terça-feira, 31 de março de 2009

Pastor Ciro Entrevista (4)

Tenho o imenso prazer de entrevistar o blogueiro Newton Carpintero. Pastor brasileiro, ele vive nos Estados Unidos e mantém um blog apologético pelo qual tem propagado artigos e vídeos com mensagens firmes — provocativas, para muitos — contra falsos ensinamentos e modismos verificáveis no meio evangélico.

Blog do Ciro: Para iniciar a nossa conversa, uma pergunta de ordem política: Como o irmão vê a ascensão de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos?
Newton Carpintero: Creio que o presidente eleito tem uma grande oportunidade para realizar um excelente governo, num momento de extrema dificuldade para a América do Norte e o Mundo. A maior concentração de riquezas está nos Estados Unidos, principal consumidor de bens produzidos por todos os países, o qual recebe um de cada quatro containers da produção mundial. Podemos afirmar que, se os Estados Unidos reduzirem as suas compras, haverá uma grande recessão, gerando desemprego nos países emergentes e problemas na importação e na exportação. Presenciamos grandes mudanças no comportamento social, moral e principalmente no meio evangélico, com pregações farisaicas, egocentristas e voltadas totalmente ao materialismo. Tudo o que está acontecendo hoje é uma preparação para o surgimento do anticristo. Estejamos, portanto, preparados para o Arrebatamento da Igreja, que acontecerá como em um piscar de olhos. Aleluia!

Blog do Ciro: É verdade... Como foi a conversão do irmão e a sua chamada para o ministério?
Newton Carpintero: Não foi pela dor. Foi exclusivamente pela bondade e misericórdia de Deus, que através de um dos seus servos, me convidou a conhecer um culto de consagração, em uma congregação da Assembléia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro, em plena quarta-feira pela manhã, em 1975. Fiquei curioso e, mesmo sem entender muito do que ouvia, estava ali com o meu coração sedento e faminto de justiça. Ouvi hinos que andam esquecidos atualmente, palavras de salvação e perdão. Deus, por misericórdia, usou durante aquele culto uma irmã em profecia, o que para mim era novidade, mas eu entendia que era Deus falando comigo. E era! Foi um momento inesquecível! Ali conheci ao Senhor Jesus Cristo e recebi, com muito choro, o meu Salvador. Depois de alguns anos, recebi o nobre título de diácono e, depois, o de pastor.

Blog do Ciro:
O irmão mora na América do Norte há bastante tempo, não é? Muitos pregadores têm dito que os Estados Unidos, outrora uma nação evangélica, estão indo de mal a pior, espiritualmente. Como está de fato a situação geral da igreja evangélica aí na outra América?
Newton Carpintero: Há quase 15 anos resido na América do Norte. Tenho três filhas brasileiras, casadas com brasileiros nos Estados Unidos, e três netas norte-americanas. Conheci várias denominações e posso garantir que está acontecendo aqui exatamente o mesmo que aí. O evangelho — não o de Jesus Cristo, mas o hollywoodiano, pregado por homens em sua arrogância e com bastante desenvoltura — é o padrão do show-man. As características das pregações de muitos, sem medo de errar, estão em desacordo com a Palavra de Deus; estão repletas de promessas fantasiosas de prosperidade financeira. O pior é saber que, apesar da quantidade de desviados da verdade, a qual aumenta a cada dia entre as lideranças, encontramos ainda alguns brasileiros com o sentimento de amor ao dólar, desejando abrir novas igrejas por aqui. Ora, necessitamos corrigir as que já existem! Digo isso sem medo de errar e com muita vergonha...

Blog do Ciro: Mas, pelo que o irmão tem visto aí, devemos esperar um poderoso avivamento para esses últimos dias, começando pela América do Norte, como muitos têm propalado, ou a tendência é que as coisas piorem a cada dia, até que ocorra o Arrebatamento da Igreja?
Newton Carpintero: Creio que, se houver qualquer avivamento, será em todas as partes do mundo. É possível que tudo se torne pior a cada dia, e o Arrebatamento da Igreja, que é uma realidade já está às portas. Se houver avivamento, creio que será bem definido como: “Quem for sujo, suje-se mais; e quem for limpo, limpe-se mais”. Penso que este é o Grande Avivamento para o nosso tempo. Uma vida na presença de Deus permite que o crente verdadeiro entre em choque com os crentes modernos, liberais e que se submetem ao deus deste mundo.

Blog do Ciro: E quais são as características dos pregadores mais requisitados nos Estados Unidos? O irmão também atende a convites para ministrar a Palavra de Deus?
Newton Carpintero: Aqui nos Estados Unidos é muito difícil participar de cultos em algumas igrejas de brasileiros. Não se pode pregar a verdade; caso contrário, somos excluídos do rol de pastores convidados... A Palavra de Deus fica de lado e há muita pregação formalista, artificial, com toque artístico. Os pregadores sensacionalistas, que berram bordões de prosperidade financeira, como se tudo acontecesse num passe de mágica, também são muito requisitados. Contanto que o pregador pareça ser espiritual, tudo bem... e alguns estão pregando até com a companhia de “dançarinas espirituais” ou “balé santo”.

Blog do Ciro: Meu Deus! É melhor mudarmos de assunto (risos). Falemos um pouco do escritor e blogueiro Newton Carpintero. Como o irmão começou a escrever e como se tornou um blogueiro cristão?
Newton Carpintero: (risos). Sou o menor de todos. Começei a escrever alguns textos para um livro que desejo produzir. E, em um excelente momento, encontrei o seu blog, o que agradeço a Deus, pois isso me deixou muito entusiasmado e desenvolvi também o meu próprio blog.

Blog do Ciro: Glória a Deus! Quais são os seus projetos como escritor? Está contente com o blog ou ainda pretende escrever um livro?
Newton Carpintero: Pretendo produzir o meu primeiro livro, pelo qual possa compartilhar as minhas experiências como servo de Deus com os que sentem o desejo de averiguar, examinar e discernir pensamentos, contrastando-os com o que já existe, tudo à luz da Palavra de Deus.

Blog do Ciro: Interessante... Mas, que tipo de sentimento o irmão deseja gerar em seus leitores, haja vista os seus artigos abordarem heresias e modismos de maneira contundente e sem rodeios?
Newton Carpintero: Qualquer sentimento que produza uma maior observação pelos crentes em geral, e assim permitir uma avaliação do que acontece nas diversas denominações.

Blog do Ciro: O irmão tem recebido mais críticas ou mais elogios dos seus leitores?
Newton Carpintero: A bem da verdade, infelizmente, as críticas são maiores, pois existe hoje uma questão que deve ser verificada. Muitos dizem: “Cuidado! Você está julgando. Não julgueis para que não sejais julgados”. E por ai vai...

Blog do Ciro: Realmente, existe uma confusão entre o julgamento no sentido de discernir, provar, examinar, com o julgamento calunioso. Mas, voltando aos Estados Unidos, muitos brasileiros ainda têm o sonho de morar aí, e alguns dizem ter chamada para fazer a obra de Deus em terras estadunidenses. Que mensagem o irmão gostaria de transmitir aos irmãos brasileiros que desejam viver na América do Norte?
Newton Carpintero: Infelizmente, muitos dos crentes que vieram do Brasil se perderam em mentiras, arrogâncias, vaidades e fraudes. Muitos, por não depositarem a sua confiança em Deus, utilizaram o artifício do preparo de documentos de legalização, com muitas falsificações em suas declarações — e... com a ajuda de seus líderes. Estes, “querendo ser bonzinhos”, caíram nas astutas ciladas do Diabo. Diversos deles, já voltaram, e outros já estão prontos para o retorno. A mentira tomou conta de muitas igrejas de brasileiros. E alguns voltaram e estão retornando para o Brasil, com certa arrogância, e continuam em seus desviados caminhos, com a intenção de encobrir a vergonha que sentem. Alguns — sinto vergonha — destruíram o bom nome, que foi construído por muitos brasileiros honestos. Por isso, se houver algum irmão que queira residir nos Estados Unidos, que esteja convicto de que Deus tem um plano para a sua vida nesse país. E, ao chegar aqui, não aceite convites misteriosos, promessas fantasiosas e cargos em igrejas lideradas por obreiros de vida duvidosa, os quais oferecem facilidades para quem não possui autorização para trabalhar. Muitos se enveredaram pelo erro, provocado pela necessidade de trabalho e, desesperados, aceitaram seguir os passos da mentira.

Blog do Ciro: Bem, pastor Newton, sou-lhe grato por essas palavras contundentes e que alertam os que pretendem se estabelecer na América do Norte. Deixe agora uma palavra final a todos os internautas.
Newton Carpintero: Agradeço-lhe, amado pastor Ciro, por esta oportunidade que muito me honra, em poder responder às suas perguntas com temor e tremor. O meu desejo é que a maravilhosa paz do Senhor Jesus Cristo, esteja sempre em sua vida e na de sua família.

Blog do Ciro: conheça o blog do pastor Newton Carpintero clicando AQUI

segunda-feira, 30 de março de 2009

¿Por qué no te callas?


Ninguém se esquece da repreensão que o presidente da Venezuela recebeu do rei Juan Carlos, da Espanha, em 2007. Em uma importante reunião, o inconveniente Hugo Chávez insistia em falar o que não devia, e na hora errada, e acabou ouvindo um sonoro “¿Por qué no te callas?”

Não é o meu propósito, neste artigo, falar sobre o polêmico presidente venezuelano, mas quero tomar emprestada a expressão usada pelo rei espanhol, a fim de mandar um recado àqueles que, à semelhança de Chávez, falam o que não convém, e na hora errada.


Quem liga a TV, esperando assistir a um programa verdadeiramente evangélico, em nossos dias, depara-se com o quê? Com telepastores, telebispos, teleapóstolos, telerreverendos, telemilagreiros e teleimitadores de telepastores, telebispos, teleapóstolos, telerreverendos, telemilagreiros... Os senhores, que se dizem pregadores do evangelho, não têm temor de Deus? Até quando perderão a oportunidade de falar de Jesus aos perdidos? Se não querem pregar o verdadeiro evangelho, ¿por qué ustedes no se callan?

Até quando teremos de ouvir telepastores falando de eleições, direta ou indiretamente (não estou falando de ninguém, especificamente, mas de todos que se valem desse expediente), desperdiçando um tempo precioso, o qual poderia ser usado, quase que integralmente, para a evangelização ou edificação do povo de Deus? ¿Por qué no se callan? Por que não buscam a Deus e pregam uma mensagem biblicocêntrica, em vez de apresentarem pregações enlatadas, recheadas com muito humor, sarcasmo, triunfalismo, gritos estridentes e ataques a desafetos?

E os astros da música gospel, nos seus mega-shows? Até quando os senhores falarão as mesmas coisas, como “Aleluiaaaaaa...”, “Uhuuuuu”, “Tira o pé do chãããooo”? Até quando cantarão as suas canções antropocêntricas, triunfalistas, desprovidas de louvor a Deus? Seria bom que os senhores não se calassem; quem dera cantassem louvores a Deus! Porém, como vejo que não desejam fazer isso; antes, preferem massagear o ego de seus fãs, sou obrigado a dizer-lhes: ¿Por qué no se callan?

Alguém poderá dizer: “Quem esse blogueiro pensa que é para mandar alguém se calar?” Sou apenas uma voz que clama na blogosfera em defesa do evangelho de Cristo (Fp 1.16). E estou convencido de que tenho de falar contra os engodos dos enganadores, “a los cuales es preciso tapar la boca” (Tt 1.11), posto que eles, por avareza, valem-se de palavras fingidas (2 Pe 2.1-3) para enganar os que não mais sofrem a sã doutrina (2 Tm 4.1-5).


Por favor, não entendam esse ¿por qué no te callas? como uma censura ao ministério que os senhores julgam ter recebido do Senhor. Aliás, eu não duvido de que Deus os tenha chamado. Mas, no momento, os senhores estão mercadejando a Palavra de Deus (2 Co 2.17). E, se é para fazer isso, é melhor mesmo que se calem. O que eu mais desejo, de todo o meu coração, é que os senhores usem o carisma e o talento que possuem em prol da verdade. Mas, querem os senhores fazer isso? Estão dispostos a abrir mão do amor à fama e ao dinheiro?

Se os senhores falarem a verdade, Deus lhes recompensará. Talvez os senhores não vivam regaladamente, como os astros do mundo, porém terão assegurada a coroa da justiça (2 Tm 4.7,8).
Espero que reflitam acerca desse ¿por qué no te callas? (frase que, repito, tomei emprestada do rei da Espanha), para que, naquele grande Dia, não corram o risco de ouvir do Rei dos reis um sonoro: “Nunca os conocí; apartaos de mí, hacedores de maldad” (Mt 7.23).

¿Amén?

Hermano Sanches

Oito pecados capitais


O catolicismo romano assevera que os pecados capitais — merecedores de condenação — são apenas sete: arrogância (ou orgulho), inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. Esta lista, que já foi modificada algumas vezes, tem inspirado autores em todo o mundo a escrever livros. E não são poucas as editoras que, atualmente, publicam obras sobre o assunto.

No século IV, os pecados capitais eram: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e orgulho (nos lugares de preguiça e inveja constavam então vaidade e orgulho). Mas o romanismo do fim do século VI apresentou uma nova lista, nesta ordem: orgulho, inveja, ira, melancolia, avareza, gula e luxúria — desapareceram a soberba e a vaidade; a melancolia entrou no lugar da preguiça; e a inveja foi acrescentada. Desde o século XVII, aceita-se a relação citada no primeiro parágrafo.

Embora os sete pecados tidos como capitais sejam de fato nocivos à alma, o romanismo ignora outras listas mais completas das Escrituras e omite pecados igualmente graves, dignos de condenação, como a heresia, a idolatria e a feitiçaria (Gl 5.19-21; Rm 1.18-32; 1 Co 6.10).

Neste artigo, discorrerei sobre a lista de oito pecados capitais contidos em Apocalipse 21.8:

Oitavo: MENTIRA. A palavra pseudes (gr.) significa “mentiroso, falso”, ou, em português, “pseudo”, prefixo que denota falsidade. Por exemplo: pseudoverdadeiro, pseudoinspirado, pseudocristão, etc. Mas o crente renascido deve deixar a mentira (Cl 3.9). Paulo, quando escreveu à igreja de Éfeso, admoestou os cristãos a buscarem a verdade: “Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo... deixai a mentira, e falai a verdade...” (Ef 4.15,25).

Sétimo: IDOLATRIA. O vocábulo “idólatra” (gr. eidõlolatres) traduz um amor excessivo, uma paixão exagerada, a um ídolo (gr. eidõlon, “aquilo que é visto”). Pode um crente tornar-se idólatra? Ora, para quem Paulo escreveu: “Não vos façais, pois, idólatras”? Aos crentes de Corinto (1 Co 10.7). Da mesma forma, João disse: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21).

Como se vê, o cristão pode vir a praticar os atos que ele mais condena. Mas, como um cristão pode se tornar idólatra? Quando se põe a amar uma pessoa ou coisa mais do que ao Senhor (Mt 10.37; 1 Jo 2.15-17). O amor ao dinheiro ou a avareza é, à luz da Palavra de Deus, uma forma de idolatria (1 Tm 6.10; Ef 5.5).

Sexto: FEITIÇARIA. O termo “feiticeiro” (gr. pharmakos) também é vasto em sua aplicação. Pode envolver o manuseio de drogas e poções, embora o seu sentido usual e comum esteja associado a práticas como feitiços, encantos, necromancia, espiritismo, uso de rituais mágicos, bruxaria, evocação de espíritos, emprego de diversas formas de adivinhação, uso de amuletos e talismãs, etc.

Existe feitiçaria no meio evangélico? Ou será que levar uma rosa para casa, a fim de absorver os maus fluidos, e depois depositá-la no altar da igreja para ser queimada, com o intuito de supostamente destruir as obras satânicas, não é uma forma de feitiçaria? E o que dizer do uso de arruda, sal e copos com água como meios de alcançar uma bênção?! Essas práticas são comuns em algumas igrejas consideradas evangélicas.

O evangelho de Cristo é simples (2 Co 11.3). A pregação das boas novas é poder de Deus para a salvação do pecador (Rm 1.16); e a oração da fé, feita por um justo, é o suficiente para que o Senhor aja (Tg 5.15,16). Não há necessidade de se recorrer a práticas estranhas para o recebimento das bênçãos do alto (Tg 1.15-17).

Quinto: FORNICAÇÃO. Fornicário (gr. pornos), no texto em apreço (lit. “homem que se vicia em fornicação ou prostituição”), é um termo que possui significação vasta e aplicação abrangente; implica permanência numa vida de imoralidade e maus pensamentos, além de prática continuada e sem arrependimento do sexo ilícito e de outros pecados contra o corpo.

A relação sexual, dentro do casamento, é algo puro diante de Deus (Hb 13.4). Fora dele, constitui-se pecado contra o corpo (1Co 6.19,20; 7.9). Há também pecados praticados dentro do matrimônio. Embora Deus tenha estabelecido a maneira lícita para um casal ter prazer, muitos têm abandonado o que a Bíblia chama de “uso natural” (Rm 1.26,27).

É importante ressaltar, ainda, que o ato de cobiçar e desejar possuir alguém proibido já se constitui um tipo de fornicação, a psicológica (Mt 5.28; 15.19). O crente deve desviar os seus olhos do mal (Jó 1.1; Mt 6.22,23), haja vista ser através do olhar persistente que nasce a cobiça (Gn 3.6; Js 7.21).

Quarto: HOMICÍDIO. Na passagem em apreço (Ap 21.8), o termo phoneus (gr.) significa “homicida, assassino”. Quem comete um homicídio doloso e qualificado, com a intenção de matar, se julgado e condenado, pode ser submetido à prisão perpétua ou até à pena de morte, de acordo com o código penal vigente em seu país. Mas, qual é a pena para quem mata espiritualmente alguém e não se arrepende?

João, o apóstolo do amor — e também da certeza —, declarou: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanecente nele a vida eterna” (1 Jo 3.15).

Por conseguinte, o cristão que pratica o homicídio espiritual está sujeito à pena capital do sofrimento eterno constante do Código Divino (Mt 5.22), a não ser que recorra, a tempo, ao supremo Advogado (1 Jo 2.1; Pv 28.13).

Terceiro: ABOMINAÇÃO. O termo “abominável” (gr. bdeluktos e bdelugma) é sinônimo de repugnante, detestável, odioso (lit. “que faz alguém se afastar como que de um mau cheiro”); está associado a idolatria, impureza e mentira (Ap 21.27). Paulo descreveu assim os abomináveis: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis [gr. bdeluktos], e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra” (Tt 1.16).

Abominável é aquela pessoa que não vive o que prega, haja vista possuir um coração dividido e desobedecer aos mandamentos de Cristo. O que torna um crente praticante desse pecado capital? A mornidão espiritual: “... porque és morno... vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3.14-16). Por isso, o servo fiel deve vencer a indiferença, a inconstância e a desobediência, e entregar-se integralmente ao Senhor (1 Rs 18.21; Mt 6.24).

Segundo: INCREDULIDADE. O adjetivo apistos (gr.), no texto em análise, significa “incrédulo, infiel, descrente, cético” (1 Co 6.6; 7.12-15; 2 Co 4.4; 6.15; 1 Tm 5.8). A incredulidade se torna um pecado capital quando não reconhecida nem combatida por seu portador (Mt 17.17; Mc 9.24; Lc 17.5). Orações como “Acrescenta-nos a fé” e “Ajuda a minha incredulidade”, se feitas com sinceridade, agradam a Deus.

Entretanto, a permanência na incredulidade foi a causa de a maioria do povo israelita, oriundo do Egito, não ter entrado em Canaã (Hb 3.15-19), bem como a razão de Jesus não ter operado muitos prodígios em certos lugares (Mt 13.54-58). Não crer em Deus ou duvidar das suas obras — como um estado contínuo, e não como um ato isolado — significa fazê-lo mentiroso (1 Jo 5.10) e afastar-se definitivamente dEle (Hb 11.6). Não é de se admirar que a parte dos incrédulos contumazes seja no lago de fogo (Mc 16.16b; Jo 3.36).

Primeiro: TIMIDEZ. Não se assuste. A timidez digna de condenação, segundo a Escritura, não é aquele acanhamento natural, verificável em pessoas introvertidas. A palavra “tímido” (gr. deilos), empregada na passagem acima, implica, pelo menos, duas atitudes negativas: vergonha de ser reconhecido como cristão e medo de testemunhar.

Quem tem vergonha de ser cristão, a ponto de esconder a sua Bíblia, jamais terá ousadia para pregar a Palavra de Deus (At 4.31). Pedro, depois de se converter, nunca mais se mostrou covarde (Lc 22.32; At 2.14; 4.8-20). A timidez capital é aquela que impede o crente de anunciar o evangelho (1 Co 9.16), bem como de “brilhar” diante dos homens (Mt 5.14-16). Acerca disso, Jesus nos adverte: “... qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.33).

Amém?

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 24 de março de 2009

Minha primeira pregação para jogadores e profissionais do futebol


Deus tem aberto portas grandes e eficazes para eu pregar a sua Palavra (1 Co 16.9). Estive na cidade de Ijuí, no Rio Grande do Sul, pela segunda vez, para participar da II Escola Bíblica de Obreiros da Assembleia de Deus, que contou também com a presença do pastor Elienai Cabral, de Sobradinho-DF.

No dia 19, após a minha primeira aula, no templo central, surpreendi-me com o convite do técnico Itamar Schulle, do Esporte Clube São Luiz (de Ijuí), da primeira divisão do Campeonato Gaucho de Futebol, para ministrar uma rápida palestra a todos os jogares e comissão técnica. Essa equipe de futebol fez um bom primeiro turno no Gauchão (como é chamado o aludido campeonato) e experimentava um princípio de crise.

No dia seguinte, eu e o técnico fomos ao Estádio 19 de Outubro, onde ocorreria um treino da equipe, e ministrei uma mensagem da parte do Senhor aos jogares, comissão técnica e diretor do clube com base em Colossenses 3.2, ARA. Discorri sobre as diferenças entre a autoajuda e a Ajuda do Alto, fazendo menção de várias outras passagens bíblicas, como Salmos 37; 40; Filipenses 4.7,13; João 14.23,27; Apocalipse 3.20, etc. Eles, como todos os que militam no futebol, estavam preocupados com resultados imediatos. Mas mostrei-lhes que a Ajuda do Alto é para toda a eternidade (Jo 5.24; 10.27,28).

No domingo, dia 22, eu, o pastor Elienai Cabral e seu companheiro, pastor Nelson (de Sobradinho-DF), fomos à concentração do time, a pedido do técnico Itamar Schulle (foto). Tiramos umas fotos com os jogadores e oramos por eles. Lembro-me de que abracei um jovem e brinquei: "Você que é o craque do time?" Ele, acanhado, sorriu, mas não disse nada. Quando estávamos de saída, ele, demonstrando entusiasmo, perguntou: "Vocês podem fazer uma oração?"

No dia 20, à tarde, na palestra que ministrei, eu tinha enfatizado que todos os jogadores deveriam buscar Ajuda do Alto, a fim de que tivessem comunhão com o Senhor Jesus e certeza da vida eterna. Afinal, quem o segue tem paz vertical (com Deus), horizontal (com o próximo) e interior (consigo mesmo), e isso, sim, pode fazer a diferença em momentos difíceis da vida. Conclusão: no jogo de domingo à noite, dia 22, o jovem jogador mencionado acima (Ronaldo Capichaba) marcou os dois gols da vitória do E.C. São Luiz sobre o Santa Cruz.

Curiosidades: o técnico da Seleção Brasileira, Dunga, começou a sua carreira no São Luiz, e jogadores como Paulo Baier (veterano) e Carlos Eduardo ("estrela" do futebol alemão, atualmente) também passaram por esse clube.

Louvo a Deus pela grande oportunidade que Ele me concedeu, de falar do Senhor a todos os funcionários do clube mencionado. Glória seja dada ao maravilhoso nome de Jesus!


Em Cristo,


Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 17 de março de 2009

Seja próspero, mas em tudo!

Telenganadores e telenganados (2)


O triunfalismo e a teologia da prosperidade continuam sendo usados para enriquecer telemissionários, teleapóstolos, telebispos e telepastores (que não pregam o evangelho de Cristo, poder de Deus para salvar os pecadores), os quais (aqui e na outra América) estão na mídia 24 horas por dia enganando os teleincautos.

Sabe qual é a telenovidade? Os telenganadores estão cobrando por mensagens enviadas ao celular dos telenganados! A moda agora é vender “palavras de vitória” por R$ 0,10. Parece pouco, mas imagine milhões de pessoas recebendo pelo menos cinco mensagens por dia!

O problema é que os teleagraciados, quando se cansam das mensagens triunfalistas — do tipo auto-ajuda barata —, encontram grande dificuldade para se livrarem da assinatura... Realmente, os telenganadores sabem explorar muito bem o lado interesseiro do ser humano (Jo 6.60-69) e sua ingenuidade.

Por que a maioria dos telepregadores não pregam o verdadeiro evangelho de salvação? Porque não querem perder a sua fonte de lucro. Eles têm como motivação o dinheiro e a fama; e por isso fazem qualquer negócio (2 Co 2.17). Valendo-se de palavras fingidas, como diz a Palavra de Deus, são capazes até de negar aquEle que os resgatou (2 Pe 2.1-3; Ef 5.5; 1 Tm 6.8-10).

Infelizmente, como disse o Senhor, nos tempos do Antigo Testamento, “... andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz... Vós me profanastes entre o meu povo... mentindo, assim, ao meu povo que escuta a mentira” (Ez 13.10-19). Enfim, só há telenganadores por que existem muitos teledesconhecedores da Palavra de Deus.

Na defesa do evangelho (de acordo com Filpenses 1.16 e Tito 1.10,11, etc.),

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 16 de março de 2009

Benny vindo a Porto Alegre?


Na verdade, ele já veio... Aconteceu no último fim de semana (13 a 15 de março), no Anfiteatro Pôr-do-Sol (Porto Alegre-RS), mais uma cruzada do show-man Benny Hinn. O evento, organizado pela Igreja Centro de Avivamento para as Nações, trouxe à capital gaucha (sem acento para atender ao famigerado Acordo Ortográfico) muito mais que um irritante congestionamento.

Leia o depoimento de quem esteve lá, o irmão André, que atuou como segurança do evento:

Paz, pastor Ciro. Em primeiro lugar, peço-lhe perdão, pois há algum tempo o critiquei por falar contra as heresias de Benny Hinn. Mas ele, neste momento que escrevo (dia 14), está fazendo uma cruzada aqui em Porto Alegre. Trabalhei como segurança do evento ontem à noite (sexta-feira) e o que vi serve de alerta para outros irmãos.

Primeiro, vi o que um “homem de Deus” faz com uma equipe de seguranças... Parecia que eles tinham saído de uma cocheira ou jaula...

Segundo: os “milagres” que eles promovem no meio do povo, antes de o Benny Hinn se apresentar, é puro teatro, isto é, serve somente para atrair a atenção do povo; eles escolhem uma ou duas pessoas que se dizem enfermas e promovem a tal “cura”... O engraçado disso é que eles veem as cadeiras de rodas, mas nem chegam perto dos paralíticos.

Terceiro: fiquei ao lado do palco do Benny Hinn, ao lado da equipe dele, e em nenhum momento os vi em meio ao povo orando, como disseram para nós. Pelo contrario, alguns seguranças dele, de paletó, ficaram um mostrando faca para o outro, no momento da mensagem; além disso, conversaram o tempo todo. Depois que Hinn começou o show de derrubar as pessoas, os seguranças foram ao palco para ficarem caindo o tempo todo...

Quarto: vi com meus olhos as pessoas doentes serem mandadas de volta para seu lugar sem ao menos receberem uma oração, pois quem seleciona os “agraciados” é, talvez, o mais violento dos seguranças. Vi uma criança com problema mental sendo barrada pelo tal segurança, e a mãe aos prantos pedindo para o Benny Hinn orar pelo filho dela. Havia uma mulher da equipe dele que fazia orações no meio do povo; foi ela que mandou a mãe levar o filho de volta; nem ela orou.

Revoltei-me, pois eu vi tudo isso diante de meus olhos. Além disso, vi muitos paralíticos sendo impedidos de chegar perto do palco pelos brutamontes (seguranças). Para que ter oito homens, todos lutadores, de academia, cheios de armas, ignorantes e mal-educados? Hinn não é um homem de Deus? Paulo, Pedro e Jesus precisavam de seguranças?


Por isso, hoje, nem quis ir para aquela “palhaçada”. Ontem, tirei o colete da segurança, guardei-o no carro e fui embora, muito triste, mas também muito aliviado por Deus ter me mostrado todas essas coisas.

Em resumo, sabe o que vi ontem? Um homem show, com sua roupa branca, cabelos duros de tanto laquê, um sorriso cínico, um olhar penetrante, cantando e animando uma plateia que parece hipnotizada. Os músicos são dele, os hinos é ele quem escolhe, os cantores são dele, o tradutor é dele, os aparadores são dele... É tudo “farinha do mesmo saco”. Além disso, há um “bando de gorilas” seus tirando uma “onda” do povo de Deus, brincando com doenças, derrubando pastores, empurrando senhoras. Enfim, vi um espetáculo, com muita luz, som e efeitos (ou defeitos) especiais...

Espero, de alguma forma, ter contribuído para que outras pessoas não venham a ser enganadas por esse falso profeta.

Um abraço.


Irmão André, de Porto Alegre-RS

Trinta e nove


O Antigo Testamento contém 39 livros, mas poucos destes possuem mais de 38 capítulos. O primeiro com essa característica é Gênesis. No seu capítulo 39 menciona-se o segredo da vitória de José, na casa de Potifar (v.2) e também na casa do cárcere: “O SENHOR, porém, estava com José” (v.21). Êxodo 39 enfatiza a fidelidade de Moisés, que fez tudo “como o SENHOR ordenara” (vv.1,5,7,21,26,29,31,32,42,43).

No livro Jó, Deus começa a responder a esse homem sincero, reto, temente a Deus, que se desviava do mal (1.1), a partir do capítulo 38. E, no 39, o Senhor mostra-lhe o quanto é poderoso. O Salmo 39 apresenta uma súplica do salmista, que disse: “Ouve, SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, e peregrino como todos os meus pais” (v.12).

Isaías, Jeremias e Ezequiel são livros proféticos que contêm o capítulo 39. Os livros de Daniel a Obadias somados totalizam 39 capítulos; o trigésimo-nono, a partir de Daniel 1, é o livro de Obadias. De Jonas a Malaquias temos 40 capítulos; o trigésimo-nono, começando por Oséias 1, é Malaquias 3.

No Novo Testamento não há nenhum livro com 39 capítulos. Em compensação, há vários capítulos com mais de 38 versículos. Ou seja, existem inúmeros versículos 39: em Mateus, capítulos 5,10,12,13,15 e 21-27; em Marcos, capítulos 1,4-6,9,10,12,14 e 15; em Lucas, capítulos 1,2,4-8... Ufa! Vou parar por aqui. Ademais, segundo o historiador Apiano, Jesus teria mascido no 39 a.C...

Mas, por que estou falando tanto do número 39?

Já deu para perceber, não é?

Afinal, a imagem é bem sugestiva...

Quer saber mesmo?

Bem, hoje eu estou completando...

39 anos!

Mas, por favor, não conte isso a ninguém...

Aproveito esta postagem para agradecer aos inúmeros internautas que deixaram mensagens no Orkut e aqui no blog, bem como aos que me escreveram por e-mail. Que Deus os abençoe grandemente!

Glória seja dada ao maravilhoso nome de Jesus!

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 13 de março de 2009

É preciso ser um webereano na World Wide Web

Hoje, a World Wide Web (conhecida como WWW) completa vinte anos, e eu quero discorrer sobre os crentes bereanos. O que isso tem que ver com o aniversário da grande rede?

Os crentes de Bereia (sem acento, atendendo ao Acordo Ortográfico) foram considerados mais nobres do que os tessalonicenses (At 17.10,11). Mas observe que estes também eram nobres: “Pelo que também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes” (1 Ts 2.13).

Surpreendo-me, quando leio as Epístolas Paulinas, com a segurança de Paulo. Ele afirmou, no versículo acima, que os tessalonicenses fizeram bem em receber a sua pregação como Palavra de Deus! Isso mesmo. Paulo se portou como um autêntico dono da Verdade! Quem faz isso, hoje, é tido como arrogante, intransigente... Ele, porém, tinha convicção porque havia recebido do Senhor, segundo as Escrituras, as mensagens que compartilhava (1 Co 4.6; 11.23; 15.1-4; Gl 1.8).

Mas, por que os cristãos de Bereia foram considerados mais nobres do que os de Tessalônica? Porque, além de receberem com toda avidez a pregação de Paulo e de outros expoentes, examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. Ou seja, os bereanos também tinham total segurança de que andavam segundo a Palavra de Deus. Eram, por assim dizer, donos da Verdade, isto é, portadores da Verdade recebida do Senhor (Dt 6.6; Sl 119.11).

Na grande rede há dois tipos de webdiscurso que não devem ser recebidos de bom grado. Há quem propague o relativismo, defendendo que cada um deve ter a “sua verdade”. E existem aqueles que ficam furiosos com quem combate o erro, tornando-se duplamente contraditórios, uma vez que também combatem — e das maneiras mais espúrias — os que criticam, de modo legítimo (Jo 7.24; Tt 1.10,11), heresias, modismos, aberrações, incongruências...

Sejamos webereanos, crentes nobres na World Wide Web; isto é, webcristãos que, de bom grado, leem (sem acento, atendendo ao famigerado Acordo) um texto, em um weblog, ouvem um podcast ou assistem a um vídeo no YouTube, mas não abrem mão da Palavra de Deus.

Os webereanos são cristãos seguros, donos da Verdade, não porque seguem a um blogueiro formador de opinião. Eles podem até respeitá-lo, como os bereanos honravam o apóstolo Paulo. Mas a segurança deles vem da Palavra de Deus. E, por isso, não se irritam com quem propaga e defende a Verdade com segurança, à semelhança do imitador de Cristo, que, ao combater o erro, afirmou: “... estou incumbido da defesa do evangelho” (Fp 1.16, ARA).

Que Deus nos ajude a sermos webverdadeiros.

Do webpastor,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 12 de março de 2009

Vale-tudo na evangelização?


Está na primeira página de hoje do Portal UOL a notícia de que a Igreja Renascer de Alphaville, na cidade de Barueri, em São Paulo, está promovendo um torneio de vale-tudo para atrair jovens aos cultos. Para quem não sabe, essa modalidade esportiva (se é que podemos chamar pancadaria de esporte) mescla boxe e caratê.

De acordo com o repórter-fotográfico Daniel Bergamasco, depois do encerramento da primeira série de lutas, o pastor anuncia o início do culto (culto?). Não há álcool nem cigarro, afirma Bergamasco, mas a pancadaria, o visual bermuda-chinelo-tatuagem e outros elementos mundanos não diferem em nada de um tradicional vale-tudo.

O pastor, com a cabeça rapada, vestindo camiseta regata de lutador, disse ao repórter que vários jovens entregaram a vida a Jesus. E a matéria informa ainda que o mesmo templo da Renascer fica aberto, durante a semana, para treinos de jiu-jitsu...

É interessante como muitos estão enganados, pensando que o evangelho, para ser aceito, precisa ser agradável. Segundo a Bíblia, somos convocados a pregar uma mensagem confrontadora e até ofensiva, e não agradável ou adaptável aos padrões mundanos.

Cristo é uma pedra de tropeço e rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). E a mensagem da cruz é loucura para os incrédulos (1 Co 1.23). Por que o apóstolo Paulo escreveu: “não me envergonho do evangelho de Cristo”, em Romanos 1.16? Porque há muitos cristãos (cristãos?) envergonhados do evangelho, que preferem torná-lo mais “amigável” (Mt 10.32,33; Ap 21.8).

Tenho visto nas igrejas muita dramatização, dança, música, recreação, comédia, entretenimento, variedades... Tudo está na moda, exceto a pregação bíblica, o estudo sistemático da Palavra de Deus, a oração e o jejum. Esses elementos, para a nova geração, são antiquados. A pregação expositiva da Palavra de Deus está sendo descartada ou menosprezada em favor de novos métodos. Afinal, estes é que atraem as grandes multidões!

Não é de hoje que a animação do público é considerada mais importante que a exposição da verdade. Grandes igrejas norte-americanas empregam recursos mundanos, como exibições de luta-livre, comédia “pastelão”, peças cômicas entremeadas de música e até mesmo imitações de strip-tease! Não acredita? Eu também não acreditaria se tudo isso não estivesse publicado na grande rede.

Na América do Norte e na Europa existem grupos de motociclistas evangélicos, equipes cristãs de musculação, clubes evangélicos de dança, parques de diversão cristãos e até colônia de nudismo cristã! Não acredita? Pesquise. Falo com conhecimento de causa.

Estamos nos últimos dias. E o falacioso conceito de que a igreja precisa se contextualizar, tornando-se como o mundo, a fim de ganhar o mundo para Cristo, alcançou o Brasil. Mas quem ama a Palavra de Deus sabe que ela permanece para sempre (1 Pe 1.23,24) e que o Deus da Palavra não mudou. “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12.2).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 11 de março de 2009

Teste os seus conhecimentos bíblicos (1)


Os termos “julgar” e “julgamento” aparecem com sentidos diferentes no Novo Testamento. Leia os versículos abaixo (e seus contextos, se for necessário) e relacione cada um deles com a sua frase correspondente. Digite a sua resposta nos comentários (por exemplo: 1 com 2; 2 com 7; 3 com 2; 4 com 4; e assim por diante).

Versículos:
(1)
1 Coríntios 14.29.
(2) João 7.24.
(3) Tiago 4.11.
(4) Mateus 7.1.
(5) 1 Coríntios 11.31.
(6) 1 Pedro 4.17.
(7) Atos 4.19.

Frases:
(1)
É um autojulgamento.
(2) Significa falar mal do irmão, caluniar.
(3) Deve ocorrer entre nós, prioritariamente.
(4) Significa escolher uma opção.
(5) É um mandamento para não caluniar.
(6) É um mandamento para o crente discernir, examinar, provar.
(7) Denota submeter à prova o que é dito no culto.

Ciro Sanches Zibordi

Julgar ou não julgar? Eis a questão


A falta de conhecimento bíblico, aliada à prevalência da lógica humana, têm levado pessoas — que até escrevem com perícia, mas não manejam bem a Palavra da verdade — a conclusões errôneas. Há poucos minutos, li a opinião de alguns irmãos, em um blog (que eu até considerava um tanto relevante na blogosfera cristã), pela qual sugerem que eu estou, com as minhas postagens, julgando e até “matando” crentes.

Pelo menos uma das pessoas que opinou no tal blog usou uma assinatura falsa — falo com conhecimento de causa. Mas o dono do tal blog deu todo apoio a uma delas (com perfil duvidoso), respondendo-lhe, inclusive, com uma menção desonrosa ao meu nome.
..

Veja que incongruência! Os mesmos irmãos que se valem de bordões do tipo “Não cabe a nós julgar; Deus é o Juiz” ou “São os crentes que matam os crentes” estão agindo à margem da Bíblia. Será que eles já leram Tiago 4.11, que diz: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz”?

Esses maldizentes internautas são realmente incoerentes. Dizem que eu adoto uma postura de “dono da verdade” ou de juiz, mas, ao mesmo tempo, valem-se de adjetivos caluniosos, julgando-me! Acordem, meus irmãos (irmãos?)! Vocês estão equivocados, e muito! Já leram com atenção Mateus 7.1,2, texto que vocês tanto deturpam?


Paradoxalmente, o julgamento que a Palavra de Deus condena é o que esses internautas maldizentes estão empregando: o calunioso. Quanto a mim, tenho segurança, à luz da Palavra do Senhor, de que o meu julgamento é bíblico e obedece ao mandamento de Jesus: “Não julgueis segundo a aparência; mas julgai segundo a reta justiça (Jo 7.24).

Portanto, repito: a falta de conhecimento, aliada à prevalência do raciocínio humano, levam esses internautas — que maldizem a quem defende as verdades bíblicas — a confundir julgamento calunioso, condenado pela Bíblia (Tg 4.11; Mt 7.1), com julgamento no sentido de discernir, isto é, provar, examinar, combater o erro (Jo 7.24; Tt 1.10,11; 1 Jo 4.1; 1 Co 14.29; 1 Ts 5.21; Ap 2.20 [em destaque]; 1 Co 2.15; Is 5.20). E o pior: além de não conhecerem essa clara diferença, cometem o pecado do julgamento calunioso!

Quer saber de uma coisa? Não perderei mais o meu tempo com esse tipo de gente neste blog. Pessoas que não respeitam não merecem respeito. Afinal, como diz a Palavra de Deus, “... não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (1 Co 5.11).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 9 de março de 2009

O internauta opina (18)


A irmã Nilma, que mora em Boston-MA, nos Estados Unidos, opina a respeito do artigo “Pentecostalismo não é misticismo”.

Pastor Ciro, esse tipo de movimento “reteté” (e seus modismos) foi um dos motivos por que se fragmentou a Igreja Assembleia de Deus em Boston, da qual fui membro por ser ela próxima à minha residência. Eu presenciei de perto como tudo começou, mas quando o movimento atingiu o auge, já estava fora.

No princípio, até que era o verdadeiro e genuíno avivamento. Quando o coral e outros cantores louvavam a Deus, geralmente a igreja ficava em pé, e Jesus era glorificado! Que boas lembranças tenho daqueles cultos em Boston! Jamais me esquecerei, de tão sublime que foram!

Mas... quiseram melhorar o que já estava bom. Alguns irmãos passaram a ir a uma igreja em Pensacola, na Flórida, e começaram a trazer esses movimentos de “cair no Espírito” para Boston. A igreja mencionada, por sua vez, já tinha trazido esses movimentos (a “bênção” de Toronto) da igreja do Aeroporto de Toronto, no Canadá.

A partir daí não demorou nem três anos para acontecer o que todos já sabem... Hoje estou em uma congregação da Assembleia de Deus em Boston. Graças a Deus, os nossos cultos são assembleianos de verdade, e não místicos.

Há alguns dias, achei um cartaz interessante na Internet, com apenas duas frases, mas que dizem tudo: “Ele morreu para tirar os seus pecados, e não a sua inteligência”.

Quem lê, entenda.


By Nilma BostonRio

sábado, 7 de março de 2009

Liberalismo: um tiro pela culatra


Há importantes matérias e artigos no Mensageiro da Paz (publicação mensal da CPAD) deste mês, número 1.486. Um melhor que o outro, a começar pelo editorial (p.2), que distingue com clareza ortodoxia de liberalismo, isto é, conservadorismo (do ponto de vista bíblico) de mundanismo.

Destaco aqui algumas frases desse ótimo editorial:


Quem está realmente remando contra a maré, tendo coragem de ser diferente e fugindo do consenso na sociedade são os conservadores. Os liberais apenas reproduzem o que a mídia e pensadores populares de hoje defendem.


... a maioria dos cristãos que fizeram realmente diferença positiva na História foi de conservadores teologicamente.

É mais fácil adaptar o Evangelho ao seu tempo do que preservar o significado real e atemporal do Evangelho.

Não é à toa que liberais chamam ortodoxos de ‘bibliólatras’ e a maioria deles nem crê na autoridade da Bíblia. Nada mais sintomático. É mais fácil deixar o mato crescer do que ficar cuidando do jardim. É mais fácil destruir do que construir.

É mais fácil se conformar com o pensamento de nossa época do que ir contra a correnteza.

É mais fácil dizer que não há verdade do que pregar a Verdade. É mais fácil dizer que não há respostas do que encarar a Resposta.

Liberalismo é escapismo. É fuga. É tergiversação. É uma forma popular e fácil de tentar soar profundo sem ser.

Como se vê, o liberalismo no meio evangélico, que envolve as áreas teológica, eclesiástica e consuetudinária, é um tiro pela culatra.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 6 de março de 2009

Pentecostalismo não é misticismo


Sou assembleiano, batizado com o Espírito Santo, creio em milagres, minha vida é um milagre, tenho visto muitos milagres. Mesmo assim, sou contra — por que a Palavra de Deus também o é — a manifestações como “cair no poder”, “unção do riso”, “unção do leão”, “unção da lagartixa” e outras aberrações que ora ocorrem no meio dito pentecostal.

Nasci num lar pentecostal e cresci em meio a visões, revelações, etc. E, por mais que eu tenha esse lado contestador — que não é exclusividade minha, posto que Paulo (2 Co 11.3-15) e o próprio Senhor Jesus (Mt 23; Ap 2-3), só para exemplificar, também se opuseram a heresias e modismos —, creio na multifacetada obra do Espírito Santo mediante a diversidade de dons, ministérios e operações (1 Co 12.4-11). Isso mesmo. Sou pentecostal, mas não sou místico.

Na adolescência e na juventude, tive contato com todo o tipo de manifestação pentecostal e pseudopentecostal. Sou assembleiano, graças a Deus, desde 1985. Sei o que são cultos no monte; conheço vigílias do “reteté”, que na minha época não recebiam esse adjetivo grotesco. Fui dirigente de duas congregações em São Paulo e conheci todo o tipo de crente, dos mais frios aos mais fervorosos; desde os mais céticos até os mais fanáticos.

Por graça de Deus, sou ministro do evangelho desde 1992, se bem que o reconhecimento do título de ministro só ocorreu em 1997, na Assembleia de Deus do Belenzinho em São Paulo. Na ocasião, tendo o meu nome apresentado pelo saudoso pastor e pregador Valdir Nunes Bícego — que também era contrário ao misticismo —, fui consagrado ao santo ministério numa reunião presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Que fique claro que não sou um teórico, frio, gelado, como alguns amargos internautas têm sugerido, anonimamente ou mediante e-mails falsos, como pude constatar. Tenho plena convicção bíblica e experiencial de que o “cair no Espírito” e outras manifestações que ora ocorrem em nosso meio não têm aprovação divina. Não estou sendo apressado em minhas conclusões. Falo com conhecimento de causa, depois de ter analisado cuidadosamente as bases e os resultados das tais manifestações.

Como já disse neste espaço e em meus livros, pessoas sinceras e tementes a Deus estão certas de que o “cair no Espírito” e a “unção do riso” são bíblicas. E algumas se apegam ao fato de manifestações similares às mencionadas terem ocorrido no avivamento da Rua Azusa, em Los Angeles, no começo do século XX, e no início da Assembleia de Deus no Brasil.

É claro que as experiências relacionadas com o início do Movimento Pentecostal não se comparam com as aberrações que vemos hoje. Naquela época, não houve golpes de paletó, sopro “ungido”, empurrões, uivos, rugidos, latidos, pessoas rastejando pelo chão, etc. Ademais, não se deve supervalorizar as experiências vividas pelos pentecostais do começo do século XX, a ponto de as equipararmos às incontestáveis verdades da Bíblia. Devemos, sim, respeitar os pioneiros, mas a nossa fonte primacial, precípua, de autoridade tem de ser a Palavra de Deus.

O “cair no poder”, a “unção do riso” e manifestações afins não se coadunam com os princípios e mandamentos contidos em 1 Coríntios 14. Essas manifestações não edificam (v.12); contrapõem-se ao uso da razão, necessário num culto genuinamente pentecostal (vv.15,20,32); levam os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23); e promovem desordem generalizada (vv.26-28,40).

Muitos defensores dessas manifestações dizem que estão na liberdade do Espírito, porém o texto de 1 Coríntios 14 também não avaliza toda e qualquer manifestação. No culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, análise, exame (vv.29,33). Por isso, no versículo 37, está escrito: “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que essas coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.

Tenho observado que os propagadores e seguidores dessas manifestações exóticas, em sua maioria, são pessoas indóceis, dispostas a humilhar e ridicularizar quem pensa diferente, ainda que tenha fundamento bíblico. E escrevo este artigo porque muitos estão querendo me intimidar, me xingando e me ameaçando, de modo covarde e anônimo. Veja que tipo de gente promove as manifestações em análise. Elas não merecem crédito nenhum.

Não tenho dúvidas de que o Senhor opera milagres extraordinários em nosso meio. Ele é o mesmo (Hb 13.8). Mas o que temos visto hoje são práticas viciosas e repetitivas. Jesus curou um cego com lodo que fez com a sua própria saliva, porém Ele não metodizou esse modo de dar vista aos cegos. A obra de Deus surpreende, impressiona, positivamente; deixa todos maravilhados (Lc 5.26). As falsificações são viciosas, premeditadas, propagandeadas, a fim de que o milagreiro receba a glória que é exclusivamente de Deus (Is 42.8).

O “cair no poder”, a “unção do riso” e outros “moveres” não têm apoio das Escrituras e não podem ser equiparados ao batismo com o Espírito Santo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, mencionado com clareza na Palavra de Deus (Jl 2.28,29; Mc 16.15-20; At 2; 10; 19; 1 Co 12-14, etc.). Por isso, os defensores dessas falsas manifestações recorrem a passagens que nada têm que ver com o assunto.

Citam textos como 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11 e dizem, com a boca cheia: “Os sacerdotes não resistiram a glória de Deus e caíram no poder”. Que engano! Veja o que a Bíblia realmente diz: “E sucedeu que saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR” (1 Rs 8.10,11).

Infelizmente, a frase “não podiam ter-se em pé” tem sido entendida como “caíram no poder”. Mas ela, na verdade, denota que os sacerdotes “não puderam permanecer ali”, o que fica ainda mais claro na versão Almeida Revista e Atualiza (ARA). Eles não suportaram permanecer no local ministrando! Não tinham como resistir a glória divina presente ali. Por isso, não permaneceram no local. Onde está escrito que eles caíram no poder?

Outro texto citado erroneamente em abono às manifestações em apreço é João 14.12, pelo fato de mencionar “coisas maiores” do que as realizadas por Jesus. Mas o termo grego meizõn, traduzido por “maiores”, em João 14.12, literalmente é “coisas maiores”. Já o vocábulo “obras” (gr. ergon) significa: “trabalho”, “ação”, “ato” (VINE. W.E., Dicionário Vine, CPAD, pp.764,827), e não “milagres” ou “manifestações”, estritamente.

Essas obras maiores incluem tanto a conversão de pessoas a Cristo, como a operação de milagres (At 2.41,43; 4.33; 5.12; Mc 16.17,18). Exegeticamente, são obras maiores em número e em alcance. Dizem respeito à quantidade em lugar de qualidade, como já demonstrei em outro artigo contido neste blog. João 14.12, por conseguinte, não avaliza truques, trapaças, experiências exóticas e antibíblicas, além de fenômenos “extraordinários” (cf. Dt 13.1-4; 2 Ts 2.9; Mt 7.21-23).

Considero importantes os milagres, mas, na hierarquização feita por Deus, a exposição da Palavra tem prioridade (1 Co 12.28; Jo 10.41). Os sinais, prodígios e maravilhas devem ocorrer naturalmente. E Deus precisa estar no controle. Mas hoje há muita imitação, falsificação, misticismo no meio dito pentecostal. Os super-pregadores brasileiros — que “fazem chover fogo líquido do céu” — têm como modelo o show-man Benny Hinn, que não merece crédito nenhum, como também já escrevi neste espaço.

O paradigma do povo pentecostal deve ser o Senhor Jesus Cristo, que andou na terra fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo porque Deus era com Ele (At 10.38). É perigoso quando resolvemos ter um ministério “sem limites”, em que nada pode ser contestado, à luz da Bíblia. Tudo deve, sim, ser regulado, controlado pelo Espírito Santo e pela vontade de Deus expressa em sua Palavra (Mt 7.15-23; 1 Jo 4.1; 1 Ts 5.21; 1 Co 14.29; Jo 7.24, etc.).

Reitero, concluindo este longo artigo: na Palavra de Deus não há nenhum fundamento para o “cair no poder”, a “unção do riso” e aberrações outras. O Senhor Jesus nunca derrubou ninguém. Concordo que algumas pessoas possam vir a cair por não suportarem a glória que estão sentindo, em determinado momento, mas sem perderem a consciência, como aconteceu com João, na Ilha de Patmos (Ap 1).

Em Lucas 4.35, está escrito: “E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal”. O Senhor não arremessa pessoas ao chão mediante sopros “ungidos” e golpes de paletó. Quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27). Jesus, o maior Pregador que já andou na terra, e seus apóstolos — repito — nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão. Eles jamais sopraram sobre elas ou lançaram parte de suas roupas a fim de derrubá-las.

Em resumo: pentecostalismo não é sinônimo de misticismo.

Pela graça do Senhor Jesus, movido pelo amor de Cristo e com a ajuda do divino Consolador,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 2 de março de 2009

Professor da USP afirma que computador emburrece as pessoas

Li um artigo em O Estado de S. Paulo de domingo (1 de março de 2009) que me fez pensar. José de Souza Martins, nada mais nada menos que professor titular de sociologia da Faculdade de Filosofia da USP — ou seja, alguém que sabe o que está falando —, afirmou, com todas as letras, que o computador contribui para o analfabetismo.

Segundo ele, o advento do microcomputador pessoal criou, em pouco tempo, uma massa de analfabetos até mesmo entre pessoas com nível superior e até mesmo entre professores universitários. “A linguagem computacional invadiu nossa vida como indecifrável língua estrangeira e nos colocou da noite para o dia à mercê de técnicos que se esmeram em falar o computacionês incompreensível” — afirmou Martins.

Mas a declaração do gabaritado articulista que mais me chamou a atenção foi esta: “Saber escrever corretamente a língua portuguesa já não é necessário, pois programas instalados no computador corrigem automaticamente a maioria dos erros e permitem a qualquer semialfabetizado escrever quase com o rigor de Machado de Assis”.

É claro que o professor, a despeito de falar com conhecimento de causa, exagerou na dose. Afinal, o editor deste blog sabe que os recursos de correção automática de processadores de texto, como o Word, da Microsoft, não fazem milagres. E talvez seja por acreditar cegamente na eficácia de tais recursos que certos blogueiros — como eu tenho observado — estejam pensando que os seus textos estão “redondos”, deixando passar erros de concordância, de pontuação, etc.

Os processadores (ou editores) de texto são úteis para identificar palavras erradas. Mas, e a construção frasal? Se eu fosse depender das sugestões do Word, meus textos seriam colchas de retalho. E o estilo? E a criatividade? E a fluência? E a persuasão? E a objetividade? Quer dizer que qualquer pessoa conseguiria chegar perto da genialidade de Machado de Assis, graças aos recursos da computação?

Não há dúvidas de que o professor da USP se excedeu, e muito, em sua crítica às causas do analfabetismo pós-moderno, ao mencionar o computador. Mas, sem levar em conta os tais exageros, será que o computador, de certa forma, não tem contribuído para emburrecer as pessoas?

Ciro Sanches Zibordi

Por que não recomendo as obras de Kenneth Hagin?

domingo, 1 de março de 2009

O crente pode abençoar?

CPP — Curso Preparatório para Pregadores


"Um curso para quem tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus, numa época em que muitos já abandonaram a sã doutrina."

OBJETIVO:
O CPP Curso Preparatório para Pregadores tem como objetivo treinar pregadores, ensinadores (iniciantes ou experientes) e obreiros em geral; ele objetiva contribuir par a formação de expoentes da Palavra de Deus.

CONTEÚDO:
O que é a pregação; conceitos errôneos de pregação;
conceituação bíblico-homilética de pregação; características que o pregador deve possuir; a postura do pregador; o pregador e a interpretação bíblica; erros que os pregadores devem evitar, etc.

CARGA HORÁRIA: 6 horas.


LOCAL: igrejas, seminários, etc.


NÚMERO MÍNIMO DE ALUNOS: 50.

PROFESSOR:
Ciro Sanches Zibordi. Pregador do evangelho,
ensinador, escritor, articulista vinculado à CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus). Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB) e da Casa de Letras Emílio Conde. Autor dos livros Erros que os Pregadores Devem Evitar, Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, MAIS Erros que os Pregadores Devem Evitar e co-autor de Teologia Sistemática Pentecostal, todos editados pela CPAD.

INFORMAÇÕES:
ciro.zibordi@uol.com.br