terça-feira, 10 de julho de 2007

Deus de perto, e não de longe?


Neste artigo, analiso a composição “Deus de promesas”. Prepare-se para se surpreender...

“Sei que os teus olhos sempre atentos permanecem em mim”.
Gostei da maneira como a letra começa, dirigindo-se a Deus: “teus olhos”. Isso é raro hoje em dia. A maioria das composições “evangélicas” são voltadas para o ser humano: “Você é isso e aquilo”, “Profetize a sua vitória”, “Hoje o meu milagre...”, etc. É inteiramente bíblica a afirmação de que os olhos do Senhor estão sempre atentos sobre nós (Pv 15.3; 2 Cr 7.14,15).

“E os teus ouvidos estão sensíveis para ouvir meu clamor”.
Isso também está de acordo com as Escrituras (2 Cr 7.14,15; Jr 33.3; 29.13; Mt 7.7,8).

“Posso até chorar. Mas a alegria vem de manhã”.
De fato, “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).

“És Deus de perto e não de longe”.
Esta frase da composição em análise é a mais debatida pelos críticos. Se a analisarmos isoladamente, ela entra em choque com Jeremias 23.23. No entanto, é preciso ser coerente e interpretá-la à luz do contexto da composição. Este afirma que Deus está perto, no sentido de ouvir, atender aqueles que o buscam. Nesse caso, há sim base na Bíblia para essa afirmação, haja vista a própria Palavra de Deus dizer: “Perto está o Senhor de todos os que o invocam” (Sl 145.18). Leia também Isaías 55.6 e Salmos 119.151.

“Nunca mudastes, tu és fiel”.
Aqui há um erro (um errinho) gramatical, para ser justo. O correto é “mudaste”, e não “mudastes”. Quanto ao enunciado, é bíblico, pois o Senhor nunca mudou mesmo (Ml 3.6; Hb 13.8). Mas a sua imutabilidade é em relação ao seu caráter santo e justo, uma vez que Ele pode mudar no sentido de não cumprir algo em favor de alguém que dEle se afasta (2 Cr 15.2; Tg 4.8). Deus é sempre o mesmo em seu caráter; nunca muda quanto à sua fidelidade (2 Tm 2.13).

“Deus de aliança, Deus de promessas”.
Que Ele é um Deus que faz alianças e promessas não há dúvidas. Que tal ler o livro de Gênesis? Veja os capítulos 9 e 12, por exemplo. E a aliança que Ele fez com Israel? E a promessa do derramamento do Espírito? E a Segunda Vinda de Cristo?

“Deus que não é homem pra mentir”.
Ao longo das páginas sagradas vemos um Deus Fiel, incapaz de mentir. Em Número 23.19 está escrito: “Deus não é homem para que minta”. Jesus disse que é a Verdade (Jo 14.6), e o crente deve estar firmado nEle. Como cada uma das Pessoas da Trindade formam um único Deus, todas as três são mencionadas como sendo “o Deus verdadeiro” ou “a Verdade” (Jo 17.3; 1 Jo 5.20; Jo 14.17).

“Tudo pode passar, tudo pode mudar, mas tua palavra vai se cumprir”.
A Palavra do Senhor nunca volta vazia (Is 55.10,11). Daí o Senhor ter dito que vela por ela, a fim de cumpri-la (Jr 1.12). Hoje, muitos se firmam em “pensamentos”, “opiniões”, “sonhos”, mas não valorizam a Palavra de Deus! Jesus foi bem claro quanto a isso: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35). Note: “palavras” (cf. também 1 Pe 1.24,25).

“Posso enfrentar o que for”.
De fato, se estivermos em Cristo, podemos todas as coisas naquEle que nos fortalece (Fp 4.13; Ef 6.10).

“Eu sei quem luta por mim”.
Veja que coisa maravilhosa quando um compositor de fato segue a Bíblia! Ainda que eu quisesse, não poderia reprovar a letra em apreço, haja vista enfatizar que o Senhor é o nosso Ajudador (Hb 13.5,6); Ele luta por nós e ao nosso lado, pois somos soldados dEle (2 Tm 4.3,4). Como disse Paulo, “eu sei em quem tem crido” (2 Tm 1.12).

“Seus planos não podem ser frustados”.
Compositores que seguem aos modismos da atualidade diriam: “Seus sonhos não podem ser frustrados”, mas a letra diz “Seus planos...” Está de acordo com Provérbios 16.1,2.

“Minha esperança está nas mãos do grande Eu sou”.
Confiamos mesmo no grande Deus “Eu Sou” (Êx 3.14; Jo 8.58), pois as suas mãos estão estendidas sobre os que o buscam com sinceridade (Is 14.27; 59.1,2; At 4.28-31).

“Meus olhos vão ver o impossível acontecer”.
Diante de todo o contexto da composição em análise, a sua última frase reveste-se de importante significação, sendo coerente e biblicamente fundamentada. Quando de fato estamos na presença do Senhor, sendo-lhe obediente, contemplamos, pela fé, coisas grandes e impossíveis (Hb 11.1; Jr 33.3; Jo 1.50,51).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

33 comentários:

Teo disse...

Com relação ao polêmico conflito com Jeremias 23:23, é evidente.

Por que o compositor não pediu ou fez uma revisão bíblica, exegética e ortográfica da letra da música?

Se ele quis dizer que Deus não está longe dos Seus, que refizesse a letra e deixasse isso mais evidente.

Pra quem realmente serve a Deus e quer agradá-Lo, é melhor não vender muito com uma canção ortodoxa do que faturar em cima de outra que divide cristãos e gera dubiedade em sua interpretação.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Teo,

Agradeço-lhe pela participação, mas o irmão estaria com a razão se de fato o compositor estivesse fazendo referência ao versículo.

O contexto mostra claramente que ele estava fazendo alusão à proximidade de Deus daqueles que o buscam.

Note que o compositor fala antes que os ouvidos e olhos do Senhor estão atentos e sensíveis a quem clama, chora... E então afirma "És Deus de perto", isto é, que está perto no momento da angústia, da dor.

Ou o irmão acredita que Deus está longe num momento como esse?

Em Jeremias 23.23, o próprio Deus afirma que é Deus de perto e de longe. Sabemos que Ele é onipresente; está em todo o lugar ao mesmo tempo.

Pela sua onipresença está está presente até no Inferno! Contudo, com a sua presença aprovadora, misericordiosa, ajudadora, atendendo aqueles que o buscam, não! Haja vista Tg 4.8; Sl 145.18; Is 55.6, etc. É disso que o hino fala. Isso é evidente!

Em Cristo,

CSZ

Leandro Dias disse...

O Pr Ciro tem razão, precisamos usar o bom senso nesta composição.

Parabéns por este belo trabalho.
A paz do Senhor.

Jadson Maués disse...

Pr.Ciro, de fato basta apenas um pouquinho de reflexão para ver e ouvir o verdadeiro louvor a Deus...mas me diga por que "canção"?
muito boa sua análise...me surpreendi mesmo....

Ciro Sanches Zibordi disse...

Jadson,

De uns tempos para cá, virou moda chamar o que cantamos no templo de "canção". Até a Bíblia na Linguagem de Hoje emprega "canção" em lugar de "cântico", o que é lamentável...

Todavia, não abro mão da literalidade da Bíblia. Prefiro versões formais como a Almeida Revista e Corrigida (ARC) e a Almeida Revista e Atualizada (ARA), em razão de seguirem mais fielmente o que está escrito nas línguas originais.

Parece uma questiúncla preferir "hino" a "canção", mas isso me ajuda a separar o joio do trigo. Para mim, à luz da Bíblia, hino é hino, e canção é canção. Lembremo-nos de que Jesus e os apóstolos cantavam HINOS! Leia Mt 26.30 e At 16.25.

Quem sabe, num futuro próximo, eu escreva um artigo pelo qual farei a distinção entre:
- hino/canção;
- culto/show (este eu já fiz, em parte);
- adoração reverente/"adoração extravagante";
- unção/"nova unção";
- etc.

Aguarde...

A paz do Senhor!

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Leandro,

Agradeço-lhe pela sua visita, que muito me honra.

Em Cristo,

CSZ

Natália disse...

Pela primeira vez farei um comentário após ler diversas críticas e orientações.
Sempre cantei este hino e já havia questinado sua letra, exatamente pela frase "é Deus de perto e não de longe". E, graças a Deus, obtive resposta, aos meus questionamentos, semelhante ao do Ir. Ciro. Felizmente, podemos chamar esta canção de hino! Pois vivemos em uma sociedade onde os hinos e pregações são apenas de auto-ajuda!
O que será destes cantores de "auto-ajuda" quando chegarem ao Céu, pois lá constantemente se adora a Deus dizendo: "Santo, Santo, SAnto". Acho que eles (os cantores que forem ao céu) ficarão perdidos.
P.S. "Tadinho" do grande compositor Davi, que se preocupava em escrever hinos para exaltar e engrandecer o nome do Senhor. Ah... se Davi vivesse em nossos tempos... teria um infarto!
Que Deus abençoe a todos!
(NSC - USA)

Ciro Sanches Zibordi disse...

Natália, é você??!!

Agradeço-lhe pela "audiência" norte-americana, que muito me honra!

CSZ

Schneider - AD Curitiba disse...

A Paz do Senhor Pr. Ciro,

Vibrei com vossa explanação! minha esposa rege o conjunto vocal da mocidade e a algum tempo temos ensaiado esse hino (esse e "Se atentamente eu ouvir tua voz", do mesmo grupo) e graças a Deus, fico tranqüilo em saber que passou no seu "crivo". Hoje há uma grande dificuldade em encontrar bons hinos para conjuntos, haja visto os modismos mas, graças ao bom Deus, ainda existem compositores afinados pelo Espírito Santo.

É o parecer.

Q Deus o abençoe.

Daniel Miranda disse...

Parabéns pela análise, fiel e precisa.

Deus continue lhe abençoando,

A paz do Senhor.

João Ricardo - Ad Sapé-PB disse...

A Paz do Senhor Pr Ciro

Mais uma vez o senhor me surpreendeu
Que análise profunda desta tão "famosa cançã", que agora vou chamar de hino.
Parabéns, confesso que estou aprendendo muito com o senhor.

Mas continuo insistindo, já que o senhor análisou as letras destes hinos, analise também algumas pregaçoes.

Em Cristo

João Ricardo

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro João Ricardo,

Agradeço-lhe pela boa sugestão. Quem sabe surja a partir dela uma nova série... Mas, enquanto isso, sugiro que o irmão leia os seguintes artigos, neste blog:

Um:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/01/jesus-tomou-as-chaves-do-diabo.html

Dois:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/o-que-uno-da-loucura.html

Três:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/01/aos-pregadores-da-palavra-de-deus.html

Quatro:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/e-uno-da-humildade.html

Cinco:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/uno-para-sonhar.html

Seis:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/o-deus-papai-noel.html

Sete:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/01/erros-que-os-pregadores-devem-evitar.html

Um grande abraço!

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Schneider,

Quando o irmão citou o hino "Bendito serei", eu estava justamente preparando a parte 4 da série sobre análise de "canções evangélicas". Boa sintonia!

CSZ

João Ricardo - AD SAPÈ-PB disse...

Mais uma vez agradeço pela atenção,
vou ler estes artigos para ver se consigo esclarecer minhas dúvidas.

Em Cristo

João Ricardo

Helmo disse...

Prezado irmão Ciro,gostei muito do seu comentário,mas apesar da letra ser bibliocêntrica,o objetivo é humanista.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Helmo,

A paz do Senhor.

Agradeço-lhe pela participação.

Quanto à letra da "canção" em apreço, fiz uma análise da letra, apenas. Mas sei inclusive que o grupo e a igreja que propagaram-na não têm pregado um evangelho cristocêntrico... Porém, como esta "canção" é cantada em todo o Brasil e por diversas denominações, temos de analisá-la dentro desse contexto.

Em Cristo,

CSZ

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezada Gimissionária,

Agradeço-lhe por “gostar de ver a minha preocupação com a teologia que expressamos musicalmente...”, mas eu não estou nem um pouquinho preocupado com a teologia que alguém expressa. Eu estou preocupado com a formação de crentes segundo a Bíblia, o que será difícil se eles apenas ouvirem canções, dançarem, saltitarem, gritarem, esquecendo-se de estudar a Palavra de Deus.

No entanto, a irmã está equivocada quanto à sua argumentação, haja vista desconsiderar o todo da Palavra de Deus. Não responder a todas as suas indagações porque a sua maneira de perguntar está confusa. O texto precisaria ser melhor redigido, a fim de que eu lhe pudesse dar uma resposta mais objetiva. Mesmo assim, devo lhe responder o seguinte:

1) A irmã afirmou: “retornando aos primeiros comentários... se, de fato, o autor se referia a doutrina da perseverança dos santos, isto é, ao fato de Deus JAMAIS abandonar seus filhos, porque ele não ficou na frase ‘És Deus de perto’, simplesmente, ou acrescentou ‘... e Deus de longe’”

Resposta: A ênfase do compositor foi a seguinte: quando ele, o compositor (e aqui pressupõe-se que ele se colocou no lugar de um crente de verdade, fiel, temente a Deus, justo, senão toda a composição seria uma grande contradição!), suplica ao Senhor, Ele está perto, próximo, e não longe. Daí a ênfase do compositor, que em momento algum contraria Jeremias 23.23. Ou a irmã pensa mesmo que Deus está longe quando o buscamos em verdadeira humilhação, suplicando-lhe ajuda? Lembre-se de que até Cornélio, que ainda não era salvo, foi atendido em suas orações (At 10).

2) A irmã também disse: “Se esta não fosse a maneira correta de entender as Escrituras, porque Deus não se aproxima daqueles que "clamam" e "choram" em Os 6, quando ainda completa ‘Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos’?”

Resposta: Minha irmã, como eu já disse acima, o fato um crente em Jesus estar cantando “Sei que os teus olhos sempre atentos permanecem em mim...” já pressupõe que a composição refere-se a um crente fiel. E, nesse caso, é óbvio que Deus está perto de um crente fiel, mesmo que não lhe dê uma solução imediata, humanamente falando. Quanto a clamar e chorar sem sinceridade e fidelidade, um texto esclarecedor é Isaías 29.13. Mas a composição em momento algum enfatiza que Deus está perto de “qualquer um”, com a vida em pecado.

3) A irmã concluiu: “bem, se assim fosse, não poderíamos cantar várias partes desta música... ‘E os teus ouvidos estão sensíveis para ouvir meu clamor...’ é melhor deixar como está para ver como é que fica, senão deixaremos de cantar tudo, ou quase tudo... kkkkkkkkkkk...”

Resposta: É óbvio que, apesar de sua sonora risada, os ouvidos do Senhor estão sensíveis, isto é, atentos à oração do seu povo (2 Cr 7.14).

Em Cristo,

CSZ

Pr. Newton disse...

Valeu Pastor Ciro. O povo está desavisado e sem conhecimento, mas Deus está sempre movendo com alguns, para que desperte o seu povo, e descubram que estão sendo enganados.

Os hinos está sendo trocados por canções de amor, que pouco engradecem ao Senhor nosso Deus. Em sua maioria parecem musiquinhas ou cançãozinhas pobres em estilo e sem nenhuma espiritualidade.

As Bíblias, produzidas por sedentos de dinheiro e orientados pelo seu interesse em sí, deixam um rastro de enganos, na famosa trocar de sentidos das palavras, e outras coisas...mais. Portanto, devemos avisar: Cuidado com as novas Bíblias programadas para confundir e não esclarecer.

Sinto, Pr. Ciro, saudades das poucas livrarias evangélicas. Poucas Editoras. Mas, muitos livros inspirados, e dos "Discos de Vinil", com músicas e hinos "evangélicos". De verdade.

Tempos em que encontravamos, um maior desejo na exaltação ao nosso Deus. Hoje, observamos a hipocrisia, os eventos vergonhosos que poluem em muitas igrejas, com falsos pentecostes, que exaltam mais os homens do que a Deus e a cobrança por apresentação, pregação ou cantoria.

O culto à personalidade, tornou-se maior do que o culto para Deus.

Sinto saudades, da verdade e da exortação, pregada antes na maioria das igrejas. Sinto vergonha, dos desejosos de riquezas, que só promovem a desgraça e não a Graça.

Vigiai e Orai!

Pr. Newton Carpintero

Elizeu Rodrigues dos Santos disse...

Eu admiro a maneira com o poeta escreve esta canção. Se analisarmos todas as canções escritas por ele (Saccer), encontraremos pouco desvio em relação a palavra de Deus.

Gostei da análise, porém muitos apologétas os tem como heréticos.

Claumirzinho disse...

Caro Pastor é muito gratificante quando analisamos uma letra que se diz ser "sacra" a luz das escrituras e constatamos que podemos sem culpa cantar tal canção, mas tenho uma pergunta que não quer calar: A letra analisada diz "Sei que os teus olhos sempre atentos permanecem em mim...", e em outra canção do mesmo compositor diz "Olha pra mim Senhor..." "Eu farei o que for preciso para te ver, pois não posso deixar que siga sem me perceber...", mesmo sendo uma citação bíblica a segunda letra não se torna contraditória com a primeira? O compositor afirma que os olhos de Deus estão atentos e permanentes nele e depois diz que quer chamar a atenção de Deus para olhá-lo...
Fique na paz de Deus.

Luis Pires disse...

Caro Pr. Ciro,

Acredito que a letra de um hino de adoração à Deus deve ser clara e explícita, o que, convenhamos, não acontece nesse caso. Deus é poderoso para ser "de perto" e "de longe" também! Sim, claro, Deus está perto de nós quando O precisamos, porém o fato dEle ser ajudador de longe também, não pode ser negado! Ora, o hino diz: "...Deus de perto e não de longe."
Segundo a minha concepção, uma afirmação errada.

Imagine se tivéssimos de parar o hino para entender as várias partes dele que ouvimos? Qual é o prazer de adorar à Deus nesse caso?

Não sei quanto à vocês, irmãos, mas eu procuro sempre dar mais atenção à letra do que à melodia de um hino.


Grande abraço, e paz do Senhor!

George Arrais disse...

Quando fomos cantar essa música na igreja preferimos alterar a frase polêmica para "És Deus de perto, também de longe" para evitar o choque direto com o texto bíblico.

Assembléia de Deus - Bom Jardim - PE disse...

Bem, acredito que, dependendo do ponto de vista gramtical, a frase 'ÉS DEUS DE PERTO E NÃO DE LONGE' pode, ou não, entrar em conflito com o que diz em Jeremias 23.23.
Se analisarmos a frase como uma afirmação, evidentemente entra em contradição com a citada referência bíblica. Mas, se colocarmos uma INTERROGAÇÃO no fim da frase, ela se torna uma indagação, assim como em Jeremias 23.23.
Conclusão: Se o autor faz referência ao texto bíblico, e a frase é uma indagação, está correto. Acontece que simplesmente não é possível detectar a indagação na música cantada, por que não há expressão para interrogar na melodia. Se for uma pergunta ou uma afirmação, quando cantado vai soar da mesma forma...
Então, coloquemos uma interrogação no fim da frase, e façamos assim, referência a Jeremias 23.23. Simples não?! rs..

"ÉS DEUS DE PERTO, E NÃO DE LONGE?"

Deus abençoe a todos!

JEMIMA disse...

CONCORDO PLENAMENTE COM O COMENTÁRIO DO IRMÃO, REALMENTE, DEUS NUNCA ABANDONA UM SERVO SEU, OU SEJA, ELE SEMPRE ESTÁ PERTO DE UM FILHO FIEL E TEMENTE, PORÉM, O FATO DELE ESTAR SEMPRE PERTO DOS JUSTOS NÃO LHE TIRA O PODER DE SER DEUS DE LONGE, ELE CONTINUA SENDO ONIPRESENTE, ONICIENTE E ONIPOTENTE, DEUS NÃO SE LIMITA A LUGARES, MAS PELO QUE APRENDI EM TODA MINHA VIDA,ELE, PELO SEU ESPÍRITO SANTO ESTÁ SEMPRE JUNTO DO CRISTÃO TEMENTE... DEUS ESTÁ SEMPRE COMIGO,EM TODOS OS MOMENTOS E SITUAÇÕES, NUNCA ME DESAMPARA...O QUE ENTENDI DESSA AFIRMATIVA DO COMPOSITOR FOI ISSO.

A PAZ DO SENHOR SEJA CONVOSCO...

Márcio Nascimento disse...

O que me impressiona é que a expressão: "Deus de perto" e "Deus de longe" é usada na Bíblia apenas em Jeremias. Como não é uma expressão usada corriqueiramente por nós, não dá para imaginar que o compositor não tenha se referido à esta passagem com uma interpretação errônea. Ele pode ter lido ou ouvido em alguma pregação, e aplicado para a sua música. Em Jeremias esta expressão é usada justamente para corrigir aqueles que pensavam que Deus era apenas "de perto". É facil entender o que o compositor queria dizer, no entanto deveria ter usado outra expressão que não fosse tão diretamente contra o que está escrito. Eu sempre canto nesta parte da música: "És Deus de perto, e TAMBÉM de longe." O que muda o sentido do que o compositor quis passar, porém fica dentro da Palavra do nosso Deus. Enfim, cada boca fale do que seu coração está cheio. Paz!

Cristiano Silva dos Santos disse...

Boa noite queridos irmãos,não quero ser intransigente,só quero ser crente.Tenho certeza que o autor desse louvor não teve a intenção de contrariar a palavra de Deus,porém partindo do princípio que não podemos alterar a palavra,creio que ele criou uma heresia,porque quando Deus pergunta:Seria eu Deus de perto e não de longe?,é porque ele é Deus de perto e também de longe e a distância não vai alterar a sua onipotencia.Antes eu cantava esse louvor mas quando li no culto o versículo em questão parei pois não quero entrar em conflito com a palavra de Deus.O louvor é envolvente bem feito porém nessa parte faltou a leitura da Bíblia.

Klleber disse...

A paz de Jesus, Cyro! Boa tarde!

Inicio dizendo que gostei muito da sua análise dos versos da música.

Contudo, apesar de entender o contexto do verso "Deus de perto e não de longe" afirmo que ele continua errado!

Entenda o que eu digo: estar uma frase duma música contextualizada com o que a mensagem que a música quer passar NÃO A ABONA de estar em discordância com as Escrituras.

Você sabe com proeminência, Cyro, eu estou apenas chovendo no molhado aqui, é que Jeremias 23:23 AFIRMA que Deus é Deus perto e longe. Ponto! Quem sou eu para dizer tal coisa? Ninguém tão importante assim na sociedade, contudo sou discípulo de Jesus há um bom tempo prá saber, assim como você é com mais graça do que eu, que há um equívoco em se cantar essa música do jeito idealizado pelos compositores.

O caso aqui é semelhante àquela música que diz "Vem, Espírito, vem, e enche-me Senhor, de tua preciosa unção...". COMO VEM? ESTÁ ESCRITO QUE O ESPÍRITO JÁ VEIO, E ESTÁ FAZENDO MORADA EM TODO AQUELE QUE ENTREGOU O GOVERNO DE SUA VIDA A JESUS, E FOI BATISADO. Ele já mora no discípulo de Jesus. É no mínimo incoerente chamá-lO. No entanto, como um de meus pastores já disse, "entende-se o coração do irmão que escreveu a letra da música. Entende-se o lirismo que quis empregar, entende-se a arte da composição...", mas que está errado, está!

Se alguém deveria cantar assim, esse alguém é aquele que não conhece ao Senhor, entregando-se ao Seu governo. Mas nós? Gritamos vem (para quem estaria longe) quando Ele já está aqui? Parece coisa sem nexo, entende?!

Assim vejo essa música que você comentou. Entendo há tempos o contexto dela, mas mesmo contextualizada, está indo contra a verdade firmada das Escrituras.

Espero ter consegui me explicar, e sem parecer que estou gritando ou brigando. Ao ler estas frases, pense numa pessoa sorridente, falando com calma e segurança, sem incômodo com o que se vai dizer dela, mas seguro quanto ao que está dizendo. Não vim debater como numa disputa, apenas auxiliar você, meu irmãozinho, da mesma forma como você quis me auxiliar e a outros irmãos nossos escrevendo este artigo.

Que dia após dia você possa entregar mais e mais do governo de sua vida ao senhorio/governo de Jesus. Deus te conceda forças nesse "negar-se a si memso, tomar a sua cruz e seguir jesus'!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Klleber,

Respeito a sua opinião, mas mantenho a minha, haja vista primar pela coerência. Sou muito crítico, porém com limite. O compositor está falando de alguém que possui relacionamento com Deus, e não do atributo incomunicável da onipresença divina, pela qual o Senhor está longe e perto, ao mesmo tempo.

Deus é Deus perto, e não de longe, para aqueles que o temem. Isso é inquestionável à luz da Bíblia (Sl 145.18; 119.151; Is 55.6). E é isso que diz a composição em análise.

Em Cristo,

CSZ

borgesimoveis disse...

Pra nós Cristãos ou esclarecidos é fácil dizer "és Deus de Perto e não de Longe" pois temos clareza no sentido cristão, mais imagina que alguem entrou na igreja pela primeira vez e ouve isso e vai pra casa com isso na cabeça, deita com essa frase ruminando, sem ninguem pra explicar,entendendo que não é algo tão fácil de entender, levando em consideração as atenuantes....acho que no mínimo é discutivel e delicado...

m disse...

Caro, parabéns... muito boa suas colocações... a muita gente se achando na igreja porque acha que sabe analisar essa canção... na verdade o que há é a crítica repetida... aquela que é passada de alguém que ouviu de alguém que ouviu de alguém e etc...
Porém tem um deslize gramatical também no seu texto, você escreveu "haja vista" e correto é "haja visto"... Haja vista são muitos olhos de olho!

m disse...

Caro, parabéns... muito boa suas colocações... a muita gente se achando na igreja porque acha que sabe analisar essa canção... na verdade o que há é a crítica repetida... aquela que é passada de alguém que ouviu de alguém que ouviu de alguém e etc...
Porém tem um deslize gramatical também no seu texto, você escreveu "haja vista" e correto é "haja visto"... Haja vista são muitos olhos de olho!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro "M",

Você está certo do que está falando? Quem se propõe a corrigir o texto de alguém precisa conhecer bem o vernáculo. Procure estudar melhor sobre o uso de "haja vista" e "haja visto que".

#FicaADica.

CSZ

Anônimo disse...

eu concordo com o pastor ciro tem q ser analisado o contexto da música