quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Teologia Sistemática Pentecostal

Lançada em setembro de 2008, a Teologia Sistemática Pentecostal junta-se à monumental biblioteca pentecostal produzida pela CPAD, formada por obras como a Bíblia de Estudo Pentecostal e o Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento, bem como os enriquecedores livros de Antonio Gilberto, Stanley Horton, William Menzies, Thomas Trask e outros expoentes do pentecostalismo.

Transcrevo abaixo partes das palavras do diretor-executivo da CPAD, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, e do editor geral, pastor Antonio Gilberto da Silva, a respeito da obra.

"A safra de teólogos pentecostais brasileiros não ficou no passado... Os teólogos aqui reunidos primam em manter a teologia verdadeiramente bíblica e conservadora... Nesta obra, empenhamo-nos por apresentar a mais pura e bíblica doutrina pentecostal... Bíblicas e puras, as doutrinas pentecostais levam-nos a reviver o avivamento que, deflagrado na Rua Azusa, em Los Angeles, vem incendiando o mundo com a flama do Pentecostes".
Ronaldo Rodrigues de Souza

"Agradeço primeiramente a Deus, por mais este privilégio, esta responsabilidade e esta oportunidade de, nesta obra Teologia Sistemática Pentecostal, servir como seu editor-geral. Agradeço à minha esposa Iolanda Valente Silva, que mais uma vez proporcionou-me a sua inestimável contribuição, de várias maneiras, no meu desempenho nesta obra. Agradeço sensibilizado ao Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza, diretor executivo da CPAD, que me confiou a missão de editação geral da obra em apreço. Agradeço penhoradamente ao Pr. Ciro Sanches, que trabalhou estrenuamente todo o texto da obra, como editor precedente; além de elaborar uma das unidades da obra, acima mencionada. Ao nosso bondoso Deus, toda glória e louvor, sempre e eternamente".
Antonio Gilberto da Silva

Ficha técnica de Teologia Sistemática Pentecostal

Supervisão Geral
Ronaldo Rodrigues de Souza
Diretor Executivo da CPAD

Supervisão Editorial
Claudionor Corrêa de Andrade
Gerente de Publicações da
CPAD

Autores:

SOTERIOLOGIA e PNEUMATOLOGIA
Antonio Gilberto — consultor teológico e doutrinário da
CPAD; editor da Bíblia de Estudo Pentecostal (Edição Brasileira); membro da Casa de Letras Emílio Conde; comentador das Lições Bíblicas; fundador do CAPED-Curso para Aperfeiçoamento de Professores de Escola Dominical; pastor, conferencista e articulista; autor de A Bíblia Através dos Séculos, O Calendário da Profecia, Manual de Escola Dominical e outros.

BIBLIOLOGIA
Claudionor de Andrade — gerente de publicações da
CPAD; membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras; comentador das Lições Bíblicas; pastor, conferencista e articulista; autor de Dicionário Teológico, Geografia Bíblica e Dicionário de Profecia.

ESCATOLOGIA
Ciro Sanches Zibordi
membro da Casa de Letras Emílio Conde; comentador de Lições Bíblicas para jovens e adolescentes; pastor, conferencista e articulista; autor de Erros que os Pregadores Devem Evitar e Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria.

HAMARTIOLOGIA
Elienai Cabral
membro da Casa de Letras Emílio Conde; comentador das Lições Bíblicas; pastor, conferencista e articulista; autor de Pregador Eficaz e Comentário Bíblico de Efésios.

ANTROPOLOGIA
Elinaldo Renovato
membro da Casa de Letras Emílio Conde; comentador das Lições Bíblicas; pastor, conferencista e articulista; autor de Perigos da Pós-modernidade e vários comentários bíblicos, entre eles o de Colossenses, que recebeu o prêmio Areté, em 2005.

TEOLOGIA
Esequias Soares
membro da Casa de Letras Emílio Conde; membro-presidente da Comissão de Apologia Cristã da CGADB e do Conselho de Doutrina da Convenção Fraternal Interestadual das Assembléias de Deus do Ministério do Belém; comentador das Lições Bíblicas; pastor, conferencista e articulista; graduado em Letras Orientais (Hebraico: Língua e Literatura) pela FFLCH da Universidade de São Paulo; autor de Visão Panorâmica do Antigo Testamento, Heresias e Modismos e Comentário Bíblico de Oséias.

ECLESIOLOGIA
Geremias do Couto
membro da Casa de Letras Emílio Conde; comentador de Lições Bíblicas; pastor, conferencista e articulista; autor da obra A Transparência da Vida Cristã.

CRISTOLOGIA
Severino Pedro da Silva
— membro da Casa de Letras Emílio Conde; pastor, conferencista e articulista; autor de Apocalipse Versículo por Versículo, Daniel Versículo por Versículo e a Doutrina da Predestinação.

ANGELOLOGIA
Wagner Gaby
membro da Casa de Letras Emílio Conde; teólogo com experiência em docência superior; comentador das Lições Bíblicas; pastor, conferencista e articulista; autor da obra Relações Humanas.

Glória seja dada ao maravilhoso nome de Jesus!

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Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Oficina de Idéias, em Paraty, Rio de Janeiro

O que é o evento?

Esse evento é organizado pela Associação Evangélica de Comunicação, órgão sem fins lucrativos, detentor de Título de Utilidade Pública que promove a comunhão das igrejas evangélicas em Paraty, Rio de Janeiro, buscando a união de esforços para a realização de projetos em prol de todo segmento evangélico local, independente de denominação. A AEC não promove doutrinas ou costumes religiosos específicos, para que haja tanto a liberdade de envolvimento de todas as igrejas evangélicas, bem como benefícios dos projetos da AEC, a qualquer uma delas.


No ano de 2006, a AEC convidou representantes de diversas editoras para ouvir suas sugestões e criar um formato diferente para um evento evangélico nesta cidade. O grupo de visitantes era formado por Mário Barbosa (SBI); Hialmar D´Haese (ARCO); Milena Pinho (MK); Larissa Vaz (Vida Nova); Emílio Fernandes (Fôlego) e Ezoel (Bethãnia).

Por dois dias discutiram idéias e chegaram a um form
ato inédito no Brasil: um evento literário, centrado na Palavra de Deus, tornando Paraty internacionalmente conhecida como a cidade que privilegia o estudo da Bíblia. Toda ação acontece em torno da Palavra. Entrevistas com autores, workshops sobre livros e temas bíblicos, apresentações teatrais, contadores de histórias, etc. O conceito ainda visa a fazer da paradisíaca cidade de Paraty-RJ, que já é uma cidade de expressão internacional, plataforma de lançamento e exposição de produtos das editoras, com atenção de diversos canais de mídia.

Programação

Estrutura – centralizada na Praça Matriz, oferecendo duas grandes tendas, sendo uma o auditório para as oficinas e outra para stands de exposição das editoras. Esta forma facilita o acesso e participação de todos os grupos e busca a otimização da participação de todos os líderes visitantes e paratienses.
Bíbioteca Evangélica Nacional – primeira Bíblioteca pública com livros, artigos e complementos evangélicos.
Homenagem – cria prêmio anual para autor que tenha colaborado com a literatura Cristã no Brasil.
Praça da Bíblia – a ser inaugurada no último dia, com a presença de autoridades eclesiasticas e dos orgãos públicos com evangelismo através das igrejas evangélicas em Paraty.
Evangelismo – distribuição gratuita de 1.000 exemplares do Novo Testamento, personalizado para a AEC.
Apresentação Teatral - encenação de passagens e personagens bíblicos ao ar livre, no Centro Histórico da cidade.
Apresentação Musical – ao final de cada dia, com apresentações musicais e testemunhos da importância do livro cristão em suas composições.
Circuito do Livro – durante todo o evento teremos editoras com stands expondo e vendendo seus livros.

Palestrantes

Companheiros no Reino. Bryan Jay Bost e Jacqueline Foster Bost mudaram-se para o Brasil em 1975. São autores consagrados, tendo cada um sido reconhecido pela Associação Brasileira de Editores Cristãos com o Prêmio ABEC "Melhor Autor Estrangeiro Residente no Brasil". Suas obras incluem: DEUS E O DINHEIRO (Bryan), DE MÃE PARA FILHA (Jacqueline), O OBREIRO APROVADO (Bryan), PRATICANTES DA PALAVRA (Jacqueline), DO TEXTO À PARÁFRASE (Bryan com Álvaro Pestana), VOCÊ PODE SER BONITA (Jacqueline) e A EPÍSTOLA DE PAULO AOS COLOSSENSES (Bryan).

Doze Homens, Uma Missão. Aramis C. de Barros, 44 anos, é natural de Porto Alegre, RS. Cresceu em Lorena, SP, onde completou seus estudos básicos e iniciou sua carreira profissional na área gráfica.
Graduou-se em Publicidade e Propaganda pela UNITAU, em 1988. A seguir, ingressou na Divisão de Marketing da EMBRAER e na PROPAR Sistemas da Qualdade, ambas em São José dos Campos, onde atuou como cartunista, programador visual e arte-finalista. Entre 2001 e 2008 ocupou o cargo de Coordenador de Comunicações do escritório latino-americano da Scripture Gift Mission, onde pode aplicar sua experiência profissional a seviço da produção de literatura evangelística. Hoje, trabalha como coordenador de marketing na Agência Missionária Interlink, uma organização filiada à Revival Movement Association, de Belfast, Irlanda do Norte.
Na área acadêmica, cursou o CETEVAP (Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba), em São José dos Campos, onde, desde 1998, leciona História e Teologia da Igreja Antiga e Medieval. Como autor, pequisou e produziu umas das raras obras biográficas originais em língua portuguesa sobre a vida dos doze apóstolos: Doze Homens, Uma Missão.
Lançada inicialmente pela Editora Luz e Vida, a obra foi ampliada e relançada em 2006 pela Editora Hagnos.

O Incrível Poder da Motivação. Noélio Duarte é Mestre, pesquisador, fonoaudiólogo (especialista em voz, comunicação, oratória e marketing político), professor universitário (graduação e pós-graduação), conferencista motivacional internacional, escritor (autor de 21 livros, inclusive o "você pode falar melhor" e "o incrível poder da motivação"), apresentador/produtor de programas de televisão e rádio, editor de livros, membro titular da academia evangélica de letras do brasil e diretor do instituto brasileiro de oratória aplicada.

Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. Ciro Sanches Zibordi é editor, articulista, conferencista e autor de diversas obras, entre elas: Erros que os pregadores devem evitar, Mais erros que os pregadores devem evitar e Evangelhos que Paulo jamais pregaria – todos editados pela CPAD

O Que é Missão Integral? Israel Belo de Azevedo é Bacharel em Teologia, também estudou Comunicação, História e Filosofia (Doutorado). É Pastor da Igreja Batista em Itacuruçá (Tijuca-RJ) e Diretor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Escreveu diversos outros livros.

Adoração, Um Estilo de Vida. Adhemar de Campos é músico, cantor, compositor, e pastor auxiliar na Igreja Comunidade da Graça no Brasil cuja sede está localizada em São Paulo e conta com 7.000 membros.
Vice-presidente da AMC - Associação de Músicos Cristãos do Brasil, e também versionista de mais de 100 músicas de origem norte-americana e de língua hispânica, cantadas por expoentes da música evangélica como: Don Moen, Ron Kenoly, Bob Fitts, Paul Wilbur (Estados Unidos), Marcos Witt (México), e Jorge Losano (Argentina).

NOITES COM A PALAVRA CANTADA POR:
* Cantor Lázaro (16/ out)
* Adhemar de Campos (17/ out)
* Kades Singers (18/ out)

E AINDA:
* INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA EVANGÉLICA NACIONAL EM PARATY
* INAUGURAÇÃO DA PRAÇA DA BÍBLIA, COM DISTRIBUIÇÃO DE 1.000 EXEMPLARES DE NOVOS TESTAMENTOS PERSONALIZADOS PARA PARATY.
* CIRCUITO DO LIVRO

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A síndrome do papagaio (2)


Nesta segunda parte, analiso mais algumas frases citadas como se fossem versículos bíblicos.
Esforça-te, e eu te ajudarei”.
A frase “Esforça-te” aparece várias vezes na Bíblia, mas nunca acompanhada de “e eu te ajudarei”. Veja alguns exemplos: “Esforça-te, e tem bom ânimo” (Js 1.6,7,9,18; 1 Cr 22.13; 28.20); “Esforça-te, e esforcemo-nos” (1 Cr 19.13); “Esforça-te, e faze a obra” (1 Cr 28.10); “Esforça-te, e clama” (Gl 4.27). No plural, ela também aparece algumas vezes, sem o complemento citado (Nm 13.20; Js 10.25; 23.6; 1 Sm 4.9; 13.28; 2 Cr 15.7; Sl 31.24; Ag 2.4). Apesar de o versículo não existir, não há dúvida de que o Senhor ajuda os seus servos que se esforçam (1 Co 15.58).
“Eu venci o mundo, e vós vencereis”. É claro que através da vitória de Cristo todos os seus seguidores autênticos, nascidos de Deus (1 Jo 5.4), se tornam mais do que vencedores (Rm 8.37). Não obstante, as palavras de Jesus em João 16.33 foram apenas: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O complemento “e vós vencereis” é um acréscimo às palavras do Mestre, prática que ele mesmo proibiu (Ap 22.18).
“Fazei o bem sem olhar a quem”. Esta frase é uma distorção de Gálatas 6.10: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”. O cristão deve fazer o bem, pois ele tem a bondade, um dos elementos do fruto do Espírito (Gl 5.22). Mas fazer o bem “de olhos fechados” pode ser perigoso. Existem muitas pessoas que dizem ser missionários ou pastores. Eles sempre contam casos tristes para aplicar os seus “golpes”, e os irmãos bondosos, por não olharem a quem estão ajudando, acabam sendo lesados. Cabe-nos ajudar as pessoas comprovadamente necessitadas: “Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra” (Dt 15.11).
“Jesus é o Médico dos médicos”. Certos pregadores afirmam: “A Bíblia diz que Jesus é o Médico dos médicos”. Nas Escrituras, não existe esta menção. Jesus é chamado de Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17.14). Em nenhum lugar ele é chamado de Médico dos médicos. A expressão hebraica que demonstra o seu poder de curar os enfermos é Yahweh-Roph´eka, que significa “O Senhor que te sara”, também traduzida como: “O Senhor, teu Médico” (Êx 15.26).
“Mente vazia é oficina do diabo”. De fato, a pessoa que não ocupa a sua mente com as “coisas que são de cima” (Cl 3.1,2) acaba ficando vulnerável aos ataques do adversário. Como ser espiritual, ele tem influência sobre a mente dos incrédulos (2 Co 4.4; Ef 6.17). Segue-se que a frase é apenas apropriada para ilustrar o papel do diabo como tentador, não devendo ser usada com um versículo sagrado.
“O amor encobre uma multidão de pecados”. Esta frase possui um acréscimo sutil, o prefixo “en”, capaz de torcer a mensagem bíblica. Encobrir significa esconder, ocultar. E, de acordo com a Bíblia, “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará” (Pv 28.13). É preciso atentar para o que realmente as Escrituras dizem: “... o amor cobrirá uma multidão de pecados” (1 Pe 4.8). Dentro do contexto bíblico, cobrir significa perdoar. E a diferença entre cobrir e encobrir pecados é vista principalmente no Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” (v.1); “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri” (v.5).
“O dinheiro é a raiz de todos os males”. Às vezes, por não ler a Bíblia com atenção, alguns animadores de auditório caem no erro de omitir parte dos versículos bíblicos, gerando confusão. O dinheiro é importante e precisamos dele para a nossa manutenção. O errado é pôr o coração nele (Mt 6.19-21). Paulo não condenou o dinheiro, mas sim a ganância e a avareza: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10).
“O pouco com Deus é muito”. Há animadores de auditório citando a presente frase como se fosse bíblica. É verdade que a matemática de Deus é diferente, pois quanto mais se tira tanto mais é acrescentado (Pv 11.24). Todavia, conquanto a frase em questão seja correta, não está registrada no Livro Sagrado.
“Os viciados não herdarão o reino de Deus”. A palavra “viciado” se aplica à pessoa que possui qualquer tipo de vício (do latim vitiu, tendência habitual para o mal). Mas a Bíblia não condena de forma explícita os viciados, como ocorre neste pseudoversículo bíblico. Alguém poderá perguntar: “Se a Bíblia não condena especificamente o cigarro ou algum tipo de droga, eu tenho permissão para usá-los?” Nos tempos do Novo Testamento, ainda não havia o cigarro nem as drogas conhecidas hoje, não havendo razão para os escritores neotestamentários condená-los de modo específico. Contudo, está claro nas páginas sagradas que os que destroem o corpo, independentemente da maneira como o fazem, não herdarão o reino de Deus (1 Co 6.10-20; Gl 5.19-21). Ademais, Zofar alertou: “Porque ele [Deus] conhece os homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração?” (Jó 11.11). Leia também Daniel 6.4.
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Esta frase, empregada para enfatizar a justiça de Deus, não está registrada na Bíblia Sagrada. É uma deturpação das palavras de Jesus a Pedro: “Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão” (Mt 26.52).
“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”. Usada principalmente pelos católicos romanos, esta frase já está nos lábios de alguns cristãos. Todavia, o versículo bíblico que mais se aproxima de tal afirmação é Provérbios 19.17: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício”. Alguém dirá: “Mas não é a mesma coisa?” Não! Pois o versículo bíblico possui o selo da inspiração!
“Vinde a mim como estais”. Jesus recebe o pecador arrependido na condição em que está. Todavia, a frase em questão não está registrada nos Evangelhos, apesar de ser usada com freqüência por muitos pregadores. Em seu lugar, pode-se usar um versículo bíblico autêntico, como Mateus 11.28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Portanto, não seja como o papagaio, que repete, repete, repete... Seja como os bereanos, que examinavam nas Escrituras tudo o que ouviam. Afinal, a própria Bíblia Sagrada diz: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21).

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 5 de outubro de 2008

Resolvi “liberar perdão” aos maldizentes de plantão


Tomando emprestada a linguagem gedozista ou emedozista (dos irmãos que seguem aos movimentos G-12 ou M-12), gostaria de “liberar perdão” aos “amáveis” irmãos que vêm me “elogiando” com palavras “abençoadoras”.

Alguns desses irmãos (irmãos?) têm feito isso escondendo-se atrás do anonimato, enquanto outros se valem de blogues com perfis anônimos e certas comunidades do Orkut, como constatei, ao velejar pela grande rede.


Só para citar um exemplo, um desses
“amáveis” desocupados e maldizentes de plantão criou recentemente um blog anônimo, mas ele próprio (como já aconteceu algumas vezes em meu blog) não consegue esconder-se atrás do anonimato, em razão de empregar o mesmo estilo que usa em seu blog não-anônimo e nas diversas comunidades do Orkut em que atua como moderador. Além de maldizente, desocupado, etc., é ingênuo...

Mas gostaria de “liberar perdão” a todos vocês, irmãos (irmãos?) maldizentes, pelas seguintes razões:

1) Por eu não poder responder a cada um de vocês, individualmente. Isso ocorre em razão de escreverem verdadeiros “jornais” para dizer o que poderia ser dito em um único e pequeno parágrafo. Procurem ser mais sucintos, por gentileza.

2) Por eu não ter tempo de participar dos “edificantes” debates que vocês promovem. Para quem não sabe, eu tenho família; escrevo livros, artigos e apostilas para seminários; viajo muito para pregar a Palavra de Deus; e tenho de me preparar muito para isso. Eu sei que para quem não tem nada para fazer durante o dia, a não ser ficar entrando e saindo do Orkut, a fim de ver se alguém respondeu ao seu novo tópico ou comentário, escrever longos textos não lhe traz prejuízo... Mas me compreendam, por favor.

3) Por eu ler e reler o texto de vocês e continuar achando que não disseram nada proveitoso. Que maldade! Sei que o meu pensamento de que a Palavra de Deus é infalível e inerrante não agrada vocês. E, neste espaço, tenho mencionado muitos versículos bíblicos, não é mesmo? Desculpem-me de eu irritá-los com tantas citações das Escrituras. Reconheço que considero os argumentos de vocês ocos e sem real fundamentação bíblica. Tenho sido mesmo muito mau...

4) Por eu ter a convicção de que vocês querem fazer valer as suas preferências pessoais. E, por não obterem da minha parte uma resposta, resolvem, de maneira “digna”, usar “lindos” adjetivos a meu respeito. Mas, pensando bem, se vocês consideram que podem ignorar as verdades da Palavra de Deus, a fim de andarem como bem entendem, eu “libero perdão” a vocês por isso.

5) Por eu fazer com que alguns de vocês (que ainda continuam com essa atitude “admirável” de fãs, e não de servos de Deus) concluam que este blog não lhes serve para a edificação. Por que sou tão cabeça-dura, a ponto de não reconhecer que canções (em estilos musicais pra lá de dançantes) e falações de auto-ajuda são mesmo a solução para todos os problemas da humanidade? Como tenho sido inflexível... Por que tenho de considerar sempre a Bíblia a minha regra de fé, de prática e de vida? Por quê? Por quê? Por quê?

6) Por não escrever para agradar as pessoas, massageando os seus egos, em razão de eu ter um compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Sei que, se alguém não gostar, não precisa ler os meus artigos, pois há tantos e tantos blogues na grande rede... Mas não vão pensar que os considero pessoas indesejáveis por aqui, hein! Todos vocês são bem-vindos! Por isso,
lhes “libero perdão”.

7) Por eu desejar que deixem essas efemeridades que vêm seguindo. Espero que vocês entendam que o meu desejo, ao dizer as contundentes palavras contidas neste blog, é motivá-los a receber o Senhor Jesus Cristo, não como astro, não como revolucionário, não como Papai Noel... Afinal, caros maldizentes de plantão, a despeito de se considerarem donos da razão, vocês ainda não entenderam o que significa receber a Cristo como Senhor e Salvador...

Com amor e
“liberando perdão”,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Dízimo é coisa do passado? (3)


Neste terceiro artigo da série sobre o dízimo respondo ao comentário da irmã Márcia, que não o considera uma prática neotestamentária. Afinal, devemos ou não contribuir com o dízimo?

A irmã Márcia disse:

Sou cristã há muitos anos e não tenho o hábito de devolver o dízimo à igreja, por considerá-lo, segundo as Escrituras, uma ordenança do Antigo Testamento. Não fui acometida com as maldições descritas em Malaquias 3.8-10. Pelo contrário, fui abençoada materialmente, sabendo que tudo vai ficar aqui, pois não posso buscar as riquezas, mas me acomodar às coisas humildes.
Se a Bíblia ordena a obrigação da devolução do dízimo na Nova Aliança, também devo guardar o sábado (...), pois o dízimo não era dinheiro, mas tirado dos frutos da terra para o sustento dos levitas do Templo. Hoje não existe mais Templo e muito menos levitas.
Em Atos, começou-se a descrever o ato voluntário dos irmãos “segundo propôs em seus corações” (Paulo de Tarso, apóstolo e imitador de Cristo). Algumas pessoas contribuíram não com 10%, mas com 20% ou até 100%, sem barganha com Deus. Infelizmente, algumas igrejas usam essa prática do Antigo Testamento para “receberem as bençãos de Deus” de forma material e se esquecem que a maior bênção é ser filho de Deus e salvo.
Portanto, acredito no ato voluntário de 10% ou mais, porém sem o nome de dízimo, prática da Lei Mosaica e não na Nova Aliança, que agora é voluntário.

Minha resposta:

Irmã Márcia,

A paz do Senhor!

Graças a Deus, nem todos os crentes raciocionam como a irmã acerca do dízimo! Caso contrário, algumas igrejas já teriam fechado as portas, haja vista ser o dízimo necessário hoje para a manutenção da obra do Senhor na terra assim como era nos tempos do Antigo Testamento, como disse o próprio Deus (Ml 3.10).

Vejo que a irmã confunde a contribuição desinteressada e liberal com a barganha, condenada pelas Escrituras (2 Pe 2.3; 2 Co 2.17). O fato de um crente ser dizimista, em gratidão a Deus e pensando no bem da obra, não é, de modo algum, fazer barganha.
Contribuir para a obra não é buscar riquezas nem deixar de se acomodar às coisas humildes. Por outro lado, não tenho dúvidas de que o Senhor abençoa quem contribui para a sua obra, como se vê claramente nos princípios contidos em passagens como 2 Coríntios 9.6-15 e Malaquias 3.8-10.

A irmã disse que, segundo as Escrituras, o dízimo é uma ordenança do Antigo Testamento. Mas, no Novo Testamento, vemos que o princípio veterotestamentário de que o trabalhador é digno de seu alimento (ou salário) é aplicado aos servos do Senhor, hoje (Mt 10.10; Lc 10.7; 1 Co 9.7-14; 1 Tm 5.17,18). Por quê? Porque, como eu já disse, a graça não anula todos os princípios e mandamentos divinos contidos na Lei. Muitos deles são atemporais. Ou a irmã pensa que o mandamento “Não adulterarás” foi revogado por fazer parte da chamada Lei Mosaica?


Ser dizimista não implica, por conseguinte, guardar a Lei, como se a salvação dependesse da observância de princípios adotados pelos crentes do Antigo Testamento. É claro que o caso do sábado é diferente, como eu expliquei no outro artigo, visto que as seitas que o guardam atrelam isso à sua salvação.

Diante do exposto, concordo plenamente com a irmã quanto ao fato de algumas igrejas — seguidoras da falaciosa teologia da prosperidade — usarem o dízimo como forma de barganha. Mas não concordo que o dízimo seja uma prática exclusiva da chamada Lei Mosaica. A Bíblia não diz isso, pois uma análise do assunto, sem preconceito, não deixa dúvidas quanto à atemporalidade do dízimo, que antecede o período da Lei, haja vista Abraão (Gn 14.20), e é mencionado no Novo Testamento (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.4-10).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dízimo é coisa do passado? (2)


Nesta segunda parte de minha abordagem sobre a validade do dízimo para os dias de hoje, respondo ao comentário do amado irmão e professor Alex Esteves da Rocha Sousa, que, com as suas pertinentes observações, tem contribuído sobremodo para entendermos melhor as verdades bíblicas.

Alex Esteves disse:

"Estimado pastor Ciro,
Honra-me mais uma vez comentar uma inteligente redação do senhor. Sou dizimista há anos, e minha opinião a seguir nada tem que ver com uma suposta falta de vontade para contribuir, como pressupõe o irmão Carlos Roberto quanto aos que discordam da aplicação do dízimo aos tempos atuais. De fato, entendo que o dízimo é o mínimo, e não o máximo, como, aliás, muitos dos que se dizem fervorosos dizimistas talvez acabem pensando, ao ter no dízimo como que uma mensalidade, uma medida certa, nem mais, nem menos. Achariam eles que não sendo o dízimo obrigatório se perderia o sentido do contribuir?
Entendo que o fato de Mateus 23.23 estar no Novo Testamento não significa que essa prática tenha sido acolhida como norma no padrão neotestamentário de Igreja. Os fariseus, a quem Jesus se dirigiu, embora apareçam no Novo Testamento, são figuras próprias de um período pré-cristão, e viviam num espectro veterotestamentário.
Portanto, não creio que Mateus 23.23 seja texto suficiente para lastrear o uso normativo do dízimo pelas igrejas, pois a Igreja ainda não existia; Jesus falou a fariseus. Todavia, isso não quer dizer que eu seja contra a contribuição voluntária ou espontânea - sou divergente da opinião de que a regra dos 10% seja normativa para as igrejas, segundo o modelo do Novo Testamento. O que permanece, sem sombra de dúvida, é a necessidade de contribuirmos para a consecução das atividades eclesiásticas, e administração em favor dos santos, sem objetivo de barganha, mas sabendo que o SENHOR suprirá nossas necessidades (2 Co 9.6ss; Fp 4.10-19).
Lá no Antigo Testamento nem havia uma só espécie de dízimo, mas tipos variados, bem descritos na Lei. E se Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, antes da Lei, foi porque esta, na verdade, recepcionou um costume antigo, da época de Abraão. O importante, repito, é a contribuição voluntária, generosa, altruísta, que sobe como aroma suave ao SENHOR em termos, não de sacrifício veterotestamentário, mas de demonstração cabal de devoção a Deus. Digo isso ciente de que há proeminentes pareceres contrários, e digo com intuito teológico, sem interesse em polemizar. De resto, o que precisamos mesmo é contribuir mais do que com o dízimo. Quem dera fôssemos além de meras porcentagens! Mas nem todos, pastor Ciro, estão prontos para isso."

Minha resposta:

Caro professor Alex Esteves,

Tudo o que temos, nesta vida, pertence ao Senhor (1 Co 4.7; Tg 1.17; Sl 24.1; Êx 13.2), inclusive o dinheiro (Ag 2.8,9). A Ele não pertence apenas 10% do que possuímos, e sim tudo (100%). Nesse caso, o Senhor permite que nós administremos o que nos tem dado, como bom dispenseiros (1 Co 4.1; 6.19,20), destinando uma parte de nossa renda à sua obra, na terra. Uns dão mais, outros menos, conforme se move, voluntariamente, seu coração.

O que está registrado em Mateus 23.23 é uma contundente mensagem do Senhor Jesus Cristo aos fariseus. Não obstante, tal mensagem contém uma importante verdade para todos nós que seguimos o modo de vida ensinado pelo Senhor e desejamos andar como Ele andou (1 Jo 2.6). Caso contrário, nada do que está escrito em Mateus 23.13-33 poderia ser aplicado hoje, uma vez que o Senhor dirigiu-se aos fariseus. Por exemplo, no versículo 28 está escrito:
“... exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e iniqüdade. Não temos aqui o ensinamento de que não devemos, hoje, ser hipócritas?

Indubitavelmente, ao lermos Mateus 23.23, estamos diante de uma verdade para os dias hodiernos. Qual? A verdade de que devemos, ao contrário dos fariseus, ser justos, misericordiosos, bem como ter fé e contribuir para a obra de Deus, em retribuição a tudo que dEle temos recebido. Nesse caso, o dízimo, que é uma instituição para manutenção da obra de Deus, pode sim ser baseado na passagem em apreço e em outras correlatas (Hb 7.1-10 com Rm 4.11,12,16; Gl 3.9; Jo 8.39), inclusive as que não contenham, propriamente, a palavra “dízimo” (cf. At 4.32; 2 Co 8.1-9; 9.6ss; Fp 4.10-19).

O fato de o Senhor Jesus ter dito “... edificarei a minha igreja” (Mt 16.18) não significa, necessariamente, que a Igreja ainda não existia. A obra vicária, pela qual a Igreja passou a existir, foi consumada na cruz e confirmada com a sua ressurreição, porém ela teve início com a sua encarnação (Gl 4.4,5; 1 Tm 3.16; Jo 1.14,17). Os doze apóstolos e os primeiros seguidores de Cristo são, por conseguinte, a Igreja nascente, e tudo o que foi dito a eles aplica-se a nós, exceto as especificidades concernentes àqueles dias, as quais devem ser examinadas com muito cuidado.

Há muitos mandamentos da parte de nosso Senhor que foram transmitidos antes de a Igreja ser inaugurada no dia de Pentecostes. Ou será que devemos abrir mão das grandes verdades contidas em passagens como Mateus 5 a 9 e João 14 a 17?

Se não podemos receber como verdade neotestamentária o que o Senhor disse antes de a Igreja ter sido inaugurada (At 2), isto é, antes de sua morte e ressurreição, em quê a igreja de Atos dos Apóstolos baseava os seus ensinamentos? Ora, ela seguia as verdades transmitidas por Jesus no período em que Ele andou na terra, antes de morrer e ressuscitar, e as instruções dEle recebidas antes de sua ascensão (At 1.1-9).


Diante do exposto, concordo com o irmão que a contribuição deva ser voluntária, generosa, altruísta. E que devamos contribuir, em gratidão a Deus por tudo quanto dEle recebemos (Tg 1.16), com mais do que dez por cento. Por outro lado, reafirmo que a prática do dízimo é corroborada por passagens do Antigo e do Novo Testamentos, de modo direto e indireto (Ml 3.8-10; Hb 7.1-10; Mt 23.23, etc.).

Não há, portanto, nenhuma restrição bíblica à instituição do dízimo e à sua observância, a qual dá, inclusive, às igrejas segurança e boas condições de administrarem os seus patrimônios e recursos.


Sejamos, pois, generosos. Afinal, como disse o Senhor Jesus, em Atos 20.35 — e não nos Evangelhos, como alguém pensa —, “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi