segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NoBBBre deputado ataca outra vez

Há poucos dias, o noBBBre deputado federal que tem nome francês e sobrenome que nos faz lembrar de um carro antigo — não me pergunte o nome dele — atacou de novo a liberdade religiosa, ao denunciar uma igreja evangélica de Brasília-DF que supostamente promovia a discriminação aos homossexuais e a “cura gay”. Na verdade, tratava-se de um curso interno que visava a discutir o homossexualismo (como comportamento) e a homossexualidade (como relacionamento, em si) à luz da Bíblia.

Indignado, o BBBondoso parlamentar publicou no Facebook o cartaz do evento evangélico e fez questão de assumir a autoria dos “atentados” contra a liberdade religiosa. “Apresentarei uma representação criminal perante o Ministério Público do Distrito Federal, mas o próprio Ministério, além do Ministério da Saúde e a Secretaria de Secretaria De Direitos Humanos Da Presidência Da República precisam se posicionar (e logo!) sobre essas práticas que não só representam um perigo para a saúde pública, como também uma grave violação dos direitos humanos e da laicidade garantida pela Constituição Brasileira”, disse ele.

Entretanto, de acordo com uma reportagem do Correio Brasiliense de hoje, o promotor Thiago Pierobon, ao examinar a denúncia contra a igreja, não a aceitou, decepcionando os intolerantes ativistas do movimento LGBT. Segundo o promotor, “não é possível proibir as pessoas de, no âmbito de sua liberdade de religião, discutirem temas ligados a sua concepção de correção dos comportamentos sexuais e nem proibi-las de conversarem com pessoas sobre tais temas. Se a abordagem a uma pessoa ocorrer com constrangimento ou exposição ao ridículo, certamente haverá a discriminação, ato ilícito não tolerado pelo Estado”.

O curioso é que o mesmo deputado BBBrasileiro já promoveu encontros nas dependências do Congresso Nacional em que se declarou ódio à fé evangélica. Um dos seus convidados, inclusive, chegou a afirmar que estava disposto a “pegar em armas” para enfrentar “esses desgraçados”, referindo-se a pastores, chamados, ali, de fundamentalistas e charlatões. Bem, como se vê, falta ao BBBrilhante parlamentar, pelo menos, duas coisas: tolerância e conhecimento do que realmente significa Estado laico e liberdade religiosa. ‪#‎ProntoFalei‬.

Ciro Sanches Zibordi

5 comentários:

Blog do Gabra disse...

o Jean Wyllys exagera em suas declarações,porém está defendendo sua classe,assim como os deputados da nossa Bancada Evangélica,defendem a nossa causa,o estado é laico,mas não é ateu,por isso a existência da bancada evangélica para defender os nossos interesses,e os nossos valores,ele como gay defende os dele,em uma democracia é assim,todas as minorias tem seus representantes,e há uma disputa,nós somos minoria,os gays tbm,cada um elege seus representantes e disputam o espaço na sociedade

Blog do Gabra disse...

Eu sou da Assembélia de Deus,sou sobrinho da Marilene,chefe do setor de Eventos da CPAD,casada com o Rodrigo,que trabalhou com o senhor na CPAD,eles me falaram muito bem do senhor,pastor Ciro,li todos os seus livros,´´Perguntas Intrigantes que os jovens costumam fazer´´,´´Adolescentes S/A´´,´´Evangelhos que Paulo jamais pregaria´´,A série dos ´´Erros que os Pregadores devem evitar´´,´´Erros que os adoradores devem evitar´´ e ´´Erros escatológicos que os pregadores devem evitar´´ ,admiro a sua defesa do evangelho puro e simples,frente ao neopentecostalismo,e a Teologia da Prosperidade,porém nesse caso,há também os evangélicos que terminam sendo desrespeitosos com os gays,como o Marco Feliciano que disse que ´´A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio,ao crime,á rejeição.Acredito que não só o sentimento homoafetivo leva ao crime,e ao ódio,há muitos crimes passionais praticado entre heterossexuais,no começo do século XX,se um homem flagrasse sua esposa com outro homem na cama,podia matá-la que seria absolvido por legítima defesa da honra,claro que como evangélicos não apoiamos direitos homoafetivos,porém é uma demanda que existe na sociedade,assim como eles não apoiam direitos para nós evangélicos,acredito que os políticos evangélicos precisam se preocupar mais com a fome,o desemprego,a reduzir a pobreza,do que brigar com os gays,o Jean Wyllys pelo menos defende tbm uma melhor educação,é uma pessoa de origem humilde(nasceu em uma favela em Alagoinhas,na Bahia)que por méritos próprios, se formou em Letras na UFBA,e fez mestrado,independente de ser gay,e ter participado do BBB,é um político preparado,culto,e honesto(Não há nenhuma acusação de corrupção contra ele),assim como Chico Alencar tbm é honesto,e seria um excelente presidente da Câmara,mas a maioria dos evangélicos prefere o Cunha,que é ladrão,roubou a Telerj,mas o Cunha é contra os gays,o aborto,a maconha,o cara pode ser o maior ladrão do mundo,mas se defende a moral cristã,tem o apoio de muitos pastores,como o Malafaia que apoiou ele,desculpe se discordo do senhor,pois te admiro muito,sempre te li desde adolescente,hoje estou com 24 anos,estudo história na UNINOVE-Barra Funda,e noto que lá muitos professores que seguem a ideologia marxista de esquerda,critica pastores como o Silas Malafaia,Marco Feliciano,esses que estão evidência na mídia sempre com posições consideradas´´conservadoras,reacionárias´´ na visão dos acadêmicos,porém apesar de não concordar com o marxismo dos professores,aprendi muito na faculdade,hoje quero ser um professor de história e fazer o meu melhor na minha profissão,defendendo sempre posições cristãs,mas sem querer fazer proselitismo com meus alunos,pois a escola é pública,laica,se um professor católico ,budista,umbandista,muçulmano,quisesse fazer proselitismo com seus alunos,também seria criticado por nós,é esse o meu problema também com a Bancada Evangélica na Câmara,sei que o estado é laico e não é ateu,mas já que o estado não é ateu,se um deputado umbandista,muçulmano,propusessem uma lei para instituir a leitura de uma reza da umbanda para os orixás em uma escola pública,ou a leitura do Alcorão,isso obviamente seria reprovado pelos evangélicos,e essas são religiões com tradição na cultura brasileira,durante o período colonial,os escravos desenvolveram a umbanda através de um sincretismo entre as religiões tradicionais africanas e o catolicismo,e haviam entre esses escravos também aqueles que eram muçulmanos,principalmente na Bahia,sendo inclusive notória a Revolta dos Malês,uma rebelião de escravos muçulmanos reprimida pelo sistema colonial português,portanto são ambas religiões que também tem raízes no Brasil,assim como a cristã,portanto de acordo com o princípio de ´´Estado laico,mas não ateu´´,um deputado umbandista ou muçulmano poderia propôr uma lei pedindo a leitura de seu livro sagrado na Escola Pública,e sobre a relação homossexual,esta não é pecado no candomblé(religião do Jean Wyllys),ele poderia dizer que propõe uma lei instituindo a união civil homossexual,porque na religião dele isso não é pecado.

HERIVELTON MARCULINO disse...

O BBBondoso age com desmedida truculência contra aqueles que discordam de suas crenças, ele prega liberdade fazendo-se inimigo da mesma.
Boa crítica, pr. Ciro, aqui fico bem inteirado o que está ocorrendo em nosso país e no mundo!

HERIVELTON MARCULINO disse...

O BBBondoso age com desmedida truculência contra aqueles que discordam de suas crenças, ele prega liberdade fazendo-se inimigo da mesma.
Boa crítica, pr. Ciro, aqui fico bem inteirado o que está ocorrendo em nosso país e no mundo!

DANNILO STELIO disse...

Por que esse parlamentar não vai procurar algo mais útil para fazer ? tantos bons projetos de lei precisando de apoio, e ele se presta a essa causa perdida...