segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pecados contra o Espírito Santo que afastam os eleitos da salvação (2)


Além de resistir ao Espírito Santo, salvos (eleitos) podem entristecê-lo, insultá-lo e tentá-lo, como veremos no segundo artigo desta série.

Entristecer o Espírito Santo. Em Efésios 4.30,31, exorta-nos a Palavra de Deus: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós”.

Esse pecado consiste em fazer tudo aquilo que não agrada ao Espírito de Deus, como: ser ingrato para com o Senhor, negligente na vida espiritual, esquecido das bênçãos divinas recebidas e das coisas de Deus, em geral. Significa, ainda, ser rebelde, desobediente de modo contínuo para com Deus (cf. Is 63.10), mundano, o que implica infidelidade espiritual (Tg 4.5), e carnal (Gl 5.16).

É importante considerar aqui os “nãos” divinos contidos em Efésios 4.26-30. Muitos falsos ensinadores têm afirmado que não existem proibições para os salvos — “É proibido proibir”, dizem. Mas a Palavra de Deus apresenta muitos “nãos” na aludida passagem: “Não pequeis”; “Não se ponha o sol sobre a vossa ira”; “Não deis lugar ao diabo”; “Não furte mais”; “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe”; e “Não entristeçais o Espírito Santo”. O Decálogo também consiste de tremendos “nãos” divinos! Será que esses tais “mestres” ensinam melhor que o Senhor?

Insultar ao Espírito Santo. Este pecado implica insultar, agravar, ultrajar continuamente o Espírito Santo. “De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”, diz a Palavra de Deus (Hb 10.29). Nesta passagem, o pecado em apreço é mencionado de modo tríplice. Consiste em pisar o Filho de Deus, ter por comum o sangue da aliança e agravar o Espírito Santo.

Agravar é afrontar, ultrajar, debochar, zombar, injuriar, insultar com desdém. Quem ultraja ao Espírito rejeita a Palavra de Deus com menosprezo e zombaria, continuamente. Além disso, tem o sangue redentor de Jesus como coisa sem valor, sem importância, e rejeita com desdém e escárnio as ofertas da graça de Deus. Essa recusa ultrajante se deve ao fato de o crente ou descrente não valorizar (negligenciar) os dons graciosos de Deus.

Tentar o Espírito Santo. É o mesmo que pecar conscientemente até quando o Espírito Santo suportar. É um pecado cometido também por incrédulos e crentes. Implica mentir ao Espírito — ora, Ele é a verdade (1 Jo 5.6) —, enganar os servos de Deus como congregação, como corpo, bem como ser hipócrita. Quem comete esse pecado deveria saber que o Espírito Santo sonda e conhece os corações. Ananias e Safira cometeram esse pecado. Mentiram ao Espírito, enganaram os servos de Deus e quiseram mostrar-se melhores do que os outros, sem o serem, na verdade (At 5.1-10).

A mentira ao Espírito Santo está categoricamente exemplificada na passagem em que Pedro, pelo Espírito Santo, denuncia o pecado de Ananias e Safira: “Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?” (At 5.3). Qual é o sentido da palavra “mentira” aqui? O termo original corresponde a contar uma falsidade como se fosse uma verdade. Aquele casal certamente ensaiou essa mentira, como pode ser visto no versículo 9.

Quais são as implicações de se mentir ao Espírito Santo, tentando-o? Quem mente ao Espírito Santo, menospreza a sua deidade. Ele é Deus (At 5.3,4). Como a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Isso significa que o Espírito Santo tudo sabe e tudo conhece. Logo, tentar o Espírito do Senhor (v.9) é testar a tolerância de Deus; isto é, pecar até enquanto Deus suportar (cf. Nm 14.22,23; Dt 6.16; Mt 4.7).

Portanto, exortemo-nos uns aos outros todos os dias, a fim de que nenhum de nós se endureça pelo engano do pecado (Hb 3.12,13).

Ciro Sanches Zibordi

4 comentários:

Prof Damasceno disse...

A paz do Senhor, meu amigo Pr Ciro...

Parabéns pelo ótimo post.

Extremamente didático e claro...

Deus continue a inspirá-lo e a guiá-lo, permitindo que sua mente sã nos brinde com exposições desse quilate...
Forte abraço

Nos laços do Calvário,
Prof Damasceno
www.profdamasceno.blogspot.com

MRLindinha disse...

Nossa...texto forte,muito forte mesmo, mas, muito esclarecedor.
So posso dizer: Graças a Deus, que o SENHOR Nosso Deus, é misericordioso, porque senão......

André Sto Pedro disse...

excelente!!! sem palavras!!! Deus te abençoe cada dia mais!!!

Pr. Roberval disse...

Pr. Ciro a paz do Senhor!Pr. eu não conhecia o trabalho que o irmão realizava através deste blog; até porque, eu,não tinha o hábito de acessar a internet;más, recentemente minha esposa me mostrou o seu blog e eu achei muito interessante as postagens que o irmão faz,pois são muito esclarecedoras, fico feliz por saber que em nosso meio ainda existem aqueles que não dobraram os joelhos a (baal);por conta da modernidade.Pr gostaria que irmão ,quando possível falasse a respeito do unucismo, pois vejo que sorrateiramente esta doutrina anti Trindade vai entrando em nossas igrejas; principalmente através de grupos de louvor( Voz da Verdade?)ou da mentira? gostaria muito de um suporte porque vejo que muitos pastores não se importam com isto e tem até aqueles que defendem estes grupos,sob a alegação de que estão louvando ao Senhor! estão mesmo louvando ao Senhor? por favor nos fale a respeito disto. Fique na paz daquele que excede todo entendimento." Jesus"