quinta-feira, 30 de abril de 2009

Diferenças entre evangelizar e gedozizar

Assisti, recentemente, a uma entrevista do principal expoente do G12 no Brasil. Convenci-me ainda mais de que há muitas diferenças entre o evangelho de Cristo e o festejado G12 — propalado por pseudoapóstolos como “a visão” —, o qual nada tem que ver com a doutrina dos apóstolos, o evangelho de Jesus Cristo esposado nas páginas neotestamentárias.

Evangelizar é pregar as boas novas de salvação (Hb 4.2). Gedozizar é convencer alguém de que “a visão” é a solução para os seus problemas, principalmente aqui na terra.

Evangelizar é pregar que, se alguém está em Cristo, nova criatura é (2 Co 5.17). Gedozizar é convencer pessoas da necessidade de participarem de
“encontros” para terem as suas vidas mudadas.

Evangelizar é apresentar um evangelho cristocêntrico, centrado no Senhor Jesus Cristo (1 Co 2.1-5; 2 Co 2.17). Gedozizar é apresentar um evangelho antropocêntrico, centrado no ser humano.

Evangelizar é apresentar a mensagem da cruz, que é loucura para os que perecem (1 Co 1.18). Gedozizar é apresentar uma mensagem contextualizada, que se amolda às necessidades do homem moderno.

Evangelizar é convencer os pecadores de que, em Cristo, eles terão de estar dispostos a sofrer pelo evangelho (Lc 9.23; Mt 5.11,12). Gedozizar é mostrar a todos que os que abraçam “a visão” estão livres de problemas, vivendo “por cima da carne seca”.

Evangelizar é levar a preciosa semente, andando e chorando (Sl 126.6). Gedozizar é propagar “a visão” por meio de shows e espetáculos agradáveis e divertidos.

Evangelizar é pregar a Palavra de Deus, pois a fé é pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10,17). Jesus, inclusive, passou a maior parte do tempo de seu ministério terreno ensinando e pregando, e não cantando e dançando (Mt 4.23). Gedozizar é deixar a exposição da Palavra em segundo plano, valorizando muito mais a música, as expressões artísticas, etc.

Evangelizar é apresentar a Ajuda do Alto (Rm 1.16). Gedozizar é apresentar a autoajuda.

Evangelizar é pregar uma mensagem que enfatiza o arrependimento e a fé salvífica (At 3.19; Ef 2.8,9). Gedozizar é discorrer sobre os “sonhos de Deus que jamais vão morrer”.

Evangelizar é fazer questão de mencionar o nome de Jesus, ainda que isso gere perseguição e zombaria por parte das pessoas do mundo (Mc 16.15-28; At 17.18). Gedozizar é discorrer sobre prosperidade material ou vitória financeira, milagres, massageando o ego das pessoas.

Evangelizar é enfatizar que, no culto coletivo a Deus, Ele deve ser voluntariamente adorado, em espírito e em verdade, sem segundas intenções (Jo 4.23,24), ainda que, por ser gracioso, Ele nos conceda grandes bênçãos (Tg 1.17). Gedozizar é levar os participantes do culto (culto?) a pensarem que Deus é uma espécie de Papai Noel, que distribui “presentes” a todos, fazendo aflorar o lado interesseiro do ser humano.

Evangelizar é fazer o pecador entender que a adoração implica prostrar-se, humilhar-se, quebrantar-se diante do Senhor Jesus, reconhecendo a sua grandeza (2 Cr 20.18; 29.29; Ne 8.6; Sl 95.6; Jó 1.20; 1 Co 14.25). Gedozizar é confundir adoração com cantoria interminável, emprego de estilos musicais impróprios para o louvor, bem como uso de danças e outras extravagâncias.

Evangelizar significa priorizar a verdade, e não a quantidade de pessoas (Jo 6.60-69). Gedozizar é convencer o maior número possível de pessoas de que o G12 deve ser abraçado.

São tantas e tantas diferenças... Que Deus abra os olhos dos desavisados, que têm abraçado esse “outro evangelho” gedozista, mediante o qual se distanciam, a cada dia, da Palavra de Deus e da simplicidade do evangelho (2 Co 11.2-5). E, fazendo isso, seguem a heresias, como: triunfalismo, teologia da prosperidade e experiencialismo, além de modismos e adoção de estratégias mundanas.
“Ai dos que ao mal chamam bem” (Is 5.20).

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Campanha para comprar o meu primeiro avião

Confesso que relutei o quanto pude, mas sou obrigado a admitir que Renê Terra Nova, Mike Murdock, Benny Hinn e outros excelentes apóstolos e famosos telepregadores brasileiros estão cobertos de razão.

Não, não se trata de uma mania das celebridades hollywoodianas. De fato, se eu tiver o meu próprio avião, poderei viajar por todo esse Brasilzão e até mundo afora, atendendo a convites e mais convites... E, assim, as igrejas não precisarão mais pagar passagens aéreas para contar com a minha presença em suas festividades. Bastará a elas me ajudarem com os “pequenos” custos de manutenção da aeronave e mais um “pequeno” cachê...

Bem, estive fazendo as contas. Um jatinho mais barato custa cerca de US$ 3 milhões. Se pelo menos cem mil internautas de todo o mundo — pois o meu blog recebe visitas de várias partes do globo terrestre — depositarem em minha conta bancária a pequena quantia de US$ 30,00, poderei comprar o meu avião! Isso não é maravilhoso?

Envie a sua contribuição ainda hoje. Eu já comprei o avião pela fé, e agora preciso da sua ajuda! É claro que US$ 30,00 é uma contribuição mínima. Quem puder dar US$ 100,00 ou US$ 1.000,00, é muito bem-vindo... Conto com a sua colaboração de amor!

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alguém sabe o que significa o logotipo da CGADB?


As tão esperadas eleições da CGADB já ocorreram, e a tendência agora é que, pouco a pouco, deixemos de falar sobre elas... Ufa!

Mas eu gostaria de fazer uma pergunta aos internautas, principalmente aos assembleianos de plantão: Alguém sabe o que significa o logotipo da CGADB, ao lado?

A julgar pelo comportamento de alguns convencionais, durante a Assembleia Geral Ordinária, em Vitória, no Espírito Santo, poderíamos afirmar que o logotipo da CGADB representa três tipos de ministros: o de cabeça quente ou nervoso (com foguinho sobre a cabeça); o que pisa na bola ou na cabeça dos seus desafetos; e o que tem duas caras!

Mas eu prefiro pensar em outra possibilidade. Acredito que o primeiro homenzinho, da esquerda para a direita, representa o ministro pentecostal, que tem o poder do Espírito sobre a sua vida; o segundo, o que está acima do rebanho, supervisionando-o ou vendo ao longe; e o terceiro é aquele obreiro que pensa o tempo todo em missões transculturais (afinal, há um globo sobre a sua cabeça).

O que mais poderiam representar os três homenzinhos do logotipo da CGADB? Use a sua criatividade e responda-me, por favor. Depois, eu pedirei ao meu amigo Cyro Mello, secretário-adjunto da CGADB, uma explicação sobre o assunto, pois é importante conhecermos a real significação do aludido logotipo.

Deixe aqui a sua opinião.

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O que significa a frase “Nunca vos conheci”?


A frase em epígrafe será pronunciada pelo Justo Juiz, como resposta aos falsos profetas, enganadores, milagreiros, mentirosos, avarentos, os quais, diante dEle, no dia do juízo, apresentarão um invejável currículo: “... não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?” (Mt 7.21-23, ARA).

Muitos acreditam que a aludida frase está relacionada com a rejeição do Senhor Jesus aos não-eleitos. Mas essa não é a real significação de “Nunca vos conheci”. O Onisciente conhece até mesmo os ímpios e soberbos, ainda que de longe (Pv 15.3; Sl 138.6).

O verbo “conhecer” (gr. gnõskõ), em Mateus 7.23, diz respeito a relacionamento aprovador, e não a conhecimento, no sentido usual e comum. A construção frasal, no original, denota: “Nunca aprovei a vossa obra”, “Nunca reconheci a vossa obra” ou “Nunca dei crédito ao vosso trabalho”.

Sabemos que o Senhor Jesus só tem relacionamento aprovador com quem o ama e o serve, verdadeiramente (Gn 18.19; Sl 1.6; Jo 10.14,27; 1 Co 8.3; Na 1.7; Gl 4.9), pois “O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2 Tm 2.19, ARA). Por isso, os milagreiros e ilusionistas estão reprovados diante dEle. Como precursores do Falso Profeta (Ap 13.11-18), valem-se de sinais e prodígios de mentira (2 Ts 2.9), porém isso não os livrará da condenação.

São muitos os falsos profetas que ainda agem livremente no meio do povo de Deus. Alguns têm sido desmascarados; outros continuam transitando pelas igrejas sem nenhum impedimento. Apressamo-nos em condenar alguns tipos de pecado, como os de ordem moral, mas os malabaristas e ilusionistas têm livre curso entre nós.

Recebi, há poucos dias, por e-mail, um vídeo (autêntico) que compromete moralmente certo milagreiro. Já entreguei-o nas mãos do Senhor, que é justo e misericordioso, pois não cabe a mim condenar o tal
“confencista internacional” ao Inferno, mas tenho o dever de alertar o povo de Deus, o que venho fazendo, incansavelmente, neste blog.

No aludido vídeo, um famoso milagreiro-ilusionista, que realiza cruzadas de “milagres” em todo o Brasil, relaciona-se pela Internet com uma jovem, a qual despe-se diante de uma câmera, enquanto ele (também diante de uma câmera) expõe o seu membro viril sem nenhum pudor. É com essa mesma mão, carregada de pecados, que ele realiza “milagres” no meio do povo de Deus e diz extrair objetos de pessoas incautas, ao som de efusivos aleluias e aplausos!

Infelizmente, há pastores desavisados — que não discernem bem tudo (1 Co 2.15) nem provam se os espíritos são de Deus (1 Jo 4.1) — recebendo falsos profetas em suas igrejas e permitindo que seus membros sejam enganados, para tristeza do Espírito Santo.

Muitos me perguntam: “Pastor Ciro, por que Deus não age? Por que Ele não desmascara de uma vez por todas esses enganadores?” Vemos, em Deuteronônio 13.1-4, que o Senhor permite que os falsos profetas e milagreiros ajam em nosso meio, a fim de nos provar, para saber se o amamos de todo o nosso coração e de toda a nossa alma. Afinal, quem o ama não abre mão da Verdade, haja o que o houver (Jo 10.41; 14.23).

O Senhor Jesus tem dado tempo a esses enganadores, a fim de que se arrependam (Ap 2.20-22). Ele é longânimo. Mas chegará o dia do juízo. E os falsos profetas, milagreiros, ilusionistas, mentirosos e avarentos serão condenados, caso não se arrependam de seus pecados (2 Pe 2.1-3; Mt 7.21-23).

Ouçamos, pois, a voz do Bom Pastor: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15, ARA).

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pastor José Wellington é reeleito presidente da CGADB. E agora?


Estou em Vitória, no Espírito Santo, e a apuração das eleições da CGADB já foi concluída. O amado pastor José Wellington Bezerra da Costa (pelo qual tive a honra de ser consagrado a ministro do evangelho, em 1997) foi reeleito. A maioria de seus aliados também elegeu-se para um mandato de quatro anos. Parabéns a todos!

Mas, e agora? O que mudará? Melhoraremos? Espero que sim. E aproveito o ensejo para reiterar os meus principais desejos (que seriam os mesmos, caso o vencedor fosse o pastor Samuel Câmara).

Que os pastores eleitos se espelhem nos líderes da igreja de Atos dos Apóstolos, e não nos atos de líderes de igrejas de pseudoapóstolos, que legislam em causa própria, legitimando práticas não avalizadas pela Bíblia. Que os eleitos também façam bom uso da habilidade política, necessária para os seus cargos, mas jamais negociem o inegociável. Doutrinas fundamentais como a Trindade não podem ser negociadas em prol da convivência pacífica com o pentecostalismo da unicidade, movimento que pensa ter a voz da verdade, mas nega a triunidade de Deus.

Que eles não tolerem os maus e falsos obreiros, que se escondem atrás de seu carisma e usam a tribuna santa para difundir todo o tipo de heresias, sandices e invencionices no meio do povo de Deus. E que combatam a realização de shows “evangélicos”, a fim de que os nossos megaeventos sejam verdadeiramente cultos de adoração a Deus, e não desfiles de celebridades em que a exposição da Palavra é preterida.

Que os eleitos honrem o compromisso com a sã doutrina, rejeitando as falsas doutrinas e os modismos, como: a confissão positiva, a maldição hereditária, a regressão interior, o falso culto aos anjos, o arrebatamento em grupo, o batismo em água somente “em nome de Jesus” (unicismo), os diálogos com demônios nas reuniões, a Ceia do Senhor ministrada de maneira indiscriminada, a cura interior (isto é, a falsa cura interior) e a teologia da prosperidade, que gera nos crentes um sentimento de que o melhor para nós está aqui nesta vida, e não no Céu (Fp 3.20,21; Rm 8.18), etc.

Que eles liderem com autoridade, não sendo dados a destemperos autoritários. Sabemos que o autoritarismo é fruto da falta de autoridade. E que não atendam os interesses dos desviados da verdade como fizeram Arão e Jeroboão, os quais pecaram e levaram o povo a pecar (Êx 32; 1 Rs 12).

Que o pastor-presidente e a nova Mesa Diretora da CGADB usem a mídia prioritariamente para evangelizar, e não para outros fins. E que combatam o nepotismo ministerial, pois a chamada é um ato soberano do Senhor (Mc 3.13,14; Hb 5.4). Filho de pastor só deve ser um ministro se verdadeiramente for chamado por Deus. É o Senhor Jesus quem escolhe (Jo 15.16). Nós apenas reconhecemos a escolha divina e invocamos as bênçãos de Deus sobre o ministro consagrado (At 13.1-4).


Que eles ouçam a voz do Espírito Santo, não se deixando enganar pelos “sonhos” (desejos, aspirações) que estão em seu coração, ainda que sejam bons (2 Sm 7). Afinal, do homem são as preparações do coração, mas do Senhor é a resposta da boca (Pv 16.1). E que ele priorizem a Grande Comissão (Mt 28.19; Mc 16.15; At 1.8).


Que os eleitos lutem, com todas as suas forças, para ver o culto coletivo a Deus segundo o padrão neotestamentário, com decência e ordem (1 Co 14), não aceitando modismos como danças proféticas, adoração extravagante, danças de rua e estilos musicais incompatíveis com o louvor a Deus. E que trabalhem para recuperar e manter o perfil assembleiano no que tange a doutrina, administração eclesiástica, bons costumes, práticas e usos, não abraçando modelos e costumes mundanos, práticas controversas e usos contrários à sã doutrina. É por meio de nosso porte que exteriorizamos a doutrina que professamos (Tt 2.10; 1 Ts 5.23).

Que todos os eleitos sejam conservadores — conservadores, e não extremistas! — e combatam os liberalismos teológico, eclesiástico e consuetudinário. Afinal, estamos no mundo (o planeta Terra), mas não devemos amar “o mundo”, dominado pelo deus deste século, Satanás (1 Jo 2.15-17; 2 Co 4.4), tampouco aceitar o modo de viver dos ímpios (Rm 12.1,2). E que tenham a Bíblia como a fonte primacial de autoridade, e não a tradição, a lógica humana e as experiências pessoais (Gl 1.8; 1 Co 4.6; 15.1-4).

Que eles lutem pela união das Assembleias de Deus do Brasil, deixando de lado o espírito vingativo. Às vésperas de seu centenário, é importante que os líderes maior de nossa igreja seja pacificadores. E que valorizem a pregação biblicocêntrica, expositiva, cristocêntrica, não tolerando faladores, animadores de auditório, milagreiros, malabaristas, soberbos, que chamam todos os holofotes para si, desviando o povo de glorificar apenas e tão-somente o Senhor Jesus Cristo (Tt 1.10; Sl 138.6).

Desejando o melhor para a Assembleia de Deus brasileira,

Ciro Sanches Zibordi
Vitória, Espírito Santo

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cuidado com o leite Diabolat


Há algum tempo, o Brasil foi atingido pela crise do leite. Marcas famosas, como a Par... Ops! Bem, não vem ao caso citar as empresas que foram acusadas de pôr no mercado leite falsificado, que continham soda cáustica, água sanitária, etc. Pobres das nossas crianças e dos cidadãos da melhor idade, os que mais precisam consumir um leite puro!

Mas, você sabia que o Diabo tem empresas de leite falsificado? É claro que ele também produz e distribui leite falso (que é diferente do falsificado), para atender às pessoas ligadas a seitas e religiões falsas. Mas, para os evangélicos, ele fornece um leite aparentemente saudável, porém cheio de contaminação, como rebeldia à ortodoxia bíblica, questionamentos à inerrância da Palavra de Deus e outros ingredientes destruidores da fé.

Em 1 Pedro 2.2 está escrito: “desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo”. Mas os teólogos “emergentes” — consumidores e distribuidores de leite adulterado — se dizem seguidores da Palavra de Deus, porém afirmam que a teologia cristã deve ser flexível, e a Bíblia relida, reexaminada, a fim de que o seu conteúdo se amolde e atenda aos anseios das pessoas de hoje...

Esses teólogos liberais — que, sem dúvidas, seguem ao grande teólogo Lúcifer, também conhecido como Diabo — veem na contextualização uma ótima oportunidade para incutir na consciência dos evangélicos os seus princípios destruidores. Oh, Senhor, proteja-nos desses “ministros da justiça”, discípulos do “Anjo de luz” (2 Co 11.13-15).

Não é somente nos púlpitos que as doutrinas falsificadas têm sido propagadas. Elas também têm vindo de onde nunca deveriam advir: de alguns institutos teológicos, dos quais deveria emanar somente a verdade. Os seminários estão para a igreja assim como os mangues estão para o mar. E, se o problema está no nascedouro, como serão esses “peixes”? Não nos esqueçamos do que diz a Palavra de Deus: “Se alguém ensina alguma outra doutrina e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras...” (1 Tm 6.3,4).

No texto acima chama-me a atenção a expressão “outra doutrina”, que denota outra doutrina mesmo, dessemelhante (gr. heteron), diferente da verdadeira. Quando Jesus falou do “outro Consolador”, em João 14.16, o termo diz respeito a “outro” (gr. allon) do mesmo nível, semelhante. O termo heteron também ocorre em Gálatas 1.6, onde o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, se refere a “outro evangelho”.

O Ministério do Espírito adverte: “Leite falsificado faz mal à saúde espiritual e impede o crente de crescer, tornando-o um contextualizador”. Por isso, precisamos atentar para textos como Atos 20.30 e 2 Pedro 2.1. Igrejas, seminários, editoras, pastores, teólogos, escritores “evangélicos”, surgidos “entre nós mesmos”, introduzem sorrateiramente heresias de perdição na igreja evangélica.

Infelizmente, há um evangelho “emergente”, em nossos dias, o qual tem sido a “salvação” dos cristãos sem igreja, desiludidos, generalistas, insatisfeitos com as denominações e revoltados contra o que chamam de legalismo. Eles consomem tudo o que existe no mundo; a palavra de ordem é
“tolerância”. Para eles não há restrições na utilização de métodos para evangelizar. Valem-se de apresentação de lutas de jiu-jitsu dentro dos templos, performances de street-dance, gospel-funk, shows idênticos aos do mundo, bem como desfilam em blocos e escolas de samba para supostamente anunciar o evangelho no meio da folia...

Na verdade, o que querem os “emergentes” é liberdade para pecar sem peso de consciência, haja vista terem experimentado apenas um superficial novo nascimento (se é que isso é possível). Se experimentaram uma verdadeira regeneração, foi por pouco tempo, pois o coração humano pode ser um terreno pedregoso, espinhoso, que não retém a Palavra da verdade por muito tempo (Mt 13.1-23).

Julgando-se superiores aos “legalistas”, esses
“emergentes” — que são sim uma espécie de desviados (cf. 2 Pe 2.21) — vivem à margem do cristianismo organizado. Eles querem ter liberdade para fazer a sua própria teologia, livres de todo tipo de “legalismo” e “ortodoxia inflexível”. O problema é que eles estão imergindo, sofrendo naufrágio na fé, posto que embarcaram numa canoa furada. Que Deus nos ajude a nos mantermos no grande navio da salvação, seguindo ao verdadeiro evangelho (1 Co 15.1,2; Gl 1.8). E que esses, na verdade, “imergentes” venham à tona antes que seja tarde demais...

Não descarto a necessidade de uma contextualização saudável. Afinal, até Jesus se contextualizou! Ele se valeu de elementos do dia-a-dia para ilustrar suas pregações, falando diversas vezes por parábolas. O que é contextualizar de maneira sadia? É modificar levemente a forma de apresentação da mensagem cristã, sem alterar o seu conteúdo (1 Co 9.22; 1 Pe 1.23,24). Mas os
“emergentes” abraçaram a secularização. Não nos esqueçamos de que o verdadeiro evangelho não é nada simpático ao mundo. Ele choca, contraria, gera perseguição (Mt 5.10-12); a palavra da cruz é loucura para os que perecem (1 Co 1.18).

Que consumamos apenas o puro leite racional, sem mistura, a fim de crescermos na graça e no conhecimento do Senhor Jesus, bem como sermos astros neste mundo tenebroso (Mt 5.13-16; Fp 2.15)!

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Conversa telefônica com o conferencista internacional Ilusionildo Milagreiro


Recebi há pouco uma ligação do conferencista internacional Ilusionildo Milagreiro. Ele afirma que eu agi errado ao demonstrar, neste blog, que ele está iludindo as pessoas, valendo-se de truques...

Ouça a conversa que tivemos por telefone:

O internauta opinia (19)


Prezado pastor Ciro, a paz do Senhor.
Leio diariamente seus artigos, postados em seu blog, e eles têm servido de edificação para a minha vida.
Estava pensando, durante um culto, e senti saudades dos meus tempos de menino, quando eu ia à igreja com meu pai... Nasci num lar cristão e me lembro de que, mesmo criança, eu sentia uma vontade incontrolável de chorar, ao ouvir as pregações e hinos. Eu não entendia o porquê disso, mas acontecia sempre.
Lembro-me de que as pregações antigamente falavam do Arrebatamento, de um Homem que morreu na cruz, e isso mexia muito comigo... Falavam também de arrependimento, santidade e Espírito Santo. Os hinos eram belíssimos, extraídos de histórias bíblicas; as vestimentas eram diferentes. E o pastor da igreja contava as suas experiências de andar quilômetros e quilômetros para evangelizar e visitar os irmãos. Eu me lembro de que chorava, pois tudo aquilo mexia comigo, e eu tinha apenas 10 anos.
Hoje, com 31, vejo tudo diferente; os hinos só dizem que vai chover, trovejar, sacudir, vai ter terremoto, redemoinho, ciclone... Não falam nada de Jesus; é só declaração de amor que a gente não sabe para quem é, de fato. As pregações, por sua vez, não são mais sobre o Arrebatamento, arrependimento, santidade; não há sã doutrina, e os pastores já não visitam nem evangelizam mais, porque o carro está na revisão...
Que saudade dos meus tempos de criança!

Josedilson dos Santos Silva

terça-feira, 14 de abril de 2009

Acabei de falar com o apóstolo Paulo por telefone!


BOMBA: acabei de conversar por telefone com o apóstolo Paulo!

Calma, calma... foi uma conversa imaginária. Mesmo assim, vale a pena ouvir!


segunda-feira, 13 de abril de 2009

A unção do Santo não é suficiente?


Em 1 João 2.20,27 está escrito: “E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo. E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”.
Observe o artigo definido: “a unção”. Isso denota que o crente fiel já possui a única e suficiente unção. Qual? A unção do Santo. Que Santo? O Espírito Santo (Lc 4.18; At 10.38). Essa unção é chamada de verdadeira. Por quê? Porque contrapõe-se à falsa unção, também conhecida como nova unção, a qual, como veremos, recebe várias designações.
A cada dia surgem unções novas no meio evangélico. Em uma famosa canção (cujo conteúdo “profético” parece ter sido tirado de livros de autoajuda) certa “pastora” menciona a unção de ousadia, a de conquista e a de multiplicação. Mas a verdadeira ousadia quem nos dá é o Espírito Santo (At 4.28-31). Ademais, a conquista que prioriza o desenvolvimento do caráter cristão se dá pela operação do Espírito em nós (Gl 5.22; 1 Co 6.19,20), e a real multiplicação ocorre por meio da pregação do evangelho sob o poder do Espírito Santo (At 1.8; Mc 16.15-20). Não precisamos de nova unção, mas da unção do Santo.
Sabe qual é a designação dada a todo e qualquer tipo de aberração que não subsiste ao teste da Palavra de Deus? Unção da “loucura” de Deus. Pregadores (pregadores de quê?) milagreiros, ilusionistas e malabaristas costumam dizer que as suas esquisitices, invencionices e bizarrices ocorrem por causa dessa nova unção. Eles dizem que ela é mencionada na Bíblia, em 1 Coríntios 1.25. Como eles desprezam as Escrituras, ignoram duas coisas. Primeiro, no aludido texto emprega-se linguagem figurada, pois não há loucura nenhuma em Deus! A intenção do escritor sagrado foi demonstrar o quanto estamos distantes da Sabedoria Divina. Segundo, menciona-se, na mesma passagem, e com o mesmo enfoque figurado, a “fraqueza de Deus”. Por que não se prega sobre a unção da fraqueza de Deus?
Há neófitos que propagam e recebem uma nova unção pela qual ficam rindo sem parar, deixando de lado os elementos que verdadeiramente não podem faltar no culto a Deus: salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação (1 Co 14.26). Os apreciadores da unção do riso pensam estar dominados pelo Espírito Santo, mas não percebem que estão, a cada dia, mais distantes da Palavra de Deus. Ou seja, por não valorizarem a única e verdadeira unção do Santo, desprezam a espada do Espírito, a Palavra de Deus (Ef 6.17).
Os telenganadores gostam de falar da unção financeira ou do enriquecimento (ilícito, é claro), pois sabem que os telenganados que recebem essa nova unção mandarão cada vez mais dinheiro para os seus telegurus, ajudando-os a manterem a sua coleção de carros importados, aumentarem o seu telemarketing, comprarem jatinhos para se deslocarem rapidamente...
E a unção dos quatro seres? Essa nova unção — que vem sobre as pessoas mediante o toque do shoffar — desvia o crente do culto racional. Falsamente embasada em Apocalipse 4, leva o crente a bater braços como se fosse levantar voo, rugir, mugir, chorar, etc. Também afasta o crente do conhecimento da Palavra de Deus; é, portanto, oposta à unção do Santo (1 Jo 2.20,27).
Ligada à unção dos quatro seres, a unção do leão leva o “ungido” a rugir e andar como leão. Lembra-se de como ficou Nabucodonosor quando foi julgado pelo Senhor? Ficou como um animal quadrúpede (Dn 4). Semelhante a essa nova mas falsa unção está a do lobo, que leva o seu portador a ficar berrando “Auuuuu”. Enquanto crentes latem, rugem, mugem dentro dos templos, pessoas caminham a passos largos para a condenação... A verdadeira e única unção nos impulsiona a sair de quadro paredes e pregar o evangelho (At 1.8; 4.31).
Outra aberração é a unção da lagartixa, que leva o “ungido” a ficar grudado na parede. Alguns neófitos e carnais chegam a maravilhar-se: “Eu creio nessa unção, pois ninguém consegue desgrudar a pessoa da parede”. Eu não duvido de que haja sobrenaturalidade nessa bizarrice, pois ninguém conseguiria ficar grudado numa parece, como se fora o homem-aranha. Mas não é toda e qualquer manifestação sobrenatural que provém do Senhor. Existem sinais e prodígios de mentira (2 Ts 2.9; Dt 13.1-4), os quais desviam o crente da Palavra de Deus (1 Tm 4.1).
Diante do exposto, que não fiquemos grudados nas paredes, mas saiamos além delas, em busca dos perdidos! Que não rujamos dentro dos templos, e sim preguemos o evangelho ao mundo perdido! Que não batamos “asas” ou corramos de braços abertos pelos corredores, mas corramos ao encontro dos pecadores! Que não sejamos interesseiros, “conquistadores de riquezas”, e sim adoradores, amantes da Palavra de Deus! Afinal, nós temos a unção do Santo e sabemos tudo.

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BOMBA: mais uma revelação “apostólica”



Lembra-se da profecia de uma certa “apóstola”, de que a Segunda Vinda de Jesus aconteceria num sábado de 2007? Recorda-se do show apoteótico, realizado em 07/07/07, no Rio de Janeiro? Muitos esperavam que a profecia da tal “apóstola” fosse se cumprir exatamente naquele dia...

Quando a Palavra de Deus deixa de ser lâmpada para os pés e luz para o caminho (Sl 119.105), o povo começa a supervalorizar revelações, e tudo se torna “profético”. É esse o estado das igrejas que se julgam “apostólicas”, que dizem viver numa era “apostólica”, cujos líderes apreciam o título de “apóstolo”, ignorando que o apostolado é um ministério que Deus soberanamente dá à sua Igreja, e não um título do qual alguém presunçosamente se apropria (1 Co 12.28; Ef 4.11).

No portal de uma famosa igreja de Belo Horizonte, Minas Gerais, há uma publicação, datada de 31/12/2008, pela qual certo “apóstolo” apresenta uma revelação que ele pensa ter recebido de Deus, sob o título “O Ano da Ressurreição”. Ele fala, fala, fala... mas em nenhum momento diz que o povo de Deus precisa se voltar para o estudo da Bíblia, a Palavra de Senhor. A “inédita” e “bombástica” revelação gira em torno principalmente de prosperidade material e outras coisas que satisfazem o ser humano.

Segundo esse “apóstolo”, os ministérios “apostólicos” que estavam caídos entrariam, em 2009, numa fase de restauração total. Mas o que vimos no início desse ano foi que um grande ministério “apostólico” paulistano, que já vinha sofrendo perseguição da mídia por causa dos graves pecados de seus líderes — os quais, além de pregarem a falaciosa teologia da prosperidade, cometeram crimes como evasão de divisas —, recebeu um duro golpe: o teto de sua sede desabou, pessoas morreram e a desmoralização do ministério se agravou ainda mais...

Outra parte da revelação do “apóstolo”, constante do site da famosa igreja belo-horizontina, faz menção à “ressurreição de sonhos de Deus que estavam esquecidos e até mortos”. Ele estimula todos a “sonharem grande” em 2009. Veja como agem esses “apóstolos”: aderem ao modismo triunfalista de “sonhar de olhos abertos”, seguindo a conceitos de autoajuda, e depois vêm dizer que isso é uma revelação de Deus! Ora, a vontade do Senhor está acima dos nossos “sonhos” ou projetos, por maiores que sejam! Paulo “sonhou grande” quando quis pregar na Ásia e na Bitínia. Davi “sonhou grande” quando quis construir o templo. Mas nem este nem aquele “sonho” estavam de acordo com a vontade de Deus (At 16.6-10; 2 Sm 7; Pv 16.1; Jr 17.9).

O “apóstolo” profetizou também que o poder de ressurreição traria a realização de milagres criativos em 2009. Bem, isso não é nenhuma novidade, pois os tais “milagres criativos” já vêm acontecendo há algum tempo no meio do povo de Deus... De fato, há muitos milagreiros que se valem de sua criatividade para enganar pessoas, como temos mostrado neste blog.

Outra profecia “bombástica” do “apóstolo”. Segundo ele, recursos financeiros serão sobrenaturalmente transferidos para a igreja e o jugo do espírito de pobreza e da morte financeira será quebrado em 2009. Ele também disse que os “apóstolos de mercado” emergiriam e seriam reconhecidos na Igreja e trariam estratégias para a transferência de riqueza...

Meu Deus! Até quando parte do seu povo será enganada por essa falaciosa teologia da prosperidade? Hoje, além das igreja$ e telepregadore$ cuja motivação principal é o dinheiro (2 Pe 2.1-3; 2 Co 2.17), temos o Dr. M.M., o homem mais $ábio do mundo, cujas mensagens triunfalistas, de autoajuda, são recebidas no celular por “apenas” R$ 0,10! Será que precisamos de mais apó$tolo$ e$peciali$ta$ em arrancar o dinheiro do povo de Deus?

Bem, o “apóstolo” prossegue com a sua revelação “bombástica” afirmando que todo aquele que entrar em “pacto financeiro” com Deus receberá as “chaves financeiras” que abrirão as comportas dos céus neste novo ano. E a “chave” que liberará a prosperidade se chama fidelidade. Oh, que estratégia interessante! É claro que “fidelidade” aqui implica dar dinheiro às igrejas “apostólicas” e seus “apóstolos”...

Mas não é só isso! O tal “apóstolo” afirmou também que haverá operação sobrenatural dos “anjos financeiros”, que trarão vitórias sobre as dívidas. Anjos financeiros? Meu Senhor, abra os olhos desse povo! Não permita, meu Pai, que servos fiéis a ti sejam enganados por esses falsos apóstolos, que não querem andar segundo a tua Palavra! Não foi por acaso que o apóstolo Paulo — esse sim um apóstolo chamado por Deus — alertou acerca do “culto aos anjos” e como eles seriam usados para enganar os incautos (Cl 2.18; Gl 1.6-12).

O “apóstolo” prossegue, afirmando que evangelistas alcançarão milhões de pessoas por meio da Internet e da TV. Evangelistas ou triunfalistas? Podemos chamar de evangelistas os propagadores do evangelho da prosperidade e da confissão positiva? Estes realmente têm se multiplicado, mas a pregação evangelística a cada dia desaparece... São poucos os programas ditos evangélicos que pregam o evangelho de salvação. A maioria dos chamados televangelistas só fala de prosperidade, vitória financeira, etc.

Mas o tal “apóstolo”, em sua revelação “bombástica”, ainda profetizou que cadeias de televisão seculares abririam as portas para programas cristãos e que também muitas delas quebrariam financeiramente, sendo transferidas para igreja, em 2009. Segundo ele, prefeitos e governadores entregarão as “chaves de cidades e Estados” para Jesus...

Interessante que, em um grande evento, realizado no Maracanã, há alguns anos, uma “profetisa” da mesma igreja belo-horizontina profetizou que os teatros receberiam peças evangélicas, e que as TVs brasileiras apresentariam novelas evangélicas, etc. Por enquanto, depois dessa profecia, o que aconteceu, na verdade, foi que a grande emissora “evangélica” do Brasil passou a exibir novelas piores do que as da grande líder de audiência.

Outra parte da revelação “divina” do tal “apóstolo” menciona a “dança profética”, que, segundo ele, liberará sobre a Igreja o espírito da Noiva... Disse ele, ainda, que os céus se abrirão a partir da “dança profética” e de uma nova paixão que se acenderá em nossos corações. Meu Deus! Eu pensava que o Espírito Santo vinha sobre a Igreja mediante a pregação e o ensino da Palavra, posto que esta é a espada do Espírito, e o louvor (Ef 6.17; 1 Co 14.26). Mas chama-me a atenção o fato de tudo ser profético nessas igrejas “apostólicas”... Que tal jiu-jitsu profético, já que esse tipo de esporte (esporte?) já ocorre em um templo (templo?) de uma igreja (igreja?) “apostólica” paulistana?

O tal “apóstolo”, finalmente, ao afirmar que 2009 será “o ano da ressurreição”, valeu-se de um texto bíblico completamente fora de contexto. Segundo ele, o Espírito do Senhor lhe mostrou a operação dos “4 ventos” sobre as nações da Terra, assim como no livro do profeta Ezequiel, por meio da qual o poder de ressurreição seria liberado sobre a Terra para levantar o maior exército de homens e mulheres que levantarão a bandeira do Reino de Deus. Bem, ele se refere à profecia de Ezequiel 37, que nada tem que ver com a Igreja! Ali se menciona uma profecia específica acerca do ressurgimento de Israel como nação e a sua restauração espiritual. Nesse caso, até o embasamento “bíblico” para a revelação “bombástica” do tal “apóstolo” é forçado...

Que Deus abra os olhos dos seguidores desses “excelentes apóstolos”, a fim de que não se apartem da simplicidade que há em Cristo (2 Co 11.3-15).

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 7 de abril de 2009

Cuidado com os milagreiros que usam óleo para enganar o povo de Deus

Na sequência acima — extraída de um vídeo que certo milagreiro divulga em seu site — vemos um exemplo de como agem alguns enganadores do nosso tempo, homens capazes de fazer qualquer coisa para obter dinheiro e fama (2 Pe 2.1-3; 1 Tm 6.9,10; 2 Co 2.17). Observe como o ilusionista alcança o seu objetivo, contando com grande quantidade de óleo, habilidade com as mãos e credulidade cega do povo de Deus (Os 4.6).

1) O milagreiro pede para seu auxiliar derramar bastante óleo sobre uma suposta portadora de cisto no ovário.

2) Valendo-se de truque (falo com conhecimento de causa), ele esconde e molda um artefato debaixo de sua mão.

3) Como se vê na foto, o artefato não sai da pessoa; já estava na mão do ilusionista.

(4) O ilusionista exibe o pretenso sisto, ao som de glórias a Deus e aleluias. Para examinar o vídeo no YouTube, digite
“mulher curada cisto no ovario” no campo de procura (search).

O Novo Testamento não proíbe o uso de azeite. De acordo com a Palavra de Deus, a unção com óleo pode ser aplicada (Mc 6.13), mas pelos presbíteros da igreja (Tg 5.14). E é bom observar que o recebimento da cura não está relacionado com a unção, e sim com a oração da fé, em nome do Senhor: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará” (v.15). Nesse caso, o azeite, além de símbolo do Espírito Santo (Zc 4.3-6), é o ponto de contato para estimular a fé do doente. O que passar disso é misticismo.

O Senhor Jesus curou muitas pessoas (Mt 8.16-17). Os apóstolos também, em nome do Senhor, fizeram obras extraordinárias (At 5.15-16; 19.11-12). Contudo, não há apoio bíblico para as operações estranhas, mediante uso de azeite ou algum tipo de óleo, as quais vêm ocorrendo em nossos dias. Certos milagreiros têm esfregado óleo no suposto local da enfermidade, para depois “extrair” objetos. Essas “operações” têm gerado muita confusão no meio do povo de Deus.

Nos tempos bíblicos, o azeite só era empregado diretamente nas feridas como remédio (Is 1.6; Lc 10.34). Hoje, a unção para os doentes é apenas simbólica. Não deve ser aplicada no local da enfermidade. Imagine se a enfermidade de alguém é alguma parte íntima! Ademais, extrair objetos do corpo das pessoas tem muito mais semelhança com as cirurgias mediúnicas do que com a manifestação de Deus.

A despeito de muitos milagreiros e os seus defensores recorrerem a versículos bíblicos isolados para se justificarem perante o povo, não vemos na Bíblia apoio consistente às suas estranhas práticas. Não devemos aceitar como sendo da parte de Deus qualquer operação prodigiosa, pois a própria Palavra do Senhor nos manda testar, examinar, julgar, provar o que ouvimos, vemos e sentimos (At 17.11; 1Ts 5.21; 1Co 14.29 e 1Jo 4.1).

Alguém argumentará: “Jesus não untou os olhos de um cego com lodo feito com a sua saliva? Não devemos restringir os métodos de curar”. Isso é verdade, mas o Senhor Jesus fazia coisas surpreendes, numa prova de que era Deus verdadeiramente agindo. Os milagreiros da atualidade valem-se de práticas viciosas, repetitivas, previamente ensaiadas, iludindo o povo de Deus e tendo apoio, em muitos casos, da operação do erro (2 Ts 2.9).

“E quanto aos dons de curar?”, alguém perguntará. Ora, estes se referem à manifestação multiforme do Espírito Santo para curar, e não às invencionices dos criativos milagreiros. Deus age como quer, mas é Ele que age. Quanto aos milagreiros, eles fazem um show, engenhosamente planejado e previsível. Não há nada de surpreendente. Ademais, não se vê nesses shows paralíticos andarem, cegos verem, etc. Só se vê vômitos, ilusionismo e fenômenos que também ocorrem entre espíritas, budistas, católicos carismáticos, etc.

Para a sua Igreja, o Senhor Jesus disse: “... porão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Mc 16.18). E a imposição de mãos, como vimos, pode incluir a unção com óleo. Esta, no entanto, não é a condição primacial para a cura, que ocorre por meio da fé (Lc 8.48; 17.19). Qual dos apóstolos precisou de azeite para levantar os enfermos? Já pensou se Pedro tivesse dito ao coxo junto à porta Formosa: “Jesus te cura depois; agora, estou sem azeite para ungi-lo”?!

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Nada pode nos separar do Senhor!


Os vídeos abaixo contêm um pequeno trecho de uma mensagem que preguei, em dezembro do ano passado, em uma Assembleia de Deus portuguesa, em Benfica do Ribatejo, em Portugal, a qual tem como pastor o irmão Alexandre Carvalho. Sei que o internauta observará a reação do público, os enfeites de Natal, o sotaque do pregador... Mas peço-lhe, sobretudo, que ouça a Palavra de Deus!


segunda-feira, 6 de abril de 2009

1 Corinthians, Chapter 2


Calma, calma... O título acima é apenas uma alusão ao segundo capítulo de 1 Coríntios, em inglês. Mas, para quem gosta de zombar dos corintianos, também enseja uma boa oportunidade para dizer que o Corinthians perde até na Bíblia! E até de goleada: 1 Corinthians, Chapter 5.

Não vou falar sobre futebol, pois, como diz um afamado blogueiro — famoso por criar blogs com perfis anônimos (e semianônimos) para disseminar as suas ideias falaciosas e verberar contra mim (principalmente) e contra a Assembleia de Deus —, não fica bem para um pastor que ele julga ser da ala assembleiana ultraconservadora falar abertamente sobre futebol...

O tal blogueiro disse isso depois de ter lido, neste blog, que este articulista, por graça de Deus, teve o privilégio de pregar, recentemente, a Palavra de Deus a jogadores de futebol. Não creio que esse desocupado esteja com inveja... Prefiro pensar que ele tenha tido alguma decepção ou frustração na vida, o que vem contribuindo para que tenha um comportamento incompatível com a vida cristã.

Bem, voltando ao que realmente é lícito, conveniente e edificante, eu só queria enfatizar que, no próximo domingo, se Deus quiser, teremos o privilégio de estudar na Escola Bíblica Dominical (Lições Bíblicas da CPAD) o texto de 1 Coríntios 2, versículos 1 a 10, em que São Paulo discorre sobre as características da mensagem cristocêntrica, a qual tem desaparecido de nossos púlpitos, nesses tempos pós-modernos.

Como Santos que somos, não percamos essa oportunidade de estudar sobre a superioridade da mensagem da cruz, a fim de que a cada dia floresçamos como as Palmeiras.

Ciro Sanches Zibordi

Como o evangelho nasceu em mim, na adolescência

Eu devia ter uns 5 anos quando vi o quadro “Os Dois Caminhos” pela primeira vez. Isso já faz mais de trinta anos! Naquela época, esse quadro fazia sucesso entre os evangélicos. Lembro-me de que os meus pais também o compraram, o que me permitiu examinar cada detalhe da ilustração.

Na minha adolescência, desviei-me do Caminho do Senhor, e algumas coisas contribuíram para que o evangelho viesse a nascer em mim, posto que eu apenas havia nascido no evangelho, isto é, num lar evangélico. Uma delas foi o fato de eu refletir sobre a minha vida, ao olhar para o quadro “Os Dois Caminhos”. E outra foi o hit da época “Você é filho de crente”, que narrava toda a minha vida, nos mínimos detalhes.

Acho que ainda me lembro da contundente letra da aludida composição:

Primeira estrofe:
Você é filho de crente/ Mas não é filho da luz/
Você nasceu no evangelho/ E não aceitou Jesus/
Os seus pais são filhos de Deus/ Mas porém você não é/
No caminho do Inferno palmilhando estão seus pés/

Coro:
Mas não pense que o Senhor/ Te terá por inocente/
Você conhece a verdade/ Você é filho de crente/
Não fique facilitando/ Pois a morte é surpreendente/
Você conhece a verdade/ Você não é inocente.

Segunda estrofe:
Quando ainda criança/ Ia à igreja com seus pais/
Que até hoje continuam/ Só você que não vai mais/
Fez-se inimigo de Deus/ Filiou-se a Satanás/
Mas tenho plena certeza/ Que você não vive em paz.

Terceira estrofe:
Trocar a paz pela guerra/ Trocar a luz pelas trevas/
Trocar Deus por este mundo/ Bela vida que tu levas/
Não sejas assim tão covarde/ Tão desonesto com Deus/
Venha tomar tua cruz/ Venha ser filho de Deus.

Que saudade! Naquela época os hinos não eram triunfalistas ou antropocêntricos, e não havia tanto apelo comercial. A maioria das composições era de louvor a Deus. E havia também hinos como o mencionado acima, que apresentavam uma mensagem que verdadeiramente mexia com a nossa estrutura...

Bem, voltando ao quadro, ele me ajudou muito a refletir sobre a vida que eu estava levando, pois me fez compreender o que o Senhor Jesus disse em Mateus 7.13,14: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz a perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.

O Senhor Jesus tem os seus meios de nos fazer refletir sobre a vida que estamos levando, a fim de que nos cheguemos a Ele enquanto há tempo (Is 55.6; 2 Co 6.2). E foi através dos mencionados quadro e hino que eu me reaproximei de Deus, em 1985, e passei a dar ouvidos à sua Palavra na Assembleia de Deus de Vila Míriam, na cidade de São Paulo. Aleluia!

“Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação” (Hb 3.15).

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 4 de abril de 2009

Eleições da CGADB: vamos mudar de assunto?

Ruy Bergstén me contou, há uns dois anos, que seu pai, o saudoso missionário finlandês Eurico Bergstén, viajou certa vez à Finlândia com dois eminentes pastores brasileiros a fim de conhecerem a obra de Deus naquele país. Recebida por dois pastores no aeroporto, a comitiva foi levada de carro para conhecer alguns lugares da cidade onde ficaria hospedada.

Enquanto os dois pastores brasileiros, no banco de trás do veículo, riam sem parar, contando piadas um ao outro, os pastores finlandeses conversavam acerca de assuntos ligados à obra de Deus. De repente, o irmão que estava ao volante, que era o pastor-presidente da Assembleia de Deus da Finlândia, foi tomado pelo Espírito Santo. E, à semelhança do que aconteceu no dia de Pentecostes (At 2.1-21), ele abriu a boca e disse, em bom português, aos pastores brasileiros: “Vamos mudar de assunto?”

Lembrei-me desse fato ao sentir em meu espírito, hoje à tarde, que já dediquei espaço demais neste blog às eleições da CGADB. Sinceramente, há menos de um mês da AGO (Assembleia Geral Ordinária), em Vitória, no Espírito Santo, decidi que, a partir de agora, só vou orar e acompanhar as notícias. Tudo o que eu tinha para dizer sobre o assunto já disse (veja, na barra lateral, a seção Assembleia de Deus). E espero, sinceramente, que Deus abençoe grandemente a Assembleia de Deus brasileira, seja quem for o pastor eleito para presidir a Mesa Diretora da CGADB.

Diante do exposto, inicio agora o movimento Vamos Mudar de Assunto? Se o leitor concorda que esse assunto já está esgotado e que é melhor, a partir de agora, orar pela CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), diga comigo um sonoro “A M É É É É É É É M ! ! !”

Ciro Sanches Zibordi

BOMBA na TV foi, na verdade, uma bombinha, graças a Deus


Quem esperou tanto para ouvir a palavra bombástica que um famoso telepregador (não estou empregando este termo de modo pejorativo, mas é a melhor designição que encontrei para quem está há tanto tempo pregando na televisão) prometeu para hoje talvez tenha se decepcionado.

Eu, na verdade, preparei-me para o pior, mas, graças a Deus, até que o famoso pastor assembleiano foi cauteloso, usou de bom senso, e, ao final, deu até uma palavra de estímulo a todos os pastores das Assembleias de Deus.

Nada tenho contra o admirado telepregador, mas gostaria de aproveitar essa oportunidade, às vésperas das eleições da CGADB, para fazer algumas considerações acerca do que foi falado, a fim de — como ele — orientar os pastores e o povo assembleiano.

1) O telepregador iniciou as suas palavras dizendo que os pastores não devem ter medo de homem algum. Entretanto, a Palavra de Deus nos manda estar atentos aos falsos mestres e pseudoprofetas, isto é, homens falsos, enganadores, que se valem da ingenuidade do povo de Deus para introduzir heresias de perdição em nosso meio (2 Pe 2.1-3; 2 Co 2.17; 11.3,4; At 20.28-31). Por que o Senhor Jesus disse: “Acautelai-vos”, em Mateus 7.15?

2) Ele também disse que a CGADB não tem poder de determinar o que as igrejas devem fazer. Mas ela tem, sim, grande influência sobre os crentes, mediante publicações de livros e artigos (através da CPAD) e realização de eventos em todo o Brasil. As convenções assembleianas (geral e regionais) são de pastores; no entanto, todas elas afetam (indiretamente) o modo de operação das igrejas e a maneira de viver dos seus membros, não se restringindo apenas à liderança. É óbvio que a CGADB é uma convenção de ministros, e não de igrejas. Mas, quem dirige as igrejas? Não são os pastores? E a tendência não é que os membros, em sua maioria, sigam aos seus líderes?

3) O telepregador afirmou, ainda, que a identidade das Assembleias de Deus é, preponderantemente, doutrinária. Concordo, mas é preciso haver cuidado com outras áreas mediante as quais a doutrina pode ser afetada. Que áreas são essas? A eclesiástica e a consuetudinária. Elas são secundárias, mas têm influência sobre a doutrina, que é primacial. Como? Veja o que tem ocorrido no âmbito da música! Quantas não são as heresias e modismos que invadem as igrejas por meio de letras antibíblicas, estilos musicais inadequados e posturas mundanas de certos cantores e grupos?

4) Ele fez menção da liturgia, dizendo que cada pastor e igreja têm o direito de escolher as suas práticas litúrgicas. Contudo, a Palavra de Deus estabelece o que o culto coletivo a Deus deve ter: salmo (louvores), doutrina (exposição da Palavra) e manifestação do Espírito Santo mediante dos dons espirituais (1 Co 14.26). Também está escrito que o culto deve ter ordem e decência (vv.37-40). Como se vê, a Bíblia fala sim de liturgia, e isso é doutrina bíblica.

5) A questão consuetudinária — isto é, relacionada com usos, costumes e práticas — foi abordada pelo telepregador, e ele combateu acertadamente o legalismo farisaico. Mas não devemos nos esquecer de que, mediante à observância dos mandamentos e princípios da sã doutrina, sabemos como deve ser o nosso porte e a nossa postura. Imagine se houver liberdade total quanto a usos, costumes e práticas em nossas igrejas! Qual será o limite? Igrejas há que já realizam festa junina e dia das bruxas “evangélicos”, chamando-os de festa jesuína e Elohin (trocadilho com Halloween). Ora, todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm (1 Co 6.12). Devemos fazer tudo para a glória de Deus (Fp 4.8; 1 Co 10.31) e nos abster da aparência do mal e dos embaraços (1 Ts 5.22; Hb 12.1,2).

6) Ele também asseverou, com acerto, que o que segura o crente é a Palavra de Deus. Contudo, esta precisa ser pregada com verdade. Infelizmente, temos visto alguns pastores das Assembleias de Deus se unirem a movimentos que não andam segundo a verdade. Antes, torcem a Palavra de Deus, pregando um evangelho antropocêntrico, triunfalista, que faz do ser humano a medida de todas as coisas, tirando Cristo Jesus e a sua Palavra do centro. O que segura o crente é o evangelho verdadeiro, que é cristocêntrico e biblicocêntrico (1 Co 2.1-5; 4.6; 15.1-4; Gl 1.6-12).

7) Finalmente, a maior parte do tempo da fala do telepregador, anunciada como bombástica, foi usada para uma ponderação até equilibrada acerca das eleições da CGADB, pela qual enfatizou que ele, como candidato à primeira vicepresidência, não tem interesses pessoais, e sim ideológicos.

Diante do exposto, peço a todos os irmãos que, à semelhança dos bereanos, examinem tudo o que foi dito pelo telepregador à luz da Palavra de Deus (At 17.10,11). Afinal, Escrituras nos mandam examinar tudo e reter somente o bem (1 Ts 5.21).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eleições da CGADB: quem vota no pastor A é inimigo do pastor B? Que espírito é esse?


Recentemente, em São Paulo, ocorreu a eleição para presidente de um tradicional clube paulistano. O vencedor foi o da situação. Mas, sabe o que me chamou a atenção? Ambos os candidatos, após a eleição, saíram abraçados e deram entrevistas juntos, dizendo: “O mais importante é que torcemos pelo mesmo clube e queremos vê-lo vencedor”.

Se em um clube de futebol pessoas podem conviver em harmonia, apesar de possuírem propostas e projetos diferentes, por que isso não é possível entre nós, servos do Senhor? Por que essa guerra e troca de acusações antes das eleições da Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil?

Tenho lido, em blogs e sites de relacionamentos, comentários pelos quais os partidários do pastor A mostram-se inimigos figadais do pastor B, e vice-versa. Que espírito é esse? A quem estamos servindo, a Deus, ou aos nossos próprios interesses? São estes mais importantes do que servir ao Senhor Jesus e fazer a sua gloriosa obra na terra?

Falando em interesses, há pessoas mal-intencionadas que, em tópicos de comunidades, em sites de relacionamentos, e mediante comentários anônimos, neste blog, afirmam que eu defendo o candidato A porque tenho interesses. Ora, o meu maior desejo é que a Assembleia de Deus seja uma igreja biblicocêntrica. E, por isso, combato o que é contrário à Palavra do Senhor.

Sou autor de livros, publicados pela CPAD. E, seja quem for o presidente, vou continuar mandando os meus trabalhos para essa editora, porque a instituição está acima de uma pessoa. Mas, se as portas da Casa se fecharem para mim, um dia, vou continuar amando a instituição e publicando minhas obras pela editora que Deus preparar, se é que Ele permitirá que eu continue escrevendo. Afinal, a minha vida está nas mãos do Senhor. Tudo o que fiz até hoje foi porque o Senhor Jesus abriu-me portas grandes e eficazes, apesar dos adversários, que sempre se levantam (1 Co 16.9; Gn 37).

Voltando às eleições, tenhamos cuidado com o que falamos ou pensamos. Graças a Deus, posso dizer diante do Senhor que nada tenho contra os dois candidatos. Votarei em um dos dois, é claro, mas resolvi não declarar o meu voto aqui, publicamente, para que esse espírito de confusão instalado no meio assembleiano não se manifeste mais ainda. Mas reitero que não sou inimigo de nenhum dos dois.

Sou, sim, mais ligado a um deles, por circunstâncias da vida, porém isso não significa que eu deseje, com todas as minhas forças, a derrota e a vergonha do outro. Nada disso. Oro pelas Assembleias de Deus, pois faço parte delas. Ademais, a despeito de todas as bizarrices e invencionices praticadas por homens que se valem da denominação apenas para ter projeção, ela continua sendo uma igreja vigorosa, que possui em seus quadros obreiros compromissados com a Palavra de Deus, os quais não se curvam às heresias e aos modismos do nosso tempo.

Uma pergunta recorrente nesses dias que antecedem às eleições da CGADB em Vitória, no Espírito Santo, é “Qual é o seu sonho para as Assembleias de Deus?” São muitos os meus anseios, nesse sentido. Mas eu ficaria feliz se visse, ao término do pleito, no fim deste mês, todos os candidatos a cargos eletivos (vencedores ou não) se abraçarem e se confraternizarem, dizendo: “Irmãos somos. O Deus da Assembleia é maior do que a Assembleia de Deus. E esta é maior do que os nossos projetos pessoais. Vamos trabalhar juntos, andando segundo as Escrituras”.

Portanto, que em Vitória do Espírito Santo a maior vitória seja mesmo do Espírito Santo!

Ciro Sanches Zibordi

BOMBA! (6)


Prezado internauta, depois de um bom tempo, os meus compromissos de sábado e domingo se concentrarão no Rio de Janeiro. Por isso, aproveito para convidar os internautas residentes nesse Estado a cultuarem a Deus comigo nas igrejas mencionadas abaixo. Os cultos serão bombásticos (risos)...

Confira a minha agenda bombástica (risos) para sábado e domingo! Brincadeiras à parte, desejo-lhe um bombástico fim de semana, se o Senhor Jesus não voltar antes.

ABRIL

4-Sábado
Assembleia de Deus de Pendotiba, em Niterói-RJ
(Pr. José Marinaldo Rodrigues)
Culto de louvor

5-Domingo (manhã)
Assembleia de Deus de Cordovil, no Rio de Janeiro-RJ
(Pr. Francisco José da Silva)
Ceia do Senhor

5-Domingo (noite)
Igreja Evangélica Vida Nova de Colubandê, em São Gonçalo-RJ
(Pr. Waldir Araújo Rodrigues)
Culto de missões

Confira a agenda completa clicando no ícone azul, na barra ao lado.

Ciro Sanches Zibordi

BOMBA! (5)

O Senhor Jesus pode voltar antes que termine este dia, ou nós podemos partir para a eternidade a qualquer momento, e ainda há pessoas que não têm a certeza de que os seus pecados estão perdoados e de que os nomes estão escritos no Livro da Vida! Também há cristãos desapercebidos, nominais, que não andam como Jesus andou (1 Jo 2.6), e é a estes, principalmente, que me dirijo agora.

Sim, neste mesmo há inúmeros internautas “cristãos” navegando pela World Wide Web, em sites de relacionamentos como Orkut e Twitter, perscrutando a vida alheia, falando mal de pessoas, os quais pecam duplamente. Primeiro, porque, como cristãos, deviam estar fazendo alguma coisa útil para o Reino de Deus, como evangelizar, aconselhar, orientar, alertar, etc. Segundo, porque não atentam para o que está escrito em Efésios 5.15,16: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus”.

Retrocedendo um versículo, atente, caro internauta, para o aviso da Palavra de Deus enquanto há tempo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14). É tempo de deixarmos as efemeridades! Valorizemos a nossa preciosa salvação; amemos o nosso Senhor Jesus; façamos o bem enquanto temos tempo (Gl 6.10). Jesus breve virá!

Mas, se Ele demorar um pouco, lembre-se de que somos peregrinos neste mundo (Hb 11.13). Nenhum de nós sabe quanto tempo ainda permanecerá na Terra. Podemos partir para a eternidade a qualquer momento, e a Palavra do Senhor afirma que as nossas obras no acompanham (Ap 14.13). Que obras o seguirão, caro internauta, caso você parta agora mesmo para a eternidade? Cristo Jesus no salvou para andarmos em boas obras (Ef 2.8-10), e não nas obras da carne (Gl 5.19-22).

Você que está na Internet participando de debates inúteis, de cunho político, valorizando mais os seus ídolos do que o Senhor Jesus, e passou por aqui só para saber da última bomba, que obras terá para apresentar ao Justo Juiz? Você que se vale do anonimato para caluniar, xingar, maldizer... Até quando permanecerá nesse sono da ignorância? Acorde! A Segunda Vinda do Senhor Jesus será como uma bomba para os que estiverem desapercebidos. Mas os salvos ouvirão o som da trombeta (1 Co 15.50,51; 1 Ts 4.16,17).

Os que podem fazer a última oração da Bíblia, repitam comigo, agora, a última frase de Apocalipse 22.20...

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 2 de abril de 2009

BOMBA! (4) Guru faz reveleções surpreendentes



Como a mania do momento é apresentar notícias bombásticas, apresento a você, caro internauta, uma entrevista bombástica, mediante a qual um guru faz revelações bombáticas:


Pois é... enquanto muitas pessoas, enfadadas de ouvir mensagens que consideram ultrapassadas, estão a procura de "novidades", como as palavras do "homem mais sábio do mundo", o triunfalista M. M. (cujas mensagens de "vitória financeira" enviadas ao celular são vendidas por R$ 0,10), o famoso consultor Max Gehringer foi exemplar. Buscou verdades nas Santas Escrituras! Aleluia! A Palavra de Deus permanece para sempre (1 Pe 1.24,25)!

Ciro Sanches Zibordi

BOMBA! (3) Pastor assembleiano cadastra-se no Twitter

Cadastrei este blog no Twitter — uma rede social gratuita de mensagens curtas (tipo SMS) — e estou gostando bastante dessa nova ferramenta, que mescla blog e celular. As mensagens são de 140 toques, como os torpedos dos celulares, mas circulam pela grande rede como os textos de blogs.

Em vez de seguirem apenas para uma pessoa, como no celular ou no MSN, a mensagem do Twitter vai para todos os “seguidores”, isto é, os internautas que acompanham o twitteiro. Muitos têm usado esse site de relacionamentos para partilhar futilidades, como “Estou almoçando”, “Acabei de ver uma celebridade correndo no calçadão”, etc. Mas o Twitter é excelente para evangelizar e comunicar mensagens curtas relevantes, permitindo a inclusão de links.

O site é rápido e eficaz. Várias notícias têm surgido nele antes de chegarem ao rádio e à televisão. Em janeiro, para se ter uma ideia, quando um avião fez um pouso forçado no meio do Rio Hudson, em Nova York, a primeira notícia saiu no Twitter! Um twitteiro escreveu, a partir de seu celular: “Há um avião no Hudson. Estou numa balsa que está indo resgatar as pessoas”. Do barco, o mesmo usuário mandou uma foto do avião pousado na água.

No Brasil ainda há poucos twitteiros, mas considero a ferramenta em apreço diferenciada e bastante útil para quem souber usá-la. Se você desejar se cadastrar e acompanhar as novidades do Blog do Ciro, clique no ícone do Twitter, acima. Em seguida procure por @blogdociro e @cirozibordi. Ambas as contas são minhas.

Ciro Sanches Zibordi

BOMBA! (2) Profecia sobre eleições da CGADB


Uma profecia de um pastor (que eu conheço e respeito) acerca das eleições da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) está gerando polêmica na blogosfera cristã. Membro da igreja de um dos candidatos à presidência, o tal profeta (que também é uma pessoa amável e respeitosa) predisse que o seu pastor, da sua cidade, vencerá o pleito e asseverou que os opositores estão atraindo maldição sobre si.

Alguns blogueiros e internautas têm afirmado que, caso a profecia seja Deus, se cumprirá. Mas, à luz da Bíblia, apenas o cumprimento da predição não é o suficiente para a considerarmos divina. Digamos que a famosa vidente mãe Diná diga que um dos candidatos vencerá a eleição presidencial da CGADB, e isso ocorra. Passaremos a considerá-la uma verdadeira profetisa e serva do Senhor por causa do cumprimento de sua predição?

É claro que não devemos desprezar as profecias (1 Ts 5.19,20), mas é preciso julgá-las (1 Co 2.15; 14.29; 1 Jo 4.1), e segundo a reta justiça (Jo 7.24). Como julgar uma profecia retamente? Em primeiro lugar, segundo as Escrituras (At 17.11; Hb 5.12-14). O Deus da Palavra não contraria a Palavra de Deus. A Igreja do Senhor é o Corpo de Cristo e deve estar “sintonizada” com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). E Ele nos tem dado, além da sua Palavra (Sl 119.105), o dom de discernir os espíritos (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18).


Devemos atentar, ainda, para a vida do profeta (Fp 3.15-18; 1 Rs 13.20-25). Em regra geral, o Senhor só usa “vasos limpos” (2 Tm 2.20,21; Gl 5.22). O profeta tem uma vida de oração e devoção a Deus? Ele honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens? Ele demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor? Ele ama os pecadores e deseja vê-los salvos? Ele detesta o mal e ama justiça? Ele prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a igreja à santificação? Ele repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro? Creio que o autor da predição em análise passa nesse crivo, posto que demonstra ser uma pessoa íntegra e piedosa.


Não nos esqueçamos também do bom senso (1 Co 2.15; 14.33). O fato de o profeta pertencer à mesma igreja do candidato que ele afirma ser o escolhido por Deus para presidir a CGADB precisa ser avaliado com cuidado. E, se o outro presidenciável também for apontado por um profeta de sua igreja que será o vencedor do pleito? Como eu já disse, conheço o irmão que proferiu a profecia e acrescento que nada tenho contra ele, mas o bom senso me leva a suspeitar da origem dessa predição.

E se a profecia se cumprir? Não há dúvidas de que o cumprimento de uma predição é uma das principais confirmações de que um profeta falou da parte de Deus (Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9). Entretanto, o fato de uma profecia se cumprir não significa que ela tenha origem divina. A Palavra do Senhor assevera que o profeta verdadeiro tem compromisso com a verdade (Jo 10.41). E há predições que se cumprem, mas não provêm do Senhor (Dt 13.1-4).

No caso da predição em apreço, precisamos ter cuidado redobrado, pois a possibilidade de acerto (50%), independentemente de qualquer coisa, é muito grande. É como se, às vésperas de um jogo entre Flamengo e Vasco, alguém dissesse: “O Vasco vai ganhar”.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Antipentecostais, neopentecostais, pseudopentecostais, pentecostais nominais e pentecostais verdadeiros

A qual dos grupos abaixo você pertence?

Antipentecostais cessacionistas. Ignorando verdades bíblicas inquestionáveis, esses irmãos em Cristo privam-se da sobrenaturalidade do evangelho, à disposição de todos os salvos (At 2.39). Alguns zombam dos crentes que creem na atualidade dos dons, manifestações e operações do Espírito. Apesar de sinceros, são racionalistas e tradicionalistas, e por isso não compreendem as manifestações espirituais (1 Co 2.14,15).

Antipentecostais cessacionistas moderados. São crentes que dizem aceitar apenas uma parte das manifestações do Espírito descritas nas Escrituras. Pensam que determinadas operações do Espírito não existem hoje só por que não passam pelo crivo de seus limitados raciocínios.

Antipentecostais extremistas. Além de cessacionistas, esses cristãos (cristãos?) nutrem uma aversão aos pentecostais, chegando a afirmar que estes estão endemoninhados. São iracundos, irônicos, invejosos, zombeteiros. Gostam de desafiar os pentecostais e consideram estes ignorantes, incapazes de refutar as suas argumentações meramente racionais.

Neopentecostais. Dizem-se e pensam que são pentecostais, mas não querem abraçar o que dizem as Escrituras. São experiencialistas e ingênuos; seguem a qualquer manifestação sem nenhuma análise, ao contrário dos crentes de Bereia (At 17.11). Para eles, modismos, como “cair no Espírito”, “dentes de ouro”, “emagrecimento”, “crescimento de cabelo”, “depósito em conta”, etc., são obras divinas, e ponto final. Mas a Palavra de Deus nos manda julgar, examinar tudo (1 Co 2.15; 1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1; 1 Co 14.29; Jo 7.24; 1 Co 10.15).

Neopentecostais apóstatas. Homens que já propagaram e defenderam o pentecostalismo bíblico. Apostatando da fé, deram ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1). Propagam heresias e modismos, como “bênção de Toronto”, “unção do riso”, conversas com santos mortos, como Paulo, Maria, etc., arrebatamentos em grupo, transferência de unção, “unção do leão”, avivamento extravagante, etc.

Pseudopentecostais. Pessoas inconversas, não-regeneradas, idólatras, que creem na intercessão dos “santos”, na mediação de Maria (ignorando 1 Timóteo 2.15 e João 14.6), chamados no Brasil de carismáticos. A Bíblia diz que o Espírito Santo é dado somente aos que obedecem a Deus (At 5.32). O Senhor Jesus afirmou que o mundo não pode receber o Espírito de verdade (Jo 14.17).

Pentecostais nominais. Crentes que dizem ser pentecostais, mas não vivem o que pregam. São teóricos e dificilmente experimentam a sobrenaturalidade do evangelho.

Pentecostais verdadeiros. O pentecostalismo é um movimento cristão, biblicocêntrico, formado por crentes em Jesus Cristo, verdadeiramente salvos, fiéis, sinceros, que seguem ao que está escrito nas Escrituras. Os pentecostais creem no que a Palavra de Deus assevera acerca do batismo no (ou com o) Espírito Santo e da manifestação multifacetada do Espírito: dons, ministérios e operações (At 2; 1 Co 12.1-11; Mc 16.15-20; 1 Co 14.26, etc).

Servos de Deus pertencentes a igrejas tradicionais. É o caso dos irmãos batistas (tradicionais), presbiterianos e de outras denominações históricas que não são pentecostais, pseudopentecostais, neopentecostais, tampouco antipentecostais.

Ciro Sanches Zibordi