domingo, 8 de junho de 2008

Música no culto ou culto à música? (7)

No artigo anterior, relacionado com esta série, abri um parêntese para reproduzir um artigo do saudoso pastor Valdir Nunes Bícego, publicado no jornal Mensageiro da Paz (CPAD), de junho de 1994. Nesta sétima parte, respondo à seguinte pergunta (com esta, já são treze respostas, ao todo):

13 - O que são cânticos espirituais?

Cântico é o encontro entre a voz, a palavra e a música. Quando esses três elementos são consagrados a Deus, temos um cântico espiritual.
Nesse caso, para termos a certeza de que os cânticos que entoamos são espirituais, temos de submeter cada elemento mencionado acima (voz, palavra e música) ao crivo da Palavra de Deus. Leia, por gentileza, em sua Bíblia, Filipenses 4.8.
Reflita à luz desse texto. Utilizar canções que resultem da mistura de estilos “pesados” (que balançam o corpo, e não o coração) e letras cristãs é verdadeiro? É honesto? É justo? É puro? É amável? É de boa fama? Há alguma virtude nisso? Há nisso algum louvor?
Uma pergunta que os apreciadores de músicas “pesadas” devem fazer a si mesmos é: Será que vou encontrar esse estilo musical no Céu? Sei que lá não encontraremos uma banda de música da década de 60 tocando e cantando: “Os guerreiros se preparam”. Mas tenho certeza de que também não veremos pessoas com cabelos eriçados, braceletes, coturnos, camisetas pretas com a estampa da “banda” preferida, tatuagens e piercing; tampouco louvaremos a Deus em heavy metal ou funk.
Muitos têm argumentado que a igreja tem de ser “pra frente”, pois tudo evolui, e não podemos ficar cantando os mesmos hinos do passado. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu nos dias do rei Ezequias, como se lê em 2 Crônicas 29.27,30:
“E deu ordem Ezequias que oferecessem o holocausto sobre o altar, e ao tempo em que começou o holocausto, começou também o canto do Senhor, com as trombetas e com os instrumentos de Davi, rei de Israel. (...) Então disse o rei Ezequias, e os maiorais aos levitas, que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram”.
Pela lógica de muitos, os cânticos, nos dias de Ezequias (que reinou em Judá cerca de 250 anos depois de Davi), deveriam estar bem mais evoluídos do que os dos tempos de Davi e de Asafe. Contudo, o avivamento genuíno, pela Palavra, fez com que o povo de Deus recuperasse o que havia perdido. O mesmo aconteceu em relação aos instrumentos. Não houve inovação. Antes, usaram os instrumentos dos tempos de Davi, de novo! Os avivamentos autênticos têm essa característica: recuperação do que foi perdido (Jr 6.16; Lm 5.21; Pv 24.21).
Não é o evangelho que deve se aculturar ou se acomodar aos caprichos humanos. Na verdade, o evangelho modifica culturas e costumes. Ele é transformador! Ou será que os índios devem permanecer nus, no meio da selva, com as suas danças, mesmo depois de terem recebido Jesus como Senhor e Salvador?
Devemos dar às pessoas o que elas mais gostam? Não, pois isso seria uma grande inversão de valores! Quer dizer que o culto evangélico na África tem de ser igualzinho aos cultos aos deuses pagãos, em razão de respeitarmos a sua cultura? E os muçulmanos que se convertem, como deve ser o culto coletivo deles, silenciosos ao extremo?
Muita gente pensa que não importa o estilo musical empregado no louvor, desde que as letras sejam evangélicas. Outro grande desvio.
Na verdade, como vimos, não são apenas as letras que tornam uma composição apropriada para o louvor. As letras cristãs — se bem que algumas são tidas como cristãs, mas torcem a mensagem do evangelho — não transformam um heavy metal ou um funk num estilo musical apropriado para o louvor na casa de Deus. Leve certos “hinos” para os bailes funk, e você verá como os apreciadores desse estilo vibrarão!
Esse argumento de que o louvor de hoje tem de ser mais “avançado” do que ontem é relativo e muito perigoso. Não sou contra as boas inovações, porém as más tem de ser rechaçadas. Ou será que devemos ver com naturalidade “hinos” do tipo “Egüinha Pocotó” ou “Créu” dentro das igrejas?
“Oh, irmão Ciro, não seja exagerado. Isso é cultural”, alguém poderá dizer. Não! Isso é pecaminoso, erotizante, diabólico, ultrajante e deve ser banido da casa de Deus! Meditemos em 2 Coríntios 6.14-18. Como se vê, não há consenso entre a luz e as trevas, entre Cristo e Belial, entre o templo de Deus e os ídolos.
Como será o nosso cântico de louvor no Céu? O que acontecerá naquele momento? Os salvos posicionados diante do Deus Todo-Poderoso, vestido de glória e de majestade! Que tipo de cântico entoaremos lá? No Céu só há lugar para “cântico novo” (Ap 5.9). Mas definitivamente “cântico novo” não é o que o ser humano acha que é novo, como “visual”, estilo musical, danças e toda a parafernália dos shows mundanos.
Pesquise sobre o sentido original da expressão “cântico novo” tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Tenho certeza de que você não aceitará mais com tanta facilidade essa enxurrada de secularismo dentro das igrejas, assistida passivamente e autorizada por pastores e ministros de louvor que já não têm mais a Palavra de Deus como a sua regra de fé, de prática e de vida.
“Duro é este dircurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6.60).

Ciro Sanches Zibordi

21 comentários:

Pastor Mozart Samuel Paulino disse...

Prezado pastor Ciro Zibordi,

Coloquei um link no meu blog direcionando para o seu site os interessados em conhecer seu ministério ou adquirir seus materiais.
Abraços,

pastor Mozart Paulino

http://teologiadagraca.blogspot.com/

Roberto disse...

Paz esteja contigo, pastor Ciro.
Aprecio muito seus textos e o vejo como um homem muito sábio, embora pense que alguns temas o senhor é meio exagerado.

Esse texto mesmo é um dos que tem mais argumentação assembleiana conservadora do que bíblica.

Sobre Funk eu até concordo que a maioria de suas canções (senão todas) movem mais o corpo do que o coração, mas quem conhece um pouco mais de Heavy Metal sabe que muitas músicas nesse estilo não mexem somente o corpo, mas também o coração (não sei se ouviu falar alguma vez na coletanea Lovy Metal), portanto dizer que não louvaremos a Deus no céu com Heavy Metal parece meio exagero de sua parte.

Com todo o respeito.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro irmão Roberto,

A paz do Senhor.

Agradeço-lhe por apreciar muito os textos publicados neste blog e também pelas palavras de incentivo.

Respeito a sua opinião, mas quando eu me referi ao heavy metal fi-lo com conhecimento de causa. Não costumo falar do que não conheço.

Conheço muito bem os efeitos que o estilo heavy metal causa ao córtex cerebral e aos tímpanos, independentemente de sua letra ser "cristã" ou mundana.

Diga-me quais são as diferenças entre o black metal e o white metal? As letras? Os músicos? Estou falando de estilo musical, e não de letra. As letras não alteram os efeitos da música!

Hoje, infelizmente, quaisquer estilos com letras supostamente cristãs são considerados apropriados para o louvor na casa
de Deus. Isso é um grande desvio. Sugiro que o irmão leia "Rock in Igreja?!", de John Blanchard, Editora Fiel.

O irmão diz que a minha argumentação é assembleiana conservadora, e não bíblica. Mas, se o irmão for um pouco mais atento, perceberá que também questiono práticas verificadas dentro das Assembléias de Deus.

Minha fonte de autoridade é a Bíblia. Por isso, peço-lhe que use argumentos mais convincentes do que sugerir que sou denominaciólatra.

Reitero que o heavy metal, com todas as suas variações (white, black, love, etc., etc., etc.), é um estilo "pesado", mundano, demoníaco, impróprio para o louvor. Além disso, a sua fama e o estilo de vida que o acompanha não incompatíveis com o cristianismo bíblico.

O irmão gosta de tatuagens, piercing, braceletes, coturnos, etc.? Não me diga que o irmão também gosta de ficar balançando a cabeça pra frente e pra trás rapidamente? Isso é compatível com um culto ao Senhor, em espírito e em verdade?

Olha, nada tenho contra os apreciadores de heavy metal. Todos têm as suas preferências e os seus gostos. Mas definitivamente esse estilo não se aplica ao louvor na casa de Deus. Medite em 1 Co 10.23,31; 1 Ts 5.22; Hb 12.1. "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêem" (1 Co 6.12a).

O irmão conhece a história do heavy metal? Eu conheço muito bem. Inclusive, se Deus permitir, vou apresentar algo aqui no blog, futuramente. Medite também em Filipenses 4.8, mas medite mesmo. É preciso respeitar a Palavra de Deus. É ela que nos guia, e não as nossas preferências pessoais.

Em Cristo, o verdadeiro,

CSZ

Linpo disse...

Pastor Ciro,

Parabéns por mais um texto muitíssimo claro e esclarecedor no que toca às questões bíblicas.

Toda glória ao Senhor nosso Deus!

Louvo a Deur por sua vida e minha oração é que a cada dia Ele abençoe o senhor e sua família.

Este comentário serve também para três coisas:

- olhando sua agenda, vi que em agosto estará na Lapa. Procurarei ir com alguns irmãos meus, a fim de ouvir algo da parte de Deus, já que, nestes dias, isso infelizmente tem sido raro. O senhor sabe.

- ainda: como professor de língua portuguesa (graças ao Pai), aprecio um pouco mais seus textos, visto que as idéias contidas neles são muito bem expressas. Parabéns mais uma vez. Apenas algo gostaria de sugerir. O caro pastor veja a pertinência deste meu comentário: creio que seja preferível usar a locução "tem a ver" a "tem que ver". Reitero: considere a conveniência disso.

- por último, agora fugindo um pouco do tema desse artigo seu, uma dúvida: soube de uma aluna minha, membro de uma denominação evangélica de recente criação, que a Santa Ceia em sua congregação é realizada toda semana. Questionada por mim, afirmou-me que seu pastor lhe dissera mais ou menos a seguinte lógica: "já que a Santa Ceia relembra a morte do Senhor até que venha, devemos fazer isso, para Ele voltar o quanto antes".

Minha pergunta é: qual é (deve ser) a correta periodicidade para a celebração da Santa Ceia?

Desculpe-me o longo comentário, mas é que, parodiando o literato famoso, não tive muito tempo.

Fique com Deus!
Um abraço,

Artur Freire Ribeiro

Anônimo disse...

A paz do Senhor, Pr. Ciro

Na Palavra de Deus, o apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios disse: "Que farei pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; CANTAREI com o espírito, mas também com o entendimento" (1Co 14:15). Em outra versão diz inteligência, ou seja, com a nossa capacidade de compreender as coisas.

Na nota de rodapé, na Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, diz: "Ao cantar devemos pensar também a respeito do significado das palavras." E continua: "O verdadeiro cristianismo não se trata de intelectualismo estéril, nem de emocionalismo irrefletido."
Eu acrescentaria também os ritmos, pois estes conseguem entorpecer as mentes, confundindo sentimentos, modificando comportamentos e incutindo mensagens de vários teores nas pessoas. Por isso é bom analisá-las também.

Todos os cânticos na Bíblia, são de adoração ao Senhor, à Sua grandeza, ao Seu amor, à Sua compaixão, ao livramento de situações adversas enfrentadas pelos servos fiéis, ou seja, os hinos entoados na Bíblia, sempre tiveram como principal objetivo, a exaltação do soberano Nome de DEUS!!! Aleluia!!! E como exemplo podemos citar: a canção de Moisés, de Miriam, Débora, Ana, Davi, Maria, Zacarias, Simeão, Paulo e Silas... E então, os exemplos bíblicos são vários, cabe a nós imitá-los. Na paz do nosso amado Jesus, Quédia.

Roberto disse...

Olá Ciro.

Em primeiro lugar quero deixar claro que não quis dizer que o irmão sempre aja como um assembleiano conservador e sim que em alguns casos, como eu entendo esse, o irmão se apresenta assim.

Vejo que muitas vezes o senhor vai contra certos pensamentos assembleianos e em grande parte das vezes são coisas que eu também discordo.

Sobre o heavy metal fazer mal ao cortex, nunca tinha ouvido falar, mas o problema é causado pelo estilo ou pelo fato de ouvir o som em altura exagerada?

Sobre origens e fama, acredito que algo não tenha de ser ruim só porque teve origens ruins ou porque a coisa é má vista pela sociedade (dado os seus preconceitos), creio que o "boa fama" que Filipenses se refere não é a fama aos olhos de homens preconceituosos e sim boa fama aos olhos de uma pessoa com a mente de Cristo.

Você diz que é demoníaco, mas será que se Deus pode transformar pessoas mantendo suas qualidade natas, não pode também dar a seus servos sabedoria para usar de modo bom um estilo que algumas vezes é usado para o mal?

Sobre suas perguntas, não uso tais coisas citadas, balançar a cabeça só se for alguma vez brincando e sobre isso ser compátivel com a adoração em espírito e em verdade, creio que é possível sim, enquanto se balança a cabeça adorar a Deus, na verdade acredito que o adoro na minha vida toda, mesmo quando não estou dentro de um "templo"(templo mesmo somos nós, então não dá para deixar de ser templo enquanto se faz uma coisa e voltar a ser depois).

Euller.Monteiro disse...

Bom gostaria de agradecer ao amado Pr Ciro, mesmo tendo cortado meu texto do debate, será que ele foi muito apelativo, creio que não.
Mesmo que este também não seja postado, manterei minha posição quando ao que penso do querido irmão e também quanto ao que já havia postado.
E novamente recoloco alguns fragmentos do que havia postado e consegui me lembrar....
Poderíamos por acaso amados irmãos, observando as culturas que existiam no passado e analizando seus estilos musicais, história e custumes, estar hoje descriminando hoje tanto quando no passado algum outro estilo já o foi e hoje é tido por nós como sacro.
Relembrando o que já havia dito (más não postado) nas épocas de João Wesley, Calvino, Lutero, quais os estilos musicais tocados nas zonas boêmias das cidades, não seiram muitos hoje usádos em nossas igrejas, será que Lutero, Calvino e Wesley, não usáram tais estilos para conduzir os períodos de louvor em seus cultos? E será que se eles tivessem usádo de estilos da cultura hebraica, não conhecida e nem usual nas culturas de seus países eles teriam tido sucesso em seus ministérios?
Poderíamos pedir à algum Historiador evangélico que nos fale com respeito à época do Brasil onde foi iniciado a evangelização do nosso país, qual música era usada no culto.....
Creio que nesta area o amado Pr tem sido muito radical, concordo com a ordem e descência, más se Deus tivesse ao invéz de ter escolhido à "ISRAEL", tivesse escolhido os romanos, quais as músicas que seriam usadas....
E relembrando o que já falei em outro debate já anterior à este, sendo o povo judeu um povo alegre e festivo, ficariam eles imóveis durante as celebrações, e não seriam as músicas por eles usádas as de sua cultura, bom para alguem os estilos por eles usádo pode ser abominação, para nós é santo, para outro não, para nós nos indúz à adoração, para outros não. O amado Pr já participou de um culto em uma igreja messiânica, ou das celebrações "passover, sukot,etc. Há muita dança, alegria e louvor à Deus, e tudo com a devida reverência.
Amado Pr, vejo que (como postado por mim e não adiciona do ao blog) não sou só eu que já percebi um certo atrelamento da visão assembleiana quanto à questão do louvor, para tanto, por que não chamar alguns mediadores, pois a questão é interdenaminacional, à não ser que o Pr, somente trate do assunto pertinente aos comtumes assembleianos e não aos multidenaminacionais, e o louvor é um deles, vou fale-se somente sobre o louvor e ministros e seus costumes objetivando somente ao povo assembleiano.
Ou então afirme com base bíblica que não se deve ouvir rock, ou funck, (não sou adepto, muito menos admirador, antes tenho certo receio), na igreja, não havia estes rítmos na época em que fora escrito a Biblia, sei que temos de contextualizar, más contextualizar sem adequar os quesitos histórico e cultural deis a interpretação presa no momento histórico vivido pelo seu escritor.
Nem precisaríamos de ir tão longe, pois as diferênças nos cultos denominacionais é tão grande que não podemos deixar de atentar para tal. Outro dia estava à serviço em Diamantina, e uma das igrejas que visitei foi uma assembleia, (homens de um lado, mulheres do outro), no louvor todos assentados, nas pausas dos hinos escutávasse até um mosquito voando, para eles este é o culto, no entando só havia pessoas acima de 40 anos na igreja e crianças àbaixo de 10 anos, no muito dois ou tres jovens em um culto com umas trinta ou quarenta pessoas, onde estaríam os jovens..... No outro dia fui à uma Presbiteriana, culto com quarenta/cinquenta pessoas, metade jovens e crianças, no louvor palmas e glórias à Deus. Se algum irmão da Assembléia fosse ao culto na Presbiteriana o que ele pensaria, não se escandalizaria (por causa do que lhe foi ensinado na cultura assembleiana?). Más e se um destes irmãos da Presbiteriana fosse assitir à um culto na Caverna de Adulão uma missão em Belo Horizonte, voltada para o intuito evangelístico de darks e afins, com certeza este irmão sairía boquiaberto. Será que perante Deus estes pastores e missionários estariam errados? Ou não seiramos nós homens que estaríamos fazendo distinção entre um e outro....


Espero vossas respostas.

Em Cristo, aquele que escandalizou os líderes religiosos de sua época.
Euller.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Artur Freire (Linpo),

A paz do Senhor!

Agradeço-lhe pelos parabéns. Glória ao Senhor Jesus!

Peço-lhe que continue orando por mim, a fim de que o Senhor me dê graça, a cada dia.

O irmão estará na Lapa-SP? Que bênção! Se Deus quiser, nos veremos e poderemos conversar melhor.

Nem vou dormir essa noite, depois de um professor de português ter elogiado os meus modestos textos. Muito grato, de coração!

Agradeço-lhe pela dica. Tenho algumas "marcas registradas". E, apesar de o mais usual ser "nada a ver", eu sempre usei o "nada que ver". Risos. Interessante que isso sempre gerou comentários...

Quanto à periodicidade da Ceia do Senhor, a Bíblia não diz que deva ser realizada a cada ano, a cada mês ou a cada semana. Podemos participar da Ceia todos os dias, se quisermos. Mas isso a banalizaria.

O usual tem sido participarmos da Ceia uma vez por mês. Mas acreditar que a quantidade de ceias realizadas apressará a Segunda Vinda NÃO TEM NADA QUE VER, não é mesmo?

Um grande abraço!

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Roberto,

O irmão tem todo o direito de manter a sua posição de que, neste meu artigo, prevaleceu uma argumentação assembleiana conservadora.

Entretanto, reafirmo que estou me baseando na Bíblia, a Palavra de Deus, e fazendo afirmações fortes quanto ao heavy metal porque conheço bem esse estilo e suas características.

O irmão talvez nunca ouviu falar de que o heavy metal atinja o córtex porque pode estar acostumado com esse estilo, acreditando que ele seja inofensivo. Há, porém, estudos que comprovam os seus efeitos deletérios, mesmo que isso possa lhe parecer estranho.

É possível ouvir heavy metal em volume baixo? Desculpe-me, mas as características principais do heavy metal são:

1) Prevalência do ritmo sobre a melodia.

No heavy metal, a melodia é subordinada ao ritmo. Trata-se de um tipo de música feita para ser sentida mais do que ouvida. É física, visceral; alimenta mais o corpo do que qualquer outra coisa.

2) A repetição é essencial.

Repetição do ritmo, que é constante, com poucas variações; repetição do padrão de acordes; repetição do pequeno grupo de notas; repetição das palavras.

3) Volume, em geral, demasiadamente alto.

O heavy metal, principalmente quando tocado ao vivo, é muito alto, mas também em casa: rádio, CD player, mp3/mp4, etc. É por causa do alto volume que esse estilo é físico, visceral. É feito na base da força bruta das guitarras amplificadas e distorcidas por toneladas de equipamentos.

Desde o seu surgimento, na era pós-Beatles, o heavy metal é conhecido como um estilo que "explode" os tímpanos e a "cuca" de um público formado principalmente por jovens e adolescentes, que são mais "resistentes" ao alto volume de som.

Por que os jovens gostam do heavy metal? Porque, em geral, têm uma necessidade de serem dominados, envolvidos (entorpecidos), e o som alucinante do heavy metal os cativa. Além disso, buscam escapar da realidade e, especialmente, dos sentimentos de culpa através dessa música.

A exuberante taxa de decibéis do heavy metal tem sido até motivo de debates em conferências sobre poluição sonora. Foi levantada a possibilidade de esse tipo de música causar surdez, problemas psiquiátricos ou até loucura.

Mas, enquanto os críticos debatem as causas negativas desse novo estilo, os metaleiros tocam cada vez mais alto.

Infelizmente, hoje em dia, tudo é preconceito. É uma grande desculpa, hoje em dia, para se tolerar o que não agrada a Deus! Ser contra o erro, o pecado, a imoralidade, ao que causa danos à saúde e à vida espiritual é ser preconceituoso?

Bem, o irmão tem todo o direito de acreditar que algo não tenha de ser ruim em razão de sua origem ou pelo fato de ser mal visto pela sociedade. Contudo, a Palavra de Deus é clara: "... tudo o que é de boa fama... nisso pensai" (Fp 4.8). E a fama do heavy metal não é e NÃO TEM SIDO nada boa!

Uma das maiores figuras do heavy metal, em todos os tempos, é Alice Cooper, um desviado, filho de pastor, que utilizava o apelo sexual como recurso para chamar a atenção do público. Outro que explorou bem esse lado foi David Bowie, declaradamente bissexual. Boa a fama do heavy metal, não?

Veja o nome das primeiras "bandas" de heavy metal: Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Iron Maiden, Kiss, AC/DC, Aerosmith... Procure fazer uma pesquisa sobre esses grupos e o porquê de terem esses nomes.

Diante do exposto, não tenho dúvidas de que o heavy metal é demoníaco. E Deus não purifica o que provém de fontes escuras e turvas (2 Co 6.14-18; Is 5.20).

Quanto ao evangelho de Cristo, é tranformador. Seguir ao Senhor Jesus implica renúncia. Leia Lucas 9.23; Romanos 12.1,2; e 1 João 2.15-17. Não pense que isso é argumento de assembleiano conservador. É Bíblia, a Palavra de Deus!

O irmão acha que Deus pode usar drogas como cocaína ou maconha para o bem? Creio que não. Da mesma forma, a música má, erotizante, entorpecedora, criada para prejudicar pessoas, levá-las ao delírio (uma espécie de droga audível), também não pode ser usada para o bem.

Não existe música neutra. Música é como o alfabeto. Assim como escreve-se mensagens cristãs ou satânicas com as mesmas letras, também se compõe músicas sacras ou demoníacas, COM AS MESMAS NOTAS!

Bem, não sei se tudo isso que escrevi mudará o seu pensamento. Mas espero que reflita depois, mesmo que, num primeiro momento me considere um ET.

Em Cristo,

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Euller,

Não cortei nada!

Seu texto está todo lá, na íntegra, no Internauta opina (12).

Inseri a resposta lá, mas creio que esta nova postagem responde às suas novas perguntas, e com maior clareza.

Quanto à Igreja Messiânica, não se trata de um bom exemplo, haja vista tratar-se de uma seita pseudo-cristã. Investigue, por favor.

Não me venha com essa conversa de que meus argumentos são assembleianos... O irmão também? Risos. Leia o texto com atenção. Estou me baseando na Palavra de Deus.

Quanto ao funk, muito me admira alguém que se diz cristão defender uma aberração erotizante dessa! O que o irmão quer ver: a mulher melancia convertida dançando dento da igreja?

Por favor, irmão Euller... Pensemos biblicamente. Que comunhão tem a luz com as trevas? Leia 2 Coríntios 6.14-18.

Pois é, meu irmão, hoje há denominações para todos os gostos. Existe até a Igreja Poleiro dos Anjos, mas o modelo para nós está na Bíblia, no livro de Atos dos Apóstolos, em 1 Coríntios 14, etc.

Bem, já lhe dei várias respostas. Leia primeiro as anteriores, inclusive as que escrevi ao irmão Roberto. E, depois, voltamos ao nosso saudável debate. Mas seja mais sucinto, hein? Risos...

Um grande abraço, meu amado!

P.S. O irmão está longe de escandalizar alguém. Se todos fossem educados como o irmão, "blogar" seria muito mais prazeroso.

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezada Quédia,

A paz do Senhor! Eu já estava com saudades dos seus comentários.

Muito boa a sua observação. Como cantar com o entendimento quando o estilo musical empregado é essencialmente corporal?

De fato, temos de fugir do intelectualismo estéril e do emocionalismo irrefletido, dois perigosos extremos que empolgam muita gente, porém não passam no crivo de 1 Coríntios 14.

O que a irmã disse dos estilos musicais excessivamente rítimicos é a pura verdade. Não podemos acreditar que as músicas sejam neutras. Elas exercem sim poder sobre as pessoas. Isso à luz da musicologia.

Sua participação muito enobrece esse saudável debate.

Em Cristo,

CSZ

Roberto disse...

Ciro

Sobre se ouvir heavy metal em volume baixou ou normal, pelo menos para mim é "possível" sim.

Não defendo toda a cultura e estilo de vida de alguns que são fãs do heavy metal e sim o ritmo que penso que é sim neutro, se ouvido com a mesma moderação com que se ouve qualquer outra música.

Não penso também que o Heavy Metal seja sempre usada de maneira saudável, apenas creio que existe a possibilidade de ser usado de maneira saudável, mesmo que a maioria possa não fazer dele bom uso.

Sobre os jovens quererem usar a música em alto volume como uma espécie de droga ou fuga da realidade, creio que isso não se limita a Heavy Metal, jovens em geral(mesmo crentes) costumam ouvir música alta (eu nunca fui muito fã disso).

Sobre a "boa fama", penso que há certo equivoco na interpretação, já que se formos nos levar pela forma como a sociedade enxerga as coisas acabaremos sim, sendo preconceituosos as vezes(visto que a sociedade julga muito por aparencia).

E, caso não tenha entendido, eu não disse que "ser contra o erro, o pecado, a imoralidade, ao que causa danos à saúde e à vida espiritual" seja ser preconceituoso, mas sim ser contra algo baseado em outras coisas, que não essas(como costumes,tradições, gostos e aparencia).

Sobre essa sua ilustração que diz que assim como escrevemos qualquer coisa com as mesmas letras e músicas com as mesmas notas, está querendo dizer que as notas usadas no heavy metal são diferentes das notas usadas nos hinos? No final das contas não são todas dó -ré - mi - fá- sol -lá -si -dó?

Acerca da minha crença de que origens não desmereçam nada, me baseio em 1 corintios 10, e creio que esse é um princípio para se aplicar na vida toda, a origem das coisas não nos afeta, se somos fortes e a coisa na sua a coisa pode ser utilizada de forma boa.

Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados. Tito 1:15

Sobre lhe considerar um ET, fique tranquilo, pois já pensei como o senhor sobre esse assunto e tenho uma idéia de como o irmão enxerga.

Abraço.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Roberto,

Não gosto de debates intermináveis em que duas pessoas querem, a todo custo, fazer valer o que pensam, dificilmente chegando a um consenso. Mas quero reafirmar alguns pontos que são fatos, mesmo que o irmão, educadamente, insista em refutá-los.

Parabenizo-o, antes, pelo alto nível de nosso debate, sem nenhum desrespeito de parte a parte, mas pontifico o seguinte:

1) Não há interesse nenhum em se "curtir" heavy metal em volume baixo, uma vez que o alto volume faz parte deste estilo musical. Qual é a emoção de se ouvir um heavy metal em baixo volume? Nenhuma. Isso é fato.

2) Que bom que o irmão não defende toda a cultura e estilo de vida de alguns fãs do heavy metal, mas afirmar que o estilo é neutro é negar o que a própria ciência tem confirmado.

3) Não existe música neutra. A música, seja qual for o estilo empregado, sempre tem uma finalidade: acalmar, irritar, fazer comer mais depressa, etc. O que motiva a dança? A música. Ela nunca é neutra. Isso é fato.

4) Concordo que ouvir heavy metal eventualmente, sem concentração, não seja tão danoso. Mas, pelo que tenho pesquisado e vivenciado, os apreciadores desse estilo costumam ser fanáticos. E, quem de fato aprecia esse estilo, acaba sendo dominado por ele, contrariando o que a Bíblia diz em 1 Coríntios 6.12b: "Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma".

5) Por outro lado, ainda que eu concorde que o heavy metal, quando ouvido, sem muita concentração, não seja nocivo, não posso concordar que ele seja de alguma maneira benéfico. Quanto aos seus supostos benefícios, enquanto estilo musical, não há nenhuma comprovação científica.

6) Pelo contrário, pesquisadores norte-americanos colocaram uma mesma semente em dois recipientes iguais, com as mesmas condições. Num deles, a planta se desenvolveu muito bem ao som de música clássica. No outro, ao som de heavy metal, não houve o desenvolvimento esperado. Isso é fato.

7) Eu mencionei o heavy metal como um estilo que os jovens gostam de ouvir em alto volume como uma espécie de droga, ou fuga da realidade, porque música clássica, bossa-nova, canto gregoriano, etc. são estilos que não combinam com rebeldia, sublevação, desejo de extravasar, etc. Isso é fato.

8) Concordo que os jovens crentes gostem de ouvir música alta. E boa parte aprecia os estilos dançantes e "pesados". Daí as gravadoras estarem investindo pesado no remix. Infelizmente, se valem do falacioso álibe: o importante é que as letras são "cristãs" (entre aspas porque hoje em dia são raras as composições com letras genuinamente cristãs).

9) Quanto à boa fama mencionada em Filipenses 4.8, estou interpretando o texto segundo a significação original. Afinal, é isso que denota fazer exegese: extrair o sentido correto do texto.

10) Não podemos formar as nossas próprias convicções, segundo a nossa lógica, e depois exportá-las para dentro do texto sagrado. Isso é eisegese, que é um erro de interpretação.

11) A sociedade pode julgar pela aparência, mas quem é guiado pela Palavra de Deus julga segundo a reta justiça (Jo 7.24). Afinal, o que é espiritual discerne, julga bem tudo (1 Co 2.15; 1 Ts 5.21).

12) O irmão me pergunta: "No final das contas não são todas as notas dó -ré - mi - fá- sol -lá -si -dó?" E eu lhe respondo "sim". Contudo, vejo que o irmão não entendeu a analogia que eu empreguei, talvez devido à pressa.

13) O que eu quis dizer? Quis dizer que as notas musicais são sempre as mesmas, seja numa música sacra, seja num heavy metal. Porém, pergunto: os dois estilos são idênticos, ao final? É óvio que não.

14) Quando eu digo "Jesus é o Salvador", uso as mesmas letras do alfabeto que um satanista usaria para escrever palavras de glorificação a Satanás. As letras são as mesmas, mas a mensagem é totalmente diferente!

15) O irmão, pois, não entendeu a aplicação prática da analogia. As notas musicais podem ser as mesmas, porém a maneira como são arranjadas forma os estilos musicais, que terão influências diferentes sobre os ouvintes. Isso é fato.

16) Se as origens não desmerecem nada (como o irmão afirma, supostamente com base bíblica), uma composição feita por um pai de santo, em um terreiro, poderia ser cantada normalmente dentro de um templo evangélico, desde que estivesse rigorosamente de acordo com a Bíblia, não é mesmo?

17) Poderíamos cantar também as canções de astros da música pop, haja vista algumas delas terem até mais conteúdo do que certos "hinos".

18) Mas, biblicamente, desprezar a origem é um grande desvio. Por que o apóstolo Paulo expulsou o espírito de adivinhação de uma mulher que dizia uma grande verdade? Leia Atos 16.17,18.

19) Se o irmão estudar com cuidado 1 Coríntios 10, perceberá que o texto corrobora o que acabei de expor, haja vista o fato de Deus ter condenado a mistura do povo de Israel com outros povos. Leia o texto à luz de Números 26 e Salmos 106.

20) Quanto à sua afirmação de que todas as coisas são puras para os puros, o irmão está equivocado, com todo o respeito. Por quê? Por que toma uma expressão usada especificamente como se ela fosse um princípio geral.

21) Já pensou se um crente considerar a prostiuição pura com a desculpa de que aos puros tudo é puro? Leia o contexto da passagem, e o irmão perceberá o que é puro aos puros. Não se trata de um princípio geral.

22) É uma pena que o irmão já tenha se posicionado contra o heavy metal e hoje o defenda. Sinceramente, o meu desejo é que o irmão pense biblicamente, não deixando prevalecer uma preferência pessoal.

Respeitosamente,

CSZ

Euller.Monteiro disse...

Caro Pr, Ciro só pra relembrar, e reinterar que eu não disse isto eu escrevi exatamente isto: "Ou então afirme com base bíblica que não se deve ouvir rock, ou funck, (não sou adepto, muito menos admirador, antes tenho certo receio)", bom então deixei bem claro que não sou admirador, antes não gosto destes estilos, más há pessoas que os ouvem, e os escutam e eles são normais para os mesmos, é este tipo de interpretação que eu não faço, procuro mesmo não gostando, não me faço juiz de tais ritmos.
Com certeza não os aprovo no uso do culto, contudo há comunicades que fazem uso normal dos mesmos, aqui em Belo Horizonte, muitas igrejas locadas em favelas usam tais ritmos constantemente, é oque fáz parte da cultura de quem frequenta estas comunidades, se você entrar com música erudita lá com certeza vai ficar fora do contesto sócio-cultural.

Euller.Monteiro disse...

Estimado Pr, Ciro,
Agora com um pouco mais de tempo para dissertar com os amados irmãos, agradeço por suas declarações de que sou agradável ao dissertar com os amados, é meu dever tratar com amor aos irmãos, ainda mais sendo o intuito aqui a exposição de idéias, debate cristão sadio e em amor. Não poderia ser diferente.
Este blog tem sido um dos lugares onde tenho aprendido, onde tenho exposto meus pontos de vista e os vejo ou reafirmados/confirmados ou corrigidos dentro de uma visão bíblica, oxalá mais irmãos em Cristo participassem de debates assim, mesmo com pontos de vista diferentes más sendo um em Cristo.

Bom agora prossigamos no nosso debate/estudo, pois poderemos acrescer muito em qualidade à nossas vidas e crescer em conheicmento.

Um abraço à todos.

Euller

Anônimo disse...

Frequento uma igreja neopen onde todos os estilos de música são utilizados. Mas tendo uma formação batistona da qual me orgulho.
A principal argumentação para quem gostava de música moderna no culto é que facilitaria o evangelismo dos não crentes.
Para fazer valer esse ponto de vista seria interessante que pessoas que gostam desses estilos e ritmos evangelizassem suas tribos e levassem eles para conhecer a igreja. Imagine você chegando na sua igreja com um grupo de metaleiros vestidos com a camiseta do Canibal Corpse, Tristânia ou Night Wish velha e lavada mil vezes,
magrelos de tanto beber, fumar. Zuados! Depois você diz para o seu pastor. Amado pastor pregue para nós aquela história antiga. Nos conte do amor de Deus e da sua
graça salvadora através de Jesus Cristo na Cruz. Quem atiraria a primeira pedra? Os crentes cuja obrigação é tirar pessoas do que eles chamam de "lamaçal do pecado"?
Os metaleiros cujas músicas demonstram sede espiritual e um desejo agressivo de ter um Salvador de verdade?
Seria um excelente teste para saber se você pode ouvir e tocar heavy metal e se a igreja está preparada para levar pessoas à Cristo. Quem iria mandar eles saírem da igreja e voltar depois com terninhos e cabelos curtos? E se eles morressem de over ou cometessem suicídio antes mesmo de conseguir voltar? Não estou querendo ser dramática, mas aqui nas megalópoles vivemos essas situações limite o tempo todo. É nossos jejuns, nossa super espiritualidade, nossa glossolalia, nossos dons, nossas
pregações triunfalistas e nossas declarações de vitóóóóória, nossa ortodoxia, porque ficam tão intimidados diante de um adolescente vestido de preto e com cabelão?
Garota funqueira de minissaia e com a barriga de fora? Que medo! Nós não temos de lutar contra a carne e o sangue deles pessoal. Calma!
Pois é galera do heavy, a fé sem obras é morta sabia? Não adianta empurrar goela adentro da igreja sua música estridente se ela não vier acompanhada de atos de justiça e misericórdia.
Isso serve para nós os conservadores também. Sabe o que disse um crítico cultural da Folha de São Paulo no caderno de Turismo? "Quando for a Londres,
vá a uma catedral inglesa ouvir a excelente música, mas saiba que antes você terá de aguentar o sermão." Isso mesmo boa música também serve para trazer gente para a igreja. Além do sermão diga para o "irmão" que está do teu lado "Você é importante para Deus". Quem sabe se naquela noite a boa música, a excelente acolhida e o louvor apaixonado (duhh) e uma boa pregação cristocêntrica dos irmãos conservadores não façam com que pessoas deprimidas e resmungonas se tornem alegres servos do Senhor, antes que eles morram de tristeza,solidão e doenças .
Eu sei, que estou sendo tão piegas quanto Ned Flanders mas Deus é bom.
Valeu irmão Ciro por ter criado essa discussão.Tem sido ótima para mim que vivo entre dois mundos eclesiásticos, tá me ensinando muiiito.

Tamar Soares de Souza.
Neopentencostal (minha igreja é, eu não) Reformada (eu sou, minha igreja não)
To assinando como anônimo pois esqueci minha senha.

Roberto disse...

Olá pastor Ciro.

Fico feliz que tenha valorizado o nosso debate a ponto de promovê-lo como um novo post.

Sei que não gosta de debates longos e não quero desagradá-lo indo muito mais longe com esse.

Só queria responder algumas coisas que me perguntou na sua última resposta:

1)R:Eu gosto de ouvir, mesmo sendo em volume normal, não sei se alguém que não goste do estilo poderia responder de forma absoluta uma questão de gosto sobre algo que não gosta.

7)R:Pode até não combinar, mas eu sei que alguns gostam de ouvir alto músicas evangélicas e não precisa nem ir muito longe, basta olhar para certas igrejas que recebem reclamação dos vizinhos por ficarem com o som alto(mesmo que os hinos sejam tradicionais, ainda assim tem necessidade de ouvir alto, mesmo não sendo mais jovens de corpo).

10-12)R:Creio que para ter esse sentido que talvez a exegese queira dar ao texto, teríamos de ignorar o restante das Escrituras pois todas elas demonstram como o homem é imperfeito e julga pela aparência, de modo que como eu já havia dito e o irmão repetiu, deviamos olhar a boa fama segundo o ponto de vista do Evangelho(que nos faz julgar bem tudo) e não o da sociedade preconceituosa.

16,17)R:Segundo meu pensamento uma composição assim seria aceita sim, porque creio que por mais que a pessoa esteja corrompida se ela tem algo de bom, isso vem de Deus.


Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.
Tiago 1:17

Quanto ao episódio de Paulo, ele repreendeu somente a origem da declaração boa, que era ruim, não repreendeu a declaração em si e nem a pessoa que declarava; apenas repreendeu o espírito porque ele fazia mal a mulher e não por fazê-la dizer aquilo deles.


Quanto aos demais argumentos, não vou insistir mais, pois creio que nós já expusemos nosso pensamentos de forma suficiente e se houver algo além disso que precisemos saber, o Senhor nos revelará e assim algum dia creio que pensaremos iguais.

Que Deus lhe abençoe pastor Ciro.

Jessé Borges disse...

Que a paz esteja contigo,

Caro Pr. Ciro, gostaria de dizer-lhe que seus textos têm me ajudado muito no ministério. Seu blog é leitura obrigatória antes de inciar o meu expediente.

Quero pedir a sua autorização para usar esta série de posts e transformá-los em uma apostila. Preciso deste material para dar uns estudos a um grupo de louvor recém-formado. É óbvio que eu mencionarei a fonte.

Desde já agradeço pela atenção, e oro pelo senhor, para que Deus lhe dê forças para continuar nessa jornada em defesa do puro evangelho.


Em Cristo Jesus, o autor e consumador da fé.

Pr.Jaime disse...

Paz do Senhor.

Eu creio que tudo é de Deus, as capacidades humanas e etc... elas se tornam más quando são mal direcionadas.

O mal é a ausência de Deus, assim como o frio é a ausência do calor. Então Deus pode usar o heavy metal para trazer pessoas a Ele, na minha opinião. Porém se mal utilizado, ele se torna ruim. Em uma banda gospel, onde os integrantes tem compromisso com Deus, creio que faria mais bem do que mal sim. (esse mal que falo aqui seriam consequências naturais do custo benefício, algo que acontece mesmo quando estamos indo a qualquer culto)

O senhor falou sobre o volume afetar a saúde das pessoas, mas mesmo em shows com músicas tradicionais ou cultos as pessoas muitas vezes colocam o volume alto, é muito relativa essa questão depende de fatores. Creio que haveria um jeito certo de se curtir heavy metal gospel, de forma gospel mesmo.

Mas entendo que como uma estratégia que Deus colocou no seu coração, o Senhor não queira isso na sua igreja, e o senhor pode realmente estar sendo sábio. É possível, é a multiforme graça de Deus em ação.

Minha opinião.

oziel disse...

Qual a probabilidade de eu louvar a Deus, em espírito e verdade, se eu não gosto de musicas lentas, faça o seu melhor para Deus, cada pessoa tem uma particularidade, Apresente pra Deus o que você gosta, isso é o teu melhor, o meu louvor sou eu que tenho que decidir, Mirian dançou depois de atravessar o mar vermelho, meu pai canta musicas clássicas, eu pulo, danço, grito, dou o melhor de mim. Não queira dizer como tem que ser o louvor, mais ensine pra tuas ovelhas fazer o melhor de si pra Deus.

NadjaeLeo disse...

A PAZ DO SENHOR, SOU PROFESSORA DA ESCOLA DOMINICAL E MINHAS ALUNAS FALAM MUITO EM CASAMENTO, GOSTARIA DE SABER SE O SENHOR PODE-ME ENVIAR ALGUM MATERIAL SOBRE ESSE ASSUNTO,TE AGRADEÇO EM CRISTO JESUS. PODE ENVIAR PARA ESSE EMAIL: leos2007_santos@hotmail.com