segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cada um contrata a babá que quiser, e ninguém tem nada a ver com isso!


O discurso da atriz Myrian Rios, deputada estadual pelo Rio de Janeiro, contra o PEC 23 (uma espécie de PLC 122 na esfera estadual) ainda está sendo bastante explorado pelos evangelicofóbicos. Embora a deputada seja católica, o que se vê em sites, blogs e perfis de redes sociais de muitas celebridades é pura discriminação religiosa, visto que se aproveitam do episódio para fazer generalizações maldosas e tachar os pastores de fanáticos e homofóbicos.

Formadores de opinião (artistas, políticos, médicos, juristas, jornalistas, etc.), que deveriam dar o exemplo, não se satisfazem em chamar a deputada de homofóbica (o que já é um exagero) e ligam o fato ocorrido aos evangélicos, agredindo um povo pacífico e civilizado que, de modo geral, tem feito muito pela educação e pela socialização das pessoas que vivem em áreas carentes, esquecidas pelo governo. A imparcialidade passa longe dessas celebridades, que, sob a égide do combate à homofobia, abraçam outro tipo de ódio: a evangelicofobia.


Walcyr Carrasco ajudou, de certa forma, a criar essa onda evangelicofóbica, pois perdeu uma grande oportunidade de combater o ódio, preferindo fomentá-lo. Depois de escrever um artigo pelo qual chamou Myrian Rios de burra, não reconheceu o erro e fez outro texto (este sem ofensas, a bem da verdade), a fim de contar a história de uma babá travesti. Ele escreveu os dois artigos porque a deputada, em seu discurso contra o PEC 23, sugeriu (de modo infeliz, reconheço) que uma babá lésbica poderia ser uma pedófila em potencial.


Penso que ninguém deve impor a sua condição — seja ela qual for — a ninguém. Os evangélicos e católicos não devem se colocar como pertencentes a uma casta superior. E os cidadãos LGBTs (como eles gostam de ser chamados) não devem, por sua vez, querer esfregar na cara da sociedade a sua condição. Deve haver respeito no Estado democrático. Quem viaja um pouco pelo mundo sabe que homossexuais não existem apenas por aqui. A diferença é que, em muitos países da Europa, por exemplo, há muita discrição em lugares públicos.

Entretanto, quem deseja contratar uma babá tem o direito de escolher a quem quiser. Isso não é preconceituoso ou discriminador. É apenas uma questão de foro íntimo, uma decisão pessoal ou familiar, um tipo de contratação bem diferente da que ocorre em uma 
empresa.

Nenhum empregador deve deixar de contratar uma pessoa por causa de sua 
opção (ou orientação, como queiram) sexual ou sua religião. Engenheiros, jornalistas ou bancários, por exemplo, podem ser gays ou evangélicos, visto que nenhuma dessas condições interferem no seu trabalho. Por isso, nesses casos, se ficar confirmado que um empregador deixou de contratar alguém só por causa de sua condição, estará caracterizada a discriminação. Ou seja, a homofobia ou a evangelicofobia.

O trabalho de uma babá é muito diferente do que é realizado por quem atua em uma empresa. Sua atividade ocorre dentro de uma família. E, como esse tipo de serviço é bastante específico e ligado à vida privada das pessoas, quem o contrata deve ter plena liberdade de escolha. Afinal, se uma babá contribui para a formação dos infantes, pré-adolescentes ou adolescentes, segue-se que ela deva se ajustar ao modus vivendi de seu empregador.


Digamos que duas mulheres lésbicas adotem uma criança e precisem de uma babá. Apresenta-se, então, uma evangélica. É um direito que lhes assiste não contratá-la, caso considerem que ela possa causar problemas ao infante. Mas, e se elas a contratarem, dando-lhe a seguinte orientação: “Respeitamos a sua fé. Sabemos que você é evangélica, porém não queremos que ensine nada da Bíblia a nossa criança”? Isso é preconceito ou discriminação? Não. Afinal, a babá deve se adaptar ao modo de viver das pessoas  para quem vai trabalhar.


Outro exemplo: uma família evangélica ou católica quer contratar uma babá, e alguém lhe indica uma lésbica. A família pode não querer empregá-la. Isso é 
um direito que lhe assiste. Mas ela também pode perfeitamente dizer à babá: “Olha, nós respeitamos a sua condição, mas, por favor, aja com discrição. Não queremos que os nossos filhos sejam expostos ao seu estilo de vida”. Isso é preconceito ou discriminação? Não, absolutamente. A família tem o direito de educar seus filhos, dentro de casa, como quiser.

Do mesmo modo que os homossexuais podem considerar a influência evangélica uma ameaça à sua ideologia, os evangélicos, que têm a Bíblia como a Palavra de Deus, estão convictos de que o homossexualismo e a homossexualidade (e não a pessoa do homossexual) são abomináveis para Deus. Daí não quererem que seus filhos sejam expostos a filmes, novelas e séries de TV homoeróticos, tampouco ao nefando “kit gay” e a qualquer outro tipo de influência que desperte o interesse pela relação homossexual.


Walcyr Carrasco, em seu artigo novo, “A babá travesti”, assevera que o fato de uma criança estar em contato com uma babá gay não quer dizer nada. Ele defende a ideia de que a esmagadora maioria dos gays possui pais heterossexuais. Mas essa questão não é tão simplista assim, haja vista a situação caótica de muitas famílias.

Há muitos lares desajustados, com pais separados, drogados, ausentes, belicosos, promíscuos, que abusam sexualmente dos filhos, violentos, frios, mais preocupados com a vida profissional do que com a família, etc. Tudo isso pode contribuir para mudanças de comportamento dos filhos.


Os pais evangélicos, em geral, se preocupam muito com a formação dos filhos. E eles têm todo o direito de não expô-los a influências que considerem perigosas, ocasionadas por contatos pessoal ou midiático. E os homossexuais que vivem em união estável, legitimada há pouco tempo pelo STF (debaixo de muitos protestos), poderão também instruir as suas crianças — adotadas ou, no caso das mulheres, geradas mediante fertilização in vitro — como bem entenderem.


Portanto, quem puder ter uma babá para cuidar das suas crianças, que contrate a pessoa que quiser, pois ninguém tem nada a ver com isso. Se a Myrian Rios não quiser uma babá lésbica, é um direito que lhe assiste. E, se o Walcyr Carrasco não quiser um motorista evangélico ou católico, também é direito dele, não acha?


Ciro Sanches Zibordi

8 comentários:

Lea dos Anjos disse...

Pastor Ciro
A paz do Senhor!

Concordo plenamente, já estamos enfrentando uma batalha contra essa ideologia gay na tv, jornais, internet e nas escolas...agora não temos mais o direito de selecionar a nossa babá de acordo com nossos principios cristãos? sendo que a baba por muitos é considerada uma segunda mãe, tamanho é o vínculo afetivo que se cria com as crianças.
Pastor gostaria que o senhor respondesse uma dúvida: o cristão deve se omitir diante dessas leis aprovadas pelo stj que ferem nossos principios?
Porque eu li que o pastor Silas pediu apoio para alguns cantores gospel e os mesmos se omitiram. Devemos pensar que não importa que lei seja aprovada mesmo que sejam contra a Palavra de Deus, porque no final se a pessoa é temente não vai obedecer a lei dos homens?
Vejo católicos e pessoas de outras religiões não se omitindo...diante de tudo que está acontecendo.
Será que é melhor se omitir e depois tentar evangelizar como muitos estão pensando, para não entrarmos em conflito com ninguém?

Fique com Deus!

Lea

Ciência e religião ao alcance de todos disse...

Mais um texto muito bem escrito, Pastor Ciro. Gostei muito. Deus continue te abençoando.

Abraços, Paz de Cristo.

MARIO CESAR DE ABREU disse...

PASTOR CIRO
A PAZ DO SENHOR!

ME SINTO CONFORTADO AO SABER QUE O IRMÃO E PASTOR CONTINUA NA LUTA COM PALAVRAS SEMPRE EXCLARECEDORAS. PRECISAMOS DISTO NESTA APARENTE PSICOSE QUE TOMOU CONTA DE ALGUNS BRASILEIROS QUE GOSTAM DE FAZER TEMPESTADE EM COPO D'AGUA;O EPISÓDIO DA DEPUTADA JA FOI MUITO EXPLORADO NEGATIVAMENTE.

EM CRISTO,
MARIO

Izaldil Tavares de Castro disse...

Amado irmão, Pr. Ciro, que a Paz do Senhor Jesus esteja com você.
Nem um "j", nem um "til" a acrescentar ou suprimir! Parabéns!

Tamar disse...

Walcir Carrasco pretende explorar esse episódio ao máximo para se manter vivo.
As revistas e os jornalões deixaram a muito de serem lidos pelos mais jovens. Os colunistas medalhões que nos acostumamos a respeitar são ignorados pela nova geração que está mais preocupada em se manter atualizada tecnologicamente, pagar o SFH, educar bem os filhos e discutir o relaciomento (a famosa DR).

A própria Miriam Rios foi musa de novelas antigas e muitos jovens a conhecem como deputada católica.

Espero que a igreja cristã não fique focada no gayzismo histérico e não deixe sua agenda ser dominada por questões de alcova.

A Igreja tem 2000 anos e é uma história de sucesso cultural. O Ocidente Cristão levou o Homem à Lua e aumentou a expectativa de vida para 120 anos.

A liberdade e o humanismo só foi possível em países cristãos.

Tamar disse...

O post é bem argumentado, como sempre. Mas a argumentação acontece em cima de um cenário estranho.

No mundo de hoje as empresas as famílias tem contas e impostos para pagar e devem priorizar a contratação de pessoas conforme a oferta do mercado de trabalho a expectativa salarial e o rendimento do empregado.

Afinal sempre existe a alternativa de não contratar ou substituir a mão de obra por tecnologia.

Babás e motoristas por exemplo são comuns em país escravocrata com uma massa de trabalhadores pobres à disposição. Nos países avançados essa gente trabalha por hora e existe uma separação entre o estilo de vida da pessoa e a postura profissional.

Se os gays são ótimos cabeleireiros nada impede que um hétero também o seja. Se um hétero é um gerente de sucesso nada impede que um gay também o seja.

O que irrita é quando gays e héteros não sabem separar sua vida privada (seus casos amorosos e comportamento) da sua vida profissional.
Nada irrita mais que uma mulher safada, mentirosa e escorada. Um homem encrenqueiro, sem-vergonha e incompetente e um gay galinha e descompensado que se comporta como uma bicha louca.
A maioria dos ambientes de trabalho exite atenção e competência e uma mistura rara de discrição com capacidade de se comunicar e aparência de profissional.
Alguns chamam isso de EDUCAÇÃO. Para trabalhar é preciso ser educado, para contratar basta ter dinheiro.
A palavra EDUCAÇÃO causa ojeriza aos liberais que acreditam que um mundo sem educação caminhará para um glorioso e brilhante futuro utópico (rsrsrsrrr).

Anônimo disse...

Pastor,

Concordo plenamente com a Myrian Rios, deputada estadual, pois é só verificar o que essa pessoa que se chama de luiz mott declara em http://juliosevero.blogspot.com/2011/06/luiz-mott-estatua-de-bebe-pelado-e.html e também em http://juliosevero.blogspot.com/2007/08/luiz-mott-pedofilia-j.html, ou nesteost quando aprece abraçando o que supostamente seria mais um dos seus 500 casos http://juliosevero.blogspot.com/2008/05/lder-homossexual-publica-os-endereos.html. Portanto ela não estava só parciamente certa não, estava plena e cheia de razão e o seu carrasco que também faz parte desse grupo deveria se retratar.

Maranata!!

Luis Braz

Alex Oliveira disse...

Pr. Ciro
A Paz do Senhor, gostaria que me mandasse respostas para minha dúvida com hinos por ex: És Deus de perto e não de longe (do hino Deus de promessas) está biblicamente correto? Por favor me mande resposta.