sábado, 2 de julho de 2011

Juristas sensatos começam a se manifestar contra a heterofobia


Aqui em Niterói, Rio de Janeiro, há um jornal distribuído gratuitamente, chamado Diz, com tiragem de 16 mil exemplares. Como eu costumo ler até bula de remédio, aproveitei para folhear o jornalzinho, que sempre traz na página 10 um artigo do advogado Fernando de Farias Mello.

Veja o que o Dr. Mello — formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pós-graduado em Processo Civil pela Faculdade Cândido Mendes, o qual também cursou Direito Internacional na Université de La Sorbonne, em Paris, França — escreveu, num artigo intitulado “Heterofobia”: “O assunto polêmico está de volta: relações homoafetivas e a sociedade. Agora que os homossexuais e suas relações estão definitivamente enquadrados como união estável e família, tudo com base no entendimento constitucional do STF, merece ser dito aqui que a colisão entre religiões e sociedade continua”.


Quero fazer um comentário antes de citar outra parte do artigo. O articulista deixou claro que tais relações homoafetivas receberam status de família “com base no entendimento constitucional do STF”, e não com base na Constituição Federal, pois esta é clara: a família é constituída por gênero masculino e feminino.

Faço também uma pequena ressalva: o articulista sugeriu que, em função da aludida aprovação do STF, religiões e sociedade estão em rota de colisão. Discordo, pois as pessoas religiosas também fazem parte da sociedade! É muita pretensão de alguns segmentos pensar que toda a sociedade está de acordo com a agenda elegebetista e concordou com a decisão do STF em benefício da união homossexual.


Mas vamos à parte do texto em que o advogado demonstrou bastante equilíbrio, diferentemente de outros juristas, que generalizam, considerando homofóbicos todos os que discordam dos homossexuais. Depois de se mostrar favorável à causa gay — é bom que eu diga, para ser justo —, Dr. Mello afirmou: “Estou preocupado. A cada dia me sinto um animal irracional quando cruzo com homossexual em shoppings, por exemplo. Tudo porque sou heterossexual e também me sinto no direito de me orgulhar disso”.


Da última vez, o rapaz me olhou com um desdém quase agressivo, do tipo ‘Qual é, nunca me viu, seu palhaço?’ Li na imprensa que os gays querem porque querem criminalizar a homofobia. Ignorância jurídica que não leva a lugar nenhum. Qualquer excesso ou reação violenta a qualquer tipo de cultura, comportamento ou condição racial já é crime” — disse Fernando Mello, com uma lucidez que falta aos juristas que aparecem na mídia.


Agora, veja esta parte do artigo: “E se os homossexuais começarem a agredir os heterossexuais e iniciarem uma onda nacional contra as diferenças? Não estaria aí configurada a heterofobia?” Quando escrevi sobre isso aqui neste blog, ativistas gays acharam totalmente inapropriado o uso do termo “heterofobia” e desdenharam: “É um pastor homofóbico falando”.


Assim como não gosto que um casal heterossexual fique aos beijos às 13h na praça de alimentação de um shopping, por considerar que tem coisas que podemos e devemos fazer na intimidade. Afinal, se você está acompanhado de sua filha de cinco anos, já fica difícil tentar explicar o que um ardente beijo está fazendo na hora do almoço logo ali, como explicar o beijo de dois homens ou de duas mulheres? Qual é a verdadeira necessidade de exposição? Poderiam fazer isso em casa, não?”, conclui o Dr. Mello.


Aproveito a oportunidade para mandar um recado aos editores do Jornal Nacional, da Rede Globo. Esse telejornal vai ao ar quando muitas crianças ainda estão acordadas e brincando na sala. Sabemos que essa emissora está inteiramente comprometida com a causa gay. Entretanto, se  os senhores forem mostrar uniões civis entre homossexuais, privem as nossas crianças do beijo, por favor, o qual, como disse o jurista em apreço, é difícil de explicar aos infantes.


Parabéns ao Dr. Fernando de Farias Mello pelo seu equilíbrio, ao tratar de um assunto tão delicado. Espero que determinados setores da imprensa não o considerem homofóbico. Se fizerem isso, apenas reforçarão que são intolerantes e fomentadores do ódio heterofóbico.


Ciro Sanches Zibordi

6 comentários:

Wilton Lima disse...

Aos poucos podemos ver setores importantes da sociedade se manisfestando contra esse movimento que tenta impor um tipo de ditadura no Brasil.

Muito boa a colocação do Jurista Fernando de Farias Mello.
Que pessoas importantes como ele tenham a coragem de defender a família do movimento LGBTUVwXYZ...

Continuemos nossa luta pastor!

Forte abraço e Paz do Senhor!

Cantinho da Aracy disse...

Excelente!
Já divulguei.
Deus é soberano.

Jana disse...

Pastor, gostaria de saber onde se encontra o referido artigo "Heterofobia". Procurando pela net encontrei um artigo do Dr. Fernando até totalmente oposto ao que o senhor postou. Ele inclusive, ao concluir seu texto afere: "(...) Contudo, direito à igualdade está lá na constituição, e pronto. Portanto, dois homens ou duas mulheres que se amam já são considerados uma família."
Tal artigo encontra-se no link:
http://www.colunadolam.com.br/Coluna_do_LAM/Convidado_28.html para verem como não estou mentindo.

Parece-me duas posições completamente divergentes o do seu texto e o do texto dele. Das duas uma: ou ele tenha mudado de opinião, ou o senhor escolheu trechos que sejam convenientes para a posição que o senhor adota - que apesar de não ser homofóbica - é claramente contrária ao homossexualismo e aos direitos dos homossexuais.

Abraços.

Mulheres Em foco (Lulu) disse...

Pr. Ciro,

Simplesmente excelente sua postagem, penso eu se existisse só homossexuais, nós não estaríamos hoje aqui.
Porque Deus fez Homem e Mulher, não é verdade pastor? Se esses defensores parassem para pensar, porque através da MÃE e do PAI não estariam hoje aqui.

Pastor será uma hora tê-lo no meu blog.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Jana querida:

Leia o texto com atenção, por favor. Citei no artigo que extraí as palavras do advogado de um jornalzinho de Niterói chamado DIZ. E deixei claro que ele, embora favorável à união gay, é contra a heterofobia. Você não consegue ler um texto de maneira desapaixonada?

Ademais, é um direito que me assiste ser contrário à ideologia do movimento LGBTUVWXY, o que não significa que eu seja contra as pessoas homossexuais. Prova disso é que tenho o maior prazer de conversar com você.

Um abraço.

CSZ

CSZ

Felipe de Souza disse...

Pr. Ciro Zibordi,
A paz do Senhor.

Muito interessante. Existem vários juristas que manifestam-se em descompasso com a recente decisão do Supremo. Vale conferir a posição de Lênio Luiz Streck, eminente procurador de justiça do RS; Paulo de Barros Carvalho e; Ives Gandra da Silva Martins.
Esse último é o meu preferido em temas de direito constitucional. Bastante ponderado, ele teceu duras críticas às posições do STF em temas como união civil de homossexuais e "marcha da maconha". Caso queira entender mais veja:

http://novotempo.com/radio/2011/05/09/uniao-homoafetiva-fere-constituicao-brasileira-afirma-jurista/ (uma entrevista na rádio NovoTempo);
http://www.lawmanager.com.br/manager/clientes/8/arquivos/homossex.pdf
http://www.lawmanager.com.br/manager/clientes/8/arquivos/FRAN%C3%87A.pdf
http://www.lawmanager.com.br/manager/clientes/8/arquivos/CONFORME%20O%20STF.pdf
http://www.lawmanager.com.br/manager/clientes/8/arquivos/CONFORME%20O%20STF.pdf
http://www.lawmanager.com.br/manager/clientes/8/arquivos/a2009%20-%20065.pdf
http://www.lawmanager.com.br/manager/clientes/8/arquivos/AS%20MARCHAS%20DA%20ILICITUDE.pdf

Um forte abraço.
Esperamos o senhor em Taguatinga-DF.

Felipe de Souza Pinto