segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Alcorão e o terrorismo islâmico


Sempre que terroristas muçulmanos realizam atentados, a grande mídia sai em defesa do islamismo. Isso ocorreu logo após o ataque às torres gêmeas, em Nova York (EUA), em 2001, e tem ocorrido na atualidade. Há alguns dias, depois dos ataques ao jornal Charlie Hebdo 
a um mercado judeu, em Paris (França), a grande mídia tratou logo de dizer que o islã é uma religião de paz e amor e que é preciso combater a islamofobia.

Muitos afirmam que os muçulmanos violentos são uma pequeníssima minoria. E argumentam que os grupos terroristas, como Estado Islâmico (ISIS), Boko Haram, etc., seriam para o mundo islâmico o que a Ku Klux Klan é para a sociedade cristã. Entretanto, os terroristas muçulmanos citam versículos do Alcorão e as tradições de Mohamed para justificar os seus atos. Já a Ku Klux Klan, quando comete um ato de violência racial, está, na verdade, afrontando os ensinamentos de Jesus Cristo.


Na Bíblia, no Antigo Testamento, há casos episódicos em que Deus ordenou que israelitas destruíssem certas cidades, mas em nenhuma parte da Bíblia Sagrada vemos ordens gerais para o povo de Deus lutar contra os pagãos e impor a eles a sua fé. No Novo Testamento, não há nenhum incentivo à violência contra os não-cristãos. Pelo contrário, o Senhor Jesus ordena que os cristãos amem seus inimigos (Mt 5.38-48).


O Alcorão claramente incentiva os muçulmanos a lutarem e a matarem os que se opõem ao islã: “matai-os onde quer que os encontrardes [...] e lutai contra eles até que não haja mais tumulto e opressão; que prevaleça a justiça e a fé em Allah” (Sura 2.190-3). “E se tu fores assassinado ou morrer, no caminho de Allah, o perdão e a misericórdia de Allah serão muito melhores do que todas as recompensas que poderias ajuntar. E se morreres, ou fores assassinado, ó, é para junto de Allah que serás levado” (Sura 3.157-8).

Veja de onde vem o incentivo para os terroristas islâmicos mutilarem e decapitarem pessoas: “Feri-os do pescoço para cima, e arrancai as pontas dos seus dedos. Isto por terem resistido a Allah e seu Mensageiro. Se houver qualquer relutância contra Allah e seu Mensageiro, Allah será severo em sua punição” (Sura 8.12-3). E ainda: “quando encontrardes os incrédulos, feri os seus pescoços; e então, quando os tiverdes subjugado por completo, amarrai-os com firmeza” (Sura 47.4).

Segundo o Alcorão, os judeus e os cristãos — chamados de os Povos do Livro — devem ser mortos: “Lutai contra aqueles que não acreditam em Allah nem no Último Dia [...] e que não conhecem a Religião da Verdade, dentre os quais os Povos do Livro” (Sura 9.29). E quem deixa o islamismo também é digno de morte: “mas àqueles que se tornarem renegados, persigam-nos e matem-nos onde quer que os encontrardes” (Sura 4.89).

Qualquer pessoa ou grupo de pessoas que se oponham ao islã, no campo das ideias, e critiquem Mohamed (Maomé) são dignos de morte, de acordo com o Alcorão. Em Sura 4.101 e 5.33 lemos: “Os incrédulos são para vós inimigos declarados”; “A punição para aqueles que lutam contra Allah e seu Mensageiro, e que lutam com poder e força para causar danos à terra é: a execução, ou a crucificação, ou a mutilação das mãos e dos pés de lados opostos, ou o exílio da terra: que a sua desgraça neste mundo e a punição severa se aplique a eles daqui por diante”. Não é isso que têm feito a Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Boko Haram e outros grupos islâmicos?

Muitas outras passagens incentivam a violência e o terrorismo em nome de Allah: “lutai e matai os pagãos onde quer que os encontrardes, apanhai-os, cercai-os, e esperai por eles fazendo uso de todos os estratagemas” (
Sura 9.5); “Não penseis naqueles que são mortos no caminho de Allah como se estivessem de fato mortos. Não, eles vivem, encontrando seu amparo na presença de seu Senhor” (Sura 3.169); “Aqueles que [...] lutaram ou foram mortos — verdadeiramente, Eu eliminarei deles as suas iniquidades e os admitirei em Jardins dotados de rios que jorram — terão a presença de Allah como recompensa” (Sura 3.195).

Como se vê, o Alcorão está recheado de ordens gerais contra os que rejeitam as imposições do islamismo, 
as quais incentivam e abonam a violência. Seria honesto, nesse caso, afirmar que o islamismo é uma religião de paz e amor? Seria coerente dizer que o islã é vítima de preconceito em um mundo em que a religião mais perseguida e massacrada é o cristianismo, cujos principais algozes são os muçulmanos? Afinal, por que se fala tanto de islamofobia, se o que mais existe, na atualidade, é a cristofobia?

Ciro Sanches Zibordi

9 comentários:

Daclei Santos. disse...

É VDD,NÃO PODEMOS Aceitar calados tudo que mídia diz, devemos investigar , principalmente quando se tratar de questões religiosas, envolvendo nós cristãos.

Anônimo disse...

Paz de Cristo! Prezado Pr. Ciro concordo com o senhor, o Islamismo é uma religião de fanáticos que matam pessoas por sua crença e é uma religião anti-democrática.
Sou contra qualquer tipo de violência, nada justifica a matança de pessoas, simplesmente por discordarem de sua crença. Porém penso também que o referido jornal abusou nos insultos ao islamismo, eles também publicaram charges maldosas propondo relacionamento sexual entre a trindade divina. Liberdade de expressão é uma coisa, libertinagem é outra.

Abraços no amor de Cristo.
Pb. João Eduardo Silva - Assembléia de Deus.

Bruno disse...

Pr. Ciro, o Pb. Solano Portela da Igreja Presbiteriana do Brasil também escreveu um excelente texto sobre o mesmo assunto.

http://tempora-mores.blogspot.com.br/2015/01/entao-o-islamismo-e-uma-religiao.html

Bruno disse...

Pastor Ciro, no meu comentário anterior acabei me esquecendo de parabenizá-lo pelo excelente texto também.

Abr.
Bruno

Alex Esteves disse...

Pr. Ciro,

Parabéns pelo artigo esclarecedor.
Quanto ao comentário do leitor Pb. João Eduardo Silva, é preciso dizer que não se deve impor limites prévios à liberdade de expressão (censura prévia). Nossa convicção acerca da liberdade é confirmada quando aceitamos a liberdade do outro dizer idiotices e até mesmo ofensas. É claro que determinadas ofensas podem ser caracterizadas como crimes (em nosso Direito, injúria, calúnia ou difamação), mas isso deve ser levado aos tribunais, podendo haver direito à indenização por danos morais. A blasfêmia só existe para os crentes, não para aqueles que não professam a nossa religião. Vamos pensar bem nisso, porque aí residem os postulados de uma sociedade democrática. Não devemos dizer "Condeno o massacre, mas os jornalistas abusaram". Não, eles não abusaram. Eles não eram crentes no Islamismo, e por isso podiam ridicularizar Maomé como quisessem. Não se pode impor um autolimite simplesmente porque os muçulmanos querem. Isso serve dentro da religião deles!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Certo, caro Alex Esteves...

Mas, como tenho liberdade de expressão, digo com todas as letras: Condeno o massacre e reprovo o humor ofensivo do Charlie Hebdo! Não gosto desse tipo de humor e sempre o reprovarei. Para mim, portanto, eles abusaram e abusam, sim. Não se deve ridicularizar a fé de ninguém, na minha modesta opinião.

CSZ

Solano Portela disse...

Excelente texto, pastor! Deus o abençoe.

parras disse...

Pr. Ciro, Bom dia!

Realmente, nada justifica a violência, tampouco as últimas ocorrências relacionadas aos ataques de radicais islâmicos, na França, na Nigéria, e às igrejas no Niger, as quais são igrejas missionárias ligadas à Igreja Presbiteriana Viva,com sede em Volta Redonda/RJ. Como sabemos, e estão nos livros de história, na idade média os cristão,em nome da fé, também perseguiram e mataram todos os (incrédulos) que não concordassem com sua maneira de "ser" cristão. Era a interpretação que eles do que eles achavam que v da parte de Deus
A inquisição católicas também não tolerou os que eram contrários às ordem do Papa. Morreram: cristãos, judeus, muçulmanos, ciganos,etc... Houve também uma inquisição protestante.
Fatos postos, reafirmo, toda violência é irracional e injustificável, porém, em o Sr. afirmar que todos o islamitas apoiam e e são capazes desta atrocidades é uma afirmação um tanto pesada. Não estou julgando sua posição. Estamos no Brasil e aqui temos certa liberdade de expressão. Li as suras mencionadas no texto, porque aprendi que "texto fora do contexto é pretexto", então transcrevo abaixo parte da sura 2, vejamos o que diz. Os textos foram extraídos do site:http://www.cpihts.com/PDF/Alcorao.pdf.

"190 Combatei,(77) pela causa de Deus, aqueles que vos
combatem; porém, não pratiqueis agressão, porque Deus
não estima os agressores.
191 Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de
onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave
do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da
Mesquita Sagrada(78), a menos que vos ataquem. Mas, se
ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos
incrédulos.
192 Porém, se desistirem, sabei que Deus é Indulgente,
Misericordiosíssimo.
193 E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer
a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais
hostilidades, senão contra os iníquos.

Quem ler, intenda.Creio que os extremistas só leem o que lhes interessa, ou não leem e seguem cegamente o que lhes é mandando. Tem semelhança com algumas doutrinas religiosas?
Generalizar é um tanto sério neste sentido e momento.
A Palavra não ensina a odiar nossos inimigos, ao contrário, devemos abençoar os que nos perseguem, e que a vingança não nos pertencem.
Eles são tão carentes de orações e do Amor de Cristo, quanto todos os demais habitantes da Terra. São tão carentes quanto tantos cristãos que em sua falta de conhecimento e entendimento da Palavra, destilam ódio e perseguem muitos que discordam do seus princípios.
Posso afirmar, nem todo muçulmano é radical e assassino, nem todo islamita é extremista. Porém, como já disse, todos carecem do Amor de Deus e da Salvação que está em Jesus Cristo.
Para finalizar, os extremistas mencionados no texto, atacam também outros grupos muçulmanos que não concordam com suas ações.
Pastor Ciro, que Deus continue a abençoá-lo.

Francisco - Osasco/SP

Anônimo disse...

O islamismo deveria ser mais combatido intensamente como fez Angola,único país que demoliu mesquitas e o proibiu.