quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os 61 anos do Estado de Israel e a proximidade do Arrebatamento da Igreja


Há 61 anos, estabeleceu-se o Estado de Israel. A existência do povo israelita é um fenômeno singular, racionalmente incompreensível, uma prova da existência de Deus. Séculos vêm e vão, povos florescem, alcançam seu apogeu, envelhecem e desaparecem. Mas Israel, ao longo de quase seis mil anos, não foi atingido pela lei da mortalidade dos povos.

Em 70 d.C., Jerusalém foi destruída pelos romanos, e, a partir de então, os judeus (sem território próprio) passaram a sofrer terríveis perseguições. Na Idade Média, foram queimados aos milhares em praça pública pela Igreja Romana, sob o domínio do inquisitor Torquemada. Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), mais de seis milhões deles foram brutalmente assassinados. Essa perseguição durou até 1948. A partir desse ano, Israel vem colecionando muitas vitórias, tornando-se uma grande potência mundial. Sua tecnologia e seu modelo de administração são exportados para todo o mundo.

Logo após a proclamação do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, os exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, dando início à Guerra da Independência. Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória depois de quinze meses de combate.

Os israelenses
, então, concentraram seus esforços na construção do seu Estado. David Ben Gurion foi eleito primeiro-ministro, e Jaim Neizmann, presidente. Em 1949, Israel se tornou o 59o. membro das Nações Unidas, o que aumentou a fúria de seus inimigos, os quais até hoje insistem em não reconhecer a legitimidade do Estado de Israel.

Em 1956, sofrendo ameaças de Egito, Síria e Jordânia, Israel tomou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. Nesse mesmo ano, de comum acordo com a ONU, começou a devolver as terras conquistadas. Essa atitude lhe proporcionou algumas vantagens, como: a liberdade para navegar no Golfo de Eliat e a permissão para importar petróleo do Golfo Pérsico.

Quando a paz parecia consolidada, irrompeu, em 1967, a Guerra dos Seis Dias. O Egito novamente, deslocando um grande número de tropas para o deserto do Sinai, ordenou que as forças de manutenção de paz da ONU se retirassem da área. Entretanto, mesmo com a ajuda militar de Jordânia e Síria, os egípcios sofreram outra humilhante derrota.

Invocando o seu direito de defesa, Israel desencadeou um ataque preventivo contra o Egito, no sul, seguido por um contra-ataque à Jordânia, no leste. Expulsou, ainda, as forças sírias entrincheiradas no Planalto de Golan, ao norte. E, em apenas seis dias, Israel conquistou a Judéia, a Samaria, Gaza, a Península do Sinai e o Planalto de Golan.

Em 1973, depois de anos de relativa calma, ocorreu a Guerra de Yom Kipur (Dia da Expiação, dia mais sagrado do calendário judaico). Egito e Síria atacaram Israel, dessa vez de surpresa. O exército egípcio atravessou o Canal de Suez, e as tropas sírias invadiram o Planalto de Golan. Em três semanas, Israel repeliu os ataques de forma milagrosa.

Havia, nas Colinas de Golan, 180 tanques israelenses para enfrentar 1.400 tanques sírios! No Canal de Suez, havia quinhentos israelenses para enfrentar 80.000 egípcios! Mesmo assim, em dois dias, Israel mobilizou seus reservistas e conseguiu fazer retroceder seus adversários, penetrando no território inimigo. Não fosse a intervenção da ONU, o Egito teria uma derrota arrasadora.

Depois dessa guerra, a economia israelense cresceu expressivamente. Os investimentos estrangeiros aumentaram, e, em 1975, Israel se tornou membro associado do Mercado Comum Europeu. Ademais, o turismo se tornou uma das principais fontes de renda do país.

Hoje, não há guerras. Mas há conflitos e uma permanente ameaça: os palestinos (povos árabes que formavam a população nativa da Palestina antes de 1948). Estes, depois de serem expulsos da Jordânia, em 1970, perpetraram repetidas ações terroristas contra as cidades e colônias agrícolas israelenses, causando danos físicos e materiais.

Esse breve relato das vitórias de Israel evoca uma pergunta: “De onde vem a força do povo judeu?” A verdade é que Deus impôs sua mão em primeiro lugar a esse povo. Dali o Senhor queria começar, para prosseguir até à recondução de todos os povos à sua comunhão de paz (Êx 19.5,6). Ao chamar Abraão, pai do povo israelita, Deus lhe disse: “... em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).

Israel não foi fiel ao Senhor, trazendo sobre si duras conseqüências (Rm 11). Mas a Palavra de Deus diz que “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (Rm 11.25). A julgar pelo florescimento dessa nação, nesses 61 anos, o tempo da plenitude gentílica está chegando. E tudo isso evoca a última oração da Bíblia: “Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Ciro Sanches Zibordi

15 comentários:

Marcelo disse...

Maranata!!!
Impressionante a força que Israel consegue ter em casos dificeis. http://www.blogger.com/profile/09545335405781228102

Robson Silva de Sousa disse...

Shalom, Brother Ciro!

É maravilhoso saber que 25 anos após o nascimento do Estado de Israel este rebento que vos escreve viria ao mundo para a alegria de Dna. Edileuza e de toda a família Sousa... Há 36 anos... Rsss!!!

Double Happy Birthday!

Robson Silva
Prossigo Celebrando

Paulo Machado disse...

"Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. se não preferir Jerusalém à minha maior alegria." (Sl137:5-6).

"Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra. Naquele dia, diz o SENHOR, ferirei de espanto todos os cavalos, e de loucura os que montam neles; mas sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos, e ferirei de cegueira a todos os cavalos dos povos... Naquele dia porei os governadores de Judá como um braseiro ardente no meio da lenha, e como um facho de fogo entre gavelas; e à direita e à esquerda consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu lugar, em Jerusalém... Naquele dia o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do SENHOR diante deles. E acontece´rá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém." (Zacarias 12:2-9)

Josiel disse...

Prezado pastor,

A paz do Senhor.

Gostaria de saber se desenharmos hoje um mapa das terras que Deus prometeu a Israel, qual seria sua dimensão, e quais países desapareceriam?

Josiel Vitorino da Silva.

Rafael Vieira disse...

Paz de Cristo Pr. Ciro!

É inefável a história da nação de Israel!

Quando para para analisar todos os fatos vivenciados por este povo,tais como às guerras, conflitos que fazem parte de sua história, é impossível não perceber que Deus se faz presente no meio deles...

Louvado seja o nome do Senhor Nosso Deus!

Um artigo maravilhoso, e caso puder postar mais artigos sobre a nação de Israel seria uma grande benção!

Pastor, uma pergunta: Jesus ao falar no evangelho de Mateus 24 que " Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam" tem correlação com a fundação do Estado de Israel em 1948?

Em Cristo

Anônimo disse...

Caro Pastor,
Sou um leitor assíduo de seu blog, mas quero realizar algumas considerações:
(i) Israel foi apoiado pelos EUA, a maior nação cristã da terra. Assim, por ironia do destino, fomos "nós" que ajudamos eles;
(ii) tentou-se criar um Estado de Israel no território do Canadá, o que foi rechaçado;
(iii)não só a Igreja Romana, mas também nós os protestantes perseguiram os judeus no mundo inteiro, em muitas épocas. Lembremos que a Alemanha de Hitler é o berço do protestantismo.
De resto, eu concordo com o senhor. Para mim, a reconstrução de Israel é a maior prova de que Deus existe e é o Deus de Israel.
Temos que lembrar que nós somos os verdadeiros circuncisos de coração.
Um abraço fraternal, Thiago

Marcelo Oliveira disse...

Nobre pastor Ciro, a paz do Senhor!

A preservação e a existência de Israel é uma prova cabal do plano divino revelado na Escrituras, e também a sua gradual restauração para glória e honra do Senhor! (Jr 1.12,19 ; Ez 37)

Devemos louvar a Deus pela existência de Israel, ao nosso Senhor Jesus por estender sobre nós o plano de salvação outrora restrito ao seu povo, e hoje a todos que aceitam e vivem um evangelho cristão genuíno.

Quanto a nossa relação com Israel embora seja um versículo neotestamentário, eu acredito seja válido até hoje que diz:

Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.Muito boa esta retrospectiva histórica!

Marcelo Oliveira.
http://blogdomarcelooliveira.blogspot.com

blog bydudu disse...

Muito bem, pastor!

É um assunto que pouco é falado. Contudo, muito importante para nós!

Tomei a liberdade de postá-lo em meu blog.

Um abraço!

André Quirino disse...

Pr. Ciro, a paz do Senhor!

Que ótimo texto! Serviu até mesmo para fortificar nossa fé, haja vista - como o senhor mesmo disse - esses miraculosos acontecimentos concernentes a Israel serem uma prova da existência de Deus. Que nós possamos proclamar: "Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!"

Abraço!

Anônimo disse...

genesis 12 versiculo3 diz o senhor a abrao, e abencoarei os que te abencoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem.Talvez seja por isso que os E.U.A. estao sempre defendendo o povo israelense,e sinceramente eu faria a mesma coisa,

Pr Elder Sacal Cunha disse...

Pr. Ciro nobre lembrança a cerca desta data.
Vale lembrar que em apenas 61 anos, os israelenses transformaram um pedação de deserto em uma das economias mais modernas e dinâmicas do mundo.
Tudo isso em função da imigração.
Algumas curiosidades da nação:
O 1º antivírus foi desenvolvido por Israel;
o ICQ fora desenvolvido por 4 jovens israelenses;
o ZIP, ferramenta de compressão fora desenvolvida no Instituto Technion de Israel;
o Telefone celular fora desenvolvido em Israel pela Motorola;
Processadores pentium-4 dotan foram criados pela intel israelense
Israel é uma fábrica de gênios..seria acaso?
Claro que não!
e para terminar lá está a melhor orquestra Filarmônica do Mundo
Ou seja, Deus peleja a favor da nação escolhida para ser mãe de todas

abraços
Pr Elder
http://eldersacalcunha.blogspot.com

Elaine Cândida disse...

Vem mesmo, Senhor!

Anônimo disse...

o que o pastor acha sobre o que esta rolando na net do ano de 2010 ser o ano da vinda de Cristo segundo as 62 + 7 semanas de Daniel? tem fundamento profetico isso? ou são mera coincidencias?

O PENSADOR disse...

Meu caro,
sou militar e tive que estudar a guerra dos seis dias...
Israel é o único exército sob a face da terra que lutou contra três exércitos diferentes tendo que dividir suas tropas em três frentes sendo atacado por três pontos equidistantes um dos outros.
Sagrou-se vencedor e expandiu seu território em mais de 100km em cada direção e em muito menos do que seis dias, ..., mais da metada dos dias foi apenas de ocupação e não de avanço.
Todo avanço deu-se, aproximadamente, de dois a três dias.
Só há uma explicação para uma vitória tão singular. Um existência de um Deus que não pode negar a si mesmo e é fiel a sua palavra...
Há quem chame de sorte, mas eu não...

Luciano Lourenço disse...

Israel é indestrutível. O país que enfrentar Israel apenas contribuirá para mais um feriado, pois, certamente, a vitória é certa. Nunca Israel será expulso de sua terra. A profecia de Amós 9:15 se cumpriu em 14/05/1948: "Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus".
Luciano