sábado, 16 de outubro de 2010

Somente agora a Assembleia de Deus está descobrindo a teologia?


Gosto muito do ensino teológico. Em 1991, me formei pela FAESP (Faculdade Evangélica de São Paulo), no bairro paulistano do Belenzinho, instituição que, na época, era chamada Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima.

Tive como professores homens de Deus como: Pr. João Vicente Branco, Pr. José Prado Veiga, Pr. Severino Pedro da Silva, Pr. Eude Martins, Dr. Caramuru Afonso, Dr. Samuel Freire, Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza, etc. Isso mesmo: Ronaldo Rodrigues de Souza, que hoje é diretor executivo da CPAD! No fim da década de 1980, ele já era professor de Evangelismo/Missiologia. E há gente por aí pensando que ele é leigo na área teológica...


Depois que me formei, fui convidado para assumir, em 1992, a cadeira de Evangelismo/Missiologia, ao lado do irmão Ronaldo, que, em 1993, precisou deixar o seminário para assumir a diretoria executiva da CPAD, no Rio de Janeiro. Alguns anos depois, passei a auxiliar o pastor Eude Martins (à época, diretor geral da Editora Vida) na cadeira de Hermenêutica/Exegese e tornei-me, em pouco tempo, titular dela, com a saída do aludido professor do seminário.

Em 1999, ajudei a fundar a extensão da FAESP (já com esta denominação), no bairro da Lapa, em São Paulo-SP. Além de coordenador desse núcleo, fui professor de Teologia Sistemática, História da Igreja, Teologia Contemporânea, Evangelismo/Missiologia, Hermenêutica/Exegese e Homilética. Em 2002, precisei me desligar da FAESP, pois não era mais possível conciliar o trabalho docente com o que eu já desempenhava na CPAD como gerente de informática. Atuei, portanto, diretamente na área teológica durante dez anos.

Por graça de Deus, sou, ainda, autor da unidade Escatologia da obra Teologia Sistemática Pentecotal, lançada em 2008 pela CPAD, a qual reúne nove expoentes do pentecostalismo brasileiro: Antonio Gilberto, Esequias Soares, Elinaldo Renovato, Claudionor de Andrade, Elienai Cabral, Wagner Gaby, Geremias do Couto, Severino Pedro e Ciro Sanches Zibordi. E também ministro aulas de convalidação de cursos teológicos, quando sou convidado.

Por que disse tudo isso a respeito da minha formação teológica? Não é para apresentar o meu currículo, que, aliás, reconheço, é muito modesto. Mas não paro de estudar, ainda que não tenha a necessidade de divulgar isso aqui no blog, pelo menos por enquanto...

Bem, só apresentei as informações acima para demonstrar que prezo muito o ensino teológico e tenho vivência nessa área, modéstia à parte. Mas nunca prezei mais a teologia do que a Bíblia. Por quê? Porque aprendi com os meus mestres do seminário e da Escola Dominical, bem como nos cultos de ensino com o saudoso pastor Valdir Bícego, que a teologia é o que os teólogos dizem da Bíblia. E a Bíblia é a Palavra de Deus.


É claro que eu leio obras teológicas diariamente e tenho os meus teólogos preferidos, do passado e do presente, ainda que nenhum deles represente mais para mim que as Escrituras. Estas, e somente estas, são infalíveis e inerrantes. E, por isso mesmo, jamais procurarei abonar qualquer doutrina bíblica prioritariamente com a opinião dos teólogos. Como crente espiritual e amante da Palavra, devo discernir tudo (1 Co 2.15), examinar todas as coisas (1 Ts 5.21), mas segundo as Escrituras, assim como faziam Paulo (1 Co 15.3,4) e os nobres bereanos (At 17.10,11).

Admiro muito o mestre assembleiano Antonio Gilberto, a maior autoridade brasileira da teologia pentecostal, com os seus 81 anos. Muitos “supereruditos” debocharão dessa minha afirmação, haja vista pensarem que “fazer teologia” é escrever para girafas (em “alto” nível), com a citação excessiva — e, em muitos casos, exibicionista — de termos gregos e a apresentação de uma longa relação de notas de rodapé. Antonio Gilberto, conquanto não seja perfeito, é um exegeta e teólogo de primeiríssima linha, que escreve e discursa com simplicidade ímpar e clareza meridiana, alcançando a todos, indistintamente.

Gosto também, e muito, de Stanley M. Horton, cujo pensamento teológico se alinha ao de Antonio Gilberto. Os dois, para mim, apesar de um ser norte-americano e outro nordestino, estão no mesmo nível. Eles não são perfeitos, é verdade, e podem, aqui ou ali, dizer uma ou outra coisa que possamos não concordar. Entretanto, no essencial não comprometem, posto que são teólogos que valorizam o primado das Escrituras. Leia as obras deles e você verá que eles procuram explicar a Bíblia pela Bíblia. Eles citam a tradição eventualmente, mas não com uma necessidade de mostrar que esta ou aquela verdade só podem ser confirmadas se os pais da Igreja, há muitos séculos, as defenderam. Não! A fonte primária de autoridade desses teólogos é a Bíblia.

Outro teólogo assembleiano cuja teologia muito me agrada é o saudoso Eurico Bergstén — a despeito de muitos “supereruditos” sequer considerá-lo teólogo. Na visão destes, só é teólogo quem estuda nas instituições norte-americanas ou nas ligadas a igrejas históricas (conhecidas, com méritos, pela excelência no ensino teológico). Segundo os tais, ainda, só é teólogo de fato e de direito quem “faz teologia” de modo enfadonho, com a citação exagerada de termos originais, pais da Igreja, credos, concílios, reformadores, etc. “Para se fazer teologia é preciso ter ferramentas epistemológicas”, asseveram eles, do alto de sua sapiência. Para esses paladinos da Exegese, da Teologia e também da Pedagogia, quem é Eurico Bergstén?

Mas o missionário finlandês Lars Eric (Eurico) Bergstén foi um grande erudito das Assembleias de Deus. E deixou para nós, assembleianos, uma obra biblicocêntrica, a sua Teologia Sistemática, editada pela nossa CPAD. Bergstén, para quem não sabe, chegou ao Brasil em setembro de 1948 (e aqui permaneceu até a sua morte, em 2000), onde dedicou sua vida à árdua tarefa de ministrar a Palavra de Deus em escolas bíblicas, além de ter escrito inúmeras revistas de Escola Dominical e valiosos artigos para os veículos de comunicação da CPAD. Ele também foi professor da FAESP e da ESTEADEB (Escola Teológica das Assembleias de Deus no Brasil), a qual foi fundada quando alguns
“supereruditos” sequer haviam nascido!

Há teólogos que nasceram ontem, com todo o respeito, e já se acham superiores a ensinadores como Antonio Gilberto e Eurico Bergstén, a ponto de considerarem o trabalho deles como ultrapassado ou até fracassado, de certa forma. Afirmam eles, “humildemente”: “Agora sim as Assembleias de Deus possuem uma teologia de verdade e está finalmente superando todo ranço e atraso nessa área”. Que ranço? Que atraso? Será que os teólogos do passado eram menos teólogos do que os de hoje? Eles podiam ter menos recursos, reconheço, mas não eram inferiores. Pelo contrário, eles superavam muitas dificuldades e ausência de obras de referência com o joelho no chão, pedindo a iluminação do Espírito.

Não estou dizendo que não haja teólogos mais jovens “fazendo teologia” de maneira competente. É claro que há! Mas não podemos desprezar o nosso legado quase-centenário. O Senhor não elevou a Assembleia de Deus ao patamar que está através de “supereruditos” que escrevem para girafas...

O Deus da Assembleia fez a Assembleia de Deus prosperar, ao longo dos anos, através de pregadores e ensinadores, teólogos — sim, teólogos — que falavam a linguagem do povo, como, em ordem alfabética: Abraão de Almeida, Alcebíades Vasconcelos, Alfredo Reikdal, Bernhard Johnson, Donald Stamps, Elienai Cabral, Elyzeu Queiroz, Emílio Conde, Estêvão Ângelo de Souza, Eurico Bergstén, Geziel Gomes, João de Oliveira, João Kolenda, João Pereira de Andrade e Silva, José Apolônio, José Pimentel de Carvalho, Lawrence Olson, Myer Perlman, Ralph Riggs, Rodrigo Santana, Samuel Nyström, Stanley M. Horton, Túlio Barros, Valdir Bícego e tantos outros.

Riam, “supereruditos”, dos nomes que eu citei! Mas foram eles, e não vocês, os responsáveis pela sistematização e difusão das doutrinas esposadas pelas Assembleias de Deus! Eles, verdadeiramente piedosos e eruditos (mais do ponto de vista bíblico [Is 50.4] do que acadêmico), conseguiram instruir o povo de Deus como um todo, numa época em que o acesso à academia era muito difícil. Mas vocês escrevem para girafas, numa linguagem tão elevada, que quase ninguém entende... Quem não descobriu a verdadeira teologia ainda são vocês. Mas ainda há tempo. Acordem!

Ciro Sanches Zibordi

15 comentários:

Honório Guedes disse...

A Paz do Senhor Pr. Ciro, louvo e agradeço a Deus pelos nossos teólogos assembleianos, responsáveis pela formação sólida de muitos de nossos teólogos atuais, instrumentos que Deus usou para a consolidação da teologia pentecostal em nosso país.
Parabenizo-o pelo artigo e pela lembrança e citações de tantos teólogos conceituados de nossa denominação.
Abraços Fraternais,

Anderson disse...

O Sr. escreveu isto tudo só para mostrar seu curriculum vitae?
Que coisa feia, pastor.
E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Isaías 56:11
Não precisa me provar nada, somente fique em paz consigo mesmo. Por favor publique e se estiver errado me ensine o certo.

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro "Anderson",

Isso mesmo! Você está corretíssimo quanto à sua avaliação!

Mas observe que aqui, no presente artigo, o meu CV está resumido. Se quiser conhecer o meu CV completo, navegue um pouco mais por esse blog.

Que Deus o abençoe! Mas vê se arruma alguma melhor a fazer do que ficar visitando blogs de "cães gulosos" que só querem "aparecer". Faça alguma coisa mais útil, como orar, ler a Bíblia, evangelizar, etc.

CSZ

Márcio Cruz disse...

Paz do Senhor Pastor Zibordi.

Apenas para lembrar: O CAPED, pelo que sei, existe muito antes de alguns sabichões surgirem com suas afirmações de total desprezo ao passado. E o passado de nossa querida e quase-lá centenária AD foi forjado no calor do forno à lenha e não do prático microondas.
E este belo e suado passado não pode e nem deve ser desprezado por ninguém, seja ele quem for, pois foi formado por homens que deixaram as vaidades e prazeres desta vida para abraçarem a Causa do Mestre.

Atitudes como estas provam mais uma vez o narcisismo intelectual de alguns que talvez tenham o seguinte pensamento: Deus no Céu e minha teologia na terra.

Infelizmente é assim.

Em Cristo, o Verdadeiro Teólogo,

Ir. Márcio Cruz

*lembrando que sempre existirão exceções.

Izaldil Tavares de Castro disse...

Pastor Ciro,
Este comentário não é para você: é para o Anderson.
Que coisa feia, seu Anderson! São essas as palavras que você tem sobre tão importante assunto? Por que é feio que o pastor Ciro Sanches Zibordi apresente a menor parte do seu currículo, voltado para a área evangélico-assembleiana?
Anderson, você deveria ficar feliz de ver mencionados os nomes que o pastor Ciro cita em sua postagem.
Eu mesmo tive a gratíssima satisfação de assessorar o ilustríssimo Pastor Antônio Gilberto (servindo-lhe de motorista e carregando-lhe o material didático)quando ele deu um curso (CAPED) na A. D. Belenzinho, nos anos 80. Por isso fico extremanete honrado.
Posso contar também a honra de ter ouvido atento as verdadeiras aulas do latinista admirável, pastor João Pereira de Andrade e Silva, além de ter recebido, há anos, o saudoso irmão Eurico Bergstén para um almoço em minha casa. A outra satisfação é ter podido assistir a inúmeros ensinos e pregações do pastor Waldir Bícego, também de saudosa memória.
Anderson, os nomes citados pelo Pr. Ciro remetem à nobreza teológica da Igreja Assembléia de Deus. Sinta-se feliz de ter quem os cite para as novas gerações.
Meu afetuoso abraço,
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

JAMIERSON OLIVEIRA disse...

Amado CIRO,

A julgar pelo tamanho (quantitativo) e coesão doutrinária (qualitativo) da AD, só podemos louvar a Deus mesmo por uma denominação que tanto abençoou e abençoa o Brasil e o mundo.

Esses dois fatores que cito acima, parece simples de conquistar, mas não é! Denominações muito mais jovens e infinitamente menores são heteredoxas e confusas doutrináriamente, beirando ao sectarismo.

Gostei tb de ver citado entre os pais da teologia assembleiana meu saudoso (ainda vivo) pastor Elyzeu Queiroz de Souza. Que mesmo sem formação acadêmica formal, contribuiu significamente para essa construção doutrinária bíblica. Seus memoráveis livros "As Gavelas da Disciplina e da Doutrina Cristã”, publicado pela primeira vez na década de 60, e outros como:"Obreiro aprovado"; "Israel por dentro"; "O ministério pastoral"; "Comentário de Salmos"; e centenas de artigos e estudos nos periódicos da casa publicadora da denominação. Pastor Elyseu foi tb membro do conselho de doutrinas da CGADB, numa época que o orgão era menos polítizado e mais focado no reino de Deus.

A AD hoje é fruto desses homens, e menos de alguns "acadêmicos" assembleiano de hoje! Isso pq eles mesmo que tocassem o céu, mantinha os pés na terra onde se concentravam na missão de pastores e evangelizar. Foram plantadores de igrejas, verdadeiros apóstolos!

Embora hoje em outra denominação (Igreja Batista da Família - CBN), igreja que congrego e sirvo a Deus logo após meu casamento, minha herança teológica e espiritual tem a influência total desses pequenos gigantes de Deus.

Pensando no reino de Deus, minha oração é que os mais novos pastores e teologos assembleianos, e de outras denominações, se inspirem nesses obreiros de tanto valor.

Abração,

www.revistaapologetica.com.br
www.revistapovos.com.br

Tiago Rosas disse...

Ilustre Pr. Ciro,

É interessante observar que esses "eruditos da teologia", afirmam categoricamente que Jesus foi o maior mestre em Teologia de todos os tempos (e alguém ousaria dizer o contrário?)! Entretanto, os mesmos preferiram não assemelhar-se a Cristo, que com palavras simples e verdadeiras tocava o coração do mais vil pecador, enquanto destruía a sabedoria dos sábios de sua época, fazendo os escribas e fariseus sentarem para ouví-lo quando ainda adolescente! Mas os tais eruditos...não, eles não querem simplicidade, eles não querem edificar vidas, querem na verdade desfilar suas teorias, valendo-se de linguagem rebuscada, palavras ainda não dicionarizadas, e sapiência inalcansável!

De que adianta tanto "saber" se isso não reflete na transformação de vidas? Que possamos a exemplo do apóstolo Paulo (outro que seria ridicularizado pelos atuais "exegetas") dizer e viver: "O que aprendi do Senhor isso vos ensinei".

Em Cristo.

Observatório Teológico disse...

Pr. Ciro, certamente o irmão tinha nomes em mente qdo escreveu este post porque entre seu amigos pastores e teólogos mais recentes, há muitos desta estirpe que desprezam os chamados "teólogos mais antigos" ou pioneiros da AD. Tem gente aí com blogs que nas entrelinhas esculacham os mais antigos. Tomara que seu post caia diante dos olhos deles para que leiam e possam consertar-se desta soberba. Deus abençoe sua vida!

Blog Durval disse...

Oi, Pr Ciro,
Muito bom o teu desabafo. E é preciso desabafar, mesmo, porque tem uns irmãozinhos que acabam de entrar em um "Curso Básico" e já se acham ao lado dos "pais da igreja", pra não falar, claro, muito superiores aos professores que o senhor citou.
Glória a Deus pela vida dos prs e professores assembleianos das décadas de 60 a 80. Mesmo que não concordemos com tudo, eles ensinaram muitas coisas boas, e a nossa base evangélica, hoje, deve muito aos seus ensinos e labor teológico.
Repito, tem uma turma que nem leu a Bíblia toda, mas só porque se matricularam em uma faculdade "famosa" ficam "se achando".
Abração, meu amado. Parabéns pelo teu trabalho - só Deus pra te recompensar, porque Ele conhece as intenções dos corações.
Na paz de Jesus,
Pr. Durval.

Natanael disse...

A teologia assembleiana é tão rasa, que se vê o nível de obreiros que ela formou...
Desculpe pastor, destes que o pastor citou, nenhum deixou de beber nas aguas teológicas das igrejas históricas. Seu post foi infeliz em desconsiderar tal fato.

Anônimo disse...

Desculpe, mas eu só nao entendi o "apesar de um ser norte-americano e outro nordestino"...isso é realmente relevante?? deveria haver alguma diferença???

Tamar disse...

O fato de um ser americano e outro nordestino tem sim muita importância.

Quando Lutero nos livrou da ditadura romanista do Latim a maior parte dos pastores e teólogos que criaram movimentos importantes a partir da Reforma escreveram em
sua língua pátria, em Inglês, Francês e Alemão.
Wesley o fundador do movimento metodista, Fox o fundador dos quackers que com seus movimentos foram a semente do movimento pentecostal escreveram em inglês.
Seymor, para alguns só um "negro caolho" era americano.
O escritos teológicos em língua portuguêsa é feito de homilias.

Jonathan Edwards teólogo e pastor americano com sua mentalidade do século XVIII escreveu que um dia teríamos grandes mestres de teologia "até na América do Sul e até entre os poor negroes".

O nordeste tinha "ensino forte" nas escolas de outrora quando o aluno era obrigado a decorar o latim e ler os Machadões. Ensino acessível á poucos.
O nordeste nos deu grandes pensadores muitos católicos ou ateus.
Sim é importante ressaltar a brasilidade de Antônio Gilberto e também sua origem nordestina em contraste com americanos que utilizam os sermões protestantes como texto didático para trabalhos de escola.

PS: Alguém aí já teve de ler os sermões do Pe. Vieira?

Tamar disse...

Gente é preciso entender a diferença entre
a teologia de Lutero,
a teologia de Agostinho,
a teologia de Aquino,
a teologia de Calvino,
a teologia de Wesley,
a teologia de George Fox.
Nem todos eram teólogos e nem todos deixaram um tratado escrito sobre teologia e Fox particularmente abominava a matéria.
Tem gente aí pensando que Teologia é tudo o que um Presbiteriano escreve.
Outros acham que Calvino inventou a Teologia.
Alguns pensam que o católico não-romano Santo Agostinho escreveu cartas para Wesley.
E tem os modernos, muito citados e pouco lidos (como Barth) e que são sempre colocados no mesmo caldeirão.

jorge mélo disse...

Gostaria de perguntar ao Anderssom :
Qual o teu currículo e ocupação, em comparação aos mencionados pelo Pr.Ciro ? Nota-se que quizeste apenas fama por alguns minutos, ao fazer indagações recheadas de bobagens, recebendo a resposta merecida.
Recife - pe

Pb. Marcelo Miranda Cavalcanti. disse...

Caro Pastor Ciro,
A Paz do Senhor, sou relativamente novo neste vasto universo acadêmico-teológico, mas quero acrescentar que tenho visto, não raras vezes, muitos que hoje em dia "comandam" igrejas com pouco ou nenhum conhecimento teológico, sem um alicerce, sem uma fundação sólida. Não quero dizer com isso que devam todos os nossos líderes serem teólogos diplomados, formados nas mais tradicionais instituições de ensino que conhecemos, mas que este conhecimento que falta seja ministrado e buscado por eles. Claro existem sim as questões teológicas e as questões doutrinárias, porém o que destrói o povo é a falta de conhecimento, falta de conhecimento de Deus, que nossos líderes - estou fazendo minha parte para mudar isso - deveríam preencher entre a membresia para fortalecer a fé do povo de Deus e não deixar que os chamados "ventos de doutrina" os levem a outro caminho.
Pb. Marcelo Miranda Cavalcanti
nadadeheresias.blogspot.com