Há algum tempo venho recebendo perguntas diversas sobre a validade do dízimo para os dias de hoje. E observo que o pensamento de que o dízimo é coisa do passado a cada dia ganha novos adeptos. Já respondi a uma pergunta em meu outro blog Pastor Ciro Responde, mas tenho outras considerações a fazer.
Ainda que ofertar e dar o dízimo sejam atos voluntários, e não meios de chantagem ou negociação com Deus (como algumas igrejas ditas evangélicas vêm fazendo, enganando os incautos), não há dúvidas de que ofertar e contribuir com o dízimo são práticas cristãs ligadas a mandamentos com promessas para hoje, haja vista 2 Coríntios 9.6-15.
Se não há muita ênfase direta ao dízimo no Novo Testamento, também não existe uma passagem sequer desaprovando essa forma de contribuição. E, nesse caso, os mandamentos e princípios veterotestamentários, conquanto boa parte deles tenha sido dirigida especificamente a Israel, muitos deles revestem-se de importância e aplicam-se a nós — alguns apenas espiritualmente, é claro —, como demonstra a Epístola aos Hebreus. Tudo foi escrito para o nosso ensino (Rm 15.4) e temos de estudar a Bíblia a fim de entender como certos mandamentos, princípios e exemplos do Antigo Testamento se aplicam a nós.
Quanto ao dízimo, não é apenas o Antigo Testamento, como muitos pensam, que o apresenta como uma obrigação do crente, conquanto não devamos contribuir por obrigação, e sim espontaneamente (Êx 25.2; Ml 3.8-10), como já disse. A evangelização, por exemplo, é uma obrigação dos cristãos (1 Co 9.16; Ez 33.8), porém não evangelizamos por obrigação, e sim por amor às almas perdidas (Rm 10.1; Jd v.23).
O Senhor Jesus referiu-se ao dízimo como sendo um dever, ao dizer aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas” (Mt 23.23, grifo meu).
Um amado leitor — que, apesar de apreciar o meu trabalho, ficou um tanto decepcionado com a minha resposta — perguntou-me se a questão do dízimo no seu contexto bíblico não se refere especificamente a Israel, haja vista o sustento aos levitas, que serviam no Templo. Segundo ele, com a inauguração da Nova Aliança, depois do brado na cruz (Jo 19.30), o dízimo teria sido anulado juntamente com a Lei (Hb 9.16,17).
Bem, como eu disse ao amado leitor que fez a pergunta acima, costumamos ficar decepcionados quando queremos que a Bíblia se adapte à nossa maneira de pensar. Mas devemos ter cuidado também com descobertas novas no campo da interpretação bíblica, uma vez que não é de hoje que o dízimo é aceito pelas igrejas evangélicas como um meio de aquisição de recursos para a obra de Deus. Imagine como certas igrejas (que não apelam para a barganha) subsistiriam sem o dízimo!
Assim como no Templo, nos tempos do Antigo Testamento, os levitas precisavam do dízimo e das ofertas alçadas para manterem o lugar de culto a Deus, os templos de hoje (e a obra, de maneira geral), à exemplo daquele, precisam de recursos para a sua manutenção. Por que o dízimo não pode ser usado como um meio de arrecadação de dinheiro em prol da obra do Senhor?
É verdade que o Senhor Jesus inaugurou o tempo da graça (Jo 1.17), mas isso não significa que Ele "jogou fora" ou aboliu tudo o que foi dado a Moisés, nos tempos veterotestamentários. A obra vicária do Senhor serviu eficazmente para que não mais dependêssemos da Lei quanto à salvação de nossa alma, a qual se dá mediante a graça de Deus, pela fé (Ef 2.8-10; Tt 2.11).
Mas nem todos os mandamentos do tempo da Lei foram revogados ou desprezados pelo nosso Senhor. No caso de algumas ordenanças, o Mestre fez ajustes e acréscimos, como se vê principalmente em Mateus 5 a 7. Observe, por exemplo, que Ele não cancelou o mandamento “Não adulterarás”, mas modificou-o (Mt 5.27,28). Aliás, nesse caso, o mandamento ficou até mais abrangente, passando a considerar o aspecto psicológico.
O Senhor Jesus não revogou toda a Lei. É claro que, falando ainda a respeito do Decálogo (que é apenas um resumo da Lei), dos dez mandamentos, nove foram repetidos no Novo Testamento de maneira ampliada ou modificada, com exceção do relativo à guarda do sábado, que de fato não faz mais sentido nos tempos neotestamentários (Mc 2.24-28; Gl 4.8-11).
Por que defender a total anulação do dízimo no tempo da graça? Quais são as implicações de sua observância quanto à salvação pela graça de Deus? É isso pecaminoso? Implica crer que a salvação é pelas obras da Lei? É óbvio que não! Nesse caso, as palavras registradas em Mateus 23.23 são suficientes para crermos que a prática do dízimo subsista nos tempos neotestamentários.
Alguém argumentará: “De acordo com a Hermenêutica, um único versículo não pode servir de base para uma doutrina”. Bem, procura-se quem inventou essa falácia! Com certeza, não é um professor de Hermenêutica temente a Deus o autor dessa equivocada regra. Afinal, o que o Senhor disse é verdade. E ponto final. Se Ele disse que é dever valorizar o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia, a fé e o dízimo, cabe a nós atentar para isso, e não para os que não querem andar segundo as Escrituras.
No entanto, como vários irmãos poderão ficar decepcionados comigo, tenho uma sugestão, principalmente aos assembleianos. Consultem os mestres da Assembléia de Deus, como Antonio Gilberto, Elienai Cabral, Esequias Soares, Claudionor de Andrade, Elinaldo Renovato de Lima, Wagner Gaby, Severino Pedro da Silva, Eliezer de Lira... Fazendo isso, os irmãos ficarão ainda mais decepcionados...
Amém?
Ciro Sanches Zibordi
De uns tempos para cá algumas igrejas (Assembléias de Deus, Batistas, etc.) resolveram adotar a chamada “visão celular”. Umas assumem sem problemas que fazem parte do Movimento G-12. Outras, consideram-se igrejas em células, mas rejeitam o rótulo “G-12” e não seguem necessariamente a mística associada ao número doze (doze apóstolos, doze tribos, etc.). Algumas adotam grupos celulares de dez, quatorze ou até quinze membros.
O certo é que a “visão celular”, em geral, vem sendo apresentada, sem nenhuma modéstia, como o mais eficaz meio de conquistar almas perdidas. Os seus defensores afirmam que imitam a igreja primitiva e que estão colhendo muitos frutos... Para eles, essa estratégia é uma revolução, uma quebra de paradigmas e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios da igreja de Atos dos Apóstolos. Não se trata, pois, de mais um programa; é o programa da igreja.
Alguns líderes de igrejas em células têm afirmado que não seguem a padrões éticos, dogmáticos, eclesiásticos de pessoas maduras na fé, experientes ou tradicionalmente respeitáveis. Preferem valorizar as “ministrações específicas” em sigilosos pré-encontros, encontros, pós-encontros, etc. Ninguém está autorizado a descrever o que acontece nessas “tremendas” reuniões secretas...
As igrejas em células têm os seus próprios cursos e conteúdos pedagógicos. Não investem na Escola Bíblica Dominical; consideram-na ultrapassada, uma instituição falida. Dizem, sem nenhuma cerimônia, que as igrejas tradicionais ou conservadoras seguem a padrões arcaicos e “comem pão amanhecido, seco e duro”. Desprezam e reprovam a liturgia tradicional das igrejas que não seguem ao “modelo celular”.
Na prática, embora não admitam, os propagadores dessa “visão” têm oferecido aos crentes vários atrativos do mundo, mas dentro de um contexto “evangélico”. Sua estratégia principal é a “contextualização”. Tudo é feito para agradar as pessoas, uma vez que o objetivo é o crescimento numérico, e não a formação de crentes segundo a Palavra de Deus. Prevalecem doutrinas triunfalistas, como a confissão positiva, a maldição hereditária e a teologia da prosperidade.
Tudo gira em torno das células, reuniões realizadas somente em casas de pessoas evangélicas. Há cultos no templo, mas nenhuma reunião é mais importante que as células, definidas como “a essência da vida da igreja”. Nessas reuniões, ocorre a chamada “oração profética”, recheada com palavras de ordem ao Diabo: “ordenamos”, “quebramos”, “maniatamos”, etc. Há também espaço para manifestações estranhas, como o “cair no poder” — até as crianças caem.
A liturgia das igrejas em células é baseada no princípio “Pregue o evangelho da maneira como as pessoas querem ouvi-lo, e não da forma como precisam ouvi-lo”. A ordem é não se prender a regras ou princípios. Empregam-se, nos chamados cultos: danças, coreografias e apresentações teatrais, principalmente como atrativos para a juventude.
Nessa nova modalidade de culto, os participantes batem os pés e gesticulam à vontade, sem restrições, além de marcharem. A ênfase recai sobre as músicas, as danças, as coreografias, etc. Não há lugar para hinários tradicionais, como Harpa Cristã, Cantor Cristão, etc. Dizem que cantar hinos ultrapassados é idolatria. Tais hinos, segundo eles, parecem ter sido compostos para um funeral.
Em algumas igrejas, empregam-se, nos chamados cultos: excesso de aplauso e de brados “de vitória”, faixas, cartazes, balões, bandeirinhas, lenços... As palavras de ordem são: exagerar e extrapolar. “Sentiu vontade de fazer?” — dizem. — “Faça! Se parecer exagero, execute! O Senhor não está interessado se o adoramos de ponta-cabeça, sentados, em pé, deitados, chorando, sorrindo, cantando, falando, gemendo, gritando e até gesticulando o corpo”.
Infelizmente, por influência dessas igrejas celulares, alguns sintomas são verificados na igreja brasileira.
Eis os frutos do G-12:
1. Os “cultos” não são mais reuniões para adorarmos a Deus, e sim para recebermos bênçãos. Tudo gira em torno dos interesses do povo; os “cultos” são voltados para as pessoas, e não para o louvor do Senhor Jesus Cristo.
2. A exposição da Palavra de Deus não é mais o principal momento de um “culto”. Afinal, para muitos crentes, Deus fala de várias outras maneiras.
3. Praticamente não existe mais o louvor meditativo, em espírito, pois a cada dia os “cultos” se assemelham aos shows mundanos (desculpem-me da redundância, pois todos os shows, por definição, são mundanos).
4. Muitos crentes de hoje consideram normal a realização de shows, por meio dos quais artistas se apresentam para um público que reage com histeria. Cantores e pregadores são mais populares do que Jesus Cristo...
5. Não há mais espaço para a evangelização, de fato. As igrejas se limitam a sair em praça pública para dançar, gritar, pular e “determinar” que o Brasil é do Senhor Jesus!
6. As letras das canções (canções, mesmo, pois não são hinos de louvor a Deus) só enfatizam os “sonhos de Deus” e mensagens de auto-ajuda. A cada dia, desaparecem os hinos de adoração a Deus e os que falam da obra de Cristo.
7. A falta de temor a Deus nos “cultos” é facilmente percebida em razão das atitudes extravagantes dos crentes.
8. A Palavra de Deus não é respeitada, e quem a defende é taxado de retrógrado, biblista rígido, quadrado, ultra-conservador, etc.
9. Não há mais espaço para a renúncia e a santificação. Os crentes se consideram todo-poderosos.
10. Líderes fracassam moralmente, sendo condenados pela Justiça, mas os crentes não se sentem envergonhados; antes, se dizem perseguidos pelo mundo. Afinal, os crentes também compram CD's e DVD's piratas, possuem gatonet em casa... Para que se importar com os desvios de seus líderes?
Lembremo-nos das palavras do Sumo Pastor, registradas em Mateus 7.15,16: “Acautelai-vos... Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?”
Respeitosamente,
Ciro Sanches Zibordi
Publico neste Internauta opina a opinião e uma inteligente indagação do professor Alex Esteves da Rocha Sousa. Espero, com esta publicação, que inclui as minhas considerações, responder a uma pergunta que vários internautas me têm feito, desde a criação deste blog, a respeito do saudoso pastor e pregador Valdir Nunes Bícego (foto).
Alex Esteves disse:
A resposta do Pr. Ciro foi adequada, necessária e bíblica (veja a postagem anterior). O irmão Kléber exerceu julgamento preconcebido, e seu texto mal redigido se coaduna com seu raciocínio pouco claro. Também recebi comentários dessa natureza em meu pequeno blog, e nessas ocasiões senti a necessidade de responder, pois são oportunidades de analisar, em caso concreto, pensamentos generalizados na Igreja brasileira. Todavia, há um aspecto em que eu mesmo gostaria de dialogar com o Pr. Ciro: em que acepção o senhor enxerga o dom de apóstolo no falecido Pr. Valdir Bícego? Ele era apóstolo em que sentido?
Minha resposta:
Prezado Alex Esteves,
Sou-lhe grato pelas palavras de apoio e incentivo. E agradeço-lhe pelas valiosas observações que tem feito quanto à nossa língua portuguesa.
Na Palavra de Deus mencionam-se os apóstolos escolhidos pelo Senhor Jesus quando Ele andou na terra (Mt 10.1; Mc 3; Lc 6.13; 9.10) e os apóstolos dados por Ele mesmo à sua Igreja, “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço... até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.11-13, ARA). Estes dons ministeriais não se referem a obreiros que se consideram, por conta própria (em razão de sua liderança sobre pastores), apóstolos. São dados à Igreja pela soberana vontade de Deus. E cabe a nós reconhecer e valorizar os seus ministérios.
Em Efésios 4.11-15 vemos, com muita clareza, que o dom ministerial de apóstolo não ficou restrito aos chamados dias dos apóstolos ou aos tempos da igreja primitiva. Eles permanecerão enquanto a Igreja de Cristo estiver na Terra, posto que ainda nós não chegamos à estatura de varão perfeito (cf. Ef 4.13, ARC; 2 Tm 3.16,17), etc. A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando até ser dia perfeito (Pv 4.18; Hb 6.9; 2 Pe 3.18, etc.).
O irmão já estudou sobre o dom de apóstolo e sua atualidade? Já pesquisou sobre o sentido original do vocábulo “apóstolo”? Em 1 Coríntios 12.28, vemos que o apostolado é o dom ministerial mais elevado concedido aos homens: “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente apóstolos”. Note: “primeiramente apóstolos”.
Um estudo bíblico do termo em apreço poderá ajudá-lo a entender por que considero apóstolo não só Valdir Bícego, mas também Daniel Berg, Gunnar Vingren, Eurico Bergstén, Cícero Canuto de Lima, Paulo Leivas Macalão, etc., bem como outros homens de Deus da atualidade, como o mestre Antonio Gilberto da Silva.
Nunca esses homens mencionados disseram que eram ou são apóstolos. Mas a maneira como Deus os usou (e usa) não deixa dúvidas quanto ao seu apostolado. Foram (e alguns ainda são) homens enviados por Deus ao mundo com uma missão específica, assim como o foi João Batista, que ninguém chama de apóstolo. O termo, no original, não deixa dúvidas quanto ao ministério apostólico do Batista: “Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João” (Jo 1.6, ARA), a despeito de esse dom ministerial ter sido dado à Igreja somente após o Senhor ter subido ao alto, levando cativo o cativeiro (Ef 4.8-11).
João Batista, o precursor de Cristo, que também foi o último dos profetas, nos moldes veterotestamentários (Mt 11.13), pode sim ser chamado de apóstolo, conquanto não tenha sido um dos doze. Ele teve uma chamada divina tão especial, que uniu o ministério profético do Antigo Testamento com o ministério apostólico do Novo Testamento. Além dele, há outros homens de Deus que não pertenceram aos doze, mas foram chamados de apóstolos, como Paulo (1 Co 9.1; 15.8), Barnabé (At 14.4,14) e outros (Rm 16.7; 2 Co 8.23; Fp 2.25; 1 Ts 2.6). Um outro Apóstolo que consta das páginas sagradas é o próprio Senhor Jesus (Hb 3.1).
Lembre-se de que, em algumas pessoas, os dons ministeriais são intercambiáveis. Em geral, um apóstolo, como enviado de Deus, pode ser um mestre, um pastor, um profeta, um evangelista (como o foram o apóstolo Paulo e o próprio Senhor Jesus), como se depreende do estudo do Novo Testamento. Mas são poucos os servos de Deus que dEle recebem essa multifacetada capacitação.
Diante do exposto, eu reafirmo que o pastor Valdir Nunes Bícego foi um apóstolo do Senhor em razão das características do seu ministério. Mas, para o irmão ter a mesma convicção que eu, deve: em primeiro lugar, conhecer a fundo (se é que já não conhece) as características bíblicas do ministério apostólico; segundo, confrontar as tais características com as qualidades percebidas no ministério de Valdir Bícego. E foi isso que eu fiz, ao longo de quinze anos.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
Neste Internauta opina, publico a opinião do irmão Kléber (sem nenhuma revisão), o qual assina como Programa Mensagem da Cruz, acompanhada de minha resposta.
O irmão Kléber disse:
"shalom pastor ciro;sou visitante do seu blogger admiro a sua visão apologetica em combater heresias,mais eu queria deixa tambem um comentario da minha parte ao senhor ,essas palavras são do SENHOR JESUS ....MT:6;1guardai-vos de exercera vossa justiça diante dos homens,com o fim de serdes visto por eles;doutra sorte,não tereis galardão junto de vosso PAI CELESTIAL.um outro vv estar tambem em MT;7;1a5,que diz.... não julgueis,para que não sejais julgados.pois,com o criterio com que julgardes, sereis julgados;e coma medida com que tiverdes medido,vos medirão tambem.por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão,porem não reparas na trave que estar no teu próprio?ou como dirás a teu irmão:deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?HIPÓCRITA !tira primeiro a trave do teu olho e,então,verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.bom ciro essas são as palavras de JESUS , agora falo eu não o SENHOR.... ,JESUS nunca instituiu aqui na terra ninguem JUIZ de causas espirituais ,não estou querendo ser ignorante ,mais vejo que existem em nosso meio xiitas radicais, se eu quizesse fazer algum comentario sobre algumas declarações do ciro poderia tambem falar né quando o senhor falou sobre o pastor que já é falecido , que você fez a respeito dele e disse que ele era um homem que tinha todos os dons ministerias ,eu acho que o senhor não exero não o senhor passou dos limites ,sendo que nem o AP:PAULO não fez nenhuma dessas declarações a seu proprio respeito ,quando ELE disse que era APOSTOLO, PREGADOR E MESTRE ,e aí vem o senhor pr: ciro e diz que o tal pastor já falecido tinha todos os dons ministeriais acho que você foi muito exagerado ou não......não é um dezabafo mais é a minha opinião ok! muito obrigado pela oportunidade de expressa nossos comentarios também que DEUS o abênçoe em o nome de nosso SENHOR E SALVADOR CRISTO JESUS .amém."
Minha resposta:
Caro Kléber (Programa Mensagem da Cruz),
A paz do Senhor!
Agradeço-lhe pelas visitas ao meu blogue e por admirar o trabalho que venho, segundo a graça de Deus, realizando neste espaço. Em primeiro lugar, uma pessoa que julga estar certa quanto a algum assunto, a ponto de tentar refutar alguém, deve saber escrever de maneira clara, a fim de expor as suas idéias de modo convincente.
Esse é o seu primeiro erro: falta de familiaridade com a língua pátria. Melhore o seu texto. Estude. Aplique-se ao vernáculo. Não digo isso para diminuí-lo, mas para ajudá-lo. Seu texto precisa melhorar, e muito.
O seu segundo erro é hermenêutico, isto é, de interpretação da Bíblia. O irmão precisa melhorar, e muito, pois o verbo "julgar" deve ser entendido à luz do contexto. Suas palavras, pois, meu amado, refletem péssima exegese.
Em Mateus 7.1,2 o Senhor Jesus referiu-se ao julgamento calunioso, e não à análise de heresias e modismos. Se o irmão ler, com meditação, João 7.24, 1 João 4.1, 1 Coríntios 14.28,29 e 1 Tessalonicenses 5.21, descobrirá (pois ainda não descobriu) que podemos julgar sim, isto é, examinar, analisar, provar. Afinal, o espiritual discerne bem tudo (1 Co 2.15).
Se existem em nosso meio "xiitas radicais", como o irmão disse, referindo-se a mim, creio que existem muito mais ignorantes, que sequer sabem interpretar os textos à luz de seus contextos, e pensam que estão certos. Por isso, insisto, com todo o respeito: o irmão precisa melhorar, crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.18).
Eis, por conseguinte, o seu terceiro erro, meu amado: ignorância. Quando eu me referi ao pastor Valdir Bícego, de saudosa memória, e disse que todos os dons ministeriais mencionados em Efésios 4.11 nele se manifestavam, fi-lo com convicção.
Se o irmão fosse um estudioso da Bíblia atento, saberia que, em algumas pessoas, vários dons do Espírito interagem e se inter-relacionam (alguns, é claro, em menor grau do que outros), como aconteceu com Paulo, e o irmão mesmo citou (1 Tm 2.7, etc.). Eu não tenho dúvidas de que Valdir Bícego era um apóstolo, um profeta, um evangelista, um pastor e um mestre. Além disso, outros dons espirituais se manifestavam nele de modo esporádico.
Os dons quem dá é o Senhor Jesus, e Ele não concede apenas um dom para cada um. O Espírito age de maneira multiforme, multifacetada, repartindo a cada um como Ele quer (1 Co 12). Alguns podem receber vários dons, sim. Estude com afinco e sem preconceito 1 Coríntios 12-14; Efésios 4; 1 e 2 Timóteo; Tito; e outras passagens correlatas.
Que Deus o abençoe, meu amado irmão. Não se ofenda com a minha resposta, mas o irmão precisa melhorar, e muito, em suas interpretações da Bíblia e na expressão de suas idéias. Medite em Hebreus 6.9 e Provérbios 4.18.
Ademais, um quarto erro que o irmão cometeu foi, ao me acusar de julgamento calunioso (Mt 7.1,2), cometer esse mesmo erro, de maneira desapercebida e irresponsável.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
Amados irmãos, nada tenho contra os políticos e, como cidadão, sempre votarei nos candidatos que tenham uma boa fama e projetos exeqüíveis. Mas quero denunciar aqui um problema que tem acontecido em muitas igrejas evangélicas, em ano de eleições.
Infelizmente, a cada dia, vemos pastores perdendo a visão espiritual e distanciando-se da Palavra de Deus, os quais se conformam com o mundo e suas filosofias (Rm 12.1,2). Tenho, por graça de Deus, um ministério que envolve itinerância há alguns anos e venho notando que, em tempos de eleições, algumas igrejas se vendem, fazendo tudo o que os candidatos a cargos públicos querem. Até mesmo os preletores das festividades são escolhidos pelos políticos!
Para quem não sabe, certos políticos (não todos, graças a Deus) gostam de levar para os eventos das nossas igrejas pregadores comprados, que fazem menções honrosas aos seus nomes e induzem o povo a votar neles. Nesse caso, quem prega a Palavra de Deus de maneira imparcial (2 Co 2.17) acaba não sendo muito bem-vindo... Eu mesmo já tive alguns compromissos desmarcados em cima da hora. Por quê?
Não vou citar nomes para não deixar alguns pastores constrangidos, mas, um dia desses, faltando dois dias para um evento agendado com antecedência e confirmado por ambas as partes (igreja e pregador), o pastor da igreja me ligou para dizer que o candidato fulano de tal havia escolhido outro preletor, dando-me uma desculpa inconvincente.
A bem da verdade, eu já tive passagens aéreas pagas por patrocinadores várias vezes. Não vejo nenhum problema em a igreja escolher o pregador, e alguém patrocinar o evento, ajudando-a com as despesas, como o pagamento de passagens aéreas de pastores e cantores convidados. Mas, o que está acontecendo? Certos políticos definem quem serão os pregadores, cantores, etc. Por quê? Porque são pessoas conhecidas deles, as quais falarão bem deles, induzindo os crentes a votarem neles! Isso é vergonhoso.
Os pastores que ficam na mão de políticos são os mesmos que convidam pregadores que juntam gente, colhem uma boa oferta, mas, ao mesmo tempo, disseminam heresias e maus costumes por onde passam. É lamentável que as igrejas estejam priorizando o ajuntamento, como se fosse um show, e não a pregação da verdade. Esquecem-se de que Deus valoriza a quantidade de pessoas, mas não a prioriza (Mt 7.13,14,21-23). Quanto à multidão de pessoas que se reúnem para ouvir a verdade, glória a Deus! Mas Deus não tem nenhum compromisso com multidões de fãs, ávidos para ouvir os seus cantores e pregadores preferidos (Jo 6.60-69).
Que Deus abra os olhos desses pastores que entregam a igreja a políticos, homens com segundas intenções, que escolhem até os pregadores e cantores. E, o que se pode esperar de pregadores comprados por políticos? Falarão eles a verdade da parte de Deus? Serão eles profetas do Altíssimo? Ou terão como prioridade massagear os egos do público e principalmente dos políticos que os compraram?
Deixo aqui um conselho aos pastores: Se a sua igreja não tiver condições de convidar um pregador de renome nacional ou internacional, convide um pregador da região, mas não fique na mão dos políticos. Não façam o que eles querem. Não negociem o inegociável. Não permitam que os enganadores façam “... de vós negócio com palavras fingidas...” (2 Pe 2.3). Basta!
Com temor e tremor,
Ciro Sanches Zibordi
Muitos cristãos reprovaram e reprovam até hoje a frase de John Lennon: “Nós já somos mais populares do que Jesus Cristo”, publicada no jornal The London Evening Standard, em 1966. O astro quis dizer que os Beatles tinham maior influência sobre a juventude do que Jesus. Mas, quinze anos depois dessa declaração, ele foi assassinado por um fã enlouquecido, levando muitos a associarem a trágica morte com a infeliz declaração acima.
Bem, o que temos visto hoje, no meio evangélico? Vemos os mesmos evangélicos que consideram a declaração de Lennon blasfema se portando como fãs de cantores e pregadores! Isso mesmo. Basta folhearmos algumas revistas evangélicas, visitarmos alguns sites e participarmos de alguns congressos de jovens e adolescentes (e de missões também) para percebermos como cantores e pregadores são, para muitos, mais populares do que Jesus Cristo! O fã-clube já se tornou comum em nosso meio.É PECADO SER FAMOSO?
Não é pecado ser admirado, ter fama (uma boa fama, é claro), pois até o Senhor Jesus era famoso, a ponto de a sua fama correr por toda a parte (Mt 14.1; Lc 4.14). O que é errado é buscar a fama e incentivá-la. E, qual é a finalidade do fã-clube? Alimentar a fama de astros.
Nada tenho contra pessoas que admiram pregadores e cantores. O apóstolo Paulo até incentivou os coríntios a imitá-lo (1 Co 11.1). Aliás, há pessoas que me admiram como pregador e escritor, como se vê neste blog. Mas que ninguém venha me dizer que eu sou o maior pregador, o melhor escritor e, com isso, criar o fã-clube do Ciro. Eu não posso impedir que alguém faça isso, porém eu jamais incentivaria ou apoiaria um fã-clube em torno do meu nome.
Somos livres para admirarmos pessoas, mas hoje em dia tem havido idolatria no meio do povo de Deus. Certos cantores e pregadores são, para muitos crentes, mais populares do que Jesus Cristo. Eu gosto de alguns hinos de certa cantora, mas onde ela chega todos ficam maravilhados, e os holofotes voltam-se para ela. A estrela chegou! Ela é ou não é mais popular do que Jesus Cristo?
QUEM É O MAIOR PREGADOR?
Certo pregador ficou sem graça, em um grande evento, pois, no meio de sua pregação, a mencionada cantora chegou, e todos se viraram para vê-la, deixando o pregador falando palavras ao ar. Eu já passei alguns apuros em congressos em que o público, em sua maioria, participa só para ver o cantor fulano. Muitos saem na hora da mensagem, e ao final da reunião tudo o que querem é ficar perto do seu ídolo... Isso é idolatria! E muitos jovens estão embarcando nessa “canoa furada”.
O que vemos no Orkut? Pessoas que se dizem cristãs debatendo sobre quem é o melhor pregador ou cantor do Brasil... Ora, isso cheira idolatria! Muitos jovens não são capazes de defender o evangelho de Cristo, mas, se alguém falar alguma coisa de seu cantor ou pregador preferido, prepare-se para a guerra. Que engano!
É claro que podemos admirar, defender, se for o caso, alguém que admiramos, mas blindá-lo de tal modo, a ponto de não admitir que ninguém fale nada de suas pregações ou composições é uma postura extremada e perigosa. Por que os crentes de Beréia foram considerados nobres? Justamente por examinarem à luz da Palavra de Deus tudo o que era pregado (At 17.10,11). Hoje, se eu examinar a pregação ou composição de alguém — o que é perfeitamente lícito, biblicamente (Jo 7.24; Mt 7.15; 1 Jo 4.1; 1 Co 2.15; 1Ts 5;21) —, por mais que nelas haja heresias e incongruências, os fãs de plantão ameaçam, xingam, dizem que eu sou invejoso, etc. Que tipo de crentes são esses? São aqueles que consideram os seus cantores e pregadores favoritos mais populares do que Jesus Cristo!
Para quem não sabe, eu admiro muita gente, uns mais, outros menos. E há pessoas (poucas) que eu admiro muitíssimo. Mas não as considero irrepreensíveis e imutáveis. Infalível é o Senhor Jesus, no qual fixo os meus olhos (Hb 12.1,2), e a sua Palavra (1 Pe 1.24,25).
VOCÊ PARTICIPA DE FÃ-CLUBE?
O que é mais triste é ver que muitos cantores e pregadores apóiam clubes de fãs, ignorando que Deus não dá a sua glória para ninguém (Is 42.8). E, se eles têm uma boa voz; se pregam ou cantam bem, com unção do Espírito, tudo é porque que o Senhor os tem abençoado (Is 50.4).
É óbvio que todos nós queremos que o povo goste de nosso trabalho, mas, no caso do crente em Jesus, o seu objetivo maior é agradar a Deus. Estêvão, quando pregou diante das autoridades, todos taparam os ouvidos. E, ao final de sua exposição, ele foi apedrejado (At 7.57). Alguém diria: “Que fracassado!” Porém, ele, antes, cheio do Espírito, ao olhar para o Céu, que estava aberto, vira o Senhor Jesus em pé, ao lado de Deus Pai, em sinal de aprovação (At 7.55). Temos de cantar e pregar para deixar Jesus em pé, e não o povo! Se bem que, se as duas coisas acontecerem, é o ideal.
Há cantores e pregadores — mais populares do que Jesus Cristo — dizendo que apóiam os clubes de fãs porque são formados por intercessores, ajudadores, etc. Ora, o apóstolo Paulo tinha os seus apoiadores (Rm 16), e Jesus também tinha os seus discípulos. Mas não confundamos as coisas! O conceito de fã-clube é secular, mundano, e a Palavra de Deus nos orienta a não nos conformarmos com o mundo (Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-17).
Os astros costumam ser vaidosos, exigentes, imodestos... Infelizmente, vemos hoje cantores e pregadores agindo como os tais. Pedem para ficar no hotel ou em uma sala com ar condicionado até que chegue a hora de se apresentarem; não participam do culto. Por outro lado, alguns irmãos, mal-orientados, não param de tirar fotos: antes, durante e depois da apresentação dos cantores ou pregadores. Muitos desses crentes mal-orientados ficam deslumbrados por terem tocado em um cantor ou pregador... Diga-me: Isso não é idolatria?
DEUS NÃO DÁ SUA GLÓRIA A OUTREM
A bem da verdade, se alguém me considera um exemplo (glória a Deus por isso), reitero que também tenho os meus referenciais. Mas não contem com o meu apoio para a criação de um fã-clube. Não confundamos o profano com o sagrado. Culto não show. Neste, os astros se apresentam aos seus fãs. No culto, todos louvam ao Senhor Jesus. O cantor evangélico que se preza não é igual ao cantor mundano. O pregador compromissado com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus não reúne pessoas à sua volta. Moisés reuniu o povo em redor da rocha, que, nesse caso, representa Cristo (1 Co 10.4; 1 Pe 2.4).
O conselho que dou a todos os jovens é que deixem de lado as efemeridades e amadureçam, a fim de que agradem a Deus (Ec 12.1). O Senhor Jesus não os salvou para que sejam fãs de cantores e pregadores. Isso a nada leva. Nem o Senhor Jesus deseja ter fãs! Ele chama os que, renunciando a si mesmos e tomando a sua cruz, desejam ser seguidores (Lc 9.23).
Lembremo-nos do que está escrito em Isaías 42.8: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei...”
Glória seja dada ao maravilhoso nome de Jesus!
Ciro Sanches Zibordi
Amados irmãos, todos que acompanham os artigos e mensagens que insiro neste blog, bem como lêem os meus livros e artigos, publicados pela CPAD, sabem da minha preocupação quanto aos desvios do verdadeiro evangelho. Não escrevo sobre determinados modismos e heresias verificados “entre nós” (At 20.30; 2 Pe 2.1) por prazer. O problema é que, nesses últimos dias, muitos crentes desavisados estão seguindo a enganadores. E cabe a mim defender a verdade e alertar o povo de Deus (Mt 7.15-23; Ez 33.8; Jo 7.24; 1 Pe 4.17).
Um versículo que tem me levado a refletir muito é Salmos 11.3: “Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” O que representam os fundamentos? As inegociáveis doutrinas e verdades da Palavra de Deus. E hoje muitos estão abrindo mão delas ou pregando-as de maneira diferente. Mas observe a pergunta do salmista: “... que pode fazer o justo?”
Como justos — não de nascimento, mas justificados pelo Senhor (Rm 5.1) —, não devemos ficar “olhando a banda passar”. O justo pode fazer muita coisa! Pode orar, pois a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16). Oremos pela igreja brasileira.
Oremos pelos líderes, pregadores, ensinadores e cantores, a fim de que não mercadejem o evangelho (2 Co 2.17). Infelizmente, vemos na mídia homens que já foram considerados expoentes da sã doutrina mercadejando a Palavra. Antes, opunham-se à falaciosa teologia da prosperidade e aos desvios na área da batalha espiritual, mas agora tornaram-se os principais defensores dessas e de outras doutrinas falsificadas. Os fundamentos se transtornam. Que pode fazer o justo? Orar (At 4.29-31; Ef 6.18,19).
Mas não apenas oremos. Preguemos a verdade, ainda que os enganadores — que querem permanecer no erro — fiquem furiosos. Graças a Deus, há ensinadores, pregadores e líderes que, ao serem alertados sobre seus desvios, à luz da Palavra de Deus, refletem e tomam uma posição ao lado da Bíblia. Por outro lado, há os que se enfurecem, ameaçam, dizem que vão processar, desafiam, chamam para a briga... São esses homens de Deus? Os fundamentos se transtornam. Que podemos fazer? Pregar a verdade, assim como fizeram Ezequiel e Estêvão, não temendo nada (Ez 2; At 7).
A Palavra de Deus diz: “Conjuro-te... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo...” (2 Tm 4.1-5). Que pode fazer o justo ante o abalo dos fundamentos? Ser sóbrio em tudo e pregar a verdade, sempre.
Vemos na mídia homens que já defenderam a verdade com intrepidez, verdadeiros profetas do Altíssimo, os quais outrora se levantavam contra movimentos que torcem o evangelho, como o falacioso movimento G-12 — que envolve práticas antibíblicas como regressão psicológica, “liberação de perdão”, inclusive a Deus, maldição hereditária, teologia da prosperidade, hipnose disfarçada, etc. —, agora defendendo-os e associando-se a eles por puro interesse comercial (2 Pe 2.3; 1 Tm 6.9,10; Ef 5.5). Não bastasse isso, usam o tom ameaçador como arma. Se esses não se arrependerem, de nada adiantarão as suas evasivas naquele grande Dia, ante o Justo Juiz (Mt 7.21-23; 2 Pe 2.1-3,20-22)!
Que podemos fazer como justos? Orar e falar a verdade, sempre!
Ciro Sanches Zibordi
Neste mês de setembro, faz 15 anos que escrevo artigos, para a glória de Deus!
Colaboro com a CPAD desde outubro de 1993, quando foi publicado no Mensageiro da Paz o texto “Adestrando pescadores de homens”, meu primeiro artigo escrito. Mas o primeiro artigo impresso, de minha autoria, foi “Arrebatamento da Igreja”, publicado, em setembro de 1993, no jornal Mensageiro da Última Hora, então órgão oficial da Assembléia de Deus do Mato Grosso, liderada pelo estimado pastor Sebastião Rodrigues de Souza.
O artigo foi publicado em duas partes, uma em setembro, e a outra, em novembro de 1993. Transcrevo abaixo a primeira, sem nenhuma revisão, a fim de que os meus leitores confiram se eu melhorei ou piorei... Risos. O mais curioso é que eu, um paulistano, tive o meu primeiro artigo publicado em Cuiabá, Mato Grosso, atendendo, na época, ao evangelista Valdenor Assis de Oliveira, diretor do jornal. Isso é uma das muitas provas de como Deus dirige a nossa vida.
“O ARREBATAMENTO DA IGREJA
Todos os cristãos sinceros aguardam ansiosamente a segunda vinda de Cristo. Ele veio a primeira vez, há quase dois mil anos e "... se fez carne, e habitou entre nós" (Jo 1.14). Mas agora Ele "... aparecerá segunda vez... aos que o aguardam para a salvação" (Hb 9.28).
Como Se Dará o Arrebatamento da Igreja?
1. As Duas Vindas de Cristo
Os crentes dos tempos do Antigo Testamento e os judeus, de uma forma geral, não entendiam que era necessário Cristo vir a primeira vez para resgatar a homem do domínio de Satanás, entregar a Sua vida pela humanidade, ressurgir dentre os mortos, fundar a Sua Igreja, subir aos céus triunfante e depois aparecer novamente para estabelecer o Seu Reino Milenar. Eles viam os dois adventos de Cristo de forma genérica: como se fossem um só.
No ano 698 a.C., aproximadamente, Isaías profetizou acerca do ministério terreno de Cristo (Is 61.1,2). Cerca de 730 anos mais tarde Jesus leu esta profecia em uma sinagoga: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor." Quando chegou a esta altura do texto, Jesus fechou o livro e começou a dizer: "Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (Lc 4.17-21).
Por que Jesus não continuou a leitura? Porque as linhas seguintes do texto tratavam do dia da vingança de Deus, que acontecerá por ocasião da segunda vinda de Jesus.
O profeta Zacarias também falou da vinda de Cristo sob um ponto de vista genérico: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. Destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o Eufrates até as extremidades da terra" (Zc 9.9,10).
Mais tarde, o versículo 9 cumpriu-se integralmente em Mateus 21.1-11, quando da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O versículo 10, porém, faz parte do Seu segundo advento e se dará no futuro, quando o Seu Reino se estenderá por toda a terra.
Muitas pessoas, quando lêem Mateus 11.1,2, questionam por que João Batista, um homem cheio do Espírito Santo (Lc 1.15) e que havia testificado acerca de Jesus (Jo 1.29-31), mandou perguntar a Ele era verdadeiramente o Cristo. Podemos notar que João também via a vinda de Cristo de forma genérica. Ele pensava que Cristo viria a este mundo já para estabelecer o Seu Reino.
Conhecendo a sinceridade de João, Jesus não o repreendeu. Antes, mandou dizer-lhe que "Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho" (Mt 11.5), para que João tivesse a certeza de que Jesus era o Cristo.
2. As Duas Etapas da Segunda Vinda de Cristo
Todos os cristãos sabem perfeitamente que Cristo virá pela segunda vez. Entretanto, alguns não entendem outro aspecto igualmente importante. À semelhança dos judeus, que viam (e vêem) a primeira vinda de Cristo como uma só, alguns cristãos hodiernos vêem a Sua segunda vinda sob o mesmo ponto de vista: acreditam que o Arrebatamento e o Aparecimento de Cristo em Glória são a mesma coisa. Por causa disto, algumas confusões têm surgido.
A Bíblia, porém, deixa claro que a segunda vinda de Cristo ocorrerá em duas etapas bem distintas. Estas duas fases são divididas por um espaço de sete anos.”
Ciro Sanches Zibordi
Em Isaías 5.20 está escrito: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!”
Fiquei espantado, recentemente, com a declaração de um renomado televangelista brasileiro. Ao defender-se de acusações feitas pela Internet, ele afirmou que o líder do movimento G-12 no Brasil — na verdade, líder do M-12, posto que este rompeu com o colombiano César Castellanos há algum tempo — é um homem de Deus tanto quanto ele. Disse ainda que o tal líder gedozista (ou emedozista) prega o evangelho como ele prega; que ama o Reino de Deus como ele ama; e que não precisa abrir mão de uma vírgula sequer das suas posições para andar com ele!
Concordo que, como servos do Senhor, devemos respeitar a todos, sendo capazes de conviver com qualquer pessoa que pense de maneira diferente. Minha ponderação não é quanto a ter amizade com quem quer que seja. Entretanto, creio que o telepregador foi longe demais ao dizer que o líder gedozista não precisa mudar em nada, haja vista estar pregando o evangelho. Quer dizer então que os propagadores do erro estão corretos, podem permanecer como estão e também são pregadores do verdadeiro evangelho?
Ora, o líder gedozista precisa, sim, abandonar os seus desvios da Palavra de Deus! E, quanto ao blasfemo ensinamento de que devemos perdoar a Deus, só para citar uma das heresias propagadas pelo gedozismo? É do tal líder a antibíblica afirmação, citada e refutada pelo meu amigo, o pastor Esequias Soares, no Mensageiro da Paz deste mês (p.21), em seu Curso de Apologética Cristã: “O ministrador deverá instruir os encontristas a se lembrarem de momentos difíceis, amargos, traumatizantes, etc. Eles precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase e até mesmo a Deus” (grifo meu).
O líder do M-12 não deve abandonar essa blasfêmia de que devemos liberar perdão a Deus? Ora, se foi o ser humano quem se rebelou contra o Todo-Poderoso (Rm 3.23; 5.12), por que é o pecador quem deve liberar perdão ao Santo e Justo? De acordo com a Palavra de Deus, o homem se queixa de seus próprios pecados (Lm 3.39). E, por isso, é o Senhor quem nos perdoa (Sl 103.3; 1 Jo 1.7-9), por suas infinitas graça e misericórdia (Ef 2.8,9; Lm 3.22).
Portanto, que o Senhor Jesus nos guarde de atitudes ecumênicas, contemporizadoras, visando, talvez, a interesses comerciais, que levam expoentes tidos como referenciais da sã doutrina a afirmarem que propagadores de heresias de perdição não devem abandonar os seus desvios. Reflitamos, pois, à luz de 2 Pedro 2.1-3 e 2 Coríntios 2.17.
Respeitosamente,
Ciro Sanches Zibordi
Em algum lugar do Brasil, um crente não se conforma com o que está acontecendo em sua igreja...
"Pastor Ciro, estou lendo o livro MAIS Erros que os Pregadores Devem Evitar e gostando muito. Tenho ficado indignado com as coisas que estão ocorrendo por aqui. Está acontecendo na igreja em que congrego uma tal cruzada de milagres e libertação intitulada “Caruagem de Fogo”. Estou indignado. O milagreiro é o pastor Fulano de Tal. Não duvido do poder de Deus, mas ele está prometendo umas coisas exóticas, como: nascer cabelo nas “carecas”, emagrecer, rejuvenescer 10 anos, zerar contas de telefone, água e luz... Ele pede ao povo para levar talão de cheque e cartão da conta bancária, pois vai orar, e (segundo ele) Deus vai colocar até R$ 250.000,00 na conta, e por aí vai... Eles (seus colaboradores) seguram o paralítico e o levantam da cadeira de rodas... Depois, o paralítico sai na cadeira novamente. Estou indignado com essa situação. Pedem muito dinheiro; mandam as pessoas pedirem emprestado, venderem objetos de valor para levarem dinheiro ao milagreiro, e o meu pastor está engolindo tudo isso..."
E, em algum lugar da Internet, o empresário do mesmo milagreiro oferece os seus serviços...
“Paz do senhor (sic), meu amado. Sou primo e empresário do pastor Fulano de Tal (o homem dos mistérios de deus [sic]); ele já percorreu 256 países. É pregador internacional; deus (sic) com sua misericórdia através da vida dele. Já foram 14 mortos ressuscitados. Temos testemunhas; é fato verídico; deus (sic) usa ele também com o dom da mensagem, o dom da revelação: pelo nome, pelo CPF e pelo endereço; também tem o mistério da carruagem de fogo, o mistério da cirurgia espiritual; tem o mistério da obesidade (a pessoa perde peso), tem o mistério da calvície: o cabelo cresce. Aparece óleo do céu em forma de azeite que mina na mão; mistério da libertação: pessoas vomitam câncer de obras de feitiçarias, pessoas expeli (sic) para fora objetos do estômago, e deus (sic) ainda usa pra pessoa ficar 10 anos mais nova; tem também o mistério do assopro divino; temos todos estes fatos em DVD e CD. Se te enteressar (sic) agendar um trabalho desses aí na sua cidade, nosso site é... www.$$$$$$$$$.com.br e o fone ($$) $$$$-$$$$ ou direto com o pastor: ($$) $$$$-$$$$”.
"Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus" (2 Co 2.17).
Em Cristo Jesus,
Ciro Sanches Zibordi