terça-feira, 16 de novembro de 2010

As incoerências de expoentes que não possuem motivações nobres (1)


Venho recomendando — e continuarei a recomendar, se Deus quiser — nomes de expoentes da Palavra do Senhor. Mas chegou a hora de eu fazer uma abordagem negativa, porém necessária, a fim de que valorizemos ainda mais o lado positivo da exposição da Palavra. Aproveito para fazer isso antes que acabe este mês, pois em dezembro pretendo apresentar apenas mensagens e artigos inspirativos sobre Jesus Cristo.

Como a minha intenção — falo diante daquEle que sonda os corações — nunca foi a de prejudicar pessoas, destruir as suas reputações, expô-las publicamente, não citarei nomes, mas sim um tipo de expoente que eu conheço muito bem e não recomendo. A diferença entre nome e tipo parece irrelevante, porém há pessoas ditas cristãs, mal-intencionadas, que se aproveitam da citação de nomes para promover “web-linchamentos”.

Não apoio nenhuma modalidade de malhação pública; isso é reprovável diante de Deus. Sei que alguns editores de blog fazem isso para aumentar o número de acessos e de comentários. Não tenho o mau costume de expor nomes de pessoas negativamente. Já fiz isso — reconheço — em casos de extrema relevância. E não me arrependo, pois o próprio Paulo precisou usar desse expediente (2 Tm 4.10-14). Entretanto, não devemos nos esquecer de que o Senhor Jesus, em Mateus 7.15-23, não mencionou os nomes dos falsos profetas; apenas citou as suas principais “qualidades”. E é isso que estou a fazer neste artigo.

Expoentes há que não possuem motivações nobres, dignas e puras, a despeito de aparentarem nobreza, dignidade e pureza diante das multidões. É claro que todos nós já fomos ou seremos incoerentes, pois somos seres humanos. Quem é nobre, digno, puro de coração comete incoerências, por descuido, por falta de conhecimento, etc. Mas nunca porque possui intenções e sentimentos anticristãos ou visa à destruição de pessoas.

Suponhamos que um ensinador que gosta de dar o veredicto sobre assuntos teológicos — o qual demonstra o seu vasto conhecimento através de exaustivas e longas exposições — tenha se omitido a respeito de questões muito relevantes, de grande repercussão, no passado. E digamos que ele tenha feito isso em razão de ocupar uma posição de destaque em uma importante instituição. Ninguém pode chamá-lo de incoerente por isso. Mas, e se esse mesmo expoente resolve usar todo o seu talento, bem como o seu prestígio (ligado à instituição), para tentar, de modo objetivo, destruir a reputação de um colega de ministério (e também de trabalho, de certa forma), que ele chama de amigo, acusando-o (apressada e injustamente) de ter abandonado a ortodoxia? O que isso revela?

Além de incoerência, revela falta de motivação nobre, digna, para dizer o mínimo. Tal expoente, que havia deixado de usar a sua energia para o bem, para a resolução de questões relevantes, em outros momentos, não poupou esforços para pisotear o seu irmão, fazendo tudo o que estava ao seu alcance para prejudicá-lo. E, depois de tudo, não satisfeito, ainda publicou um texto triunfal — longo, para variar — a fim de comemorar a sua “vitória com sabor de mel” e explicar a todos porque estava certo em fazer o que fez.

Outrossim, digamos que um expoente escreve (ou “vomita”, para ser mais claro) “conselhos” a alguém — “indiretamente” —, abordando principalmente o perigo da vaidade humana. Seria um direito que lhe assiste “aconselhar” alguém de modo “indireto”, não é mesmo? O problema é que a pessoa-alvo dos seus ataques, insultos e impropérios (para ser mais claro ainda) conhece muito bem o espírito “competitivo” do tal expoente, bem como o seu complexo de superioridade, a sua vontade de ser sempre o número 1.

Ter aparência de humildade e voz de autoridade não faz de ninguém um verdadeiro profeta do Altíssimo. É preciso ser humilde de coração (Mt 11.29) para poder dizer, com real autoridade, o que Jesus disse aos fariseus, em Mateus 23.24,25: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniquidade”.

Com temor e tremor diante de Deus, o meu Ajudador, e não temendo o que me pode fazer o homem,

Ciro Sanches Zibordi

7 comentários:

marcelo disse...

otimo texto e blog pastor, parabéns!!!

Gostaria de fechar parceria com o irmão de banners, o que acha?!

aguardo retorno!!!

Edilson Paulo disse...

Pastor Ciro, a sua saída, da cpad news, sem um aviso qualquer, foi por causa de algum artigo,que alguem não gostou.Assim como alguns politicos não querem a liberdade da imprensa.A cpad news quer uma ditadura, sera..

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Edison Paulo,

A retirada da coluna Apologética Cristã sem aviso para o público se deu em razão de este articulista não representar muito para o tal portal (sem ironia). Eu reconheço a minha pequenez e a minha insignificância. E eu penso também que muitos sequer notaram a minha saída.

Saliento, porém, que o presente texto não tem relação com a minha saída do referido portal, o que é um direito da editora. Eu me refiro a outros fatos.

Em Cristo,

CSZ

Tamar disse...

Eu não notei a sua saída porque nem sabia que o tal portal existia kkk.
Só entrava lá por causa do teaser "continue lendo" que você colocava no seu blog.

Eu só leio loooongas digressões quando estou diante de algo escrito por uma sumidade no assunto.

A experiência de publicar no MP e na Seara foi disciplinadora para você pois a mídia impressa não permite looooooongas lambanças.

No mais continue "errando com a Bíblia" pois é melhor do que errar com algum concílio qualquer.

Parece brincadeira esse negócio de assembleiano citar concílios e patriarcas kkkk.
Vocês viraram ortodoxos gregos?

João carlos Ferreira Batista disse...

bom artigo.
Que Deus ti abençoe sempre pastor Ciro!

A paz do Senhor Jesus!

Alessandro Cristian disse...

Prezado Pr Ciro, a Paz do Senhor.
Confesso que me doeu o coração ao ler o artigo no qual o sr é acusado de ter deixado de lado a ortodoxia, pois admiro muito o autor do texto em questão. Não esperava um texto com aquele tom, proveniente dele.
O aludido artigo exala imaturidade e parcialidade, além de outras coisas mais...
Oremos por ele.

Valter Oliveira disse...

A paz do Senhor Pr Ciro.


Li alguns de seus livros e frequentemente tenho lido as postagems do seu blog( está no meus favoritos).Louvo a Deus pela sua maneira esclarecedora e objetiva de escrever,na minha opiniao, é essa a razão (Além da benção de Deus,é claro!)de seus livros serem sucessos de venda,a gloria seja dada a Deus e parabéns para o senhor.
Diante desses "Webs-linchamentos" tenho perguntado a mim mesmo : Será que estamos desprezando o mais importante?
No capitulo vinte e três do evangelho segundo São Mateus, Jesus repreende duramente os fariseus e escribas por sua hipocrisia. Eram homens exaltados, que almejavam posições privilegiadas para serem louvados pelos homens, tinham aparência de piedade mas a negavam com suas obras.Os escribas e fariseus além da hipocrisia, tinham algo em comum: a lei. Enquanto o primeiro era chamado de doutor e interprete da lei, por serem copistas e mestres das escrituras, o segundo insistia no cumprimento rigoroso da lei e das tradições, mas ambos foram repreendidos por Jesus, que apesar de corretamente se mostrarem cuidadosos quanto aos dízimos, desprezavam o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé (Mt 23.23).Será que o crente moderno está entrando no mesmo caminho dos escribas e fariseus?Será que estamos sendo cuidadosos com certas coisas justas, mas desprezamos o mais importante?
Devemos construir, ornamentar e reformar igrejas, mas não podemos desprezar o mais importante papel da igreja: proclamar o evangelho do Senhor Jesus Cristo(Mc 16.15).Devemos honrar ao Senhor com nosso corpo, vestindo com pudor e modéstia, mas não desprezar o mais importante: um coração puro, uma boa consciência, e uma fé não fingida (1Tm 1.5; 3.9). Podemos ser pregadores, ensinadores, teólogos, eruditos, mas não desprezar o mais importante: Humildade( Tg 3.13-18;1Pe 5.5). Podemos trabalhar, estudar, batalhar para crescer na vida, mas não desprezar o mais importante: buscar o reino de Deus e a sua justiça(Mt 6.33).