quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Que pode fazer o justo pela igreja brasileira?


Amados irmãos, todos que acompanham os artigos e mensagens que insiro neste blog, bem como lêem os meus livros e artigos, publicados pela CPAD, sabem da minha preocupação quanto aos desvios do verdadeiro evangelho. Não escrevo sobre determinados modismos e heresias verificados “entre nós” (At 20.30; 2 Pe 2.1) por prazer. O problema é que, nesses últimos dias, muitos crentes desavisados estão seguindo a enganadores. E cabe a mim defender a verdade e alertar o povo de Deus (Mt 7.15-23; Ez 33.8; Jo 7.24; 1 Pe 4.17).

Um versículo que tem me levado a refletir muito é Salmos 11.3: “Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” O que representam os fundamentos? As inegociáveis doutrinas e verdades da Palavra de Deus. E hoje muitos estão abrindo mão delas ou pregando-as de maneira diferente. Mas observe a pergunta do salmista: “... que pode fazer o justo?”

Como justos — não de nascimento, mas justificados pelo Senhor (Rm 5.1) —, não devemos ficar “olhando a banda passar”. O justo pode fazer muita coisa! Pode orar, pois a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16). Oremos pela igreja brasileira.

Oremos pelos líderes, pregadores, ensinadores e cantores, a fim de que não mercadejem o evangelho (2 Co 2.17). Infelizmente, vemos na mídia homens que já foram considerados expoentes da sã doutrina mercadejando a Palavra. Antes, opunham-se à falaciosa teologia da prosperidade e aos desvios na área da batalha espiritual, mas agora tornaram-se os principais defensores dessas e de outras doutrinas falsificadas. Os fundamentos se transtornam. Que pode fazer o justo? Orar (At 4.29-31; Ef 6.18,19).

Mas não apenas oremos. Preguemos a verdade, ainda que os enganadores — que querem permanecer no erro — fiquem furiosos. Graças a Deus, há ensinadores, pregadores e líderes que, ao serem alertados sobre seus desvios, à luz da Palavra de Deus, refletem e tomam uma posição ao lado da Bíblia. Por outro lado, há os que se enfurecem, ameaçam, dizem que vão processar, desafiam, chamam para a briga... São esses homens de Deus? Os fundamentos se transtornam. Que podemos fazer? Pregar a verdade, assim como fizeram Ezequiel e Estêvão, não temendo nada (Ez 2; At 7).

A Palavra de Deus diz: “Conjuro-te... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo...” (2 Tm 4.1-5). Que pode fazer o justo ante o abalo dos fundamentos? Ser sóbrio em tudo e pregar a verdade, sempre.

Vemos na mídia homens que já defenderam a verdade com intrepidez, verdadeiros profetas do Altíssimo, os quais outrora se levantavam contra movimentos que torcem o evangelho, como o falacioso movimento G-12 — que envolve práticas antibíblicas como regressão psicológica, “liberação de perdão”, inclusive a Deus, maldição hereditária, teologia da prosperidade, hipnose disfarçada, etc. —, agora defendendo-os e associando-se a eles por puro interesse comercial (2 Pe 2.3; 1 Tm 6.9,10; Ef 5.5). Não bastasse isso, usam o tom ameaçador como arma. Se esses não se arrependerem, de nada adiantarão as suas evasivas naquele grande Dia, ante o Justo Juiz (Mt 7.21-23; 2 Pe 2.1-3,20-22)!

Que podemos fazer como justos? Orar e falar a verdade, sempre!

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Em defesa da Assembleia de Deus


Não sou assembleiólatra. Nunca ignorei os problemas ligados à denominação Assembleia de Deus. Recentemente, por exemplo, posicionei-me contra o envolvimento do líder de uma das importantes convenções assembleianas com o moonismo. Outra prova de que não me apego de modo idolátrico à denominação à qual pertenço é o fato de reconhecer o lado bom das outras denominações, como fiz, há pouco tempo, ao elogiar a Igreja Presbiteriana do Brasil por sua posição contrária às seitas neopentecostais.

Por outro lado, sou cristão, pentecostal e assembleiano. E, nesse caso, não posso concordar com movimentos antipentecostais e antiassembleianos, que, a cada dia, ganham novos adeptos. Por que não concordo com o antiassembleianismo, especificamente? Por ser assembleiano? Prioritariamente, não. Em João 7.24, o Senhor Jesus asseverou: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. E muitos oponentes da aludida denominação histórica estão sendo injustos em sua criticidade extremada.

Julgar segundo a reta justiça não é: generalizar, tomando a parte pelo todo; julgar sem conhecer a estrutura de uma denominação; confundir fatos com boatos, principalmente quando se trata de denúncias ligadas a candidatos A e B; basear-se em simbologia forçada para acusar denominações de envolvimento com sociedades secretas; ignorar a história; não reconhecer o lado bom de uma instituição, principalmente quando este é muito superior a fatos negativos isolados.

Vejo na Internet blogs e vídeos no YouTube antiassembleianos, bem como recebo e-mails contendo acusações à Assembleia de Deus, de modo genérico. Mas a culpada pelos despropósitos mencionados pelos acusadores é a denominação histórica em apreço ou os pretensos pastores que não fazem jus ao título ministerial que receberam, visto que apresentam condutas e posturas antiassembleianas e até anticristãs?

Ora, Assembleia de Deus é um título, uma denominação, que sofre na mão de muitos enganadores, assim como o título Igreja Batista também tem sido usado de modo inconveniente por muitos. Um dia desses, por exemplo, eu deparei com uma igreja chamada Igreja Batista Ministério Deus É Pentecostal. Seria justo se eu verberasse contra a Igreja Batista, de modo geral, por causa do que vi? Claro que não! Além de generalizar, eu estaria mostrando que desconheço o fato de essa histórica denominação ter se dividido e se subdividido, ao longo dos anos.

É evidente que esse argumento não se aplica a todas as denominações. A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, é única em qualquer lugar e segue a mesma cabeça, sempre. Não há várias Universais dentro da Universal. Entretanto, no caso da Assembleia de Deus e da Igreja Batista, duas denominações que tomei como exemplo no parágrafo anterior, existem várias Assembleias e Batistas espalhadas pelo mundo que não fazem jus ao perfil de suas denominações históricas.

Assim como a Igreja Batista, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Quadrangular, etc. devem ser respeitadas como denominações históricas, a Assembleia de Deus também merece todo o respeito. É preciso priorizar, nas críticas, a parte envolvida, e não o todo.

Quem conhece a complexa estrutura da Assembleia de Deus sabe que, hodiernamente, a CGADB e a convenção também nacional da CONAMAD são instituições com lideranças e projetos distintos, por exemplo. No caso da CGADB, especificamente, a maioria dos Estados brasileiros possui, no mínimo, uma convenção de ministros ligada à Convenção Geral. E cada uma das convenções estaduais são, em certo sentido, independentes, assim como os ministérios associados a elas...

Por graça de Deus, eu viajo bastante para ministrar a Palavra do Senhor e tenho conhecido a Assembleia de Deus de modo abrangente, em todo o Brasil e fora dele. E posso afirmar, de modo peremptório, que essa denominação possui em suas fileiras valorosos homens de Deus em todas as convenções (CGADB, CONAMAD, etc.) e ministérios.

Sou até capaz de citar nomes, de memória, de alguns referenciais da Assembleia de Deus, sem levar em conta convenções nacionais, estaduais, ministérios, campos, setores, por região, em ordem alfabética, de Norte (onde ela começou, no Brasil) a Sul.

No Norte: Baltazar Cardoso, Edson Alves da Silva, Gedeão Grangeiro, Gilberto Marques, João Feitosa, Joel Holder, Nelson Luchtemberg, Océlio Nauar, Samuel Câmara, etc.

No Nordeste: Aílton José Alves, Elinaldo Renovato de Lima, Erivelto Gonçalves, Joeser Santana, José Antonio dos Santos, José Apolônio, José Gonçalves, José Guimarães Coutinho, José Teixeira Rêgo Neto, Josué Brandão, Martim Alves da Silva, Nestor Mesquita, Ozires Pessoa, Pedro Aldi Damasceno, Raimundo João de Santana, Raul Cavalcante, Roberto dos Santos, Virgílio de Carvalho Neto, etc.

No Centro-Oeste: Adejair Macedo, Antonio Dionízio da Silva, David Tavares Duarte, Elienai Cabral, Josualdo Mendes Dreger, Odilon Xavier, Orcival Xavier, Sebastião Rodrigues de Souza, Sóstenes Apolos da Silva, etc.

No Sudeste: Alcides Favaro, Alexandre Sá, Álvaro Além Sanches, Anselmo Silvestre, Antonio Gilberto, Antonio Santana, Carlos Roberto da Silva, Celso Brasil, Doronel Camilo, Esequias Soares, Francisco José da Silva, Jayjairo Castelo, Joedson Costa Dias, José Carlos Padilha, José dos Santos, José Prado Veiga, José Wellington Bezerra da Costa, José Wellington Costa Júnior, Josué de Campos, Kemuel Sotero, Lauri Villas Boas, Marinaldo Rodrigues, Moisés Rodrigues, Nataniron Cunha, Oscar Domingos de Moura, Salatiel de Carvalho, Samuel Rodrigues, Severino Pedro da Silva, Tarcísio de Abreu, Temóteo Ramos de Oliveira, etc.

No Sul: Arcelino Victor de Melo, Argemiro da Silva, Cesino Bernardino, Daniel Acioli, Edimundo de Souza, Eliezer de Moraes, Ezequiel Montanha, Geraldino da Silva, João Ceno, José Alves da Silva, José Anunciação dos Santos, José Pimentel de Carvalho, José Polini, Juvenil dos Santos Pereira, Ubiratan Batista Job, Wagner Tadeu dos Santos Gaby, etc.

Se eu deixei de citar nomes de eminentes pastores que fazem parte da Assembleia de Deus foi por puro esquecimento, haja vista ter mencionado todos eles de memória, praticamente. Mas o que desejo dizer é que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus é muito maior que pastores (ou grupos de pastores) que se desviaram da verdade por amor ao dinheiro (2 Pe 2.1-3; 2 Co 2.17) e outros interesses. Ela é muito maior que disputas políticas e desavenças pessoais.

Diante do exposto, não considero justo denegrir denominações históricas, reconhecidamente compromissadas com o Evangelho, por causa de acontecimentos isolados recentes. Na verdade, se essa criticidade generalizante fosse justa perante Deus, nenhuma denominação histórica escaparia. Todas elas, sem exceção, em algum momento, tiveram em suas fileiras pessoas mal-intencionadas que promoveram escândalos. Penso que a crítica relevante e proveitosa é a que é feita segundo a reta justiça, levando-se em consideração todas as exceções possíveis.

De um assembleiano que ama a Assembleia de Deus, mas adora o Deus da Assembleia,

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 26 de setembro de 2010

Assembleiano que se preza não aceita alianças “moondanas”


Como assembleiano que respeita o perfil original da quase-centenária Igreja Evangélica Assembleia de Deus, desejo me posicionar em relação às alianças que o “reverendo” coreano Sun Myung Moon tem firmado com um determinado segmento da Assembleia de Deus (Assembleia de Deus?) brasileira.

A bem da verdade, essas alianças “moondanas” envolvem apenas um segmento das Assembleias de Deus, e não um ministério ou uma convenção, em sua totalidade. NÃO CONVÉM GENERALIZAR. Mas o fato é que tais alianças não podem ser negadas ou ignoradas. Elas são públicas e notórias, a ponto de haver uma infinidade de vídeos no YouTube, os quais apresentam fotos e filmagens inquestionáveis. Em uma delas, um líder do moonismo, dando gargalhadas, afirma: “Nós pegamos um peixe grande” — referindo-se a um conhecido deputado federal e líder assembleiano (assembleiano?). — “O peixe grande que nós pegamos é capaz de nos ajudar a mobilizar toda a nação”.

Não é a primeira vez que um líder evangélico, por falta de conhecimento, se envolve com o mencionado “reverendo”, ignorando que ele se considera o novo Messias. Lembro-me de um grande evento “moondano”, no Uruguai, que teve a participação de pastores de várias igrejas evangélicas, na década de 1990. Mas, será que no caso em apreço os “assembleianos” envolvidos estão sendo ingênuos?

Segundo o “reverendo” Moon, o derramamento do precioso sangue de Jesus não foi suficiente para a remissão dos nossos pecados. E, por isso, ele (Moon) veio ao mundo para concluir a obra que o Senhor não conseguiu realizar — que blasfêmia!

A despeito de a Assembleia de Deus, ao longo de sua história, ter se dividido e se subdividido, ainda há líderes, de todos os ministérios e convenções, que não se prostraram diante de “Baal”. Eles não dormem, pois sabem que, “dormindo os homens, veio o inimigo, e semeou o joio no meio do trigo” (Mt 13.25). E eles sabem que o Senhor não aprova o jugo desigual com os infiéis. A sua Palavra não abona essa comunhão ecumênica entre assembleianos e adeptos do moonismo.

Parafraseando 2 Coríntios 6.14-18, pergunto: Que sociedade tem o cristianismo com o budismo e as seitas orientais? Que comunhão têm as igrejas evangélicas com a “moondana” Igreja da Unificação? Que concórdia há entre a Assembleia de Deus e o moonismo, uma seita antibíblica? Que parte tem a liderança assembleiana com os adeptos do “reverendo” Moon? E que consenso tem o verdadeiro Evangelho com as heresias de perdição propaladas pelo aludido heresiarca pseudoprofeta e anticristão?

Destarte, eu, Ciro Sanches Zibordi, pastor da Assembleia de Deus, membro da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), reprovo, repudio, abomino todas e quaisquer alianças “moondanas”. E assevero, com total convicção (por conhecer bem a igreja à qual pertenço), que a minha posição é também a dos verdadeiros assembleianos, de todos os ministérios e convenções. Não odiamos o “reverendo” Moon. Entretanto, não podemos ter comunhão com alguém que — de modo blasfemo —, além de se considerar o Messias, desdenha do sangue derramado pelo Cordeiro de Deus, considerando-o insuficiente para nos purificar de todo o pecado (1 Jo 1.7; 1 Pe 1.18,19).

Em tempo: A OPINIÃO OU CONDUTA DE UM GRUPO DE PASTORES OU DE UM “BISPO”, OS QUAIS SE DIZEM ASSEMBLEIANOS, NÃO REPRESENTAM O POSICIONAMENTO OFICIAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL NEM DE UMA CONVENÇÃO COMO UM TODO. Estas são formadas por vários ministérios e convenções, a maioria dos quais prezam a sã doutrina e os bons costumes.

Com temor e tremor,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Escatologia aterrorizante tem um grande aliado


Mahmoud Ahmadinejad, à semelhança dos teólogos do terror, atribuiu os atentados de 11 de setembro de 2001 a uma conspiração “orquestrada” por Estados Unidos e Israel. Ele expôs a sua opinião conspiracionista em um discurso oficial, na última quinta-feira, na sede da ONU, em Nova York, e afirmou que é preciso investigar a fundo os atentados ao World Trade Center. Será que o presidente do Irã assistiu aos DVDs sobre a Illuminati?

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Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Entrevista ao jornal The Christian Post

Desde pregações em massa até os ringues de vale-tudo, pastores e Igrejas têm criado diferentes métodos de evangelimo em todo o mundo. Alguns pastores e grandes evangelistas, como Luis Palau e Billy Graham têm colocado em dúvida sobre se os resultandos são bons para a formação da fé do recém-convertido ao Cristianismo. No Brasil, país onde os evangélicos constituem o grupo de maior crescimento anual (segundo o IBGE), alguns métodos evangelísticos têm chamado atenção por utilizarem meios contextualizados ao ambiente secular.

Em entrevista concedida ao
The Christian Post, o Pastor Ciro Sanches Zibordi comenta sobre o evangelismo e os métodos evangelísticos utilizados pelas Igrejas no Brasil.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Falta indignação a alguns apologistas


O editorial desta semana da revista Veja gira em torno da falta de indignação quanto ao escândalo ligado a Eunice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil. O editor da aludida revista sugere que sob Lula os valores morais da sociedade brasileira foram aos poucos sendo anestesiados. E afirma: “Passa da hora de o tecido ainda sadio da sociedade brasileira demonstrar de forma organizada e sustentada maior indignação diante desses descalabros — antes que seja tarde demais”.

Fazendo um paralelo, parece que estamos anestesiados e também não nos indignamos com os descalabros comprovados que ora ocorrem entre os líderes que se dizem evangélicos. Não falo de suspeições ou informações duvidosas a respeito de pastores e/ou convenções. Nunca priorizei essas questões político-eclesiásticas, que sempre apresentam dois lados.

Sei que já decepcionei alguns apologistas por não ter participado de alguns movimentos que favoreciam politicamente a um grupo, em detrimento de outro. Líderes e instituições são imperfeitos e falham. E, por isso, eu gosto de fazer uma distinção entre os líderes/instituições que erram por serem imperfeitos e os que erram porque estão de fato com segundas intenções, os quais já demonstraram, claramente, esses maus intentos.

Curiosamente, alguns dos apologistas que se voltam ferrenhamente contra certas atitudes de líderes evangélicos na esfera político-eclesiástica, levantando questiúnculas que a nada levam — por antipatia, mágoa ou desavenças recentes, palpito —, não demonstram a mesma indignação quanto a questões mais relevantes, como o fato de um líder pretensamente evangélico posicionar-se abertamente a favor do aborto! Será que um líder evangélico (evangélico?) influente pode cometer iniquidade maior do que afirmar, com soberba, que o assassinato de uma criança no ventre materno (independentemente da fase em que ela esteja) não faz a menor diferença?!

Muita gente costuma entrar no meu blog e inserir comentários pelos quais fazem cobrança quanto ao que eu escrevo. Dizem que os apologistas fulano e beltrano estão escrevendo sobre isto e aquilo, denunciando este e aquele pastor, e que eu tenho me omitido... Bem, agora é a minha vez de fazer uma cobrança: Onde está a indignação de todos os apologistas, sem exceção, quanto ao posicionamento hitlerista pró-aborto do senhor Edir Macedo?

Cada um tem as suas prioridades, mas, a meu ver, nenhum apologista deveria se calar ante o conteúdo nefando do vídeo abaixo.



Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nunca acredite em um ensinador que nega que a Bíblia é a Palavra de Deus! (3)


O link abaixo direciona o internauta para um vídeo (que não foi preparado por mim) que fala por si mesmo, dispensando comentários.

Você verá que, se alguém envereda pelo caminho do erro e não se arrepende, a tendência é sempre piorar. O ensinador de “verdades ocultas” e autor da série Prepare-se, que já afirmou, em um de seus vídeos, que a Bíblia é a Palavra de Deus — talvez por conveniência —, assevera agora que até a divisão entre Antigo e Novo Testamentos depõe contra a Bíblia.

E ele continua a dizer, de modo peremptório, que a Bíblia não é a Palavra de Deus..

Assista ao vídeo >>

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Nunca acredite em um ensinador que nega que a Bíblia é a Palavra de Deus! (2)


Como diz a Bíblia, a Palavra de Deus — também conhecida como as Escrituras —, existem muitos falsificadores da Palavra (2 Co 2.17). E eu venho escrevendo, há algum tempo, a respeito de um certo propagador de “verdades ocultas” (assista ao vídeo na postagem anterior a esta), o qual, através de DVDs, vídeos na Internet e palestras em hotéis, espalha invencionices, teorias da conspiração, notícias paranoicas, aterrorizantes, inverossímeis, além de ideologias anticristãs e antibíblicas.

Uma das grandes falácias que o tal propagador de “verdades ocultas” vem divulgando, especialmente pela Internet, é a de que a Bíblia não é a Palavra de Deus. Diz ele que as Escrituras não são a Bíblia. Esta seria uma invenção dos papas, que teriam inserido no Livro Santo livros não inspirados por Deus. Além disso, afirma ele que os cristãos que portam a Bíblia e dizem que ela é a Palavra de Deus são bibliólatras.

Para início de conversa, nenhum cristão que preza a Palavra de Deus cultua o Livro. Pelo contrário, este se desgasta, de tanto que é manuseado. Se o idolatrássemos, o colocaríamos em um altar, sobre uma almofada, dentro de uma caixa de vidro, e nos prostraríamos diante dele. Respeitá-lo como Palavra de Deus é uma demonstração de que adoramos o Deus da Palavra.

O termo grego biblia significa livros. Ele entrou para as línguas modernas por intermédio do francês, passando primeiro pelo latim, tendo a sua origem no grego biblos. Originalmente, esse vocábulo aludia à casca de um papiro do século XI a.C. Os gregos chamavam os rolos de biblia (plural de biblos), nos quais escreviam as suas obras, numa clara referência ao centro produtor desse material — a cidade de Biblos, localizada na costa mediterrânea ocupada hoje pelo Líbano.

Bíblia, de maneira geral, designa livros, não necessariamente os livros das Escrituras. Por isso, eu prefiro o termo biblicocêntrico a bibliocêntrico. Considero o primeiro mais específico, enquanto o segundo sugere centralidade nos livros, assim como bibliófilo e biblioteca estão associados a livros, e não à Bíblia, especificamente.

No século II d.C., os cristãos passaram a usar a palavra em apreço para designar os escritos sagrados, isto é, as Escrituras. Atribui-se a João Crisóstomo o emprego do vocábulo Bíblia (hoje usado com bê [B] maiúsculo) para se referir à Palavra de Deus, mas ele foi apenas o cristão mais famoso que o utilizou. Para os primeiros cristãos, as Escrituras abarcavam tanto os livros do Antigo Testamento como os Evangelhos e Epístolas lidos perante todos, em suas reuniões. Além das informações históricas que comprovam isso, o apóstolo Pedro referiu-se aos escritos de Paulo como Escrituras, ao lado das Escrituras veterotestamentárias (2 Pe 3.16).

A palavra Bíblia foi propagada no Ocidente por Jerônimo (tradutor da Vulgata), o qual, costumeiramente, chamava o Sagrado Livro de Biblioteca Divina. Desde Crisóstomo e Jerônimo, os livros do Antigo e do Novo Testamentos passaram a ser universalmente conhecidos como a Bíblia. Mas, desde o século II, este termo — antes de Constantino romanizar o cristianismo, no século IV d.C. —, já aludia aos 66 livros inspirados por Deus.

Todos os livros da Bíblia foram inspirados pelo Espírito. Mas houve um processo histórico para que os livros fossem reunidos e colocados em um só volume, chamado de cânon (“vara de medir”, em grego). Esse vocábulo se aplica aos livros rigorosamente de acordo com a “medida” e que têm o selo da inspiração divina. Quando a decisão foi tomada sobre quais livros deveriam ser considerados canônicos e reunidos num só volume, eles já eram tidos como integrantes da Palavra de Deus.

Não foi nenhum líder ou grupo religioso que resolveu fazer a seleção. Deus conferiu aos livros autoridade suficiente para serem declarados canônicos. O cânon do Antigo Testamento ficou completo em 445 a.C., e tudo nos leva a crer que Esdras, na qualidade de escriba e sacerdote, reuniu os rolos canônicos. Mas, que critérios foram usados para a seleção dos livros do Novo Testamento, haja vista existirem diversos livros tidos como inspirados à época?

Em primeiro lugar, a autoridade apostólica. Quando se tratava de um livro não escrito por um dos apóstolos nem sob a autoridade de um deles, verificava-se a aceitação do livro pela comunidade da Igreja e a sua conformação com os livros já aceitos como inspirados. É claro que os homens são falíveis e qualquer processo humano jamais estará isento de erros. Entretanto, no caso da Bíblia Sagrada, houve uma providência divina e uma operação especial do Espírito Santo, que protegeram o cânon de erros no processo de escolha.

O cânon neotestamentário foi concluído em cerca de 400 d.C., após vários concílios da Igreja, nos quais representantes examinaram os documentos amiúde. Não foi a incipiente Igreja Católica Romana que conduziu o processo de seleção dos 27 livros do Novo Testamento, a despeito de os romanistas asseverarem que ela foi fundada por Jesus Cristo e considerarem, equivocadamente, Pedro o seu primeiro papa. É um grande erro confundir o pseudocristianismo romanista e papal com o cristianismo histórico, fundado verdadeiramente pelo Senhor, após a sua ressurreição (Mt 16.18; At 1.1-11).

Portanto, depois de tantos anos de História da Igreja, alguém querer sugerir que Bíblia e Escrituras são duas coisas diferentes, com a intenção de confundir o povo de Deus, é um despropósito. Tal atitude é esperada dos ateus, dos agnósticos, e não de alguém que se diz cristão e propagador da sã doutrina. Não aceite as invencionices de vendedores de DVDs e palestrantes de hotéis que querem “reinventar a roda”.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nunca acredite em um ensinador que nega que a Bíblia é a Palavra de Deus! (1)

Não acredite nas inverdades apresentadas no vídeo abaixo. A BÍBLIA É SIM A PALAVRA DE DEUS! Tudo o que nela está escrito foi divinamente inspirado, soprado (gr. theopneustos) por Deus (2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.20; Rm 15.4). Ela contém declarações de mentirosos, como as do próprio Diabo, mas a inspiração plenária recai no seu registro, e não no que foi dito.



1) Diferentemente do que disse teólogo (teólogo?) acima, o Senhor Jesus pregava e ensinava sempre segundo as Escrituras: “Errais não conhecendo as Escrituras” (Mt 22.29); “Eles têm [os livros de] Moisés e os profetas; ouçam-nos” (Lc 16.29, ARA); “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?” (Lc 24.32).

2) Os apóstolos e pregadores da igreja primitiva também pregavam segundo as Escrituras: “isto é o que foi dito pelo profeta Joel” (At 2.16); “Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta escritura, lhe anunciou a Jesus” (At 8.35); “Ora estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica... examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6, ARA); “primeiramente vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1 Co 15.3).

3) Pedro reconheceu que as Escrituras do Antigo Testamento e as Escrituras das Epístolas Paulinas eram a Palavra de Deus: “Falando disto, como em todas as epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2 Pe 3.16).

4) Com todo o respeito, um pregador ou ensinador verdadeiramente chamado por Deus não usa jogo de palavras para negar, de uma só vez, a canonicidade, a unidade, a autenticidade, a autoridade, a imparcialidade, a infalibilidade, a inerrância e a indestrutibilidade da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Ela é e sempre será a nossa fonte primária de autoridade, a nossa regra de fé, de prática e de viver.

5) A Palavra de Deus afirma, em 2 Coríntios 2.17, ARA: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17, ARA).
Infelizmente, há ensinadores fazendo negócio com palavras fingidas (2 Pe 2.3), os quais aterrorizam os servos de Deus através de DVDs em série, apresentando-lhes uma escatologia especulativa e fantasiosa sobre Illuminatis, Nova Ordem Mundial, caixões da FEMA, biochip e outras paranoias. Mas eles negam que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Portanto, não nos esqueçamos do texto profético de 2 Timóteo 4.3,4: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tenho comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade voltando às fábulas”.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Convite especial de Ciro Sanches Zibordi e da editora Candeia


Eu e a editora Candeia convidamos a todos os internautas, especialmente os residentes em São Paulo, a comparecerem ao lançamento oficial do livro Autoajuda ou Ajuda do Alto. Será uma oportunidade para nos conhecermos e glorificarmos a Deus juntos!

Conto com a sua presença!

Ciro Sanches Zibordi

Convite para o lançamento do livro "Autoajuda ou Ajuda do Alto"

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A prioridade da igreja nessas eleições presidenciais não é votar


Este texto complementa o artigo anterior, cujo título é “O voto é a principal arma dos evangélicos?” Mas não estou, com ele, estimulando os cristãos a não votarem. Todos os cidadãos devem votar, exercendo o seu direito de escolher os seus representantes. Não obstante, desejo reiterar que as armas da nossa milícia não são carnais (2 Co 10.4). A arma principal da igreja não é a militância política nem o voto.

Precisamos de evangélicos sérios, honestos, para nos representar no senado, na câmara federal, nos Estados, etc. Mas não é isso que vai deter a ação do Maligno. A nossa luta não é contra carne e sangue, e sim contra principados, potestades, hostes espirituais da maldade e príncipes das trevas deste século, nos lugares celestiais (Ef 6.11,12). E, para esse combate, temos armas adequadas (vv.13-18).

É claro que existem leis terríveis contra a igreja, a família, a vida, a liberdade de expressão, como muito bem nos tem alertado o lúcido e equilibrado pastor batista Paschoal Piragine (foto). Os líderes que demonstram preocupação quanto a isso estão cobertos de razão. Por outro lado, não podemos pensar que a solução de todos os nossos problemas está em não votarmos em um determinado partido político.

Como eu já declarei, nunca votei no PT e não votarei na senhora Dilma Rousseff. Conheço bem os seus ideais, que se contrapõem à Palavra de Deus. Por outro lado, o fato de Marina Silva ou José Serra vencerem as eleições presidenciais não será suficiente para impedir que as tais leis contrárias à família, à vida e à liberdade de expressão sejam aprovadas.

Marina Silva é evangélica e assembleiana. Mas, se eleita, terá de governar para todos, e não para os evangélicos. O mesmo se aplica a Serra, a despeito de não ser ele evangélico. Quanto à candidata Dilma, que deve vencer (talvez em primeiro turno), ela dará continuidade, pelo que tudo indica, à agenda de Lula, do PT e do liberalismo.

Os evangélicos não devem mesmo votar em candidatos ligados a partidos que, declaradamente, são favoráveis ao aborto e contrários a ideais que Deus, em sua Palavra, estabeleceu para a família. O candidato ou partido favorável ao aborto deve ser descartado de imediato, sem discussão. Isso, inclusive, deveria valer para um certo bispo evangélico (evangélico?), dono de uma rede de TV... Vejo cristãos afirmando: “Vamos boicotar a Globo”. Mas, o que dizer da emissora do tal bispo, o qual apoia de modo peremptório o aborto?

Penso que nós deveríamos estar, nesses dias tão difíceis, orando, jejuando pela nação, mas também apresentando a verdade do Evangelho, pregando contra o pecado. As armas da igreja são, prioritariamente, espirituais. Mas isso não nos impede de votar. Em candidatos evangélicos? Não, necessariamente.

É claro que, se houver gente nossa, irmãos compromissados com o Reino de Deus e preparados para o cargo almejado, devemos sim votar neles. Eu mesmo conheço irmãos em Cristo que merecem o meu voto, por serem capazes e terem um bom testemunho. Contudo, há também os oportunistas, movidos por intere$$e$ outro$, os quais se valem da ingenuidade do povo evangélico para se elegerem.

O Reino de Cristo não é deste mundo; não é político (Jo 18.36). Muitos evangélicos querem dominar o mundo, dominar o Brasil politicamente. Quando lemos Atos dos Apóstolos, vemos que nem a igreja primitiva conseguiu isso! Ela foi uma igreja vigorosa, seus líderes caíam na graça do povo, influenciando positivamente governos e “sacudindo” o mundo. Mas ela foi perseguida. Por quê? Porque não se omitiu. Ela pregou um Evangelho cristocêntrico, confrontador, e não esse evangelho do entretenimento, contextualizado, agradável, antropocêntrico, que a igreja brasileira está pregando.

Estamos com medo de perder a liberdade, apavorados com a possibilidade de sermos perseguidos... Então, a solução é votar contra os inimigos. Certo? Errado! Primeiro, a igreja não deveria estar com medo. Ela deveria fazer a sua parte, usando as armas da sua milícia, que são poderosas em Deus (2 Co 10.4,5; Lc 10.19). A igreja primitiva, ao ser perseguida, orou a Deus — orou, mesmo! —, e os crentes foram cheios do Espírito e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus (At 4.29-31).

Em nossos dias, parece simplório, simplista, convidar os irmãos a orar. Contudo, em 1 Timóteo 2.1-3, temos a seguinte promessa, ligada à oração: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”.

Vote, meu irmão; exerça o seu direito como cidadão. Não vote em candidatos declaradamente contrários à vida, à família, à liberdade de expressão. Mas lembre-se de que você tem armas muito mais poderosas do que o voto. Você é diferente das pessoas do mundo. Há um tesouro dentro do seu coração (2 Co 4.7; Jo 14.23), bem como uma espada do Espírito, em uma de suas mãos, e um escudo da fé, na outra (Ef 6.16,17).

Caro pastor, não seja frouxo no dia da angústia (Pv 24.10). Fortaleça-se no Senhor (Ef 6.10). Você tem um cinto da verdade devidamente afivelado, o qual segura bem a espada do Espírito (a Palavra de Deus). Além disso, tem uma couraça da justiça, está calçado com a preparação do Evangelho e possui um capacete da salvação na sua cabeça (vv.14-17).

Meus queridos irmãos, ante as ameaças contra a igreja que estão sendo divulgadas na Internet, não nos esqueçamos de orar em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito (Ef 6.18), para que possamos “estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (v.11).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Convite especial da AD Alvorada-RS

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O voto é a principal arma dos evangélicos?

Na minha adolescência, eu priorizava coisas efêmeras. Torcedor fanático do Palmeiras — torcedor mesmo, daquele tipo que ficava uma semana triste, cabisbaixo, caso o time do coração perdesse —, lembro-me de uma vitória épica do Alviverde Imponente sobre o seu arquirrival. Joguei o rádio de pilha longe e saí pulando pelo quintal... Acabei enroscando o pescoço em um varal onde minha mãe estendera roupa e quase morri...

Se eu ainda fosse fanático pelo verde-que-te-quero-verde, meu voto, sem dúvidas, seria do candidato palmeirense José Serra ou da candidata do Partido Verde Marina Silva. Eu jamais votaria em uma candidata apoiada pelo corintiano roxo Luiz Inácio Lula da Silva, que inclusive está apoiando a abertura da Copa de 2014 no novo estádio do seu time de coração, em São Paulo. Mas, hoje, penso de modo diferente, e a preferência clubística — que palavra horrível (!), porém muito usada pelos cronistas esportivos — me é irrelevante.

Por outro lado, minha esposa é funcionária pública, e o governo Lula tem sido generoso com os servidores. Caso eu pensasse de modo egoísta, sem dúvidas a minha candidata seria a senhora Dilma. Entretanto, como se sabe, os evangélicos estão unidos (?) para impedir que o dilmismo (ou o rousseffilismo) vença, principalmente em razão do seu liberalismo, uma das marcas do petismo e do lulismo.

Usando a linguagem futebolística, para os evangélicos a liberal Dilma Rousseff está “na marca do pênalti”, o sem graça José Serra está sendo “jogado para escanteio”, e a carismática — mas evangélica — Marina Silva “está subindo na tabela”, posto que sabe “fazer um bom meio de campo”. Ao que me parece, o marinismo (e não o pevismo) é mesmo o partido mais equilibrado, a despeito de ser também o que gera mais dúvidas, por causa da inexperiência.

Será que a pevista Marina Silva conseguirá fazer um bom governo estando em um partido de tão pouca representatividade? Estaria ela preparada para governar o Brasil? Daria ela continuidade aos bons projetos em andamento? Conseguiria ela montar uma boa equipe ministerial? Pelo que tudo indica, o dilmismo petista vencerá (não sei se em primeiro turno), seguido do serrismo peessedebista. Quanto ao marinismo, será bem votado, sobretudo pelos evangélicos.

NÃO VOTAREI EM DILMA ROUSSEFF.

NUNCA VOTEI NO PT, a despeito de reconhecer que o lulismo tem contribuído para o progresso do Brasil em algumas áreas. Considero a irmã Marina Silva uma pessoa íntegra, exemplar, bem intencionada, com um bom passado, etc. Mas não sou adepto do movimento “cristão vota em cristão”. Penso que precisamos escolher pessoas realmente habilitadas, capacitadas, para a função que desejam exercer. Nesse caso, estou mais propenso a votar no palmeirense...

Mas, será que a igreja deve mesmo se preocupar prioritariamente com o voto? Seria a eleição de um candidato mais decisiva do que a influência que a igreja pode exercer no mundo através da oração, da evangelização e do exemplo de uma vida santa? Sinceramente, estou incomodado ao ver inúmeros líderes evangélicos mais confiantes no voto do que nas verdadeiras armas à disposição da igreja.

É claro que, com o voto, podemos eleger pessoas do bem, compromissadas com a moralidade, a ética, a justiça, etc. Mas, o que a igreja tem de melhor para mudar o Brasil é o voto? Não! As nossas armas são a intercessão, a evangelização e o exemplo de uma vida santa.

Que tipo de exemplo têm dado os líderes evangélicos que acusam Dilma, Lula e o PT? Tem sido a igreja evangélica brasileira um referencial ético, moral e social? O Senhor Jesus disse que o seu Reino não é deste mundo (Jo 18.36). Como cidadãos, devemos votar. Mas a militância política não é a nossa tarefa prioritária.

Se todos os evangélicos votarem contra o PT, é possível que Dilma venha a perder a eleição presidencial. Por outro lado, se ela ganhar, mesmo com a oposição dos evangélicos, a situação poderá ficar pior para a igreja. Por quê? Porque teremos no governo brasileiro uma fera ferida.

Considero louváveis, até certo ponto, os movimentos para induzir os crentes a não votarem em candidatos contrários aos princípios bíblicos e favoráveis à imoralidade. Mas eu gostaria de ver líderes evangélicos estimulando o povo de Deus a orar mais pelas autoridades constituídas, obedecendo ao que está escrito em 1 Timóteo 2.1-3. Queria ver, também, líderes pregando o verdadeiro Evangelho, que confronta o pecado (aborto, homossexualismo, imoralidade, etc.), em vez de promoverem shows, que apenas agradam as multidões incautas.

Penso que a criticidade ácida contra o PT está sendo levada ao extremo por alguns líderes evangélicos, em detrimento da oração, da evangelização e do exemplo. Creio que é melhor orar mais, evangelizar mais, influenciar mais. E acusar menos. Não vejo no Novo Testamento uma igreja politizada. Vejo, antes, uma igreja cujos líderes afirmavam: “nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.4).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 11 de setembro de 2010

Atentado ao World Trade Center completa hoje 9 anos


O atentado ao World Trade Center será muito lembrado em todo o mundo, nessa semana. Isso porque, há nove anos, na manhã de 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas embarcaram em quatro voos domésticos na costa leste dos Estados Unidos para promoverem atentados contra edificações em Washington e Nova York.

Há alguns dias, tive o privilégio de visitar essas duas importantes cidades e conhecer o local onde estavam as Torres Gêmeas, em Nova York. Ali, onde existe também uma grande estação de metrô, estão sendo levantados outros edifícios, que serão mais imponentes que os anteriores.

As pesquisas que fiz in loco me fizeram acreditar ainda mais que, de fato, as Torres Gêmeas foram derrubadas por terroristas, ao contrário do que afirmam os conspiracionistas. Estes, adeptos da escatologia do terror, insistem em afirmar que o governo norte-americano as implodiu simplesmente para dizimar a população e satisfazer a Illuminati.

São, no mínimo, risíveis algumas argumentações que tenho ouvido a respeito da tal tragédia e fico espantado quando vejo pessoas esclarecidas acreditando nelas.
Segundo uma matéria sensacionalista contida em um DVD e em canais do YouTube, a prova de que o governo norte-americano — o “grande satã” — teria derrubado as torres, promovendo um mega-sacrifício, baseia-se no fato de que vários edifícios altos já haviam pegado fogo antes e não caíram. Por que as maciças estruturas do World Trade Center desabaram tão facilmente, com o “simples” impacto de aviões cheios de combustível?

A reportagem sensacionalista não leva em conta que os dezenove terroristas estavam preparados e minuciosamente informados a respeito da estrutura daqueles edifícios; eles sabiam exatamente como derrubá-los. Por isso, os aviões atingiram pontos específicos, fazendo com que a parte superior deles descesse sobre a inferior. Esta não suportou o peso (mais de cem mil toneladas) e implodiu. De acordo com especialistas, as torres suportariam, no máximo, o choque de um Boeing 727. E foram usados pelos terroristas aeronaves 757 e 767. Eles sabiam o que estavam fazendo.

Nessa minha recente visita a Nova York, estava acompanhado do meu amigo Nilton Didini Coelho, que é engenheiro civil. E ele confirmou o que já me dissera: “aqueles edifícios foram projetados para suportarem esforços físicos naturais: força do vento, chuvas, pequenos sismos, etc. Eles não estavam preparados para resistir a abalos mecânicos imprevisíveis. Os engenheiros do World Trade Center não tinham como prever que grandes aviões, cheios de combustível, poderiam se chocar com os edifícios exatamente naqueles andares”.

Perguntei ao engenheiro Didini: Será que o “simples” impacto de uma aeronave, em um dos andares, seria suficiente para derrubar toda aquela estrutura? E ele me respondeu que as colunas foram “empilhadas” de acordo como uma excentricidade que lhes dava estabilidade em conjunto com os ligamentos de cada pavimento. Ao serem atingidos, os pilares que se deslocaram do seu eixo fizeram com que os de cima viessem abaixo em pouco tempo.

Os teólogos do terror apreciam muito as teorias de conspirações ligadas aos Estados Unidos. Eles gostam de contrariar as versões oficiais, a fim de convencer a todos de que o governo norte-americano está a serviço dos “senhores do mundo”. Quando olhamos para a Bíblia, vemos que não cabe ao cristão esse tipo de julgamento calunioso (Mt 7.1,2).

Lembra-se da pergunta que fizeram a Jesus acerca da queda de uma torre em Siloé, a qual vitimou dezoito vidas? Qual foi a sua resposta? Ele não declarou quem era o culpado daquela tragédia, mas usou-a para advertir as pessoas de que elas precisavam se arrepender e buscar a Deus (Lc 13.2-5).


Não cabe a nós acusar os Estados Unidos de terem causado a implosão das Torres Gêmeas — primeiro, porque já está mais do que comprovado que elas caíram em decorrência dos aludidos atentados terroristas —, nem especular sobre pretensas interpretações proféticas que rodeiam a tal catástrofe. A nossa prioridade é pregar o Evangelho a todo o mundo (At 1.7,8), e não apontar os pecados da “grande nação pecadora”, acusando-a de ser títere ou subserviente de sociedades secretas.

Os teólogos do terror gostam de apontar os pecados norte-americanos. Mas, o que está escrito em 1 Coríntios 5.12,13? “Porque tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão d
e fora”. No tempo da lei mosaica, os profetas denunciavam os pecados de Israel e das nações vizinhas. Hoje, esse tipo de julgamento pertence ao Senhor, pois estamos no tempo da graça. Cabe a nós o julgamento dos nossos próprios pecados, o qual deve sempre começar “pela casa de Deus” (1 Pe 4.17; 1 Co 11.31,32).

Po
r que essa ânsia de provar a todos que os Estados Unidos são os causadores da catástrofe no World Trade Center? Uns dizem que a Illuminati e o Anticristo estão por trás de tudo; outros, que Deus castigou a “grande nação pecadora”; e outros, que Ele permitiu que aqueles ataques terroristas acontecessem para gerar um grande despertamento. Eu prefiro esta terceira opção.

Aquela tragédia, sem dúvidas, tocou a alma de muitos estadunidenses, especialmente os nova-iorquinos. A cidade famosa pela sua aparente frieza foi atingida em cheio, e uma profunda ferida foi aberta no coração coletivo. Muitas pessoas devem ter ponderado que podiam estar no lugar daquelas que saboreavam um delicioso Starbucks Coffee em um dos andares de uma das torres...

Jim Cymbala, pastor do Brooklyn Tabernacle, em Nova York, ao se referir aos dias que seguiram os atentados, afirmou: “A igreja estava repleta de gente, e, mesmo assim, o porteiro me disse que havia filas de pessoas que saíam da igreja. [...] Mais de seiscentas pessoas naquele domingo aceitaram o convite de entregar a vida ao Senhor em um ato de pura fé. [...] Ironicamente, o mal que o ódio cego e a violência suicida dos terroristas causou, Deus pode converter em bem e realizar uma grande colheita espiritual de almas. [...] não é hora de condenar e culpar. É hora de ter compaixão e, confiantes, renovar o testemunho em Jesus Cristo. Não é momento para ter medo ou fugir para algum lugar remoto e escondido” (A Graça de Deus no 11 de Setembro, Editora Vida, pp.17-25).

Não é tempo de aterrorizar o povo de Deus com especulações infundadas e inúteis. É momento de vigiar, orar e evangelizar o mundo (Mt 24.42-44; Mc 16.15).

Ciro Sanches Zibordi

Escatologia aterrorizante (10) — Quem derrubou o World Trade Center?


O atentado ao World Trade Center será muito lembrado em todo o mundo, nessa semana. Isso porque, há nove anos, na manhã de 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas embarcaram em quatro voos domésticos na costa leste dos Estados Unidos para promoverem atentados contra edificações em Washington e Nova York.

Há alguns dias, tive o privilégio de visitar essas duas importantes cidades e conhecer o local onde estavam as Torres Gêmeas, em Nova York. Ali, onde existe também uma grande estação de metrô, estão sendo levantados outros edifícios, que serão mais imponentes que os anteriores.

As pesquisas que fiz in loco me fizeram acreditar ainda mais que, de fato, as Torres Gêmeas foram derrubadas por terroristas, ao contrário do que afirmam os conspiracionistas. Estes, adeptos da escatologia do terror, insistem em afirmar que o governo norte-americano as implodiu simplesmente para dizimar a população e satisfazer a Illuminati.

São, no mínimo, risíveis algumas argumentações que tenho ouvido a respeito da tal tragédia e fico espantado quando vejo pessoas esclarecidas acreditando nelas.
Segundo uma matéria sensacionalista contida em um DVD e em canais do YouTube, a prova de que o governo norte-americano — o “grande satã” — teria derrubado as torres, promovendo um mega-sacrifício, baseia-se no fato de que vários edifícios altos já haviam pegado fogo antes e não caíram. Por que as maciças estruturas do World Trade Center desabaram tão facilmente, com o “simples” impacto de aviões cheios de combustível?

A reportagem sensacionalista não leva em conta que os dezenove terroristas estavam preparados e minuciosamente informados a respeito da estrutura daqueles edifícios; eles sabiam exatamente como derrubá-los. Por isso, os aviões atingiram pontos específicos, fazendo com que a parte superior deles descesse sobre a inferior. Esta não suportou o peso (mais de cem mil toneladas) e implodiu. De acordo com especialistas, as torres suportariam, no máximo, o choque de um Boeing 727. E foram usados pelos terroristas aeronaves 757 e 767. Eles sabiam o que estavam fazendo.

Nessa minha recente visita a Nova York, estava acompanhado do meu amigo Nilton Didini Coelho, que é engenheiro civil. E ele confirmou o que já me dissera: “aqueles edifícios foram projetados para suportarem esforços físicos naturais: força do vento, chuvas, pequenos sismos, etc. Eles não estavam preparados para resistir a abalos mecânicos imprevisíveis. Os engenheiros do World Trade Center não tinham como prever que grandes aviões, cheios de combustível, poderiam se chocar com os edifícios exatamente naqueles andares”.

Perguntei ao engenheiro Didini: Será que o “simples” impacto de uma aeronave, em um dos andares, seria suficiente para derrubar toda aquela estrutura? E ele me respondeu que as colunas foram “empilhadas” de acordo como uma excentricidade que lhes dava estabilidade em conjunto com os ligamentos de cada pavimento. Ao serem atingidos, os pilares que se deslocaram do seu eixo fizeram com que os de cima viessem abaixo em pouco tempo.

Os teólogos do terror apreciam muito as teorias de conspirações ligadas aos Estados Unidos. Eles gostam de contrariar as versões oficiais, a fim de convencer a todos de que o governo norte-americano está a serviço dos “senhores do mundo”. Quando olhamos para a Bíblia, vemos que não cabe ao cristão esse tipo de julgamento calunioso (Mt 7.1,2).

Lembra-se da pergunta que fizeram a Jesus acerca da queda de uma torre em Siloé, a qual vitimou dezoito vidas? Qual foi a sua resposta? Ele não declarou quem era o culpado daquela tragédia, mas usou-a para advertir as pessoas de que elas precisavam se arrepender e buscar a Deus (Lc 13.2-5).


Não cabe a nós acusar os Estados Unidos de terem causado a implosão das Torres Gêmeas — primeiro, porque já está mais do que comprovado que elas caíram em decorrência dos aludidos atentados terroristas —, nem especular sobre pretensas interpretações proféticas que rodeiam a tal catástrofe. A nossa prioridade é pregar o Evangelho a todo o mundo (At 1.7,8), e não apontar os pecados da “grande nação pecadora”, acusando-a de ser títere ou subserviente de sociedades secretas.

Os teólogos do terror gostam de apontar os pecados norte-americanos. Mas, o que está escrito em 1 Coríntios 5.12,13? “Porque tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão d
e fora”. No tempo da lei mosaica, os profetas denunciavam os pecados de Israel e das nações vizinhas. Hoje, esse tipo de julgamento pertence ao Senhor, pois estamos no tempo da graça. Cabe a nós o julgamento dos nossos próprios pecados, o qual deve sempre começar “pela casa de Deus” (1 Pe 4.17; 1 Co 11.31,32).

Po
r que essa ânsia de provar a todos que os Estados Unidos são os causadores da catástrofe no World Trade Center? Uns dizem que a Illuminati e o Anticristo estão por trás de tudo; outros, que Deus castigou a “grande nação pecadora”; e outros, que Ele permitiu que aqueles ataques terroristas acontecessem para gerar um grande despertamento. Eu prefiro esta terceira opção.

Aquela tragédia, sem dúvidas, tocou a alma de muitos estadunidenses, especialmente os nova-iorquinos. A cidade famosa pela sua aparente frieza foi atingida em cheio, e uma profunda ferida foi aberta no coração coletivo. Muitas pessoas devem ter ponderado que podiam estar no lugar daquelas que saboreavam um delicioso Starbucks Coffee em um dos andares de uma das torres...

Jim Cymbala, pastor do Brooklyn Tabernacle, em Nova York, ao se referir aos dias que seguiram os atentados, afirmou: “A igreja estava repleta de gente, e, mesmo assim, o porteiro me disse que havia filas de pessoas que saíam da igreja. [...] Mais de seiscentas pessoas naquele domingo aceitaram o convite de entregar a vida ao Senhor em um ato de pura fé. [...] Ironicamente, o mal que o ódio cego e a violência suicida dos terroristas causou, Deus pode converter em bem e realizar uma grande colheita espiritual de almas. [...] não é hora de condenar e culpar. É hora de ter compaixão e, confiantes, renovar o testemunho em Jesus Cristo. Não é momento para ter medo ou fugir para algum lugar remoto e escondido” (A Graça de Deus no 11 de Setembro, Editora Vida, pp.17-25).

Não é tempo de aterrorizar o povo de Deus com especulações infundadas e inúteis. É momento de vigiar, orar e evangelizar o mundo (Mt 24.42-44; Mc 16.15).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Cuidado! Você também pode ser um maçom...

Como já tenho dito, há vídeos sendo espalhados pelo Brasil, principalmente mediante pirataria, nos quais se menciona um plano maçônico de criar um governo mundial, único, com a participação de pastores evangélicos. Seriam essas acusações verdadeiras ou meras teorias da conspiração? O que existe de verdade e mito em tudo isso?

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Ciro Sanches Zibordi

sábado, 4 de setembro de 2010

Comprovado: o homem foi à Lua

Estamos em 2010 e, por incrível que pareça, ainda há pessoas com dúvidas a respeito da visita do homem à Lua. Isso porque muitos formadores de opinião se contrapõem à histórica viagem espacial de 1969, realizada pelos astronautas da Apolo 11: Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins. Mas é importante observar que os principais interessados no assunto, os russos, nunca contestaram o feito norte-americano.

Uma das argumentações mais usadas pelos conspiracionistas, como o escritor Bill Kaysing, o qual trabalhou em uma empresa que prestou serviços à NASA por ocasião do Projeto Apollo, é a respeito da bandeira fincada na Lua. Como ela poderia estar esticada ou tremulando se ali não havia condições atmosféricas para isso ocorrer?

Tive o privilégio de visitar, há alguns dias — juntamente com o querido pastor José Lopes, da Assembleia de Deus em Newark, NJ, Estados Unidos, sua amada esposa, irmã Nerlei, e o maestro Nilton Didini Coelho —, o Museu da Aeronáutica e do Espaço, em Washington, D.C. Quem visita esse museu se convence, de uma vez por todas, de que o homem foi mesmo à Lua, pois ali estão as provas incontestáveis do feito, as quais eu pude ver e fotografar.

Como se vê na foto acima, os astronautas norte-americanos, sabendo das condições da Lua, usaram uma bandeira com duas hastes: uma vertical e outra horizontal. Não faria sentido fincar no solo lunar uma bandeira com uma única haste vertical, posto que ela precisaria estar esticada, visível. O emprego da haste horizontal faz-nos ter a impressão de que a bandeira estava tremulando ao vento.

Portanto, acredite: o homem foi à Lua.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Há 17 anos, meu primeiro texto publicado

Há 17 anos eu escrevo artigos, para a glória de Deus! Colaboro com a CPAD desde outubro de 1993, quando foi publicado, no Mensageiro da Paz, o texto “Adestrando pescadores de homens”, o primeiro artigo que escrevi. Mas o primeiro artigo publicado, de minha autoria, foi “Arrebatamento da Igreja”, em setembro de 1993, no jornal Mensageiro da Última Hora, órgão oficial da Assembléia de Deus do Mato Grosso, liderada pelo estimado pastor Sebastião Rodrigues de Souza.

O artigo foi publicado em duas partes, uma em setembro de 1993, e a outra, em novembro daquele ano. Transcrevo abaixo a primeira, sem nenhuma revisão, a fim de que os meus leitores confiram se eu melhorei ou piorei... Risos. O mais curioso é que eu, um paulistano, tive o meu primeiro artigo publicado em Cuiabá, Mato Grosso, atendendo, na época, ao evangelista Valdenor Assis de Oliveira, diretor do jornal. Isso é uma das muitas provas de como Deus dirige a nossa vida.

O ARREBATAMENTO DA IGREJA

Todos os cristãos sinceros aguardam ansiosamente a segunda vinda de Cristo. Ele veio a primeira vez, há quase dois mil anos e "... se fez carne, e habitou entre nós" (Jo 1.14). Mas agora Ele "... aparecerá segunda vez... aos que o aguardam para a salvação" (Hb 9.28).

Como Se Dará o Arrebatamento da Igreja?

1. As Duas Vindas de Cristo

Os crentes dos tempos do Antigo Testamento e os judeus, de uma forma geral, não entendiam que era necessário Cristo vir a primeira vez para resgatar a homem do domínio de Satanás, entregar a Sua vida pela humanidade, ressurgir dentre os mortos, fundar a Sua Igreja, subir aos céus triunfante e depois aparecer novamente para estabelecer o Seu Reino Milenar. Eles viam os dois adventos de Cristo de forma genérica: como se fossem um só.

No ano 698 a.C., aproximadamente, Isaías profetizou acerca do ministério terreno de Cristo (Is 61.1,2). Cerca de 730 anos mais tarde Jesus leu esta profecia em uma sinagoga: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor." Quando chegou a esta altura do texto, Jesus fechou o livro e começou a dizer: "Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (Lc 4.17-21).

Por que Jesus não continuou a leitura? Porque as linhas seguintes do texto tratavam do dia da vingança de Deus, que acontecerá por ocasião da segunda vinda de Jesus.

O profeta Zacarias também falou da vinda de Cristo sob um ponto de vista genérico: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. Destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o Eufrates até as extremidades da terra" (Zc 9.9,10).

Mais tarde, o versículo 9 cumpriu-se integralmente em Mateus 21.1-11, quando da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O versículo 10, porém, faz parte do Seu segundo advento e se dará no futuro, quando o Seu Reino se estenderá por toda a terra.

Muitas pessoas, quando lêem Mateus 11.1,2, questionam por que João Batista, um homem cheio do Espírito Santo (Lc 1.15) e que havia testificado acerca de Jesus (Jo 1.29-31), mandou perguntar a Ele era verdadeiramente o Cristo. Podemos notar que João também via a vinda de Cristo de forma genérica. Ele pensava que Cristo viria a este mundo já para estabelecer o Seu Reino.

Conhecendo a sinceridade de João, Jesus não o repreendeu. Antes, mandou dizer-lhe que "Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho" (Mt 11.5), para que João tivesse a certeza de que Jesus era o Cristo.

2. As Duas Etapas da Segunda Vinda de Cristo

Todos os cristãos sabem perfeitamente que Cristo virá pela segunda vez. Entretanto, alguns não entendem outro aspecto igualmente importante. À semelhança dos judeus, que viam (e vêem) a primeira vinda de Cristo como uma só, alguns cristãos hodiernos vêem a Sua segunda vinda sob o mesmo ponto de vista: acreditam que o Arrebatamento e o Aparecimento de Cristo em Glória são a mesma coisa. Por causa disto, algumas confusões têm surgido.

A Bíblia, porém, deixa claro que a segunda vinda de Cristo ocorrerá em duas etapas bem distintas. Estas duas fases são divididas por um espaço de sete anos.


Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Não é verdade? Sim ou não?


O aborto, à luz da Bíblia, é assassinato de inocentes, não é verdade? Sim ou não?

Quem segue as ideias hitleristas do “bispo” que utiliza com frequência a pergunta “Não é verdade? Sim ou não?” está contra a vida, não é verdade? Sim ou não?

Quem defende o tal “bispo”, opõe-se à verdade, não é verdade? Sim ou não?

Se depois de saber disso, você continuar seguindo a esse “bispo”, estará cometendo pecado conscientemente contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus, não é verdade? Sim ou não?

Nem a Rede Globo faz campanha tão descarada a favor do aborto, não é verdade? Sim ou não?





Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Convite especial da Editora Candeia