segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Minha homenagem ao pastor Anselmo Silvestre


Um jovem obreiro — obreiro? — acomodado, que nada fazia em prol da obra do Senhor, mas queria ser enviado ao campo missionário, procurou um sábio e experiente pastor para lhe contar um sonho...


— Pastor, tive um sonho e acho que já tenho a interpretação. Mas gostaria de obter uma confirmação.
— Sim, meu filho. Pode falar — respondeu o pastor.
— Eu sonhei com três grandes letras: V, P e B. E fiquei pensando durante vários dias sobre o significado delas... Creio que já sei o que elas representam.
— Foi Deus quem lhe deu a interpretação, meu filho?
— Creio que sim, pastor.
— Então, me diga.
— Bem, a letra “V” significa “Vai”.
— Sei.
— A “P” significa “Pregar”.
— É mesmo?
— E a “B”, “Batizar”. Ou seja, 
“Vai pregar e batizar. Como eu tenho muita vontade de pregar nos Estados Unidos ou na Europa, gostaria que a igreja me mandasse para a Obra Missionária e me desse um salário. O que o Senhor acha?
— Caro irmão, eu também recebi uma interpretação, enquanto me contava o sonho. Você quer ouvi-la?
— Claro, pastor. O que o senhor me disser acatarei.
— Bem, a interpretação da letra “V” está correta: “Vai”. Mas as letras “P” e “B” têm outra significação. Você quer saber, mesmo?
— Sim, pastor! Estou ansioso para saber.
— A letra “P” significa “Plantar”. E a “B”, “Batata”.
— Não entendi, pastor.
— Ora, a mensagem para o irmão, que nada tem feito em prol da obra do Senhor, é mais do que clara: 
Vai plantar batata!

O fato anedótico narrado acima me foi contado pelo saudoso pastor Anselmo Silvestre, em sua casa, há uns dez anos. E 
é com essa lembrança alegre, embora o nosso coração esteja triste, que registro os meus sinceros sentimentos à família desse bem-humorado pioneiro da Assembleia de Deus — promovido à glória celestial nesta semana, com quase um século de vida.

Que Deus console a todos os membros do Ministério e da Convenção dos Ministros da Assembleia de Deus do Estado de Minas Gerais, ambos presididos pelo querido pastor Anselmo.


Ciro Sanches Zibordi

6 comentários:

Thiago Boudny disse...

A Paz do Senhor pastor Ciro!
Essa é uma narrativa que revela a realidade de não poucos crentes, que por não possuírem uma maturidade necessária, ficam apoiados em uma perspectiva de que em um futuro bem distante serão enviados para pregarem, ficando então acomodados.
Na verdade, o Reino de Deus não é matéria, mas almas salvas; com isso, não preciso ir ao outro lado do mundo para ganha-las, acredito que o Brasil tem almas suficientes que podem ser evangelizadas por nós, pois a alma do estrangeiro não vale mais que a de um brasileiro.
Jesus já deu autoridade e autorização para pregarmos, pois então para que esperarmos sermos enviados?
O conceito de missões deve ser reavaliado pelos crentes de nossa atualidade, se não ficarão como este irmão, sonhando até com letras...

Matheus Carrel disse...

Oi pastor Ciro tudo bem?
Muito legal essa historinha.
Eu não conhecia esse homem, mas só pelo fato de você falar dele já se nota que era um pastor totalmente fiel aos serviços de Deus.
Que Deus console sua família !!!

Pastor só por curiosidade quando vc vai voltar com o ´´pastor ciro responde´´. Eu estou ansioso com aquela resposta de Jesus até agora rsrsrs
.
Obrigado.
Fique com Deus
T++

Christofer Freitas disse...

Pr, Graça e Paz!

Que bela homenagem. Que a mão do Senhor continue sobre nosso ministério (BH) e sobre nossa Igreja!

Luiz Henrique disse...

Não tive o privilégio de conhecer o pastor Anselmo, mas também peço a Deus, pelo Seu Espírito Consolador, que alente sua família, amigos e ovelhas.
Que história fantástica e engraçada essa compartilhada pelo pastor. Tem vários "missionários" e "missionárias" por aqui onde moro. Seus campos de trabalho: a igreja a 10 metros de suas casas; ás vezes são enviados para outros campos: os bairros vizinhos ao nosso. Como estão banalizados os títulos eclesiásticos hoje em dia. Nasci num lar cristão; meus pais contam que quando se converteram, nos seus primeiros anos de fé, quase não viam missionários nos cultos por aqui, e quando eles apareciam na igreja, traziam fotos, testemunhos e relatos de como ia a obra nos campos onde trabalhavam, o que causava euforia, alegria no Espírito e reverência de toda a congregação aos missionários do Senhor. Hoje, qualquer que tenha um diploma de curso médio em teologia, e que seja casado e dizimista, já é logo levado ao pastorado por aqui. Presbitério e diaconato então, nem se fala. Chamada e vocação? Estão pouco preocupados com isso.

sylasneves disse...

Pr. Ciro,

Nós, da AD de Belo Horizonte, não perdermos apenas o nosso líder, mas, perdermos o nosso paizão.

Pr Anselmo era um exemplo de líder, humildade e respeito.

Thiago Rocha disse...

Ouvi esse relato há muitos anos atrás, muito interessante!