quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Calvinismo, arminianismo ou a Bíblia? (3)


Na terceira parte desta série que visa a enfatizar o que a Bíblia diz sobre eleição, predestinação e livre-arbítrio, procurarei responder a três perguntas, todas à luz da Palavra do Senhor e considerando não só o contexto imediato de cada passagem empregada, mas também o contexto remoto, abrangente, haja vista as Escrituras interpretarem e confirmarem as próprias Escrituras.
Deus é justo?
Sim. Em Atos 10.34, vemos que Ele não faz acepção de pessoas. Abraão até ousou perguntar-lhe: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25). O Justo Juiz, pois, negaria a sua justiça condenando indivíduos ao inferno antes da fundação do mundo?
No Areópago, em Atenas, Paulo anunciou que o Senhor deseja que toda a humanidade se arrependa, pois haverá um juízo para todos os homens (At 17.30,31). Isso significa que todas as pessoas estão predestinadas à salvação. Mas, para receber essa bênção, o homem precisa se arrepender dos seus pecados e crer que o único Mediador é Jesus Cristo (Mc 1.15; 1 Tm 2.5). O nosso Salvador “... quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2.4).
Ninguém pode negar que Jesus morreu por todos os seres humanos. Está escrito na Bíblia que Jesus “... é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.2). E esse “todo o mundo” não é uma alusão a alguns privilegiados eleitos. Não! Deus, em seu plano, desejou salvar a “todos os termos da terra” (Is 45.22). É pelo fato de Jesus ter morrido por todos (Hb 2.9) que o Espírito Santo convence o mundo, e não alguns escolhidos (Jo 16.8-11).
Se a teoria calvinista extremada da predestinação fosse verdadeira, não haveria necessidade de pregarmos o evangelho, visto que os não-eleitos jamais seriam salvos, mesmo que ouvissem as boas novas de salvação!
Entretanto, Jesus mandou pregar e ensinar a todos, em todo o mundo (At 1.8; Mt 28.19). Em Marcos 16.16, o Senhor afirmou: “... quem não crer será condenado”. Ele não teria dito isso se de fato tivesse ocorrido uma eleição incondicional e arbitrária antes que o mundo existisse.
Deus é amoroso? Sim. A Palavra do Senhor salienta que o seu amor é infinito e ilimitado (Jo 3.16; Rm 5.7,8). Jesus quer salvar os piores pecadores! Ele os vê como ovelhas que não têm Pastor (Mt 9.36). “Desejaria eu, de qualquer maneira a morte do ímpio? Diz o Senhor Jeová; não desejo, antes, que se converta dos seus caminhos e viva?” (Ez 18.23). Como poderia ter condenado de antemão aqueles a quem Ele mesmo deseja salvar?
Em João 6.51, a mensagem de Jesus foi ainda mais clara: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”. Observe: Jesus ofereceu-se em sacrifício pela vida do mundo. E, quando alguém crê nEle, recebe a vida eterna (Jo 3.36). A Palavra de Deus diz ainda: “... se um morreu por todos, logo, todos morreram” (2 Co 5.14).
Existe livre-arbítrio? Sim. Os seguidores do calvinismo extremista — um evangelho teologicocêntrico, e não biblicocêntrico — afirmam que o livre-arbítrio ficou praticamente sem efeito depois da entrada do pecado no mundo. Contudo, as Santas Escrituras mostram que Deus, em todas as épocas, antes e depois da entrada do pecado no mundo, respeitou as decisões humanas.
Nos dias de Moisés, Josué e Elias (muito tempo depois da Queda), vemos como Deus desejava que os homens fizessem escolhas: “... te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente”; “... escolhei hoje a quem sirvais...”; “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (Dt 30.19; Js 24.15; 1 Rs 18.21).
Em Isaías 1.18, Deus convidou os pecadores a argüi-lo, a fim de que recebessem o perdão de seus mais terríveis pecados, porém deixou claro que respeitaria as suas decisões: “Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada, porque a boca do Senhor o disse” (Is 1.19,20). O salmista escolheu o caminho da verdade (Sl 119.30) e, sem duvidar, teve segurança para fazer este pedido a Deus: “Venha a tua mão socorrer-me, pois escolhi os teus preceitos” (v. 173).
Em Apocalipse 22.17, no último livro da Bíblia, a água da vida não é oferecida a alguns eleitos para a salvação. Não! Jesus a oferece a quem tem sede e quer tomá-la de graça! Aleluia! Outrossim, o Senhor se importa com aqueles que invocam o seu nome (At 2.21). Por isso, ao pregar a Palavra de Cristo na casa de Cornélio, Pedro afirmou: “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome” (At 10.43).

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Calvinismo, arminianismo ou a Bíblia? (2)



O que a Bíblia diz sobre a eleição para a salvação? Segundo a Palavra de Deus, tal escolha foi, primeiramente, coletiva. Deus elegeu em Cristo o seu povo (Ef 1.4,5; 1 Pe 2.9). Daí Jesus ter dito: “... edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Isso significa que o Corpo de Cristo foi escolhido antes da fundação do mundo.
Não houve uma eleição de uns indivíduos para a salvação e de outros para a perdição. E não venham me chamar de arminiano! Esta série de artigos é uma exposição do que está escrito nas páginas sagradas! Antes de me tacharem disso e daquilo, confiram o que a Bíblia diz à luz do contexto.
Então não existe eleição individual? Na verdade, o plano de salvação abrange todos os indivíduos que vão sendo incluídos na Igreja por meio da fé na obra de Cristo, como lemos em Atos 2.47: “... acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (ARA). A Igreja (como Corpo de Cristo) já foi eleita, porém ainda há lugar para mais pessoas, indivíduos, nesse Corpo: “... quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap 22.17).
Jesus enfatizou que a eleição individual ocorre, mas para quem aceita o seu chamamento geral para a salvação (Mt 11.28-30). Ao afirmar que “... muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”, Ele revelou que, das multidões que ouvem o evangelho, apenas uma parte o segue (Mt 22.14).
De acordo com Efésios 1.5, o Senhor “... nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”. No entanto, quando os indivíduos se tornam efetivamente filhos de Deus e parte integrante do povo eleito? A resposta está em João 1.12: “... a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome”.
A Palavra de Deus menciona também uma eleição individual para o ministério. Ela nada tem que ver com a eleição geral para a salvação. Paulo afirmou que Deus o separou desde o ventre de sua mãe e o chamou pela sua graça (Gl 1.15). O mesmo aconteceu com Davi (Sl 22.10), Jeremias (1.5), Isaías (49.1) e João Batista (Lc 1.15). Contudo, essa escolha soberana do Senhor para o santo ministério não interfere em seu desejo de salvar a todos os seres humanos (1 Tm 2.4).
Essa eleição individual também não exclui o livre-arbítrio, uma vez que os homens de Deus mencionados podiam desobedecer à chamada divina. Paulo deixou claro isso ao contar o testemunho de sua conversão ao rei Agripa: “E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava e, em língua hebraica, dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? (...) Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (At 26.14-19). E se o apóstolo tivesse desobedecido à visão?
Em Romanos 8.29,30, está escrito que Deus predestinou para a salvação aqueles que conheceu por antecipação. Mas, que o Senhor não conheceu antes da fundação do mundo? Todos nós fomos conhecidos quando ainda éramos pecadores (Rm 5.8). E, como veremos, à luz das Escrituras, Ele predestinou, em Cristo, toda a humanidade para a salvação (Rm 11.32; 6.23; 2 Pe 3.9). O Senhor não se vale de sua presciência para salvar ou condenar alguém. Ele sabia que Judas era “um diabo”; mesmo assim, chamou-o para fazer parte dos doze apóstolos (Jo 6.70).
Deus sempre soube o fim antes do começo (Is 46.10). Contudo, isso não significa que Ele tenha destinado de antemão uns à salvação e outros à perdição. A predestinação está relacionada com o plano redentor idealizado por Deus, o qual se estende a todos os seres humanos que crerem no Senhor Jesus (Jo 3.16).
Por sua presciência, Deus conhece os que o rejeitarão. Mesmo assim, não interfere, uma vez que dotou o ser humano de livre-arbítrio; Ele não viola esse princípio. Embora essa faculdade esteja grandemente prejudicada pelos efeitos deletérios do pecado, o homem tem, sim, como veremos, a capacidade de escolher entre o bem e o mal. Ele não é um ser autômato, um robô, um fantoche, mas um ser responsável por seus atos.

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Calvinismo, arminianismo ou a Bíblia? (1)


Um dos principais debates entre teólogos e crentes em geral gira em torno da soberania de Deus, da predestinação e do livre-arbítrio.
É comum ouvir expoentes defendendo o calvinismo e o arminianismo como verdades absolutas, dando a entender que a Bíblia pode ser manipulada a bel-prazer, a fim de ajustar-se a um sistema de interpretação.
Uns preferem aderir à perigosa neutralidade: "Isso é uma questão de interpretação. A Bíblia apóia tanto um quanto o outro. Essa questão não deve nos dividir".
Entretanto, alguém (ou ambos?) com certeza está errado ou enganado nessa discussão, haja vista não podermos nos apegar à falaciosa idéia de que a Palavra de Deus pode ser interpretada segundo o que pensamos.
Quer dizer, então, que uns podem se simpatizar com Calvino; e outros, com Armínio, certo? Todas as passagens da Bíblia que contrariam a um e a outro podem ser adaptadas a um ou a outro sistema de interpretação, a fim de satisfazer a todos? Que engano! A Bíblia não se amolda à lógica e ao pensamento humanos. Ela é a Palavra de Deus! E é ela que deve nos guiar (Sl 119.105).
Tenho observado que, quando alguém discorda de um ou de outro sistema, automaticamente é tachado disso ou daquilo. “Ah, você não crê no calvinismo? Então você é arminiano?”, dizem. Ou vice-versa...
Mas é bom que paremos com isso e aceitemos as verdades da Palavra de Deus como elas são.

O que ensina o calvinismo?

Este sistema de interpretação — baseado na teologia de Calvino — prega a predestinação incondicional, teoria pela qual se defende cinco pontos principais:
Eleição incondicional. Deus teria escolhido certos indivíduos para a salvação, antes da fundação do mundo. Tais eleitos, de modo soberano, são conduzidos a uma aceitação voluntária a Cristo. Quanto aos não-eleitos, já estariam condenados ao sofrimento eterno desde o útero!
Expiação restrita. A obra expiatória de Cristo teria sido realizada apenas em prol de alguns eleitos, e não por toda a humanidade.
Graça irresistível. O calvinismo afirma que o Espírito Santo chama os eleitos internamente, em seus corações, e os leva à salvação. Tal chamado não estaria limitado ao livre-arbítrio; é o Espírito quem, pela graça, conduz o eleito a crer e se arrepender.
Incapacidade total. Em decorrência do pecado, o homem teria perdido a capacidade de crer no evangelho. Ele possui a faculdade da volição, o livre-arbítrio, porém a sua vontade não é livre, na prática, haja vista estar presa à sua natureza decaída.
Impossibilidade de perda da salvação. Todos os escolhidos por Deus, pelos quais Jesus teria morrido, estariam eternamente salvos, haja o que houver. Eles, por conseguinte, perseverarão até o fim, não por sua própria vontade, mas por obra do Espírito Santo em seus corações.

E o arminianismo, o que ensina?

Este sistema — baseado nas interpretações de Armínio — afirma que, apesar de o pecado ter afetado seriamente a natureza humana, o homem não foi deixado em um estado de total impotência espiritual. Para ele, a eleição de certos indivíduos baseia-se na presciência de Deus, conhecimento prévio de que os eleitos corresponderão ao seu chamado. Acreditava que a obra de Cristo não assegurou efetivamente a salvação de ninguém.
É claro que calvinismo e arminianismo têm razão em alguns pontos que defendem — talvez um tenha mais razão do que o outro. Entretanto, se você, caro internauta, está se firmando na teologia desses homens falíveis, receio que esteja em um terreno movediço. Se você tem travado longos debates (como tenho visto em comunidades do Orkut, em blogs, etc.) para defender o pensamento deles, esqueceu-se de que “... toda carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pe 1.24,25).

(continua...)

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Carta aos maldizentes de plantão (3)


Sabem qual é o debate do momento, em uma comunidade do Orkut? Quem é maior, ou quem argumenta melhor, Ciro ou um certo telepregador parecido com o apresentador Ratinho (sem bigode)?
Caros internautas, permitam-me, antes de qualquer consideração, um sonoro há, há, há...
É isso mesmo: depois de promoverem um “relevante” debate sobre quem é maior entre este pobre articulista e o pioneiro Gunnar Vingren, os maldizentes de plantão continuam usando toda a sua “criatividade” para se insurgirem contra a infalível Palavra de Deus.
Discípulos de carteirinha de Kenneth Hagin, Benny Hinn, Kenneth Copeland e de todos os “teólogos” triunfalistas, eles são capazes até de dar a vida por esses “heróis da fé”, negociando com facilidade as inegociáveis verdades bíblicas.
Caros maldizentes de plantão, peço-lhes mais uma vez que valorizem a Palavra de Deus! Não procurem pêlo em ovo, ao tentar gerar divergências entre dois expoentes acerca de assuntos narrados com clareza nas páginas do Novo Testamento.
De onde vocês tiraram essa idéia falaciosa de que o Todo-Poderoso é um Deus de fé, e que precisou desta virtude para criar o mundo? Com quem aprenderam que Jesus foi torturado por demônios no Inferno? Será que os escritos do “papai” Hagin os impedem de raciocionar normalmente?
Vocês, com outras palavras, dizem: “O telepregador tal escreveu que Deus tem fé e que Jesus sofreu em nosso lugar no Inferno, e o Ciro diz que não. Quem está com a razão, o grande telepregador ou o pobre Ciro?” No entanto, lhes pergunto, inquiridores deste século: “E a Bíblia, não tem nenhum valor? Por que não aceitam o que está escrito nas páginas sagradas?”
Ó, nobres maldizentes, que afirmam que Deus tem fé, porventura vocês sabem pelo menos o que fé? Ou esta virtude para vocês é a fé na fé pregada pelos triunfalistas mencionados e seus discípulos brasileiros?
Vejo que vocês sequer sabem do que estão falando, pois o texto de Hebreus 11.3 alude à fé do crente: “Pela fé, entendemos”. Somos nós que, pela fé, entendemos que os mundos pela Palavra de Deus foram criados! Às vezes tenho a impressão de que vocês sequer se dão ao trabalho de ler a Bíblia...
Aos que ainda insistem em dizer que Jesus foi ao Inferno padecer em nosso lugar, sendo ali torturado por demônios — pois, segundo pensam, o sacrifício vicário na cruz foi insuficiente —, convido-os mais uma vez a lerem as Escrituras. É claro que isso não é nada fácil para vocês, pois já abraçaram o “delírio exegético” dos “papais” Hagin e Hinn, não é mesmo?
Reitero, à luz da Bíblia, que Jesus deu o brado da vitória na cruz (Jo 19.30) e venceu ali mesmo os principados e as potestades (Cl 2.14,15 ARA; Hb 2.14). Ele levou os nossos pecados sobre o madeiro, e não no Inferno (1 Pe 2.24).
Ao morrer, o Senhor foi, em espírito, às partes mais baixas da Terra — ao Hades e possivelmente ao Tártaro —, a fim de proclamar a sua vitória alcançada na cruz (Ef 4.8-10; 1 Pe 3.19, gr.). Depois, ressuscitou para a nossa justificação (Rm 4.25).
O nosso Senhor tem, portanto, as chaves da morte e do Hades, mas não as tomou de Satanás (Ap 1.18). E o que passar disso é de procedência triunfalista, para não dizer outra coisa...
Portanto, calem-se todos diante da infalível e inerrante Palavra de Deus!

Ciro Sanches Zibordi
Vejam também:

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Carta aos maldizentes de plantão (2)


Caros maldizentes de plantão:
Não vou gastar muitas palavras com vocês. Mas, que negócio feio é esse de vocês afirmarem que eu estou contra o apóstolo (e este sim foi apóstolo!) Gunnar Vingren?
Soube que alguns de vocês estão promovendo até um debate em uma comunidade do Orkut. "Quem está com a razão: este tal Ciro ou o grande fundador das Assembléias de Deus? Quem é maior, Ciro ou Vingren?" Risos...
Ora, meus "amáveis irmãos", isso só mostra o quanto vocês precisam amadurecer espiritualmente. Além disso, demonstra o quanto desconhecem a Bíblia e a História, fazendo o pioneiro em apreço mover-se no túmulo...
Eu reconheci, nos artigos publicados neste blog, que as experiências mencionadas no Diário do Pioneiro, do apóstolo Gunnar Vingren, merecem crédito. Afinal, se formos comparar o que ele menciona com as aberrações que vemos hoje não há nenhuma semelhança. Entretanto, fiz um alerta de que a Palavra de Deus é superior a qualquer ser humano.
Portanto, vocês que, de maneira fútil, ficam promovendo esses debates inúteis, do tipo "Quem é melhor, este ou aquele?", aprendam, de uma vez por todas, que ninguém, seja ele quem for, é superior à Palavra de Deus, pois "toda carne é como erva... mas a palavra do Senhor permanece para sempre" (1 Pe 1.24,25).
Em tempo, agradeço-lhes pela "audiência".

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Aos que têm dúvidas sobre o "cai-cai" (4)


Alguém já disse que mais valem imagens do que milhares de palavras.
Nesse caso, entre tantos vídeos disponíveis no site YouTube sobre o "cair no Espírito", a "unção do riso" e outras aberrações tidas como provenientes de Deus, apresento-lhes um vídeo, caros internautas, que reúne diversas manifestações pseudo-pentecostais, além de contestar a maneira como Benny Hinn e outros telenganadores "arrancam" o dinheiro dos desavisados.
Não quero sugestioná-los. É bom que primeiro assistam ao tal vídeo e tenham a própria opinião, à luz da Bíblia.
No entanto, peço-lhes que, após conferirem o vídeo, respondam às perguntas que faço abaixo.


Confiram agora o vídeo:
http://youtube.com/watch?v=AUsMxuzjLSg


Vejam também:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/as-unes-de-benny-hinn-e-kenneth-hagin.html

Diante do que foi apresentado nesse vídeo, caro internauta, responda com toda sinceridade:

1) Você ainda têm dúvida de que pelo menos 95% do que foi apresentado no vídeo é de origem demoníaca?
2) Você ainda têm dúvida de que os outros 5% restantes é pura meninice?
3) Você ainda têm dúvida de que 100% do que foi apresentado não tem aprovação do Senhor Jesus, por estar em total falta de conformidade com a Palavra de Deus? Leia 1 Coríntios 14; 1 Timóteo 4; 2 Timóteo 4; Tito 1; 2 Pedro 2; e Mateus 7.

Crendo cada vez mais na infalível Palavra de Deus,

Ciro Sanches Zibordi

Pastor assembleiano moderno ou mundano?


Alguns irmãos vêm me pedindo com insistência que eu dê um parecer sobre um artigo que um renomado pastor assembleiano publicou em seu site, pelo qual fala de seu novo visual e procura distinguir “mundano” de “moderno”.
Sinceramente, tenho apresentado neste blog o que penso à luz da Bíblia sobre doutrinas e práticas impróprias, esforçando-me ao máximo para não expor pessoas, diretamente.
Por isso, examinei o tal artigo, intitulado “Ser moderno sem ser mundano”, com muito temor a Deus e respeito, e fiz uma avaliação sem menção de nomes. Quem achar que fazer isso é errado, leia Filipenses 3.18; Tito 1.10-12; 2 Coríntios 11.
Antes de tudo, para ser honesto, e como atuo profissionalmente na área editorial, reconheço que o artigo que li no site do tal pastor é relativamente fluente e bem escrito. Parabenizo o seu autor pela clareza de sua exposição, mas...
1) Estranhei que, ao longo de sua explanação, o tal pastor pouco fala do Senhor Jesus Cristo. A bem da verdade, há apenas uma referência direta a Cristo no corpo do texto e outra anexa à sua assinatura. Apesar disso, ele faz questão de afirmar que é pentecostal! Por que eu estranhei isso? Porque o apóstolo Pedro, na primeira pregação pentecostal, pregou a Cristo (At 2.22,36). Filipe, em Samaria, pregou a Cristo (At 8.5). Paulo pregou a Cristo (1 Co 1.22,23). Um pregador verdadeiramente pentecostal prega a Jesus Cristo, e não se preocupa em falar tanto de si mesmo.
2) Estranhei que o tal pastor fez questão de justificar-se quanto a pequenos caprichos, como aparar as unhas, pintar os lábios (!), mudar a cor do cabelo... Sinceramente, ao ler essa parte do artigo, pensei: “Estou mesmo lendo uma palavra de um pastor pentecostal, ou um texto de um jogador metrossexual, como o inglês David Beckham?
3) Estranhei que o tal pastor tenha afirmado, em seu artigo: “As pessoas que têm-me assistido ultimamente, quer pela TV ou em pregações, devem ter notado que a UNÇÃO, a GLÓRIA DE DEUS e a PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO continuam sobre o Ministério que o Senhor me confiou. Os sinais, a salvação das almas continuam, se não iguais, maiores do que antes”. Por que eu estranhei? Porque o homem de Deus que, de fato, é ungido por Ele não precisa de auto-afirmação. É Deus quem dele dá testemunho (Mt 3.17). Moisés desceu do monte, e seu rosto brilhava. Todos constataram isso, mas ele mesmo não sabia! E esse brilho de fato decorria de unção divina (Êx 34.29-35), e não de uma roupa reluzente!
4) Estranhei que o tal pastor defende a idéia de que, como a vida na Terra é extremamente curta, devemos aproveitá-la ao máximo! Isso pode ser válido para uma pessoa que não teme a Deus e apega-se a bens materiais. Para nós, que servimos a Jesus Cristo, a nossa Cidade está nos Céus (Fp 3.20,21). Somos peregrinos e forasteiros neste mundo (1 Pe 2.11). Podemos, à semelhança dos passageiros do vôo 3054, da TAM, partir para a eternidade a qualquer momento, como ocorreu com o amado pastor Luiz Antônio. Daí a Palavra de Deus dizer: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).
5) Estranhei o fato de o tal pastor criticar os costumes de sua denominação, ao mesmo tempo que assume os costumes que prevalecem no mundo! Afinal, é costumeiro na Assembléia de Deus os obreiros vestirem terno e gravata. Mas também usar gel no cabelo, calça jeans surrada, camiseta de grife, lente de contato que muda a cor dos olhos é um tipo de visual costumeiramente adotado por astros do mundo, como cantores e atores metrossexuais (homens que se preocupam excessivamente com a aparência). O certo é que, embora a aparência não seja mais importante do que o “homem interior” (1 Sm 16.7; Mt 23.25-28; 2 Co 4.16), Deus se preocupa sim com a nossa aparência (1 Tm 2.9; Tt 2.10; Sl 103.1,2; 1 Ts 5.23).
6) Estranhei o fato de o tal obreiro considerar exagerada a atitude de um pastor assembleiano de certa cidade que pediu-lhe para não pregar de calça jeans. Ele considerou tal procedimento antagônico em relação ao de um pastor que o chamou para tomar um banho de mar usando um short. É óbvio que a Assembléia de Deus, como todas as denominações históricas, possui as suas tradições. E a etiqueta assembleiana pede que um pregador convidado se apresente de terno e gravata. Isso não é um mal dessa denominação. Afinal, como nos apresentamos numa entrevista ou perante um juiz? E numa audiência com o Presidente da República? Ora, o que seria incoerente? Mergulhar de terno e pregar de bermuda dentro de um templo, não é mesmo?
7) Estranhei, finalmente, o fato de o tal pastor, ao afirmar que é moderno, e não mundano, aparentemente desconhecer princípios claros da Palavra de Deus. Afinal, há coisas que não são pecados propriamente ditos, mas prejudicam a nossa comunhão com Deus. Na Palavra do Senhor há pelo menos sete grupos de coisas que, conquanto não sejam necessariamente pecaminosas, atrapalham a nossa comunhão, principalmente no caso de um obreiro:
Coisas inconvenientes (1 Co 6.12). Tudo nos é lícito, mas certas coisas não convêem, principalmente a um pastor e pregador.
Coisas que dominam (1 Co 6.12). Há procedimentos que, em princípio, não aparentam ser pecaminosos, mas nos dominam, como o cuidado excessivo com a aparência.
Coisas que não edificam (1 Co 10.23). Pode não ser pecado adotar um visual moderninho. Porém, isso edifica?
Coisas que não passam no crivo de Filipenses 4.8. Tudo o que fazemos deve ser submetido a esse crivo. Devemos perguntar se o que fazemos é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, etc.
Coisas que parecem pecado (1 Ts 5.22). Concordo que usar certos trajes não seja pecado. Contudo, a nossa comunhão com Deus e nosso testemunho diante dos homens são tão importantes quanto a nossa pregação, a ponto de a Palavra de Deus mencionar a aparência do mal. Se algo que praticamos parece pecado, o sinal amarelo acabou acender. Cuidado!
Coisas que embaraçam (Hb 12.1; 2 Tm 2.4). O obreiro do Senhor não pode se deixar embaraçar com as coisas desta vida. E não há dúvidas de que o assunto em questão envolve certas circunstãncias um tanto embaraçosas.
Coisas semelhantes às mencionadas na lista das obras da carne (Gl 5.21). Não nos esqueçamos de que, além das obras mencionadas como sendo da carne, há outras, não citadas ali expressamente, porém igualmente perigosas e pecaminosas. Não estariam o metrossexualismo ou o cuidado exagerado com a aparência associados a uma delas?

Com temor a Deus e respeito a todos,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Tudo por dinheiro (1)


Em 2 Pedro 2.3 está escrito:

"e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita".

Lembro-me da época em que os crentes que priorizavam as riquezas eram duramente criticados pelos pregadores...
Hoje, os pregadores da “nova onda” afirmam que é vontade de Deus que todos sejam prósperos na Terra. E acrescentam: “Adeus, pobreza do inferno! Você nasceu para ser rico! Não aceitamos a teologia da miséria”. Ser pobre — mesmo que as Escrituras digam o contrário (Hb 11.37,38; Tg 2.5) — é estar sob maldição. Bem-vindo ao evangelho da prosperidade!
Esse evangelho centra-se em verdades bíblicas pela metade, fora de contexto. E isso tem levado muitos crentes a pensarem que só passarão por privações ou dificuldades financeiras se um demônio — ou “encosto” — da miséria estiver por perto. Ora, enfrentar lutas nesta vida nunca foi nem será sinal de fracasso espiritual. O salvo pode ser pobre e continuar andando de cabeça erguida, haja vista o seu maior tesouro estar guardado nos Céus (1 Pe 1.3,4; 2.11; Fp 3.20,21).
De acordo com a falsa teologia da prosperidade, ser cristão implica ter uma vida abastada, longe dos problemas e enfermidades. Homens de Deus como Jó são considerados carnais, apesar de a Palavra de Deus afirmar que esse patriarca era sincero, reto, temente a Deus e desvia-se do mal (Jó 1.1-3). Mesmo depois de ele ter perdido todos os seus bens, continuou fiel ao Senhor, dando-lhe glória e mantendo as mesmas qualidades mencionadas (Jó 1.20-22; 2.3; 13.15).
Os propagadores desse “outro evangelho” comercializam “bênçãos”, mercadejando a Palavra do Senhor (2 Co 2.17, ARA). Afirmam que ser rico é uma prerrogativa do crente, associando de forma errada a pobreza à vida de pecado — dominada pelo Diabo — ou à falta de fé. Tais pregadores dão uma ênfase exagerada à contribuição financeira e priorizam a conquista de bênçãos na Terra. Brincam com coisa séria, fazendo gracejos do tipo: "Jesus só nasceu numa estrebaria porque os hotéis luxuosos de Jerusalém estavam lotados". Com isso, desviam os crentes das doutrinas fundamentais da fé cristã.

Qual é a nossa prioridade?

Segundo a teologia da prosperidade, todos os crentes devem ser ricos materialmente e recuperar, pela fé, o estado original que Adão e Eva tinham antes da Queda. No entanto, Deus não criou o homem rico; antes, colocou-o no jardim para trabalhar (Gn 2.8-15). O trabalho precede o pecado e não deve ser confundido com a maldição decorrente da Queda (Gn 3.19).
Ninguém sobrevive sem alimento. A comida para o corpo é insubstituível. Contudo, Jesus falou de uma comida ainda mais importante e prioritária: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34). E Paulo também disse: “... o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).
Ter uma vida abastada é muito bom, mas não é a nossa prioridade. Precisamos aprender com Jesus, e não com os teólogos da prosperidade. Lamentavelmente, hoje, até mesmo os telepregadores que eram tidos como ortodoxos embarcaram nessa "canoa furada" de mercadejar a Palavra de Deus. Falam como se a vida cristã se resumisse em ter saúde, bens, dinheiro, dispensa cheia... Tudo gira em torno de prosperidade financeira. No entanto, Jesus ensinou: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna...” (Jo 6.27).
"Deus não quer que eu prospere financeiramente?", alguém perguntará. É claro que Ele deseja vê-lo próspero, mas você precisa entender melhor o que é prosperidade, à luz da Bíblia. A melhor definição para o verbo “prosperar” é “florescer”. A palavra “prosperidade”, do latim prospérus, significa “feliz, ditoso, florescente”. E, nesse sentido, a Palavra de Deus afirma: “O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano. Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes” (Sl 92.12-14).
Segundo a Bíblia, florescer como uma árvore significa prosperar em todos os sentidos (Sl 1.1-3) e dar muito fruto (Jo 15.1-5). Sabemos que uma árvore não cresce apenas para cima ou para os lados; cresce também para baixo; tem raízes. Essa, por conseguinte, é a prosperidade que o Senhor quer dar aos seus filhos: um crescimento em todas as direções. É um grande engano encarar a prosperidade material como um fim em si mesmo (Mt 6.33; 12.16-21). Mas nem todos podem aceitar essa verdade da Palavra de Deus...

Com temor e tremor,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Apóstolo Paulo faz sucesso também em Portugal!

Caros internautas,

Não é que o apóstolo Paulo, em pleno século XXI, está fazendo sucesso no Brasil e também em Portugal!

Desde o lançamento de seu livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, o doutor dos gentios vem obtendo importantes resultados! Em setembro de 2006, o livro foi lançado durante a Escola Bíblica de Obreiros da Assembléia de Deus em São Paulo, Ministério do Belém.

Pr. José Wellington sendo presenteado com um livro

Durante a Campanha de Vendas, realizada pela CPAD, o livro foi o mais vendido, em todo o período da campanha (setembro a dezembro de 2006), e permaneceu no começo deste ano no Ranking dos 10 Mais Vendidos.

Recentemente, divulgamos aqui neste blog que o livro quase ganhou o Prêmio Areté de Literatura.

E agora chega-nos a notícia de que o apóstolo Paulo está fazendo sucesso também em Portugal! Glória a Jesus!

De acordo com Sílvio Tomé, gerente comercial da livraria CAPU/CPAD, em Lisboa (www.capu.pt), o livro é um campeão de vendas. São constantes os anúncios do livro na revista evangélica portuguesa Novas de Alegria. E, no último número, há um anúncio na quarta capa (melhor espaço para publicidade, em uma revista), pelo qual se pergunta, tendo ao fundo uma foto da obra: “O que Paulo diria se fizesse uma visita à sua igreja?”

Diante desse sucesso de uma obra que leva o nome de Paulo, peço mais uma vez que os "super-apóstolos", "super-missionários", "super-bispos" e "super-pregadores" de plantão, haja vista a facilidade que têm de entrar e sair com freqüência do Céu, que levem essas notícias ao irmão Paulo! Com certeza, ele vai ficar imensamente satisfeito! Só espero que os “mais excelentes apóstolos” (cf. 2 Co 11.5,13) não fiquem sabendo disso... Eles vão ficar morrendo de inveja...

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Sonhos de Deus?


Atenção, atenção, geração de “sonhadores apaixonados”, vou logo avisando que esta análise poderá deixá-los muito irritados comigo! Talvez vocês, ao lerem este artigo, reajam: “Quem ele pensa que é para dizer isso?” Vocês terão razão, se pensarem assim a meu respeito, pois de fato eu nada sou. Contudo, peço-lhes que se esqueçam um pouco de mim e atenham-se ao que a infalível Palavra de Deus (1 Pe 1.24,25) tem a dizer a respeito dos “sonhos de Deus”.
Vamos, pois, direto à análise da letra da “canção” em apreço:

“Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração; se lançaram você numa cova; e ferido perdeu a visão; não desista; não pare de crer”. Observe que a composição já começa falando diretamente com o ser humano, objetivando motivá-lo. Sabe o que é isso? Humanismo, antropocentrismo puro! É uma mensagem “motivacional”, motivadora, de auto-ajuda, cuja característica principal é mostrar que o homem pode; que ele é forte; que o seu pensamento positivo e as suas palavras convictas podem mudar todas as circunstâncias e trazer à existência o que não existe.
Quanto aos “sonhos”, a Palavra de Deus alerta que o nosso coração é enganoso (Jr 17.9). Embora o Senhor nos revele muitas coisas mediante sonhos — sonhos de verdade (Gn 37.5,9; Mt 2.12), e não “sonhos” —, devemos ser guiados pelas Santas Escrituras (Sl 119.105). Há promessa de sonhos para os crentes de hoje, em decorrência do derramamento do Espírito Santo, mas sonhos de verdade (revelações de Deus), e não “sonhos” no sentido de desejos e aspirações (Jl 2.28-29).

“Os sonhos de Deus jamais vão morrer”. O modismo relacionado com os “sonhos de Deus” lamentavelmente tem desviado boa parte do povo de Deus da verdade, que é uma só para os nossos dias: qualquer grupo que se diz povo de Deus deveria se humilhar, e orar, e buscar a face do Senhor, e se converter (2 Cr 7.14), ao invés de ficar determinando, decretando, “profetizando” (como bem entende, e não segundo o que a Bíblia diz, especialmente em 1 Coríntios 14) e “sonhando”...
Se todos os “sonhos” de Davi tivessem se concretizado, seguindo à “profecia de auto-ajuda” de Natã (2 Sm 7.3), ele não teria cumprido a vontade de Deus! E olha que o principal rei de Israel tinha um bom “sonho” — construir a Casa de Deus em Jerusalém. Felizmente, o Senhor usou o mesmo profeta que errara para desfazer a “profecia motivacional”, visto que não tinha origem divina (vv.3-17). E o que dizer dos “sonhos” de Paulo e sua comitiva, os quais foram impedidos pelo Espírito de Jesus (At 16.1-10).
Todos nós temos aspirações (“sonhos”), mas é preciso tomar muito cuidado com esse modismo de atribuir todo e qualquer desejo do coração a Deus. A Bíblia diz: “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da boca. Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos, mas o Senhor pesa os espíritos” (Pv 16.1,2).

“Não desista; não pare de lutar”. De novo a composição fala o que qualquer palestrante ou livros seculares de auto-ajuda falariam. A canção em apreço parece mesmo ter sido inspirada em livros como Nunca Desista dos seus Sonhos. Não há nenhuma menção à vontade de Deus e à sua grandeza; não se faz referência à obra salvífica realizada na cruz por Jesus Cristo, tampouco à vida de santificação e renúncia que o crente deve ter nesta vida, ante à iminente volta do Senhor (cf. Lc 9.23; Hb 12.14; 1 Jo 3.1-3).
Pensando bem, quem não gosta de ouvir elogios e palavras animadoras? Ah, como é bom ouvir uma mensagem que nos motiva a ser felizes nesta vida, que nos estimula a usar toda a “nossa força” para mudar este mundo! Mas não se anime tanto! Nada somos em nós mesmos! Temos de nos humilhar debaixo da potente mão do Senhor (1 Pe 5.6; Sl 138.6; Ef 6.10). Nada de auto-ajuda! Precisamos é da ajuda do Alto!

“Não pare de adorar”. Oh, até que enfim uma ênfase à adoração, mesmo assim sem nenhuma especificidade. Simplesmente, “Não pare de adorar”. Adorar a quem? Adorar como? Adorar com quê? Cantando “canções” de auto-ajuda? Praticando esse perigoso antropocentrismo, que faz os crentes se afastarem cada vez mais da vontade do Senhor, confiando em suas “palavras mágicas”, e em seus “sonhos”?

“Levanta teus olhos e vê; Deus está restaurando os teus sonhos; e a tua visão”. Meu Deus! Não agüento mais tantas palavras de auto-ajuda! Mas alguém poderá argumentar: “Agora, a canção falou de Deus. Por que ser tão crítico, irmão Ciro?” Oh, sim, é verdade, Deus aparece restaurando os “TEUS sonhos”, a “TUA visão”. Afinal, o que vale mesmo é o que VOCÊ sente, o que VOCÊ pensa, o que VOCÊ sonha... Você, você, você... Você é o CARA, como diria um admirável ex-jogador de futebol...
Que visão Deus estaria restaurando? A Palavra nos manda olhar para Jesus, autor e consumador de nossa fé (Hb 12.1,2). Mas, depois de tanta ênfase ao ser humano, a composição em apreço só pode estar incentivando o crente a olhar para dentro de si mesmo e contemplar as suas potencialidades, a sua capacidade de “sonhar” os supostos “sonhos de Deus”. Ah, falando em Jesus, Ele não aparece nenhuma vez nessa canção!

“Recebe a cura; recebe a unção”. Viva o humanismo! Recebe, recebe, recebe! É isso aí. Aproveite! Não é preciso mais adorar a Deus em espírito e em verdade nem se santificar! Basta confiar em suas palavras, atitudes e pensamentos positivos! Você é a “boca de Deus” na Terra! Tenha fé — mas a fé na fé, a fé na SUA fé! Isso mesmo. Pensamento positivo. Atitude positiva. Confissão Positiva!

“Unção de ousadia; unção de conquista; unção de multiplicação”. Haja unção! Interessante que, quando essa canção é entoada em certos “encontros”, pessoas caem ao chão e ocorrem outras manifestação que não passam no crivo de 1 Coríntios 14. Seriam essas unções as mesmas “novas unções” já analisadas neste blog, propagadas pelos super-pregadores da atualidade? Ora, nós temos a Unção do Santo (1 Jo 2.20), pela qual sabemos e podemos discernir tudo (1 Co 2.15), além de provar se os espíritos são de Deus (1 Jo 4.1). Não precisamos de outras unções.
Diante do exposto, não há na Palavra de Deus esse tipo de mensagem propagada pela canção (e não hino) em apreço. Afinal, a nossa Cidade está nos Céus (Fp 3.20,21). Estamos neste mundo de passagem, e o nosso coração não deve estar “sonhando” com esta vida efêmera. Cristo não virá buscar uma geração de “sonhadores apaixonados”; Ele arrebatará os “vigilantes amantes da sua vinda” (Mt 25.11-13; 2 Tm 4.7,8).

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

Minha agenda para agosto/2007


Atendendo a pedidos de alguns irmãos internautas, apresento-lhes a minha agenda para este mês:

2-Quinta-feira
Assembléia de Deus em
Itaboraí-RJ
Aniversário da igreja (74 anos)

3-5
Assembléia de Deus de Capão Raso, em
Curitiba-PR
Seminário para casais

7-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto de doutrina

9-Quinta-feira
Assembléia de Deus de Teixeira de Freitas em Niterói-RJ
Escola bíblica para obreiros

11-Sábado
Igreja Batista do
Engenho da Rainha-RJ
Congresso de jovens

12-Domingo
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto solene

14-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto de doutrina

18-Sábado
Assembléia de Deus em
Venda das Pedras-RJ
Confraternização de jovens

19-Domingo
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Culto solene

21-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Cordovil-RJ
Ceia do Senhor

23-Quinta-feira
Assembléia de Deus em
São Gonçalo-RJ
Aniversário da igreja

24-26
Assembléia de Deus da
Casa Verde-SP
Reunião de obreiros e congresso de adolescentes

28-Terça-feira
Assembléia de Deus em
Silva Jardim-RJ
Aniversário do pastor Moisés Cecílio

Agenda 2007 completa:

http://cirozibordi.blogspot.com/2007/01/minha-agenda.html