quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Que tipo de evangelho André Vaidosão e os padres galãs estão pregando?

Que tipo de evangelho André Vaidosão (um personagem fictício que criei para me referir a todos os adoradores-astros da atualidade) e padres galãs estão pregando? O evangelho de Cristo? Não! Eles estão difundindo o evangelho ecumênico. A palavra “ecumênico” (gr. oikoumenikós) significa “aberto para o mundo inteiro”. E esse falso evangelho agrada a todos, pois não diz que Jesus é a única porta para a salvação.

Apesar de o Senhor Jesus ter dito: “Eu sou a porta” (Jo 10.9), e os apóstolos terem corroborado a sua declaração (1 Tm 2.5; At 4.12), os adeptos do ecumenismo argumentam que cada pessoa tem o seu ponto de vista, e o importante é acreditar em Deus e amar o próximo. Se alguém faz isso, já é uma pessoa do bem e não precisa se submeter aos mandamentos contidos nas Escrituras.

Há pessoas boas e honestas em todas as religiões. No entanto, o caminho para o Céu é um só, aceitemos ou não essa verdade. É claro que devemos respeitar a escolha de cada um; só não podemos ignorar o que a Palavra do Senhor ensina. Ela deixa claro que priorizar sentimentos em detrimento da verdade é um grande erro: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Seria o amor uma justificativa para se abrir mão da verdade?

O evangelho ecumênico prioriza o amor, em detrimento da verdade, contrariando o que diz a Palavra de Deus em Efésios 4.14,15: “que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (ARA). Para Deus, o que vale é a unidade em amor, em torno da verdade (Jo 13.35), e não a unidade com aqueles que ensinam falsos doutrinas ou apoiam comportamentos anticristãos.

Se o amor anulasse a verdade, e devêssemos, em decorrência disso, tolerar o erro, em prol da unidade, por que o Senhor Jesus disse as seguintes palavras? “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7.6).

O amor sem a verdade é fraco e sem influência. Já a verdade sem o amor é rígida demais, sem misericórdia. O amoroso Deus é santo e justo, e aqueles que permanecerem no pecado, por mais convincentes que sejam as suas argumentações, serão lançados no inferno, e a sua parte “será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte” (Ap 21.8).

Sei que não é fácil comunicar o evangelho de Cristo a uma geração que ouve com os olhos e pensa com o coração. Mas o verdadeiro amor não abre mão da verdade. O amor de Deus não anula a sua santidade. Amor não é sinônimo de tolerância. Quem ama o Senhor deve se submeter aos seus mandamentos, pois amá-lo implica fidelidade à Palavra: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23).

O apóstolo Tiago, depois de mostrar que o amigo do mundo é inimigo de Deus (4.4), afirmou: “Sujeitai-vos, pois a Deus...” (4.7), pois quem o ama se sujeita à sua vontade. E, em 1 Coríntios 16.22, Paulo declarou: “Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata”. Se católicos e evangélicos devem se unir em amor, sem levar em conta a verdade da Palavra de Deus, por que o apóstolo foi tão categórico ao dizer que está sob ou é anátema — amaldiçoado, condenado — quem não ama Jesus?

É claro que Paulo não sugeriu uma “guerra santa” entre os evangélicos e os católicos. Porém, a solução para o mundo não é a união de todos em torno de suas próprias verdades, criadas mediante consensos, e não recebidas do alto (1 Co 11.23). É do Senhor que vem a verdade, através das Escrituras, pois somente elas são divinamente inspiradas e proveitosas para ensinar, redarguir, corrigir e instruir em justiça (2 Tm 3.16).

Aparentemente, o evangelho ecumênico está coberto de coerência, haja vista firmar-se no pressuposto de que cada pessoa possui a sua crença, e que devemos respeitá-la. Parte-se do princípio “democrático” de que cada um tem o direito de acreditar no que quiser sem ser incomodado, desde que guarde consigo a sua verdade e não emita nenhuma opinião sobre as verdades alheias. Isso já vigora em boa parte da Europa e dos Estados Unidos — o que chamam de liberdade ou exercício pleno da democracia.

Nada tenho nada contra os padres galãs e as pessoas que seguem ao catolicismo romano. Entretanto, a Palavra de Deus é clara: “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem” (At 5.32). Ora, quem ainda tem Maria por mediadora e Pedro por fundamento da Igreja obedece ao Senhor? Não! Por isso, Jesus afirmou que o mundo não pode receber, ver e conhecer o Espírito da verdade, que está em nós (Jo 14.17).

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Erros que os... Devem Evitar


Vários irmãos continuam me perguntando sobre o meu novo livro...

Minhas duas primeiras obras — lançadas em 2003 e 2004 pela CPAD — destinaram-se ao público juvenil. Depois, escrevi três livros sobre a pregação: Erros que os Pregadores Devem Evitar (2005), Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (2006) e Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar (2007).

Em 2008, foi lançada pela mesma editora a obra Teologia Sistemática Pentecostal, da qual sou coautor e editor-assistente.

O meu próximo livro já está em fase final, na editora. E, se Deus quiser, será lançado em breve. O seu título é Erros que os... Devem Evitar.

Bem, para quem não acompanhou a entrevista que eu concedi ao pessoal do programa GeraçãoJC (Rádio Web CPAD), durante a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro (fotos), o título completo por enquanto é surpresa. Mas todos já sabem que será um livro acerca dos erros que os... devem evitar.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sabe o q eu axo do internetês?


Qdo
eu comecei usar essa ótima ferramenta de compartilhamento de ideias, em 2007, naum havia mtos escritores, pastores e cristãos em geral q possuíam um blog, e alguns até o preteriam, priorizando os sites. Mas tdo mudou. Há cada dia me espanto com o surgimento de novos blogs na gde rede. Axo isso mto bom. E vc?

Com a popularização da net — estima-se q o número de internautas brasileiros chegue a 40 milhões, segundo balanço realizado pelo Ibope/NetRatings em novembro/2008, praticamente o dobro de usuários de 2007 —, várias palavras e expressões têm surgido, influenciando a nossa língua portuguesa. Alguns exemplos dessa influência: googlar (fazer uma pesquisa no Google), orkutcídio (excluir o próprio perfil do Orkut),
postar, deletar, printar...

Muitos veem no internetês (expressão grafolinguística criada na net pelos adolescentes na última década) um grande mal, um perigo, capaz de corromper a forma padrão do idioma, tornando o patrimônio da língua uma gde sala de bate-papo. Mas precisamos encarar a influência da net com equilíbrio, pois ela tb propicia o surgimento de novas palavras. Só é preciso ter cuidado com os exageros, q realmente são prejudiciais, principalmente para as pessoas sem uma boa formação educacional, q naum conseguem separar a linguagem coloquial da formal.

Eu sou bastante “quadrado”, pois naum gosto de usar o internetês nem no Twitter e no MSN. Naum consigo substituir falou por flw, beleza por blz, etc. É claro q os jovens e adolescentes, principalmente, usam esse tipo de linguagem pq se acostumaram a naum colocar acentos nas palavras, o q consideram trabalhoso na hora de tc (digitar), já q é preciso apertar uma tecla a mais! Isso é ou naum é preguiça? Em parte, sim, mas o internetês, às vezes, é prático (naum em um blog, é claro), haja vista a economia de caracteres, sem causar prejuízo à mensagem.

Mas, em resumo, a cada dia me convenço de q o internetês é coisa de adolescente, q tb recorre a gírias e a outras efemeridades. Como eu acredito q o aprendizado força a pessoa a ser diferente, estimulo os meus leitores a se comunicarem da forma mais simples possível, porém correta, sem uso abusivo do internetês, vlw?

Abs, xau, t+, bjs...

CSZ

sábado, 26 de setembro de 2009

Fim ou recomeço?


Costumamos encarar o fim como a cessação de tudo, não é mesmo? Essa palavrinha de três letras é capaz de nos levar ao desânimo, ao sentimento de que tudo terminou. Mas, sabe de uma coisa? Todo fim enseja um recomeço.

No princípio, Deus criou o mundo e pôs nele o homem, e este o decepcionou. O que aconteceu? Bem, a vida no jardim do Éden perdeu o sentido. Fim? The End, como terminam os filmes de Hollywood? Não! Simplesmente, um recomeço. O Criador vestiu Adão e Eva de peles e estabeleceu novas metas para a humanidade. Enfim, o que passou, passou.

O fim do período da Inocência deu início ao da Consciência. E mais uma vez o homem decepcionou a Deus. Os descendentes de Sete — filho de Adão — se misturaram aos pecadores, e a Terra ficou cheia de violência e materialismo. Veio, então, o Dilúvio. Fim? Não. Recomeço. Deus preservou Noé e sua família, para com eles estabelecer um novo pacto e um novo período, o do Governo Humano.

Mais uma vez, os homens fracassaram, ao tentar construir uma cidade, com uma grande torre, para glória própria, esquecendo-se de que toda a glória pertence ao Criador (Is 42.8). O que fez Ele, pôs fim a tudo? Não! Frustrou aquele mau intento, a fim de que houvesse um novo começo para os homens.

[Não pense que Deus estava tentando ajudar o ser humano sem saber o que aconteceria. Quando o pecado entrou no mundo, o Senhor já tinha um plano estabelecido — tanto que Jesus Cristo é o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8); isto é, todos os cordeiros mortos desde a criação do mundo tipificavam o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). Contudo, esses fins e recomeços eram oportunidades para a humanidade se reencontrar e entender os propósitos do Criador.]

Bem, o Governo Humano não deu certo, e a Torre de Babel caiu. Como diz a Palavra de Deus, “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor é a resposta da boca” (Pv 16.1). Quando fazemos planos e eles desmoronam, isso não significa o fim. Deus, naquela ocasião, espalhou as pessoas, para um novo começo: o período Patriarcal.

O Senhor fez alianças com Abraão, Isaque e Jacó, e nasceram aqueles que formariam as doze tribos de Israel, mas o livro dos começos, o Gênesis, terminaria de modo aparentemente trágico: “E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram, e o puseram num caixão no Egito” (Gn 50.26).

Que ironia! O livro que começa com uma frase cheia de vida “No princípio, criou Deus os céus e a terra” termina com morte, embalsamamento e caixão, palavras que gostaríamos de riscar do vocabulário! Mas não podemos nos esquecer de que cremos no Doador da vida! E de que a morte, para os seus servos, é um recomeço, em outra dimensão, a celestial! Nem a morte pode nos separar do amor de Deus (Rm 8.38,39).

Começa, então, o período da Lei, com a saída dos filhos de Israel do Egito — liderados por Moisés —, que não eram mais uma família, mas um grande povo. Esse período duraria até a plenitude dos tempos, quando Deus enviaria seu Filho, “nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5).

No decurso desse período, entre os livros de Êxodo e Malaquias, houve vários fins e recomeços. E, como a humanidade não foi capaz de retomar o rumo segundo a vontade de Deus, mais um período dispensacional teria de acabar, como lemos em João 1.17: “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.

Cristo, o verdadeiro Deus encarnado (Jo 1.1,14; 1Tm 3.16), dá início ao período da Graça. Mas somente a sua encarnação não seria suficiente. Teria Ele de passar pelas angústias humanas. O véu precisaria ser rasgado. E não estou falando do véu do templo, partido em dois para “dizer” que o caminho para a salvação está aberto. Para isso acontecer, um outro véu teria de ser rasgado: o corpo de nosso Senhor (Hb 10.20).

Jesus nasceu e morreu. Fim? Bem, se a sua morte fosse o fim, estaríamos perdidos. Mas... Ah, como eu gosto desta palavrinha também de três letras! Às vezes, até usamo-la de modo inconveniente, para criticar alguém: “Gosto de Fulana, mas...” Contudo, veja como ela se encaixa como uma luva em 1 Coríntios 15.17-20. Leia esta passagem agora, por favor.

Glória a Deus! Se Jesus não tivesse ressuscitado, a nossa fé seria vã e estaríamos perdidos. Mas Cristo ressuscitou! Que recomeço maravilhoso e triunfante, não acha? Imagine a alegria das mulheres que foram visitar o corpo de Jesus, e encontraram a pedra revolvida e o túmulo vazio (Mc 16.1-4). Que recomeço para elas, que já não tinham esperanças!

Você pode escolher ao passar por uma decepção ou tragédia uma das duas palavrinhas de três letras: fim ou mas. É possível que você esteja enfrentando grandes angústias agora. Há, quem sabe, muitas decepções em seu coração: a perda de um ente querido em uma tragédia, a interrupção de uma gravidez, um sonho não realizado, uma enfermidade... Bem, você tem a oportunidade de deixar para trás as frustrações e começar uma nova fase da vida com alegria e satisfação.

O fim, como vimos, não é um fim em si mesmo. Então lembre-se de que sempre haverá um mas. Fico pensando o que seria de nós se alguns versículos terminassem antes dessa palavrinha. Imagine se Romanos 6.23 terminasse assim: “o salário do pecado é a morte”. Mas há um complemento animador: “o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Sabe, vou lhe confessar uma coisa. Um dos principais problemas que tenho ao escrever é a repetição da palavrinha mas. Já fui orientado por uma profissional da língua portuguesa e vivo me policiando sobre isso. Entretanto, neste artigo, estou me sentindo completamente à vontade para dizer quantos mas forem necessários!

Afinal, temos dificuldades e aflições, mas o Senhor é o nosso Pastor! O Inimigo se levanta contra nós, mas maior é Aquele que está conosco! Os nossos corações nos condenam, mas maior é Ele do que os nossos corações! Você pode ter enfrentado uma grande dificuldade, frustrações e decepções; mas tudo isso acabará, se você tiver esperança, e uma nova fase de vitórias terá início, pois cremos que o fim traz um grande recomeço para aqueles que depositam a sua esperança em Jesus Cristo!

O mundo está em guerra. O Brasil, dominado pela corrupção. E, para piorar, tragédias não param de acontecer... O profeta Miquéias vivia dias semelhantes aos nossos (Mq 7.1-6). Contudo, havia um “porém”. Qual? A sua certeza em um recomeço em Deus estava inabalável, e ele exclamou: “Eu, porém, esperarei no Senhor; esperei no Deus da minha salvação: o meu Deus me ouvirá” (Mq 7.7).

Pessoas especiais morreram, mas Cristo está vivo e consola o seu coração. O ano pode não estar sendo bom para você, mas guarde a sua fé e a sua esperança, pois ainda surgirão grandes oportunidades, em Deus!

Bem, pensei em como terminar este artigo, e resolvi citar uma passagem que muito me anima:
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37).

[Escrevi este artigo quando soube que uma amiga e irmã em Cristo havia perdido o seu bebê. Resolvi republicar o presente texto por acreditar que ele ajudará pessoas que perderam entes queridos ou estão passando por grandes tribulações.]

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Uma afronta à memória de Michael Jackson


Na minha adolescência, fui um fã de carteirinha do Michael Jackson. Mas, depois de ter sido liberto por Jesus Cristo, não quis mais saber das músicas e coreografias fantásticas desse super-astro. As coisas velhas ficaram para trás (2 Co 5.17). Jackson e seu extraordinário moonwalk, que deixou admirado até mesmo o rei da dança e do sapateado, Fred Astaire, não fazem mais sentido para mim.

Bem, o tempo passou... E, para minha surpresa, o povo evangélico desse novo milênio (quer dizer, uma boa parte dele) começou a cultuar — com muita alegria — o estilo Michael Jackson dentro das igrejas e em eventos “evangélicos” (!), como se vê no conhecido vídeo abaixo:



Sinceramente, ou eu aprendi tudo errado, quando me converti, ou sou “careta”, desatualizado, “quadrado”, pois não consigo voltar às práticas da vida velha, dominada pelo pecado. Tenho preferido prosseguir para o alvo, esquecendo-me das coisas que ficaram para trás (Fp 3.13,14).

Mas, para quem conhece bem o moonwalk original (vídeo abaixo), a performance acima é, no mínimo, uma afronta à memória de Michael Jackson. Além disso, evidencia que muitos líderes, pregadores e cantores evangélicos apostataram da fé e estão andando para trás, espiritualmente, de mãos dadas com o mundo.



Assim diz a Palavra do Senhor: “não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Flagrantes da Bienal do Livro 2009 (1)

Autor de Erros que os Pregadores Devem Evitar (CPAD) chega à Bienal no penúltimo dia da Feira

Júlia Zibordi, filha do editor do Blog do Ciro, é flagrada ao lado de sua mãe, Luciana Zibordi, esposa do autor de Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar, obra editada pela CPAD

Escritor e chargista Flamir concede entrevista a Raquel Lucena (do programa GeraçãoJC), no stand da CPAD

Coautor da obra Teologia Sistemática Pentecostal (CPAD) esforça-se para ler o que ele chamou de Livro de Itu

Júlia Zibordi, sob os olhares atentos de sua mãe, Luciana Zibordi, e de seu pai, o autor das obras Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer e Adolescentes S/A, ambas editadas pela CPAD, assiste a um teatrinho de fantoches

Eveline Ventura, autora do best-seller Só para Meninas (CPAD), autografa seu livro no stand da CPAD

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é flagrado ao lado do autor de Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (CPAD) e sua filha Júlia Zibordi

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dicionário das Unções


Unção. Nos tempos da Antiga Aliança, reis, profetas, sacerdotes e coisas (colunas, objetos, etc.) eram ungidos (Gn 31.13; Êx 30.26-30; 40.15; 1 Sm 10.1; 1 Rs 19.16; Sl 133). A unção simbolizava consagração de pessoas ou coisas ao Senhor. Mas, no Novo Testamento, Jesus afirmou, após ter lido um trecho de Isaías (61.1-2), que a profecia quanto à unção do Espírito sobre a sua vida tinha se cumprido (Lc 4.18-21). Deus o ungira, no plano espiritual, e isso em si já era o bastante para o cumprimento de sua missão na Terra (At 10.38).

O derramamento de azeite representava, antigamente, unção divina propriamente dita sobre a vida de quem ascenderia a uma posição de destaque (Nm 3.3; 1 Sm 16.13). No entanto, hoje, não é mais necessário ungir pessoas com azeite para consagração ou confirmação de seus ministérios. Basta a unção do Espírito Santo (2 Co 1.21; 1 Jo 2.20,27).

Também não é preciso ungir objetos, a fim de consagrá-los a Deus, pois o Novo Testamento menciona a unção literal somente para os enfermos (Mc 6.13), a qual deve ser aplicada pelo presbitério (Tg 5.14). O azeite, além de símbolo do Espírito Santo (Zc 4.3-6), é o ponto de contato que pode estimular a fé do doente. Mas o recebimento da cura não está relacionado com a unção, e sim com a oração da fé, em nome do Senhor: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará” (Tg 5.15).

Unção com óleo para os enfermos. O Senhor Jesus disse: “porão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Mc 16.18). E a imposição de mãos pode incluir a unção com óleo. Esta, no entanto, não é a condição primacial para a cura, que ocorre por meio da fé (Lc 8.48; 17.19). Os apóstolos não precisavam de azeite para levantar os enfermos.

Hoje, a unção para os doentes é apenas simbólica. Não deve ser aplicada ou esfregada no local da enfermidade, como fazem certos milagreiros, para depois pretensamente extrair objetos das pessoas, como pedaços de ossos, pedras, filetes com sangue ou algo parecido. Isso, na maioria dos casos, se trata de fraude; em outros, é ação do mal mesmo. Nos tempos bíblicos, o azeite era empregado diretamente nas feridas, mas apenas como remédio (Is 1.6; Lc 10.34).

Unção da loucura. Falsa unção baseada em 1 Coríntios 1.25: “Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. Os espalhafatosos propagadores dessa nova unção vêem nessa passagem a justificativa para todas as aberrações que dizem e fazem. Alguns têm ministrado a “bênção do depósito celestial”. Prometem que as pessoas que tiverem fé encontrarão uma grande quantia em sua conta bancária. No entanto, como o suposto agraciado declarará isso no Imposto de Renda, haja vista não poder dizer simplesmente: “Foi Deus quem me deu”?

A expressão “loucura de Deus” foi empregada por Paulo apenas para enfatizar o quanto os seres humanos, por mais capazes que sejam, estão aquém do Todo-Poderoso. A despeito de ele ter mencionado a “fraqueza de Deus”, nenhum milagreiro inventou, ainda, a unção da fraqueza de Deus, com base no mesmo versículo.

Unção do leão. Esta tornou-se muito conhecida depois que a vocalista de certo grupo engatinhou “profeticamente” em um palco, levando milhares de fãs ao delírio. A própria cantora admitiu que andou sob a unção do Leão da Tribo de Judá, mas depois se desculpou pelo ocorrido.

Unção do reteté. Uns dizem “reteté”, e outros, “repleplé”. Ninguém sabe ao certo o que significam essas expressões onomatopaicas — que devem ter se originado de uma brincadeira de péssimo gosto com as línguas estranhas —, usadas para identificar pretensos cultos pentecostais. O termo “reteté” não consta de dicionários oficiais. Mas há quem diga que teve origem no italiano; relacionado com a culinária, significaria: “mistura”, “movimento”, “reboliço”, “festa”, “aquilo que foge da normalidade”, etc. O certo é que essa expressão esdrúxula faz o maior sucesso no meio pseudopentecostal.

Nas reuniões em que ocorre a unção do reteté, os “hinos” são apresentados em ritmos como axé, com batuques que lembram reuniões de candomblé, e muito forró. Pessoas rodopiam, correm de um lado para o outro, caem, riem, berram, etc. Não se trata apenas de meninice. Em muitos casos, existe influência maligna (cf. 1 Tm 4.1), aceita e incentivada por obreiros neófitos que não estudam as Escrituras, deixando de observar o que está escrito em 1 Coríntios 14.

Unção do riso. Falsa unção que ocorre quando um “ungido” olha para o povo e começa a dar gargalhadas, supostamente pelo poder de Deus. Pessoas uivam, como se fossem lobos. Outras caem e lançam-se umas sobre as outras, dando gargalhadas similares àquelas que só podem ser ouvidas em filmes de terror.

Unção do Santo. Este termo é bíblico (1 Jo 2.20,27) e representa a única e definitiva unção que o crente deve possuir, a unção do Espírito Santo. O cristão verdadeiro possui essa unção, não precisando de novas unções ou unções novas.

Unção dos quatro seres. Falsa unção propagada por “adoradores” que, baseando-se em Apocalipse 4, se dizem impulsionados por essa nova unção para rugir como leões, baterem os braços como águias e imitarem bezerros, nos cultos. Os que são influenciados pelo ser que tem rosto “como de homem” limitam-se a gemer e a chorar.

Esse tipo de manifestação exótica e aberrante também está associada à chamada bênção de Toronto, que já influenciou crentes da América do Norte, da Europa e também do Brasil. Várias pessoas reuniam-se em um local próximo ao aeroporto de Toronto, no Canadá, e muitas delas latiam como cães e caíam supostamente pelo Espírito e eram tomadas por risos prolongados e incontroláveis. Algumas imitavam animais, como leão, cachorro e até lagartixa.

Unção financeira. Este termo é muito usado pelos propagadores da falaciosa teologia da prosperidade. No Brasil, essa falsa unção ganhou notoriedade depois que o telepregador Morris Cerullo “profetizou” que Deus derramaria a tal unção sobre todos os que contribuíssem com R$ 900,00 para um programa de TV. A justificativa de Cerullo para estabelecer o valor foi o fato de estarmos em 2009, e nove denotar, supostamente, completude, totalidade.

Unção nova ou nova unção. Ambos os termos se referem, genericamente, a todo e qualquer tipo de novidade apresentada como sendo decorrente de uma unção, como, por exemplo: unção apostólica, financeira, extravagante, de ousadia, de conquista, de multiplicação, do riso, etc.

Unção profética. Este tipo de unção é mística, pois transforma o óleo em um elemento “mágico” para obtenção de dádivas. Segundo a Bíblia, somente o ministério está autorizado a ungir os enfermos. Tiago, ao mencionar presbíteros, referiu-se aos ministros chamados por Deus, vedando essa prática a diáconos, cooperadores e membros (Tg 5.14; cf. Mc 6.13).

Certos “ungidos” têm usado o óleo para ungir “profeticamente” casas, carros, etc., para “abençoar” pessoas e ser “abençoados” por elas. Há algum tempo, seguidores de um grupo “evangélico” resolveram, numa “atitude profética”, escalar e ungir o pico Dedo de Deus, na região serrana do Rio de Janeiro. Outros enterram garrafas ou latas de azeite em montes, a fim de tornar o produto da oliveira “poderoso”. Depois, o empregam em suas campanhas para ungir casas, carros, carteiras de trabalho, etc.

Unção, transferência de. Nome dado ao modismo pseudopentecostal pelo qual certos “ungidos” pretensamente transmitem unção uns aos outros. Segundo movimentos pseudopentecostais, para se transferir unção, é preciso estar numa dimensão mais profunda ao Espírito Santo. Os “ungidos”, então, se abraçam fortemente, podendo ficar grudados por um longo tempo. Essa transferência também ocorre quando os “ungidos” encostam as suas testas umas nas outras ou rolam pelo chão abraçados, movimentando-se violentamente.

Os defensores desse modismo afirmam que Moisés transferiu a sua unção para setenta anciãos. Na verdade, Deus usou o seu servo como um canal para dar a outros setenta homens a sua própria (de Deus) unção, como se lê em Números 11.16,17: “Então, eu descerei, e ali falarei contigo, e tirarei do Espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu sozinho o não leves”.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Uma palavra aos cessacionistas que zombam dos pentecostais


Quem me conhece ou visita este blog com certa frequência já percebeu que eu sou contra bizarrices e sandices que ocorrem entre os que se dizem pentecostais. Mas essa minha postura tem como motivação um zelo, um cuidado com a Igreja do Senhor. A minha intenção, com as críticas — às vezes, provocativas e irônicas, reconheço —, é despertar os meus irmãos pentecostais para um avivamento genuíno, segundo a Palavra de Deus.

Por outro lado, eu não posso ficar calado ante os ataques exagerados e zombeteiros daqueles que consideram o pentecostalismo (e não as aberrações pseudopentecostais) uma falácia. Esses escarnecedores, se fossem apenas cessacionistas, eu os respeitaria, apesar de não concordar com a sua posição. Mas, além de opositores da multiforme manifestação do Espírito Santo, esposada com clareza nas páginas neotestamentárias, zombam do pentecostalismo e o desprezam, chamando os pentecostais de
“pentecas”.

Saliento que nada tenho contra os irmãos batistas e presbiterianos, que são cessacionistas, mas respeitam os pentecostais. Já preguei, por graça de Deus, em algumas Igrejas Batista e Presbiteriana e fui muito bem recebido em ambas. Tenho amigos nessas denominações históricas e respeito a sua tradição. No entanto, neste meu breve artigo, respondo aos cessacionistas extremados, depreciadores, soberbos, escarnecedores, que consideram todos os pentecostais ignorantes.

Mas os zombeteiros contrários ao pentecostalismo,
apesar de ridicularizarem os pentecostais, afirmam ter um motivo justo para agirem assim. Dizem-se satisfeitos com a Bíblia e, por isso, não acreditam que Deus fale diretamente através de uma profecia. Segundo eles, a porta da revelação está fechada. Quando o último apóstolo (dos doze) escreveu o Apocalipse, a Bíblia ficou completa, dizem. Depois da morte de João, a revelação de Deus teria cessado, não havendo mais a necessidade de profecias, variedade de línguas e interpretação delas nas igrejas.

A despeito de o cânon dos dois Testamentos ter sido encerrado, o nosso Deus é vivo e, por meio de seus dons, revela-nos sim muitas coisas. Essas revelações, contudo, não visam a acrescentar ou tirar quaisquer palavras contidas nas Escrituras, uma vez que isso contraria Apocalipse 22.18,19.

É claro que, no que tange aos 66 livros inspirados por Deus, a revelação cessou. E, nesse caso, considero antibíblicos esses livros da atualidade que apresentam supostas “divinas revelações” do Céu e do Inferno. Isso é contrário às Sagradas Escrituras, haja vista sabermos que as coisas futuras ainda hão de ser reveladas (Rm 8.18; 1 Pe 5.1; Dt 29.29).

Entretanto, para que serve o dom de discernir os espíritos, mencionado em 1 Coríntios 12.10? Para revelar! Não foi isso que aconteceu no episódio envolvendo Ananias e Safira (At 5.1-10)? Deus ainda revela. Nesse sentido, a porta da revelação continua aberta. Ou seja, não devemos confundir a Revelação com revelações.

Nada pode mudar ou contrariar o que está escrito na Bíblia (1 Co 4.6). Ainda que um anjo do Céu nos apresente uma mensagem diferente da que se encontra nas páginas sagradas, deve ser considerado anátema (Gl 1.8). Mas, por meio dos dons espirituais à disposição da igreja, hoje (At 2.39), coisas ocultas vêm à tona, sobrenaturalmente. Daí a Palavra de Deus dizer: “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26). Note: “tem revelação”.

À luz da Palavra de Deus, os dons, como manifestações esporádicas do Espírito (profecia, variedade de línguas, palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, etc.) não cessaram. Afirmar isso já é uma falácia, haja vista ignorar-se, com esse posicionamento, textos claros quanto à atualidade dos dons do Espírito Santo (At 2.39; 1 Co 12-14; 1 Ts 5.19,20). Mas o cessacionismo zombeteiro é blasfemo.

Tenham cuidado, irmãos (irmãos?) cessacionistas escarnecedores. Esse negócio de fazer gracejos com as línguas estranhas — ainda que haja mesmo farsantes enrolando a língua entre nós, os pentecostais — não leva a nada, além de ser pecado. Não se irritem, pensando que quero persuadi-los a ser pentecostais. Desejo, com toda a sinceridade, que parem de brincar com coisa séria.

Respeito os cessacionistas, repito, que afirmam: “Não falo em línguas. Não tenho qualquer desejo de falar em línguas. Não profetizo. Não estou buscando isso. Estou satisfeito com a Bíblia”. Eles estão convictos de que a Bíblia abona esse posicionamento. Mas, quando imbuídos dessa opinião, associam as legítimas manifestações do Espírito (esposadas no Novo Testamento) a falsas profecias, mau uso dos dons espirituais e bizarrices (unção do riso, cai-cai, pregação malabarista, etc.), passando a zombar do pentecostalismo, com certeza cometem iniquidade.

Portanto, eu considero um erro alguém se apegar à Bíblia — a Palavra profética — para desprezar profecias ou dons provenientes do Espírito, necessários para edificação da Igreja (1 Co 14.3-5,12,26). Afinal, é a própria Palavra de Deus que diz: “Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1) e “Não desprezeis as profecias” (1 Ts 5.20).

Com amor,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Erros que os animadores de auditório mirins devem evitar


Tem surgido, no meio evangélico, uma nova “onda”: a dos animadores de auditório mirins. Eles são espalhafatosos, alguns usam suspensório, berram ao microfone, mandam o povo dizer isso e aquilo, pegar na mão do irmão, abraçá-lo, beliscá-lo, etc. Uns chegam até a usar bordões do tipo: “Pentecostal que não faz barulho tem defeito de fabricação”. E outros dão aqueles “aleluias” prolongados, como se fossem pôr as entranhas pela boca.

Queridos pais e pastores que têm apoiado essa nova modalidade de pregação (pregação?) infantil, dirijo-me aos irmãos com muito respeito e zelo da parte de Deus. É muito bom que as crianças louvem ao Senhor Jesus e preguem a Palavra de Deus em nossos templos. Mas, por favor, deixem os infantes viver essa linda fase da vida!

Será que a vida (vida?) do astro Michael Jackson, que não teve infância, e sempre foi infeliz por causa disso, não lhes serviu de exemplo? A criança precisa brincar, aproveitar a infância, e não ser submetida a essa insana e agressiva adultização precoce, que já ocorre no mundo (atores, apresentadores e jogadores de futebol mirins, etc.), e agora surge com força entre nós!

Não estou contra os meninos pregadores. Por graça de Deus, comecei a pregar muito cedo e me alegro quando vejo crianças pregando a Palavra do Senhor. Mas alegro-me muito mais quando as vejo pregando naturalmente, com simplicidade, falando como criança, gesticulando como criança, reagindo como criança, sem esses trejeitos espalhafatosos dos pregadores malabaristas.

Deus criou todas as fases da vida, para que elas sejam vividas. O próprio apóstolo Paulo afirmou: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino...” (1 Co 13.11). E a chamada para ser pregador é um ato soberano de Deus (1 Tm 2.7; Mc 3.13). Se Ele quiser fazer, desses pequeninos, pregadores do evangelho, o fará, mas no tempo certo. Não há necessidade de que sejam “fabricados” animadores de auditório mirins...

Bem, se essa “onda” continuar, eu, com a ajuda da minha filhinha de 5 anos, estamos pensando em escrever o livro Erros que os Pregadores Mirins Devem Evitar...

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 20 de setembro de 2009

Zaqueu continua chamando a atenção para si


Ocorreu hoje, no Rio de Janeiro, a II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que reuniu milhares de pessoas (mais de trinta mil, segundo o Fantástico) e tentou alertar a população para a escalada da intolerância religiosa, principalmente contra a religiões de matriz africana.

Todas as pessoas, principalmente os evangélicos — segundo os organizadores do evento —, precisam ser conscientizadas de que vivemos em um país em que vigora a liberdade religiosa. Afinal, p
ara quem não sabe, um pastor e um membro de uma igreja evangélica estão presos supostamente por causa de ataques a terreiros de religiões afro-brasileiras...

O cortejo teve início às 10h, no Posto 6, em Copacabana, rumo ao Leme, contando — acredite — com o apoio de lideranças evangélicas, como o festejado pastor norte-americano Jeremiah Wright, que fez o casamento de Barack Obama e batizou suas filhas. Participaram também desse grande evento ecumênico vários grupos de música afro, como Olodum e Ilê Ayiê, que vieram de Salvador ao Rio com recursos próprios. Mas a grande atração foi o hit evangélico “Faz um milagre em mim”, cantado em yorubá.

Será que Zaqueu imaginava que, um dia, seria tão famoso por causa de sua subida num sicômoro apenas para ver quem era Jesus? Realmente, aquele chefe dos publicanos tem conseguido grandes feitos, a ponto de chamar a atenção de muita gente para si. Aliás, ele se transformou (ou melhor, os seus fãs o transformaram) no protagonista da narrativa bíblica de Lucas 19.1-9, deixando o Senhor e Salvador Jesus em segundo plano.

A única coisa que Zaqueu definitivamente não conseguiu foi chamar a atenção de Jesus Cristo para si, ao contrátio do que diz o hit gospel, erroneamente. Afinal, o onisciente Senhor já conhecia Zaqueu muito bem, antes mesmo de ele ter subido na tal árvore, a ponto de chamá-lo pelo nome: “Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5).

Mas, por favor, caro leitor, não tente convencer os fanáticos fãs de Zaqueu de que a sua atitude merecedora de destaque foi a descida, e não a subida. É melhor você ignorar o que diz a Bíblia claramente e se render a essa
“inspiradíssima” canção, que já possui versões em pagode, funk, forró, além de ser tocada em grandes eventos, marchas e concentrações. Para quem não sabe, ela tem sido considerada mais eficaz do que a própria pregação do evangelho na “conversão” de milhares de pessoas!

Salve, Zaqueu! Você realmente é demais!

Ciro Sanches Zibordi

O internauta opina (21)


Prezado irmão Ciro, a Paz do Senhor.

Uma “onda” tem varrido as mais conservadoras igrejas brasileiras. Poucos conseguem detectar o movimento. Trata-se de um movimento que procura atingir a alma, onde residem as emoções do ser humano. Uma vez atingida, o homem passa a dar lugar para o seu próprio coração. Prefere naquele momento viver um sonho a sentir a presença de Deus.

São pequenos momentos de sonhos durante a programação do culto que não pode ter janelas de tempo intercalando um sonho ao outro. Onde está o momento de reflexão racional em que o Espírito Santo mostrava a nossa real situação de pecado, mostrando, também, os nossos pontos a serem corrigidos?

Lembro-me de cultos de Santa Ceia em que o pastor deixava a igreja por alguns minutos louvando a Deus em oração individual, e cada irmão era incentivado a pensar em seus próprios pecados, pedindo perdão. Se fosse preciso, havia até reconciliação.

Estamos contagiados pelo conceito da modernidade chamado de VELOCIDADE. Este conceito diz que não podemos perder tempo. Tudo deve ser feito com rapidez e qualidade. O ponto de partida para este conceito foi o aparecimento do computador que iludiu o homem com a velocidade de processamento.

Quem disse que entre o louvor do grupo das crianças e o grupo das irmãs deve-se colocar uma canção para preencher tempo? Quem disse que o tempo deve ser todo preenchido com atividades? Estaríamos sendo medidos por isso? Não preencher os espaços é sinônimo de fracasso?

Já vi cultos em que 70% dos presentes iam até a frente ao final do culto chorando copiosamente. E os mesmos 70% iam todos os cultos quando o apelo era feito. O que se via era a mudança de atitude naquelas pessoas que choravam? Exemplo: se não falavam com um determinado irmão, continuavam a não falar. Se tinham um estilo de vida excêntrico, mantinham-no mesmo após aquela choradeira...

E por que não falar em “batismo com o Espírito Santo” massivo, em que dezenas e dezenas de pessoas são batizadas, e um contador (irmão que contava em voz alta para que todos ouvissem o grande milagre e também a sua performance)? Quem é batizado com o Espírito Santo sabe que há uma mudança na natureza da pessoa onde é IMPOSSÍVEL o ódio permanecer ativo dentro do crente.

Para resumir, diria que a emoção encontra terreno fértil para crescimento em nossos dias. Mesmo quando achamos que a nossa geração detém mais conhecimento, parece-me que somos mais suscetíveis às mazelas do mundo corporativo, globalizado. Porém, a Bíblia diz para todos nós: “não vos conformeis com este mundo”.

Uma coisa que me chama a atenção é que esse movimento da emoção vem da área da música nas igrejas, e os nossos musicistas não são alunos da EBD. Só para refletirmos...

Um grande abraço para o meu amigo Ciro.

Valter Miranda

sábado, 19 de setembro de 2009

Meu encontro com Barack Obama na Bienal do Livro


A Bienal do Livro está chegando ao fim... Estou feliz por ter visitado mais uma edição dessa grande festa literária, no Rio de Janeiro. Ao longo da semana, nos dias 15 e 16, participei de um agradável bate-papo, no stand da CPAD, com o pessoal do programa GeraçãoJC, da Rádio Web CPAD. E hoje, juntamente com a família, pude passear, rever amigos, leitores e abraçar grandes personalidades, além de conhecer muitos lançamentos, de várias editoras.

A minha filha vibrou com atrativos como a floresta dos livros, apresentações de fantoches, etc. E a minha esposa ficou feliz em ter conhecido pessoalmente o famoso escritor e cartunista Ziraldo, autor de O Menino Maluquinho.

O ponto alto da nossa difícil caminhada pelos tumultuados e disputados pavilhões da Bienal se deu no concorrido stand dos Estados Unidos, onde abraçamos e tiramos fotos com ninguém menos que Barack Obama (quer dizer, uma réplica perfeita dele em papelão; mas não conte isso a ninguém, pois não dá para perceber que não é o presidente dos Estados Unidos em pessoa, olhando para as fotos)!

Hoje foi realmente um dia inesquecível com a família na Bienal do Livro! Quem puder, visite nesse domingo (último dia) essa grande feira literária. Mas prepare-se para gastar! Estacionamento no Riocentro? R$ 12,00. Entrada para a Bienal? R$ 12,00. Pastel com quase nenhum recheio? R$ 3,00. Suco Del Valle? R$ 4,00. Andar pelos pavilhões da Bienal e conhecer as novidades literárias? Não tem preço.

Brincadeiras à parte, estou muito feliz por ter passado esse agradável dia com a minha família. Nós, obreiros que viajamos muito em prol da obra e ocupamos boa parte do tempo com tarefas ligadas ao ministério que Deus nos outorgou, precisamos reservar um tempo para a família, para rirmos e sofrermos (nas filas), agradavelmente, juntos...

Que Deus abençoe a todos, em nome de Jesus! Tenham um ótimo fim de semana!

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aos mestres antipentecostais com carinho


Na minha adolescência, assisti à comovente história Ao Mestre, com Carinho, protagonizada pelo premiado ator Sidney Poitier. Tomo emprestado o título desse filme de sucesso para me dirijir aos mestres e irmãos cessacionistas, antipentecostais, com carinho, amor e respeito, mas com muita franqueza.

Sei que os irmãos não querem abrir mão de suas concepções quanto à atualidade da manifestação multiforme do Espírito, preferindo afirmar que a promessa do revestimento de poder do Espírito foi apenas para os dias dos apóstolos. Mas, até quando ignorarão a Palavra de Deus, desprezando o que está escrito em Joel 2.28,29, Lucas 24.49, Atos 2.39, 1 Coríntios 12-14, 1 Tessalonicenses 5, etc.?

Os irmãos não percebem que, ao fazerem isso, privam-se da sobrenaturalidade do verdadeiro evangelho de Cristo e dos dons espirituais que se manifestam de modo esporádico, na Igreja (e não apenas no culto), descritos com muita clareza em 1 Coríntios 12 e 14? Por que insistem em afirmar que as línguas e a profecia cessaram? É pecado falar em línguas? Saibam que pecado é zombar, escarnecer do que a Palavra do Senhor apresenta como manifestações provenientes do Espírito e desprezar a manifestação do Espírito.

Citando Paulo, os irmãos asseveram que “havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas cessarão” (1 Co 13.8). Que engano! Esse apóstolo disse isso depois de enfatizar que nada teria valor sem amor: as línguas, as profecias, a ciência e a fé (vv.1,2). Se desprezarmos o amor, “havendo ciência, desaparecerá” (v.8), isto é, ela não terá valor algum. Mas nenhum dos senhores afirma que a ciência desapareceu.

E, quanto à fé? Caso não haja amor, com certeza ela desaparecerá, posto que o fruto do Espírito gerado em nós consiste em virtudes que são eficazes apenas quando exercidas com amor, o primeiro elemento desse fruto (Gl 5.22; 1 Co 12.31; 13.1). Todos os outros “gomos” são diferentes expressões dessa preciosa virtude: gozo é o amor regozijando-se; bondade, o amor em ação; fé, o amor crendo; e assim por diante (Ef 5.9; 2 Pe 1.5-9; Cl 3.12-16).


Quanto ao batismo com o Espírito (que é diferente de ser batizado no Corpo de Cristo, conforme 1 Coríntios 12.13), trata-se de um revestimento do alto para o cristão (Lc 24.49). E essa promessa diz respeito “a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). É, pois, um revestimento é para quem já está vestido. O desafio dos senhores, caros cessacionistas, é o de aceitar pela fé essa promessa divina. Ou preferem defender uma posição antibíblica mediante argumentos lógicos?

Os senhores foram chamados por Deus? Fazem parte da geração eleita, alcançada pela misericórdia do Senhor, conforme 1 Pedro 2.9,10? Então, por que não soltam essas amarras tradicionalistas, baseadas na razão humana, e recebem o poder do alto? Ou preferem continuar seguindo a esse falso cessacionismo, que os leva a desprezar, ridicularizar os “ignorantes” e “analfabetos” pentecostais?

Eu sei que, para os senhores, é difícil abrir mão da interpretação equivocada de que as línguas mencionadas em 1 Coríntios 14.18 eram idiomas aprendidos, como hebraico ou grego. Mas, em 1 Coríntios 14.2, está escrito: “Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios”. Se as línguas estranhas são idiomas aprendidos, por que ninguém as entende? Observem o que o texto diz: “em espírito, fala de mistérios”.

Se as línguas mencionadas por Paulo são da Terra, por que ele disse que é preciso orar para interpretá-las? Observem: “ore para que a possa interpretar” (v.13). Além disso, o termo “mais”, no grego, mallon, indica que Paulo falava em línguas mais frequentemente — e não em mais idiomas — que os crentes de Corinto. Até quando os senhores preferirão torcer o texto sagrado?

Infelizmente, os senhores se esqueceram de que devem crescer também na graça, e não apenas no conhecimento. E o mais triste é que, agindo assim, crescem principalmente no conhecimento humano, racional, e não no “conhecimento nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).

Se o prezado leitor se considera um cessacionista e tem confiado em seu limitado raciocínio, abrindo mão da poderosa presença do Espírito Santo, bem como das verdades reveladas nas Escrituras, há uma mensagem para o seu coração, a qual Paulo recebeu do Senhor: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1 Ts 5.19,20). E as profecias, aqui, estão ligadas ao dom de profecia; não se trata da exposição das Escrituras.

Quanto aos que têm zombado da sobrenaturalidade do evangelho, fazendo pouco caso do que Jesus apresentou como sendo o efeito da pregação da Palavra (Mc 16.15-20), precisam pedir perdão a Deus. Sim, eu concordo que haja falsificadores, enganadores, mas abrir mão do poder do alto por causa desses falsos profetas é privar-se das armas da nossa milícia (Lc 10.19; 2 Co 10.4).

Portanto, mestres e irmãos cessacionistas, principalmente os que, além de não crer na multímoda obra do Espírito, posicionam-se contra ela, peço-lhes que revejam os seus conceitos, posto que estão depondo contra a própria Bíblia.


Com temor e tremor,

Ciro Sanches Zibordi

Eu digo NÃO ao show gospel! E você? (2)

Ao ler o primeiro artigo desta série, o irmão Wallace Thimoteo escreveu: “A paz do Senhor Jesus! Como sempre menciono, parabéns pelo blog, pois o acompanho frequentemente. Não faço o papel de advogado (risos), mas gostaria apenas de ressaltar sobre esse acontecimento do Diante do Trono. Lembra-se que em outro momento eu lhe enviei um e-mail da Ana Paula pelo qual ela se desculpa por esse fato? Eu enviei um e-mail para o DT acerca do fato e coincidentemente eles oficialmente responderam, aliás, a Ana Paula respondeu pedindo desculpas à Igreja, já que a sua intenção não foi agredi-la com seus atos e tudo mais”.

O irmão Wallace também disse: “Não sabemos qual foi a sua motivação, mas certamente estava arrependida. Não entendo o porquê de repetir essa acusa... desculpe, menção... Posiciono-me quanto ao DT, não por que sou fã e tudo mais. Entretanto, vejo seriedade nesse ministério. Claro, eles erram como todos nós estamos sujeitos a tal. Portanto, como disseste em outra postagem, devemos nos apartar do mal. Enfim, mudando de assunto... Deixo uma pergunta: nós adoradores nos utilizamos da arte para louvar a Deus, não é mesmo? Podemos ser considerados artistas, digo, não confunda com celebridades, mas artistas, logo quem faz arte? O que pensas sobre?”

Diante do exposto, aproveito o comentário do amado irmão Wallace Thimoteo para responder não somente a ele, mas a todos os internautas que porventura estejam com as mesmas dúvidas apresentadas.

Muitos — talvez em razão de terem lido o primeiro texto apressadamente ou se aproximarem dele com algum preconceito — não perceberam que a questão em apreço é muito mais abrangente. Eu tenho conhecimento de tudo o que o irmão Wallace mencionou. E é bom que fique claro, de uma vez por todas, que eu não estou contra este ou aquele grupo, este ou aquele cantor. Eu estou falando contra o show gospel, de maneira geral. Ou seja, estou enfatizando como NÓS, integrantes da igreja evangélica brasileira, estamos nos distanciando do culto ao Senhor Jesus Cristo!

O fato de a aludida vocalista, líder do grupo
também mencionado pelo irmão Wallace, ter engatinhado “profeticamente” no palco (palco?) diante de uma plateia eufórica (plateia eufórica?) é um mero detalhe no vídeo utilizado por mim. Eu o publiquei por ser ele bastante conhecido do público webevangélico e também por ser muito semelhante ao vídeo em que o super-astro do U2, Bono Vox, em um de seus shows mundanos anda como um animal quadrúpede. Desculpe-me, caro leitor, da redundância, pois todo show é mundano, por definição, mesmo quando os seus participantes são evangélicos.

Reafirmo, portanto, que não estou contra este ou aquele astro do mundo gospel. Eu sequer afirmei que a aludida cantora fez o que fez inspirada no famoso cantor do U2. Ela mesma declarou, em seu blog, à época, que foi movida por Deus. O que eu quis mostrar mesmo é que, nos shows gospel, os mesmos elementos do mundo estão presentes. E NÓS, integrantes da igreja evangélica, temos aceitado tudo isso com a maior naturalidade, como se fosse a coisa mais linda e mais cristã do planeta imitar o mundo e aceitar o mundanismo!

Não tenho medo de dizer, ainda que eu seja taxado como quadrado ou rejeitado por igrejas, líderes evangélicos e outros: eu sou contra o show gospel! Respeito a opinião de todos os leitores. Mas o evangelho de Cristo deve ser comunicado, não da maneira como as pessoas desejam ouvi-lo, e sim da maneira como precisam ouvi-lo. E sempre escrevi, neste blog, para comunicar a mensagem que tenho recebido do Senhor, e não para agradar ou atacar alguém.

Tenho certeza absoluta, à luz da Palavra de Deus, de que show não é culto, e de que culto não é show. Não preciso chegar ao Céu (como sugeriu outro leitor) para ter a certeza de que Deus não recebe os shows “evangélicos”. Por que temos a Bíblia Sagrada em nossas mãos? Para que servem os mandamentos, princípios, exemplos, verdades e doutrinas contidos na Palavra de Deus? O problema é que muitos hoje dão mais valor a
“ministrações” do que às Escrituras.

Mas o irmão Wallace perguntou também sobre o uso da arte no louvor, o que tem sido um grande subterfúgio para aqueles que desejam introduzir no culto (culto?) tudo que o mundo oferece. Como temos visto, já há igrejas ditas evangélicas que se valem de apresentações de vale-tudo para atrair e agradar pessoas. Não conhecem os líderes dessas igrejas o texto de João 6.60-69? O Senhor Jesus valorizava a quantidade de seguidores (multidões o acompanhavam), mas priorizava a exposição da verdade, o que o levou a perder muitos seguidores.

Quanto ao emprego da arte no culto a Deus, é preciso considerar os princípios bíblicos contidos em 1 Coríntios 6.12; 10.23; Hebreus 12.1,2; 1 Tessalonicenses 5.22; Filipenses 4.8. E é necessário ter bom senso. Nem tudo é conveniente, edificante, de boa fama, etc. Afinal, até a marca registrada do Michael Jackson, o moonwalk — famoso passo de dança pelo qual o dançarino desliza para trás — está fazendo sucesso entre NÓS, não é mesmo? E há pastores batendo palmas para isso!

Através do show gospel, oferece-se ao povo o que ele deseja, repito, assim como fez Arão (Êx 32.1-6). Mas Deus tem levantado homens e mulheres que, à semelhança de Moisés, dão ao povo o que ele precisa (Êx 32.7-35). Que acabe o show! Precisamos de Palavra de Deus e louvor puro, sem contaminação mundana (secularização).

Eu continuo dizendo NÃO ao show gospel! E você?

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quer permanecer em Cristo? Fuja dos falsos evangelhos!


Assisti a um vídeo no YouTube contendo uma mensagem bíblica, cristocêntrica e profética de um pregador chamado Carter Conlon, pela qual enfatizou: “Corra”. Sem muita especificidade e citação de exemplos, mas de maneira contundente, ele asseverou que os servos de Deus devem correr, fugir, escapar dos evangelhos propagados pelos enganadores do nosso tempo.

No Novo Testamento há vários mandamentos relativos à fuga do mal. A Palavra de Deus nos ordena a fugirmos
a nos desviarmos, a escaparmos dos pecados, pois a única coisa que pode nos afastar do amor de Deus, endurecendo o nosso coração, é a permanência no pecado (Hb 3.12-14). Por isso, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou: “Fugi da prostituição” (1 Co 6.18); “fugi da idolatria” (1 Co 10.14); “saí do meio deles” (2 Co 6.17); “foge destas coisas” (1 Tm 6.11); “Foge também dos desejos da mocidade” (2 Tm 2.22), etc.

Precisamos correr, fugir, escapar dos falsos ensinamentos propagados por aqueles que estão “entre nós” (At 20.28-30; 2 Pe 2.1). Daí o uso, neste artigo, do termo “falsos evangelhos”, que é sinônimo de falsas boas novas, verdades misturadas com mentiras, acertos e erros mesclados, enfim: leite contaminado (1 Pe 2.1,2). Você só não deve fugir do Diabo. Mas, para resistir ao Inimigo, deve se sujeitar a Deus (Tg 4.7). E, como num círculo virtuoso, para demonstrar que está submisso ao Senhor, deve fugir dos falsos evangelhos, contrários ao evangelho de Cristo.

Fuja, pois, do evangelho experiencialista, baseado em experiências exóticas (como receber mensagens proféticas de aves e animais), em revelações obtidas depois de pretensas visitas ao Céu e ao Inferno, bem como em técnicas psicológicas como a regressão até o ventre materno (Dt 13.1-4; Jo 10.41).

Fuja do evangelho antropocêntrico, pelo qual o ser humano é tacitamente endeusado e estimulado a confiar mais na autoajuda do que na Ajuda do Alto (1 Pe 5.6; Fp 4.11-13).

Fuja do evangelho da prosperidade, pelo qual enganadores, webenganadores e telenganadores, abrindo mão do tesouro celestial (Mt 6.19-21), enriquecem e levam cativas pessoas enganadas, webenganadas e telenganadas, as quais deixam de usufruir do grande tesouro da salvação (2 Co 4.7).

Fuja do evangelho ecumênico, que valoriza um falso amor, mal direcionado, centrado em interesses próprios, abrindo mão da Verdade (Jo 14.23).

Fuja do evangelho cessacionista, pelo qual se afirma que a multiforme manifestação do Espírito Santo cessou, desprezando as profecias e extinguindo o Espírito (At 2.39; 1 Ts 5.19-21).

Fuja do evangelho neopentecostal, que banaliza os dons, ministérios e operações do Espírito Santo, levando incautos a pensarem que podem profetizar a qualquer hora, como bem entendem, e manipular a manifestação sobrenatural do Espírito (1 Co 14).

Fuja do evangelho farisaico, propagado e seguido por muitos crentes que “coam mosquitos”, mas “engolem camelos”, verberando contra efemeridades, sem ver “traves de madeira” enormes em seus próprios olhos (Mt 23).

Fuja do evangelho do entretenimento, que oferece toda a diversidade mundana num contexto “evangélico”, como apresentações de vale-tudo, shows de hip-hop, street dance, etc. (Rm 12.1,2; Tg 4.4).

Se você quer verdadeiramente ser vencedor até o fim, fuja de todos os falsos evangelhos e atente para o que está escrito em 1 Coríntios 15.1,2: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão”.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sim, nós podemos!


Inspirado pelo Espírito Santo, o apóstolo Paulo (muito antes do presidente norte-americano Barack Obama) disse que nós podemos (Fp 4.13). Sim, você pode! Eu também “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

Mas leiamos os versículos 11 e 12 de Filipenses 4:
“Não digo isto por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade”.

O que o apóstolo Paulo quis dizer com “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”?

Sim, nós podemos, em Cristo, nos contentarmos com o que temos (1 Tm 6.8). Paulo não disse: “aprendi a conformar-me com o que tenho”, e sim “aprendi a contentar-me com o que tenho”. O nosso contentamento baseia-se na comunhão com Jesus, e não nos bens que possuímos. Nada é mais precioso que a salvação em Cristo! Nossa alegria deve subsistir mesmo em meio às adversidades (Hc 3.17,18).

Sim, nós podemos suportar, no Senhor, os momentos de abatimento ou humilhação. O crente que aprende isso nunca deixa de ser fiel nos períodos de angústia, mas permanece firme (Pv 24.10), alcançando vitórias em meio às tribulações e aflições (Jo 16.33; Rm 8.18).

Sim, nós podemos nos manter submissos ao Senhor e em paz com os irmãos, mesmo tendo abundância e fartura. Não pense que isso é fácil. Lembra-se de Abraão? A sua prosperidade quase lhe trouxe problemas de relacionamento com o seu sobrinho Ló (Gn 13.1-9). O servo do Senhor pode, em Cristo, ser vitorioso diante de tentações e perigos comuns a uma vida abastada.

Sim, nós podemos enfrentar qualquer circunstância, inclusive a fome. Essa é a parte mais difícil do versículo em análise, pois ouvimos os telepregadores da prosperidade dizendo o tempo todo que somos e sempre seremos ricos, prósperos financeiramente, etc.

Sabemos que, em regra geral, o crente não passa fome, nem padece necessidade: “Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao Senhor de nada têm falta” (Sl 34.10). Entretanto, Deus pode permitir que passemos por privação e provação. E, se isso acontecer, devemos manter a nossa fé e continuar dando glória a Jesus. A Palavra do Senhor diz que nada pode nos separar do amor de Cristo (Rm 8.35-39), exceto o pecado (Hb 3.12-14).

Mantenhamos, pois, a nossa fé em Cristo, haja o que houver. Afinal, como disse Obama, em sua campanha presidencial, “Yes, we can” (Sim, nós podemos), mas lembre-se: “naquele que nos fortalece”.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Eu digo NÃO ao show gospel! E você?

É bonito cantar “Acabe o show, restaura o louvor”. Mas os próprios adoradores-astros que dizem isso são os primeiros a incentivarem os shows, confundindo-os com os cultos a Deus.

Há algum tempo, fazíamos questão de distinguir culto de show. Hoje, graças aos tais adoradores-astros ou cantores-ídolos, empregamos um termo pelo outro com a maior naturalidade. No vídeo abaixo vemos um culto (culto?) evangélico (evangélico?), quer dizer, um show (show?) mundano (mundano?). Não sei exatamente como descrevê-lo. Vemos um palco, cantores e músicos agindo como astros, parafernália musical, plateia animada e irreverente, luzes coloridas, danças e alguém famoso andando como um animal quadrúpede...



Num outro vídeo, vemos um show (show?) mundano (mundano? Sei lá!). As características acima se repetem: palco, cantores e músicos agindo como astros, parafernália musical, platéia animada e irreverente, luzes coloridas, danças e alguém um pouco mais (quer dizer, bem mais) famoso andando como um animal quadrúpede...



Quase todos os elementos do culto (culto?), quer dizer show mundano (mundano?), estavam no show evangélico (evangélico?), quer dizer culto... Ih, agora não sei mais onde começa um e termina o outro! Meu Deus, onde isso vai parar?!

Há algum tempo, certo repórter de TV referiu-se a um culto (culto?) evangélico (evangélico?) da seguinte forma, enquanto o cinegrafista mostrava jovens vestidos exoticamente: “Você pensa que essa multidão veio assistir um show dos Guns’n’Roses? Não, eles vão participar de um culto evangélico!”

Que de fato acabe o show! Por quê? Porque culto a Deus significa adorar ao Senhor em espírito e em verdade, apresentando-se a Ele, e somente a Ele. E show denota receber glória dos homens, apresentando-se a uma plateia eufórica de fãs (como se vê na foto acima). Show significa dar às pessoas o que elas querem: a satisfação da carne. Culto significa dar a Deus o que lhe pertence: todo o louvor.

Eu digo NÃO ao show gospel! E você?

Ciro Sanches Zibordi

Evangélicos revoltados só contra a Rede Globo. Por quê?


Na Internet há muitos vídeos, artigos e comentários de evangélicos revoltados contra a Rede Globo em razão de esta ter denunciado crimes de certos “apóstolos” e “bispos” da atualidade, como evasão de divisas, charlatanismo, apropriação indébita, etc. Por outro lado, os mesmos irmãos anti-Globo, em sua maioria, saem em defesa de uma “outra” emissora supostamente evangélica...

É claro que não é de hoje a guerra entre a Globo e a “outra”. Mas quem tem bom senso sabe que a programação que ambas as emissoras apresentam é similar. As duas exibem novelas, filmes e minisséries contendo cenas impróprias para o povo de Deus.

Então, por que só a primeira é do Diabo? Porque a segunda é administrada por pretensos bispos evangélicos? Porque uma parte destes bispos prega
supostamente o evangelho, em programas exibidos durante a madrugada? Eu digo supostamente porque autoajuda, triunfalismo, teologia da prosperidade e exorcismo estão longe de caracterizar o evangelho de Cristo.

Sabe o que me chama mais a atenção? Quando a mídia ataca a emissora do super-bispo, líder de uma igreja pseudocristã de abrangência “universal”, muitos evangélicos saem em defesa dele e de seu império. Dizem: “Isso é perseguição contra o maior líder evangélico desse país. Não podemos aceitar isso. Vamos boicotar a Globo, a revista Veja, o portal UOL”. Até mesmo alguns telepastores
“assembleianos” — que não vivem de acordo com a doutrina esposada pelas Assembleias de Deus — usam boa parte de seus programas de TV para protestar contra os tais “demônios midiáticos”. Por que não pregam o evangelho, verdadeiramente?

Outrossim, alguém já viu o tal super-bispo dizer alguma palavra em prol das outras igrejas evangélicas? Na emissora dele há divulgação de eventos de outras denominações? Permite ele que outras igrejas exibam programas em sua emissora, ainda que durante a madrugada? Por que, então, devemos sair em sua defesa? Por que devemos nos revoltar contra a mídia quando ela denuncia os crimes de líderes “evangélicos” enganadores, gananciosos, exclusivistas, inescrupulosos, que sequer consideram as outras denominações?

Onde está escrito na Bíblia que devemos ser coniventes com aqueles que se dizem cristãos e cometem todo tipo de pecado? Veja o que a Palavra de Deus diz: “Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1 Co 5.11).

Acordem, defensores da
“outra” emissora e de líderes pseudocristãos! Ainda há tempo. Vocês querem se revoltar? Revoltem-se! Desejam protestar e lutar contra alguém? Façam isso! Revoltem-se contra o pecado, como está escrito em Hebreus 12.4: “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado”. Protestem contra as heresias externas e internas (At 20.28-30; 2 Pe 2.1). E lutem contra principados, potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade (Ef 6.12).

Amém, pessoal? Sim ou nãããooo?

Ciro Sanches Zibordi