade as mães deveram confessar o nome de Jesus para serem salvas, já se uma criança vier a morrem sera salva automaticamente! Se eu estiver errado por favor me corrija: danillolins1@hotmail.com ou aqui no site mesmo!

A Paz do Senhor!