quarta-feira, 30 de abril de 2008

A maior AUTORIDADE desta terra e o BOLO CONSAGRADO pelo missionário Erre Erre. Isso não é um SHOW?

Os pregadores (missionários, apóstolos, bispos, pastores e cia.) do evangelho da prosperidade, que só pensam em dinheiro e se comportam como o Papai Noel, inovam a cada dia! Agora estão oferecendo até bolo da multiplicação!
E vejam na foto acima que eles são bastante "modestos"... Um deles é considerado, simplesmente, a "MAIOR AUTORIDADE ESPIRITUAL DESTA TERRA"... Isso realmente é um SHOW!
Será que o Senhor Jesus foi convidado para participar desse culto? Culto? A quem? Creio que não há espaço para o Senhor Jesus num culto antropocêntrico, centrado nos interesses humanos, realizado num local lotado de interesseiros, cujo desejo é apenas e tão-somente receber, receber e receber...
O que Jesus faria num lugar onde, definitivamente, não é considerado o Senhor do senhores e o Rei dos reis?
Ó, Deus, abra os olhos desse povo!

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 29 de abril de 2008

Que tal convidar o Papai Noel para pregar em sua igreja?

Ho, ho, ho! Pois é... Nesses últimos dias, em que muitos cultos transformaram-se em reuniões só para agradar, elogiar e “abençoar” o ser humano, além de melhorar a sua auto-estima, as mensagens cristocêntricas tendem a perder o sentido.
Tornam-se cada vez mais raros os mensageiros da cruz de Cristo e da santificação. Para muitos crentes, Deus é uma espécie de “Papai Noel”, que entra nos templos com um grande saco de presentes nas costas e começa a distribuí-los aos que têm fé.
O
s anjos podem ser comparados aos elfos — pequenos auxiliares do “bom velhinho”, que o ajudam a distribuir “brinquedos” para os “meninos”.
Provações e tribulações? Nem pensar! Nesse evangelho humanista e triunfalista que prevalece em nossos dias não há espaço para o sofrimento. O crente, como homem de fé, deve decretar, determinar, “profetizar”, exigir a saúde física e as bênçãos materiais! (Aliás, a bem da verdade, certo telemissionário parou de usar, pelo menos na TV, o verbo "determinar" em suas orações, apesar de continuar a promover um culto antropocêntrico, e não cristocêntrico). É como se qualquer declaração de fé fosse uma profecia. “Somos a boca de Deus na terra” — dizem os seguidores do Papai Noel. As palavras humanas são “mágicas” e têm um poder sobrenatural para abençoar e amaldiçoar. Enfim, o homem é produto de suas próprias palavras.
Na falaciosa teologia da prosperidade, a fé é centrada no homem e suas necessidades, e não em Cristo. Tudo gira em torno da fé para receber, receber e receber... Fica a impressão de que ser um seguidor de Cristo implica apenas usufruir a graça, sem precisar fazer nada em gratidão pela tão grande salvação. O “culto” é apenas um encontro para recebimento de bênçãos, como se Deus fosse o “bom velhinho” do Pólo Norte...
Um influente líder da juventude afirmou: “Se você quer pregar sem se contextualizar, esqueça! Estamos cansados de tanta cerimônia, de tanta opressão, de tanta mesmice. As pessoas não vão aos cultos para serem repreendidas, mas para buscar soluções para problemas, conflitos, receber alívio para seus sofrimentos; enfim, para satisfazer as suas necessidades”.
Mas, à luz das Escrituras, o compromisso do pregador é com o Senhor. Quando o Senhor mandou Ezequiel profetizar, avisou-o de que o auditório não o ouviria, pois era “casa rebelde” (Ez 2.1-4). O homem de Deus deve pregar, quer ouçam, quer deixem de ouvir, porque o seu compromisso é com Deus (v. 5). Jesus não elogiou ou agradou Nicodemos, mas lhe disse, com franqueza, que era necessário nascer de novo (Jo 3.1-5).
As mensagens dos pregadores da teologia da prosperidade são voltadas exclusivamente para o ser humano e suas necessidades. Eles não pregam a Jesus Cristo. Suas mensagens possuem temas sofisticados, como “Grávidos de um avivamento”. Ouvi, recentemente, uma pregação com esse tema, em que o pregador divagou sobre todas as fases de uma gestação — desejos, enjôos, etc. —, aplicando tudo a um avivamento vindouro. Antes, porém, o “avivalista” discorreu sobre como o crente pode ficar “grávido”...
Diante do exposto, que tal convidar o Papai Noel? Só acho que o cachê dele deve ser alto, pois ele vem do Pólo Norte...

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O maior pregador pentecostal que conheci


Há dez anos, no dia 28 de abril de 1998, Deus chamou para a sua glória o pastor Valdir Nunes Bícego. A dor daquela separação me impediu, em princípio, de expressar o meu sentimento. Mas, depois de algumas semanas, usei a coluna que assinava na revista Seara, da CPAD, para prestar uma homenagem à pessoa que participou de momentos importantes de minha vida.
Paulo disse a Timóteo: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido" (2 Tm 3.14). Os estudiosos sabem que este "quem", no original, indica pluraridade. Ou seja, o apóstolo disse ao seu jovem seguidor que ele deveria se lembrar das pessoas que contribuíram para o seu aprendizado. E o meu objetivo, ao escrever este artigo, é prestar uma homenagem a um dos homens de Deus que muito me ensinaram por meio de suas vidas e ensinamentos.
Foi o pastor Valdir Bícego quem me encaminhou ao ministério, segundo a vontade do Senhor. Além disso, quatro meses antes de sua partida para a glória, eu era um dos seus principais auxiliares na Assembléia de Deus da Lapa, em São Paulo. Desde o dia em que o vi pregar, acendeu-se em mim uma chama para proclamar o evangelho e passei a me esforçar para não perder nenhuma de suas mensagens, verdadeiramente recebidas do Senhor (cf. 1 Co 15.3). Eu tenho certeza de que o que ele pregava e ensinava provinha do Senhor.
Um profeta do Altíssimo. Em julho de 1993, na Assembléia de Deus da Lapa, quando ele ensinava os obreiros acerca dos dons concedidos aos crentes, apontou em minha direção, em meio à multidão, e disse: “Irmão, você que recebeu o dom de Deus para escrever, mande um artigo para o Mensageiro da Paz”. No dia seguinte, ainda surpreso, enviei um texto, que escrevera havia algum tempo, ao setor de Jornalismo da CPAD. E, meses depois, com a publicação do artigo, tive a confirmação de que Deus falara comigo profeticamente.
Jamais conheci um pregador que reunisse tantas qualidades como Valdir Bícego. De alguma forma, ele era usado com todos os dons ministeriais mencionados em Efésios 4.11. Sim, ele era um mestre, um pastor, um evangelista, um profeta e, sem dúvidas, um apóstolo do Senhor. Quem o conheceu de perto como eu, pode, sem medo de cometer exageros, fazer tal afirmação.
Um admirável pregador e defensor da verdade. O principal expoente da última década do século XX era um homem sério, discreto e simples. Não gostava de elogios, temendo receber a glória que pertence só a Deus (cf. Is 48.11). Com a modéstia que lhe era peculiar, enfatizava: “Irmãos, eu sei pouco, mas aprendi certo”. Para quem não sabe, ele aprendeu aos pés de homens como Cícero Canuto de Lima e Eurico Bergstén
, sempre mencionados em suas preleções. Seu pastorado foi marcado pela humildade e pela fidelidade. Quando alguém o elogiava, em datas comemorativas, ele fazia questão de ler Salmos 118.23: “Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos”. Seu ministério foi semelhante ao de Samuel, cujas palavras não caíram por terra (1 Sm 3.19). Seu amor à Palavra e à evangelização, sua sinceridade e, principalmente, sua humildade sempre me inspirarão.
O último mês de sua vida na Terra foi uma síntese de seu ministério. Viajou aos EUA, onde participou de uma escola bíblica e visitou seu filho mais novo. De volta ao Brasil, participou de um encontro voltado à obra missionária, em Águas de Lindóia (SP). Depois, seguiu para Limeira (SP), onde aproximadamente cinqüenta pessoas se renderam a Cristo após sua pregação. Já na capital paulista, no domingo pela manhã, participou do até então maior batismo da história das Assembléias de Deus, que somou mais de duas mil pessoas.
Ainda no domingo, na igreja que pastoreava há quinze anos, no bairro da Lapa, em São Paulo, pregou com muito entusiasmo, como sempre fazia. Na terça-feira, na Assembléia de Deus do Belenzinho (sede do ministério em São Paulo), por volta das 13h, conversou pela última vez, aqui na terra, com o pastor José Wellington Bezerra da Costa. Poucas horas depois, entrava triunfante no Paraíso.
Uma partida repentina. Tudo leva a crer que o pastor Valdir, à semelhança de Paulo (2 Tm 4.6-8), sentia que em breve estaria com o Senhor. No culto de domingo, antes de o coral cantar o hino “Ao Passar o Jordão”, ele fez um comentário enigmático: “Quem sabe, um de nós passará o Jordão nessa semana”. No momento, ninguém percebeu, mas Deus estava dando um aviso. Na segunda-feira, em sua última pregação, também na sua igreja, mais um aviso: “Não fiquem em torno do pastor. Fiquem em torno de Jesus, da Palavra e do ministério, pois o pastor pode morrer a qualquer momento”.
Todos esses fatos demonstram que não devemos questionar acerca da circunstância violenta da sua morte. A Bíblia não estabelece o modo como devemos morrer. Embora haja promessas de livramento para os crentes fiéis (2 Sm 22.49; Sl 18.48; 34.7), estamos sujeitos a morrer de forma violenta, caso Deus permita (Mt 14.1-12). O próprio Senhor Jesus admitiu essa possibilidade ao declarar: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”, Mt 10.28.
Para o salvo, o importante é morrer “em Cristo”, 1 Ts 4.16. O modo da morte para o cristão, aliás, perde a relevância diante de textos como 1 Coríntios 15.51-53 e 2 Coríntios 5.1-4, que enfatizam a transformação do corpo. Por isso, Paulo, que, segundo a tradição, foi decaptado, afirmou: “... para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”, Fp 1.21.
Um obreiro inesquecível. Na verdade, Deus “arrebatou” o pastor Valdir Bícego com o objetivo de realizar uma obra ainda maior por meio de nós. A morte desse servo do Senhor assemelha-se à de Estêvão (At 7), que, no auge de seu ministério, ainda tinha muito a oferecer à igreja nascente. Não obstante, depois de sua morte, os cristãos foram impulsionados a pregar o evangelho aos gentios (At 8.1-4).
Valdir Bícego deixou para nós, além de inúmeras pregações ungidas (das quais sempre nos recordamos, como "Os carros de Deus", "O rapaz que dormiu no culto", "Preparado está o meu coração", etc.), dois livros, publicados pela CPAD: Evangelismo (da Coleção Ensino Teológico) e Manual de Evangelismo, obras em que a sua característica principal é evidenciada: a Bíblia explicada pela própria Bíblia.
Ele também deixou muitos discípulos. Quanto a mim, continuarei com o propósito de ser o seu imitador, assim como ele era de Cristo (1 Co 11.1). À família Bícego, ofereço um dos textos mais apreciados por ele: 1 Tessalonicenses 4.16-18. E aos que, como eu, ainda sentem muitas saudades do admirável pastor Valdir, convido-os a fazer suas as palavras de Jó, lidas pelo saudoso missionário Eurico Bergstén em seu sepultamento: “... o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”, Jó 1.21.

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 27 de abril de 2008

Programa PALAVRA VIVA E EFICAZ


Amados irmãos, a paz do Senhor!
Em razão de sobrecarga de trabalhos na obra do Senhor (viagens, preparação de textos, apostilas, etc.), o programa Palavra Viva e Eficaz estará temporariamente fora do ar.
Continuarei, nesse ínterim, publicando neste blog textos contendo análises e reflexões baseadas na Palavra de Deus.
Os irmãos que desejarem assistir a mensagens em áudio/vídeo acessem a seção Vale a pena ouvir e/ou os arquivos do programa.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 20 de abril de 2008

Acompanhe o culto de encerramento da I EBO em Ijuí-RS


Hoje à noite glorificaremos ao Senhor Jesus pela realização da I Escola Bíblica para Obreiros da Assembléia de Deus em Ijuí-RS. Você poderá participar desse glorioso culto de encerramento pela Rádio Camarim, ao vivo, a partir das 19:00.

O preletor convidado para o culto de encerramento é o editor deste blog.

http://www.radiocamarim.com

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 19 de abril de 2008

Escola Bíblica em Ijuí, Rio Grande do Sul

Caro internauta, a paz do Senhor!

A I Escola Bíblica para Obreiros da Assembléia de Deus em Ijuí-RS prossegue hoje à noite, e você poderá acompanhar as aulas, de qualquer lugar do mundo, pela Rádio Camarim, ao vivo, a partir das 19:30.


Amanhã, domingo, a Escola Bíblica será realizada na parte da manhã, a partir das 9:00, também com transmissão ao vivo pela Rádio Camarim.

http://www.radiocamarim.com

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Santificação: um tema esquecido em tempos de extravagâncias (2)

Nesses tempos de extravagâncias, muitos cantam "Sem santificação ninguém verá a ti, e eu quero te ver". Mas, será que sabemos mesmo o que é santificação, ou estamos cantando por cantar? Quanto a você, caro irmão, que já sabe o que é santificação, é preciso ter de fato uma vida de prática da Palavra. Jesus disse: "Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois, se as fizerdes" (Jo 13.17). O objetivo deste artigo é abordar o lado prático da santificação, e não o teórico, que envolveria uma explicação mais pormenorizada.

O que é santificação?

Como já vimos, é o mesmo que separação. Trata-se de uma separação para um fim definido (Lv 20.26). E, nesse caso, devemos nos separar de e para. Em outras palavras, devemos nos afastar do mundo pecaminoso para o Senhor. O fim definido, por conseguinte, é a consagração a Deus, para realizar a sua maravilhosa obra.
No Novo Testamento, o vocábulo para santificação é hagiasmos, cujo conceito central é a separação do pecado a fim de separar-se para Deus, para a adoração, para o serviço. De acordo com o Dicionário Teológico, de Claudionor Corrêa de Andrade (CPAD), a palavra “santificação” significa: “[Do lat. sanctificatio] Separação do mal e do pecado, e dedicação ao serviço do Reino de Deus. É desta forma que o filho de Deus aperfeiçoa-se à semelhança do Pai Celeste. A santificação só é possível através da Palavra de Deus”.

O que significa seguir a santificação?

Em Hebreus 12.14, está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Segundo a Bíblia, a santificação é um processo; ela se dá na vida do crente, progressiva e gradualmente. É como se o servo de Deus estivesse subindo uma escada que não tem o último degrau. A sua vereda é como a luz da aurora, que vai, brilhando, brilhando, brilhando... até ser dia perfeito (Pv 4.18).
No momento da salvação, ocorre uma ação tríplice de Deus, justificando, regenerando e santificando o pecador. Nesse caso, quando uma pessoa reconhece o seu pecado e crê em Jesus como único e suficiente Salvador e Senhor, ocorre uma santificação instantânea (Tt 3.5).
Para a preservação da salvação, é preciso seguir à santificação, que começa no momento em que aceitamos a Jesus, mas progride a cada dia, quando nos consagramos ao Senhor, aperfeiçoando-nos para a vida eterna. Por isso, o apóstolo Pedro, tendo como base os escritos veterotestamentários, disse: “... como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15).

Os dois lados da santificação

A santificação progressiva, numa análise bíblico-cêntrica, possui dois lados: a parte de Deus e a do homem:
A parte de Deus. Tudo, na vida espiritual, apresenta esses dois lados. Quando Jesus ressuscitou a Lázaro, foi necessário que os homens tirassem a pedra (Jo 11.39ss). É claro que, se Jesus quisesse, ele teria tirado a pedra do sepulcro sem nenhuma dificuldade, pois para Ele nada é impossível. Entretanto, Ele nunca faz o que cabe a nós. Devemos aprender que a santificação é efetuada por Deus, mas não depende só dEle. O Senhor faz a sua parte e espera que façamos a nossa (cf. 2 Cr 7.14,15).
A parte que cabe ao homem. Se não houver de nossa parte a predisposição para ter uma vida santificada, de nada valerá o poder santificador do Espírito Santo em nossa vida. Em Ezequiel 24.13, Deus disse para o seu povo: “... te purifiquei, e tu não te purificaste...” Em outras palavras, Deus fez a sua parte purificando o povo dos seus pecados, o qual, em contrapartida, não se importou em colaborar com o Senhor, perdendo a bênção.
Portanto, amados irmãos, façamos a nossa parte! A Palavra de Deus é clara: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tg 4.8). Ela não diz: “Espera Deus se chegar para ti, e chega-te para ele”. Não! O primeiro passo deve ser nosso (Jó 11.13; Sl 57.7).

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Programa "PALAVRA VIVA E EFICAZ" (13)

Neste programa Palavra Viva e Eficaz apresento uma resposta da Palavra de Deus ao unicismo, que diz ter a "a voz da verdade", mas nega a inquestionável doutrina bíblica da Trindade.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Santificação: um tema esquecido em tempos de extravagâncias (1)

Escrever sobre santificação nesses tempos trabalhosos não é uma tarefa fácil, da mesma forma que é difícil pregar sobre ela. Aprendi que quatro coisas acontecem quando se fala acerca da santificação: ouvimos poucas glórias a Deus; os crentes “artificiais” ficam inquietos; os fiéis dizem: “Fala, Senhor, que o teu servo ouve!”; e os demônios ficam apavorados.
No caso da palavra escrita, as reações são um pouco diferentes, em razão de haver a possibilidade de o leitor se esquivar da leitura, o que, no caso da pregação, não é tão simples de se fazer.
Um crente “artificial”, não comprometido com a doutrina de Deus, não vai querer sequer começar a ler um artigo sobre a santificação. Por outro lado, um crente fiel não só o lerá, como também o divulgará, fazendo com que essa mensagem seja propagada entre os desapercebidos. E é isso que me anima a escrever este artigo!
A santificação é um dos temas menos pregados nas igrejas, não obstante a relevância que as Escrituras lhe atribuem. Sem ela, para se ter uma idéia, ninguém entrará no Céu:
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
A santificação é a condição para se ver a Deus, tanto nesta vida quanto no futuro (1 Jo 3.1-3). E, por essa razão, há inúmeras referências que nos remetem a ela.
Nos tempos do Antigo Testamento, a condição para se receber as bênçãos do Senhor era a santificação (Lv 11.44). Não foi o que Deus exigiu do povo quando da travessia do Jordão? Disse Josué: “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Js 3.5). Mais tarde, por ocasião da inauguração do templo, em Jerusalém, Salomão orou a Deus, e ouviu a resposta: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdorarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).
Ao analisar as páginas neotestamentárias, vemos que a condição para que as promessas do Senhor sejam confirmadas em nossa vida continua sendo a mesma: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra (...). Porque Deus não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1 Ts 4.3,4,7). E Paulo, na mesma carta, assevera que a santificação envolve o espírito, a alma e o corpo (5.23).
Antes de saber mais detalhadamente acerca da santificação, precisamos entender o que ela não é.
Não é ter aparência. Muitos pensam, por exemplo, que ser santo é ter aparência de piedade. Vestem-se de modo simplório de propósito, não por que não tenham condições de se vestir melhor. Falam baixinho, ficam com o semblante descaído...
Outros já partem para o radicalismo, para o extremismo, preocupando-se demasiadamente com medidas. Afirmam que o diâmetro da barra da calça, a largura da gravada e do cinto, bem como a espessura do salto do sapato devem ter tantos centímetros... Seria isso uma demonstração de vida santificada?
Em Colossenses 2.20-22, o apóstolo Paulo ensinou que devemos nos precaver quanto a pessoas que ensinam doutrinas de homens, fundamentadas em ensinamentos radicais, como: “não toques, não proves, não manuseies”. Tal comportamento evidencia uma santificação que está além da exigida pelo Senhor. Em Eclesiastes 7.16,17, está escrito: “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo?”
Não é ser fanático. Há crentes, quando o assunto é a santificação, que partem mesmo para o fanatismo. Certo irmão afirmou que, na vinda de Cristo, os crentes que estiverem tomando banho não serão arrebatados! Por quê? Simplesmente, porque estarão nus! Houve um tempo em que não se podia usar perfume, pois diziam os que se consideravam santos: “Nós já temos o perfume de Cristo”.
Ora, a nudez condenada por Deus é a que leva à imoralidade, relacionada com a lascívia e com a pornografia. O Senhor também condena a nudez espiritual, isto é, o desprovimento da graça de Deus, ocasionado pela arrogância e pela cega confiança nos recursos humanos, como aconteceu com o pastor de Laodicéia (Ap 3.17,18). Quanto ao perfume (bom cheiro) de Cristo, o ensino de Paulo é no sentido espiritual (Cf. 2 Co 2.14-17).
E o televisor? É claro que não aprovamos as programações imorais e tendenciosas que nele são apresentadas. Contudo, não deixa de ser um aparelho como os demais, como é o computador. No tempo em que não havia televisor, sabe quem era o vilão? O rádio! Diziam alguns: “O rádio é a caixa do diabo!” Mas o tempo passou, o mundo evoluiu, e ficou demonstrado que o radicalismo não foi o melhor caminho para tratar do tema em foco.
Não é isolamento. A santificação também não é isolamento. Ouvi, certa vez, uma irmã dizendo que, quando ela se consagra, as pessoas não conseguem nem olhar para ela, tamanha a sua santidade! Creio que não andou nessa terra uma pessoa mais santa do que Jesus. E, onde o encontravam, freqüentemente? No meio de pecadores (Lc 5.27-32).
Jesus participou das bodas de Caná da Galiléia, demonstrando ser sociável (Jo 2.1-11). Assentar-se na roda dos escarnecedores não é se afastar deles, e, sim, tomar parte em suas prevaricações (cf. Sl 1.1; Is 6.1-8). Como luz do mundo (Mt 5.14-16), que deve brilhar em meio às trevas (Fp 2.15), não podemos nos isolar da sociedade, mas influenciá-la com o bom cheiro de Cristo.
Mas há, ainda, um grupo de pessoas que pensa que santificação é maltratar o corpo, subjugá-lo com sacrifícios exagerados. Não! Deus não se agrada disso (1 Sm 15.22; Ec 5.1). O Senhor quer obediência aos seus preceitos, e é isso que denota santificação verdadeira. Viver uma vida de santificação também não implica viver sem tentação (Mt 4.1-11) nem estar imune ao pecado (1 Co 10.12). Significa, antes, ter poder para dominar o pecado (Rm 6.14).
Afinal, o que é santificação?

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Programa "PALAVRA VIVA E EFICAZ" (12)

12o. programa Palavra Viva e Eficaz. Mensagem pregada na Assembléia de Deus em Cacoal-RO, liderada pelo pastor Nelson Luchtemberg (presidente da CEMADERON), em julho de 2006. Aumente o volume...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Carta aos querem ver o "circo pegando fogo"


Caros irmãos:

Gostaria de reiterar que nunca foi (e jamais será) um dos objetivos deste blog promover debates entre pastores ou pregadores sobre este ou aquele assunto. Não escrevo para que gostem ou não gostem. Apenas escrevo. E não sou obrigado a publicar e/ou responder a todos os comentários aqui inseridos. Também não escrevo para ofender ninguém. Daí não fazer a mínima questão de citar o nome negativamente de quem falou, onde, quando, etc. Entretanto, quando se fizer necessário, vou citar nomes.
Faço este esclarecimento porque há internautas mal-informados querendo saber quem disse isso, aquilo e aquiloutro, onde, quando, como, os quais insistem comigo, para que tome uma posição, dê nomes aos bois, etc. Vocês não entenderam nada... Não é isso que me motiva. Não, mesmo.
Quanto a pregadores que não gostam do que escrevo, lamento e reafirmo que nada tenho contra eles. Aliás, alguns deles são meus amigos... Acreditem! E outros até recebem amigavelmente as críticas. Já tomei café com alguns, no aeroporto (!), já preguei em suas igrejas, etc.
Minha luta não é contra carne e sangue (Ef 6.10-12), e as armas da nossa milícia não são carnais (2 Co 10.4). Por isso, quem pensa que eu faço o que faço porque quero brigar, precisa aproximar-se um pouco mais do Senhor Jesus e de sua Palavra. Afinal, o crente espiritual discerne bem tudo (1 Co 2.15), porém o carnal, além de não ter discernimento, possui espírito faccioso e quer ver o "circo pegando fogo".
O que estava acontecendo? Alguns, de maneira mal intencionada, usavam o chat para promover debates infundados, querendo sugerir que eu disse o que jamais direi. Sempre deixei claro que sou contra falsos ensinamentos e modismos, e não contra pessoas. Mas alguns internautas (repito: mal intencionados) tentam me envolver em debates inúteis, afirmando que eu estou contra pastores, pregadores e cantores, e não contra os erros deles.
Diante disso, como não tenho como filtrar esse mau uso do chat, o que inclui essas mencionadas atitudes de pessoas imaturas, fanáticas, seguidoras de gurus (e não do Senhor Jesus), que agem como fãs, e não como servos do Senhor Jesus que amam a sua Palavra (Jo 14.23), preferi desabilitar o tal recurso.
Minha intenção nunca foi e jamais será ver o "circo pegando fogo". Se fosse, talvez eu até tivesse mais acessos neste blog. Apesar disso, os invejosos e ímpios de plantão continuam entrando aqui com freqüência só para deixar comentários maldosos, os quais não são publicados aqui, mas estão todos diante do Justo Juiz. Não se esqueçam de que os livros se abrirão naquele grande Dia (Ap 20.11-15).
Conquanto haja internautas maldizentes, zombeteiros, frustrados, anões espirituais, queixosos (alguns apóstatas ou que nunca tiveram uma real experiência de salvação em Cristo Jesus), os quais vivem tentando me provocar, mandando e-mails para outros blogueiros, incitando-os contra mim, e inserindo comentários anônimos (às vezes, eles se traem e acabam assinando!), continuarei com a nobre missão de propagar o evangelho de Cristo e defendê-lo (1 Co 15.1-4; Gl 1.6-12; Fp 1.16).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Mais uma resposta aos pregadores (pregadores?) irados e ameaçadores


Desejo dizer mais uma palavra acerca das ameaças de animadores de auditório e milagreiros que se consideram pregadores do evangelho, os quais estão revoltados com o que tenho escrito nos meus livros e neste blog. Isso, antes de tudo, é demonstração de inseguraça, falta de convicção da chamada divina.
Como já disse no artigo anterior, certo pregador (pregador?), em um grande congresso — realizado há menos de duas semanas em uma importante capital brasileira —, verberou contra a minha pessoa, sem economizar adjetivos, e o povo, inclusive pastores, deu glória a Deus (glória a Deus?)!
Isso mesmo. Enquanto o ameaçador berrava ao microfone: “Eu quero encontrar esse Ciro no aeroporto...” ou
“Esse canalha...”
, crentes levantavam as mãos e gritavam: “Aleluia”.
Diante das palavras desse pregador ameaçador, eu deveria comparecer aos aeroportos, a partir de agora, de capacete, colete a prova de balas... Mas, sabe de uma coisa? O Senhor Jesus já tem me dado uma proteção muito maior do que uma armadura que preserva apenas a integridade física. Ele me deu a armadura de Deus, mencionada em Efésios 6.10-18.
A essa altura, os leitores podem estar pensando: “O que o pastor Ciro escreveu para deixar esse suposto pastor tão revoltado?” Na verdade, não é de hoje que o tal pregador verbera contra em mim em grandes congressos. Soube que ele, inclusive, rasgou diante de um grande público o meu livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. Em sua feroz pregação (pregação?), reafirmou que uma galinha o curou e referiu-se a um trecho da mencionada obra de maneira distorcida.
Veja o que diz o referido livro, na página 40, e observe que em momento algum eu cito nomes. Faço, sim, uma ponderação quanto ao fato de ouvirmos testemunhos, no mínimo, estranhos em nossos dias e analiso uma experiência que um certo pregador teve, supostamente, com aves em um galinheiro.

É comum, em nossos dias, ouvir testemunhos para lá de estranhos, como um que virou motivo de zombaria na Internet, pelo qual um famoso pregador afirma que galinhas, em um galinheiro, teriam sido “batizadas com o Espírito Santo”. Uma delas, inclusive, teria falado em línguas angelicais, sendo interpretada por um galo!
Como servos do Senhor, não devemos interpretar a Bíblia à luz das nossas experiências, e sim estas à luz da Palavra de Deus. Qualquer experiência, por mais extraordinária e “fenomenal” que seja, se não tiver respaldo bíblico ou gerar confusão doutrinária, deve ser rejeitada. Não é por acaso que a Palavra de Deus nos ordena provar se os espíritos são de Deus (1 Jo 4.1).
Os crentes da igreja de Beréia recebiam de bom grado as pregações, mas as examinavam à luz das Escrituras (At 17.11). Imagine se um pregador, naqueles dias, dissesse que Jesus batiza galinhas com o Espírito Santo! Com certeza, considerariam tal afirmação blasfema, haja vista distorcer o propósito do revestimento de poder, dado exclusivamente às pessoas salvas, obedientes ao Senhor (At 2.39,38; 5.32).
“Deus não usou a boca de uma jumenta?” — Alguém poderá perguntar. Sim, mas, naquelas circunstâncias que envolviam o mercenário Balaão, não havia ninguém, de fato, para ser usado por Deus. Trata-se, pois, de uma exceção à regra. Não vemos depois daquele episódio Deus usando outros animais para transmitir mensagens. Ah, e não nos esqueçamos de que o Diabo também usou a boca de uma serpente, no primeiro caso em que um animal falou (Gn 3.1).
“E o caso do canto do galo que despertou a consciência de Pedro?” Ora, Pedro, ao ouvir o canto do galo, lembrou-se das palavras de Jesus. Entretanto, a ave cantou normalmente, e não em línguas estranhas! E o que despertou o apóstolo, na verdade, não foi o galo, propriamente, e sim as palavras de Jesus que vieram à tona no momento em que Pedro ouviu o tal canto (Mt 26.74,75).

Ao final de sua feroz explanação, o pregador (pregador?) faz menção de meu livro mais recente, afirmando que eu me refiro a certos fenômenos que ele realiza como sendo do Diabo. Na verdade, no livro MAIS Erros que os Pregadores Devem Evitar eu faço as ponderações mencionadas na primeira parte deste artigo de maneira abrangente, mostrando que tudo — pregações, profecias, sinais, etc. — podem ter três origens: divina, humana e demoníaca. Mais uma vez, em momento algum eu cito nomes. Mas, o que eu posso fazer se ele pensa que eu escrevi para atacá-lo?
Não é apenas o pregador em apreço que está bravo. No próprio congresso havia outros famosos expoentes em sua retaguarda demonstrando indignação quanto aos meus escritos. Já prevendo isso, ao concluir o meu livro mais recente, lançado em dezembro de 2007 pela CPAD, afirmei, na conclusão da obra (página 213):

Sei que alguns desses animadores de auditório terão acesso a esta obra, e, sem nenhuma reflexão, verberarão contra este autor. Mas quero que saibam que não é comigo com quem têm de tratar. Não devem vocês se indignarem contra mim, pois não fui eu quem escrevi a Bíblia. E, se vocês não querem andar como Jesus andou nem seguir às Escrituras — repito mais uma vez —, preparem-se para aquele grande Dia, mencionado em Mateus 7.21-23!

Portanto, caros pregadores (pregadores?) irados, repito: Se vocês estão convictos de que estão agradando a Deus, sigam em frente. Mas, se há alguma coisa errada, à luz da infalível Palavra de Deus, reconheçam isso, peçam perdão ao Senhor Jesus, pois é com Ele com quem têm de tratar, e não comigo.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

domingo, 6 de abril de 2008

Uma resposta aos pregadores (pregadores?) irados e ameaçadores


“Eu quero encontrar o Ciro no aeroporto...” (estas palavras são de um famoso pregador irado, fazendo ameaças à minha pessoa, ao som de glórias a Deus — glórias a Deus? — do povo e dos pastores à sua retaguarda, em um grande congresso).
Meus queridos irmãos, a descrição do Blog do Ciro, no cabeçalho, evidencia que o meu objetivo não é fazer deste blog um espaço pelo qual verbero contra pastores, pregadores, cantores, etc. Por isso, dificilmente eu cito nomes, ao abordar episódios negativos, embora encontremos na própria Palavra de Deus apoio para isso: Jesus citou o nome de Jezabel, mulher que se dizia profetisa (Ap 2.20), Paulo às vezes citava nomes (2 Tm 4.10,14; Gl 2.14), etc. Em regra geral, o Senhor Jesus e os apóstolos expunham erros sem a citação de nomes (Mt 23; Fp 3.18; Rm 1.22-32; 1 Co 6.10; Tt 1.10-12). Mas, quando for necessário, citarei sim os nomes de quem quer que seja.
Escrevi, por graça de Deus, alguns livros e tenho procurado usar este blog como uma ferramenta de esclarecimento do povo de Deus. Entretanto, há homens que dizem ser servos do Senhor e fazer milagres da parte dEle (cf. Mt 7.21-23) que vivem me ameaçando em suas cruzadas, chamando-me em alto e bom tom de “canalha”, bem como fazendo outras ofensas. Os internautas que tomam conhecimento disso pedem-me para eu responder a essas provocações, mas o que tenho a dizer é: Já tenho quem me defenda: o Deus da Palavra e a Palavra de Deus.
O que fiz ou tenho feito para despertar a fúria de alguns que se dizem pregadores da verdade? Simplesmente, venho mostrando que certas doutrinas e práticas que eles promovem não têm apoio da Palavra de Deus. Se eles quiserem falar de minhas práticas e doutrinas como falo deles, têm toda a liberdade. Que respondam às minhas críticas à luz da Bíblia. Por que ficam tão enfurecidos se têm certeza de que andam retamente e segundo a vontade de Deus?
Infelizmente, esses pregadores têm preferido usar o carisma, que inegavelmente possuem, e o poder do microfone na mão — e do grito — para pronunciar ameaças e palavras de baixo nível contra mim, e isso dentro do tempo destinado à ministração da Palavra, o que é lamentável. Verberam contra mim, usam palavras impróprias para um servo de Deus, e os pastores, à sua retaguarda, ainda dizem "Aleluia"!
Por outro lado, observo que alguns desses ameaçadores, apesar de se indignarem contra mim, têm abandonado algumas doutrinas e práticas. Por exemplo, um famoso pregador que dizia a todos que uma galinha — falando em línguas angelicais, sendo interpretada por um galo — curara-lhe em nome de Jesus, já retirou de seu site a parte do testemunho em áudio pelo qual afirma que “todo o galinheiro foi batizado com o Espírito Santo”. Creio que ele fez isso, não em respeito a mim, mas ao que está escrito em Atos 5.32 e João 14.17. Afinal, se o dom do Espírito não é dado nem aos não-crentes, seria outorgado a galos, galinhas, marrecos, codornizes e toda espécie de aves?
Esse mesmo pregador, de maneira injusta e sem ética alguma, verberou recentemente contra mim, em um grande congresso de missões, dizendo que o certo seria eu procurá-lo em vez de ter escrito um livro... Entretanto, como dialogar com um pastor (pastor?) que demonstra tanto desejo de vingança? Pelo pouco que ouvi, a partir de agora tenho de me dirigir aos aeroportos com colete a prova de balas, capacete e escolta policial...
Ora, estamos em um país livre, em que podemos emitir a nossa opinião, desde que não ofendamos a ninguém. E mais: Por que o apóstolo Paulo, em 2 Coríntios 11, em vez de conversar com aqueles que ele julgava serem falsos apóstolos, preferiu escrever sobre os seus erros, evitando citar os seus nomes? Os meus livros são um alerta para toda a igreja do Senhor, feito de maneira impessoal. E o meu objetivo é combater as heresias, e não pessoas.
Quero que saibam, prezados pregadores ameaçadores — pois sei que vocês vivem acessando o meu blog (agradeço-lhes pela “audiência”) —, que nunca tive nada contra vocês. Por isso, não temo as suas ameaças. Nunca disse nada diretamente contra vocês, e o que digo, digo-o diante do Senhor Jesus Cristo. Vocês demonstram que me odeiam, porém nunca odiei vocês. Odeio, sim, o erro, a heresia, o pecado. Não odeio nem o Diabo, pois, se isso fizesse, me igualaria a ele.
O fato de eu questionar as doutrinas e práticas dos famosos pregadores da atualidade se dá pelo fato de nenhum de nós estar acima da Palavra do Senhor. Esta sim é a única que não deve ser julgada, provada, mas o que dizemos e fazemos deve sim ser julgado, provado, examinado (Jo 7.24; 1 Pe 4.17; 1 Jo 4.1; 1 Ts 5.21; Mt 7.15,21-23; 1 Co 14.29; Gl 1.8; 2 Co 11.3,4). Não cabe a nós o julgamento calunioso (Mt 7.1,2), mas o que é espiritual discerne, julga, examina bem tudo (1 Co 2.14,15).
Assim como as profecias, à luz da Palavra de Deus, podem ter três origens — divina, humana e demoníaca —, o mesmo ocorre com os sinais, prodígios e maravilhas. A rigor, somente o Senhor opera milagres, mas há supostos milagres operados por homens: os casos de ilusionismo, truques, etc. Infelizmente, há também fenômenos que, conquanto realizados em nosso meio, têm origem maligna. Estudemos de maneira desapaixonada os seguintes textos: Deuteronômio 13.1-4; Êxodo 7; Apocalipse 13; 1 Timóteo 4.1; Colossenses 2.18; Gálatas 1.6-12; 1 João 4.1-3; 2 Tessalonicenses 2.9; João 10.41.
Reitero que nada tenho contra pastores presidentes de campos, de grandes ministérios, os quais têm recebido os tais pregadores e apoiado as suas práticas e pregações. Entretanto, tenho liberdade para analisar, de acordo com a Palavra de Deus, profecias, sinais, procedimentos, e faço isso com respeito e ética. Nunca ninguém me verá usando o púlpito para xingamentos, verberações, calúnias, incitações, ameaças, etc. Infelizmente, tenho visto na Internet supostos homens de Deus usando palavras impróprias (cf. Tt 2.8).
Peço perdão aos pregadores — e seus seguidores — que se sentem ofendidos pelo fato de eu analisar à luz das Escrituras o que vocês fazem e pregam. Porém, se têm certeza de que estão fazendo o que é certo (como eu tenho de que estou agradando a Jesus), não há motivos para se indignarem contra mim, a ponto de me ameaçarem, dizendo até que querem se encontrar comigo no aeroporto para fazer isso e aquilo contra mim. Conheço muitos de vocês, já conversei com alguns no aeroporto, encontrei com outros... Mas o meu compromisso é com o Senhor Jesus. E, se o de vocês também o é, sigam em frente.
Convido a todos os irmãos que leram este artigo a ouvirem também a mensagem em áudio sobre o assunto em análise (link abaixo).

Clique aqui: http://cirozibordi.blogspot.com/2007/12/mensagem-acautelai-vos-dos-falsos_2818.html.

Com temor e tremor diante do Deus da Palavra e da Palavra de Deus,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Padre faz fortuna com falsos milagres


Um padre de Florença, na Itália, Francesco Saverio Bazzoffi, está sendo acusado de arrecadar cerca de 3 milhões de libras esterlinas (mais de 10 milhões de reais) realizando rituais falsos de exorcismo.
Bazzoffi, que criou uma organização chamada Casa dos Arcanjos Santificados, vinha realizando verdadeiros shows. Durante as apresentações, que costumavam reunir multidão, ele tinha colaboradores que fingiam estar possuídos por demônios.
Após supostamente livrar as pessoas da presença dos demônios, Bazzoffi se virava para a multidão e oferecia o serviço, em troca de uma doação à organização liderada por ele. Uma testemunha contou à polícia, de acordo com o jornal Telegraph: "Durante a missa, o padre falava em aramaico, e coisas estranhas aconteciam. Eu não sei se era histeria do grupo ou sugestão, mas eu me lembro de uma mulher velha gritando com voz de homem enquanto cinco caras enormes tentavam dominá-la."
Mesmo repreendido pelas sessões de exorcismo, Bazzoffi continuou fazendo suas apresentações na diocese italiana. Sua conta bancária, ao contrário do exorcismo, não registrava saída; só entradas...

Fonte:
http://oglobo.globo.com/blogs/moreira

Sem dúvidas, notícias como esta nos deixam indignados. Entretanto, fatos semelhantes ocorrem no meio evangélico e não recebem de nossa parte a mesma reprovação. Infelizmente.

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Jesus Cristo ressuscita os mortos hoje!


Sim, Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8), ressuscita os mortos! Uma mulher peruana de 33 anos, mãe de quatro filhos, declarada clinicamente morta, voltou à vida em seu próprio velório! Esta notícia chegou ao Brasil em pleno dia primeiro de abril, para muitos o dia da mentira! Vários sites brasileiros estão noticiando o fato de maneira resumida, como que não querendo acreditar no que ocorreu. Mas publico aqui, na íntegra, a notícia contida no site RPP, de Lima, Peru.

¿Vida después de la muerte? Una mujer de 33 años de edad y madre de cuatro hijos volvió a la vida luego de ser declarada clínicamente muerta, ante la sorpresa de sus familiares y vecinos quienes se habían resignado a velarla, contrataron los servicios funerarios y se aprestaban a depositar el cadáver en un ataúd. Este hecho insólito ocurrió en la localidad de Tayabamaba, en la provincia de Patáz, región La Libertad (norte).

Todo comenzó el viernes último cuando Felícita Guizabalo Viera, de 33 años, madre de cuatro hijos de 14, 12, 9 y 6 años, respectivamente, presentó fuertes dolores en la espalda y el estomago. Fue llevada de urgencia por sus familiares a un Centro Médico del lugar; después de ser tratada con calmantes regresó a casa, pero al día siguiente empeoró: "Ya no respiraba, se enfrió totalmente y cerró los ojos", narro con asombro una de sus parientes.

Llamaron a una doctora para reanimarla, sin embargo, ésta dijo que era tarde y confirmó su deceso. En medio del llanto y el dolor, los familiares llamaron a una funeraria, escogieron su mejor traje para el velorio. Pasaron unas dos horas, y justo cuando iban a ingresarla al ataúd, Felícita abrió los ojos y empezó a moverse ante la sorpresa de todos.

Luego la mujer contó a sus parientes que tuvo un largo sueño, pasó por un camino estrecho y llenó de espinas. Según dijo, acompañada de dos ancianos, vestidos de blanco, cruzó desiertos y abismos hasta llegar a un campo maravilloso.
Además, refirió que en todo momento suplicó y pidió a Dios que le permita volver a casa para cuidar a sus hijos y apoyar a su familia.

RPP ubicó a Felícita, y en una comunicación telefónica desde su casa, dijo que ahora se encuentra bien y que volvió a la vida por la bendición de Dios. "Estoy bien, tenía dolor de estomago, pero Él (Dios) me sanó y me dio la vida", dijo visiblemente emocionada.

Se você desejar ouvir o testemulho da mulher, pelo qual reconhece que Deus lhe devolveu a vida na Terra, acesse: http://www.rpp.com.pe/detalle_120114.html.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 1 de abril de 2008

Novidade! Meu primeiro álbum musical!

O ano de 2008 ainda reserva uma grande surpresa para você...

O CD MAIS ESPERADO DO ANO!

Nada de sonho, o meu primeiro álbum musical!

Resolvi investir em minha carreira como cantor, mas vou logo avisando que estou na contramão do mercado “gospel”...

Neste álbum não há nada de “sonhos de Deus”, anjos subindo e descendo, tampouco chavões do tipo “Você é vencedor” ou “Deus vai mudar a sua história”.

O CD Nada de sonho, lançado no Brasil pela Holy Bible Music, com certeza não será um dos mais vendidos nem fará tanto sucesso...

Nada comparáveis às canções da moda, todos os hinos deste álbum foram gravados em estilos que de fato fazem parte da música sacra, e as letras procuram seguir à risca ao que está escrito na Bíblia. E, como todos nós sabemos, o povo “evangélico” não gosta disso.

Alguns hinos, como “Chega de sonhar: acorde!”, “Vitória na cruz mesmo” e "Nada de sonho" (remix), até que são um pouquinho ritmados, mas nada similares aos estilos dançantes do “som dos adoradores” ou da “adoração extravagante” dos "sonhadores apaixonados".

Bem, você deve estar curioso para conhecer as músicas desse novo álbum, não é mesmo?

São nada mais nada menos que 20 faixas para "incendiar" o seu coração!

1. Nada de sonho
2. O tempo de orar, ler a Bíblia, jejuar, evangelizar e se santificar chegou!
3. Falem dois ou três profetas
4. Adoração reverente
5. Devem todos profetizar ao mesmo tempo?
6. Preparados para o Arrebatamento
7. Jesus cantou o hino
8. Em espírito e em verdade
9. A vitória na cruz mesmo
10. Não agüento mais canções de auto-ajuda
11. Salmos, hinos e cânticos espirituais
12. Os anjos louvam a Cristo
13. Chega de sonhar: acorde!
14. Chega de cantar sobre anjos!
15. Jesus ressuscitou!
16. Salvação, o maior milagre
17. Crente de verdade não pensa só em promessas

18. Eu quero avivamento, e não movimento
19. Não faço "massagem"; entrego a mensagem
20. Nada de sonho (remix)

Quer saber onde encontrar o meu álbum?

Calma... Esqueceu-se de que hoje é primeiro de abril?!

Tudo isso que eu falei foi apenas um sonho que tive... Mas já acordei!

Definitivamente, não tenho talento para cantar...

Mas, se você quiser mesmo saber um pouco mais da temática deste CD, que eu nunca gravarei, leia o meu novo livro: MAIS Erros que os Pregadores Devem Evitar. Saiba como adquiri-lo com desconto e uma dedicatória do autor acessando, neste blog, a seção Shopping (link abaixo).

http://cirozibordi.blogspot.com/2007/01/adquira-meus-livros-com-35-de-desconto.html

Neste livro há, inclusive, um capítulo no qual analiso algumas canções da atualidade.

Na defesa do evangelho de Cristo, com um pouco de bom humor e uma pitadinha de ironia,

Ciro Sanches Zibordi