quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O internauta opina (7)

Prezado pr. Ciro,

A Paz do Senhor Jesus.
Identificar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em meio à “palha”, ao “joio”, “ao fogo estranho”, “aos prodígios de mentiras”, às “doutrinas de homens e de demônios” tem sido um desafio em tanto. Pois temos algumas tendências humanas sutis, que são (até) cultuadas na sociedade, mas que na verdade são perigosas quando utilizadas como se fossem um “dom”, uma habilidade no serviço que devemos prestar a Deus e na interpretação da Vontade de Deus para as nossas vidas.
E, porque não são necessariamente ruins em si mesmas, elas têm feito muita gente “marchar-de-passo-errado”, vindo a tropeçar na Palavra (isto é, infringir os princípios estabelecidos por Deus para vigorarem por todo a eternidade).
A primeira tendência é achar que: se “tudo-que-não-mata-engorda”, então tudo que tem utilidade pode ser usado na obra de Deus ou convém ao povo de Deus.
A segunda, é achar que: “tempo-e-dinheiro-não-se-perdem” nem para aprender! Explico. Ninguém se atreve a “mexer” na rede elétrica, sem antes habilitar-se para tal e depois de, teoricamente, apto fazer-se acompanhar de alguém com conhecimento prático da coisa. Mas não existe (por parte de muitos) o mesmo cuidado para estudar diligentemente a Palavra de Deus e aproveitar as experiências de outros. Espiritualiza-se o trabalho duro, abre-se mão da prudência, e a “vontade de Deus” é que deve determinar o sucesso da empreitada.
A terceira tendência é achar que: pelo fato de “Deus-ter-um-plano-para-cada-criatura” isto sugere que todos devam ter um trabalho inovador, pioneiro, distinto de tudo que tenha sido feito pela maioria. Ninguém quer ser coadjuvante, continuador (1Co 3.6), mas inovador, precursor, fundador... Entende?... Quando se trata de aplicar a Palavra à vida pessoal, os que pensam assim são tendentes à contextualização com o sistema mundano, como se a vontade divina se adaptasse “aos tempos e estações”.
A quarta é achar que: “as obras da carne” se resumem às de Gálatas 5.19-21, facilmente identificáveis pela sua “feiúra e fedor” característicos. Explico. Se aquilo que pretendemos fazer “não é ilegal, não é imoral, não engorda”, dá resultado, e o povo “tá gostando”. Então (dizem): “é de Deus”.
A quinta é achar (erroneamente) que: o Espírito Santo é o facilitador, o executivo dos projetos, sonhos e visões pessoais de todo aquele que for autoridade constutída. E nem estranhos (os desvios), porque achamos comum que todo líder seja profícuo em soluções e criatividade.
As tendências naturais citadas acima resultam não só em precipitação, mas também em eisegese, “fogo estranho”, “meninice”, etc. Tendemos a fazer tudo do nosso próprio jeito quando a solução nos parece conveniente, e da melhor maneira humana possível.
“Quem há entre vós que tema ao SENHOR e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas e não tiver luz nenhuma, confie no nome do SENHOR e firme-se sobre o seu Deus.” (Isaías 50.10). Amém.
Um abraço. A paz do Senhor Jesus.
Medite em: Provérbios 18.10.

Paulo Ceroll

3 comentários:

Euller disse...

Caro Paulo gostaria de corrigir a frase:
E nem estranhos (os desvios), porque achamos comum que todo líder seja profícuo em soluções e criatividade.
Não deveria ser assim:
E nem """estranhemos""" (os desvios), porque achamos comum que todo líder seja profícuo em soluções e criatividade.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Ciro Sanches Zibordi, parabéns pelas pregações em aúdio, que tem sido bastante edificante.

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Paulo Ceroll disse...

Prezado pr. Ciro,
A Paz do Senhor!
1. Fiquei muitíssimo feliz ver “o comentário” publicado na seção “O internauta Opina (7)”. Foi demais!... Obrigado. Glórias a Deus!
2. Tenho orado a Deus pelos “blogueiros” cristãos, a fim de que sejam iluminados e usem com destreza esse instrumento de evangelismo.
3. “... porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.” (At 4.20).
4. Aproveitando a oportunidade gostaria de fazer as seguintes correções ortográficas, no parágrafo em destaque:
5. “A quinta é achar (erroneamente) que: o Espírito Santo é o facilitador, o executivo dos projetos, sonhos e visões pessoais de todo aquele que for autoridade [CONSTUTÍDA]. E nem [ESTRANHOS] (os desvios), porque achamos comum que todo líder seja profícuo em soluções e criatividade.”
6. Onde se lê: CONSTUTÍDA e ESTRANHOS;
7. Leia-se: ... “constituída” e “estranhamos”, respectivamente.
8. Agradeço ao internauta Euller pela observação.
9. Para provar o efeito nefasto dessas tendências humanas (de seguir as conveniências e não os princípios bíblicos) sugiro a leitura dos artigos abaixo relacionados que mostram a que ponto vai a presunção humana (com boas intenções, é claro...):
10. www.cpr.org.br/quem_tem_toda-autoridade.htm;
11. www.portalresgate.com.br/resultado.php?done=91;
12. www.cpr.org.br/a_igreja_apostata.htm;
13. “assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaías 55.11). Amém.
Obrigado.
A Paz do Senhor Jesus Cristo.
Medite: 2Tm 1.12.