quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os dons de variedade de línguas e interpretação das línguas

Um dos dons constantes da multifacetada manifestação do Espírito Santo na Igreja (1 Co 12.4-11), principalmente no culto coletivo a Deus, é a variedade de línguas, as quais precisam ser interpretadas de modo sobrenatural mediante outro dom, o de interpretação das línguas (1 Co 12.10; 14.13,27).

Muitos antipentecostais têm zombado das línguas estranhas em razão de haver, de fato, falsificação desse dom em ajuntamentos ditos pentecostais. Mas o Espírito Santo fala, sim, de modo sobrenatural à Igreja por meio de línguas desconhecidas.
Daí a Palavra de Deus dizer, em 1 Coríntios 14.26: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”.

Por graça do Senhor, eu tenho recebido dEle algumas mensagens em línguas, principalmente no fim das pregações. Às vezes, o Espírito Santo me dá a interpretação, mas nem sempre isso ocorre. E, nesse caso, sigo a orientação das Escrituras:
“Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus” (1 Co 14.28).

Cheguei há pouco da Escola Bíblica de Obreiros da Assembleia de Deus do Rio de Janeiro (no bairro de Benfica), igreja presidida pelo amado pastor Temóteo Ramos de Oliveira. No fim da minha exposição bíblica, no período da tarde, recebi do Espírito algumas palavras proféticas em variedade de línguas. Como o Senhor não me deu a interpretação, calei-me depois de algum tempo.
Mas uma irmã chamada Regina, com lágrimas nos olhos, me procurou e disse: “Pastor, eu sou tão pequena, porém tudo o que o senhor falou em línguas eu entendi perfeitamente”.

Eis a interpretação que o Espírito deu àquela humilde e sincera serva do Senhor, a qual eu publico aqui para que, como está escrito em 1 Coríntios 14.12, haja edificação da Igreja do Senhor: “Igreja, Igreja minha, eu sou o Senhor, o teu Deus, que falo contigo. Não mude o fundamento, o qual eu, o Senhor de Israel, já tenho colocado. Assim diz o Senhor, Igreja minha”.


Eu acabara de discorrer sobre a necessidade de pregarmos mensagens expositivas acerca da obra de Cristo (1 Co 1.18,22,23; 2.1-5), não aceitando as pregações da moda, que giram em torno de “sonhos de Deus”, “gravidez espiritual”, vitória financeira e outras efemeridades. Aleluia!

Não mudemos, pois, o fundamento! Continuemos a pregar a Jesus Cristo, quer ouçam, quer deixem de ouvir.


Ciro Sanches Zibordi

35 comentários:

zeriky de souza disse...

Nobre Pastor Ciro...

A Paz do Senhor.

Concordo plenamente com seu artigo mais uma vez, e primo pela pregação expositiva da vida de Jesus Cristo e seu sacrifício salvifíco por nossas vidas.

Que Deus nos conceda graça e misericórdia, para pregarmos sua palavra com ousadia e sem achismos e modismos...

Chega de fermento...

Afé vem pelo ouvir a palavra de Deus, e não pelos gritos, e repetições de frases de efeito.

Que Deus continue abençoando sua vida poderosamente.

Em Cristo, Ax. Zeriky de Souza.

L.F. Bruschi disse...

Glórias ao nome preciso de Jesus Cristo, que vive e reina para todo o SEMPRE!!!!!

Newton Carpintero, pr. disse...

Nosso pr. Ciro Zibordi,

A paz do Senhor!

O meu coração se alegra, porque é bom conhecer homens de Deus, com o coração cheio da responsabilidade em alertar com amor, aos crentes.

Ao Senhor, peço sempre, amado pr. Ciro, muita saúde, sabedoria e conhecimento para a sua vida.
O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Paulo Machado disse...

eu ainda não vi um antipentecostal zombeteiro dar suas interpretações para algumas passagem da Bíblia como essas que o sr. pastor citou.
eles sempre distorcem as mesmas poucas passagem que são um pouco mais difíceis de compreensão, mas as de simples compreensão eles não ousam dar suas interpretações particulares.

Família Mitrach disse...

A paz do Senhor Pastor Ciro, concordo com a matéria e cabe aqui dizer que o evangelho está banalizado por causa de um ou outro mau obreiro, com o dom de linguas também é a mesma coisa e porque não dizer da profecia, que não tem mais tanta credibilidade em nosso meio, ainda bem que o Senhor Deus tem dado sabedoria a muitas pessoas para propagarem o verdadeiro evangelho, fique com Deus Pastor.

Josiel disse...

Amado pastor,

A paz do Senhor!

Hoje(13/05),quando acordei fui direcionado por Deus, á ler e meditar na lição bíblica da escola dominical, que trata exatamente deste assunto, os dons espirituais.

Qual não foi a minha surpresa, ao acesssar mais uma vez o seu edificante blog,sinto-me renovado com a promessa e a certeza que esses dons estão a nossa disposição, para o que for útil na obra de Deus.

Que o Espírito Santo continue te abençoando,que Ele,e somente Ele, te encha de conhecimento de sua vontade, de toda sabedoria e inteligência espiritual(Col 01:09).

Mui fraternalmente em Cristo,

Josiel Vitorino da Silva.

Clébio Lima de Freitas disse...

A Paz do Senhor, amado irmão e pastor Ciro!

Gosto de ler seus textos porque me identifico muito com você apesar de não ter, ainda, tanto conhecimento bíblico e teológico. Considero você hoje uma das vozes que podem e estão mudando a situação dos jovens, principalmente dos jovens, das Assembléias de Deus e demais igrejas pentecostais no Brasil. Que Deus lhe use ainda mais nesse Brasil e fora dele para levar a verdade do Evangelho que não pode mudar mesmo que muitos queiram!

Att,

Clébio Lima de Freitas
clebiolima.blogspot.com

T.a.t.h.i.a.n.a L.u.c.e.n.a disse...

Glórias a Deus por isto, caro Pastor!
Tremendo é o agir de Deus e Seu falar... Quanto às pregações da moda: eu concordo! E fico feliz por mais uma vez ter a minha vida edificada por seus artigos!!
Amo aprender e sei que há muito ainda.
Que o Senhor lhe abençoe grandemente!

Um abraço fraterno,

Tathiana Lucena.

Junior disse...

Pr. Ciro,

Excelente exposição de algo tão banalizado por nós mesmos.

Continue a propagar o Evangelho sempre puro e simples.

Amplexos,
Junior

Cristiano Santana disse...

Prezado Pastor Ciro

Permita-me apresentar um pequeno comentário que fiz sobre as regras que Paulo transmitiu aos coríntios sobre o exercício do dom de variedade de línguas:


[Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar] Parece que o dom de falar línguas e de interpretá-las dificilmente era achado em uma só pessoa. Geralmente um falava línguas estranhas e outro interpretava. Mas o apóstolo orienta os cristãos para que busquem a Deus em oração, com o objetivo de manifestar a operação desses dois dons simultaneamente. É cada vez mais raro, hoje em dia, presenciar a interpretação de línguas em nossos cultos. É lindo quando isso acontece!

[Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.] Para Paulo a adoração cristã tem um aspecto, não só espiritual, mas também racional. A mensagem celestial tem de influenciar, não só o coração do cristão, mas também a sua mente. Certamente, seríamos grandemente edificados, caso o Senhor concedesse à Igreja o acesso ao significado das palavras celestiais que são emitidas através das línguas estranhas, pois são declarações vindas das profundezas de Deus. Como a racionalidade tem sido desprezada atualmente pelos cristãos, e como o emocionalismo tem sido exaltado! Qualquer apelo para a reflexão, para a análise crítica, é taxada como coisa de carnal. Já fui em cultos onde um determinado irmão ou irmã fica falando linguas estranhas durante dez ou quinze minutos e a igreja fica acompanhado, calada, extasiada. Depois que termina fica a pergunta: qual foi o propósito desse discurso espiritual? Ora, o propósito foi edificar apenas o espírito de quem falou e nada mais. Para igreja foi perda de um tempo precioso do culto.

[E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes; 17 porque tu, de fato, dás bem as graças, mas o outro não é edificado.] Paulo, mais uma vez, ressalta a necessidade da edificação recíproca no culto cristão. Não aproveitará em nada ao meu irmão ficar ouvindo eu falar em línguas estranhas, visto que esse fenômeno diz respeito somente a comunhão íntima que tenho com Deus. "Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.(I Cor 14:2) Em outro lugar, também diz: "O que fala em outra língua a si mesmo se edifica" (I Cor 14:4) Cada irmão deve ter como alvo o crescimento espiritual do próximo e não exclusivamente o seu. A busca pela interpretação das línguas estranhas reflete a manifestação genuína do amor cristão, pois amar também é compartilhar aquilo que temos de melhor. Infelizmente, o que mais se vê hoje nas igrejas, são cristãos demonstrando "dons espirituais" com o fim de se exibir ou de se promover.

[Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. 19 Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua. 20 Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos] Ao contrário da tendência atual, Paulo não se deslumbrava com o dom de línguas estranhas. De vez em quando, sou interpelado por alguns irmãos que protestam dizendo: "a mensagem que você pregou foi muito boa, mas teria sido muito melhor se você tivesse falado em línguas estranhas". Não existe lugar algum na Palavra de Deus que diz que a minha mensagem aumentará em poder se eu falar em línguas estranhas. Alguns pregadores, influenciados por essa falsa noção, acabam misturando pregação com línguas estranhas. Para cada palavra intelegível, são faladas dez palavras estranhas, e a consequência é que a Igreja acaba não entendendo nada do que foi dito. Em algumas igrejas, basta o pregador falar umas cinco palavras em línguas estranhas para que todos passem a acreditar que ele é o profeta de Deus, o enviado do céu. As igrejas não estão precisando de pregadores desse tipo. A situação atual é tão grave que as igrejas estão precisando ouvir as repreensões de Deus na língua materna; os cristãos estão precisando ouvir calados, com os olhos esbugalhados a mensagem radical do evangelho.

[Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?] O que acontecia na igreja de Corinto devia ser algo semelhante ao que vimos hoje: uma verdadeira confusão, com pessoas correndo de um lado para outro da igreja, gritando, falando em línguas estranhas, pulando, fazendo caretas, etc. O incrédulo não tem razão em ficar escandalizado quando vê isso acontecendo em nossos cultos? Porventura ele não tem o direito de dizer que, ao invés de estar numa igreja, está em um hospício? É lamentável saber que, dois mil anos depois, isso ainda continua acontecendo.

E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez... (I Coríntios 14:27)

[faça-se isso por dois ou, quando muito, três] Isto é, dois ou, quando muito, três em cada reunião, em cada culto.

[e por sua vez] Separadamente, um após o outro. Eles não podiam falar em linguas, ao mesmo tempo. É rotineiro, nos cultos pentecostais de hoje, a manifestação simultânea de línguas estranhas, envolvendo quase a totalidade da igreja, principalmente naqueles momentos de clímax espiritual, quando o Espírito Santo de Deus é sentido de uma maneira poderosa. Percebe-se por isso, que a regra desse versículo é muito pouco seguida, atualmente. Eu acho, particularmente, que o limite de três pessoas não seja um número absolutamente fixo. A grave situação de Corinto exigia essa medida limitadora.

Aceito que a manifestação simultânea da glossolalia em nossos cultos possa até acontecer, mas isso deve ocorrer sempre dentro do limite da racionalidade e por um tempo relativamente curto. Os crentes não precisam pular descontroladamente, quebrar bancos, contorcerem-se como endemoniados, etc. Passado o momento do ápice espiritual, todos devem parar de falar línguas estranhas em voz alta, até para garantir a continuidade normal do culto.

[...e haja intérprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.] Paulo ressalta, mais uma vez a necessidade da interpretação das línguas. Na verdade, a tradução para uma língua conhecida, geralmente transforma em profecia o conteúdo que foi enunciado em língua desconhecida.


Um grande abraço pr. Ciro

Cristiano Santana
http://cristisantana.blogspot.com

Pr Elder Sacal Cunha disse...

Meu amigo e irmão Pr Ciro
Louvo a Deus pela sua vida.
Tenho convivido com jovens que zombam do Espírito Santo, pois não acreditam no falar de "Línguas" e tão pouco crêem nos dons do Espírito para presente era. Afirmam que as línguas faladas em ATos 2 eram, somente, línguas em outros idiomas.
A Bíblia é tão clara nesse ensinamento. Quando falamos em línguas nos comunicamos espiritualmente com Deus, pois quem fala em línguas, não fala aos homens, senão a Deus. Com efeito ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios ( I Cor 14.2).
Agora pergunto: Como dizer, hoje, que o dom de línguas é , somente, dom de idiomas? Respondo: quem fala, fala à Deus e em mistérios e homem NENHUM ENTENDE. (seria isso algum idioma? existiria esse idioma no globo terrestre? Sendo assim, o dom de línguas não se resume aos idiomas).
Busquemos com zelo todos os dons!
Pr Elder
http://eldersacalcunha.blogspot.com

Marcelo Oliveira disse...

Nobre pastor, a paz do Senhor!

Muito edificante este seu estudo e principalmente a sua experiência! Mostra de forma inconteste a atualidade dos dons espirituais! (1 Ts 5.19) Permita-me compartilhar uma experiência interessante!

Em um congresso de mocidade na AD de Santo André muito abençoado! O pregador fez uma ótima pregação exortando a santidade aos jovens para agradar a Deus. No final do culto o irmão começa a falar e o Espirito Santo a mover a congregação. Todos começam a orar, o pregador começa a falar em línguas, e um irmão do meu lado começou a orar para que alguém interpretasse. De repente um irmão começa a interpretar no meio da igreja todos ficam parados , pois a mensagem que o irmão pregou em nossa língua foi a mesma quando começou a falar em línguas estranhas confirmado a mensagem para igreja. Em resumo pedia para igreja santidade e mandar prepararmos para a segunda vinda de Cristo.

Ps. Quando o pastor virá pregar em AD de Mauá (SP) para conhecê-lo!?

Abraço!
Marcelo Oliveira.
http://blogdomarcelooliveira.blogspot.com

Christiane disse...

Pastor Ciro, não sei nem por onde começar...Calma ainda estou em estado de choque!! Rsrsr

Bem começando,eu fui batizada com dom de linguas aos 12 anos de idade na A.D e com o passar dos anos conheci meu esposo ele da BAtista e então nos casamos e me tornei mebro da igreja Batista,e lá como o senhor sabe não é hábito falar em línguas assim como na A.D.
E isso foi me reprimindo...
E fui conversando com pessoas Batistas as quais me trouxeram várias teses sobre do pq os Batistas não falam em línguas na igreja ou em canto algum...Nem para sua edificação entre o servo e Deus.

Bem e isso me reprimiu de tal forma que todas as vezes q eu ia orar só em minhas devocionais diárias eu parava assustada!pq achava, segundo o que tinha ouvido, que estava blasfemando,com medo de o dom q tinha recebido não fosse de Deus.
Pastor Ciro só Deus sabe o sofrimento que isso tem me trazido,alias trazia Rsrsrs até lêr esta sua postagem.

Bem eu li e reli vários textos que falam sobre obatismo no E.S na bíblia,mais mesmo assim o medo continuava em meu coração,o medo de está fazendo algo q não fosse de Deus.Pode-se pensar q como uma serva do Senhor tem medo,ou vai segundo tdo o que o povo fala?!Só que tem um porém,qdo um professor vem nos ensinar nos escultamos o que ele tem pra nos falar e aprendemos algo(pq confiamos nele),da mesma forma que vamos buscar entendimento com nossos pastores.E foi isso que eu fiz.Sei que homens são falhos,amis creio eu que eles devem saber mais do que nós,se não não seriam aptos para o ministério.

Pois bem,mais para honra e glória de Deus!Eu já ia enviar ao Sr. um email pedindo PELO AMOR DE DEUS,que me ajudasse com essa minha confusão espiritual...mais Deus é tão maravilhoso que quando cliquei em atualizar na sua página do blog qual 1° asunto mais recente postado?Falar em línguas!!1
ALELUIA!!!

E fui lendo...até chegar na parte onde uma irmã traduziu o que o sr. falou em línguas:

“Igreja, Igreja minha, eu sou o Senhor, o teu Deus, que falo contigo. Não mude o fundamento, o qual eu, o Senhor de Israel, já tenho colocado. Assim diz o Senhor, Igreja minha”.

(com muita emoção e choro) Pastor posso dizer que isso é resposta de Deus pra mim!!não mudar aquilo que Deus me deu aos 12 anos,o dom que Ele me deu,da até vontade de gritar Aleluia(mais não posso pq estou no meu trabalho neste momento,rsrs).Tive q conter as lágrimas!


Pastor muito me ajudou essa postagem,venho acompanhando suas postagens fazem uns 2 meses e muito me alegra ver um membro da AD que ainda leva a verdadeira palavra de Deus a sério!!
Apesar do senhor não ter me respondido ao email q enviei em meus momentos de indagação sobre o batismo,hj o senhor postou algo que eu precisava ler!
Deus abençoe o senhor!
Se puder me envie um estudo para meu email
chrislf_brito@hotmail.com
ficarei muito grata!!

OBS: É tiste algo que eu vejo dentro da igreja onde congrego,como tem pessoas repriomidas comseus dons,muitas falam em linguas mais não tem o direcionamento correto e acabam por deixar pra lá,ou vivem isoladas,vivem "as escondidas com isso",é triste....O que podemos fazer em meio a tdo isso?Orar a Deus!pq só Deus com sua graça e misericordia q pode nos ajudar.

Espero que o sr. possa me responder a este "pequeno" comentário rsrs

Abbraços.
Christiane
chrislf_brito@hotmail.com

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

Pastor Ciro,

Sei bem o que é um ambiente pentecostal em que as línguas são interpretadas, e mensagens são transmitidas para a edificação do povo de Deus. Quem conhece o pentecostalismo verdadeiro sabe discerni-lo de bobagens pseudopentecostais. Agora, há que se buscar um meio-termo, pois o Movimento Pentecostal brasileiro supervaloriza as línguas estranhas, de fato, a ponto de elegê-las como "conditio sine qua non" para a evidência do batismo no Espírito Santo, e, por consequência, para o episcopado e diaconato. Embora eu seja membro da Assembleia de Deus, penso diferente, e não é por falta de estudo.

Reginaldo disse...

Concernente ao manifestar das línguas estranhas, tenho uma experiência a contar.

Certa vez fui a um congresso de jovens abençoado de meu ministério, onde o poder de Deus tinha liberdade para agir e muito me alegrei durante os dias que estive lá. O Espírito Santo agindo, edificando crentes, salvando almas, tirando dúvidas, etc. Num dos dias, no período da tarde, chegou a hora da palavra, o pastor disse os versículos da bíblia onde devíamos ler e começou a leitura. O problema é que o irmão do lado não parava de falar em línguas estranhas em tom altíssimo, e eu não conseguia ouvir o pastor falando, criei coragem, dei um toque no irmão, fiz sinal para baixar o volume e disse que era a hora da palavra. O irmão parou por um tempo. Tudo bem! Pensei em conversar depois do culto com o irmão e explicar melhor o que tinha feito e olha que fui muito educado no meu pedido, mas acabei esquecendo.

Passado algum tempo, fui a um culto onde o amado irmão foi escalado para pregar a palavra. Ele discorria bem, pela idade que tinha, era um jovem, até que disse algo que me deixou atônito, não esperava por isso:
- Irmãos, eu estava num culto, sentindo o poder de Deus, quando um irmão, USADO PELO INIMIGO, me tocou e pediu para eu abaixar a voz...
Doeu na alma. Mas tudo bem, ri, ri, nessas eu aprendo como "não se faz"!
Tomare que um dia ele perceba, se é que já não percebeu, seus equívocos.

A paz do Senhor!

Fernando disse...

A Paz do Senhor Jesus Cristo, amado Pastor Ciro.

como sempre, o senhor tem trazido artigos edificantes para as nossas vidas. É por isso que, sempre que posso, acesso o seu blog.
Temos contemplado crentes(crentes?) que estão banalizando essas dádivas vindas da parte do
Todo-Poderoso. Alguns chegam a decorar as línguas que são faladas na igreja, pelos santos, para os imitarem. Encontramos alguns que, ao decorarem, as usam até para usarem como cantadas, que é uma blasfêmia.
Sei, que este dom maravilhoso que está em nós foi o Senhor Jesus quem nos deu. Crendo esse povo ou não, vamos continuar falando em línguas estranhas até a volta do Senhor Jesus Cristo.

Pastor Ciro,
graças a Deus, o Senhor da Glória, ainda existem homens comprometidos com a Santa Palavra, o senhor é um desses.
Continue pregando, exortando, fazendo aquilo que Deus te manda fazer, pois aquele que te chamou, ungiu,capacitou, é Fiel para ir contigo até o fim.

em Cristo Jesus,

Fernando da Conceição.
Assembléia de Deus
Rio das Ostras-RJ

Luciano disse...

Puxa pastor Ciro... fico tão feliz em saber disso! Fico feliz em saber que ainda há dom de interpretação, porque eu não vejo isso mais! ;'(

Nem tenho palavras pra continuar... Deus sabe de tudo! =(
Que Ele te abençoe!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro irmão Alex Esteves,

Agradeço-lhe pelo comentário. Respeito a sua opinião, mas eu sou um dos que dá o devido valor ao Movimento Pentecostal (e não o supervaloriza), a ponto de considerar as línguas estranhas uma evidência do batismo com o Espírito Santo, e, por consequência, necessárias para o episcopado e diaconato (não elas, na verdade, mas o aludido revestimento de poder).

Os apóstolos mudaram depois de Atos 2, quando foram cheios do Espírito Santo (ser cheio aqui é uma experiência dúplice que envolve batismo como revestimento de poder e ser dominado pelo Espírito). Em Atos 6, um dos requisitos dos primeiros diáconos era ser cheio do Espírito, aqui também uma dupla experiência, se não perdermos de vista Atos 2, a qual envolve o batismo com o Espírito, que tem como evidência o falar em línguas estranhas (At 2.1-4).

Quanto a dons e ministérios, é importante distingui-los ministério de títulos concedidos pelas igrejas locais. O dom e o ministério vêm de Deus. E o título é o reconhecimento dos homens. Este reconhecimento se dá mediante um série de requisitos, inclusive a verificação de que o obreiro chamado por Deus é batizado com o Espírito Santo.

Não há dúvidas de que Apolo, por exemplo, era um ministro de Deus, pregador hábil nas Escrituras. Mas ele só esteve nesta condição excepcional até conhecer as verdades pentecostais, por assim dizer, ponto por ponto, através de Priscila e Áquila (At 18).

Como já disse, respeito a sua posição, caro irmão, mas eu não tenho dúvidas de que a pessoa verdadeiramente batizada com o Espírito Santo fala em outras línguas como evidência de que recebeu essa dádiva.

Além das passagens bíblicas de Atos que corroboram essa minha convicção de que as línguas evidenciam o batismo com o Espírito Santo (como revestimento de poder), tenho, por graça de Deus, experiência pessoal quanto a este assunto. E soma-se a isso o testemunho de expoentes piedosos do pentecostalismo, como Eurico Bergstén, Valdir Bícego, Antonio Gilberto, Stanley Horton, etc., os quais tive o privilégio de conhecer pessoalmente.

Em Cristo,

CSZ

Pastor Mozart Paulino disse...

Que o Senhor o continue abençoando na exposição bíblica meu amigo Ciro. Principalmente num assunto que tem sido tão divergente e divido, por imaturidade de alguns, o Corpo de Cristo.

De que o respeita e admira,

MSP

Lucas Marin disse...

A Palavra do Senhor por si só tem poder...

Meu "corpo tremeu" diante da interpretação que o Espírito Santo concedeu a irmã Regina...

Meu Deus...
Nem tenho muito mais a comentar...

Fernando disse...

Pastor Ciro,
A Paz do Senhor Jesus Crito.

É verdade que os dons são irrevogáveis? ou seja, a pessoa pode se afastar do Senhor Jesus Cristo, e continuar falando em línguas?

Estou preguntado-lhe isso, porque ao ver um programa televisivo, que se dizem ser da 'graça de Deus', o pastor afirmou que os dons são irrevogáveis, podendo o crente se afastar e continuar falando em línguas.
Isso é verdade?

Desde já agradeço a sua atenção.

em Cristo Jesus,

Fernando da Conceição.
Assembleia de Deus
Rio das Ostras-RJ

Felipe Huvos Ribas disse...

Pastor Ciro, gostaria de pedir para o senhor escrever um texto explicando o dom de profecia e o dom de línguas com interpretação. Eu quero saber qual é a autoridade de uma profecia, por exemplo. Obrigado e Deus te abençoe.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Querido irmão Fernando,

Há dons que são residentes, isto é, ficam com a pessoa. Mas a variedade de línguas e a interpretação das línguas são manifestações do Espírito esporádicas, momentâneas, no meio do seu povo.

No caso de dons como ministérios que ficam residentes na pessoa, é claro que o portador desses dons só será usado por Deus se estiver com a vida no altar de Deus. O que está escrito em 2 Timóteo 2.20,21? O vaso precisa estar purificado, preparado para uso do Senhor!

Um abraço.

CSZ

marli ceci disse...

“Non nobis Domine, sed nomini Tuo da gloriam” (Salmo 115.1)

As Teses para a Igreja de Hoje


1 – Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)

2 – Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico “não toqueis no meu ungido” para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)

3 – Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de “perder a salvação” por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)

4 – “O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus.” Que sejamos sábios para não misturar as coisas. (Jr 23.28)

5 – Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos “palácios” para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)

6 – Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)

7 – Que o profeta que “profetizar” algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)

8 – Lamentamos o estímulo e o uso de “amuletos” cristãos como “água do rio Jordão”, “areia de Israel” e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de “catalisadores” do poder de Deus. (Hb 11.1)

9 – Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como “unção dos 4 seres viventes”, “unção do riso”, etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)

10 – Reafirmamos que o véu que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)

11 – Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu “mover”. Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)

12 – Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a “tietagem” evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)

13 – Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz “cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento”. (1 Co 14.15)
fonte:blog de beréia

Fernando disse...

Boa Noite, Pastor Ciro.
A Paz do Senhor Jesus Cristo.

Obrigado por ter respondido a minha pergunta.

Deus continue te abebçoando.
Fique com Deus.

Em Cristo,

Fernando da Conceição.
Assembleia de Deus
Rio das Ostras-RJ

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

Pr. Ciro,

Agradeço-lhe a resposta inteligente e gentil. Mas, se o senhor me permite, gostaria de dizer que entendo como correto, porque bíblico, o requisito da plenitude do Espírito - ou ser cheio do Espírito - como um dos pressupostos dos ofícios episcopal e diaconal. Disso não pode haver dúvida, com base, por exemplo, no relato da instituição dos diáconos em Atos. Mas o que vem a ser plenitude do Espírito? É aí talvez que reside a questão: de acordo com Ef 5.18-21, o ser cheio do Espírito está relacionado à submissão e à comunhão cristã. E, de um modo geral, pelo que se depreende de Gálatas (fruto do Espírito e obras da carne), ser cheio do Espírito é deixar que o Espírito produza seu fruto, em detrimento das obras da carne. Pelas passagens de Lucas-Atos, Gálatas e Efésios, a plenitude pode ser manifesta por dois aspectos: carismático e moral, não se podendo discernir com clareza o liame entre as duas esferas, mas sabendo que existem. É importante frisar que os requisitos episcopais e diaconais são todos de ordem moral, nenhum deles vinculados a dons carismáticos. Se fosse imprescindível falar em línguas para ser presbítero ou diácono, a Bíblia diria isso com clareza solar. Mas não diz. Os episódios de Atos 2,8,10 e 19 não trazem apenas a glossolalia como evidência do revestimento de poder, além de que em nenhum momento o Novo Testamento indica essa experiência como sinal. É esse um dos tópicos mais difíceis do Movimento Pentecostal, algo que não se sustenta facilmente, sem boa dose de argumentação.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Alex,

A paz do Senhor.

Agradeço-lhe pela sua participação.

O irmão precisa levar em consideração, para um melhor entendimento do assunto em pauta, a analogia geral da Bíblia (especialmente o texto neotestamentário) e saber que, em Atos 6, estar cheio do Espírito Santo envolve uma dúplice experiência: (1) ser dominado pelo Espírito (Ef 5.18, gr.); e (2) ser batizado por Ele. Em Atos 2, por exemplo, todos foram cheios do Espírito, isto é, batizados com o Espírito Santo.

Por conseguinte, lembre-se de que a manifestação do Espírito é multiforme. E nem sempre uma expressão, como "cheio do Espírito", tem a mesma significação em todos os contextos. É preciso analisar cada ocorrência com muito cuidado.

Em Cristo,

CSZ

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

Pr. Ciro,

Vamos chegar a um ponto intrigante e delicado: há ordenações precipitadas, em que o ser cheio do Espírito é entendido como meramente ter falado em línguas, sem a questão ética da transformação do caráter (os dois aspectos que o senhor menciona). Basta falar em línguas e pronto: o indivíduo despreparado é presbítero, diácono, pastor, enquanto o que não falou é, no máximo, professor de escola dominical, embora vocacionado para a liderança. Isso explica por que motivo nossa denominação padece tanto hoje.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Alex,

Se há ordenações precipitadas, em que o "ser cheio do Espírito" é entendido como meramente "ter falado em línguas", há um grande erro nisso. Mas as línguas estranhas verdadeiramente denotam que uma pessoa foi batizada com o Espírito Santo, o que também é definido, em certas passagens, como "ser cheio do Espírito" (At 2.1-4 e 6.1-4, por exemplo).

Quanto à transformação do caráter, ela é contínua e gradual (Ef 4.11-15; Pv 4.18). Jamais alguém estará 100% cheio do Espírito Santo nesta terra, no sentido de perfeição, maturidade. A construção frasal, no grego, em Efésios 5.18, denota: "Continuem sendo cheios do Espírito Santo".

Quando os diáconos foram escolhidos, sem dúvidas, o "ser cheio do Espírito" ali denotava prioritariamente "ser batizado com o Espírito", pois as outras virtudes relativas ao fruto do Espírito estão abarcadas em "boa reputação" (At 6.3) e outras menções no contexto relativas ao fruto do Espírito, estritamente.

Mas é simplista esta conclusão: "Basta falar em línguas e pronto", pois quem consagra um obreiro apenas pelas línguas que ele fala não está agindo segundo a Bíblia. Da mesma forma, quem consagra um obreiro que não fala em línguas também erra, posto que não observa a necessidade de uma capacitação divina especial para exercício do ministério (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-4; 6.1-5).

Paulo, em Atos 9, foi cheio do Espírito Santo. Foi ele cheio de transformação de caráter, a fim de exercer o ministério? Não! Leia o contexto. O irmão verá que ele foi batizado com o Espírito Santo, porque "cheio do Espírito" ali denota "batizado com o Espírito".

A nossa denominação não padece por consagrar obreiros que falam em línguas, mas por não observar todos os princípios e mandamentos relacionados com a consagração de obreiros. Precisamos evitar o simplismo, ao tratar desse importante assunto. Por isso, reitero que, à luz do Novo Testamento, as línguas evidenciam o batismo com o Espírito Santo. E este é sim um requisito para que alguém seja reconhecido como ministro, ainda que o ministério venha de Deus, não dependendo necessariamente de título recebido na terra (cf. Filipe em At 6 e 21).

Em Cristo,

CSZ

Alex Esteves da Rocha Sousa disse...

Pr. Ciro,

Mais uma vez o senhor me ajuda, com tratamento cuidadoso a uma questão. Muito obrigado.
De toda maneira, não considero minha abordagem "simplista", pois, ainda que divergente, também parte de muitas leituras da Bíblia e, coadjuvantemente, de textos que colaboram com o esclarecimento das Escrituras. Além disso, ouso supor que meus argumentos foram, de certo modo, razoáveis.
Esse não é um tema sobre o qual tenho me debruçado inopinadamente, mas há sete anos venho refletindo acerca do batismo com (no) Espírito Santo e a evidência do falar em línguas. Com leitura dos textos vetero e neotestamentários, além de livros de uma e outra linha, não obtive conclusão semelhante à de nossa denominação. É como um raciocínio que não fecha, uma análise que não considera satisfatórias as explicações fornecidas de uma e outra parte. E, conquanto não tenha alcançado conclusão que feche o círculo, ponho-me a, pelo menos, duvidar seriamente de que haja base bíblica para afirmar que o ser cheio do Espírito tenha que ser evidenciado necessariamente por outras línguas. Da teologia lucana eu não consigo enxergar esse caminho objetivo e direto entre plenitude e glossolalia. O que vejo são narrativas de derramamentos do Espírito, com forte teor teológico, sem dúvida, mas sem a pretensa normatividade. Esse é um dos aspectos do meu pensamento. Talvez um dia eu entenda como o senhor, e, enfim, exporei minha opinião de novo.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro irmão Alex Esteves,

Agradeço-lhe pelas suas argumentações, as quais não são simplistas. Eu empreguei este adjetivo em um contexto específico. Não vai aqui nenhum desdouro ao seu pensamento sobre o assunto.

Mas considero a experiência vivida por Paulo em Atos 9.17 como uma das chaves para o entendimento do que estamos tratando. Afinal, Ananias orou por Paulo para que fosse cheio do Espírito, a fim de desempenhar o seu trabalho como "vaso escolhido" para pregar o evangelho de Cristo (cf. At 19.1ss).

Fica claro que aquele enchimento de poder foi uma experiência única, um derramamento de poder sobre a vida do apóstolo Paulo, uma capacitação especial para desempenho do ministério para o qual Paulo foi chamado.

É óbvio, por outro lado, que ser cheio do Espírito, no sentido de ter uma vida controlada pelo Espírito (Ef 5.18), também é uma qualificação necessária a todo ministro.

Em Cristo,

CSZ

Thay disse...

Boa noite Pr. Ciro

Sou nova convertida e antes de completar dois meses do batismo nas águas em uma vigilia de avivamento enquato orava começou a sair da minha boca um som diferente (parecido com gemidos)e ao mesmo tempo q falava eu sentia a presença de Deus e a minha carne ficava fraca e meu corpo ficou tremulo... No termino da oração eu mal conseguia me conter de tanta alegria e fiquei maravilhada com a paz que reinava em mim! Será q fui batizada no Espirito Santo? Esses gemidos são considerados línguas estranhas?

Desde já agradeço!

danilo tessari disse...

paz de DEUS pastor Ciro,

achei muito interessante seu artigo , mas tenho muitas duvidas .
se o senhor puder me ajudar ficarei muito grato .
o dom de variedade de linguas é o mesmo que se manifestou em pentecostes ?, somente os batizados no E.S. é que falam em linguas ? eu sou membro da assembléia de deus ha 5 anos e até agora eu não entendi este assunto , pois , dizem que a evidencia do batismo com o E.S. éo o falar em linguas ai segue se as referencias atos 2,atos 10 e atos 19 ; mas lá se refere a linguas (idiomas) inteligiveis .
portanto preciso saber : o dom consedido para a igreja éo mesmo que foi concedido no dia de pentecostes?
paz!

Anônimo disse...

concordo em parte com o pastor,mas sobre os dons é muito polêmica as interpretações de muitos ministérios,mas na verdade creio eu é que as linguas é um sinal para o incrédulo,e para que haja a manifestação da interpretação de linguas é nescessario que a igrêja seja doutrinada e ensinada para a ordem no culto ou nas manifestações em reuniões etc.
exemplo: a igrêja tem que começar exercer as linguas,depois entender que é no maximo 3 falando em linguas.e se houver interprete ,cale-se o primeiro,e a igrêja tem que aprender a ficar em silêncio neste momento para entender a mensagem de Deus através do profeta.entendo que assim o povo será edificado com ordem e descencia.
Deus abençoe a todos.
Pr,Claudio Diniz
Igreja Torre de Oração em BH MG

Anônimo disse...

Querido Pr Ciro.
Queria entender melhor os Dons Espírituais, pois as vezes, quando estou falando em línguas, começo a falar normalmente como se estivese enterpretando o que acabei de falar em mistério,não que isso aconteça por vontade própria, é como se eu abrice a boca e as palavras fluisem,não que eu não tenha conciência do que se passa nessa hora,mas sou impulcionado a falar não de mim mesmo mas de outrem.Diante de tantos absurdos que vemos por ai, preciso de mais esclarecimentos sobre este assunto,pois quero ser um pregoeiro da justiça e não mais um farsante no meio do povo de Deus. Que Deus continue abençoando ao Sr e sua família em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.