domingo, 31 de janeiro de 2010

Verdades que desviam pessoas de outras verdades (1)

Uma brincadeira de mau gosto em um site de humor me fez refletir sobre o perigo de nos apegarmos a verdades que nos desviam de outras verdades. Motivado pelo mal-estar que o presidente Lula sentiu em Recife, Pernambuco, o editor do tal site noticiou: “Lula morre em Recife”. Essa notícia é verdadeira e falsa, ao mesmo tempo. Como assim? Ela é verdadeira, se considerarmos que realmente morrem lulas em Recife. E é falsa porque o presidente Lula não morreu em Recife; apenas passou mal.

Outro exemplo de verdades que desviam pessoas de outras verdades seria a seguinte notícia, em época de eleições: “Garotinho vence com folga no Rio de Janeiro”. Ela seria verdadeira se acompanhada de uma foto mostrando um garotinho feliz da vida por ter chegado em primeiro lugar em uma competição de natação. E falsa se usada para induzir o leitor, numa brincadeira, é claro, a acreditar que Antony Garotinho venceu a eleição para governador do Rio de Janeiro.

Os falsos mestres também se valem de verdades incompletas, parciais, fora de contexto, ignorando que a Bíblia é análoga, harmoniosa e sincrônica. O estudioso desse maravilhoso Livro deve saber interpretá-lo corretamente, a fim de que, por causa de uma verdade isolada, não se afaste de outras verdades. Não devemos abrir mão de verdades, e sim abraçarmos a Verdade.

Vamos a alguns exemplos de verdades que desviam de outras verdades e, consequentemente, da Verdade:

Jesus disse que não devemos julgar. Essa é uma grande verdade que vem sendo usada de maneira inconveniente. Por quê? Porque o Senhor Jesus proibiu apenas o julgamento como forma de calúnia (Mt 7.1,2). Ele não nos proibiu de julgar pregações, canções, profecias, milagres, etc. Aliás, o cristão que se preza julga bem tudo (1 Ts 5.21, ARA; 1 Co 2.15), segundo a reta justiça (Jo 7.24), inclusive as profecias (1 Co 14.29) e as manifestações espirituais (1 Jo 4.1).

A palavra “trindade” não aparece na Bíblia. Outra verdade. A palavra citada realmente não aparece nas páginas sagradas. Entretanto, isso não invalida a cristalina verdade de que Deus é triúno, tampouco torna nulas as inúmeras passagens bíblicas que destacam a tripessoalidade divina (2 Co 13.13; Mt 28.19; Jo 14.16; Rm 5.1-5, etc.). Os antitrinitarianos (ou unicistas) dizem ter a voz da verdade, porém isso não os torna verdadeiramente verdadeiros.

Deus é preciente. De fato, o Senhor conhece o fim antes do começo (Is 46.10). Mas muitos teólogos têm se valido dessa verdade para apresentar objeções à outra verdade: o livre-arbítrio (ou livre-vontande, livre-escolha). Eis o grande questionamento deles: “Se Deus conhece infalivelmente o futuro, como existem criaturas livres?” Ora, o Senhor conhece o que haveremos de fazer livremente, mas não interfere na nossa tomada de posição. Ele mesmo estabeleceu que o recebimento da salvação se dá mediante escolha e decisão humanas (Jo 3.15-19; Mc 16.15-18; Mt 7.13,14; Hb 7.25, etc.).

Na salvação somos batizados pelo Espírito Santo. Muitos têm usado essa verdade para se contrapor ao batismo com o Espírito Santo, confundindo duas ministrações diferentes do Espírito Santo. No momento da salvação, fomos batizados pelo Espírito, isto é, inseridos, “mergulhados” no Corpo de Cristo (1 Co 12.13). Isso, de modo algum, invalida o batismo com — ou no — Espírito, que é um revestimento de poder para quem já é salvo (Lc 24.49; At 1.8).

O culto deve ter decência e ordem. A passagem de 1 Coríntios 14.40 apresenta essa verdade. Contudo, os cessacionistas se valem desse argumento para se contraporem à multiforme manifestação do Espírito, pormenorizada no mesmo capítulo (1 Co 14). Embora a Palavra de Deus nos alerte quanto à falta de ordem e decência no culto, ela não nos estimula a desprezar a ação sobrenatural de Deus no meio do seu povo (1 Ts 5.19,20; 1 Co 14.39).

Que Deus nos ajude a aceitarmos todas as suas verdades, e não apenas uma parte delas. Afinal, como diz a Palavra de Deus, em 2 Coríntios 13.8 (ARA), “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”.

Ciro Sanches Zibordi

Novidade: Erros que os Adoradores Devem Evitar

A obra Erros que os Adoradores Devem Evitar, de nossa autoria, já está disponível nas lojas da CPAD, no portal www.cpad.com.br e também AQUI. Glória a Deus por isso!

Essa obra forma uma trilogia com os livros Erros que os Pregadores Devem Evitar e Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar e discorre sobre estilos musicais, dança, coreografia e, principalmente, letras de canções. Mantendo a mesma abordagem espirituosa, mas compromissada com a Bíblia, analiso os principais erros contidos nas letras de famosas composições evangélicas da atualidade.

- Minha vitória hoje tem sabor de mel.
- Como Zaqueu, eu quero subir.
- Os ossos voltaram a viver.
- É a dança do pinguim.
- Os sonhos de Deus jamais vão morrer.
- Vai estar entre a plateia, e você no palco.
- Aleluiaaa... tire o pé do chão!
- Eu tenho um anjo de luz que me conduz.
- Deus vai mudar a sua história.
- Ele vem, Ele vem saltando pelos montes.
- Você nasceu pra vencer.
- És Deus de perto, e não de longe.
- Incendeia, Senhor, a sua Noiva.
- Entra na minha casa, entra na minha vida.

Em resumo, Erros que os Adoradores Devem Evitar apresenta uma mensagem de reflexão a todos os que prezam a verdadeira adoração, em espírito e em verdade, e não se conformam com as más inovações do mundo gospel, resultantes da secularização do culto a Deus.

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 30 de janeiro de 2010

Onomatopeia


O que é uma onomatopeia? Na minha opinião... blá-blá-blá. Existem muitos termos onomatopaicos... blá-blá-blá.

Creio que, para obter a resposta, é melhor consultar os dicionários da língua portuguesa, pois neles encontramos explicações tintim por tintim, em vez de lenga-lenga.

Muitos, ao tentarem explicar o que é onomatopeia, ficam lengalengando. E eu, sinceramente, não gosto desse tipo de nhén-nhém-nhém.

Mas, enquanto eu escrevia este texto, lembrei-me de que, na minha infância, eu tocava reco-reco na igreja. Certo dia, acabei me distraindo e... zás-trás! Derrubei o instrumento no chão e... pumba. Meu pai não gostou nem um pouco disso, e tive de correr muito, fazendo zigue-zague entre os bancos e cadeiras.

Ao ziguezaguear, acabei escorregando e... cataprum!

Quando acordei, já estava na cama e me sentindo estranho... Era como se houvesse um tique-taque na minha cabeça. Além disso, havia um grande zum-zum na casa — eram os vizinhos que não paravam de chegar.

Mesmo descobrindo o quanto eu era querido, me irritei com o barulho daquelas pessoas que, perguntando se eu estava bem, zunzunavam sem parar. Então, reclamei: Vocês podem falar mais baixo, por favor? E minha mãe, feliz da vida com a minha melhora, abriu um grande sorriso e me deu um bombom*.

* Nota do editor: alguns linguistas dizem que bombom não é onomatopeia, e sim termo de origem francesa.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

“Faz um milagre em mim”, na versão cristocêntrica


Depois de ler o primeiro capítulo do meu livro Erros que os Adoradores Devem Evitar, intitulado Como Zaqueu, eu quero descer, a leitora Silmara de Oliveira, de São Paulo, comentou que o(a) compositor(a) da canção “Faz um milagre em mim” deveria fazer uma nova letra, mantendo a parte musical. Segundo ela, a composição — que já fez muito sucesso na versão antropocêntrica — teria igual ou maior sucesso na versão cristocêntrica.

Pensando no que essa leitora disse, escrevi, como sugestão, a letra abaixo, mantendo algumas partes e usando ênfases similares às da composição original. Mas, antes de qualquer reação dos fãs de Zaqueu, adianto que a minha sugestão não é tão popular como a letra original, em razão de mudar o foco: fala menos de Zaqueu e mais de Jesus. Isso não é tão atraente, em uma época em que prevalece no mundo gospel o jargão comercial, que é antropocêntrico, humanista.

FIEL SEREI ATÉ O FIM

Como Zaqueu, ao se converter/
Reconheço que sou pecador/
Te amo, Jesus, te adoro, Senhor/
E desejo ser fiel até o fim.

Eu preciso de ti, Senhor/
Eu preciso de ti, ó, Pai/
Sou pequeno demais/
Me dás a tua paz/
O que eu mais quero é te servir.

Eu amo a tua Casa/
Eu prezo a Santa Bíblia/
Tu conheces minha estrutura/
Vivificas a minha vida.

Me ensina a ter santidade/
Quero amar somente a ti/
Porque o Senhor é o meu bem maior/
Fiel serei até o fim.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Comunicação com os mortos nos filmes de Hollywood


Ontem, à noite, parei por um instante para ver um suspense na TNT (canal por assinatura), não apenas a título de entretenimento, mas principalmente porque suspeitava de que o filme enfatizaria alguns conceitos sobre paranormalidade.

Minha suspeita se confirmou. Um belo filme, com uma deslumbrante fotografia, protagonizado pela linda atriz Demi Moore, mas que procura incutir na mente das pessoas uma das duas doutrinas principais do espiritismo: a comunicação com os mortos. A outra é a reencarnação, que abordarei em outro artigo, se Deus quiser.

Nome do filme? Protegida por um Anjo, de 2005. Moore interpreta uma bem-sucedida escritora de livros de suspense cuja vida desmorona depois da morte de seu filho por afogamento. O acidente, em sua própria casa, ocorreu por um descuido dela e pela falta de preocupação do marido com o menino — filho apenas dela. Meses depois, ela resolve viajar para um lugar paradisíaco, na Escócia, à beira mar, para conseguir terminar seu novo livro, onde acaba tendo contato com espíritos e vê constantemente o seu próprio filho.

Não é a primeira vez que Demi Moore protagoniza um filme sobre paranormalidade. Ao lado do recém-falecido astro Patrick Swayze e bem mais jovem, ela participou de Ghost, em 1990. Swayze interpreta um jovem que perde, repentinamente, a vida, mas sua alma permanece na terra até que ele resolva o mistério que envolveu o seu assassinato. O filme é bem feito e prende a atenção. Mas promove a comunicação com os mortos, pois o espírito do rapaz consegue entrar em contato com a namorada, em uma sessão espírita.

Ghost não é o único sucesso de Hollywood que explora a paranormalidade. Quem não se lembra do assustador Poltergeist? Para quem não sabe, polter, em alemão, significa “ruído”, “barulho”, “estrondo”. E geist, “fantasma” ou “espírito”. Poltergeist diz respeito a espíritos que invadem casas, se movem e manipulam objetos, fazendo, assim, barulho. O filme, produzido pelo brilhante Steven Spielberg, em 1980, retrata uma família que é aterrorizada por espíritos de pessoas enterradas embaixo da casa.

Poltergeist é diferente Ghost. Não comunica com tanta clareza a doutrina espírita do contato com os mortos como o segundo. Mas, sem dúvidas, abriu o caminho para essa modalidade de filme, que transformou o diretor M. Night Shyamalan numa grande celebridade hollywoodiana, com a produção de O Sexto Sentido — este comunica de modo ainda mais enfático que Ghost o contato com os mortos.

Em O Sexto Sentido, de 1999, o ator mirim Haley Joel Osment interpreta um problemático e isolado garoto que afirma ver os mortos. A sua frase: “Eu vejo pessoas mortas” tornou-se umas das inesquecíveis do cinema, ao lado de “Meu nome é Bond, James Bond” (007), “Um grande poder traz grande responsabilidade” (Homem Aranha) — esta até “pregadores” usam para animar auditórios! —, “Hasta la vista, baby” (O Exterminador do Futuro 2), “E fique com o troco, seu animal” (Esqueceram de Mim), etc.

No aludido filme, o garoto, pouco a pouco, vai interagindo com os espíritos. No fim, ele tenta ajudar alguns — um deles é interpretado pelo astro Bruce Willis — a lidar com problemas mal resolvidos, a fim de tranquilizá-los. Esse filme que promove o espiritismo rendeu a seus produtores quase setecentos milhões de dólares (um dos mais lucrativos de todos os tempos).

Depois de O Sexto Sentido, outras produções que incutem na mente das pessoas a ideia da necromancia (gr. nekromanteía,as, “evocação dos mortos”, isto é, contato com os espíritos de pessoas falecidas) fizeram sucesso, como Os Outros (2001), com Nicole Kidman, O Chamado (2002), que fez muito sucesso, mesmo com atores pouco conhecidos, Vozes do Além (2005), com Michael Keaton, etc.

Está em cartaz no cinema, e fazendo muito sucesso, o assustador Atividade Paranormal, produzido em 2007. O diretor e os atores são desconhecidos, o filme foi produzido com orçamento modesto, mas a consagrada temática se repete. Muitos hoje estão se interessando pela paranormalidade e acreditando que podem mesmo se comunicar com espíritos de pessoas falecidas. Steven Spielberg assistiu ao filme, que retrata o pavor de um casal que ouve barulhos em uma casa, e se apaixonou pelo enredo. Isso contribuiu, e muito, para o seu sucesso.

As pessoas estão cada vez mais fascinadas pela paranormalidade e acreditando na possibilidade de conversar com os mortos. O que a Palavra de Deus diz a respeito disso?

Primeiro, a Bíblia condena a necromancia (Dt 18.10-12; Lv 19.26,31; 20.6,27; Êx 22.18; 2 Rs 21.6), uma suposta comunicação com os mortos, a qual é, na verdade, comunicação com os demônios (1 Sm 28.3; 1 Cr 10.13; At 19.19).

Segundo, à luz das Escrituras, pessoas mortas não estão disponíveis para contato físico (Lc 16.19-31). A morte é a separação entre o corpo (parte material) e o espírito+alma (parte imaterial). Esta, seja a do salvo, seja a do perdido, com a morte, retira-se imediatamente do corpo (Ec 12.7; 2 Co 5.8; Fp 1.21-23; 2 Pe 2.9; Hb 9.27).

Terceiro, os demônios podem se passar por pessoas mortas. O rei Saul foi enganado por uma feiticeira e pensou ter conversado com o profeta Samuel (1 Sm 28). O Diabo pode se transfigurar até em anjo de luz (2 Co 11.14; Gl 1.8). Para ele e seus agentes se disfarçarem de pessoas mortas é fácil. Por isso, toda e qualquer manifestação sobrenatural que contrarie a Palavra de Deus precisa ser vista à luz de Deuteronômio 13.1-4.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eu desafio você!


Desejo fazer um desafio a todos os cristãos!

Não quero desafiá-los a demonstrarem que conhecem mais a Bíblia do que eu.

Não quero desafiá-los a provarem que conhecem mais sobre a teologia e a prosperidade do que eu.

Não quero desafiá-los a mostrarem que são mais ricos e entendidos do que eu.

Quero desafiá-los a andarem como Jesus andou (At 10.38).

Quero desafiá-los a renunciarem a si mesmos, tomarem a sua cruz e seguirem a Cristo, o nosso paradigma (Lc 9.23).

Quero desafiá-los a terem compromisso com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra.

Quero desafiá-los a viverem o que pregam.

Quero desafiá-los a pregarem o que vivem.

Quero desafiá-los, repito, a andarem como Jesus andou (1 Jo 2.6).

Quem aceita esse desafio?

Desafio a mim mesmo a aceitá-lo, embora julgue que já o tenha aceitado. Mas Deus é quem conhece os nossos corações.

Se alguém aceita esse desafio, não precisa esperar até sábado ou domingo...

Comece agora mesmo a demonstrar que você é um verdadeiro cristão, que dá toda a glória ao Senhor Jesus, que é humilde e submisso à vontade dEle, cumprindo o seu querer.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

O que é um avatar?


Por causa do filme Avatar, de James Cameron, e seu sucesso de bilheteria no Brasil e no mundo, muitos internautas estão me escrevendo para perguntar a respeito do significado do termo que dá nome ao filme. E alguns querem também uma refutação do que é apresentado nessa obra ficcional que encanta por causa dos efeitos do cinema 3D.

Não vou assistir ao filme para fazer uma análise, tampouco me interessei pelo seu enredo. No entanto, a fim de atender aos irmãos que desejam saber o significado do termo “avatar” e em que contexto ele é empregado, resolvi citar um trecho do meu livro Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer, editado pela CPAD, no qual há um capítulo sobre a Nova Era. Aliás, nesse livro, há várias informações sobre religiões e seitas. Para conhecê-lo, visite a seção Livros e DVDs (comprar).

O texto abaixo, entre aspas, é uma citação do aludido livro, com o objetivo de definir o termo “avatar”. Não faço uma análise do filme Avatar, pois a minha obra foi lançada pela CPAD em 2003 (é por isso que o texto não está de acordo com a reforma ortográfica, que entrou em vigor em janeiro de 2009). E, como já há na grande rede inúmeras abordagens a respeito do filme (umas coerentes, outras com argumentos “forçados”, por assim dizer), a minha contribuição será apenas esta, o que, de certa forma, mostra que o filme tem sim como objetivo incutir na mente das pessoas os conceitos aquarianos.

“Muitos são os títulos que identificam o movimento [Nova Era]: New Age, Era de Aquário, Nova Ordem Mundial, Nova Consciência etc. Era de Aquário se refere a um período em que a humanidade entrará em uma fase adiantada de consciência espiritual. Tal título tem origem em um segmento da astrologia que apresenta quatro eras com a presença marcante de um avatar.

Avatar é alguém que atingiu o nirvana, iluminação após sucessivas reencarnações, e decidiu voltar ao mundo para ajudar as pessoas a aperfeiçoarem o espírito. A palavra nirvana, embora indique iluminação, significa “apagar”, uma referência ao fato de que todos os desejos se extinguem quando se atinge esse estágio final.

Cada era está relacionada com um povo e tem a duração de 2.150 anos. Os egípcios se destacaram na pecuária e tinham os bovinos como deuses. Daí a primeira era ser Touro, cujo avatar não é definido claramente nos estudos aquarianos. A transição para a Era de Carneiro foi a saída do povo de Israel do Egito. O povo predominante desta era, por conseguinte, são os judeus, que cuidavam de ovelhas.

O avatar da Era de Peixes, segundo os aquarianos (seguidores da Nova Era), é Jesus Cristo, tendo como povo predominante os cristãos. Esse título foi dado ao período em razão de o peixe ser o primitivo símbolo do Cristianismo. As letras da palavra ichtus (“peixe”, em grego) foram usadas pelos cristãos para criar o acróstico: “Iésous Christos Theou Uios Sõter”. Ou seja: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.

Acompanhando a seqüência cronológica estabelecida, a Era de Aquário começaria somente em 2.146, mas alguns aquarianos dizem que a humanidade já vive esta era, enquanto outros dizem que chegará a qualquer momento, trazida pelo seu avatar, o Maitréia, acerca do qual falaremos mais adiante. (...)

A Nova Era é, portanto, uma espécie de corrente de pensamento em que convivem diversas idéias, crenças, filosofias e práticas esotéricas. Não se trata de uma seita, mas de uma forma de pensar que tem como base a idéias do fim da Era Cristã (Peixes), para a instituição da Era de Aquário”.

Acrescento, ainda, que o sincrético movimento Nova Era toma emprestado do budismo e do hinduísmo o conceito de avatar. No hinduísmo, o termo está relacionado com a descida de seres “divinos” à terra, em forma materializada. Eles são cultuados pelos hindus, como Krishna e Rama, avatares do deus Vixnu. Segundo o hinduísmo, ainda, os avatares podem assumir a forma humana ou a de um animal, o que foi explorado por James Cameron, no filme Avatar.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Atenção: acabou a campanha para compra do AeroCiro


A campanha para eu comprar um avião — o AeroCiro — terminou hoje. Como eu já havia informado, não consegui adquirir o meu jatinho... Mas essa campanha acabou gerando diferentes reações entre os internautas.

Quase todos os que leram a série sobre o AeroCiro, como era de se esperar, entenderam que eu estava sendo irônico, com a intenção de me opor à nova mania hollywoodiana dos propagadores da Teologia da Prosperidade.

Alguns irmãos ficaram indignados com a minha abordagem espirituosa e defenderam os seus telepastores, telebispos, tele-apóstolos e telemissionários que pediram dinheiro aos fiéis (ou o arrancaram deles?) para comprar aeronaves. Fazer o quê? Só há telenganadores se existirem também telenganados...

Outros — bem poucos, é claro — não entenderam a minha crítica bem-humorada e começaram a me atacar, pensando que eu me desviei, a ponto de estar usando do mesmo expediente dos telenganadores de plantão.

Finalmente, outros poucos me escreveram pedindo o número da minha conta, pois gostariam de colaborar com a campanha! Risos. Se esses irmãos quiserem me ajudar mesmo, continuem orando por mim e, se desejarem, adquiram meus livros e DVDs. Como? Visitem, neste blog, a seção Livros e DVDs (comprar), abaixo de Agenda.

A esses dois últimos grupos aconselho que estudem sobre as figuras de linguagem, como a metáfora, a metonímia, a prosopopeia, a sinédoque, o tipo, o símbolo, o paradoxo, a hipérbole, a ironia, etc., pois a linguagem figurada é empregada com muita frequência na Bíblia. E é muito perigoso tomar passagens literais como alegóricas ou vice-versa.

Diante do exposto, continuarei viajando pelas companhias aéreas TAM/TAP, American Airlines, Air France, Gol/Varig, Webjet, Azul, Trip, Passaredo, Ocean Air, etc.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Ser escritor não é fácil


A cada dia, chego à conclusão de que escrever não é nada fácil. E, por isso, preciso me esforçar muito mais, a fim de explicar tudo aos meus leitores, nos mínimos detalhes. Mesmo assim, ainda correrei o risco de não ser compreendido...

Quando a dificuldade em compreender um texto vem de um leigo, até que me consolo. E tenho prazer em lhe mostrar que precisa melhorar em sua interpretação textual, além de explicar-lhe melhor as minhas argumentações. O pior é quando essa dificuldade vem de pessoas que fazem questão de exibir títulos: teólogo, filósofo, advogado, apologista, pastor, presbítero... Ou seja, pessoas que pensam estar certas, estando erradas.

Não tenho nada contra o uso de títulos. Mas não podemos nos esquecer de que não é o título que faz a pessoa. É a pessoa que faz o título. Assim como o Senhor Jesus foi acusado de falar contra o Templo — e condenado por isso —, em razão de os seus doutos acusadores não terem compreendido que Ele falava de seu próprio corpo (Jo 2.19,20), às vezes também sou acusado de ter dito o que jamais disse!

Há algum tempo, certo pastor me acusou de ter escrito contra o Grande Templo da Assembleia de Deus em Cuiabá-MT e aproveitou para me xingar (!) em público. Ele interpretou erroneamente o que eu escrevi no livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, editado pela CPAD. No texto ficcional que abre esse livro, eu escrevi: “Chegando ao Brasil, Paulo é recepcionado por uma comitiva de pastores, que o convidam a conhecer, em certa cidade, o grande templo ecumênico das Igreja Paz & Amor.

Ora, no texto acima, é óbvio que eu não afirmei que o apóstolo Paulo veio ao Brasil, literalmente. E é claro que o grande templo ecumênico da Igreja Paz & Amor não é o Grande Templo da Assembleia de Deus! Se o pastor que me acusou — e me xingou! — tivesse lido o contexto, teria entendido que usei de linguagem figurada para me referir ao perigoso evangelho ecumênico, o qual vem encantando a muitos desavisados.

Recentemente, um presbítero (presbítero?) me escreveu para me acusar de fazer uma campanha para comprar um avião, o AeroCiro. Disse ele: “A paz do Senhor, Ciro. Me perdoe [por] não chamá-lo de pastor, pois descobrir [sic] através da oração que você não tem chamada nem sorte neste ministério, agora eu entendo porque que Deus me tirou do Minitério [sic] do Ipiranga antes de te [sic] conhecer
pessoalmente. Tu se vendeu [sic] e agora neste momento és vaso da Ira de Deus. Como pode o senhor está [sic] ao lado do pastor Antonio Gilberto e desonrá-lo desta forma? Em nome de Jesus arrepende-te antes que seja tarde”.

Bem, o que dizer a esse irmão que assina como presbítero fulano de tal da Assembleia de Deus do Ministério do Belém em Birigui, São Paulo? Primeiro, creio que, antes de eu me arrepender, esse “presbítero” precisa ler o texto sobre o AeroCiro de novo, devagar, com calma, observando a figura que ilustra o artigo. Afinal, se esse irmão gosta de usar o título de presbítero, precisa aprender a interpretar um texto em linguagem figurada.

Eu até pensei em encaminhar o e-mail desse “presbítero” aos meus amigos pastores das Assembleias de Deus do Ipiranga e do Belém, em São Paulo. Afinal, eles precisam estar atentos, a fim de, nas próximas consagrações de obreiros ou nos recebimentos de trabalhadores de outros campos, perguntarem aos candidatos se eles sabem distinguir entre linguagem literal e figurada.

Parece que isso é elementar, mas imagine o que esse “presbítero” anda pregando por aí? Como ele entende, por exemplo, Salmos 6.6? Pensa ele que Davi nadava literalmente em suas lágrimas? Acredita que o fígado de Jeremias foi literalmente derramado na terra, quando lê Lamentações 2.11? Pensa ele que Paulo estava querendo ser melhor que Pedro e João quando ironizou os falsos apóstolos: “em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos”, em 2 Coríntios 11.5? Ou acredita que o Diabo é um ser irreal?

Bem, se esse “presbítero” concluiu mesmo que este escritor está em campanha para comprar um avião, ignorando que o texto sobre o AeroCiro é uma crítica bem-humorada aos falsos obreiros e telenganadores, tudo é possível...

Diante do exposto, caros escritores, articulistas, editores de blog, pregadores, ensinadores, expoentes, de maneira geral, tomem cuidado, pois assim como a Bíblia sofre na mão dos enganadores, a sua mensagem também pode estar sendo mal-interpretada. Alguém, talvez, já tenha até criado postagens ou gravado vídeos para atacá-los, acusando-os de dizer o que nunca disseram!

Ciro Sanches Zibordi

A São Paulo, minha cidade natal, com amor


Querida São Paulo, nasci em ti e nunca te esqueci, a despeito de morar na linda cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, há oito anos.

Aqui nasceu minha filha. E só sairei desta cidade praiana quando Deus quiser. Apesar disso, quero que saibas que tenho um caso de amor contigo. E fico irritado com as brincadeirinhas de mau gosto que os cariocas costumam fazer a teu respeito. Por outro lado, também não aprecio gracejos sem graça que os paulistanos fazem a respeito da sua irmã Rio de Janeiro, filha do Sudeste.

É claro, minha querida São Paulo, que sei diferençar as piadinhas bairristas das anedotas carinhosas dos amigos. Na igreja onde me congrego (Assembleia de Deus de Cordovil), muitos riem do meu sotaque paulistano. Um dia desses, uma jovem que havia sido batizada em águas, pela manhã, teve uma oportunidade para dar um testemunho, à noite. E ela levou todos à gargalhada, ao dizer: “Irmãos, eu entreguei a minha vida a Jesus no dia em que aquele pastor que diz ‘pooooorta’ pregou...”

Mas eu também não deixo por menos, querida São Paulo! Quando entro no elevador do meu prédio (moro no oitavo andar), deixo todos pedirem o número do andar para a pessoa que gentilmente está apertando os botões. Um diz: “aperrrte o doich”. Outro: “seischto andar, porrr favorrr”. E outro: “deich, obrigado”. E então eu digo: “Porrr favorrr, aperrrte o oitoch para mim”. Afinal, se existem os andares “doich”, “treich” (ou “terrrcero”), “seich” (ou seischto”), etc., por que não dizer também “primeiroch”, “quatroch” ou “oitoch”? Risos.

Brincadeiras à parte, amada São Paulo, tu és uma cidade de paradoxos. És a mais rica e a mais pobre do Brasil. A mais parecida com Nova York, e, ao mesmo tempo, muito semelhante a Porto Príncipe. Quando caminho pela tua deslumbrante Avenida Paulista, sinto-me como um nova-iorquino. Mas, ao trafegar pelas tuas avenidas paulistanas, nas periferias, deparo como uma dura realidade, similar à dos pobres do Haiti.

Ah, como te amo, São Paulo, mesmo com todos os teus paradoxos! Os melhores automóveis estão em ti. Mas, por que os que te administraram, ao longo dos anos, não melhoraram os meios de transportes, para que não tivesses também os piores congestionamentos? Sei que, se tu pudesses, não permitirias que o teu Rio Tietê transbordasse sobre as suas marginais. No entanto, os teus governantes e moradores nada fazem para ajudar-te.

Empregas muita gente, minha acolhedora cidade natal. Os melhores empregos estão em ti. Mesmo assim, és a cidade com o maior índice de desemprego, proporcionamente. Por que os governantes não te ajudam, gerando mais empregos em outras cidades, para que tu não te sobrecarregues?

Tua polícia é uma das melhores do mundo. Por que continuas sendo uma das mais violentas cidades? Eu sei que a culpa não é tua, pois, em cada cem crimes cometidos dentro de ti, menos de sete criminosos são condenados. Deverias tu ser responsabilizada por causa da prevalência da impunidade?

E a tua gastronomia? Sem dúvidas, é a melhor do Brasil, com toda a sua variedade e sofisticação. Indubitavelmente, a melhor pizza do mundo está em ti! Ao mesmo tempo, por que muita gente ainda passa fome dentro de ti, minha querida cidade? Não querem os teus administradores repartir melhor as tuas riquezas. E, com isso, aumenta o número de miseráveis, que dorme em tuas calçadas.

Talvez eu — um legítimo paulistano — não consiga contemplar-te livre de tuas mazelas. Mas tenho esperança de que a minha filha realize o meu sonho, de ver-te como deverias ser: limpa, cheirosa, atraente, adornada, aconchegante, saborosa, brilhante, alegre, educada, fluente e, sobretudo, segura.

Parabéns, minha amada cidade, pelos teus 456 anos!

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pregadores mirins ou miniaturas de animadores de auditório?


Comecei a pregar muito cedo, por graça de Deus, e também conheci, ao longo dos meus quase 40 anos, meninos pregadores. Alguns cresceram e continuaram pregando a Palavra do Senhor. Outros, por falta de orientação, resolveram agir por conta própria, e suas promissoras carreiras ministeriais não deram em nada.

Estou preocupado com a nova geração de pregadores. E me sinto incomodado com os chamados pregadores mirins, que são, na verdade, meninos de 8, 10, 12 anos que estão imitando famosos animadores de auditório. E, pasmem, já existe até bebê avivalista!

Os animadores de plateia mirins são miniaturas dos pregadores malabaristas. Eles são cheios de trejeitos, berram ao microfone, como se fossem pôr as entranhas pela boca, correm de um lado para o outro, fazem gracejos, dão golpes no ar, empregam bordões como “Ei, psiu, diga para o seu irmão: sonhador não morre” e “Pentecostal que não faz barulho está com defeito de fabricação”. E o pior: de modo soberbo, agem como profissionais da pregação!

Em algum lugar na Internet, um menino mal-orientado apresenta o seu currículo de maneira imodesta e, tacitamente, oferece os seus serviços: “Pregador mirim fulano de tal, pregador da palavra de 11 anos, usadíssimo por Deus! Deus tem me usado para avivamento espiritual, exortação, cura, libertação de almas e muito mais! Telefone para contato: (99) 9999-9999”.

Ora, Deus usa a quem quer e como quer, inclusive meninos, adolescentes e jovens! Haja vista Samuel, Davi, Josias, o menino Jesus, Timóteo, etc. Mas não podemos aceitar com naturalidade a exploração infantil, o mecanicismo e o artificialismo. Além disso, não devemos tolerar, nos infantes, a soberba, o comportamento de celebridade e a imitação de um modelo que não está de acordo com a pregação cristocêntrica, ainda que usemos como justificativa o fato de as crianças serem ingênuas e, até certo ponto, inocentes.

Por outro lado, não me agrada a maneira como certos editores de blog escarnecem desses chamados pregadores mirins e os expõem zombeteiramente, criando vídeos com legendas reprováveis. Eu nunca vou inserir um vídeo desse tipo aqui porque isso é também explorar os infantes e expô-los ao ridículo. Precisamos ter equilíbrio e saber que o bom humor precisa ser feito com bom senso e temor a Deus.

Que Deus levante pregadores mirins que falem com singeleza a respeito do Evangelho. Que os líderes e pais orientem os meninos pregadores a permanecerem humildes, sabendo que a chamada é um ato soberano do Senhor. E que eles, por sua vez, imitem o maior Pregador mirim que o mundo conheceu, o qual aos 12 anos estava no meio dos doutores — interrogando-os e sendo interrogado por eles! Ele, ao chegar à maturidade, cumpriu com autoridade um tríplice ministério, ensinando, pregando e curando os enfermos (Mt 4.23).

Com respeito e amor a todos os expoentes mirins (pois Jesus também foi um menino Pregador), e desejando vê-los progredir, seguindo a bons exemplos,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Gianna Jessen: a mensagem que o mundo precisa ouvir


Chorei ao assistir à exposição cristocêntrica dessa ousada pregadora, a qual é, verdadeiramente, um milagre!

Não tenha pressa, caro internauta. Assista aos vídeos abaixo. Tenho certeza absoluta de que você será um cristão diferente, com um compromisso maior com o Evangelho de Cristo, depois desses quinze minutos.

Agradeço ao amigo Neir Moreira pela indicação dos vídeos do YouTube que aqui publico.

Primeira parte:



Segunda parte:



Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Nani Azevedo: presença ilustre no Blog do Ciro


Meu dia ficou mais alegre nesta manhã, ao receber o seguinte comentário/depoimento em meu blog:

Olá, Ciro. Como vai? Eu sou Nani Azevedo e nos conhecemos desde a nossa juventude, na [Assembleia de Deus da] Lapa-SP.

Ciro sempre foi um homem de Deus e tem talento para escrever e escreve muito bem, embora eu, como amigo de longa data, não concorde com tudo o que ele escreve. Mas devo respeitá-lo.

Acho que, ao invés desse povo falar tantas “abobrinhas” nos púlpitos, o que não leva a edificação nenhuma, deveria falar de Jesus ressuscitado, que tudo muda na vida do ser humano. Ele é a Palavra viva e eficaz!

Sei que o Ciro não é muito chegado a muitos louvores em datashow, e sim mais em hinários. Mas eu continuo respeitando-o, e ele com certeza vai me respeitar, e vamos para o céu logo, logo. Deus o abençoe, Ciro! Você é muito joia! Risos.

Nani Azevedo

Minha resposta:

Querido amigo Nani Azevedo, a paz do Senhor!

Eu gosto muito de você! Admiro a sua seriedade, o seu compromisso com o ministério do louvor e o seu talento para compor, cantar e tocar. E mais: tenho “orgulho” de falar para todos, quando posso, que o conheci na Assembleia de Deus da Lapa-SP, quando o saudoso Valdir Bícego foi o nosso pastor...

Mas, que negócio é esse de que nos conhecemos desde a nossa juventude? Agora estamos velhos, por acaso? Risos.

Amigo, não fique triste com as minhas críticas na área da música e do louvor. Eu faço isso com zelo, seriedade e compromisso com a Palavra de Deus, nada tendo contra pessoas. Sei que o irmão me conhece e, por isso, consegue distinguir entre o crítico caluniador e zombeteiro e aquele crítico que faz observações à luz da Bíblia visando a orientar o povo de Deus.

Quanto a você não concordar com tudo, fico feliz! Acho que nem eu concordo com tudo o que escrevo... Risos. O que precisamos mesmo é examinar tudo e tomar posições de acordo com a Palavra de Deus, para que ela tenha a primazia e seja a nossa fonte primária de autoridade, sempre (1 Ts 5.21; At 17.11). Mas eu sou “chegado” a louvores em datashow! Não todos, é claro!

Em tempo: já que falou de Jesus Cristo ressurreto, tenho um pedido a lhe fazer. Grave aquele hino que diz: “Mas ao terceiro dia veio a energia do céu, e aquela luz voltou a brilhar...”, o qual você cantava em nosso tempo de “juventude”...

Um grande abraço, meu amigo! Sua passagem por aqui alegrou o meu dia! E, com certeza, abrilhantou este espaço!

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Brasil está livre dos terremotos?

Ao ser perguntado sobre os sinais da sua vinda e do fim do mundo (Mt 24.3), o Senhor Jesus profetizou: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (v.7). Ele não disse que só ocorreriam terremotos perto das bordas das principais placas (tectônicas) que constituem a crosta e ao longo das elevações no meio do oceano, onde uma nova crosta está em formação.

A despeito de todos os avanços na área da sismologia, ainda não é possível prever com total precisão onde e quando os terremotos ocorrerão. É óbvio que a maior concentração de terremotos está situada no chamado “anel de fogo” em torno do Pacífico e no cinturão que abrange o Mediterrâneo e segue em direção ao leste, até o Himalaia e a China. Mas a Placa de Nazca — placa tectônica do tamanho dos Estados Unidos — avança sob a América do Sul.

Nazca se move bem devagar, é verdade, à velocidade do crescimento de um fio de cabelo, forçando a Cordilheira dos Andes cada vez mais para cima, e, conforme a massa terrestre sul-americana resiste, essa placa se contorce e se deforma, afundando no manto da Terra.

Mas, e se Deus quiser aumentar a velocidade do deslocamento da Placa de Nazca? Com certeza, sismos como o ocorrido no Haiti poderão acontecer por aqui também. Se o movimento dessa esteira rolante aumentar, submeterá vários países da América do Sul não apenas a tremores leves, mas a grandes terremotos, como o que ocorreu, no dia 15 de agosto de 2007, em Lima, no Peru (ilustração acima), atingindo a magnitude de 8 graus na escala Richter — escala logarítmica criada pelo sismólogo norte-americano Charles Richter (1900-1985) para avaliar a energia liberada por terremotos.

Afirmar que os terremotos ocorrem apenas por causa do deslocamento de placas tectônicas é simplismo. Por quê? Porque a Palavra de Deus afirma que o Senhor está julgando o mundo em razão do seu pecado. Ele, por exemplo, já derramou a sua ira sobre Sodoma e Gomorra (Gn 19); e antes já havia inundado toda a Terra com as águas do Dilúvio (Gn 6-7). E, por ocasião da Grande Tribulação, haverá grandes juízos sobre o mundo por causa do pecado (Ap 6-8).

Que Deus está julgando o mundo hoje não há dúvidas: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1.18). E sabemos que impiedade e injustiça existem nos Estados Unidos e no Haiti, na Holanda e no Afeganistão, no Brasil e em Angola, na Austrália e no Japão, etc.

Não podemos limitar a ocorrência de grandes terremotos a fatores naturais (cf. Mt 24.7; Lc 21.11), como o deslocamento de placas no fundo do oceano, pois Deus está no controle de todas as coisas. Como eu já disse, em outro artigo, se levássemos em consideração a lei da sementeira e sega, o Brasil já teria experimentado várias outras tragédias, e de enormes proporções. Tragédias acontecem aqui e ali, umas maiores, outras menores. Mas o que é certo mesmo é que o soberano Deus está julgando o mundo por causa do pecado.

É claro que não é o momento de associar o que aconteceu ao pobre povo haitiano com juízos divinos — e é por isso que declarações a respeito da religião prevalecente no Haiti estão provocando tantas reações intempestivas e desproporcionais na blogosfera evangélica —, porém negar o fato de que o Senhor está julgando o mundo, repito, é simplismo.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CPAD: há 70 anos a editora da Palavra de Deus


Desde à sua fundação, a CPAD é uma editora cujo principal objetivo é a divulgação da Palavra de Deus.

Organizada em 1937, ela é fruto dos ideais dos missionários que fundaram as Assembleias de Deus no Brasil. Por isso, ela sempre se preocupou em lançar obras que despertem o interesse pelo estudo das Escrituras. E continua fazendo isso, com o lançamento de obras como: a Bíblia de Estudo Pentecostal, disponível também em CD-ROM — a qual é um dos maiores sucessos editoriais da editora, com mais de 1,3 milhão de exemplares vendidos —, a Bíblia de Aplicação Pessoal e a Bíblia de Estudo Dake, outros dois sucessos editoriais.

Com sede no Rio de Janeiro, a CPAD começou a funcionar em 1940. E, a partir dos anos 1990, ela se modernizou para atender não somente as Assembleias de Deus, mas a toda a Igreja de Cristo no Brasil e no mundo, formada por várias denominações e públicos-alvos variados: pastores, professores, estudiosos, jovens, adolescentes, crianças, etc. Através de seus livros, das Lições Bíblicas, das Bíblias de Estudo, dos CDs, DVDs, periódicos, bem como dos congressos e conferências, etc., ela tem levado a Palavra a todo o mundo.

Os cinco produtos mais vendidos da CPAD, o top five de dezembro de 2009 do Portal CPAD, estão relacionados com a Bíblia: Bíblia de Estudo Pentecostal, Bíblia de Estudo Dake, DVD das Lições Bíblicas, Minha Primeira Bíblia e CD-ROM da Bíblia de Estudo Pentecostal, nessa ordem. Isso é um exemplo de que a CPAD continua fazendo jus ao slogan “A editora da Palavra de Deus”.

Que Deus continue abençoando a CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), que em março deste ano completa 70 anos como uma editora fiel ao Deus da Palavra e à Palavra de Deus!

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os males do mercantilismo do Evangelho em nossos dias

Artigo publicado no Mensageiro da Paz, número 1.496, de janeiro de 2010

Houaiss define o mercantilismo como: “a propensão a sujeitar ou relacionar qualquer coisa ao interesse comercial, ao lucro, às vantagens financeiras; teoria e sistema de economia política, dominantes na Europa após o declínio do feudalismo, que, baseados no acúmulo de divisas em metais preciosos pelo Estado por meio de um comércio exterior de caráter protecionista, fortaleceram o colonialismo e proporcionaram o desenvolvimento industrial, com resultados lucrativos para as balanças comerciais”.

O mercantilismo surgiu na Europa, entre os séculos 15 e 16, quando um conjunto de práticas e medidas econômicas começou a ser usado pelos Estados, com os objetivos de unificar o mercado interno e possibilitar importação e exportação entre os países. Nessa mesma época já existia também uma forma de mercantilismo religioso, praticado pela Igreja Católica Romana.

No seu best-seller Uma Breve História do Mundo, o professor Geoffrey Blainey afirma: “A Igreja reuniu cobradores de impostos profissionais e, assim como as pessoas que hoje ajudam a angariar fundos nas instituições de caridade, eles se encarregavam de vender indulgências. (...) Martinho Lutero detestava a prática de venda de indulgências, que nada mais eram que pacotes caros pagos pelo perdão. Em 31 de outubro de 1517, na véspera do Dia de Todos os Santos, um dia importante do calendário, afixou seus protestos em latim à porta da igreja do castelo de sua cidade” (Fundamento, página 185).

O termo “mercantilismo”, quando empregado a respeito de igrejas e líderes pretensamente evangélicos, refere-se àqueles que se valem do Evangelho para obtenção de vantagens financeiras ou lucro, o que é, sem dúvida, uma forma condenável de comercialização.

O mercantilismo do Evangelho é visto no oportunismo de pessoas que se aproveitam da facilidade para abrir igrejas, a fim de ganharem dinheiro de modo igualmente fácil. Em vez de abrirem uma mercearia ou uma padaria, por exemplo, tais exploradores optam pela comercialização do Evangelho. Ignoram que já existem igrejas bem estruturadas, capazes de formar discípulos de Jesus e acolhê-los, e fundam as suas próprias igrejas-negócios.

Os exploradores da fé se aproveitam da liberdade religiosa que vigora no país e da facilidade para abrir uma igreja. São necessários cinco dias úteis e menos de R$ 500,00 em despesas burocráticas para estabelecer uma igreja legalmente, com CNPJ e tudo. É preciso apenas o registro da assembleia de fundação e do estatuto social em cartório.

Infelizmente, boa parte dos programas evangélicos de tevê é mercantilista. Não apresentando conteúdo evangelístico, sua ênfase recai no triunfalismo e na prosperidade meramente financeira, como se isso fosse a prioridade do cristão. Seus apresentadores se valem de mensagens “proféticas” e testemunhos de pessoas que teriam recebido vitórias financeiras, mediante os quais sensibilizam os telespectadores a lhes enviarem vultosas contribuições.

Outro recurso usado pelos mercantilistas do Evangelho é a mensagem de autoajuda, verbalizada mediante a repetição de bordões como: “Ouse sonhar”, “Seja um sonhador”, “Sonhador não morre”, “Não desista dos seus sonhos”. Essa mensagem não se aplica aos servos do Senhor. Às vezes, é preciso desistir de sonhos, ainda que sejam bons, a fim de agradar a Deus. Davi e Paulo, por exemplo, abandonaram seus excelentes projetos (sonhos), para cumprirem a prioritária vontade do Senhor (2Sm 7 e At 16.6-10). “Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR, a resposta da boca”, Pv 16.1.

Nos tempos do Novo Testamento já havia pessoas mal-intencionadas, sem compromisso com as Escrituras, interesseiras e sem temor de Deus que vagueavam pelas igrejas cristãs usando o Evangelho para obter lucro (2Co 11.3-15 e 1Tm 6.9-10). Isso levou o apóstolo Paulo a mostrar aos cristãos de Corinto que ele era diferente desses aproveitadores (2Co 2.17, ARA). Referindo-se aos falsos mestres, o apóstolo Pedro também alertou aos crentes da época e a nós, hoje, sobre os que mercadejam a fé (2Pe 2.1-3).

O mercantilismo do Evangelho consiste no sacrifício das ovelhas em prol de falsos e maus pastores, ao contrário do que disse o Senhor Jesus, em João 10.11: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Brasil 3 x 0 Portugal


Calma, calma... O placar acima não é o de um jogo de futebol. Mas demonstra que o Brasil está na frente de Portugal em relação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que está completando um ano.

Muitos por aqui pensavam que a implantação do Acordo seria traumática, houve resistência, críticas... Mas os principais veículos de comunicação brasileiros se adequaram sem maiores dificuldades. Até este blog se adaptou à reforma ortográfica!

Usando a linguagem futebolística, Portugal ainda não saiu do zero. A princípio, os linguistas portugueses alegaram que não se submeteriam à ex-colônia. Curiosamente, essa tentativa de reforma para uniformização da língua portuguesa nos oito países lusófonos se dá, a priori, a partir do português de Portugal! Como exemplo, a palavra “linguista” (citada neste parágrafo), que perdeu o trema por aqui, com a implantação do Acordo, não precisou ser alterada nos textos lusitanos. Em outras palavras, a adoção das novas regras é muito mais difícil para o Brasil do que para Portugal.

Sob protestos de linguistas, o Acordo Ortográfico foi aprovado pela Assembleia Portuguesa em 16 de maio de 2008. E, desde então — ao contrário do Brasil, que a partir de 1º. de janeiro de 2009 vem se adaptando às novas regras —, nas universidades cogita-se que Portugal voltará atrás e não adotará a nova grafia. O máximo que se fez ali foi editar dicionários atualizados e adotar o Acordo em apenas três jornais, sendo apenas um de circulação nacional.

O Brasil realmente saiu na frente e pretende estar totalmente adaptado ao Acordo em 2012. Já Portugal estendeu o prazo para adequação à nova grafia até 2014. Aqui, tem havido uma grande mobilização. Ali, quase ninguém toca no assunto. Estaria o nacionalismo falando mais alto? Afinal, aceitar as novas regras, para muitos portugueses, seria como dobrar-se às imposições de uma ex-colônia!

Bem, enquanto os portugueses resistem, no Brasil há motivos para comemoração pelo primeiro ano de adoção do Acordo. O MEC providenciou livros didáticos adaptados à reforma ortográfica para distribuição já na volta às aulas de 2010, e os meios de comunicação (por exemplo, as revistas Veja e Época, os jornais Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil, os portais Globo.com e UOL, bem como o Blog do Ciro [risos]) já adotaram em massa a nova escrita.

As principais editoras, inclusive as evangélicas, também estão imprimindo seus livros com a nova grafia. Até o meu novo livro, Erros que os Adoradores Devem Evitar, já foi impresso de acordo com as novas regras! Isso mostra que a CPAD não é uma editora preocupada apenas com o crescimento espiritual e teológico de seus leitores, mas também com o seu desenvolvimento vernacular.

Tomara que a resistência portuguesa à reforma ortográfica não gere um novo Acordo. Afinal, já me esqueci do trema (que eu tanto prezava); já aboli o acento em Assembleia de Deus; já me acostumei com antirreligioso, antissocial, biorritmo, contrassenso, etc.; e estou lutando bravamente contra a nova “hinfernização”. Por favor, não me venham com essa história de que precisam reformar de novo a nossa língua portuguesa!

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 17 de janeiro de 2010

Pedir ou determinar?

O leitor Leandro Dias, de São Paulo, me escreveu: “A paz do Senhor, pastor Ciro. Aqui no meu bairro uma determinada igreja colocou uma faixa bem grande na frente do templo: ‘Até agora nada determinastes em meu nome. Determinai e recebereis para que o vosso prazer se cumpra’ (João 16.24). Se você ainda não aprendeu a determinar, participe de uma de nossas reuniões e aprenda a receber as bênçãos de Deus. Estou confuso; pode me ajudar?”

Conquanto pessoas estejam “determinando” sobre as suas carteiras, para que fiquem cheias de dinheiro, ou sobre os seus corpos, para que fiquem sadios, o Senhor Jesus ensina-nos a pedir ao Pai em seu nome, e não a determinar (Mt 7.7-11; Jo 14.13; 16.24, etc.). Na foto acima — tirada pelo próprio irmão Leandro — vemos um grave pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus: o de torcer as Sagradas Escrituras, fazendo-as dizerem o que não dizem (Ap 22.18,19; Dt 12.32).

Os falsos mestres torcem, falsificam as Escrituras (cf. 2 Pe 3.16; 2 Co 2.17), afirmando que o sentido do termo “pedir” equivale, no grego, a “determinar” e “exigir”. Valem-se da eisegese (não confunda com exegese), método pelo qual se cria uma doutrina, para depois encontrar na Bíblia versículos isolados, que, pretensamente, avalizem interpretações diferentes das usuais e comuns.

É pecado contra o Deus da Palavra e a Palavra de Deus, repito, afirmar que o termo “pedir” em João 14.13; 15.16; 16.24,26 e passagens correlatas significa “determinar”. Fazer isso é querer ajustar a mensagem da Bíblia ao raciocínio humano. Será que todos os eruditos que traduziram as Escrituras para os vários idiomas erraram? Afinal, nenhum deles empregou “determinar” em lugar de “pedir” nas passagens supramencionadas.

João Ferreira de Almeida traduziu o verbo grego aiteõ, em João 14.13, por exemplo, para “pedirdes” (cf. ARC e ARA). Nas traduções inglesas King James Version e New Internacional Version, empregou-se o verbo ask (pedir). E, na famosa versão espanhola de Casiodoro do Reina, o verbo aplicado foi pediereis. W. E. Vine afirmou: “O verbo aiteõ sugere na maioria das vezes a atitude de um suplicante, a petição daquele que está em posição inferior àquele a quem a petição é feita; por exemplo, no caso de homens ‘pedindo’ algo a Deus (Mt 7.7)...” (Dicionário Vine, CPAD, p.860).

Mas os defensores da “determinação”, quando tentam explicar o seu pecado de torcer a Palavra de Deus, se complicam mais ainda! Asseveram que determinam ao Diabo, e não de Deus! Como explicar, então, as palavras do Senhor Jesus em João 15.16: “a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda”, posto que foram dirigidas diretamente ao Pai, e não ao Diabo?

Infelizmente, muitos estão “determinando” porque aprenderam a fazer isso com o missionário fulano de tal. Mas o melhor mesmo é aprendermos com o Bom Pastor Jesus Cristo, que disse: “Pedi, e dar-se-vos-á... Porque aquele que pede recebe...” (Mt 7.7,8).

Amém, pessoal? Sim ou não?

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 16 de janeiro de 2010

Informações sobre agendamento


Caros irmãos, o Senhor Jesus, por sua graça, me chamou para um ministério de pregação e ensino da sua Palavra em escolas bíblicas, congressos e outros eventos para os quais tenho sido convidado.

Não vivo da itinerância. Não sou pregador/ensinador profissional. Mas, por graça de Deus, atendo, desde 1991, a convites por causa do ministério que desempenho para o Senhor como ensinador, pregador, escritor e articulista. Ou seja, o Senhor outorgou-me um trabalho abrangente, multifacetado, o qual envolve itinerância, no sentido de que atendo a convites relativos à obra do Senhor.

Muitas igrejas, de várias localidades, bondosamente têm me procurado, através de seus representantes, e eu não tenho conseguido atender a todos, por algumas razões que enumero abaixo. Peço aos amados irmãos que desejarem me convidar para ministrar a Palavra do Senhor em suas igrejas que atentem para as seguintes condições:


1.
O convite precisa ser feito com antecedência. Às vezes, é possível fazer agendamentos em cima da hora, mas isso é exceção, e não regra.

2. Para que eu esteja em algum evento fora do Estado ou do país onde resido são imprescindíveis as passagens aéreas. Quanto aos convites para cidades do Rio de Janeiro, faz-se necessário o custeio das passagens de ônibus ou a disponibilização de transporte por parte da igreja.

3. Em caso de permanência na cidade por mais de um dia, peço que a direção da igreja providencie hospedagem em hotel, haja vista eu precisar de um lugar reservado, tranquilo, funcional, a fim de que possa buscar a Deus, meditar em sua Palavra, repousar, etc. Isso não é exigência, mas necessidade de quem é convidado para ministrar a Palavra do Senhor.

4. Não trabalho com o sistema de cachê, mas aceito uma oferta, haja vista os custos com deslocamento, o tempo empreendido, o distanciamento da família (na maioria dos casos, os convites não são extensivos à família), a ausência na igreja local, desgastes outros, etc. E, como o termo oferta sugere, não existe valor estabelecido. Fica a critério da igreja, que deve contribuir com liberalidade, valorizando o ministério da Palavra sem que haja a necessidade de estabalecimento de cachê por parte do expoente (1 Co 9.9-14).

5. Para obter maiores informações, favor enviar um e-mail para ciro.zibordi@uol.com.br.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A última pregação de um homem de Deus


O experiente homem de Deus que aparece no vídeo abaixo entregou a sua última mensagem momentos antes de partir para a eternidade. Há outros vídeos transitando na Internet — hospedados no site YouTube — que mostram o momento exato em que ele morreu, sentado em uma das cadeiras do púlpito.

Depois de o idoso pregador ter apresentado o seu último sermão (vídeo abaixo), uma jovem entoou um hino que, dentro do contexto do culto, tornou-se uma verdadeira convocação ao Céu. E, antes que ela terminasse de cantar, o mensageiro de Deus, que estava com a cabeça reclinada, ergueu-a, como se estivesse olhando para o Céu, e entregou a Deus o seu espírito.

Muitos irmãos estão surpresos com a maneira com que esse homem de Deus partiu para a glória. Mas eu fiquei pensando: O que pregaríamos se soubéssemos que seria a nossa última vez diante do povo de Deus? Pregaríamos uma mensagem para massagear egos? Animaríamos o auditório? Levaríamos o povo a dar gargalhadas fazendo gracejos ou contando fatos anedóticos? Ou teríamos coragem de dizer toda a verdade, assim como fez Estêvão ante os seus algozes?

Não sei se o simples homem de Deus do vídeo abaixo sabia que ele partiria para a eternidade após a sua prédica... Sinceramente, depois de ter assistido à sua curta mensagem, pela qual demonstrou não ter grandes conhecimentos bíblicos e teológicos, mas uma profunda comunhão com o Senhor, eu fiz uma oração: Senhor, ajuda-me a pregar sempre como se fosse pela última vez.



Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ano novo, vida realmente nova!


Passados os festejos de início de ano — para mim, em especial, há muitos motivos para se alegrar: lançamento de meu novo livro, aniversário do Blog do Ciro, etc. —, tenho algumas coisas a dizer sobre esse difícil começo do último ano da primeira década do terceiro milênio, a qual vai de 2001 a 2010.

(Para quem não sabe, a segunda década só começará em 2011, e não neste ano. Décadas, séculos e milênios sempre começam em 1, 11 [décadas], 101, 201 [séculos], 1001, 2001 [milênios], e terminam, respectivamente, em 10, 20; 200, 300; e 2000, 3000. A título de exemplo, a Assembleia de Deus foi fundada no primeiro ano da segunda década do século XX, ainda no segundo milênio [1911]. Já o seu centenário ocorrerá no primeiro ano da segunda década do século XXI, no terceiro milênio [2011]).

Bem, já estou escrevendo um novo livro, cujo título não posso divulgar, por enquanto... As paredes têm ouvidos! Escrever não é fácil, mas ter ideias um tanto inovadoras, com certo grau de ineditismo, é mais difícil ainda. É triste — já aconteceu comigo — quando alguém, não movido pelo mesmo sentimento, “rouba” a sua ideia, apenas para “aparecer”. Por isso, tenho aprendido a só divulgar uma obra quando ela está na editora.

Mas, se para muitos o começo deste ano motivou comemorações e desejo de realizar projetos novos, para outros este 2010 trouxe tragédias e calamidades. Imagine quais serão as lembranças de Ano Novo para quem sobreviveu! Se não receberem Ajuda do Alto, todos os próximos anos em que viverem começarão com sofrimento e angústia...

Enquanto muita gente ainda se diverte com as tragédias ficcionais do filme 2012, começamos o ano com as reais e mortais avalanches em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com inundações, em São Paulo e Rio Grande do Sul, e agora com esse terrível sismo no Haiti (na verdade, um grande terremoto seguido de inúmeros tremores, suficientes para matar e destruir o que restou). Por que essa catástrofe tinha de ocorrer exatamente em uma região tão miserável?

Se levássemos em conta apenas a lei da sementeira e sega, considerando causa e efeito para tudo o que acontece, o Brasil já teria experimentado várias outras tragédias, e de enormes proporções. Tragédias acontecem aqui e ali, umas maiores, outras menores. Mas o que é certo mesmo é que Deus está julgando o mundo por causa do pecado, pois “do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1.18). Por isso, são bem-aventurados os justos, os que temem ao Senhor (Sl 1).

Mas alguém perguntará: Não morrem cristãos nessas grandes tragédias? Por que Deus não poupa as suas vidas? Simples: o melhor para nós não está aqui. A Palavra de Deus afirma que a nossa Cidade está nos céus (Fp 3.20). E também diz: “Se esperarmos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Co 15.19). Ademais, o Senhor está julgando o mundo — e os seus juízos se intensificarão por ocasião da Grande Tribulação, quando a Igreja não mais estiver aqui —, e não indivíduos, por causa do pecado.

Por que precisamos de Cristo? Ele não garante a proteção dos salvos, nesta vida? Alguns pensam que ser cristão é ter segurança, prosperidade e saúde. Mas tudo isso, para o verdadeiro cristão, é secundário. Servimos ao Senhor Jesus porque o amamos e temos a certeza de que a nossa morada, no Céu, está garantida (Jo 14.1-3,23). É claro que Ele pode nos livrar de acidentes, da violência, das enfermidades e das tragédias naturais. Não obstante, não é por causa disso que devemos servir ao Senhor, e sim por amor e pela garantia da vida eterna (Rm 8.38,39; Jo 5.24).

Ano novo, vida realmente nova! Vida nova com Cristo (2 Co 5.17), dependendo dEle totalmente (Fp 4.13), entregando a Ele o nosso caminho (Sl 37.5), pois não conhecemos um segundo à frente do nosso nariz. Como essa vida nos traz alegrias e tristezas, sejamos firmes e constantes (1 Co 15.58), mas nunca triunfalistas, pensando que somos super-crentes e que o sofrimento jamais baterá à nossa porta.

Os adeptos do triunfalismo não aceitam a morte, a doença, a pobreza... Mas os que esperam no seu Ajudador (Hb 13.5,6) sabem que “as aflições deste tempo presente não são para se comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). E mais: têm a convicção de que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Co 4.17).

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Finalmente, os nomes dos ganhadores do concurso “3 anos do Blog do Ciro”

Queridos irmãos, após uma difícil apuração, em três etapas, com a ajuda da minha esposa, selecionei, dentre mais de duzentos inscritos (!), dez nomes como finalistas, mencionados na postagem anterior.

Parabéns aos dez finalistas!

Mas vamos aos nomes dos três internautas vencedores, que receberão em casa o livro Erros que os Adoradores Devem Evitar, lançado nesta semana pela CPAD.

Repito: a apuração foi muito difícil...

Recebi frases excelentes de todas as regiões do Brasil, mas levei em conta apenas o conteúdo delas. Estou dizendo isso porque os três vencedores são do Sudeste (dois de São Paulo e um de Minas Gerais).

No próximo concurso, se Deus quiser, premiarei um internauta de cada região. Como esse critério não estava previsto para este concurso, escolhi de fato as melhores frases, independentemente de onde tenham vindo. Não vai aqui, portanto, qualquer desdouro sobre os irmãos de outras regiões.

Bem, que rufem mais uma vez os tambores...

Em terceiro lugar, com a frase: “A verdadeira adoração não se presta através de emocionalismo e movimentações corporais, mas sim através de um coração temente, sincero e agradecido ao Senhor”, Rafael Carlos Teixeira, de Santa Gertrudes-SP.

Em segundo lugar: Cláudia Freitas Santos Farias, de Iapu-MG, com a frase: “Adorar é tirar os olhos de mim mesmo e fixá-los nEle”.

E, em primeiro lugar...

José Martins dos Santos, de Rio Claro-SP, com a frase: “O verdadeiro louvor não exalta o valor do homem, mas reconhece a grandeza de Deus e expressa a nossa gratidão por tudo que Ele é”.

Que Deus abençoe a todos os participantes!

Quanto aos irmãos que não foram contemplados desta vez, não fiquem tristes. Se desejarem, lhes enviarei o novo livro pelo correio num valor bem acessível, assim como já faço com todos os outros livros de minha autoria. Acessem, neste blog, a seção Livros e DVD's para maiores informações.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Nomes dos finalistas do concurso “3 anos do Blog do Ciro”


Após uma difícil apuração, em três etapas, com a ajuda da minha esposa, selecionei, dentre mais de duzentos inscritos, dez nomes como finalistas:

Cláudia Freitas Santos Farias, de Iapu-MG
Djanicy Braga da Costa, de Natal-RN
Idelfonso Ferreira da Costa, de Caucaia-CE
José Martins dos Santos, de Rio Claro-SP
Leandro Leme, de São Paulo-SP
Luzilânia Pereira da Costa, de Manaus-AM
Pedro Henrique Martins, de Caparaó-MG
Rafael Carlos Teixeira, de Santa Gertudres-SP
Tiago Rohem, de Laje do Muriaé-RJ
Wallace Thimoteo da Silva, do Rio de Janeiro-RJ

Ainda hoje — creio que dentro de uma hora, no máximo — divulgarei os nomes dos três ganhadores e suas respectivas frases, os quais constam da lista acima.

Parabéns aos dez finalistas!

Na próxima postagem, conheceremos os três internautas vencedores, que receberão em casa o livro Erros que os Adoradores Devem Evitar!

Que rufem mais uma vez os tambores...

Ciro Sanches Zibordi

Resultado do concurso “3 anos do Blog do Ciro”

Atenção para o resultado do concurso 3 anos do Blog do Ciro!

Os vencedores receberão em casa o novo livro do editor deste blog, Erros que os Adoradores Devem Evitar!

Seus nomes serão conhecidos ainda hoje!

Dentre 205 internautas inscritos, apenas três conseguiram vencer!

As três frases eleitas como as melhores também serão divulgadas juntamente com os nomes dos ganhadores.

Quem são eles?

Em quais cidades residem?

Que rufem os tambores...

Ciro Sanches Zibordi

Blog do Ciro completa 3 anos hoje!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Blog do Ciro tem muita propaganda de livros e de sua agenda


Um leitor me escreveu, com amor e com boas intenções, creio, para reclamar que o meu blog pessoal — desculpe-me da redundância — tem muita propaganda de meus livros e de minha agenda. Sabe que ele está certo, em parte! Ele também disse que eu, por causa da propaganda, tenho deixado de lado assuntos mais relevantes, como a sã doutrina e a abordagem crítica das falsas doutrinas...

Em primeiro lugar, não perca, caro leitor, amanhã, a divulgação dos três ganhadores do concurso 3 anos do Blog do Ciro. Dos mais de duzentos internautas que me enviaram frases sobre o louvor, os que escreveram as três melhores (segundo a avaliação deste editor) receberão em sua casa um exemplar do meu livro Erros que os Adoradores Devem Evitar, que acabou de ser lançado pela CPAD! Ih, comecei este artigo fazendo propaganda do meu blog e do meu livro...

Bem, divulgar obras literárias e fonográficas de minha autoria sempre foi um dos propósitos deste blog, desde o seu início, em 13 de janeiro de 2007. Através de minhas obras, venho propagando a mensagem que Deus me tem dado. Sempre considerei (e considero) lícito e conveniente fazer a divulgação delas aqui.

Mas eu não uso o meu blog para propaganda de meus livros de modo exagerado. Quem afirma isso está sendo injusto, pois, pela quantidade de acessos que eu tenho (graças a Deus), eu já podia ter oferecido o meu espaço para empresas de propaganda, editoras e até bancos, como alguns editores de blog já têm feito. Por outro lado, se eu quiser, um dia, usar este espaço pessoal para fazer mais propaganda, é um direito que me assiste.

A CPAD acaba de publicar mais um livro de minha autoria, o sexto, para a glória de Deus, sem contar uma sétima obra em coautoria. Será que eu, como autor de livros, em meu blog, devo ignorar que um novo livro, de minha autoria, está no mercado? Ora, é lícito e conveninente neste espaço divulgar os meus livros e de quem eu quiser!

Se alguém ainda achar que tem pouco conteúdo neste blog, procure explorá-lo melhor, seção por seção. Aliás, para quem não sabe, eu reduzi o conteúdo das seções, diminuindo a quantidade de artigos e vídeos atrelados a cada uma, pois havia leitores reclamando que não conseguiam nunca chegar ao fim da tela através da barra de rolagem!

Quanto à minha agenda, eu a divulgo sim, para que os vários leitores, espalhados pelo mundo (graças a Deus), saibam onde eu estarei e possam, assim, se possível, ter um contato pessoal comigo. E olha: não são poucos os leitores que tenho encontrado nos diversos eventos dos quais participo. Divulgar a agenda, por conseguinte, é um dos propósitos de um blog pessoal, principalmente se o seu editor é convidado com frequência para falar sobre a sua obra literária.

Enfim, dizer que este blog tem deixado de lado os assuntos mais relevantes por causa de propaganda é um grande exagero. Haja vista ignorar-se, com essa opinião infundada, a grande quantidade de artigos e vídeos constantes deste espaço. É óbvio que muita coisa aqui gira mesmo em torno dos meus livros, da mensagem contida neles, pois eu sou escritor e vivo de escrever!

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O mundo acabará em 2012?

Quase todos os dias visito uma livraria. E já vi pelo menos uns três livros novos pelos quais se afirma que o mundo poderá acabar em 2012. Aproveitando que o filme 2012 ainda está em cartaz, alguns prognosticadores de plantão chegam a decretar o dia exato em que o mundo acabará: 21 de dezembro de 2012!

O mundo acabará bem no dia em que eu e a minha amada completaremos 21 anos de casamento?!

Pelo menos o centenário das Assembleias de Deus no Brasil será em 2011...

Mas, o que mais acontecerá antes de 2012? Ih, o centenário do Corinthians?! Bem que o mundo poderia acabar antes...

Brincadeiras à parte, nós, que conhecemos a Palavra de Deus, não estamos esperando o fim do mundo, e sim o Arrebatamento da Igreja, o qual poderá acontecer a qualquer momento! Entretanto, se isso não ocorrer antes de hoje, 13 de janeiro de 2010, dia em que este blog completa três anos de existência, serão conhecidos os três ganhadores do concurso 3 anos do Blog do Ciro! Dentre mais de 200 (duzentos) inscritos, apenas três serão premiados!

Você que está participando do concurso fique atento! Ainda hoje, se Deus quiser, serão divulgados os nomes dos três irmãos que receberão em casa o meu novo livro, lançado nesta semana pela CPAD: Erros que os Adoradores Devem Evitar.

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 10 de janeiro de 2010

Concurso "3 anos do Blog do Ciro" (encerrado)

Concurso encerrado em 10 de janeiro de 2010. No próximo dia 13, se Deus quiser, serão divulgados os nomes dos três ganhadores. Aguardem!

Atenção, atenção, internautas! No dia 13 de janeiro de 2010, o Blog do Ciro completará, se Deus quiser, três anos de existência! Glória a Deus!

Como até lá, creio, o meu novo livro, Erros que os Adoradores Devem Evitar, já estará à disposição do público ledor (posto que já está em fase de acabamento na gráfica da CPAD), gostaria de presentear três internautas com um exemplar dessa obra, em alusão aos três anos de aniversário deste blog.

Como participar do concurso?

Primeiro: faça a inscrição inserindo no espaço para comentários, localizado abaixo desta postagem, informando o seu nome completo, bem como a sua cidade e o seu Estado.

Segundo: mande para o e-mail ciro.zibordi@uol.com.br uma frase simples, mas que expresse o seu sentimento e o seu pensamento a respeito do louvor a Deus na atualidade, acompanhada do seu endereço completo*.

Terceiro: os três internautas que enviarem as melhores frases, segundo avaliação deste escritor, receberão em casa o seu livro, logo após a seleção. Os nomes dos ganhadores serão divulgados neste blog.

*Importante: a frase deverá ser enviada, por e-mail, até o dia 10 de janeiro de 2010. Mas o seu recebimento só será considerado após a inclusão do seu nome e de sua cidade nesta postagem, a qual deverá ser feita antes do envio do e-mail.

Participe!

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 9 de janeiro de 2010

O Blog do Ciro e a quantidade de acessos


Um internauta “anônimo” (e não anônimo), contestando a informação de que o Blog do Ciro é bastante visitado (a qual foi divulgada na postagem anterior), escreveu: “Sobre a quantidade de acessos ao seu blog, não foi isso que vi no Blog do pastor Altair Germano, onde ele cita os blogs mais acessados, e o senhor nem se encontra na lista (...) o que o senhor tem a dizer sobre isso, de seu blog não constar na lista dos mais acessados?”

Na verdade, o pastor Altair Germano menciona uma matéria da importante revista Cristianismo Hoje, a qual citou alguns blogs apologéticos com os quais ela tem afinidade, e não uma lista, em ordem decrescente, dos que possuem mais acessos. Mas, se fosse isso, seria algum demérito para este blog estar atrás de weblogs tão relevantes como os ali mencionados?

Este blog já ficou em primeiro lugar em várias listas, desde a sua criação, há três anos, e eu nunca quis divulgar isso. Mas, a título de informação, a revista Ensinador Cristão, da CPAD, acabou de apresentar uma lista de blogs, entre as quais estão o Blog do Ciro e o do meu amigo Altair Germano. Quanto a este blog, menciona-se o seguinte: “Um dos blogs mais acessados no meio evangélico é o do conferencista, escritor e comentarista das lições bíblicas para os juvenis, publicadas pela CPAD, pastor Ciro Sanches Zibordi” (Ano 11, número 41, p.24).

Outrossim, quem assina a aludida matéria da Cristianismo Hoje é editor de um dos blogs que aparece na lista de “campeões de audiência”, o que sugere preferência por afinidade em relação a outros blogs parceiros e “legislação em causa própria”, no caso do seu blog. Bem, isso é um direito que lhe assiste; a matéria foi produzida por ele; repeito as suas preferências, assim como eu tenho as minhas.

Quanto à real quantidade de acessos deste blog, tenho informações precisas; falo com conhecimento de causa. Mas não preciso divulgar números, a menos que queira. Até porque não se determina a qualidade de um blog apenas pela sua quantidade de acessos. Aliás, nem sempre isso é bom sinal.

Há outros fatores pelos quais se pode mensurar o alcance e os resultados produzidos pelas mensagens contidas neste modesto espaço virtual. A enumerável quantidade de e-mails que eu recebo diariamente é um fator importante. Outro: mais de duzentos internautas se inscreveram, num espaço de dez dias, dentro do período de recesso, por assim dizer, para participar do concurso 3 anos do Blog do Ciro! Glória a Deus!

Aliás, prezado leitor, amanhã — dia 13 de janeiro —, não se esqueça: divulgarei os três nomes dos vencedores do aludido concurso, os quais receberão em sua casa, se Deus quiser, a minha nova obra: Erros que os Adoradores Devem Evitar, lançada nesta semana pela CPAD.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Editor de blog opina sobre Encontro de Editores de Blogs Apologéticos


Queridos irmãos, penso que, em alguns casos, o uso do anonimato é válido, a fim de que ninguém se melindre com a opinião de alguém a respeito de um assunto. Não apoio o uso desse expediente em casos de ofensas pessoais, mas, quando alguém quer chamar a atenção para um problema sem que se exponha publicamente, vejo como positiva a sua iniciativa.

Um editor de blog que prefere não se identificar afirmou:

“Fiquei empolgado desde o primeiro momento do anúncio da realização do I Encontro de Editores e Leitores de Blogs Apologéticos, em São Paulo, no mês de março de 2010. Mas preciso ser sincero com todos os irmãos.

O “espírito” prevalecente na blogosfera cristã, no momento, não favorece um encontro pacífico entre editores de blogs. São muitas as trocas de acusações de parte a parte. Postagens e mais postagens são produzidas para atacar outros editores de blogs, como se a blogosfera cristã fosse um ambiente de guerra, de competição, para ver quem é o melhor. É claro que não estou generalizando.

Costumo navegar pela blogosfera cristã e o que vejo me desanima. Editores de blogs — e não apenas internautas comuns — estão se digladiando. Uns fazem isso de modo declarado. Outros se valem da subjetividade, mas o clima de guerra se instalou na blogosfera cristã. Já existe até ameaça de processo entre os editores de blogs! E mais: há blogs satíricos, pelos quais se escarnece de editores de blogs! E o pior: não vejo ninguém se levantando contra isso!

Não quero ser o estragaprazeres — e por isso também prefiro ficar no anonimato —, pois todos estão engajados na realização do I Encontro de Editores e Leitores de Blogs Apologéticos. Mas é preciso, antes de tudo, que desarmemos os nossos “espíritos”, a fim de que o evento sirva, acima de tudo, para a nossa integração. Estamos mesmo dispostos a isso? Se não estivermos, a minha sugestão é de que o evento seja adiado”.

Reflitamos sobre isso, para que o nosso I Encontro de Editores e Leitores de Blogs Apologéticos seja uma bênção para todos nós. Quanto a mim, o pastor Newton Carpintero, meu amigo, principal entusiasta e organizador do evento, sabe que não apenas o apoio, como a minha presença já está confirmada.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Desculpe da minha pergunta, ignorante!


Passei alguns dias em São Paulo, com a família, e numa de nossas visitas a um grande shopping center redescobri — a duras penas — como a vírgula e a tolerância são importantes.

Eu estava num restaurante do tipo self service e me esqueci de pegar a famigerada bandeja. Já com o prato na mão, me apercebi de que estava faltando alguma coisa. Olhei para trás e havia uma jovem senhora, com semblante carrancudo — ou, como alguém diria: “com cara de poucos amigos”. À sua frente havia uma bandeja. Pensei em pegá-la, mas preferi antes fazer uma pergunta aparentemente óbvia àquela senhora:

Por gentileza, essa bandeja é sua?

Como fui ignorado, insisti:

Por favor, senhora, essa bandeja é sua?

E a resposta que ouvi foi, no mínimo, grosseira e inoportuna, até porque estávamos no dia 2 de janeiro, iniciando um novo ano:

É óbvio que não, pois já estou com a minha bandeja!

Sim, minha senhora, mas pensei que estivesse acompanhada... Desculpe da minha pergunta ignorante — respondi.

Ignorante é você! — disse ela, esbravejando.

Eu não disse que a senhora é ignorante. Disse que a minha pergunta foi ignorante — na verdade, ignorante para ela, pois para mim o questionamento foi procedente —, pois, se a senhora está com uma bandeja na mão, é óbvio que esta não poderia ser sua... — argumentei.

Ai, meu Deus... — resmungou ela, com desprezo.

Feliz ano novo! — concluí, com ironia.

Por que fiz a pergunta “idiota”, que deu início à mencionada discussão? Porque, se eu simplesmente pegasse a bandeja, correria o risco de ouvir: “Essa bandeja é do meu marido”, etc. Por outro lado, se aquela senhora não estivesse “armada”, logo no começo do ano, toda a discussão teria sido evitada. Primeiro, porque ela teria respondido à minha pergunta, ainda que a considerasse óbvia, com um simples: “não”. Segundo, ela não teria acrescentado uma vírgula antes da palavra “ignorante”, em minha frase “Desculpe da minha pergunta ignorante”.

Moral da história: para nós que escrevemos, o emprego correto da vírgula é imprescindível, pois podemos deparar com web-intolerantes de plantão e não dispomos de entonação num texto...

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi