Neste mês, o papa Bento XVI veio ao País para participar da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, a qual deveria ser realizada em Quito, Equador. Foi mudada para o Brasil porque o cardeal em Roma, dom Cláudio Hummes — que era arcebispo de São Paulo — disse ao papa que a Igreja Católica perde um por cento de fiéis por ano, e que já perdeu vinte milhões.Ele espera ver o sonho de seu antecessor, João Paulo II, realizado. Este presenciou a derrocada do comunismo e o fracasso das fileiras da teologia da libertação, mas não conseguiu parar o avanço numérico dos evangélicos no Brasil. A principal razão da visita do novo papa, sem dúvidas, é avivar o romanismo no País, combatendo o extraordinário progresso evangélico, especialmente do segmento neopentecostal.
Para alcançar esse objetivo, o romanismo vem adotando duas estratégias: a evangelização entre as comunidades pobres e a tentativa do estabelecimento de uma convivência ecumênica entre evangélicos, católicos e espíritas. Há uns dez anos, a revista Veja enfatizou a razão do crescimento dos evangélicos, destacando a alfabetização de adultos, o estímulo à leitura, a realização de trabalhos de recuperação de dependentes em drogas e a prestação de ajuda a necessitados. A reportagem foi, claramente, uma “alfinetada” na Igreja Católica, que desde então vem assumindo um papel semelhante ao dos segmentos evangélicos.
De acordo com as últimas estatísticas, o rebanho do catolicismo, no Brasil, atinge quase 140 milhões de adeptos, e apenas dezoito mil padres! As vocações têm diminuído, gerando uma crise profunda e aparentemente irreversível para a Igreja Romana. A grande maioria dos católicos é nominal, e uma boa parte tende para a prática do espiritismo.
Para alcançar esse objetivo, o romanismo vem adotando duas estratégias: a evangelização entre as comunidades pobres e a tentativa do estabelecimento de uma convivência ecumênica entre evangélicos, católicos e espíritas. Há uns dez anos, a revista Veja enfatizou a razão do crescimento dos evangélicos, destacando a alfabetização de adultos, o estímulo à leitura, a realização de trabalhos de recuperação de dependentes em drogas e a prestação de ajuda a necessitados. A reportagem foi, claramente, uma “alfinetada” na Igreja Católica, que desde então vem assumindo um papel semelhante ao dos segmentos evangélicos.
De acordo com as últimas estatísticas, o rebanho do catolicismo, no Brasil, atinge quase 140 milhões de adeptos, e apenas dezoito mil padres! As vocações têm diminuído, gerando uma crise profunda e aparentemente irreversível para a Igreja Romana. A grande maioria dos católicos é nominal, e uma boa parte tende para a prática do espiritismo.
A fidelidade dos católicos vem diminuindo em grande escala. Há alguns anos, a Igreja Católica exibia em cadeia nacional, na quarta-feira de cinzas, a fala do papa. Hoje, o pronunciamento é gravado, e as emissoras o exibem quando querem.
Para reverter essa situação, a CNBB já está adotando estratégias para atingir católicos não praticantes, evangélicos e espíritas, divulgando textos alegóricos em favor do ecumenismo. Em um deles, Jesus visita um centro espírita e, ao deparar-se com uma mãe-de-santo, afirma: “... o Reino de Deus já está aqui no meio de vocês”. E ela responde: “Muito obrigada, Jesus! Mas isso a gente já sabia... Você deve ter um orixá muito bom. Vamos dançar, para que ele venha nos ajudar”.
No século passado, o Vaticano abriu as portas para receber a visita de Nilson do Amaral Fanini, então pastor da Primeira Igreja Batista de Niterói, Rio de Janeiro. O objetivo da visita do respeitado líder evangélico, na época, foi traçar com o papa uma estratégia que visava a resolver antigos problemas entre católicos e evangélicos. Fanini chegou a dizer que a Igreja Batista, por ser anterior à Reforma Protestante, não deveria ser considerada uma seita evangélica pelo catolicismo.
Mas a tática de unir as vertentes protestante, espírita e católica, com o intuito de somar forças contra inimigos comuns, nunca dará certo. Esses três segmentos possuem objetivos, credos e motivações completamente diferentes. O evangélicos adoram ao Jesus da Bíblia, que é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo 5.20), enquanto os católicos e os espíritas acreditam em um “outro Jesus” (2 Co 11.4).
Como se sabe, o “Jesus” do catolicismo não é o Todo-Poderoso, pois recebe menos honra do que Maria, que, segundo a Bíblia, é apenas uma crente fiel que precisou do Salvador (Lc 1.47). Um adesivo para colar em automóveis distribuído pelos católicos diz: “Tudo por Jesus. Nada sem Maria”, mostrando que, para a "igreja da maioria", Jesus é dependente de Maria. Já no espiritismo Jesus é apenas um ser “iluminado”, um espírito evoluído após diversas reencarnações, e não o Deus onipotente (Ap 1.8).
Todo esse esforço do romanismo para ganhar adeptos de outras religiões nos leva refletir sobre o que Jesus disse em Mateus 7.13,14. A porta para a salvação é estreita, e são poucos os que entram por ela. Nesse caso, o ecumenismo da Igreja Católica pode até envolver muitos crentes nominais, porém os poucos fiéis (Sl 12.1; 101.6) permanecerão firmes; jamais negarão a sua fé, haja o que houver (Ap 2.10; 3.11). Deus não prioriza quantidade (Jo 6.60-69), a não ser que esta decorra da pregação da verdade. O Senhor só tem compromisso com quem está disposto a segui-lo, andando como Ele andou (Lc 9.23; 1 Jo 2.6).
Ciro Sanches Zibordi
Para reverter essa situação, a CNBB já está adotando estratégias para atingir católicos não praticantes, evangélicos e espíritas, divulgando textos alegóricos em favor do ecumenismo. Em um deles, Jesus visita um centro espírita e, ao deparar-se com uma mãe-de-santo, afirma: “... o Reino de Deus já está aqui no meio de vocês”. E ela responde: “Muito obrigada, Jesus! Mas isso a gente já sabia... Você deve ter um orixá muito bom. Vamos dançar, para que ele venha nos ajudar”.
No século passado, o Vaticano abriu as portas para receber a visita de Nilson do Amaral Fanini, então pastor da Primeira Igreja Batista de Niterói, Rio de Janeiro. O objetivo da visita do respeitado líder evangélico, na época, foi traçar com o papa uma estratégia que visava a resolver antigos problemas entre católicos e evangélicos. Fanini chegou a dizer que a Igreja Batista, por ser anterior à Reforma Protestante, não deveria ser considerada uma seita evangélica pelo catolicismo.
Mas a tática de unir as vertentes protestante, espírita e católica, com o intuito de somar forças contra inimigos comuns, nunca dará certo. Esses três segmentos possuem objetivos, credos e motivações completamente diferentes. O evangélicos adoram ao Jesus da Bíblia, que é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo 5.20), enquanto os católicos e os espíritas acreditam em um “outro Jesus” (2 Co 11.4).
Como se sabe, o “Jesus” do catolicismo não é o Todo-Poderoso, pois recebe menos honra do que Maria, que, segundo a Bíblia, é apenas uma crente fiel que precisou do Salvador (Lc 1.47). Um adesivo para colar em automóveis distribuído pelos católicos diz: “Tudo por Jesus. Nada sem Maria”, mostrando que, para a "igreja da maioria", Jesus é dependente de Maria. Já no espiritismo Jesus é apenas um ser “iluminado”, um espírito evoluído após diversas reencarnações, e não o Deus onipotente (Ap 1.8).
Todo esse esforço do romanismo para ganhar adeptos de outras religiões nos leva refletir sobre o que Jesus disse em Mateus 7.13,14. A porta para a salvação é estreita, e são poucos os que entram por ela. Nesse caso, o ecumenismo da Igreja Católica pode até envolver muitos crentes nominais, porém os poucos fiéis (Sl 12.1; 101.6) permanecerão firmes; jamais negarão a sua fé, haja o que houver (Ap 2.10; 3.11). Deus não prioriza quantidade (Jo 6.60-69), a não ser que esta decorra da pregação da verdade. O Senhor só tem compromisso com quem está disposto a segui-lo, andando como Ele andou (Lc 9.23; 1 Jo 2.6).
Ciro Sanches Zibordi