terça-feira, 8 de março de 2011

8 de março: dia de parabenizar todas as mulheres


Neste Dia Internacional da Mulher, é importante lembrar de duas mulheres que escreveram livros constantes das cem obras literárias que mais influenciaram o mundo, segundo o escritor Martin Seymour-Smith. As duas notáveis são a inglesa Mary Wollstonecraft, que escreveu Reivindicações dos Direitos da Mulher (1792), e a francesa Simone de Beauvoir, autora de O Segundo Sexo (1948).


A despeito de essas autoras, que estavam a frente do seu tempo, serem consideradas precursoras do malévolo feminismo (tão perigoso quanto o machismo), elas contribuíram, e muito, para que as mulheres hoje, nos países civilizados, estivessem em melhores condições nos âmbitos familiar, social e profissional. Oremos pelas pobres mulheres que ainda são discriminadas, maltratadas e mortas em países liderados por fundamentalistas muçulmanos.

É importante afirmar também, neste dia, que, na Bíblia Sagrada, ao contrário do que assevera o movimento feminista, as mulheres não são discriminadas. Pelo contrário, são honradas. E até Paulo, que é tachado de machista, ensinou: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).



Parabenizo a serva do Senhor Célia Sanches Zibordi, minha querida mãe, por este dia. Parabenizo Luciana, minha amada esposa, e a doçura Júlia, nossa “adorável” filha! Parabenizo Marisa Gomes, minha sogra (!). Enfim, parabéns, todas as mulheres do mundo! Vocês são muito especiais!


Ciro Sanches Zibordi

6 comentários:

Jana disse...

"É melhor a maldade do homem do que a bondade da mulher: a mulher cobre de vergonha e chega a expor ao insulto." (Eclesiástico 42, 14)

"Mulheres, sejam submissas a seus maridos, pois assim convém a mulheres cristãs." (Colossenses 3, 18)

Tem razão, a bíblia não é nem um pouco machista...

Pri de Luz disse...

Obrigada pela homenagem às mulheres que você deixou em seu blog, Ciro!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezada Jana,

Desculpe-me. Não gostaria de ser indelicado com você em pleno Dia Internacional da Mulher. Mas vejo que você desconhece o sentido da submissão da mulher à luz do contexto.

1) Submissão não significa estar "debaixo dos pés do marido". Denota, antes, estar sujeita voluntariamente, como resposta ao amor do esposo.

2) Cristo não é inferior ao Pai, mas foi submisso a Ele em tudo, ao andar na terra.

3) Você precisa aprender interpretar a Bíblia antes de se apressar em verberar contra ela.

4) Nenhum versículo bíblico deve ser interpretado isoladamente. As Escrituras são análogas.

Reflita, prezada Jana.

Feliz Dia Internacional da MULHER!

CSZ

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Graça e paz a todos!

Eu diria que, dentro do contexto social em que as narrativas bíblicas se desenvolveram, até que as personagens mulheres estiveram bem a frente de seu tempo.

Além da história de Débora, sobre quem escrevi há pouco no meu blogue pessoal, gostaria de destacar o quanto Jesus valorizou as mulheres no momento em que considerou pecado de adultério um homem divorciar-se de sua esposa e se casar com outra. Pois, com isto, o Senhor buscou defender as mulheres contra o abandono egoísta de seus maridos, devolvendo-lhes o respeito que a essência da 'Torah' (a instrução/lei dada por Moisés) sempre buscou alcançar, mas que não foi compreendido pela sociedade em razão da dureza do coração dos homens.

Em Gênesis, podemos observar que Abraão tinha um profundo respeito por sua esposa Sara e que, quando Eliezer é instruído por seu senhor afim de buscar uma esosa para Isaque na casa de Naor, deveria ser respeitado o direito da moça em aceitar ou não o convite de matrimônio (Gn 24.8). Contudo, por muito tempo, as mulheres nem ao menos puderam escolher seus maridos, coisa que só começou a ser efetivamente conquistado nas sociedades do Ocidente após a Revolução Francesa.

Um abraço e feliz dia das mulheres!

Anônimo disse...

A bíblia é extremamente inclusiva e não exclusiva. Vemos várias mulheres se destacarem na bíblia esse é o caso de Rute( descrita no livro que possui o mesmo nome), Débora(Jz 4 e 5 )que aliás foi juíza de Israel, e tantas outras como Febe que servia na igreja de Cencréia (Rm16.1)e as 8 mulheres citadas no mesmo capítulo que evidentemente se destacaram por desempenharem atividades importantes na igreja primitiva.
Contra versículos não há argumentos!

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Quero aqui fazer uma ponderação sobre o livro de Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes) citado pela Jana, o qual não faz parte do cânon do Antigo Testamento dos reformados que corresponde à Bíblia hebraica dos judeus, tratando-se, pois de um deuterocanônico do período intertestamentário, mas que consta na Bíblia católica.

Embora Eclesiástico seja uma obra que contenha bons ensinamentos sobre várias coisas, entendo que ela deve ser lida pelo crente com a devida cautela e de fato o trecho mencionado pela Jana de que seria "melhor a maldade do homem do que a bondade da mulher" não se harmoniza com o meu entendimento da Palavra de Deus. Isto porque para o Eterno não há acepção entre a maldade praticada pelo homem ou pela mulher.

Por outro lado, minha visão histórica sobre o desenvolvimento judaísmo pelos séculos leva-me a entender que, no período intertestamentário, parece ter havido um retrocesso dos judeus no trato com as mulheres em relação ao Israel primitivo. Logo, Eclesiastes e outros livros apócrifos ou deuterocanônicos do período intertestamentário retratam um aumento do machismo que tinha se tornado bem comum nos tempos de Jesus.

Para finalizar, gostaria de dizer que os livros da Bíblia católica, os quais não foram escritos pelos católicos e sim pelos judeus, podem e devem ser lidos e estudados pelos crentes (eu mesmo tenho um exemplar da Bíblia de Jerusalém da editora Paulus). Só que aí temos que nos lembrar daquilo que o apóstolo Paulo recomendou: "julgai todas as coisas, e retende o que é bom" (1 Tessalonicenses 5.21; ARA)