segunda-feira, 30 de julho de 2007

Adoração extravagante?


Neste artigo procurarei discorrer com equilíbrio sobre a adoção de danças e coreografias por parte das igrejas.
A chamada adoração extravagante, com danças e todo tipo de manifestação corporal, é uma novidade que parece ter chegado para ficar no meio evangélico.
Reconheço que existem grupos chamados de ministérios de dança e coreografia nas igrejas, executados por pessoas sinceras. E eu não quero aqui ser um estraga-prazeres; porém, é necessário considerarmos este assunto segundo a Bíblia e sem preconceito:
1) O termo “extravagância” significa: “esquisitice, estroinice, dissipação, libertinagem” (Dicionário Michaelis). E, nesse caso, o adjetivo “extravagante” não pode combinar com a adoração, haja vista o que dizem estes textos sagrados: 2 Crônicas 20 (todo o capítulo precisa ser lido); Eclesiastes 5.1; Efésios 5.18,19; Colossenses 3.16; Amós 5.23; Isaías 29.13; João 4.23,24; Salmos 57.5; Neemias 8 (todo o capítulo).
2) Alguns internautas acham que eu exagerei ao comparar as coreografias e danças do megashow de 07/07/07, realizado na praça da Apoteose (Rio de Janeiro), com o que acontece em ajuntamentos de astros como Madonna (para o leitor saber do que estou falando, veja o artigo O Diabo agradece a preferência!, abaixo).

Confira:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/01/o-diabo-agradece-preferncia.html

Entretanto, não quis ofender uma parte do povo de Deus, e sim alertá-la quanto à imitação das práticas mundanas. Aliás, em Neemias 8.6, está escrito: “E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém!, levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra”. Este texto mostra que a adoração deve ser reverente, e não extravagante.
3) De acordo com os eruditos — entre eles o mestre Antonio Gilberto, que lida há anos com traduções bíblicas e é o editor da edição brasileira da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD) —, a melhor tradução para Salmos 149.3 e 150.4 é mesmo “Louvem o seu nome com flauta” e “Louvai-o com o adufe e a flauta”, respectivamente. Ou seja, essas passagens não apóiam (como muitos pensam) nem incentivam a dança no culto coletivo a Deus. Ademais, ainda que alguma tradução apresente a palavra "dança", o contexto deixa claro que as passagens se referem ao povo de Israel (Sl 149.2). Leia com atenção todo o Salmo 149 e veja se é possível aplicar tudo o que ali está escrito nos dias de hoje!
4) As danças de Miriã e Davi foram patrióticas, como parte da comemoração de uma vitória, e não como parte integrante de um culto litúrgico (tanto que Davi depois ofereceu um culto a Deus sem dança). Embora Deus não tenha rejeitado aqueles gestos e manifestações pessoais, isso não é uma justificativa para se introduzir na casa de Deus ou no culto ao Senhor (independentemente do local) todo tipo de manifestações corporais do mundo, como coreografias, balé, shows de rap e bailes como parte da liturgia. Além disso, aquelas danças isoladas (de Davi e Miriã) não respaldam as chamadas night ou “baladas” gospel, etc., outro modismo perigoso.
5) Na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, não vemos apoio ao chamado “ministério da dança”. Davi e Asafe, que organizaram o ministério do louvor nos tempos do Antigo Testamento, o fizeram apenas com músicos e cantores (1 Cr 25.1-7). Se Davi — que, aliás, é o mais citado pelos defensores da chamada “dança no Espírito” — e Asafe apoiassem a “adoração corporal”, teriam estabelecido, além de cantores e músicos, dançarinos, coreógrafos...
6) Não há no Novo Testamento nenhuma passagem que apóie a introdução da dança no culto público e coletivo. Isso é uma influência do secularismo (ou mundanismo, cf. Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-17; 2 Tm 4.10; 2 Co 4.4; Tg 4.4; Mt 7.13,14; Jo 6.60-69). Antes de me criticarem e, cheios de indignação “santa”, verberarem contra mim, dizendo que estou defendendo uma opinião particular, pessoal, e não uma verdade bíblica, procurem em todas as páginas neotestamentárias alguma passagem que corrobore as danças e as coreografias no culto a Deus... É claro que o ser humano sempre busca o que o agrada, porém Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo” (Lc 9.23).
7) E mais: uma coisa é extravasar-se, saltando, pulando, movimentando-se em um momento de extrema alegria (casos de Miriã e Davi). Isso é bíblico (Sl 9.2; At 3.8). Outra coisa, bem diferente, é dançar ao som de ritmos eletrizantes ou fazer coreografias que atraiam a atenção do público para as(os) bailarinas(os), como ocorreu no citado apoteótico megashow. Isso é antibíblico, secular (mundano) e não se coaduna com o culto a Deus em espírito e em verdade.

Ciro Sanches Zibordi
Para saber mais, leia: Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria e Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer, editados pela CPAD, ambos de minha modesta autoria.

domingo, 29 de julho de 2007

Prepara mobília para mudares de país (Ez 12.3)

Bem, amigos internautas, apesar da "profetada" na cara (artigo abaixo), quero partilhar com vocês uma mensagem que preguei nesta semana, na igreja Assembléia de Deus em Cordovil, no Rio de Janeiro, acerca da iminente volta do Senhor Jesus.

Usei como tema a frase contida no versículo acima para discorrer sobre a nossa "mudança de país", isto é, a nossa partida deste mundo a fim de estarmos para sempre com o Senhor.
I) Somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11):
1) A nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20,21).
Estamos neste mundo de passagem, pois a nossa morada definitiva está nos Céus.
2) Precisamos pensar mais nas coisas de cima (Cl 3.1,2). Num trecho da revelação que o saudoso pastor Luiz Antonio (morto no recente acidente aéreo em São Paulo) recebeu, como mencionei neste blog, ele nos estimula a “orarmos um pouco mais”, “jejuarmos um pouco mais”, “quebrantaaaaaaarmo-nos um pouco mais”, tendo em vista a preparação para a eternidade com Cristo. De fato, precisamos pensar menos nas coisas efêmeras daqui e buscarmos as coisas dali, que são eternas. Afinal, o que é esta vida? Podemos partir para a eternidade a qualquer momento. Como está a sua mobília, caro irmão, preparada?
II) O que é a nossa “mobília”?
1) Não é nada material; nada desta vida; e sim as nossas obras (1 Tm 6.7; Jó 1.21; Lc 12.16-20; Mt 6.19-21; Ap 14.13). De acordo com este último texto, as nossas obras nos seguem. Se forem obras boas, feitas de acordo com a vontade de Deus, no caso do salvo, este há de receber galardão no Tribunal de Cristo, logo após o Arrebatamento da Igreja (2 Co 5.10; Ap 22.12). No caso do ímpio, as suas obras também o seguirão, e ele comparecerá para ser condenado por causa delas diante do Trono Branco (Ap 20.12,13).
2) Figuras bíblicas quanto à nossa “mobília”:
a) Coroa (Ap 3.11).
Temos uma coroa aqui, isto é, uma posição em Cristo. Estamos reinando em vida (Rm 5.17; Ap 5.8-10; 1 Co 4.8). Se mantivermos esta coroa, esta posição, aqui, haveremos de receber outra coroa, ali (2 Tm 4.7,8).
b) Roupa (Ap 3.4). Outrora estávamos nus, desprovidos da glória de Deus, mas fomos vestidos por Deus, ao recebermos a salvação (Ef 4.22-24). Temos sido, ainda nesta vida, revestidos (Rm 13.14; Cl 3.12-14; Lc 24.29). E, se formos fiéis, receberemos outra roupa, no Céu (2 Co 5.2; 1 Co 15.51,52).
c) Lâmpada acesa (Mt 25.1-13). Lâmpada apagada não entra no Céu. Isso fala de nossa vida espiritual. Somente as virgens prudentes, cujas lâmpadas estavam acesas, haja vista terem azeite suficiente para deixá-las assim, entraram para as bodas com o Esposo. Como está a sua lâmpada, caro internauta, acesa, quase se apagando ou apagada? Falta-lhe o azeite? Por que não se prostra diante do Senhor agora mesmo e lhe pede misericórdia?
III) Quais são os requisitos mínimos para mudar de país?
1) Morada garantida (Jo 14.1-3; Rm 8.18; 1 Co 2.9). Ninguém muda sem ter onde morar. Graças a Deus, a nossa morada foi preparada pelo Senhor Jesus! Não se trata de uma hospedagem, e sim uma morada definitiva.
2) Visto; isto é, o endosso do país-destino. O nosso nome está escrito no livro da vida (Ap 17.8; Lc 10.20), naquele glorioso País! Nosso nome não foi escrito a lápis nem à caneta, pois uma borracha poderia apagá-lo, ou um produto químico ocultá-lo. O meu nome e o seu, caro irmão, foram escritos com o precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.18,19).
3) Passaporte — documento recebido no país-origem (Ef 1.14; 2 Co 3.3; Rm 8.26). Quem viaja a outro país, só pode entrar nele, mesmo com o visto, se levar consigo o passaporte. Nós temos um passaporte, a garantia de que moraremos naquela gloriosa Cidade! O Espírito Santo em nós é esse selo.
4) Passagem paga (Jo 5.24). A passagem já foi paga por Jesus Cristo, e temos a certeza da vida eterna ainda nesta vida.
5) Meio de transporte seguro (1 Ts 4.16,17). De que adianta alguém ter morada, visto, passaporte e passagem garantidos, se correr o risco de não chegar ao destino? Se nosso meio de transporte fosse um avião, poderia cair; se fosse um navio, poderia afundar... Nenhum transporte desta vida é seguro, mas nós seremos arrebatados! Viajaremos no meio de transporte de Deus!
6) Língua do país-destino (Ap 19.1,3,4,6). Para mudar de país, precisamos conhecer o idioma falado no país-destino. E qual será a língua falada no Céu? Não serão línguas estranhas, pois batismo com o Espírito Santo, com a evidência de falar em outras línguas, não salva ninguém. Trata-se de um revestimento de poder para quem já é salvo (At 1.8; 2.1-4; Lc 24.29). Mas a língua falada no Céu, conforme Apocalipse 19.1-6, será “Aleluia”, “Amém”, “Glória a Deus”.
Como está, pois, a sua mobília, preparada? Ou você está pensando somente nas coisas desta vida? Na parábola das dez virgens, o Noivo levou consigo as que estavam PRE-PA-RA-DAS! Você está preparado? Pode fazer a última oração da Bíblia, registrada em Apocalipse 22.20?

Ora, vem, Senhor Jesus!

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 28 de julho de 2007

Uma "profetada" na cara!


Hoje é sábado!
Como eu já avisei aqui (e estou voltando a enfatizar), s
egundo uma famosa "apóstola", um grandioso acontecimento poderá acontecer! Não me diga que você ainda não sabe! A tal profetisa decretou "profeticamente" que "Cristo voltará em um sábado de 2007, nos primeiros sete meses do ano".
Bem, hoje é a última chance de essa profecia se cumprir... Ano? 2007. Mês? 07. E... o último sábado do mês 07.
Saberemos de uma vez por todas se quem falou merece crédito, ou se a sua predição é mais uma "profetada" na cara daqueles que lhe deram crédito... Afinal, segundo a Palavra de Deus, "Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e a tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o tal profeta, não tenhas temor dele" (Dt 18.22). É... amanhã é um grande dia!
No entanto, no caso da profecia em apreço, ainda que Jesus venha hoje, vou ousar lhe dizer de antemão que ela é falsa! Trata-se mesmo de mais uma "profetada" na cara! Aliás, se ela fosse verdadeira,
você poderia se afastar da presença do Senhor durante a semana toda e retornar na sexta-feira! Ih, se for mesmo verdadeira a profecia, é preciso começar agora mesmo a fazer uma consagração especial... O que você está esperando? Está devendo para alguém? Está de mal de alguém? Corra, pois hoje é o último sábado de julho de 2007!
Ora, é claro que todos os cristãos sinceros esperam ansiosamente a Segunda Vinda Jesus Cristo, pois Ele mesmo garantiu que “... aparecerá se­gunda vez (...) aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28). Mas não cabe a nós fazer previsões quanto ao retorno do Senhor. Todos os "profetas" que entraram por esse caminho falharam... Por quê? Porque ninguém pode levantar-se contra a Palavra de Deus e prevalecer. Ela é inerrante.

Outros já tentaram...

1) Willian Miller afirmou que Jesus voltaria em dezembro de 1843. Apesar de Ellen G. White ter afirmado depois que ele “... foi um homem especialmente escolhido por Deus para iniciar a proclamação da vinda de Cristo” (O Grande Conflito, p. 316), o prognóstico de Miller falhou. Mas ele refez os cálculos por várias vezes, prevendo que Jesus voltaria em 1844, 1847, 1850, 1852, 1854, 1855, 1863 e 1877. Todas as suas predições fracassaram.
2) Charles T. Russel, o fundador da seita Testemunhas de Jeová, no começo do século XX, garantiu que a volta de Jesus se daria em 1914.
3) Joseph Rutherford, sucessor de Russel, após a sua morte, em 1916, fez novos cálculos e adiou o advento para 1925.
4) Willian Branham, heresiarca do Tabernáculo da Fé, profetizou acerca da Segunda Vinda de Jesus. Branham pregava que seu ministério perduraria até 1977, ano do aparecimento do Senhor. No entanto, para a frustração de seus seguidores, o “Mensageiro do Apocalipse”, como era chamado, morreu em 1965!
5) Edgar Whisenant lançou, em 1988, nos EUA, o livro: Tempo Emprestado: 88 Razões Por Que o Arrebatamento se Dará em 1988.
A despeito do livro quebrar todos os recordes de venda, levando as pessoas a crerem na predição, o óbvio aconteceu: Jesus não veio. Tranqüilo, Whisenant pediu desculpas , afirmando que cometera um pequeno erro... Ele então escreveu outro livro pelo qual predisse que Jesus viria em 1989... Descobriu-se posteriormente que Whisenant era péssimo em Matemática. Ao ser perguntado sobre o número de livros que vendera, respondeu: “Entre 4,5 e 6,5 milhões”... Ora, uma pessoa acostumada a trabalhar com números “precisos” jamais consideraria insignificante uma diferença de dois milhões!
6) Bang-Ik Ha, no início da década de 1990, na Coréia do Sul, esse jovem “profeta” da Missão Taberah apresentou razões “muito convincentes” para afirmar que Jesus viria em 8 de outubro de 1992. Ele não chegara a essa conclusão apenas por meio de cálculos matemáticos: ele mesmo fora ao céu vá­rias vezes, recebendo de Deus mensa­gens específicas sobre o futuro do planeta Terra. Por meio de panfletos e do livro O Último Plano de Deus, a Missão Taberah divulgou em todo o mundo a notícia. Quando chegou a tão esperada data, porém, a história se repetiu... Sem ter desculpas para dar aos revoltados seguidores, a Missão encerrou suas atividades.
7) Harold Camping, em 1994, do ministério norte-americano Family Radio, publicou o livro 1994?, pelo qual qual afirmava que Jesus voltaria em 6 de setembro do referido ano. Camping, um engenheiro, afirmava, com base em cálculos mirabolantes, que Deus tinha uma linha do tempo, desde Gênesis até Apocalipse, sendo possível determinar “exatamente” o dia da vinda de Cristo...
8) Alguns teólogos, no mesmo período, utilizando o sistema cronológico de James Ussher, que posiciona a Criação em 4004 a.C., afirmaram que o advento seria no início do sétimo milênio, contando a partir da Criação. Associando o descanso de Deus (Gn 2.3) ao Milênio, utilizaram a ope­ração aritmética 6000-4004, concluindo que Jesus viria em 1996. Mas, com as novas des­cobertas arqueológicas, já existe um sistema cronológico mais atualizado, que posiciona a Criação em 4173 a.C. Assim, a operação seria: 6000-4173=1827. Nesse caso, Jesus teria vindo em 1827?

Afinal, quando Jesus voltará?

De acordo com a Bíblia, “... a res­peito daquele dia e hora nin­guém sabe...” (Mt 24.36). Em suas cartas aos Tessalonicenses, cujo assunto chave é o arrebatamento, Paulo disse: “... acerca dos tempos e das épocas, não ne­cessitais de que se vos escreva...” (1 Ts 5.1). O apóstolo conhecia a expressa proibição de Cristo: “Não vos pertence saber os tempos (...) que o Pai estabeleceu...” (At 1.7).
Portanto, nestes últimos dias, o importante é saber que a qualquer momento “... a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.52).
O alerta de Jesus está ecoando cada vez mais forte: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mt 25.13).
Bem, apesar da "profetada" na cara, estejamos preparados! Afinal, o Senhor Jesus Cristo pode voltar ainda hoje!

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 24 de julho de 2007

Apóstolo Paulo na revista Eclésia!

Caros internautas,

Depois de o apóstolo Paulo quase ter ganho o Prêmio Areté de Literatura, em junho, agora ele foi notícia na revista Eclésia, edição 118! Na página 78, numa seção denominada Multimídia/Literatura, assinada pelo jornalista Marcos Stefano, está escrito:

“O que aconteceria se o apóstolo Paulo ressuscitasse e fizesse uma visita às igrejas brasileiras? Ficaria contente com o que tem sido pregado nos púlpitos e concordaria com a opinião de alguns líderes mais ufanistas? Essa é a reflexão que propõe o escritor Ciro Sanches Zibordi em Evangelhos que Paulo jamais pregaria, lançado pela CPAD. Distante da idéia de fazer um romance atual com o pregador dos gentios, o que Zibordi apresenta é uma análise dos conteúdos que têm sido pregados nos últimos tempos. Do ecumênico, que afirma que mais importante é o que une ao que divide, passando pelo empirista — que valoriza mais a experiência que a Palavra — e o antropocêntrico, que apresenta Deus como um grande doador de bênçãos... E fica no ar uma pergunta: Vale a pena pregar um evangelho contextualizado que atraia multidões aos templos, mas afasta as pessoas da verdade?”

Portanto, como já fiz anteriormente, peço a um dos "super-pregadores" da atualidade, acostumados a visitar o Paraíso e conversar com anjos, profetas do Antigo Testamento, apóstolos, como Paulo e Pedro, que transmitam mais esta notícia "quentíssima" ao doutor dos gentios...
Ele ficará feliz da vida em saber que um livro que leva o seu nome foi mencionado na Eclésia (www.eclesia.com.br), uma das revistas evangélicas mais respeitadas do Brasil!

Ciro Sanches Zibordi
Veja também: http://cirozibordi.blogspot.com/2007/06/apstolo-paulo-quase-ganha-o-prmio-aret.html

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Pastor responde a um maldizente anônimo (e desocupado) de plantão

O pastor Carlos Roberto (http://pointrhema.blogspot.com) mandou-me um comentário que é uma verdadeira carta. Por eu entender que os seus esclarecimentos são muito pertinentes, tomei a liberdade de publicá-los com destaque neste weblog. Agradeço ao pastor Carlos pelas palavras de incentivo dirigidas a mim, bem como pelas admoestações a um certo anônimo desocupado...

"Pr. Ciro,
Respondendo a um comentário de Mário-cpvr no Point Rhema respondi:

Caro irmão Mário!
A Paz do Senhor!
Lamento muito o internauta "ANÔNIMO", que está usando meu Blog para de maneira covarde e inglória atacar o Pastor Ciro Zibordi.
Por uma questão pessoal, não costumo me reportar a qualquer tipo de manifestação anônima, até porque elas não são nada.
Qualquer documento sem assinatura não existe, nem de fato nem de direito.
Neste momento, me dou ao trabalho de reportar-me a essa pessoa, em respeito a você, irmão Mário, aos demais visitantes e comentaristas do meu Blog e acima de tudo ao Pastor Ciro Zibordi, por quem nutro profundo respeito, não só pela sua dedicação e zelo para com a saúde espiritual da Igreja, bem como pela preparação de obreiros leigos e sem maiores conhecimentos que tem no seu Blog uma ferramenta de trabalho.
Pela misericórdia de Deus, sou nascido em um lar Assembleiano, e já faz mais de 21 anos que vivo integralmente empenhado no Reino de Deus. Atuo como Vice-Presidente na Igreja onde congrego, como Vice-Presidente do Conselho de Pastores de Cubatão e como Vice-Presidente Executivo da COMADESPE, nossa convenção aqui em São Paulo.
Ainda que reconheço não ser um acadêmico, sou um obreiro formado no fogo da batalha, e mesmo assim tenho sido ricamente abençoado pelas mensagens e estudos bíblicos postados pelo Pastor Ciro Zibordi em seu Blog. Tenho indicado para vários amigos pastores, pois entendo que o Pastor Ciro tem tratado dos assuntos biblicamente, sem mágoas ou rancores.
O ensino apologético é para quem tem coragem; com amor aponta o caminho bíblico e não se intimida com as afrotas.
Ainda que de maneira inocente tenho deixado liberado os comentários em meu blog, entendo melhor agora porque outros restringem para publicação, apenas os que são liberados pelo proprietário.
Repudio conscientemente todo e qualquer comentário maldoso e danoso ao Pastor Ciro Zibordi, até porque ele tem se exposto responsavelmente, assinando todos os seus posts, com os quais eu concordo plenamente em gênero, número e grau.
Ciro Zibordi não precisa e jamais precisará disso, porém, se fosse preciso, saibam que eu sou apenas um daqueles que assinariam com ele o que está em seu blog.
O internauta que se aproveitou da abertura no meu blog para fazer tais comentários, com certeza é o mesmo ou faz parte do grupo que também me criticou quando não concordou com minha postagem sobre seu grupo preferido.
Desculpem a ousadia, mas a resposta exige que eu diga o que penso. Como já dizia o ex-presidente da república Fernando Collor de Melo, "a verdade tem que ser dita, doela a quem doela", desculpem a séria brincadeirinha. Rrsrsrs.
Quem faz comentários maldosos sem base bíblica e os não assina, em primeiro lugar não sabe o que diz, e em segundo, se acovarda na omissão de um anonimato irresponsável, que por si só já interpreta a falta de personalidade.
Para finalizar, a palavra mais adequada para tais pessoas é essa: LAMENTÁVEL!
O blog do Pastor Ciro, o Manhã com a Bíblia, do Pastor Geremias do Couto e o Point Rhema, que não está nem aos pés dos demais citados, e outros tantos sérios que coloco nos meus favoritos, são fóruns responsáveis de debate, conhecimento bíblico e crescimento espiritual, onde está permitido até a discordância, desde que a controvérsia tenha base bíblica.
Tietagem, fã clube e idolatria talvez tenham o seu lugar, mas com certeza não é aqui.
Não considero este blog melhor do que qualquer outro, mas minha proposta não se afina com esse tipo.
Articulistas também cortam na carne quando precisam criticar suas preferêcias pessoais, mas a Palavra de Deus está acima de tudo e de todos.
Registro meus cumprimentos e os Parabéns ao Pr.Ciro Zibordii e seu blog.
Soli Deo Glória"

Pastor Carlos Roberto

domingo, 15 de julho de 2007

Ho, ho, ho! Alguém quer uma bênção?



Ho, ho, ho! Nesses últimos dias, em que muitos cultos transformaram-se em reuniões para agradar, elogiar e “abençoar” o ser humano, além de melhorar a sua auto-estima, as mensagens cristocêntricas tendem a perder o sentido.
Tornam-se cada vez mais raros os mensageiros da cruz de Cristo. Para muitos crentes, Deus é uma espécie de “Papai Noel”, que entra nos templos com um grande saco de presentes nas costas e começa a distribuí-los aos que têm fé.
O
s anjos podem ser comparados aos elfos — pequenos auxiliares do “bom velhinho”, que o ajudam a distribuir “brinquedos” para os “meninos”.
Provações e tribulações? Nem pensar! Nesse evangelho humanista e triunfalista que prevalece em nossos dias não há espaço para o sofrimento. O crente, como homem de fé, deve decretar, determinar, “profetizar”, exigir a saúde física e as bênçãos materiais! É como se qualquer declaração de fé fosse uma profecia. “Somos a boca de Deus na terra” — dizem os seguidores do Papai Noel. As palavras humanas são “mágicas” e têm um poder sobrenatural para abençoar e amaldiçoar. Enfim, o homem é produto de suas próprias palavras.
A fé é centrada no homem e suas necessidades, e não em Cristo. Tudo gira em torno da fé para receber, receber e receber... Fica a impressão de que ser um seguidor de Cristo implica apenas usufruir a graça, sem precisar fazer nada em gratidão pela tão grande salvação. O “culto” é apenas um encontro para recebimento de bênçãos, como se Deus fosse o “bom velhinho” do Pólo Norte...

PARA QUEM É O CULTO?

Um crente que não fora ao culto de domingo, em uma certa igreja, perguntou a um amigo, na segunda-feira:
— Como foi o culto ontem? Foi bom?
— Não sei. Pergunte a Jesus — respondeu o amigo.
— Como assim? — retrucou o primeiro, estranhando a inesperada e aparentemente ríspida resposta.
— Não me leve a mal. Você vai ao templo cultuar a Deus ou receber bênçãos? — perguntou o irmão que estivera no culto de domingo. — É claro que o Senhor nos abençoa, quando estamos na presença dEle. Porém, o culto é uma reunião para os crentes receberem bênçãos, ou, antes de tudo, um momento para adorarmos a Deus na beleza de sua santidade?

OS PREGADORES DO DEUS PAPAI NOEL

Um influente líder da juventude afirmou: “Se você quer pregar sem se contextualizar, esqueça! Estamos cansados de tanta cerimônia, de tanta opressão, de tanta mesmice. As pessoas não vão aos cultos para serem repreendidas, mas para buscar soluções para problemas, conflitos, receber alívio para seus sofrimentos; enfim, para satisfazer as suas necessidades”.
Mas, à luz das Escrituras, o compromisso do pregador é com o Senhor. Quando o Senhor mandou Ezequiel profetizar, avisou-o de que o auditório não o ouviria, pois era “casa rebelde” (Ez 2.1-4). O homem de Deus deve pregar, quer ouçam, quer deixem de ouvir, porque o seu compromisso é com Deus (v. 5). Jesus não elogiou ou agradou Nicodemos, mas lhe disse, com franqueza, que era necessário nascer de novo (Jo 3.1-5).
As mensagens dos pregadores desse deus Papai Noel são voltadas exclusivamente para o ser humano e suas necessidades. Eles não pregam a Jesus Cristo. Suas mensagens possuem temas sofisticados, como “Grávidos de um avivamento”. Ouvi, recentemente, uma pregação com esse tema, em que o pregador divagou sobre todas as fases de uma gestação — desejos, enjôos, etc. —, aplicando tudo a um avivamento vindouro. Antes, porém, o “avivalista” discorreu sobre como o crente pode ficar “grávido”...
E você, caro leitor, acredita em Papai Noel? Ou adora a Deus, independentemente das circunstâncias?

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 14 de julho de 2007

Carta aos que pensam que estou contra ALGUÉM

Meus amados irmãos que pensam que eu estou contra a cantora tal, o grupo tal, a igreja tal, saúdo-lhes com a gloriosa paz do Senhor! Amém?
Sei que nem todos podem dizer "amém", pois, se pudessem, se é que já não estão fazendo isso, "profetizariam" a minha morte ou coisa parecida... Mas eu perdôo vocês, tá bom?
Nesses últimos dois dias, este blog está sendo muito visitado... E vou logo avisando que não tenho tempo para responder a todos vocês. Por isso, talvez eu não publique alguns comentários enquanto não puder respondê-los.
Quero que saibam que eu tenho família, trabalho em uma editora muito abençoada e também, por graça de Deus, sou pregador do evangelho, escritor e articulista. Congrego na Assembléia de Deus, em Cordovil, no Rio de Janeiro. Há seis meses, criei este blog para partilhar artigos com os amigos e os meus poucos leitores (alguns milhares; nada comparável aos milhões que seguem a grupos e cantores super-populares), mas vejo que a Internet tem um poder de divulgação surpreendente, a ponto de, em pouco tempo, fazer este weblog ficar "famoso" (risos).
Diante do exposto, gostaria de fazer alguns esclarecimentos e mostrar-lhes que não sou essa pessoa antipática, perseguidora dos "pobres e indefesos", como alguns fãs de determinados cantores e grupos estão sugerindo. Peço a todos que têm pensado isso que leiam atenciosamente as respostas que tenho podido dar, abaixo dos artigos aqui publicados. Mas, aproveito a oportunidade para, de maneira geral, fazer alguns pedidos aos amados irmãos:
1) Não analisem este blog de maneira preconceituosa, lendo frases fora de contexto. Aqui não tenho falado especificamente de A, B ou C. Estou alertando quanto a práticas e mensagens erradas, condenadas pela Bíblia. Se não gostarem do meu estilo, confiram as referências bíblicas. Afinal, ninguém está acima da Palavra de Deus (Gl 1.8; 1 Pe 1.24,25; Sl 138.2).
2) Entendam que costumo omitir nomes justamente porque não quero expor ninguém. No caso dos vídeos, é inevitável, pois eles são didáticos. É melhor do que eu falar sem mostrar nada, e alguém me acusar de calúnia; se bem que, em alguns casos, nada tenho para mostrar, a não ser uma análise bíblica sem citação de nomes.
3) Compreendam que não acuso pessoas, mas também, como homem de Deus, não posso ser omisso. João Batista podia ter ficado quieto; Estêvão também, Paulo, Jesus... Há tantos e tantos exemplos...
Lya Luft escreveu, na Veja desta semana:

"Por todas as vezes em que desviamos o olhar lúcido ou recolhemos o dedo denunciador, pagaremos um alto preço durante um tempo incalculavelmente longo. E não haverá erratas".

4) Entendam que a Palavra de Deus nos manda provar (julgar) se os espíritos são de Deus (1 Jo 4.1) e examinar TUDO (1 Ts 5.21). Não podemos atentar só para a aparência, e sim para os frutos (Mt 7.15-20). E os frutos podem ser bons; ruins; bons e ruins; mais ruins do que bons; péssimos; ótimos... Ninguém é perfeito em absoluto, a não ser Deus. Daí a necessidade de julgarmos, não no sentido de caluniar (Mt 7.1,2), mas para exercer discernimento (Mt 7.15-23; 1 Tm 4.1; 2 Tm 4.1-4; 1 Co 14.29; Hb 13.9).
O próprio Senhor Jesus disse, em João 7.24:

"Não julgueis segundo a aparência, mas JULGAI segundo a reta justiça".
5) Não pensem que estou querendo destruir alguém! Quem sou eu para destruir grupos ou cantores tão poderosos? É mais fácil os que se considerarem ofendidos fazerem isso, se Deus permitir, é claro. (João Batista era um homem de Deus, e o Senhor permitiu que Herodes lhe tirasse a vida.) O problema é que os fãs de tais grupos não querem aceitar que o ser humano, por mais carismático que seja, erra! E precisa se convencer disso, a fim de que o Senhor o ajude... Mas novamente pergunto: Como um pobre desconhecido, como eu, quereria (e conseguiria) destruir megagrupos, seguidos por milhões de fãs, em todo o Brasil, e no exterior?
6) Amados irmãos, não confudam as coisas! Nada tenho contra ninguém. Mas quem ama diz a verdade. E o que tenho exposto aqui, de maneira imparcial, sem ter mágoa contra ninguém, mas é o que está escrito na Palavra de Deus. Ou não devemos mais ter compromisso com a Bíblia? Quer dizer que todos podem fazer o que bem entendem? Por que Paulo escreveu aos coríntios e aos gálatas para falar-lhes de "outro evangelho"? Por que Jesus mandou João escrever às igrejas da Ásia?
7) Compreendam que eu NUNCA vou escrever para agradar pessoas. Nunca! Escrevo, sim, para agradar a Deus, ainda que todos fiquem contra mim. Estêvão pregou, os ouvintes taparam os ouvidos e o apredejaram, porém Jesus FICOU EM PÉ, em sinal de aprovação!

Amém?!

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Hoje, sexta-feira 13, este blog completa 6 meses!


Hoje, nesta
sexta-feira 13,
este blog
completa seis
meses!

A equipe,
formada
por Ciro,
Sanches
& Zibordi,
agradece a
todos pela
valiosa
participação!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

A Igreja Católica é a única Igreja de Cristo?



No início desta semana, o Vaticano divulgou um documento pra lá de prepotente, pelo qual afirma que a Igreja Católica Romana é a única a reunir todos os requisitos da comunidade fundada originalmente por Jesus e seus apóstolos.
O texto, que retoma um polêmico documento do ano 2000 — denominado Dominus Iesus, cujo autor é o próprio Joseph Ratzinger, atual papa —, é obra da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga casa de Ratzinger, no Vaticano. Trata-se do órgão responsável pela pureza teológica do catolicismo.
A bem da verdade, Bento XVI sempre se posicionou contra o relativismo. Mas a divulgação desse documento revela uma estratégia para transformar o romanismo num referencial religioso e moral único, além de guardião da herança cristã. O papa defende a idéia de que não se pode igualar todas as religiões cristãs, colocando-as num mesmo “saco”. Além disso, reafirma, modéstia à parte, que o catolicismo é o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação espiritual com a ajuda da fé em Jesus Cristo!
Segundo o padre Augustine di Noia, subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé, o tal documento, apesar de tudo, não altera o compromisso com o diálogo ecumênico, mas visa a afirmar a identidade católica.

Tenho alguns questionamentos a fazer:

1) É mesmo a igreja da maioria a única a reunir todos os requisitos da comunidade fundada por Cristo e seus apóstolos? Para início de conversa, quem conhece um pouquinho da História sabe que o cristianismo não teve início com o romanismo. Antes, o pseudo-cristianismo romanista surgiu em 312, quando o imperador Constantino, após derrotar Magêncio, fez uma aliança entre Estado e Igreja. Desde então, começou a emergir essa igreja cheia de desvios em relação à Palavra de Deus. Haja vista a mariolatria, a “infalibilidade” papal, a veneração de “santos”, etc.
2) Será que eu entendi bem? O papa pretende manter a pureza teológica do catolicismo, que se arvora como o guardião da herança cristã? Meu Deus! Que pureza teológica é essa? Ah, sim, a “pureza” da teologia romanista, pois, como se sabe, a igreja da maioria vem, através dos séculos, “dando de ombros” para a teologia biblicocêntrica, não preservando a verdadeiramente pura e sã doutrina (cf. Tt 2.1; 2 Tm 3.16,17; Is 8.20; 1 Co 4.6).
3) Agora, essa é demais! O catolicismo romano é o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação com a ajuda da fé em Jesus Cristo? Segundo o documento, Jesus seria um mero coadjuvante na obra salvífica, haja vista a mediação ser realizada de fato pelo romanismo! Isso é o que podemos chamar de “santa” prepotência! Por que o papa e seus cardeais não se curvam ante a verdade irrefutável de 1 Timóteo 2.5? Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens! Não é necessária a co-mediação do romanismo, que na verdade é uma “comédia em ação”, com todo o respeito...
4) E a última: Apesar do “coerente” e “imparcial” documento em apreço, a igreja da maioria pretende manter inalterado o seu ideal ecumênico? Ora, é óbvio que o romanismo continuará se aproximando das outras religiões, principalmente das consideradas “seitas evangélicas”, a fim de conquistar pela “simpatia” o maior número de fiéis.

Sinceramente, a julgar pela situação de muitas igrejas ditas evangélicas, me pergunto: O que seria pior, pertencer à igreja da maioria e adorar Maria, ou pertencer a certas igrejas “evangélicas” que estimulam os crentes a se autovalorizarem ao extremo, seguindo a um evangelho humanista, antropocêntrico, triunfalista, experiencialista, e não ao evangelho de Cristo?
Sei que “duro é esse discurso”, mas não podemos chegar a outra conclusão à luz do que diz a Palavra de Deus em 1 Coríntios 15.1,2:
“Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão”.

Glória seja dada a Jesus Cristo, o único Mediador entre Deus e os homens!

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Compor para Satanás?


Numa recente entrevista, certa vocalista (amada e, em alguns casos, idolatrada por boa parte da juventude evangélica) falou sobre um megashow (realizado em 07/07/07, na praça da Apoteose, no Rio de Janeiro) e fez uma declaração, referindo-se à canção "Mais que Vencedor" do novo CD, pela qual demonstra o quanto está enganada sobre algumas de suas motivações:

“... em uma madrugada em que eu estava irritada com tantas afrontas de satanás... Eu compuz (sic), pela primeira vez, uma música para ele. Eu fiz questão de falar, zombar e declarar que se ele pensa que eu vou parar, é melhor ele desistir. Maior é o que está em mim”.

Na letra da canção "Mais que Vencedor", são dirigidas palavras diretamente a Satanás:

“Você pensa que vai me fazer tropeçar?", "Você pensa que vai me fazer cair?", "Você não se cansa de me tentar”.

Que edificação uma letra com ofensas ao Diabo pode trazer ao povo de Deus? Se bem que a letra em apreço não é tão ofensiva assim, a menos que os gestos, a “dança profética” e a coreografia o sejam. Mesmo assim, pergunto: É correto compor e cantar um “hino” cuja letra desafia o Adversário? Não devemos apenas exaltar o nome do Senhor, além de cantar as suas misericórdias e os seus juízos?
Essas perguntas serão respondidas agora à luz da Bíblia:
1) A Palavra de Deus diz que temos armas apropriadas para vencer o Diabo (2 Co 10.4,5; Ef 6.10-18), mas não devemos dar lugar a ele (Ef 4.27). É mesmo necessário desafiá-lo ou chamá-lo para a briga? Isso não é uma forma de darmos lugar a ele?
2) Nossa postura, à luz da Palavra de Deus, não é de provocação ao Inimigo, e sim de resistência (1 Pe 5.8,9). Davi não provocou o gigante Golias! Ele apenas reagiu às suas afrontas, na força do Senhor (1 Sm 17.36,45). Devemos marchar, avançar, pregando, orando, fazendo a nossa parte como soldados de Cristo. Quando o mal se levantar, Deus nos dará a vitória, pois as portas do Inferno não prevalecerão contra nós (Mt 16.18).
3) Não precisamos exigir nada do Diabo nem desafiá-lo. A orientação bíblica acerca dele é a seguinte: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós...” (Tg 4.7,8). Não é melhor nos sujeitarmos a Deus, em vez de dirigirmos ofensas ao príncipe das trevas?
4) Nem o arcanjo Miguel ousou pronunciar palavras contra Satanás, mas disse apenas: “O Senhor te repreenda” (Jd v. 9). Miguel podia ter dito: "Escuta aqui, seu capeta, você é isso e aquilo", mas não o fez. Por que muitos hoje verberam contra Satanás? Este deve zombar de quem faz isso, pois, ao agirem assim, deixam de glorificar o Senhor Jesus.
5) Satanás está caído, mas um dia foi ungido por Deus (cf. Ez 28). Isso significa que quem trata diretamente como ele é o próprio Deus. No futuro, sabemos, o Senhor o esmagará debaixo de nossos pés (Ap 20.1-3,10; Rm 16.20), pois o Inimigo já está julgado (Jo 16.8-11). Mas lembre-se de que Davi não se levantou contra Saul para matá-lo, mesmo sabendo que o então rei de Israel estava desviado. Por quê? Porque Saul havia sido ungido pelo Senhor.
6) Os compositores da atualidade têm se preocupado muito em provocar o Inimigo, em dizer palavras de afronta diretamente a ele. Apesar disso, o Senhor continua a procurar os verdadeiros adoradores, cujo desejo é adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).
7) Letras como a da canção em apreço, desprovida de fundamento bíblico, só servem para confundir as pessoas. Não promovem o evangelho cristocêntrico, haja vista não darem à Pessoa de Cristo a merecida ênfase, ao mesmo tempo que mencionam o Diabo o tempo todo. Eu sei que a intenção da compositora foi boa, porém dirigir-se ao Inimigo no cântico de louvor é um grande desvio da Palavra de Deus.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 10 de julho de 2007

Deus de perto, e não de longe?


Neste artigo, analiso a composição “Deus de promesas”. Prepare-se para se surpreender...

“Sei que os teus olhos sempre atentos permanecem em mim”.
Gostei da maneira como a letra começa, dirigindo-se a Deus: “teus olhos”. Isso é raro hoje em dia. A maioria das composições “evangélicas” são voltadas para o ser humano: “Você é isso e aquilo”, “Profetize a sua vitória”, “Hoje o meu milagre...”, etc. É inteiramente bíblica a afirmação de que os olhos do Senhor estão sempre atentos sobre nós (Pv 15.3; 2 Cr 7.14,15).

“E os teus ouvidos estão sensíveis para ouvir meu clamor”.
Isso também está de acordo com as Escrituras (2 Cr 7.14,15; Jr 33.3; 29.13; Mt 7.7,8).

“Posso até chorar. Mas a alegria vem de manhã”.
De fato, “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).

“És Deus de perto e não de longe”.
Esta frase da composição em análise é a mais debatida pelos críticos. Se a analisarmos isoladamente, ela entra em choque com Jeremias 23.23. No entanto, é preciso ser coerente e interpretá-la à luz do contexto da composição. Este afirma que Deus está perto, no sentido de ouvir, atender aqueles que o buscam. Nesse caso, há sim base na Bíblia para essa afirmação, haja vista a própria Palavra de Deus dizer: “Perto está o Senhor de todos os que o invocam” (Sl 145.18). Leia também Isaías 55.6 e Salmos 119.151.

“Nunca mudastes, tu és fiel”.
Aqui há um erro (um errinho) gramatical, para ser justo. O correto é “mudaste”, e não “mudastes”. Quanto ao enunciado, é bíblico, pois o Senhor nunca mudou mesmo (Ml 3.6; Hb 13.8). Mas a sua imutabilidade é em relação ao seu caráter santo e justo, uma vez que Ele pode mudar no sentido de não cumprir algo em favor de alguém que dEle se afasta (2 Cr 15.2; Tg 4.8). Deus é sempre o mesmo em seu caráter; nunca muda quanto à sua fidelidade (2 Tm 2.13).

“Deus de aliança, Deus de promessas”.
Que Ele é um Deus que faz alianças e promessas não há dúvidas. Que tal ler o livro de Gênesis? Veja os capítulos 9 e 12, por exemplo. E a aliança que Ele fez com Israel? E a promessa do derramamento do Espírito? E a Segunda Vinda de Cristo?

“Deus que não é homem pra mentir”.
Ao longo das páginas sagradas vemos um Deus Fiel, incapaz de mentir. Em Número 23.19 está escrito: “Deus não é homem para que minta”. Jesus disse que é a Verdade (Jo 14.6), e o crente deve estar firmado nEle. Como cada uma das Pessoas da Trindade formam um único Deus, todas as três são mencionadas como sendo “o Deus verdadeiro” ou “a Verdade” (Jo 17.3; 1 Jo 5.20; Jo 14.17).

“Tudo pode passar, tudo pode mudar, mas tua palavra vai se cumprir”.
A Palavra do Senhor nunca volta vazia (Is 55.10,11). Daí o Senhor ter dito que vela por ela, a fim de cumpri-la (Jr 1.12). Hoje, muitos se firmam em “pensamentos”, “opiniões”, “sonhos”, mas não valorizam a Palavra de Deus! Jesus foi bem claro quanto a isso: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35). Note: “palavras” (cf. também 1 Pe 1.24,25).

“Posso enfrentar o que for”.
De fato, se estivermos em Cristo, podemos todas as coisas naquEle que nos fortalece (Fp 4.13; Ef 6.10).

“Eu sei quem luta por mim”.
Veja que coisa maravilhosa quando um compositor de fato segue a Bíblia! Ainda que eu quisesse, não poderia reprovar a letra em apreço, haja vista enfatizar que o Senhor é o nosso Ajudador (Hb 13.5,6); Ele luta por nós e ao nosso lado, pois somos soldados dEle (2 Tm 4.3,4). Como disse Paulo, “eu sei em quem tem crido” (2 Tm 1.12).

“Seus planos não podem ser frustados”.
Compositores que seguem aos modismos da atualidade diriam: “Seus sonhos não podem ser frustrados”, mas a letra diz “Seus planos...” Está de acordo com Provérbios 16.1,2.

“Minha esperança está nas mãos do grande Eu sou”.
Confiamos mesmo no grande Deus “Eu Sou” (Êx 3.14; Jo 8.58), pois as suas mãos estão estendidas sobre os que o buscam com sinceridade (Is 14.27; 59.1,2; At 4.28-31).

“Meus olhos vão ver o impossível acontecer”.
Diante de todo o contexto da composição em análise, a sua última frase reveste-se de importante significação, sendo coerente e biblicamente fundamentada. Quando de fato estamos na presença do Senhor, sendo-lhe obediente, contemplamos, pela fé, coisas grandes e impossíveis (Hb 11.1; Jr 33.3; Jo 1.50,51).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 7 de julho de 2007

O Diabo agradece a preferência!


Não farei um longo comentário dessa vez...
Afinal, o vídeo que lhes apresento é eloqüente o bastante para convencê-los do quanto a igreja evangélica brasileira (ou boa parte dela) tem se desviado da simplicidade que há em Cristo, seguindo a "outro Jesus", a "outro espírito" e a "outro evangelho" (2 Co 11.3,4; 1 Tm 4.1; 1 Jo 4.1).
Confiram agora mais uma aberração "evangélica", que mais parece um show da Madonna do que um culto a Deus. Onde vamos parar? E o pior: embora queiram demonstrar que derrotaram e envergonharam Satanás, ele foi o protagonista da festa.

Acessem:
http://www.youtube.com/watch?v=QiOuxB2jxMY

O "culto" em apreço, sem dúvida nenhuma, é contrário à Palavra de Deus. Por quê?
1) Jesus, ao ser tentado pelo Inimigo, valeu-se apenas da Palavra de Deus, sem ofendê-lo ou chamá-lo para a briga. Tão-somente disse "Está escrito" e citou a Palavra (Mt 4.1-11). Mas muitos hoje parecem se achar superiores ao Senhor...
2) O arcanjo Miguel, que talvez seja mais poderoso do que o próprio Satanás, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele (Jd v.9). Quem somos nós para fazer isso?
3) Quem gosta de afirmar que amarra o Diabo e domina-o, esmagando-o hoje, precisa considerar o que Paulo disse, inspirado pelo Espírito Santo: "não ignoramos os seus ardis" (2 Co 2.11). Além disso, o mesmo apóstolo asseverou, em 1 Tessalonicenses 2.18: "Pelo que bem quisemos, uma e outra vez, ir ter convosco, pelo menos eu, Paulo, mas Satanás no-lo impediu".
4) A postura do crente é de resistência, e não de ofensa ao príncipe das trevas (1 Pe 5.8,9). E essa resistência ocorre quando nos sujeitamos a Deus (Tg 4.7), e não quando dirigimos xingamentos ao Adversário.
5) O Diabo só será esmagado debaixo de nossos pés no futuro (Rm 16.20; Ap 20.10). Por isso, ele ri dessas encenações, pelas quais, na verdade, ele se torna ainda mais popular neste mundo do qual continuará sendo príncipe até ao fim da Grande Tribulação (1 Jo 5.19; 2 Co 4.4; Jo 16.11; Ap 20.1-3).
6) Deus rejeita esses shows, ainda que sejam realizados por pessoas aparentemente bem intencionadas (Am 5.23; Jo 4.23,24; Is 29.13; 1 Jo 2.15-17; Rm 12.1,2). A cada dia, nossas igrejas (ou muitas delas) se secularizam. Nunca elas estiveram tão mundanas! E o mundo jamais esteve tão religioso. Não se sabe mais onde começa um e termina o outro...
7) Muitos pensam que Deus aprova esses megashows em razão da grande quantidade de pessoas que deles participam. Que engano! Haja vista Mateus 7.21-23; 24.12; 2 Coríntios 2.17. Entremos, pois, pela "porta estreita" (Mt 7.13,14), pois são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6; Mt 25.1-13).


Ciro Sanches Zibordi
Para ler uma análise bíblica pormenorizada sobre este assunto, clique aqui: http://cirozibordi.blogspot.com/2007/07/eu-compus-para-satans-diz-cantora.html

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Unção do leão?

Neste artigo, apresento um relato de uma certa cantora (que tem um grande poder de influência sobre a juventude) sobre a sua preparação para um culto (culto?), e o que aconteceu nele, supostamente sob a influência do Espírito.

Vou omitir o nome dela por respeito, pois o objetivo desta série de artigos sobre o culto, em particular, não é expor pessoas (se bem que, em alguns casos, é necessário e inevitável), e sim combater a heresias e modismos injustificáveis de nosso tempo.

É importante ler este texto e refletir à luz de 1 Coríntios 14. Até que ponto os impulsos que sentimos podem ser atribuídos ao Espírito de Deus? Ele nos dirige sobre a roupa, a bota, o cabelo, o cinto a serem usados? E quanto à nova "unção" que a cantora menciona, que a levou a andar como um quadrúpede, pode ser atribuída aos impulsos do Espírito?

Eis o relato da cantora e líder de louvor, em vermelho:

Saímos para a ministração às 16h. Me vesti de acordo com o que o Espírito colocou em meu coração. Um vestido de veludo azul que comprei há mais de 10 anos no Seminário em Dallas. Um cinto preto largo com "cara" de autoridade. Botas pretas, assim como na última viagem em Florianópolis, com essa mesma mensagem de força, poder, autoridade, e conforto necessário para pular e pisar com força, profeticamente, na cabeça do diabo. Meu cabelo, cacheado, restaurado como no princípio. Meus brincos comprados em Israel, e o anel com a pedra ametista que ganhei quando eu nasci. Olhei para mim mesma no espelho e vi uma guerreira.

Tivemos um tempo de oração precioso no camarim atrás do palco. Foi interessante o peso espiritual que queria vir sobre nós. Todos se levantaram e resistiram. E foi contagiante a alegria que nos encheu. Senti como se em meu corpo minhas forças estivessem sendo sugadas, sem forças para respirar fundo, muito menos cantar. Mas no meu coração havia confiança de que tudo iria se romper (...)

Houve um momento em que fez um "clique". Uma mudança na atmosfera. Depois da música "Manancial" comecei a receber palavras proféticas em meu coração para liberar sobre as cidades de Goiás ali representadas. Foi muito forte. A música acompanhou (...)
O poder de Deus era palpável, e as palavras proféticas continuaram. Um cântico espontâneo sobre o Cordeiro e o Leão marcou para sempre a minha vida. E a unção de autoridade foi ministrada sobre nós (...) De um estado de fraqueza, passamos à força. De intimidação à ousadia. Ao mesmo tempo em que nos levou a um refrigério e descanso que como ovelhas do Sumo Pastor podemos experimentar.

De repente, começamos a celebrar, mas foi diferente. Eu saltava e parecia que estava em um trampolim, uma cama elástica. Se antes pulava para romper, agora eu me sentia voando, pulando muito alto, minhas pernas esticadas iam alto, ao menos essa era a sensação, mas depois outras pessoas confirmaram. O vento nos meus cabelos e a sensação era de pulos muito altos. Eu sabia que algo diferente estava acontecendo. Quando pulei uma última vez, senti que era para me assentar. Não sabia se teria forças para me levantar outra vez. Foi quando senti o impulso, me agachei e comecei a andar como o Leão.

Pensamentos vieram à minha mente. Eu disse ao Senhor: "É... agora a minha reputação acabou. Agora vou ver quem vai ficar comigo". Mas prossegui, consciente do que estava acontecendo, e senti a direção até mesmo de onde eu deveria ir.

Quando parei, não sabia como ou que fazer ao me levantar. Ainda no chão, me ergui de meio corpo e gritei: "Um brado de vitória ao Senhor", (sem saber se alguém responderia), e o som foi poderoso. A música terminou grandiosamente. Era o Leão da Tribo de Judá.

Fonte:
http://riodiantedotrono.wordpress.com

O que você pensa sobre isso, à luz de 1 Coríntios 14?

Ciro Sanches Zibordi