quarta-feira, 27 de junho de 2007

Há diferença entre culto e show?

Muitos shows evangélicos (evangélicos?) têm se caracterizado por som alto e dançante, luzes coloridas, gelo seco, roupas extravagantes (em alguns casos, sensuais), linguagem chula, dança, muita diversão... Ah, e um vocalista fazendo alguma "coisa nova", como, por exemplo, a meninice de engatinhar no palco...

Confira:
http://cirozibordi.blogspot.com/2007/06/h-diferena-entre-culto-e-show-estou.html

Por incrível que pareça, há cultos ditos evangélicos em que toda a parafernália dos shows (que sempre foram associados a apresentações para o público, e não para Deus) está presente! Torna-se cada vez mais comum o emprego de elementos característicos dos shows em cultos “evangélicos”.

Em um artigo intitulado “Show não é culto”, publicado no Mensageiro da Paz (CPAD), em agosto de 2006, o pastor Martim Alves da Silva, da Assembléia de Deus em Mossoró, Rio Grande do Norte, afirmou:

"No culto, a pessoa mais importante é Deus; no show, é o artista. No culto a Deus ninguém paga, no show a entrada é mediante pagamento. No culto, Deus está presente; no show, Deus se faz ausente, pois sua glória não dá a outrem. No culto, o ministro de Deus soleniza as celebrações; no show, o apresentador é condescendente à desenfreada desordem. No culto, o povo glorifica a Deus; no show, só gritos e assobios para o artista. No culto, o povo reverencia a Deus em adoração; no show, só há bagunça incontrolável.".

Como deve ser o verdadeiro culto a Deus? Deve caracterizar-se pelos elementos apresentados em 1 Coríntios 14.26: “Que fareis, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação.

Faça-se tudo para edificação”. Não está escrito: salmo, salmo, salmo, salmo e salmo! Está escrito: salmo (cântico), doutrina (Palavra de Deus), revelação, língua e interpretação (dons do Espírito).

Nos dias do rei Ezequias, houve um grande avivamento na área do louvor (2 Cr 29). Ele começou a reinar em Judá aos 25 anos e fez o que era reto aos olhos do Senhor: abriu as portas da Casa de Deus, ajuntou os sacerdotes e levitas, ordenou que todos se santificassem, celebrou a páscoa, etc. (vv. 2-20).

O louvor a Deus, naqueles dias, possuía as seguintes características:
Deus no controle. O louvor e a música davam-se por mandado do Senhor, e não por iniciativa humana (v. 25).
Ordem. Tudo era feito com ordem e decência (v. 26).
Submissão. Os músicos e cantores obedeciam ao líder (v. 27).
Preparação. Todos estavam preparados para o louvor (v. 27).
Reverência. Havia muita reverência, prostração e adoração profunda no momento do louvor a Deus (vv. 28-30).
Renovação. Não havia espaço para as más inovações e as imitações do mundo. Todos louvavam a Deus com as palavras de Davi e de Asafe, recuperando o que haviam perdido ao se distanciarem do Senhor (v. 30). Ao contrário do que muitos pensam, renovação implica reconquistar o que foi perdido, e não buscar inovações contrárias ao que havíamos recebido (Lm 5.21; Pv 24.21; Jr 6.16).
Alegria. Muita alegria (v. 30). Não era uma alegria carnal, com liberdade de movimentos corporais; todos estavam inclinados, prostrados diante de Deus.

Tenhamos, pois, temor e tremor na casa do Senhor (Sl 2.11). Deus quer de nós o “culto do coração”, e não o “culto da carne em ação” (Is 29.13). O templo não é um lugar para desfiles de celebridades, danças, “trenzinhos”, luzes coloridas, som “pesado”, assobios, etc. Não se precipite em pensar que estou sugerindo que os nossos cultos sejam reuniões sem vida, similares às missas. Não! Porém, precisamos ter reverência na casa de Deus (Mt 21.1-13). E, quando eu falo em casa de Deus, refiro-me a qualquer local onde nos reunimos para cultuar ao Senhor.

Ciro Sanches Zibordi

3 comentários:

Andrea Pavani disse...

A paz do Senhor, Pr. Ciro!
Gostaria muito de saber o que o amado irmão me diz a respeito das canções da Pra Ludmila Ferber, adepta do G12. Sou uma grande admiradora desta cantora, no entanto, já ouvi falar muito sobre o movimento G12 e suas práticas excêntricas e extra-bíblicas. Mas e quanto às canções por ela cantadas e compostas? É lícito que compartilhemos?
A paz do Senhor!
Deus o abençõe!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Prezada Andrea,

Agradeço-lhe pela participação em meu blog. Fiquei feliz com a sua busca sincera pela verdade.

Mas a sua pergunta é muito pessoal; envolve o nome de uma pessoa. E o objetivo deste blog não é expor ninguém. Há exceções, é claro. Já citei nomes de alguns animadores de auditório e falsos mestres norte-americanos porque falar deles, ou citar conteúdo de seus livros, nada mudará, para eles; por outro lado, poderá ajudar aqueles que o seguem cegamente.

Diante do exposto, reitero que o meu objetivo não é expor pessoas. Nesse caso, procurarei ajudá-la de outra forma. Como? Pretendo escrever em breve um artigo sobre o movimento G12 e outro tratando de letras e estilos musicais que têm prevalecido hoje em dia. Dessa forma, você saberá, à luz da Bíblia, se determinados "frutos" de certos pregadores e cantores são bons ou não (Mt 7.20).

Aguarde, por favor...

Enquanto isso, posso conversar com você por e-mail quanto a questões mais específicas, que não precisam ser aqui expostas.

Em Cristo,

CSZ

Anônimo disse...

O QUE FALTA MAIS ACONTECER NA IGREJA DO BRASIL ?
É UMA LÃSTIMA.

JOSÉ RODRIGUES