quinta-feira, 8 de maio de 2008

O tempo de dançar chegou?

Prezados internautas, após um longo período estou retomando a série Análise bíblica de "canções evangélicas", que — como todos já sabem — dá muito pano para manga e irrita alguns fãs de determinados grupos e cantores. Reitero que não escrevo para agradar ou atacar pessoas, e sim para expor a verdade à luz da Bíblia. Neste artigo, analisarei, atendendo a pedidos, cada parte da canção "Ele vem", também conhecida como "Incendeia".

"O tempo de cantar chegou; o tempo de dançar chegou; o tempo de cantar chegou..."

Para o servo do Senhor, sempre é tempo de cantar louvores. Mas estamos num tempo em que devemos também chorar, clamar, buscar mais a Deus... À luz da Palavra do Senhor, é também tempo de evangelizar, de guardar o que temos recebido do Senhor, de vigiar.
Concordo que cantar — quando de fato cantamos louvores — seja importante, porém não é a nossa prioridade. As últimas palavras de Jesus antes de ser assunto ao céu foram mandamentos e orientações quanto à evangelização do mundo (Mt 28.19; Mc 16.15; At 1.8). Por isso, preferiria: "O tempo de evangelizar chegou".

"O tempo de dançar chegou"

Bem, para mim nunca foi e nunca será tempo de dançar. Mas tenho de ser convincente em minhas explicações, uma vez que os amantes da dança (que já devem ser maioria) ficarão muito bravos comigo...
Por que o tempo de dançar não chegou e nunca chegará, pelo menos para quem deseja andar segundo as Escrituras? Por várias razões.
1) Ao longo da História, a dança nunca esteve presente na liturgia das igrejas cristãs. É claro que uma ou outra pessoa falava em “dança no Espírito”, e outras até cantavam, sem dançar, o famoso corinho “Se o Espírito de Deus se move em mim, eu danço como Davi”. Por que agora esse assunto tão controvertido deve ser tratado como natural? Por que a dança é agora tão essencial para um culto de louvor a Deus?
2) A Palavra de Deus diz que há diversidade de ministérios (1 Co 12.5), mas não nos esqueçamos de que isso alude à maneira multiforme de o Espírito Santo atuar. Essa menção de modo algum apóia todo e qualquer ministério inventado por pessoas que querem fazer prevalecer as suas preferências pessoais. Na Bíblia não há apoio ao chamado ministério da dança.
3) Os defensores da dança citam Miriã e Davi, mas as suas atitudes e ações, conquanto não tenham sido reprovadas por Deus, deram-se fora do culto coletivo a Deus. Foram atos patrióticos, pelos quais extravasaram a sua alegria. Daí o próprio Davi, ao organizar o culto, juntamente com Asafe, não ter feito nenhuma menção à dança, estabelecendo apenas cantores e músicos (1 Cr 25.1).
4) Não há base bíblica para se introduzir danças no culto, tampouco chamá-las de ministério, como muitas igrejas estão fazendo. Há até exceções, como as coreografias infantis e adolescentes, feitas de maneira esporádica ou em ocasiões especiais. Mas as exceções não devem se transformar em regra, gerando modismos injustificáveis.
5) Não existe sequer um versículo nos mandando ou nos autorizando a dançar na casa de Deus! No Novo Testamento não há nenhum incentivo à sua introdução no culto.
6) Os dois únicos textos que poderiam — supostamente — ser usados como incentivo à dança estão nos Salmos 149 e 150, no Antigo Testamento. Mas não são passagens que falam propriamente da dança no culto da igreja do Senhor.
Alguns exegetas até discutem se o termo original traduzido em algumas versões em português para “dança”, nos textos mencionados, significa flauta ou harpa. Entretanto, mesmo aceitando-se que os Salmos 149 e 150 aludem à dança entre os hebreus — o que não seria nenhuma novidade (Jz 11.34; Ec 3.4; Lm 5.15) —, eles nada têm que ver, diretamente, com o culto do Novo Testamento.
A mensagem da Bíblia se dirige a três povos: judeus, gentios e igreja (1 Co 10.32). E nem sempre um mandamento pode ser considerado “universal”, isto é, para todos. Se aplicarmos a nós o que dizem os tais Salmos, na íntegra, teremos de louvar a Deus com uma espada na mão e tomar vingança das nações, literalmente! “Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus e espada de dois fios, nas suas mãos, para tomarem vingança das nações e darem repreensões aos povos, para prenderem os seus reis com cadeias e os seus nobres, com grilhões de ferro” (Sl 149.6-8).
Alguém dirá: “Ora, tudo isso pode ser aplicado de maneira figurada”. É mesmo? Então por que a dança deve ser aplicada de modo literal? Por que empunhar uma espada e tomar vingança das nações é figurado, e dançar não?! Por que não consideramos, então, que devemos dançar espiritualmente, e não com o corpo? É mais fácil priorizar preferências pessoais, para depois encontrar na Bíblia versículos isolados em apoio a invencionices?
7) Muitos têm citado 1 Coríntios 6.20 como apoio à dança no culto. Dizem que devemos glorificar a Deus com o corpo. Sabe o que é isso? Torcer a Palavra de Deus, fazendo-a dizer o que não diz. A simples leitura do contexto da passagem é suficiente para demonstrar que ela nada fala acerca da dança. Glorificar a Deus com o corpo significa não pecar contra o Senhor por meio do corpo (vv.18-20)!
9) A dança no culto também não é uma questão cultural, como muitos pensam. Não é porque o brasileiro tem samba no pé que deve sambar na casa de Deus. Isso seria secularizarismo ou dessacralização, à luz de Romanos 12.1,2; Tiago 4.4; 1 João 2.15-17.
10) Nas Escrituras não há — repito — nenhuma passagem que apóie a dança no culto neotestamentário. “Ah, mas eu quero dançar, gosto de fazer isso e tenho certeza de que Deus a receberá”, alguém poderá argumentar. Ora, quem quiser, que dance e assuma a responsabilidade diante de Deus. Mas não diga que o culto precisa de danças para agradar ao Senhor. As nossas reuniões sobreviveram sem danças durante muito tempo.
11) Em várias igrejas, as danças só vêm sendo incorporadas ao culto porque lhes falta o principal: salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação (1 Co 14.26). Um culto não pode sobreviver sem a genuína manifestação do Espírito, a Palavra de Deus e os verdadeiros louvores. Sem dança, ele subsiste — sempre subsistiu, ao longo da História.
12) Se nos conscientizarmos de que o culto é para Deus, e não para agradar pessoas; e se nos convencermos de que a maneira de Deus falar, no culto, não é por meio de danças, e sim pela Palavra, tudo ficará mais fácil, não é mesmo?

"E Ele vem, e Ele vem saltando pelos montes" (2 vezes)

Quem vem? Ah, sei... linguagem figurada. Cantares de Salomão? Sei... É... de fato, é um livro rico em figuras de linguagem... Algo errado? Não, não. Afinal, o que vale é o estilo dançante, não é mesmo? O que é gostoso nessa canção é batida, o ritmo... Bem, em resumo: essa canção balança o corpo, mas não balança o coração. Prefiro seguir ao exemplo do salmista (Sl 57.7).

"E seus cabelos e seus cabelos são brancos como a neve (2 vezes); e nos seus olhos e nos seus olhos há fogo; incendeia Senhor a sua noiva; i
ncendeia Senhor a sua igreja; incendeia Senhor a sua casa; vem me incendiar!"

Meu Deus! Que "viagem"... O Noivo do livro de Cantares, que estava saltando pelos montes, reaparece como descrito em Apocalipse 1... O que é isso?
O que dizer de uma canção “evangélica” cuja letra diz “Incendeia, Senhor, a sua noiva.../ Ele vem, ele vem saltando pelos montes.../ Seus cabelos, seus cabelos são brancos como a neve”? Ora, não podemos nos valer da aplicação do poder de Deus como fogo para dizer que Ele incendeia a sua noiva... A Bíblia emprega a linguagem figurada, porém tudo tem limite. Que Deus é esse, que, além de incendiar a Igreja, vem saltando pelos montes?
Bem, resumindo: essa canção, tão cantada por evangélicos, possui um ritmo arrastado e uma batida repetitiva, o que produz um “clima” de descontração, e não de louvor a Deus! Precisamos decidir: O que vamos fazer no templo, louvar a Deus ou buscar entretenimento? Com toda a franqueza, quem quiser diversão, deve procurá-la em outros lugares, pois o templo é lugar de oração, louvor e ensino da Palavra (At 2.42-47; 5.21).

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

50 comentários:

Roberto disse...

Olá pastor Ciro.
Tenho acompanhado seu blog a algum tempo e gostei de várias coisas que vi até agora.
Eu mesmo tinha pensado em escrever umas análises de hinos no meu blog, mas ainda não tive o ânimo suficiente.
Sempre achei que essa música exagerava ao misturar símbolos, de modo que ao misturar noiva com fogo, me lembra sensualidade, em outras palavras, incendiar a noiva seria deixá-la de "fogo aceso".
Pode ser exagero meu, mas é a impressão que me passa.
É preciso ter mais cuidado ao usar certas ilustrações...

Edson Dorna disse...

A paz do Senhor!

Pastor Ciro, vamos estar orando,para que Deus ilumine o seu entendimento cada dia...

Em Cristo

Edson Dorna

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Roberto,

A paz do Senhor.

O irmão tem razão. Um tipo de letra como essa, sem nenhuma especificadade (não há menção direta ao Senhor Jesus em momento algum), dá margem para várias interpretações.

Quanto à linguagem figurada, é válido o seu emprego em pregações e hinos, mas é preciso saber fazer isso.

Na canção em apreço, o que se percebe é que os seus apreciadores não estão muito preocupados com a letra em si, pois o ritmo, a batida, o estilo, a musicalidade... falam mais alto.

Um grande abraço!

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezado Edson,

Agradeço-lhe pelas orações e pelo incentivo.

CSZ

Paulo Henrique disse...

Pastor,graças a Deus por dar-te sabedoria e coragem para postar sobre esses assuntos tão importantes.Não é preciso eu pedir pro senhor continuar do mesmo jeito,porque sei que irá continuar.Vejo o senhor como estêvão,que quando estava pregando as pessoas taparam os ouvidos e o atacara.
Sou jovem,tenho 18 anos,e tento não gostar desse tipo de música,tento agradar à Deus sempre,e tenho pedido a cada dia graça e sabedoria a Ele.

Deus te abençoe!

Paulo

Ciro Sanches Zibordi disse...

Paulo Henrique,

A paz do Senhor!

Agradeço-lhe pelas palavras e fico feliz em saber que um jovem de 18 anos está refletindo e sabendo discernir segundo a Bíblia. Isso é raro hoje em dia.

Que o Senhor Jesus o abençoe!

CSZ

Euller.Monteiro disse...

Caro Pr Ciro,

Garça e páz!

Tenho sempre que posso acompanhado seu blog, concordo com diversos deles, (em sua maioria), más se (ponto de vista meu), formos tomar para análise todas as músicas até as dos nossos cancioneiros (Cantor Cristão, Harpa, Hinário Evangélico, etc) encontraremos pontos que tais como os encontrados nesta música, que podem ser questinados, entretanto eles foram, com certeza o que em muitos casos confortou corações, amparou ou reavivou a fé, que fêz nascer em determinada pessoa vontade de conhecer à Jesus, em suma se formos execrar tais músicas e expõ-las muitos anciães terão seu passado traspassado por uma faca teológica, e será que Deus por sua infinita sabedoria e amor não opera em nós mesmo sendo falhos?
Sim eu concordo que há falhas de coerencia em alguns pontos, más não é só nas canções atuais, se pegarmos um cancineiro evangélico e fizer-mos tal dissecação como a tal feita nesta música correríamos o risco de por em xeque a fé de muitos que viveram momentos em que elas foram seu amparo (como instrumento de Deus, pois a música em si não é nada, más é Deus quem a usa, como à nós também).
também não será por este cuidado que tenho citado que não devemos questionar, o Pr Ciro tem um dom e deve ser usado, e músicas que tem teor duvidoso devem ser sim questionadas e colocadas fora do nosso meio, más talvêz sejem muitas delas apenas julgadas por terem um ritmo mais atual, e não obstante, a história do povo de Israel fala por si só, Deus amava aquele povo, e com certeza eles não apenas orava, e adoravam à Deus, más creio que eles não conseguiam se conter e movidos pela paixão por Deus daçavam em sua presença, não apoio a dança (programada, algo artificial, más aquela que vem advinda de uma força interna que me fáz pular na presença de Deus creio que não pode ser questionada, já uma atitude humana sim, mesmo por que uma dança pode ter um toque sensual e ai alem de desagradar à Deus coloca nosso irmão(ã) frente uma tentação.
No mais é um assunto (com nosso amado amigo e Pr, já dise) que tem diversas pessoas que o interpretariam diferente, isto por que os teólogos são diferentes, más a Biblia é a mesma, e a história do povo de Israel também, haja vista dos relatos de quem vai à Israel, que conta com são um povo alegre, festivo, e que tem na dança uma de suas expressõe, e que mesmo não citada em uma narrativa bíblica, não pode se afirmar que ela não existia, (tanto no aspecto que agrada à Deus, como no que não agrada) temos que ter bom senso ao tratar do assunto sem ser extremistas, tanto no restringir quanto no contrário, abrindo-se para toda e qualquer manifestação.
Como diz a passagem bíbica, que os espíritos devem ser discernidos.

Bom exponho aqui um minha opinião, não sou dono da verdade, estou aberto ao debate.

Abraços:
Euuler

João Paulo Mendes disse...

Paz do Senhor Pr Ciro,

Infelizmente em nosso meio, assembleiano, há muitas canções de "fogo" que não citam o Senhor Jesus nem o exaltam.
Sou também músico em "minha" igreja, outro dia cogitaram entoar a canção 500graus no momento do louvor congregacinal, eu disse não, pois como ja vimos aqui, a letra de tal canção não tem o Sr Jesus como centro, nem sua palavra, outro "louvor" que é até engraçado começa dizendo o seguinte: "não saia da fila da promessa não meu irmão, quem sabe o anjo grita sua senha hoje aqui", misericórda....Por falar contra a letra dessa canção não fui bem visto, mas glória a Deus.
Parabéns, uma vez mais, pelas abordagens bíblicas Pr Ciro, que Deus continue abençoando-o.

Em Cristo,

Joao Paulo Mendes
www.joaopaulo-mendes.blogspot.com

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Euller,

Como sempre, o irmão escreveu bastante... Seu comentário merece apreciação de minha parte.

O irmão diz que, "se formos tomar para análise todas as músicas até as dos nossos cancioneiros (Cantor Cristão, Harpa, Hinário Evangélico, etc) encontraremos pontos que tais como os encontrados nesta música". Discordo! Podemos sim encontrar equívocos, mas iguais aos que vemos hoje, nas canções modernas, feitas tão-somente para vender, totalmente secularizadas, impossível.

Agradeço-lhe por concordar que há falhas em alguns pontos da canção que analisei, mas na verdade eu questionei a canção toda, e não apenas uma parte. Ela está comprometida no todo, quanto a estilo musical, que é dançante, inapropriado para o louvor na casa do Senhor, além de possuir uma letra desconexa, a qual não menciona, diretamente, nenhuma vez o Senhor Jesus e sua obra.

Sinceramente, os hinos antigos têm os seus defeitos, mas hoje a situação é muito pior. Não há mais filtro. Até o funk, o hip-hop, estilos extremamente "sexualizantes", são empregados nas igrejas com a maior naturalidade. As letras então... sem nenhuma base bíblica...

Não há como comparar as canções de hoje com os hinos de ontem, embora eu concorde com o irmão de que os hinos contidos em hinários não sejam perfeitos. Perfeição absoluta só na Palavra de Deus. Outrossim, há hinos hoje, de compositores (poucos) que têm compromisso com o Deus da Palavra.

Agora, o irmão dizer que não devemos questionar que é extremismo. Afinal, o espiritual discerne bem tudo (1 Co 2.15). É nosso dever saber discernir o que é certo e o que é errado (Hb 5.12-14; 1 Ts 5.21).

Também discordo de sua defesa a ritmos mais atuais, pois a questão não é compor para agradar o público, com as suas preferências, e sim louvar a Deus. Lembra-se do que aconteceu nos dias do rei Ezequias? Ele fez os cantores e músicos entoarem hinos de louvor dos tempos de Davi e Asafe. Leia 2 Crônicas...

Quanto à dança, sugiro que o irmão estude com cuidado a Bíblia, pois é ela que deve nos responder, e não o que a maioria hoje está fazendo. Nosso modelo ainda é Atos dos Apóstolos e toda a Bíblia. Quanto a se alegrar e saltar na presença de Deus, vemos isso em Atos 3. Nada tem que ver com dança.

Podemos dar várias interpretações para o que quisermos, mas a resposta da Bíblia é UMA só.

Muitos me acusam de querer ser dono da verdade. Mas é a Bíblia que é a dona da verdade. Nesse caso, por que cada um deve ter a sua interpretação, se a Palavra de Deus tem A RESPOSTA?

A dança no culto a Deus não é questão de cultura! No templo a Deus NUNCA houve dança! Não confunda cultura de um povo com a adoração coletiva do povo de Deus, que nada tem que ver com cultura.

Percebi que o irmão não leu com atenção a minha postagem. Leia de novo, em meditação, e confira as referências, por gentileza.

Não sou extremista, mas estou convicto de que não devo me deixar levar pela maioria. Lembra-se de que Jesus perdeu uma multidão de seguidores, quando pregou a verdade? Leia João 6.

Não devemos nos abrir a toda e qualquer manifestação. Antes, devemos provar se os espíritos são de Deus (1 Jo 4.1). Lembra-se dos bereanos? Eles foram considerados mais nobres que os de Tessalônica (At 17.10,11). Por quê?

O irmão diz estar aberto ao debate. Eu, sinceramente e com todo o respeito, não gosto de debate do tipo "ping-pong". Estou escrevendo para tentar ajudá-lo a comprender algo que vejo como claro nas páginas sagradas. Se não puder ajudá-lo, lamento. Mas não espere que eu transforme essa nossa conversa em um longo e interminável debate.

Em Cristo,

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro João Paulo,

Fico feliz em ler as considerações, principalmente sabendo que o irmão é músico. Os músicos, em geral, não aceitam críticas e logo generalizam: "Esse camarada não conhece música para criticar". Outros preferem dizer que quem critica o estado atual das coisas não gosta de louvor. Que engano! Eu amo a música e o louvor e por isso me preocupo com isso.

Agradeço-lhe pela participação.

CSZ

Marcia disse...

Prezado pastor Ciro

Eu acho esta música muito perigosa. Apesar de não estar claro nessa letra, Jesus é apresentado como o homem que vem "saltando pelos montes", mas não devemos nos esquecer que, na verdade, Jesus vem como um ladrão.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezada Márcia,

Realmente é a canção em análise é extremamente desconexa. Se o compositor quis referir-se ao tempo da vinda de Jesus, de fato ela será como ladrão de noite, e não saltando pelos montes... A letra, portanto, se mostra pobre, teologicamente.

Por outro lado, nesses tempos pós-modernos, a juventude, influenciada por cantores e grupos que não têm compromisso com a Palavra, valorizam mais o estilo em si (que também é impróprio para o louvor do Senhor) do que o conteúdo.

Em Cristo,

CSZ

paulo henrique disse...

Pastor,vc gosta de ouvir quais cantores/bandas?Ozeias de Paula,victorino silva...??
Só se o senhor quiser responder,acho essa pergunta meia besta,mas...^^

Abraço!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Paulo Henrinque,

Não estou fazendo juízo de valor sobre pessoas. Quanto aos cantores mencionados, sei distinguir entre o que é bom e ruim, independentemente do nome do cantor/grupo.

Mas reitero que a minha crítica nunca será pessoal, como se fosse uma perseguição a determinados cantores ou grupos. Creio que você também consegue enxergar os desvios contidos na canção em análise, não?

O que eu gosto de ouvir? Ora, para ouvir em casa, no carro, ou a título de entretenimento, é uma coisa. Nesse caso, prevalece o gosto pessoal. E eu nada tenho com isso. Cada um ouve o que quiser. Agora, o que eu estou considerando neste artigo é o cântico que serve para louvar o Senhor, no templo ou no local (ainda que seja uma casa) onde nos reunimos para cultuar a Deus. Isso, claro, é muito mais sério.

Mas fique tranqüilo... Eu sou uma pessoa normal. Gosto da boa música e sei valorizar o que temos de bom na atualidade. Por exemplo, um hino da atualidade (só para citar um caso) que fala profundamente ao meu coração é aquele que diz "Sonda-me, Senhor, e me conhece/ Quebranta o meu coração". Simplesmente, lindo.

Em Cristo,

CSZ

Paulo henrique disse...

Pastor,o senhor nao me entendeu..
nao falei ironicamente,é so pra saber mesmo,por isso que falei que a pergunta era um pouco besta....Eu gosto de ozeias de Paula e outros...

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Paulo Henrinque,

Eu também não fui irônico. Eu só quis mostrar que, diferentemente do que aparenta ser, eu gosto de composições da atualidade. A tendência sempre é pensar-se que uma pessoa que critica certas canções da atualidade só gosta de hinos antigos, de hinários, etc.

Como tenho dito, valorizo o que está de acordo com a Palavra de Deus, seja uma composição hodierna, seja do passado. No entanto, vejo que hoje, infelizmente, há poucas composições de louvor a Deus, que mencionem o Senhor Jesus e sua obra, o que encontramos em quantidade na Harpa Cristã, por exemplo.

Muitos dos "hinos" de sucesso da atualidade só são famosos porque o pessoal gosta do estilo musical, que em geral é algum que também é apreciado por pessoas do mundo (samba, funk, hip-hop, reggae, rap, etc.), e não tanto das letras. Estas, muito pobres, geralmente falam de "sonhos", de triunfo (do crente, e não do Senhor Jesus), de que a NOSSA história será mudada, de anjos que sobre e descem e outras efemiridades...

Mas, para que você fique satisfeito, eu também gosto de Ozéias de Paula (100 ovelhas e cia.) e Victorino Silva, com quem já tive o privilégio de dividir um quarto de hotel algumas vezes...

Um abraço!

CSZ

Daniel Moreira disse...

Não é caso de ri não, mas o pessoal apelidou essa canção aqui na região de "melo do crente incendiário".

Perdoe-me pela brincadeira...

Ciro Sanches Zibordi disse...

Ha, ha, ha...

Irmão Daniel, desculpe-me... Mas seria cômico se não fosse trágico.

Um abraço!

CSZ

Roberto disse...

Quando aos versos que dizem o tempo de cantar e dançar chegou, não levo nada na literalidade, me parece ser referencias a salmos que apenas simbolizam o que no NT se traduz como "adoração em espírito e em verdade", maior do que qualquer manifestação exterior do nosso corpo (cantar, dançar, etc).

Quando a dança na adoração, penso que realmente não é necessária para se adorar, embora eu creia que quem adore em espírito e em verdade, adora a todo tempo e por isso se ele gosta de dançar, acaba adorando mesmo na dança.

Maciel Melo disse...

Caro Pastor Ciro,

Considero como muito válida a análise feita pelo senhor.
De fato, mesmo que os pastores preguem mensagens bíblicamente corretas em suas igrejas, se os hinos disserem o contrário, é o que eles dizem que vai ficar gravado na mente das pessoas.
Recentemente, postei no Blog de um Jornal apologético que confeccionamos aqui em Cajati/SP um estudo sobre dança cúltica, se tiver tempo ficarei honrado em tê-lo como visitante.
Aí vai o endereço do Blog: http://www.oapologeta.blogspot.com/
Louvo a Deus pela sua vida Pastor, Abraços.

Euller.Monteiro disse...

Amados irmãos e excelentíssimo a amado pr. Graça e páz.

Não vou fazer uma incanssável busca de argumentos teológico, mesmo porque o tal sería ilógico, pois os noosos níveis de conhecimento são de níveis diferentes, más o que eu quis em minha primeira mensagem não é contradizer os aspectos teológicos estremamente rígidos da teologia, eu como pai, sei olhar meus filhos e sei analizar quando eles querem me agradar, mesmo não sabendo se expressar, Deus é muito superior e ele sabe de nossas limitações, e mais ele conhece o profundo do nosso coração. A própria palavra diz que não é o que entra más o que sai do coração é o que contamina o homem, "bom este contaminar pode ser de tudo o que é mal tanto quanto do que é bom" (interpretação minha, não sou autoridade para tal, falo como tenho compreendido).
Será que Deus vai condenar um filho que vai ao seu encontro para com suas atitudes de filho, atitudes de amor ao pai, só por que interpretamos teologicamente isto ou aquilo???

Não quero que pensem que soou contra a teologia, não, antes eu a defendo, e aprovo que os constumes tem que ser mantidos, e que a biblia tem que ser corretamente interpretada, por isto tenho sido vizitante assíduo deste forum, vejo na figura do Pr Ciro um homem equilibrado. más por vezes vê uma interpretação muito rígida, e em questões que eu acho que são muito íntimas, de Deus e de quem o busca, é o caso da adoração, seja no individual ou no coletivo de um grupo.
O que eu havia colocado em minha citação anterior, era quanto as músicas pelas quais muitas almas tem sido salvas, (Jesus disse aos apóstolos quando eles mostraram alguns que não andavam com eles más pregavam o evangélio que se eles estavam do mesmo lado deles eles deveriam deixá-los contiunar seu trabalho (o Pr podia verificar a passagem para nós).
O que acontecerá com as músicas de hoje e de ontem se começar-mos à fazer um pente fino em todas, será que alguma iria escapar, pois quem tem a interpretação semelhante ao Pr Ciro, iria desqualificar umas, e outro de outra linha desqualificaria outras. Será que Deus busca quem o adore em Espírito e em Verdade, ou só quem tem uma letra teologicamente irrefutável, o que mais agrada ao coração de Deus, a letra ou um coração contrito e quebrantado?
Me desculpem o Pr e os demais irmãos, e por favor não me interpretem mal, falo como leigo; será que grupos como Revivendo, Logus, Vencedores por Cristo, e muitos outros passariam no crivo de nossa malha fina?, será que nós memos se fôssemos compor, passaría-mos por este crivo?
É lógico, que como já havia citado, não aceito também algumas grotescas disgressões das quais dizem que é adoração, minha preocupação não é com estas, más com uma "corrida aos erros de composição", e muitas das músicas que hoje confortam o coração de muitos irmãos e irmãs, que de coração declamam fervorosamente amor à Deus usando as mesmas, sejam atingidos.

Novamente, digo, concordo que devemos e podemos sim fazer uma análize teológica das letras das músicas, agora fazer com que esta nossa análize macule o sagrado de Deus no coração de nosso irmão que é mais fraco que nós é pecado também, ou estou errado?
Paulo disse que náo é o comer ou o deixar de comer, más aquele que escandaliza o irmão já pecou, e se eu escandalizo o meu irmão ao expor diante dele que tudo o que ele tinha como sagrado não o é, apenas porque nossas diferenças eclesiásticas tendem à falar mais alto que o amor em Cristo?
Me Perdoe Pr, Ciro, não quero "debater", sei que o Sr, é uma autoridade em diversos assuntos, e que em seu coração deseja que haja um retorno ao evangelho mais próximo ao pregado pelos nossos primeiros irmãos, aquele que se aproxime mais do ideal, do sem muitos dos maus introduzidos por muitos modistas de plantão no nosso século, más o meu receio é com os fracos na fé, e que podem estar lendo nossas proposições.
Quando colocamos a pregação de tal e tal teólogo ou Pastor, estamos indo direto em quem fêz uma análise correta ou erradas das escritúras, más quando vamos para a música, para a adoração, é mais complexo (ao meu ponto de vista).
Eu concordo que no caso desta letra, tem pontos desconéxos, que o ritmo é "moderno", más no ontem, muitos teólogos também execraram muitos costumes que hoje vemos que não tem muita razão ficar debatendo contra eles, usos e constumes, roupas, assistir tv, um monte de proibições que eram elevados ao nível de pecado, e isto em um passado breve. Ao invéz de ensinar como usar, por que usar, era mais fácil proibir e taxar como "pecado", não que em determinado ponto não fosse, se você assitisse ao programa do Rex Rambad, será que estava pecando? ou o do "Jimmy Suegarth", com certeza o programa deles não passava altas horas da noite, concorrendo com o corujão.
Observando por outro lado, falta hoje uma música que combata aquela que vem e rouba os jovens de nossas igrejas, e ai o que fazer? será que o Jovem irá querer ater-se à constumes e dogmas por nós instituidos (falo da grande maioria, sei que alguns por sua natureza tem facilidade em servir e buscar à Deus, más a grande maioria não, tem que ser cativado àté chegarem à maturidade), músicas como esta, tem uma maior facilidade de chamar a atenção de muitos jovens que este nosso debate, e a salvação deles pode passar por esta música, e mais tarde, na maturidade tenho certeza que o Espítido de Deus trabalhará em seus corações.

Att:
Euller.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Euller,

Li o seu depoimento e respeito a sua opinião, mas o que deve prevalecer não é a minha ou a sua opinião, e sim o que diz a Palavra de Deus.

Em sua opinião não há nenhum fundamento bíblico. E o meu sincero desejo é que prevaleça a Palavra de Deus, e não a opinião humana, por mais bem estruturada que seja ela.

Escrevi a análise em apreço porque tenho certeza absoluta de que a Bíblia não apóia não só a letra da canção, mas também toda a parafernália que a acompanha. Mas ninguém é obrigado a concordar comigo.

Por outro lado, publiquei seu texto porque o irmão tem tido uma postura louvável, respeitosa, mesmo discordando do que escrevo. Aliás, uma postura bastante diferente dos "fã-náticos" de plantão.

Deus o abençoe!

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Roberto,

Recomendo-lhe o texto de 2 Crônicas 20 que distingue claramente adoração, louvor e cântico. Fica patente que adoração SEMPRE é referente, e NUNCA extravagante, por meio de danças ou coisa parecida.

Em Cristo,

CSZ

Euller.Monteiro disse...

Estimado Pr Ciro, lhe sou muito grato pelo elogio, e gostaria de salientar que em nenhuma situação sou pactuante com os excessos que temos visto hoje, tanto na adoração quanto, prinicipalmente no ensino da palavra.
Espero que Jesus haja nos corações das atuais lideranças e que eles se quebrante, quanto à questão levantada àcima, creio que Deus como pai irá julgar as atitudes de cada filho(a), lembrando que Deus não é só o amor em sua plenitude, más também, a verdade, a justiça a retidão, enfim ele é perfeito, e como tal, é assim que temos que ter esperaça em seu justo juizo.
Seria muito bom se tivéssemos apenas louvores dos quais só houvesse uma harmonia com a verdade divina na totalidade, o que acho humanamente distante de nós na atualidade, não impossível, se nos deixar-mos ser guiados por Deus.
Quanto à dançar, eu creio que se o Espirito de Deus se mover em alguem esta pessoa sentirá páz e esta páz será o arbitro no coração de cada um, então não julgo alguem quando me parece haver harmonia em suas atitudes, más reprovo o que é programático e forçado pelo homem, como que querendo chamar à atenção, também aprovo estratégias de impacto evangelistico, más somente com um cunho evangelístico, como uma peça de teatro, ou fazendo parte de tal, não como manifestação do Espírito, Ok!

Amado Pr. Ciro, que Deus continue lhe acrescentando sabedoria, e uma palavra verdadeira, pois tenho crescido muito com os ensinos aqui postado e com o nosso debate.

Abraços:
Euller

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Euller,

Suas ponderações são boas e demonstram equilíbrio. Entretanto, o argumento de que o sentimento de paz no coração indica aprovação de Deus para a dança é fraco, com todo o respeito.

O crente não deve firmar-se em sentimentos, pois enganoso é o coração (Jr 17.9). Paulo disse: "Eu SEI em quem tenho CRIDO". E João, que muitos o chamam de apóstolo do amor, era também o apóstolo da CERTEZA. Por diversas vezes ele disse: "SABEMOS".

Todos nós sentimos, mas isso não é parâmetro. Paulo sentiu que devia pregar na Ásia e na Bitínia. Estava errado! Davi sentiu que deveria construir o Templo. Errou! "Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da boca" (Pv 16.1).

Sentir faz parte, mas, quanto ao que oferecemos a Deus, devemos SABER o que estamos fazendo. Devemos ter CERTEZA de que estamos agradando a Deus. E só as Escrituras têm a resposta.

Concluo que na Bíblia de fato não há nenhum apoio à introdução de danças no culto a Deus. Disso eu tenho certeza, que nesse caso sobrepuja qualquer sentimento de minha parte. Afinal, nosso culto é RACIONAL, e não emocional (Rm 12.1).

Não é que eu estou participando de um debate? Mas, nesse caso, vale a pena, pois o irmão é uma pessoa pacificadora.

Em Cristo,

CSZ

Euller.Monteiro disse...

Amado Pr e irmãos, então que o Espirito Santo nos confirme cada vêz mais, e principalmente os nossos compositores, para que tenham inspiração divina à luz das escrituras.
E assim todos adoraremos à Deus em plenitude de graça e de acordo vo a verdade, pois nada podemos alem da verdade.

Em Cristo:
Euller

Foi um prazer poder comentar esta mensagem.
Um abraço à todos.

Roberto disse...

Paz esteja contigo, pastor.

Sobre as terminologias do At já compreendia , apenas me referi ao sentido do NT, em que nós sendo templo, podemos adorar independente do momento e lugar, na vida toda.

Portanto se num momento de dança ou de algo que eu goste de fazer consigo dirigir adoração a Deus então a adoração é válida, pois, sendo em espírito e em verdade, sempre é válida.

No entanto, compreendo que seja mesmo errado achar que dançar, cantar ou fazer qualquer outra coisa sem ter o coração direcionado a Deus seja realmente adoração.

Espero ter sido claro.

Abraço.

Deivison disse...

Bem ..
andei lendo os comentarios e primeiramente quero agradecer ao Nosso Senhor JEsus.. porque há poucos dias vim me perguntando ao Senhor como busca-lo de forma correta sem "modismo"(que mais e mais invadem as congregações)e com total clareza de Sua Palavra, sou da Igreja Assembleia de Deus.

Gostaria de Fazer um Breve comentario ao Irmão Euller...
(não que eu esteja aqui p/ defender ou acusar alguem longe disso... porem a algo a questionar)(E A PALAVRA DE DEUS É A NOSSA MAIOR REFERENCIA).
Percebi meu irmão que o sr comentou sobre :"(Jesus disse aos apóstolos quando eles mostraram alguns que não andavam com eles más pregavam o evangélio que se eles estavam do mesmo lado deles eles deveriam deixá-los contiunar seu trabalho (o Pr podia verificar a passagem para nós)".
Bem meu irmão a passagem se encontra em Marcos 9.38ao41 e Lucas 9. 49ao50.

* bem meu irmão "EU" gostaria de expor algo.. não é certo o irmão pegar esse tipo de referencia p/ apoiar "ritmos músicais ou outros tipos de questões"(bem porque antes "eu"cantava rap.. e hip hop e rock .. mas até isso precisei Abrir os olhos p/ seguir em total "clareza ás escrituras sagradas(PALAVRA DE DEUS E AO DEUS DA PALAVRA rsrs muito interessante isso)". Mas ao ponto do irmão pegar a referencia(posta anteriormente)... voltamos aos chamados Versiculos isolados...
(Pois se um eSPÍRITA chamar(invocar) um "eSPÌRITO" no nome de JESUS e algo coerentemente diabolica acontecer ..o irmão diria que era de DEUS?(sendo que NOSSO DEUS já disse algo em relação a isso DT 17.11)Ué mas não foi feito a favor de Jesus ?? então são coisas que cabe a NÓS EXAMINARMOS O RESTANTE"O RESPALDO BIBLICO" para qualquer dúvida que tivermos... pois creio que Deus quer Responde-las (mas por favor viu irmãos.. v se não fala algo como de onde Deus veio .. ou quem criou Deus.. por que aí só a MISERICORDIA viu)(já encontrei pessoas ...querendo questionar esse tipo de coisa)..
mas tudo bem ...

PAZ DO SENHOR A TODOS OS IRMÃO !

e Pr Ciro "Que Jesus continue abençoando o teu blog"

pulapho disse...

Caro Pastor Ciro, achei muito interessante o seu cometário.Mas como verifiquei no seu blog voce é mais uma daquelas pessoas que constroem um pensamento sobre algo e ganha muito dinheiro com isso. Claro quantos adeptos as suas opniões vc já deve ter conseguido. Aí vem venda de livros discursos por CDs. Eu me pergunto?? Porque todo pastor evangélico polêmico não tem nenhum de seus livros de graça disponível ou CD. Porque no seu blog não aparece pelo menos que vc manda uma parcela do que vc lucra com livros para alguma missão no mundo. Neste século presente cada vez vejo mais e mais pessoas fazendo dinheiro com ponto de vista nada mais além disso apenas ponto de vista. Na bíblia existiu um tal de João Batista que criticava a Igreja da época, mas ele vivia de comer gafanhotos e mel e se vestia de pele de animal.
Caro pastor procure praticar as boas obras, amparar o idoso a viúva o orfão. Deixa que Jesus vai cuidar do joio ele separará o joio do trigo. Não tente ficar tirando os ciscos dos olhos de irmãos. Dançar pular brincar tudo eh pra glória de Deus. O Senhor Jesus no juízo vai querer saber quem deu de beber quem visitou na prisão que amparou o doente. Críticas em livros não sei se Jesus ta lendo algum algora....

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro José Maria (Pulapho),

O seu comentário é bastante contraditório e mostra que o irmão (irmão?) não prestou atenção aos objetivos deste blog.

Enumerarei os seus equívocos e contradições, para ver se, com a ajuda do Espírito Santo, se você der lugar a Ele, haja um despertamento de sua parte. Caso contrário, temo pelo seu "naufrágio espiritual", se é que ele já não está em curso.

1) Você disse que achou muito interessante o cometário, mas depois "despejou" uma série de questionamentos. Seja autêntico. Gostou ou não gostou? Sim, sim. Não, não.

2) Você disse que verificou no blog que eu sou mais uma daquelas pessoas que constróem um pensamento sobre algo e ganha muito dinheiro com isso. Oh, estou milionário! De onde você tirou essas inverdades?

Primeiro: o meu objetivo nunca foi criar uma nova teoria, pois tudo o que afirmo procuro basear na Palavra de Deus.

Segundo, se eu quisesse dinheiro, jamais trabalharia com o "produto" menos procurado hoje em dia: A VERDADE. Preferia cantar: "O tempo de dançar chegou". Isso sim dá dinheiro!

3) Você pensa que eu quero conseguir adeptos, como se eu quisesse fundar uma seita. Como eu já disse, se eu quisesse juntar um "monte" de seguidores, sairia por aí cantando "O tempo de dançar chegou", não acha?

4) Você me acusa de querer vender livros e CD's.

Primeiro, meus livros foram editados pela maior editora evangélica da América Latina, a CPAD, que se encarrega de distribuí-los. A minha pequena divulgação aqui é tão-somente como apoio às mensagens que prego. Não há interesse comercial.

Segundo, ainda não possuo CD's, justamente porque sempre tive cuidado para não ser oportunista e lançar mais um produto, apenas para ganhar dinheiro. Espero sempre a direção do Senhor. E, quando eu tiver um CD, se Deus assim o permitir, pode ter certeza que será para glória de Deus, ainda que não tenha uma grande vendagem.

5) Você pergunta: "Por que todo pastor evangélico polêmico não tem nenhum de seus livros de graça disponível ou CD?" Porque eu não não tenho condições financeiras para isso. Se eu tivesse muito dinheiro, a ponto de pagar tiragens de milhares de exemplares, para os espalhar pelo mundo, eu o faria.

6) Você também pergunta: "Por que no seu blog não aparece pelo menos que você manda uma parcela do que lucra com livros para alguma missão no mundo?". Esta sua pergunta é pra lá de caluniosa.

Primeiro, é evidente que não lucro nada com este blog. Ele me é benéfico porque posso compartilhar as mensagens que Deus tem me dado. Eventualmente, um ou outro internauta me pede um livro, que eu envio pelo correio pelo mesmo preço que compro, praticamente, acrescentando apenas o valor do correio.

Segundo, eu coopero sim com a obra missionária, mas isso é entre mim e Deus.

7) Seus julgamentos são infundados e expõem um coração carregado de engano e soberba. Você não sabe com quem está falando. Lança acusações ao ar, enquadrando-se, inevitavelmente, em Mateus 7.1,2.

8) O que motivou o seu comentário? Uma crítica a um ídolo seu? Veja se ele vive comendo gafanhotos e mel silvestre e se veste de pêlo de camelo, meu caro? É isso que o motiva? Cantores-ídolos?

9) Você me manda praticar as boas obras, amparar o idoso, a viúva o orfão? Com que conhecimento de causa o irmão (irmão?) pode afirmar que não faço isso? Mais uma vez o irmão (irmão?) se enquadra em Mateus 7.1,2.

10) Você disse: "Deixa que Jesus vai cuidar do joio; ele o separará do trigo". Oh, como isso soa como piedoso! O julgamento começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17). Mais uma vez vejo que o que o motivou a escrever esses impropérios foi o falacioso pensamento de que eu escrevi contra um cantor-ídolo, não é mesmo? Aliás, quanto os seus cantores-ídolos recebem por cada show mesmo?

11) Quem precisa tirar a trave do olho é você mesmo, meu caro. Já leu Isaías 5.20? Ou está mergulhado em canções triunfalistas que o impedem de meditar na Palavra de Deus?

12) Amadureça! Você é uma "criança espiritual", que gosta de dançar, pular, brincar, enquanto Deus espera de você a atitude de um adulto, capaz de pregar a Palavra aos perdidos. Acorde!

13) O que o motiva, meu caro? Danças e brincadeiras? Você está longe do alvo estabelecido na Palavra de Deus. Sim, no Dia do juízo, o Senhor pedirá conta de sua mordomia (Mt 7.21-23; 2 Co 5.20). E o Justo Juiz não galardoará ninguém por suas danças e divertimentos na Terra. Quais são os seus frutos? Número de shows em que participou? Danças? Oh, que trabalhador é você!

14) Se o alerta que tenho dado aqui, o qual o irmão (irmão?) chama de críticas, não tem valor algum, então para você as "críticas" de Jesus aos fariseus, em Mateus 23, nada valeram? Por que Paulo "criticava" tanto? Aliás, você costuma ler a sua Bíblia? Ou o seu pensamento é formado a partir de seus cantores-ídolos?

Acorde! Ainda há tempo!

CSZ

pulapho disse...

Só posso falar o seguinte do que escrivi o seguinte:

"Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar alguém (...) Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver: cadeia, forca, exílio" (Monteiro Lobato, Carta a João Palma Neto, São Paulo, 24/1/1948).

Ciro Sanches Zibordi disse...

Ok, José Maria.

Deus o abençoe.

CSZ

Anônimo disse...

Prezado Ciro,
Admiro pessoas com grande desejo de servir à Deus. Pela grande elaboração deste Blog (que só hoje estou conhecendo), vejo que você é uma delas.
Concordo que há muitos problemas nas músicas atuais, tais como superficialidade, desconexão de idéias etc. Mas, há muitas virtudes também: linguajar acessível a todos, originalidade, aproximação cultural (especialmente brasileira) etc.
Não estou aqui para criticar o irmão, mas para destacar algo que percebo.
Digo o seguinte: heresias devem ser fortemente combatidas. Músicas que proclamam heresias não devem ser cantadas pela congregação. Porém, penso que devemos evitar um rigor semântico excessivo. Música, poesia e salmos são expressões artísticas. Nelas, a subjetividade e a utilização de figuras de linguagem são inerentes. Basta lermos salmos, cantares e as poesias espalhadas pela Bíblia.
Se formos muito rigorosos no acordo semântico, teríamos que questionar até mesmo o uso - no texto principal desta discussão - das expressões: casa de deus (que não é encontrada no sentido do texto no novo testamento), culto (pq sempre estamos cultuando a Deus e não somente no momento da reunião ou assembléia), pastor (que é uma função e não um título) e assim por diante.
Repito: minha intenção é contribuir para o debate. Não criticar.
Paz e saúde a todos.
Cristhian.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Cristhian,

A paz do Senhor!

Agradeço-lhe pelos elogios e críticas construtivas em relação ao blog. Estou realmente procuando fazer o melhor, segundo a graça de Deus, para alcançar o maior número de pessoas. E o alvo é enaltecer o Deus da Palavra e a Palavra de Deus, a fim de que sirvamos ao Senhor Jesus de verdade.

Quero que o irmão saiba que eu sou amante do louvor e da boa música, e o objetivo desta série, pela qual analiso letras, é combater os extremos, e não as efemeridades.

A canção em apreço, com todo o respeito, é uma aberração teológica, posto que apresenta uma mixórdia que a nada leva, a não ser descontração, entretenimento, como se os crentes estivesse em uma "balada", e não num culto coletivo a Deus, uma vez que o estilo musical utilizado é extremamente dançante.

Não sei se há muitas virtudes nas composições de hoje, como o irmão disse. Digo que há algumas boas composições, de pessoas sérias (não voltadas para o lado comercial), pois a maioria está atendendo aos anseios do povo, ao que as pessoas gostam, e não aos mandamentos e princípios da Palavra de Deus, nossa regra de fé, de prática e de vida.

O lado comercial, o secularismo têm falado mais alto. É como se a cultura e os costumes tivessem poder de sobrepujar o evangelho. Mas é o inverso que deveria acontecer (Sl 11.3; Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-15; Tg 4.4, etc.).

Não podemos levar ao extremo a chamada contextualização. Usar linguajar e linguagem acessíveis a todos, bem como originalidade são requisitos indispensáveis até à pregação.

Contudo, a aproximação cultural deve ser vista com muito cuidado! Não é porque o brasileiro tem samba no pé que vamos oferecer samba para ele dentro da casa de Deus. E "casa de Deus" é uma expressão do Novo Testamento, sim, haja vista 1 Timóteo 3.15, por exemplo.

O meu rigor semântico se dá porque eu respeito o texto original. Por exemplo, não gosto de substituir cântico por canção. Se o irmão conversar com Antonio Gilberto ou Russel Shedd, homens piedosos e versados nas línguas bíblicas, eles poderão lhe dar até uma explicação mais plausível sobre isso. O meu rigor decorre do respeito que tenho ao texto original.

Se as coisas continuarem como estão, a Bíblia será em breve uma adaptação à nossa realidade, e não a Palavra de Deus. Hoje, por exemplo, canções e danças são chamadas de adoração. Mas o conceito de adoração na Bíblia é bem outro; passa longe da extravagância (cf. 2 Cr 20; Ne 8; Jo 4.23ss).

O modismo de estar apaixonado é outro exemplo. As pessoas dizem que "adoram" chocolate, namorado, carro, etc. E, quando se referem a Jesus, "estou apaixonado". Ora, o sentido original de adoração é profundo, porém hoje, em razão da chamada evolução semântica, despreza-se a palavra adoração, cujo étimo é muito mais rico do que paixão, que nada tem que ver o culto a Deus em espírito e em verdade.

Música, poesia e salmos são também expressões artísticas. Por isso mesmo temos de olhar para o livro de Salmos (e para toda a Bíblia), a fim de aprendermos como os salmistas compunham, e não para cantores e músicos seculares, como vem ocorrendo hoje.

Veja como, pouco a pouco, toda a parafernália dos shows está entrando na casa de Deus. Não emprego "casa de Deus" como sinônimo de templo, e sim de acordo com sentido neotestamentário, citado acima.

Figuras de linguagem são válidas, mas tudo tem limite. Que Deus é esse que vem saltando pelos montes, para em seguida incendiar a sua igreja?

Eu sou rigoroso quanto ao sentido original. Afinal, a inspiração de Deus recaiu sobre as PALAVRAS, e não sobre as idéias. E quem traduz a Bíblia deve respeitar a literalidade do texto. Em João 17, vemos que o Senhor nos deixou como herança as suas PALAVRAS, e não as suas idéias.

Não temos de questionar o uso de expressões "casa de deus", "culto", etc., e sim explicar ao povo de Deus, hoje, o que elas significam. O conceito de culto coletivo (a reunião), por exemplo, tem sido torcido.

As pessoas têm ido aos templos para receber a sua bênção e se apresentar ao povo. Sempre, quando posso, enfatizo isso em minhas ministrações. Mas é claro que o nosso culto nunca termina, além de não se circunscrever a uma reunião.

Agradeço-lhe pelas suas considerações que, certamente, contribuem para que os leitores tenham uma maior compreensão do assunto em análise.

Em Cristo,

CSZ

Anônimo disse...

Excelente a nálise teológica do texto da música. Sempre detestei essa música, mesmo tendo que tocá-la em minha congregação as vezes. Sem conteúdo e um ajuntamento sem nexo de textos distintos.
Mas tenho que discordar quanto às conclusoes sobre ritmo e estilo apropriados no culto. Infelizmente o pastor incorre num erro comum entre as pessoas de juntar forma e conteúdo e tratá-las como iguais. Existem estilos musicais "santos"? Com qual texto bíblico se apóia a escolha desses estilos? O samba não pode ser usado no culto por quê? Um "salon song" americano é mais "consagrado"?
Entendo que uma análise mais profunda e abrangente deve ser feita. Não endosso de maneira alguma o uso de "funk carioca" no louvor (abomino o estilo), mas não por razões rasas teologicamente. Há uma questão cultural, e de Estética (disciplina da filosofia) envolvida , o "zeitgeist" e outros fatores. Mas é um assunto por demais complexo para esgotar em poucas linhas,portanto apenas dou início à linha de pensamento, dizendo que o Ethós grego (aqui especificamente, no caso,aplicado à musica) não é bíblico, apesar de poder parecer piedoso e intimamente ligado devido ao longo tempo de convivencia.
Outras linhas de pensamento modernas, como "Deus criou todos os ritmos" ou "ou é de Deus ou é do diabo", também não se coadunam com a Palavra revelada. Infelizmente como disse acima, tal assunto é complexo, e exige um esclarecimento sobre os fundamentos que embasam os critérios de avaliação à luz do que a Bíblia realmente diz (não há nenhuma linha escrita sobre "estilos musicais",mas pode-se derivar boms princípios quanto a validade de usar um ou outro.)
Termino por aqui, esperando que este texto possa abrir uma reflexão sobre como construimos nossos juízos de valor musicais.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro anônimo,

Meu amado, não estou juntando forma e conteúdo, arbitrariamente, pois sei da diferença entre ambos. A minha análise não é sem conhecimento de causa.

Peço-lhe que leia outros artigos sobre a música, neste blog, a fim de que não tenha uma impressão errada a respeito da fundamentação de meus argumentos.

À luz da musicologia, a música possui três partes: melodia, harmonia e ritmo. Com base nisso, faço uma correlação com o também tripartido ser humano. O corpo está atrelado ao ritmo (e está mesmo); a harmonia, à alma; e, por conseguinte, a melodia ao espírito.

Se o irmão considerar que estilos pesados, como heavy metal, funk, etc., mexem muito mais com o corpo do que com o espírito, que é a parte mais importante do ser humano, constatará que tais estilos não servem para o louvor em espírito. Ou seja, forma e conteúdo não servem, pois letras "cristãs" não tornam estilos pesados apropriados para o louvor.

Você me pergunta: "Com qual texto bíblico se apóia a escolha desses estilos?", como se a Bíblia tivesse sido escrita nos dias de hoje!? Com qual texto rejeitamos o cigarro? Com qual texto rejeitamos a cocaína? Há mandamentos específicos sobre as drogas?

Ora, meu prezado, a Bíblia é um livro de promessas, de mandamentos e de PRINCÍPIOS. Você não encontrará mandamentos contrários aos estilos "pesados", mas há princípios pelos quais indentificamos o que agrada a Deus ou não. Medite em 1 Coríntios 6.12; 10.23,31; Hebreus 12.1; Filipenses 4.8; Galátas 5.19-21; 1 Tessalonicenses 5.22; Lucas 9.23; Romanos 12.1,2; 1 João 2.15-17. Eu disse: "Medite", e não, simplemente: "Leia".

Mas leia também, se possível, a postagem: "DEBATE: Música pesada na casa de Deus?" Não estou abordando o assunto de maneira simplista, como que querendo jogar pedra, simplesmente para que a minha opinião prevaleça. Não!

Baseio-me na Palavra de Deus, mas lembre-se de que para aquilo que você pode estar pensando que ela não tem resposta ela tem sim, haja vista ser um livro de PRINCÍPIOS.

Em Cristo,

CSZ

Anônimo disse...

Obrigado pelo retorno e pela explicação.
Gostaria apenas de dizer que concordo de coração com muitos princípios colocados aqui, e de forma alguma estou defendendo essa aberração teológica ou estilos específicos. Apenas propus uma análise mais qualificada, abrangendo pontos que geralmente não são vistos nem entendidos pela maioria dos debatedores. Não falo aqui como neófito no assunto, sem falsa modéstia. O irmão me parece ser uma pessoa qualifcada, acima da média em questões desse tipo. Por isso, a inclusão de uma boa auto-análise com relação as nossas cosmovisões (e como foram formadas) me parece bem relevante.
Gostaria apenas de ressaltar alguns pontos, que tem também me preocupado (estou incluso no processo de reflexão e auto-análse). A doutrina do Ethós grega é forte e está extremamente inserida em nossas cosmovisões ocindentais. Um exemplo? "mexem muito mais com o corpo do que com o espírito, que é a parte mais importante do ser humano, constatará que tais estilos não servem para o louvor em espírito". A dicotomia (ou trcotomia) do ser humano, como se cada parte pufdesse ser separada eisolada enquanto ser vivente, é grega. A idía de que as notas, escalas tem influência na moral e no espírito humano é grega. É o Ethós. A discriminação do corpo, em detrimento do "espírito" é grega em essência, é o Estoicismo. Ou também manifesto na idéia comum na época de que nosso espírito está preso num corpo mau e é preciso libertá-lo com exercícios "espirituais" (foi o choque que os gregos sentiram quando Paulo pregou Anástasis, ressurreição, em Atenas:ressuscitar para um corpo "mau?). Embora a Bíblia fale de "carne", "mundo" etc, é preciso certo cuidado exegético ao aplicá-los e entende-los.
Alguns defensores dizem que s notas não são santas ou mundanas em si, são como letras do alfabeto.
Música não é neutra, contudo. É uma linguagem. Isso traz dois pontos 1) é mutável em seu significado e forma, e 2) é contextualmente orientada (zeitgeist).
Dizer que uma música atua da mesma forma em contextos e épocas diferentes é simplismo e beira o misticismo. Exemplificando, nossoportuguês atual muito pouco tem a ver com o de Cabral, e é bem dstinto do português de 100 anos atrás. As palavras não tem mais o mesmo sentido, as expressões se alteraram. A música, sendo linguagem sofre do mesmo processo.
Há questões ligadas também à teoria Estética (ramo da filosofia), que atualmente parece ser "politicamente incorreta", já que estabelece juízos de valor a uma obra artística.
Infelizmente o espaço é reduzido, assim como o tempo, mas espero ter aberto questões para conjecturas e reflexões.Até a próxima e obrigado pela atenção. Em Cristo,
Antonio Donatto
Infeliz

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Antonio Donatto,

As suas ponderações são muito importantes. De maneira nenhuma quis sugerir que o irmão seja neófito no assunto.

Valorizo as cosmovisões, mas não as supervalorizo, a ponto de subordinar a interpretação bíblica a elas. Afinal, é a Palavra de Deus que deve nos guiar.

O fato de o ser humano ser tripartido, sendo o seu espírito a parte mais importante, é, antes de tudo, uma verdade bíblica, haja vista o Senhor, que inspirou a sua Palavra, estar acima de cosmovisões e, especificamente, da maneira como os gregos vêem o mundo.

Mas, como salientei, a sua participação muito enriquece esse debate, contribuindo para uma maior compreensão do assunto.

Em Cristo,

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezado Antonio Donato,

Agradeço-lhe pelo último comentário, o qual não publiquei por considerá-lo altamente pessoal, isto é, dirigido a mim, diretamente, com conselhos e orientações específicas. Agradeço-lhe muito pelas palavras.

O que lhe escreverei a partir de agora também não precisaria ser publicado, a rigor, mas não tenho seu e-mail.

John Blanchard, apesar de não ser perfeito em sua argumentação contrária à música pesada na casa de Deus, é um escritor piedoso que admiro. O objetivo dele, em "Pop Goes the Gospel", foi mesmo, do início ao fim da obra, refutar os estilos pesados, especialmente os ligados ao rock. Alguns dos seus argumentos podem ser ampliados e modificados para os dias de hoje. Por conseguinte, em minha modesta opinião, um bom livro para a época em que foi publicado (década de 80).

O que eu citei acerca de David Bowie (cuja lenda diz que seu sobrenome artístico advém da marca de uma faca que lhe cegou um dos olhos) diz respeito à música pesada surgida na era pós-Beatles. É claro que hoje é muito mais fácil de se fazer a distinção de vários estilos. Mas citei Bowie com convicção. Modéstia à parte, sou um estudioso do assunto.

Deus o abençoe.

CSZ

Anônimo disse...

Meu amigo e irmão em Cristo Pastor Ciro, Graça e Paz.
Gostaria de lhe pedir que escrevesse sobre outras músicas que são cantadas pelos evangélicos contendo erros doutrinário e teológicos. Isto vai nos ajudar a selecionar os louvores que podemos cantar em nossos cultos.
Que Deus te abençôe.

Michele Tainá disse...

Eu demorei pra descobrir que música é essa, cheguei a pensa que era Incadeia, do Voices. O nome da canção é Ele o vem, o mesmo nome que leva o cd!!!

Ela é realmente uma música dançante e que quando foi lançada fez muito sucesso e eu, como a maioria dos jovens, gostava da música, mas tinha dificuldades enormes pra entender a letra, agora entendi o por que...

Pastor Josué disse...

A Paz do Senhor Jesus!
Pastor Ciro e demais irmãos em Cristo, eu creio que o diabo finalmente conseguiu fazer o que queria a 2000 atrás com Pedro, muitos líderes acabaram cirandando com ele, o pior é que esta nova onda de dançar onde muitos dizem que estão adorando a Deus através da dança,não passa de diversão para estas pessoas, se o líder destas igrejas dançantes for iluminado por Deus e iniciar um período de oração e estudo da palavra buscando novo nascimento, no lugar da dança, eu tenho plena certeza que não vai ficar ninguém, basta lermos João 6, todos abandonaram Jesus;
Lembro que no ano de 2003 quando dava aulas te piano e teclado, numa escola de música, chegou uma moça e perguntou se eu era de alguma igreja pentecostal, respondi que sim, ela me perguntou se tinha algum ministério de dança na igreja que sou membro, eu respondi que não, então ela insistiu dizendo que era ministra de dança e que Deus usava ela muito através da dança, e que é muito fogo e glória; Disse para a ministra dançar ali na sala de aula; Ela ficou embaraçada e respondeu meio sem graça, que ali não tinha como dançar não, só num lugar apropriado e têm que ter música para poder se concentrar; Nunca mais vi esta pessoa.

elias mello disse...

caro pastor ciro, que DEUS lhe abençôe. pois é, essa história de dança é um problema sério. outro dia uma jovem me disse que o diabo não fez nada, senão DEUS. ela disse justamente à respeito da dança e dos rítimos musicais. (à favor de todos, é claro). mas aí eu fui até bastante rude com ela em perguntar: quem fez o sexo? evidentemente que ela me respondeu que foi DEUS. neste caso, eu disse: então porque é que você mesma há de concordar comigo que existe o sexo ilícito? então ela ficou sem resposta. o fato de ter DANÇA na bíblia, não significa que eu deva dançar. senão vejamos: davi era um homem segundo o coração de DEUS, mas sabemos que ele foi tambem homicida e adúltero. neste caso, já que eu pósso dançar como davi, eu tambem não poderia (se não matar), pelo menos ter várias esposas?

Anônimo disse...

A PAZ DO SENHOR!!

PREZADO IRMÃO, LHE CONHECI ATRAVEZ DO LIVRO "+ERROS Q OS PREGADORES Ñ DEVEM COMETER" DEPOIS DESCOBRI SEU BLOG, DESTE ENTÃO ESTOU CONHECENDO MAIS DA PALAVRA ATRAVEZ DE SUAS MENSAGENS, DEPOIS Q LI SEU LIVRO, EMPRESTEI PRA OUTRO OBREIRO DE MINHA IGREJA, MINHA INTENÇAO É Q TODOS OS OBREIROS VENHAM A LER ESTE ABENÇOADO LIVRO, GOSTARIA DE PEDIR SUA AUTORIZAÇÃO PRA POSTAR SUAS MENSAGENS EM MEU BLOG, ASSIM MAS OBREIROS PODERÃO TER ACESSO A VERDADES BIBLICAS!
Q DEUS O ABENÇÕES A CADA DIA MAIS.FIQUE NA PAZ.
FIGUEROR RIBEIRO AUX. DA ASSEMBLEIA DE DEUS, MIGUEL ALVES-PI, PROF. DA EBD E LIDER DE MOCIDADE.

Anônimo disse...

A Paz do Senhor. Pr. Ciro, em muitas coisas tenho um pensamento como seu em relação a Palavra de Deus e principalmente quanto a saúde espiritual da Igreja de Cristo. Sou defensor dum evangelho pleno e simples, que funcione de forma real na vida das pessoas e creio que isso só acontece quando a Bíblia é realmente lida e estudada de forma eficaz e verdadeira.
Quanto ao assunto da dança, sou sincero em dizer que estou escandalizado neste último tempo. Principalmente depois que houve uma enchurrada de DVD's no mercado e a propagação dessas ideias foram como enxame de gafanhoto e o pior que o que é RUIM, o povo assimila rápido demais...Vejo muitos pastares que tem uma boa palavra, mas tem enchido suas igrejas por causa do liberalismo e porque não libertinagem em algumas situações quanto o que chamam de louvar a Deus. Usam do púlpuito e da igreja para dar lugar a carne para fazer o seu "oba-oba gospel". Ao invés de mudar e moldar o mundo é o mundo que entrou dentro de muitas igrejas!!! E falam que é tudo obra do Espírito Santo de Deus...
No passado o povo chegava-se a Deus pela somente pela pura e simples pregagação da Palavra de Deus, o temor era visível e o o Poder era manifesto em curas, milagres e maravilhas... Mas hoje se perdeu isso e para chamar o povo só falta fogos de artício. Danças carnais, bailarinos o que isso acrescenta na minha ou na nossa fé? Na minha NADA.
Fui ensinado desde menino na fé de como é um culto de adoração verdadeira e sei do que Deus se agrada no louvor e é muito diferente do que vemos por aí hoje...
Que Deus nos de graças e nos livre dessas coisas que estão DISVIRTUANDO o povo de Deus.
fique com Deus e obrigado.

Meu nome é André Fischer, moro em Camboriú - SC.
e-mail: fischer_oliveira@hotmail.com

Elaine disse...

Sem contar sobre essa moda de inventar uma música que dura 15 ou 20 minutos, cantando as mesmas duas ou três frases o tempo inteiro... Que canseira!

Acredito que o Espírito Santo é capaz de inspirar Seu povo a produzir lindas canções totalmente bíblicas e repletas de mensagens edificantes... Mas a impressão que tenho é que poucos estão dispostos a dispensar o tempo e a renúncia necessários para recebê-las de Deus.

Realmente, é mais fácil assinar um contrato com uma gravadora gospel, pegar uma guitarra e uma bateria e produzir um som que agrade ao público. O que se deve cantar? Qualquer coisa que seja fácil de decorar e não exija mudança de vida...

Desde que o corpo seja impulsionado a dançar e o compasso seja agradável... tudo bem!

Eu, particularmente, prefiro as clássicas. Elas têm letras bíblicas inspiradas por Deus que conseguem mudar vidas!

Francisco A. Barbosa disse...

Estimado Pr CSZ,
Paz,
Puxa! Essa análise deu pano pra manga, heim?
Permita-me publicá-la em meu Blog (http://www.ogideao.blogspot.com)
Fica na Paz do Senhor e prossiga com essas análises!

Noelle disse...

Gostei e concordo com os argumentos do Pr. Ciro. Até hoje sempre pensei que eu fosse a única que via certas coisas dentro da igreja. Não concordo com ministérios de dança, quem quer dançar vá pra uma academia e não pra igreja, a música gospel de hoje não edifica em nada a igreja, pelo contrário só edifica financeiramente os "pop stars gospels", sou contra essa perda de tempo e a favor da evangelização, missões e intercesão. Não que eu não goste de dança ou música, muito pelo contrário,mas a prioridade e pregar o evangelho e apasentar as ovelhas.

Camilo disse...

Pr. Ciro.
Ao ler seu artigo, tive a curiosidade de ouvir tal música (Sim! Acho que eu era o único felizardo em jamais ter ouvido essa aberração!) e meu filho fez o seguinte comentário: "Precisamos comprar mais extintores pra igreja!" em alusão à frase "Incendeia, Senhor, a tua igreja".
Ponto pra garoto!

Camilo Peclat
Ponta Grossa - PR

GERAÇÃO ELEITA disse...

Chegará um dia que cada um de nós prestaremos contas de nossos atos não cabe a ninguém julgar se esta musica e certa ou não