segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cristãos e muçulmanos podem adorar a Deus juntos?

Existe no mundo uma grande tentativa de unir as religiões através de cultos e eventos ecumênicos. No Brasil, por exemplo, a Igreja Católica Romana procura, através do movimento ecumênico — encabeçado pela CNBB —, fazer com que católicos, evangélicos e espíritas sejam um povo só. A grande novidade ecumênica, pasmem, é o "crislamismo", uma tentativa de combinar o cristianismo com o islamismo em um culto comum.

Quem propõe o "crislamismo" acredita na pacificação de algumas regiões, onde os cristãos têm sido massacrados por cristofóbicos fanáticos. O "crislamismo" impediria o genocídio, ataques terroristas de extremistas islâmicos a igrejas — como o atentado suicida de setembro deste ano a uma histórica igreja cristã em Peshawar, no Paquistão, que deixou pelo menos 75 mortos e 120 feridos. Acredita-se que o "crislamismo" traria a paz entre muçulmanos e cristãos na África.

À primeira vista, cristãos e muçulmanos poderiam se entender facilmente. Afinal, eles apresentam semelhanças, haja vista terem, por assim dizer, uma origem comum em Abraão. De seu filho Isaque vieram os israelitas; e de seu filho Ismael, os árabes. Jesus veio para o povo israelita e fundou a sua Igreja (Jo 1.11,12; Mt 16.18), que tem um livro, a Bíblia. Mohamad (Maomé) veio para os árabes e fundou o islamismo, que também tem um livro, o Alcorão.

O primeiro grande ponto de discórdia entre cristãos e muçulmanos é o povo de Israel. O islamismo é — declaradamente — antissemita, e o cristianismo, defensor dos judeus. No Hadith (palavras que Mohamad teria recebido de Allah) está escrito que o Dia do Julgamento de Allah deve ser precedido de uma grande matança de judeus perpetrada por muçulmanos (Livro Muçulmano do Sahih 41, Número 6981-4). Allah verbera contra os israelitas em Surah 5.59-60, enquanto o Deus da Bíblia se refere a Israel, no Antigo Testamento, como o seu povo peculiar (Dt 32.9-10).

Para os cristãos, Deus é triúno; ou seja, formado por três Pessoas — não se trata, pois, de triteísmo, e sim de uma tripessoalidade. Allah, o deus dos muçulmanos, não é triúno (Surah 4.171). Segundo a Bíblia, Deus enviou seu Filho Unigênito "para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Mas Allah não tem filho (Surah 18.4-6; 23.91). O Jesus do Alcorão não é Deus, e sim um mero profeta de Allah (Surah 4.171). O Jesus da Bíblia é Deus-Homem (Jo 1.14; 10.33).

Seria, pois, possível que muçulmanos fiéis ao Alcorão aceitassem comungar com cristãos, que têm a Bíblia como a sua fonte primária de autoridade? Penso que cristianismo e islamismo são como água e óleo; não combinam de forma alguma. As diferenças entre essas duas religiões, conquanto sejam monoteístas, são abissais, e a perseguição cristofóbica — quase sempre ignorada pela grande mídia —, infelizmente, continuará, especialmente nessa época de Natal.

Ciro Sanches Zibordi

8 comentários:

Ricardo Dondoni disse...

Exposição Curta, Clara, Precisa e Concisa!

Além deste fatores Alah é a forma contracta de Al + Ilah.

Iláh /Transliteração/ é a expressão genérica que designa Deus...
Al+ Iláh = Aláh está fazendo referência a um deus específico que difere do Deus revela nas Sagradas Escrituras...
Portanto, eles o verdadeiro islâmico nunca coadunaria com este posicionamento.
Quanto a nós, cristãos, ..., foi nos ordenado a "... batalhardes, diligentemente, pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos..."

edson santos disse...



Por Antonio Gasparetto Junior
"Semita é o termo que designa um conjunto linguístico composto por vários povos.

A origem da palavra Semita está na Bíblia, mais precisamente no livro do Gênesis quando se trata da história de Noé. Nas escrituras judaicas, um dos filhos de Noé era chamado Sem, o que é uma versão grega para o nome hebraico Shem. A derivação do nome de tal filho de Noé, Semita, passou a identificar um conjunto de povos que possuem traços culturais comuns.

Os Semitas tiveram origem no Oriente Médio, onde ocuparam vastas regiões indo do Mar Vermelho até o planalto iraniano. São povos típicos de ambientes com clima seco, o que os caracteriza pelas práticas do pastoreio e do nomadismo. Esses antigos povos identificados pela fala semítica envolvem os arameus, assírios, babilônios, sírios, hebreus, fenícios e caldeus."
Extraido de:
http://www.infoescola.com/historia/semita/

Portanto não consigo entender porque o termo anti-semita para os mulçumanos.

A Paz do Senhor!

Anônimo disse...

Ola pastor Ciro,

A paz do Senhor Jesus!

Excelente artigo!
Lembrando também, que o nome Allah não têm nada haver com o nome do nosso Criador!

Allah era o nome de uma das divindades que era adorada pelos árabes, durante o período pré-islâmico!

Um grande abraço,
No amor de Deus,
Douglas

Ezequiel Domingues dos Santos disse...

Me parece que CNBB não representa o vaticano. É uma entidade católica que muitos padres tradicionais não concordam com as aceitações dessa organização.
"Crislamismo" é boa kkkkk.

http://www.ezequiel-domingues.blogspot.com.br/

raul strohmayer disse...

Pr., sobre os pregadores que estão afirmando que Davi era filho bastardo de Jessé, qual o seu parecer.

Pb Fernando disse...

Impossível essa comunhão, pois jamais haverá concórdia entre os filhos de Deus com os de belial. Claro que o catolicismo romano tenta de todas as formas essa união devido se achar a mãe das igrejas Cristães.
Não esqueçamos que, o mundo nos odeia!

Luciano da Rocha Silva disse...

Pr. Ciro Sanchez,

A titulo de curiosidade, e também para uma melhor compreensão do assunto:

Onde o Pr. relata Surah, na verdade são as chamadas suratas, que são contadas em números ordinais (1º, 2º, 3º ... ).

Então como exemplo: onde o Pr. cita "Surah 4.171", em português ficaria algo como "4º surata versículo 171"

Acho que essa informação possa auxiliar na pesquisa daqueles que gostariam de ler o texto, para que assim compararem com a irrefutável verdade bíblica, e desta forma obtermos um melhor conhecimento apologético.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro irmão Luciano,

Grato pela sua informação. Mas eu preferi manter, ao citar o Alcorão, a maneira como costumo citar os versículos da Bíblia. Por exemplo: João 3.16.

Um abraço.

CSZ